The Possibility That I Never Considered
22 Attempts In Vain (?)
Notas iniciais
Bom, vamos ao cap. Creio que ele ficou grandinho. Estou postando mais cedo que o normal, como uma recompensa: Eu atrasei um monte de vezes e tals e tô postando mais cedo agora. Além de tudo, eu vou tentar não atrasar, porque eu quero adiantar logo alguns outros caps aqui, porque minhas aulas vão começar -.- Tenho mais dois aqui, prontinhos *-*
Adivinha quem não ganhou 101 reviews no cap passado? Eu mesma o/ Mas tudo bem, os poucos reviews que me mandam me dão mais um pouco de inspiração.
Eu acho que baguncei demais a cabeça de vocês... hehe E tem alguns segredos meio na cara que a maioria ainda não deve ter percebido, então vou passar à mostrá-los bem claramente, porque sem saber eles, não tem história daqui para frente. Nesse, eu só vou revelar um e vai ser pela Mel, prestem bem atenção e quero ver quem percebe u-u
E nos próximos caps, eu vou mostrar o jeito dos personagens que eu ainda não mostrei e outros segredos. E vão ver que não vai mais ter um protagonista, portanto, se preparem para não verem tanto assim a Mel. E esse contato Mel/Zacky nesse cap, não será mais muito comum, vocês entenderão futuramente.
Bom, acho que o que deviam saber já sabem. Boa leitura e nos vemos lá em baixo. E só para previnir, tá no POV do Zacky
Sabe aqueles momentos em que você para sozinho, pensando e começam a passar na sua cabeça todas as cenas de alguma briga ou discussão que esteve envolvido? É exatamente aí que você olha, se lembra de tudo, pensa o quanto tentou evitar, pelo menos eu, e fica com raiva de você mesmo por ter falhado. É algo do tipo "Eu não acredito que eu disse isso e não disse o que eu queria" ou no meu caso "Não acredito que disse exatamente o que eu queria dizer, mas não ficou bem claro, apenas disse o que pensava de forma em que ele pudesse ignorar completamente e seguir em frente como se nada estivesse acontecendo". Bem nessa hora eu tive vontade de imitar o papel do viado do Gay-tes no vídeo de Nightmare e ficar batendo com a cabeça em algum lugar até que pare de pensar todas as merdas que eu tenho pensado ultimamente. Não é exatamente merdas, é que eu só não gostaria de estar me sentindo dessa forma. E também não gostaria de estar tão distante assim do Syn, afinal, sempre fomos bem amigos, desde pequenos. Tanto que já chegamos a ser chamados de gays antes, isso não me parece muito normal. Mas enfim, esse povo não respeita mais uma amizade muito próxima. Imaginem o que não pensavam dele e do Jimmy. Nem sei como não rolou boato de que eles não foram para cama juntos, mas enfim... Ignorem.
Eu não gostava bem da idéia de sentir o que eu estava sentindo. Até porque, ódio é um sentimento muito forte, e eu já tinha começado a misturar as coisas. Sabe, eu acho que tudo isso que está envolvendo o Avenged Sevenfold é a razão principal para todos esses pensamentos estranhos. Ou quase todos os pensamentos, mas tanto faz. As cartas relacionadas com as fobias do Matt e as escritas estranhas, as ameaças, eu até poderia ignorar e mandar o Thomas continuar com a investigação, mas tinha ameaças indefinidas e poderia ser com qualquer um. E como seja quem for, consegue chegar à um ponto de mexer em nossas coisas e conseguir descobrir exatamente tudo sobre nós, é melhor não arriscar. E porque mesmo nós demitimos a Daniele? E porque desgraça nós arranjamos logo a Miwa para trabalhar no lugar dela? Agora a Val também está agindo diferente. Está perversa, estranha, finge não ligar para o fato de Miwa estar aqui e fica sempre tentando comer o Matt em público. Lembra do filme pornô? É, parece que ela tá tentando roubar o papel da gêmea.
Desculpa Val, tenho que admitir que a Michi tem um 'Q' a mais de atração do que você. Acho que é tarismo por morenas, mas isso não conta, até porque eu não gosto de sua irmã. E nem se atrevam a vir falar que a Gena é loira, porque eu não consigo mais nem mesmo beijar minimamente aquela mulher, não me perguntem porque. Na verdade, ela até tem motivos para ficar com raiva de mim, mas algumas coisas são quase impossíveis de controlar... Eu meio que só me casei com ela para me vingar de uma coisinha bem simples. Tá vendo? Sendo um ser como eu, como não ficar paranóico desconfiando dos Avengers? Desculpa, mas é o que eu penso. Quer saber como eu realmente me sinto? Me sinto em um seriado adolescente onde você acaba passando por mais que devia, só para ficar mais emocionante, só que quem tá se fudendo agora é o nome de nossa banda. A melhor coisa que já fizemos juntos, e está em jogo, é porque eu adoro isso. Quem é um filho da puta que quer acabar com uma banda?
–- O que foi agora? -- Isso Synyster Gates, ótima hora para assustar alguém pensativo. -- Cansou de ser o porpeta, é?
–- Você sabe que normalmente eu venho para a academia. -- Tá, aquelas gotas de suor fininhas me estressam, porque me dão vontade de rir quando passavam em minha pele, eu não posso simplesmente largar dezesseis quilos em meu pé para dar risada do meu próprio suor. Seria ridículo e eu ainda iria dar um show de comédia três D para um sinistro contraditório miserável. Não, não vou rir do meu suor.
–- Sim, mas você nunca come menos que dois quilos no almoço e nunca abandona os seus fiéis biscoitos de chocolate. -- É, talvez eu deva parecer menos arrogante assim, dei risada junto com ele. Embora não tenha achado graça nenhuma, mas tanto faz, eu estava tentando ser mais normal com um amigo, atual distante, que eu mesmo distanciei e ainda o traumatizei. Pra que isso tudo, Haner? Eu só queria te avisar que você mudou. A dica fica: Aprenda a fazer piadas. -- Agora fala sério, o que é que tá acontecendo?
–- O que te leva a pensar que está acontecendo alguma coisa?
–- Quer uma lista, ou uma resposta em aleatória? -- Bufei e balancei a cabeça enquanto ele apenas me olhava com aquele sorriso vitorioso que eu tava com vontade de trancar no orifício anal dele. Não tinha nenhuma resposta para dar. Tava na hora dele fazer isso comigo, depois de tantas vezes que o contrário aconteceu, quando ele ficava sem ter o que falar. Não posso deixar de admitir que é muito bom ver o Synsyter Gates sem palavras por minha causa, eu sempre tive muito medo de estressar ele, acho que de todos, desde pequeno, ele sempre foi o que mais me causava essa coisa de medo, porque ele estava sempre pronto para bater em qualquer um. Nem mesmo o Jimmy era liberado, imagina eu. Mas mesmo assim, eu sempre fui o retardado. Não mais, querido Gates. E gay é teu cú.
–- Você não sabe o que fala.
–- Eu sei que está acontecendo alguma coisa... -- Já falei que quando ele vem em sua direção, bem devagar como quem quisesse te engolir aos poucos e com expressão sérias, assusta um pouco? Pois é, assusta. Aquela desgraça ainda estava sempre pronto para bater em mais alguém, ser o próximo não é legal. Mas ainda assim preferi ficar quieto, se ele viesse me culpar de alguma coisa, não iria matar, acho. -- ... E sei também que não mantém o braço parado carregando dezesseis quilos por muito tempo, muito menos se estiver segurando da forma mais errada possível.
É, alguém aqui tinha ficado paranóico. Eu tava com medo do Synyster Gates? Dias atrás parecia ser ao contrário. E como ele sabia que estava acontecendo alguma coisa? Continuei encarando ele, na tentativa de faze-lo largar algo que não queria e apresentar alguma suspeita, mas nada. Creio eu que minha expressão estava bem engraçada, porque ele tava rindo de minha cara. Olha a novidade, Gates: Eu também não tenho medo de usar as minhas mãos para próprias defesas contra você, então pode ter medo que eu deixo. Tá, eu tenho certeza de que ele não tem nada a ver com as cartas estranhas, mas mesmo assim estou com raiva dele, ou com raiva de mim por culpa dele, sei lá, ainda não compreendi direito a minha própria história. Ele tirou o peso de minhas mãos e pude sentir o peso de nada mais que meu braço, estava doendo mais que o normal. Ele estava certo, eu estava segurando da forma mais errada que consegui. Porque ele estava me ajudando depois de tudo o que eu falei, por acaso ele quer que eu tenha um ataque emocional de amigo arrependido e quer fazer tudo pesar na minha cabeça? Desde quando você é bom em vingança, Gates?
–- Valeu. -- É, eu tava sem graça mesmo e nem tava falando com a anã estranha. Eu estava na frente de um amigo de infância bem próximo, que agora é de minha banda, e que eu tinha traumatizado completamente. Ou me traumatizado, sei lá. Tanto faz. O fato é que eu estar traumatizado por ter traumatizado ele não faz sentido. Eu tô com raiva de mim, por causa dele, afinal, reclamei tanto de algo que ele estava fazendo e aqui estou eu imitando. Tinha que ser o retardado aqui mesmo. -- O que veio fazer aqui?
–- Normalmente tem me tratado como se eu fosse o cachorro do vizinho que você mais odeia. -- Desculpa Gates, mas só te tratando assim para não piorar a situação. -- Zacky, eu tenho um aviso. Eu tô tentando mudar tudo desde o dia em que você jogou na minha cara que eu tava sendo um idiota, tá bom? Mas parece que nós estamos trocando de lugar. Você não merece me aturar como um idiota, mas eu acho que depois de tudo que eu tenho feito, talvez também não mereça te aturar. -- Definitivamente, estávamos trocando de lugar. Dessa vez, eu quem não falava nada e o encarava com cara de idiota. Você se coloca um pouco mais atrás quando está errado, é a pior forma que se encontra de honrar uma dignidade que talvez nem tenha mais, só que algumas vezes é só o que lhe resta. -- Não vai falar nada? Porque a minha proposta ainda está de pé.
–- Brian, eu não quero que saia da banda e já deixei isso bem claro. Isso não ajudaria em nada...
–- Você chegou exatamente aonde eu queria. -- Que deselegante, Gates. Interrompendo a fala dos outros. Eu sei que tem um bom motivo, mas pelo menos dentro da minha cabeça eu não quero entregar minhas armas tão cedo. -- Não sei se ainda se lembra, mas o que faz a banda não são os instrumentos, é a união. -- Viado, pra que tocar logo nesse dia? Eu já vivi ele hoje às quatro da madrugada com uma anã estranha, sabia disso? E tinha até cocaína lá. Aliás, o que ela fez com um quilo e meio de cocaína? -- Não sei se você percebeu também, mas tem alguém precisando de nossa ajuda. Mesmo que estejamos todos envolvidos, tem um alvo em principal. O nome da banda está nas mãos de um anônimo que nem mesmo temos vestígios de quem é e até pessoas que não deveriam estar envolvidos estão sendo perseguidas.
–- Brian, eu sei de tudo isso, só... -- Parece que alguém não estava mais afim de parar as pessoas no meio da fala. Ótimo, as piores horas para as melhores decisões e tudo voltando ao normal, esse é o Gates que eu conheço. Mas não é o Zacky que normalmente eu vejo por aí. -- Só não consigo entender exatamente aonde você quer chegar.
–- Você me disse que eu não sou o único que sente falta do Jimmy e eu sei bem disso. Mas você não é o único que está tendo problemas com a mulher, não é o único ameaçado por uma carta, você não é o único preocupado com isso tudo, você não é o único em nada agora.
–- Eu sei que você está tendo alguns problemas com a Michi, mas...
–- Eu já consigo controlar esse caso. -- É, voltou a atrapalhar as falas. Tava demorando. -- E juro que o que poder fazer para te ajudar, eu vou fazer sempre, mas eu estou falando de outra pessoa.
–- De quem?
–- Parece que você não tem percebido nada, não é Zacky? Eu não estava tão cego assim. -- Ele chegou tão perto, se apoiou de uma forma tão profunda, que eu já estava me despedindo mentalmente de meus dentes. Sério, eu disse que tenho medo dele. -- Eu estou falando do Matt. Ele nunca conseguiu controlar demais as emoções com a Valary, com a Miwa muito menos. Eu, você, todos nós sabíamos do caso dele com a Miwa e no final acabamos machucando duas garotas e as tornando inimigas. Não fizemos nada e não há mais nada a ser feito por isso. Mas pensa comigo. Essa garota volta do nada e o alvo principal de todas essas cartas é o Matt. Você acha o que, que esse anônimo quer atingir o Papa Gates?
–- Eu já entendi, o anônimo quer alguma coisa do Matt. -- Pude vê-lo cair com tudo no colchão de movimentos no chão, o que era fino demais para aconchegar qualquer queda, imagine a de um monstro mini como o Gates. Ele estava sério, com o cotovelo apoiado em um dos joelhos e encarando, definitivamente, o nada. Depois ele resolveu me encarar e creio que ficamos bem uns trinta segundos assim. Ele estava tentando me olhar com raiva, mas não conseguia nem mesmo me intimidar, assim como eu estava sentindo por ele antes, ele estava sentindo por mim agora. Syn parecia mais ter pena de mim do que raiva. Como isso tinha acontecido? É uma ótima pergunta, um minuto que eu vou alí chamar a anã estranha para responder.
–- Tem mais, Zachary. Não percebeu como o Johnny tem agido estranho também? Todo mundo sabe o porque, mas e você Baker? -- É, preferi me manter calado. Eu não sabia e na verdade, nem tinha percebido essa parte de que o Johnny estava agindo estranho. Puta merda, talvez o Gates tenha mesmo razão. -- Não sabe, não é? Eu sei que tem muita coisa acontecendo com todo mundo e que muitas vezes é difícil perceber ou descobrir, mas você devia prestar mais atenção ao que está acontecendo ao seu redor.
–- Recebeu alguma carta e não mostrou para ninguém, Syn?
–- Porque eu faria isso?
–- Não sei, parece abalado o suficiente para ter recebido alguma coisa também. -- Ele me encarou sério. Difícil dizer se ele recebeu ou não mais uma carta, porque eu pelo menos, recebi. -- Esquece isso, foi só uma opção. -- Ele se levantou e nós já não estávamos muito longe mesmo.
–- Não precisa ficar traumatizado, Vengeance. -- Ele disse colocando a mão em meu ombro e sorrindo, talvez tentando parecer simpático depois de tudo o que me falou. Mas eu preciso sim ficar traumatizado, você não imagina como. E também não imagina como eu fico quando você põe a mão no meu ombro, imitação escrota definitiva do Goku. -- Espero que não fique chateado se eu pegar um pouquinho de seus amigos de chocolate. -- Sorri em resposta.
–- Claro que pode.
Não que eu não goste da companhia dele, é que eu estava mesmo precisando de um pouquinho de paz. É Syn, obrigado por me devolver o troco com a mesma moeda e sem nenhuma modificação mínima. Ele me fez sentir como um nada, me falou tudo da pior maneira que ele podia me falar, porque era tudo verdade, eu simplesmente não soube o que fazer. E na verdade, ainda não sei. É, agora somos uma banda traumatizada. Anônimo filho da puta.
–- Zacky! -- É, foram três minutos bons demais para serem reais. Tinha que aparecer alguém para banir o silêncio daquela academia. Porra, eu fiquei sabendo que as pessoas malhavam alí pela noite, são dez da manhã.
–- Oi Mel... -- Sabe aquela voz de criança de hoje de manhã? Parece que ela me faz parecer um palhaço, não é anã?
–- Sério, essa roupa? A academia é fechada e o ar é sob seu controle, mas você não consegue controlar o tempo lá fora. -- A encarei como quem não entendeu exatamente nada e ela não deixou de rir um pouco. -- Se você der sorte, consegue atravessar até a entrada da frente do prédio de suítes sem congelar no meio do caminho. -- Ela me lançou um olhar observador de cima a baixo. Talvez tivesse razão, lá fora estava nevando e eu estava com bermuda e uma camiseta regata, nada além disso. -- Te aconselho à não ir para Times Square desse jeito.
–- Não precisa se preocupar, só estou assim porque eu só vim malhar.
–- E porque quando eu cheguei você estava apoiado no aparelho de abdominal invertido?
–- Ah... -- eu ainda cheguei a gaguejar um pouco pela "vergonha" e ela riu de minha cara (mais uma vez). -- eu, eu tava falando com o Syn.
–- O que estava falando com o Syn?
É que assim, Mel. Ele veio jogar na minha cara o que eu já joguei na cara dele uma vez. Aí ele vira para mim e resolve reviver uma frase de alguns anos atrás, no mesmo que que eu revivi hoje de madrugada, você estava lá no lugar do Sinistro viadão. Aí ele fala "Uma banda não é os instrumentos, é a união", criamos isso depois de assistir um filme sobre um grupo de futebol com uma frase parecida e deu nisso. Somos bêbados desocupados desde os dezenove anos, nem venha. E aí ele foi... Podemos dizer fofo? Não. Ele foi gentil comigo e saiu como se nada tivesse acontecido e ainda me pediu biscoitos de chocolate se referindo à eles como meus amiguinhos fiéis, assim como os dois quilos que eu nunca conseguir comer no almoço. Porque, você viu a rena do nariz vermelho e quer saber se eu tenho o número do papai noel?
–- Nada demais.
–- Nada demais? Ele parecia ter descoberto que a Pinkly morreu e foi você quem matou. Tava com aquela carinha de bebê quando tem pesadelo, sabe?
–- Nossa. -- É, as vezes dá pena, afinal ele é meu amigo acima de tudo. E também tem uma coisinha, me traumatizar está sendo traumático para ele. Eu só não sei se isso é bom ou ruim. É algo do tipo: se me foder, você se fode junto, o que nessa frase ficou muito estranho. -- Tá bom, a gente meio que discutiu porque agora...
–- Você quem está sendo um idiota. Eu imaginei.
–- Ah, ótimo. A estranha baixinha de quarenta e poucos anos está em ação de novo. -- Eu falei isso para mim, não para você, mini falta de identificação. Ela me encarou com aquele olhar de "O que caralhos você tem na cabeça" e não lançou um diferente até eu continuar. -- Ah caralho, a culpa não é minha se você nunca assistiu A Orfã né? -- É, passamos de um olhar assustado para um olhar mortal. Antes eu me assustava com o Syn, agora a pequena Mel faz companhia para ele nesse cargo. Eu acho que não.
–- Tá, não foi sobre seu retardo que eu vim falar. -- Também te amo. -- Eu recebi isso.
Me mostrou mais uma cartinha estranha, essa escrita em inglês mesmo. Na verdade, me entregou um envelope, como sempre com o mesmo tom de vermelho e nele tinha escrito "Para Mel". Somente isso. E com a mesmo letra muito bem desenhada e bem feita, cuidando de cada detalhe dela. E como sempre, letra irreconhecível. Mas aonde ela queria chegar?
–- Você já abriu isso?
–- Tenha certeza que se não tivesse feito isso, não teria te mostrado essa carta.
Ah, é porque eu adoro ficar confuso, Mel. A carta não ajuda nem um pouco. Os dizeres eram os normais que apareciam, escritos em inglês, mas eu era o destinatário. O envelope era da Mel e a carta, minha. Não faz sentido.
Zacky, eu sei que talvez nada seja o que pareça e que talvez nada pareça com alguma coisa. Mas você fala com quem se importasse com algo mais se não você. Não sei se é do teu conhecimento, mas todo o veneno de uma flor estará sempre escondido em um único espinho. O mais estratégico de todos. O último biscoito do pacote sempre será o mais quebrado. Embora, seja aquele que todos lutam para ter. Percebeu a ignorância de um humano? Ou da mente desevoluída à tal ponto de pensamentos sobre a total inteligência, mesmo sem entender que nenhuma prova passa a realidade? Você faz parte deles, Zacky? Não, não são os mínimos detalhes, o fato é que esses são os maiores, que todos fazem questão de ignorar por algum motivo indefinido. Depositas confianças opostas, porque confias. Fala agora, porque ainda não está cem por cento satisfeito com toda essa sua vida de luxo ao lado de homens onde são todos seus amigos? Talvez não todos, você sabe muito bem como é esconder algo importante, não é mesmo? Não deve ser tão difícil para ti desconfiar de ser ou não um amigo, se é que você consegue me entender bem mais do que aparentaria. Pois tomem cuidado. O último lugar em que qualquer um de vocês entrar, pode ser o último ao privilégio de uma respiração perdida...
–- Mas a desgraça escrevia em códigos até aonde eu sabia. Isso não é normal, onde encontrou essa carta?
–- Dentro da minha mala. -- Ela falou com um tom reprovador, como se tudo estivesse super na boa. Também pudera, acho que mexer nas malas já está virando um caso a parte muito comum por entre nós e esse anônimo aí. -- Faz algum sentido para você, Zacky?
–- Não... -- Disse pausadamente e tentando me recusar, despercebívelmente, de devolver esse papel para ela. -- Mas vou pedir pra esse anônimo escrever uma música para o albúm de oficialização do Arin na banda.
–- Sem brincadeirinhas, Zacky. -- Ela não deixou de rir da piadinha que podia sim ser uma boa ideia. Estamos sendo ameaçados por poemas, isso não é tranquilizador, mas é inspirador. Ela não poderia negar. -- Aí na carta diz que você sabe muito bem sobre esconder um segredo importante. O que isso quer dizer?
–- Ele é um anônimo estranho, ninguém sabe nada da minha vida, esse ser também não. Ele não sabe nada, só quer nos assustar.
–- E está fazendo um bom trabalho. -- Só eu achei um pouco estranha essa fala dela? Alguém prefere jogar tudo na sua cara. -- A fobia do Matt, a sua fobia, as escritas estranhas, o método já existente, drogas para menores de idade e mais um monte de coisas estranhas. Zacky, o que você está escondendo? -- Ela arqueou uma sombrancelha, puta merda, eu nem sei arquear só uma sombrancelha sem movimentar a outra um pouco. Era verdade, eu estava sim escondendo alguma coisa.
–- Mel, tudo bem, eu estou sim escondendo alguma coisa, mas não é nada relacionado à isso, nem chegar perto, não tem absolutamente nada a ver, eu juro. -- Eu não contei nenhuma mentira. Não tinha nada com as cartas, era um segredo pessoal e eu não me lembro de nenhum outro. -- Acredite em mim, eu juro que não tem nada a ver com essas cartas e esse anônimo, não é nada do que está pensando.
–- Então me conte.
–- Eu... -- Parei por um momento. Ela me olha tão calmamente que não parece realmente interessada em saber. -- Eu não posso. -- Encarei o chão na mesma hora. Haviam dois segredos. Um pessoal, o outro não. O outro nem mesmo era meu. -- Desculpa, eu não posso, porque não envolve só a mim.
–- Tudo bem, não vou te forçar a contar nada e também acredito em você. -- Sorri de volta para ela, em mais uma de minhas tentativas de ser gentil, versão Synsyter Gates por acaso. Se ele não precisava fazer mais nada, deve dar certo com todo mundo. -- Mas se a carta é para você, tem que ter algum motivo para ter o meu nome no envelope. Qual parte dessa carta pode se identificada comigo em especial?
–- Pode ter trocado o envelope, sei lá.
–- Seja quem for, tem sido muito bem estratégico até agora, não iria cometer um erro bobo como esse. Não percebeu? Desde o Natal, tudo tem encaminhado normal com todos, não comigo e com você. E a história da cocaína só ajudou muito na estratégia desse ser.
–- Está querendo dizer que somos alvos?
–- Talvez não exatamente. Estou querendo dizer que ele ou ela, nos quer juntos. Quer atingir a mim e a você como um só, querem que a nossa parte da história esteja em segredo entre nós dois. Quer que eu e você tenhamos sempre que compartilhar algo e estão fazendo isso rápido assim, porque se escondermos demais é capaz de ficarmos loucos. E dois loucos ajudariam qualquer criminoso nesse caso, não?
–- Mas porque ele iria querer eu e você juntos o tempo todo, Mel?
–- Eu tenho que admitir que eu tenho passado muito tempo tentando achar uma resposta melhor, mas só entendi uma teoria até agora. -- Continuei encarando ela, esperando uma resposta que ela parecia ter algum tipo de medo ou receio de explicar. -- Seja quem for, talvez queira acabar com a banda transformando o dia-a-dia de vocês em brigas. Se um dia o Syn entrar e nós pararmos a conversa do nada para esconder alguma coisa, ele ficaria no mínimo chateado, porque de certa forma, tem sido eu e o Syn e você e o Syn também.
–- Então a gente deveria contar para o Syn?
–- NÃO! -- Ela quase berrou, me assustando na mesma hora. De primeira, eu realmente não entendi. Ela queria ou não defender a amizade dela e a minha com o Syn? -- Zacky, recebemos uma ameaça indefinida. Se contarmos para o Syn, não vão fazer nada com você e muito menos comigo.
–- Vão fazer com ele. -- Ela sinalizou positivamente com a cabeça, me encarando o tempo inteiro. Normalmente ela não ficava encarando tanto assim, mas tudo bem. -- Mas se estão fazendo isso com a gente, é bem provável que estejam fazendo com os outros também.
[...]
Narrador observador
–- Tá roubando os amantes do porpeta, é? -- As palavras assustaram claramente o Brian. Ele não tinha visto o Matt e nem o Arin, ele estava passando para o quarto dele e olhando apenas em frente. Mas para chegar aonde queria, tinha que passar por uma sala depois do elevador, onde ficava uma televisão altamente enorme e, no momento, apenas o Matt e o Arin. O Johnny, ninguém sabe aonde estava. Mentira, ele estava dormindo, ainda. De todos na banda, não tem um que durma mais que o anão.
–- Haha. -- Ele riu sarcasticamente, mas ainda em tom de brincadeira. -- Eu pedi os biscoitos, o gordo resolveu ir lá na academia.
–- Foi na academia só para pedir biscoitos para o Zacky? -- Porque esse vara pau do caralho tem que ser tão observador? Já pensou em detetive ao invés de baterista? Pensava Brian, ao mesmo tempo em que formulava uma resposta boa o suficiente para enganar os dois amigos. Não, se você largar a banda, vira um detetive sem dentes.
–- Algum problema em acordar com vontade de comer biscoitos de chocolate? -- Syn disse isso já se sentando entre os dois no sofá e se esparramando totalmente, tomando metade do espaço que o grande móvel disponibilizava. -- Desculpa se estou atrapalhando alguma relaçãozinha de vocês.
–- Haha. -- Vez dos sorrisos sarcásticos se voltarem para o Brian, vindos do Matt. Óbvio que o Syn realmente estava tentando voltar ao normal e estava se saindo quase bem nisso, pena que o Zacky não conseguia perceber.
–- Mandaram perguntar se vocês irão para a Times Square... –- A ruiva de cabelos pouco à cima dos ombros e com um corte totalmente repicado, com um franja dividida e igualmente repicada. Pele bem clara, em contraste com o vermelho alaranjado forte natural de seus levemente ondulados cabelos e olhos incrivelmente negros. A incrível Miwa que tinha voltado do nada para o pesadelo do nosso Ogro que não controla as emoções. Quem diria? É, todo mundo tem um lado que ninguém mais conhece, mas aí uma hora esse lado começa a aflorar e mesmo assim, o tal lado desconhecido continua a existir.
–- Vamos sim.
–- Ouvi falar que vai estar vazio, Syn.
–- Então vamos para a festa do hotel mesmo.
–- Se decidam né porra.
–- Desde quando você fala assim?
–- Ah, olha o Matt. Aprendeu a falar, agora podem anotar as primeiras palavras. -- Matt a encarava com um olhar que quase revelava algo do tipo "sai daqui se não eu te mato", só que de forma um pouco mais delicada. Enquanto seus amigos mordiam os lábios com todas as forças possíveis para segurar o riso, ela sempre deixava ele no chão quando falava algo. -- Tá parei. Agora por favor, se decidam logo que eu tenho que voltar para o trabalho.
–- Você está trabalhando hoje? -- A garota respondeu a pergunta de Matt sinalizando positivamente com a cabeça. E continuou logo depois.
–- Até às nove da noite. Provavelmente só apareça na festa para umas dez. -- Sorriu e os garotos retribuíram com o mesmo ato. Mas é claro que o Matt estava ficando cada dia mais confuso com toda essa história, principalmente com um papagaio loiro chamado Valary em seu pé toda hora. Embora ele a entendesse, teria de manter longe da Miwa. Porque a ruivinha é controlada, mas a loira nunca fora muito e estava sendo magoada mais uma vez. Matt não negava para ninguém, muito menos para si mesmo, que a Miwa fazia ele manter desejos mais inconfundíveis e por mais que tentasse controlar, sabia que era inevitável. Já tinha traído a namorada várias vezes, tanto quando mais novo como em tal época, mas mesmo assim, trair com a Miwa dava uma sensação diferente, algo como nostalgia misturada à pena pela Valary e satisfação por vontade dele. Mas a ruivinha não estava mais ligando para o ogro, que por acaso, é muito maior que ela.
Notas finais
Eu tava lendo uma Fic e ela não coloca notas e tals... Eu não consigo, é uma comunicação, gente. Eu gosto de poder falar o que penso aqui, porque vocês acabam respondendo e tals uahsuahsau é interessante, não sei como não colocar notas.
Eu já vi que não gostam mesmo da Val e da Michi. Eu acho que elas e seus respectivos maridos formam casais muito fofos u-u Não tenho nada a favor delas, nem dizer que gosto ou desgosto, mas eles são fofinhos juntos sim, admitam... Tipo, aqueles ogros e tals. auhsuashaushau
Beijos *-* Espero que tenham gostado o/
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