The Possibility That I Never Considered
13 Like A Hurricane...
Notas iniciais
POV's Johnny
Claro que eu não posso afirmar nada. Não é da minha conta, não é comigo, mas mesmo assim, todos estão agindo um pouco diferente esses dias. Em especial, a Mel e o Syn. Talvez ninguém mais estivesse percebendo, mas eu sim. É algo estranho, parece que tem algo a mais acontecendo com eles. Não, isso é quase impossível. O Syn tem seus trinta anos, tem desejos sexuais bem exigentes e definidos. E a Mel, tem apenas quatorze anos, bem provável que não pensasse nisso. Mas tinha algo de muito mais forte que uma amizade acontecendo entre eles, eu ouvi os pedidos de desculpa, vi como eles se olham. É algo mais profundo do que deveria ser, isso pode não ser bom. Na verdade, isso com certeza não é bom. Ou talvez seja, afinal, o amor pode vencer muito mais que qualquer um pode imaginar. E eu me sinto muito meloso quando penso nisso, não posso ter uma recaída que nem o Syn teve como um 'papai gay'. E sim, eu havia percebido. A maioria das vezes estou calado, mas eu percebo tudo ao redor.
Caminhando em direção a sala de televisão, todos esses pensamentos dominavam a minha mente. Meu obvjetivo era simplesmente entrar no quarto dela e chama-los para junto de todos os avengers. Já no ônibus que entraria em movimento dentro de uma hora e meia, a mulher do Syn tinha chegado e a primeira coisa na qual perguntou foi pelo marido. E eu, com meu dom de tentar prever as coisas, tinha quase certeza de que alguma merda iria acontecer. Michele nunca gostou da pequena melhor amiga de Synyster Gates. Talvez ciumes. O que eu poderia achar ridículo á um tempo atrás, mas não é tão difícil assim de assimilar agora.
- Mel? — Falei assim que cheguei na porta da sala -que é uma daquelas portas sanfonas- que não podem ser trancadas de qualquer forma. Por nossa sorte, resolvemos que iriamos ficar em um hotel no qual chegariamos já de noite. Caso contrário, teriamos que voltar a dormir no desconfortável ônibus. Pelo menos por mais uma noite, o que é bom para todos. — Mel?
Resolvi abrir a porta lentamente e olhar para a sala de televisão, onde Mel dormia e passava boa parte do tempo. Não havia ninguém e minha primeira opção era simplesmente virar e caminhar até a sala para avisar que a nossa pequena garota e o nosso grande idiota não estavam ali. E onde eles estariam, ninguém sabe. Mas uma coisa chamou minha atenção em cima da mala dela que estava na sala. Normalmente não fico invadindo a privacidade das pessoas -muito menos de garotas de quatorze anos- desse jeito, mas aquele papel precisava ser lido. Alguma coisa me pedia aquilo e é claro que eu me sentiria muito mal depois, mas eu não podia deixar de lado.
E cada uma daquelas linhas me parecia... Na verdade, me era familiar demais. Eu já havia escutado palavras idênticas a aquelas. Nostalgia. A palavra certa para o momento. E eu precisava mostrar aquilo para todo mundo.
- Johnny? Johnny, o que etá fazendo aqui? — Nunca pensei que um dia eu iria gelar na voz de uma garota... Mas nem tudo é o que parece, muito menos, o que esperamos. E é claro que eu tirei esse pensamento do texto no papel que eu nem cheguei a terminar de ler. Mas nem precisava. Já sabia como aquilo iria acabar. Ou não acabar. Da última vez, estava inconpleto.
- Mel? Mel, olha. Desculpa, desculpa mesmo. Eu não tinha que ter entrado nem nada, e aí eu começei a mecher nesse texto aqui, desculpa, sério.
- Porque está com esse papel na mão? Porque leu ele?
- Fiquei curioso... Mas agora to assustado. Mel, eu tenho que falar contigo. Onde está o Syn?
- Na cozinha, se é que aquilo é uma cozinha...
- Vem comigo! — A puxei pelo braço que não estava machucado e arrastei a garota em passos tão rápidos que fiquei com pena depois. Mas eu estava tenso. Tenso o suficiente para saber que não tinhamos mais que esconder nada. Tinhamos provas, estava evidente. Sempre foi verdade. E a gente acreditou. Mas deixou de lado. Não podíamos, não deveríamos, nunca. Mas somos idiotas, só pode.
- Gates. Gates. GATES.
- O que foi, Johnny?
- Precisa vir comigo. Uma conversa entre Avengers e uma certa pequena. — Syn não entendeu o recado pelo que eu vi. Acho que ninguém entenderia. teriam que ler o que tinha escrito no papel. Não foi muito para conseguirmos chegar onde os outros Avengers estavam, óbvio, é um ônibus. Mas lá tinha apenas um problema. Ou melhor, dois.
- Synyster Gates. — Michele falou se levantando de uma forma que a maioria que estava prestando atenção gelou. Ou ficou na extrema vontade de estar no lugar do Syn, porque aquela mulher não é de se comparar com qualquer uma. — Precisamos ter uma conversa.
- Não, Michele. Ele precisa conversar com a gente.
- Johnny Christ, ele é meu marido. Acho que tenho um pouco de prioridade aqui. Fica quieto, vai.
- Não fale assim com ele. — Gates fez com que todos o encarasse. — Eles querem conversar comigo. Façam o favor de se retirarem do local. — Normalmente não vemos o Syn e a Michele assim em público.
Não foi com pouco sacrifício, mas conseguimos fazer com que elas saíssem. Não queria colocar fogo na briga do Syn e da mulher dele. E parece que a Valary e o Matt não estava em um mar de rosas. Mas eu precisava estar sozinho com todos os Avengers ali.
- Não podemos continuar escondendo da Mel.
- Como assim, Johnny?
- Zacky... Eu não posso explicar. É melhor vocês escutarem a Mel.
- Mas eu não sei o que tenho a falar.
- Tem que ler isso.
- Então por isso estava se desculpando. — Falou enquanto pegava o papel amassado da minha mão. — Mas porque quer que eu leia?
- Simplesmente leia Mel, por favor.
Todos se concentraram apenas na pequena garota de cabelos vermelhos e olhos negros tão confusos, que chegava a dar pena.
- Provavelmente ninguém nunca acreditaria na palavra de quem conversa com um ser inexistente. Seria inútil. - Ela começou, sem conseguir encarar a ninguém dali.
Silêncio.
- Eu não consigo.
- Pequena, não será o primeiro texto que fez que me deixara conhecer. Ou reconhecer... — Syn recrutou confuso, principalmente na última parte de sua fala.
- Eu sei. Mas esse texto é diferente. Não consigo entender. Foi uma sensação incrível quando escrevi, mas não normal.
- Por favor, Mel. Eu te imploro. eles precisam escutar isso que você escreveu.
Ela apenas voltou sua atenção ao pequeno pedaço de papel rasgadinho e amassado.
- Então, como se todas as possibilidades fossem capazes de voltar e te fazer modificar algo, você sorri ao olhar a lua. Ela te passa a segurança que você proucura, ela te mostra que seus pensamentos positivos ainda funcionam. Consegue sentir um abraço pesado, porém levemente confortante? Um frio diferente de todos, afinal, nenhum nunca te esquentou assim antes? Consegue escutar uma voz que tenta te ajudar todos os dias, mas ainda falha por simples falta de atenção sua? Eu sei bem como é, mas eu não quero escutar. Já pensou na arma que a saudade pode ser? Porque a mais forte das ameaças são feitas com lembranças e ignoram as palavras de uma forma que, ninguém nunca pensou que fosse possível antes. Nunca pensou, porque todos tem esse costume de só acreditar no que vêem e no que sentem... Sem ao menos se darem ao trabalho de enchergar aquilo que os olhos não permitem ou tentar sentir aquilo que ainda não teve chances... Não esquece de olhar ao redor, não esquece, só pra lembrar. Porque aquilo que pareceu estar no passado, está caindo em sua frente agora. Não é mesmo? Aquilo que você sempre quis ver ou ouvir outra vez, mas nunca comentou com ninguém. Porque se sente mais sozinho do que realmente está. Olhe ao redor, consegue enchergar o que mudou sua vida? Pois é, agora sabe que nem tudo é o que parece, e muito menos o que pensamos. Acredito em você, fará a escolha certa. Mesmo que demore de perceber qual essa seja. E quando já não sabe mais o que fazer? Tem certeza que não sabe o que fazer? Já deixei claro que não é assim. Mas o passado está no passado quando resolvem que enterra-lo é a melhor opção. Nunca foi, nunca será. E não publicara o que não deve. Sabe porque? Porque... Bom, isso não importa mais. Passado no presente e este no mesmo. Não há uma escolha, é simplesmente o que tem que acontecer. Feche seus olhos, me sinta aí quando eu tiver longe. Prometa-me mais uma vez que não temerá. Prometa-me que ainda vai tentar me ver quando eu estiver invisível, me escutar quando eu estiver inaudível e não me esquecerá junto com aqueles se sabem o que quero dizer. Chama por mim mais uma vez, eu não estou naquela lua que estava encarando. Eu estou dentro de ti e nada mais importa quando o improvável toma totais evidências de realidade... O passado não faz tanto sentido agora. Afinal, ele já esteve no presente. E o presente se referia ao passado que se tornaria, não ao seu passado. Então agora as coisas fazem sentido? Acredita em mim, não é? Espero que sim... Entende como o seu presente vira passado rápido? Mas você ainda lembra dele. Lembranças não vão embora, elas ficam com quem não as solta. E eu garanto, ainda vai achar a explicação para tudo. Não de mim, vai entender por si próprio. Vai perceber que a resposta sempre esteve em sua frente. Mas cuidado, pode estar com objetivos muito mais perto do que imagina, mesmo que com possibilidades quase invisíveis de tão distante... E mesmo assim estar bem na sua frente.
- Nossa. — Foi tudo o que Arin disse, ainda confuso.
Percebi que assim que terminou de ler, ela encarou confusa e seriamente o seu melhor amigo. E isso fez com que todos encarassem ele logo depois. Com a cabeça baixa e os olhos brilhando em água como nunca havia visto os de Synyster Gates antes. Um tom de dor no olhar dele, sentimentos completamente verdadeiros. Quase o mesmo olhar com o qual ele encarava Mel últimamente.
- Então é verdade. — Ele falou e virou seu olhar de encontro ao da amiga. E foi um olhar completamente profundo e talvez, um pouco revelador. era tudo o que eu precisava saber, o que eles dois tinham. E do nada, um sorriso surgiu no rosto do Syn, ainda com as lágrimas presas em seus olhos, como se ele fosse o único homem capaz de controlar esse tipo de coisa. — Então é você.
- Sou eu, como assim? — Ela disse ainda completamente confusa. Até que um pequeno sorriso preocupado surgiu em seu rosto também. — Espera Syn... Você tá chorando? — Disse isso se aproximando dele e segurando o seu rosto, porque ele tava tentando virar o rosto.
- Como eu nunca pensei que pudesse ser você? Eu não acredito, você. Minha melhor amiga e... Eu não acredito nisso.
- Isso é bom?
- Você não tem noção, minha pequena. — E eles se encararam mais uma vez, com rostos tão próximos e sorrisos levementes destacados, de forma que revelaria o que eu quero saber. Mas como eles estavam decididos em esconder o que eu já tinha percebido, ninguém nem mesmo pensou na possibilidade. Tenho que admitir, eles fingem muito bem ou eu sou um grande idiota.
- Mas porque é tão especial assim? — Zacky perguntou, completamente confuso.
Syn se levantou e se dirigiu até uma de suas malas. Abriu ela e mecheu por uns instantes. Enquanto isso, todos se mantiveram calados. Um silêncio que estava muito tenso, mas muito ligado á uma pessoa só. E de repente meus olhos e os da Mel se encontraram. Parece que ela já tinha entendido que eu percebi mais do que devia. E me pus á olhar para o Arin, apenas para disfarçar, e este também apresentava sinais de dúvidas e hipóteses.
Syn voltou com um papel, ainda mais amassado e mais rasgado que o de Mel, e entregou ele á Zacky, fazendo todos irem até ele, ver o que tinha lá. E todos se espantaram com o que viram. Eram as mesmas paçavras que a Mel tinha acabado de ler. Mas não foi exatamente isso que os assustou. Foi a letra. A letra de um alguém que marcou a vida de quase todos. A letra de Jimmy Sulivan.
- Será que alguém pode explicar isso? — Matt perguntou, confuso... se é que essa palavra de significado pequeno serve para identificar como todos ali se sentiam.
- Tudo bem. — Ele respondeu. — Na noite em que o Rev morreu... Se matou... Não sei exatamente ainda. Eu e o Jimmy fomos na casa dele e os encontramos já em efeito da bebida e todos aqueles remédios.
- A gente sabe, vocês que nos avisaram.
- Mas o texto não está todo igual. O da Mel é maior... O do Rev para depois do "porque..." e tem uma mancha gigante partida ao meio. E no da MEl, diz que não importa mais.
- Também achei estranho no começo. Mas olha o resto da história.
- Junto do Jimmy encontramos esse papel que você acabaram de ler e esse daqui também. — Eu disse, mostrando mais um papel em minha mão mão. Esse em bom estado. Não havia amassos ou rasgões nele, muito menos manchas. Eu e o Syn haviamos combinado de que cada um ficaria com um papel para caso alguém encontrasse um, não pudesse seguir o raciocínio.
- O que tem escrito nele? — Arin perguntou, realmente interessado no assunto.
- "Desculpa por tudo isso e pelo que virá depois. Sabe que não abandonarei vocês nem um minuto. Mesmo estando tão distante dessa realidade em que vivem. Espero que continue importante para vocês, assim como sempre serão para mim. Acredita em mim? Em minhas profecias malucas? E se eu disesse que vão encontrar um alguém e será a pessoa menos provável pela qual eu poderia me identificar novamente? Vão demorar demais para descobrir? Pois boa sorte. É tudo o que eu tenho a declarar agora. Desculpa, um dia vocês vão entender..." - Parei por um momento e encarei a todos. — É tudo o que tem escrito.
- E no papel de Mel tem o resto. Uma forma de comunicação. — Syn falou, com um sorriso idiota no rosto. E seu pesamento parecia bem distante daqui. Sempre ficava assim quando falamos do Rev. Um sorriso idiota na cara e olhos brilhando ao mesmo tempo, ninguém consegue mesmo entender Synyster Gates, que foca se bancando de valentão, desde quando nos conhecemos. E só perdia nisso para o Matt.
- Isso quer dizer que a pessoa improvável pela qual ele tentaria se comunicar conosco é a Mel... Nossa. Então realmente havia um motivo de ela estar aqui agora.
- Minha pequena é mais especial do que eu considerei. — Syn disse e ela o encarou pouco. Depois o abraçou e deitou sua cabeça no ombro do amigo.
- Pequena? Então é assim que você chama a garota que conhece á menos de um ano e que não é sua namorada? — Michele entrou na sala, aos berros com Synyster. — Você só me chama de Michele. Isso que dizer algo?
- Calma, Mi. Ela é a melhor amiga de seu mari...
- Cala a boca, Zacky. Eu não to falando com você, muito menos de você.
- Já falei para você parar de tratar os meus amigos assim. — Syn fez com que ela se calasse e a encarasse por um momento. Juntamente a todos, assustados.
- E eu já falei para você não me tratar assim.
Decidido que aquele não era um assunto para ser tratado em público, Syn e Michele foram para o camarim. Era para ser um momento feliz, era uma descoberta incrível e ainda não terminada. Todos estranharam por um momento a briga do Syn e da Michele. Não eram constrantes, pelo menos, não em público.
- Vamos para o ônibus. — Matt falou, levantando-se e apontando para que fossemos. A Mel foi a primeira a levantar e tentar sair dali em passos incrivelmente rápidos e angustiados.
- Você fica, Mel. — Falei em tom alto, de forma que todos me encararam. Ela parou mas não saiu do lugar. — Preciso falar contigo.
Só depois disso ela se virou e caminhou até a minha direção. Todos os outros saíram do local, nos deixando a sós. Pude perceber que o Oliver ficou um pouco receioso de nos deixar ali, ainda demorando de sair e encarando ela sem expressão exata, mas parecia triste. E ela o encarava de volta, com a mesma expressão. Na verdade, eu nem tinha notado o Oliver alí antes. Mas estava tudo bem, afinal, estavamos falando do tio dele. Então ignorei. E quando finalmente ficamos sozinhos, me sentei ao lado dela no palco.
Eu não sabia como perguntar, muito menos como reagiria a qualquer tipo de resposta. Afinal, do jeito que a Mel é, ela nunca diria tudo de primeira. Mas eu precisava saber e precisava fazer isso sem assusta-la. Apesar de não parecer por causa da forma que ela se veste ou como ela agora na maioria das vezes, a garota é altamente emotiva. E eu não posso e nem quero deixar ela triste.
- Mel, o que tá acontecendo entre você e o Syn?
- Não tá acontecendo nada.
- Não? Eu percebi em como se encaram quando ele te abraçou nesse instante.
- Ele apenas me encarou feliz. Deve ter sido uma boa descoberta para ele, apesar de eu não ter entendido ainda.
- Você acha que eu sou idiota?
Silêncio. E nesse tempo, a garota nem mesmo tentou me olhar. Foi um tempo bem curto, mas o suficiente para que eu tivesse certeza dos meus pensamentos...
- Você pode me explicar essa história da carta e dos textos iguais? É que eu realmente não entendi direito, e...
- MEL! — Ela parou e ainda não me encarava. — Você acha mesmo que eu sou idiota?
- Eu tinha esperanças...
O silêncio voltou por um tempo e eu apenas levantei calmamente o rosto dela para que me encarasse. E seus olhos brilhavam como nunca tinha visto antes. Parece que não é só o Synyster que tem o 'poder' de controlar as lágrimas.
- Mas eu não sou. Pode me contar agora o que está acontecendo entre vocês...
Ela continuou me encarando por um tempo e, quando finalmente deu sinal de que iria falar algo, foi intimidadoramente interrompida.
- Johnny. Essa conversa tem que ser entre nós dois.
- Synyster? Você não tava conversando com a Michele?
- Ainda não terminamos de conversar. — Michele saiu do mesmo lugar, andando com o nariz incrivelmente enpinado, sem encarar ninguém. Em passos pesados e rápidos. — Ainda não terminamos. — E saiu dali. Sem olhar para trás, nem pra ninguém.
- O que foi isso?
- Talvez ataque de uma mulher que está com ciúmes da melhor amiga de quatorze anos do marido. — Ele respondeu rindo e sem me encarar. Mas eu não mudei de expressão. E quando o seu olhar finamente encontrou o meu, o sorriso dele se tornou em uma cara de confusão e vergonha talvez.
- E ela tem motivos para isso?
- Não seja idiota, Johnny. Acha mesmo que eu e a...
- Acho. Acho sim. Me respondam. Ela tem motivos ou não, para ter ciúmes da Mel?
- Posso conversar com você? Só com você?
- Pode sim.
- Pequena... Eu te proucuro depois tá?
- Tudo bem... — Dito isso, ela saiu de lá.
- Porque perguntar isso justo para a Mel, Johnny?
- Porque ela se renderia fácil caso o assunto fosse real. Agora você pode me contar o que está acontecendo entre vocês?
- Então você não sabe, só percebeu algo diferente mesmo?
- Sim. E quero saber o que é. Vocês se olham muito diferente de como olham para uma outra pessoa.
- Quer a verdade? As cartas na mesa? Eu beijei a Mel. E não foi só uma vez. E eu gostei daquilo, queria mais, mais do que devia, mais do que podia. Queria que só por um momento, pudessemos ser um do outro. Queria poder ter tudo o que ela pudesse me dar.
- Ela não pode te dar tudo o que vocêquer. Sabe disso, não é?
- Agora eu sei. Mas naquele momento eu não sabia de nada. Se eu não tivesse ela tanto como uma melhor amiga, eu acho que teria acabado com toda a dignidade dela. Eu realmente não sei o que está acontecendo comigo, cara.
- E... Desde quando briga com a Michele?
- É uma história bem longa, mas nada foi esclarecido totalmente. Sobre isso, conversamos depois. Agora eu preciso ir alí. Recuperar forças, eu vou precisar.
- Bom... Nesse caso, sorte.
Elesorriu de leve, levantou e saiu dali, me deixando sozinho. Sozinho com meus pensamentos. E eles estavam me deixando muito confuso. Nunca pensei que iria ver Synyster Gates em uma situação como essa. Mas isso não é normal. Não é bom. Eles ainda vão acabar em confusão por causa disso. Mas não sou eu quem vou fazer isso...
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