Notas iniciais
Bom... Nesse capítulo em especial, muita coisa vai conicidir e talvez, comece a fazer sentido... E tem muito diálogo nele, eu gosto de não ficar atrapalhando nos diálogos e colocar de vez, porque aí dá mais empolgação de ler. Além do mais, eu já queria adiantar que a Michele não é uma vadia (mas é o que vai ficar parecendo -q), depois a história se esclarece mais. Esse capítulo é dedicado para a Miwa_Mazur, que além de acompanhar minha Fic desde o início e comentar todos os capítulos, mandou a primeira recomendação da história (Que ficou muito linda). *----* Então esse capítulo é todo seu ^^...
Então... Calei a boca, vamos ao que interessa. Boa leitura!

POV's Mel

Como eu pude pensar que estava tudo bem? Não estava, deixou de estar quando eu resolvi que iria render um beijo para um homem de trinta anos depois dele ter tido uma 'discussão sem palavras' com a garota que eu achei que ele tava afim, sendo que ele é casado. Onde eu tava com a cabeça? Isso é idiotice, só pode. Eu sou uma louca, é isso. E ele ainda é o meu melhor amigo. Eu não podia ter feito isso, nunca. Mas agora eu já tinha feito, não tem volta, tem que seguir. Eu ainda estava contando com o Rev para me ajudar. E precisando de uma explicação. O que tinha sido aquilo tudo?

Já tinhamos chegado no hotel e eram quase uma da manhã. E ainda assim, pude ouvir os gritos enquanto terminava de me arrumar. Pentiando os meus cabelos em tom já alaranjados por causa da descoloração. Com minhas pulseiras de skipes que eu tanto amo e minha camisa enorme do Nirvana, uma calça justa e meu típico All Star preto. E ao som de gritos, com olhos afogados e rosto molhado. Eu não aguentava segurar minhas lágrimas quando escutava os gritos da briga de Syn e de Michele. Eu estava me importunando e me sentindo completamente culpada por tudo aquilo.

- Você vive abraçado com aquela garota.

- Ela é a minha melhor amiga, e ainda é bem mais nova que eu. É ridículo esse seu ciúme.

- Ridículo? Você ainda não percebeu como tem me tratado últimamente?

- Até parece que você não sabe o motivo que eu tenho para isso, Michelle.

- Michelle? Porque não pequena? Sou grande demais para ser chamada assim?

- Pare de ser idiota, você se casou comigo. E me decepcionou, eu nem sabia. Quanto tempo achou que iria conseguir esconder?

- A sua pequena nunca te deu uma noite de prazer. E onde está aquele Brian que nunca substituiria o Jimmy?

- E a minha pequena também não matou o meu melhor amigo. E pare de falar merda, eu nunca vou substituir o Jimmy.

- Teu melhor amigo era um maluco e se matou.

- Para de se referir aos meus amigos assim, ok? Eles não tem nada a ver com nada sobre o que está acontecendo entre nós. Você nunca teve essa putaria com eles. E para de falar que o Jimmy se matou. O meu Jimmy não se matou, você tirou a vida dele.

- Eu não quero mais saber de nada, Brian.

- Você disse que iriamos terminar nossa conversa essa noite.

- Eu não tenho paciência agora. Já está de madrugada, os vizinhos vão reclamar.

- Então você vai sair? Não vai. Não antes de me esclarecer a história do Jimmy.

- A gente vai conversar sobre isso amanhã. Só amanhã.

~Silêncio~

- Se você quiser, eu passo a noite aqui.

- VAI EMBORA, MICHELE!

E eu resolvi que prestar atenção nessa conversa seria ridículo. Vamos fazer um teste e ver até onde essa história iria, mas só quero o resto vindo do Brian. Sequei as lágrimas e o meu rosto, saí do quarto e decidi que ficar sozinha em um lugar aberto seria bom para descançar meus pensamentos. Ainda sinto mágoa por mim, eles estavam escondendo mais coisas do que eu consegui descobrir. Porque eu simplesmente ignorei, entendo o lado deles, eu acho. Eles tinham que ter me contado porque eu estava ali com eles. Eu sei bem que não foi um presente de aniversário. Nenhuma banda faria isso com um fã, muito menos com uma fã de 14 anos, comos eles acharam que eu acreditaria por muito tempo?

Saí e caminhei em direção a piscina dali. Já estava calmo e tranquilo, não tinha movimento. Eu estava mais uma vez sozinha. Ou não. A lua brilhava fortemente no céu e um sorriso leve tomou meu rosto repentinamente. Não tinha o que mais lembrar, só 'quem', o Jimmy. Tirei o papel que tinha escrito aquele texto do meu bolso e tentei compreender a última parte do que estava escrito.

"Vai perceber que a resposta sempre esteve em sua frente. Mas cuidado, pode estar com objetivos muito mais perto do que imagina, mesmo que com possibilidades quase invisíveis de tão distante... E mesmo assim estar bem na sua frente."

Porque aquilo estava escrito?

Mas como eu nunca tenho tempo sozinha e como as pessoas da banda resolveram me seguir nesses últimos dias, eu tinha sido interrompida. Não tenho mais muito tempo de reflexão e nem mesmo tenho como esconder algumas coisas. Pensei em colocar o Syn para correr dali. Mas eu mudei de idéia, quando percebi que na verdade, estava diante de Arin. Que apenas se sentou ao meu lado e demorou um diálogo.

- Mel, não tá achando isso tudo muito estranho?

- Depende do que você está falando

- Dos textos. Quem escreveu aquele que o Johnny mandou você ler?

- Eu.

- Porque parecia um aviso de morte?

- Eu só percebi isso quando estava lendo para vocês

- Percebeu também que parecia palavras do Rev, não é?

- Como sabe?

- Vi como olhou diretamente pro Brian, logo depois de terminar de ler.

E parece que alguém podia sim entender muito sobre mim. Eu realmente tinha encarado o Brian por causa das palavras do 'Rev imaginário' que tinha escrito aquilo no meu lugar.

- Não acha muito estranho ter escrito o mesmo que o Jimmy?

- Não foi o mesmo que o Jimmy.

- Eu sei, o seu tinha uma continuação.

- Foi só uma conhecidência. Pensávamos iguais, apenas isso.

- Nem toda semelhança é mera conhecidência.

- O que quer dizer com isso?

- Acha que conseguiria distinguir diferenças se não encarasse o olhar de alguém?

- Quer ir direto aonde diz a respeito de tudo isso?

- To falando que o Rev ainda tinha o que contar. Ou ainda queria saber de algo. Ou tinha algum tipo de auto-missão. Não sei, não costumo falar as coisas tendo certeza delas.

- Mas o que isso... ? — Não havia porque terminar aquela frase. Estava óbvio. E o Arin tinha razão. Ás vezes eu acho que ele não estava alí por um motivo qualquer. Tinha algo de diferente nele, que o próprio já sabia, mas não queria contar para ninguém. Ou talvez fosse apenas o pensamento de uma psicopata, mas tanto faz. Costumo lutar até o impossível para defender a idéia que eu acho correta.

- To falando de comunicação.

- Mas nunca foi assim comigo antes.

- Não sei como explicar. Não é comum ver pessoas que servem como objeto de comunicação entre os dois seres existentes. Mas também não é anormal.

- Eu não sou Medium. Nunca aconteceu nada disso antes, nunca.

- Você não consegue vê-los e nem escutá-los. Gosta de escrever?

- Eu passava a maior parte do tempo nisso antes da minha mãe me colocar para fora de casa.

- Como... ?

- Antes dos Avengers me trazerem para cá. — Corrigi rápidamente a minha fala e sorri de leve. Ele com certeza deveria saber da história toda. Mas apesar de curioso e com um tanto de "medo" em seu olhar, ele ignorou.

- Se escrita não fosse uma forma de comunicação, acha mesmo que internet seria a evolução ao invéz da inspiração para novos recursos?

- Quem disse que não há escrita na internet?

- Então parece que você entendeu bem o recado. — Eu apenas parei e encarei Arin e seu sorriso vitorioso. Talvez ele tivesse razão, talvez não. Mas ele fazia tudo para provar que sua teoria pode sim ter sentido, te confundindo cada vez mais. — Se você percebeu que era do Rev, alguma coisa tem. Por acaso anota suas coisas em um lugar específico?

- Porque?

- Porque todo mundo que vive anotando coisas, anota em um tipo de caderno ou até um arquivo do computador.

- Todo mundo quer dizer você?

- Não se você também admitir isso.

- Uma troca? Eu te dou as minhas anotações e você as suas.

- Você me dá as suas anotações e eu tento te ajudar, ou pode ficar com elas para ti. Não entregarei nenhuma das minhas.

Pelo menos ele tinha um sorriso simpático no rosto e sua voz ainda estava 'angelical' o bastante para que eu não levasse suas palavras em ignorâncias. Então eu simplesmente encarei a piscina, como se elas fossem me livrar daquilo. Mas o Arin ainda me encarava sem nem mesmo dar sinais de que piscou e eu sabia muito bem que não entraria em meu quarto sem dar a resposta que ele queria.

- Te entrego amanhã. E ninguém precisa ficar sabendo.

Então ele sorriu mais vitorioso ainda e saiu. E eu não fiquei mais ali, vai que aparece mais alguém para falar disso comigo. E esse era um assunto que eu não suportaria mais. Então entrei no meu quarto e me joguei na cama, exatamente como eu estava e não me dei ao trabalho de ir ver se estava tudo bem com o Syn. Conversaríamos sobre isso no dia seguinte de qualquer forma, então eu poderia muito bem parar meus pensamentos enquanto o Arin não estivesse por perto para falar que eu sou o telefone ambulante que os mortos usariam para se comunicar com quem estivesse desse lado. Mas anntes mesmo de conseguir dormir, batidas fortes em uma porta me assustou. Mas como não era a minha porta, eu resolvi que ignorar seria a melhor opção...

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- Aconteceu algo de estranho com algum de vocês noite passada? — Matt chegou se sentando na mesa do hotel em que estávamos.

Já estávamos todos na mesa perto da piscina do Hotel, lugar obviamente público. E estava bastante movimentado. E um tanto engraçado, já que todos os Avengers resolveram que colocar chapéus do Synyster Gates e maquiagens imitações de Punck vagabundo propriamente dito, com acessórios em rebites e skipes, até mesmo correntes e fivelas extremamente pesado seria a única forma de se livrar de algum fã da banda. E eu não fiquei imune a isso, já que era um grupo de completos 'emo-punks' que chamavam mais atenção do que os integrantes sem nada disso chamariam. O único que estava se vestindo exatamente como o seu normal ali era o Oliver, que já se vestia assim sempre, servindo de inspiração e guarda roupa da banda.

- Não... — respondeu confuso o Zachary, que estava empolgado demais com as roupas que usava, pelo simples fato de que elas o incomodava. — Mas eu ouvi umas batidas fortes, e...

- Acho que todo mundo ouviu. — Matt prosseguiu rapidamente. — Foi na minha porta. E seja lá quem foi, deixou isso comigo. E eu não entendi nada, exatamente como ele optou. — Falou nos entregando um envelope branco, com um outro papel dentro. — Ele tem razão, eu não sou o maioral. Mas eu nunca disse isso, então eu to realmente confuso.

Decidido que iriamos ler um de cada vez, Arin foi o primeiro. Terminou e simplesmente levantou, ignorando todas as frases que perguntavam "Onde você vai?" ou "O que foi?" e nem tentou olhar para trás. Aquele homem é, definitivamente, o mais misterioso que eu já conheci. Mas esperei, no meio do silêncio que reinava entre nós, apesar de ter uma grande gritaria de crianças na piscina, até que o papel chegou na minha mão. Exatamente dessa forma:

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Nolite credere dictumst. Qui non credunt verbo per unam diem ire cogitas dilexit. Venit ab eo qui non credunt. Ne quis credat fuistis cum eo. Noli credere. Memento: Tantum mortalis es incassum.

Espero que tenha entendido.

Porque o nome do que acabou de ler é: C-O-M-E-Ç-O





- Em que língua isso tá escrito? — Perguntou Johnny, sendo o último a ler.

- Será que ele pode olhar o papel? — Disse Arin, chegando com um homem que aparentava ter bom físico, seus cabelos loiros e curtos bem penteados e seu sorriso incrivelmente perfeito.

- Quem é esse? — Perguntou Matt, confuso.

- Eu sou Thomas Krilly, ex-advogado e diretor de uma fundação policial.

- E como você descobriu ele, Arin? — Perguntou Zacky curioso.

- Fui na recepção e perguntei se tinha algum advogado aqui. E eles me deram o número do quarto do Krilly, aí eu chamei ele.

- Boa explicação. — Disse o Matt um tanto desconfiado e entregando a carta ao advogado. Que leu muitas vezes, a ponto de todos se distraírem com outros assuntos e ele ficar ali, com uma caneta na mão, anotando tudo o que lhe vinha em mente. Já tinham se passado uma hora e meia e ele ainda estava ali. Já não ligávamos mais para aquilo e apenas ele estava ligado nisso. Enquanto todos conversávam, eu pude perceber o Arin e o Zacky conversando sozinhos e saindo de perto, em direção ao ônibus.

- Mel. — Me virei e acabei encarando um garoto com rosto de uma criança indefesa e vestido como um adolescente rebelde, com suas íris azuis me encarando. — Será que eu posso falar com você?

- Claro, Oliver.

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POV's Zacky

O que ele queria comigo, eu ainda não sabia. Apenas caminhava em direção ao ônibus com Arin e nenhuma palavra foi mencionada no caminho. Até que pudemos finalmente entrarmos no ônibus e finalmente quebrar o silêncio.

- Quem diria, Zachary Baker! Quem diria...

- O que você quer dizer com isso?

- Quero dizer que eu já percebi. Que seus fãs já perceberam. Mas parece que todo mundo em relação perto à vocês resolvem ignorar.

- Arin, você quer por favor me dizer onde quer chegar?

- Talvez não da parte dele, mas da sua sim.

- Pra que tanto mistério?

- Pra que bancar o idiota fazendo essas perguntas que você sabe bem que eu não preciso e nem vou responder? — Ele disse isso me encarando de uma forma que estava me agonizando. Normalmente o Arin não é assim, mas ele estava em revolta constante e isso tinha ficado bem claro desde os últimos dias. — Agora só falta você admitir.

- Não.

- Qual é, vocês dois precisam de ajuda.

- Nós dois? Como assim "nós dois"?

- Pare, cara. Eu sei que você é idiota, não burro.

- Como você descobriu isso?

- Que você é idiota e não burro?

- NÃO!

- Ah, claro... Eu poderia dizer que tenho minhas fontes, mas na verdade, eu só to prestando atenção no que acontece mesmo.

- Tem que parar de cuidar da vida dos outros.

- Tem que parar de deixar que o claro de seus olhos focalizem em cristalização. Não sei como nenhum idiota conseguiu ler ainda.

- Para de metáforas, porra.

- Para de estresse, caralho. E me deixe falar. Quanto tempo acha que poderia esconder? Essas coisas acabam sendo expostas sem que ninguém perceba.

- Todo mundo acha que um segredo particular não tem chances de estarem sempre seguros, boa desculpa... — Parei por um tempo e ele não quebrou o silêncio, me deixando esse trabalho. — Posso te culpar se alguém ficar sabendo?

- Não, eu não faria isso e você sabe. — Eu apenas me coloquei a encarar ele, sem nenhuma palavra em minha defesa. Normalmente eu tenho o que falar, mas não agora. Não com uma verdade que eu não queria escutar desabando em minha frente. — O que tem a dizer?

- Eu não sei. Eu não tenho motivos para sentir isso dele.

- Nunca se tem motivos, nunca. Tem certeza que não tem motivos? Ou tá tentando esconder os motivos também? Ele nunca te fez algo? Ninguém se sente assim do nada. Ou sente?

- Desculpa, Arin. Eu te admiro muito, mas minha vida não te interessa.

- PELO MENOS UM TEM QUE TER AJUDA.

- JÁ TE MANDEI PARAR, GAROTO!

- Arin! Zacky! O que estão fazendo aqui? — Olhei para o lado em sincronia com o arin para olhar quem tinha acabado de entrar, mesmo já tendo reconhecido a voz.

- Matt, Johnny, Syn... Não é nada não.

- Porque o tom de voz alto? Estavam brigando? — Perguntou Johnny, me encarando torturadamente.

- Não. — Respondeu Arin, acabando com a tensão que minha falta de reação havia consedido à aquele momento. — Não estavamos brigando. Era só uma discussão de opnião, nenhum tipo de briga.

LINK!

Notas finais
Não sei se foi o que vocês entenderam, mas o Arin vai ser o personagem mais foda da minha Fic. u-u Okay, indo ao que eu queria falar... Lembra da Fic que eu excluí? (Desculpa aí, Dçabor). Então. Para a/o linda/o que gostar de Black Veil Brides. Ou para a/o linda/o que gostar de Tokio Hotel. Ou para a/o linda/o que simplesmente gostar de minhas histórias, aquele link no final da Fic é a minha outra Fic. Se vocês quiserem fazer uma 'Monallisa' feliz, podem ir dar uma olhada... kkkkkk' E Avenged vai entrar lá o/ No dia certo, na hora certa, mas ainda não é o tempo deles. Enfim, obrigada mais uma vez à Miwa_Mazur, muito linda a sua recomendação *----*. Beijos!!