Notas iniciais
Ee aí, amores da minha vida??? Bom, vocês tem sido muito malvadas comigo e aí eu vou ser malvada com vocês também. Bom, vim aqui porque vou postar de novo no sábado sim e tô compensando já que talvez as aulas atrasem um pouco alguns caps.
E Miwa, o que é isso menina? Acompanhando a Fic desde o início, mandou reviews em todos os caps, primeira recomendação, ganhou o Matt e ainda me mandou o 100º review da Fic. Nossa. *o*
Dedico esse cap para todas que me mandam reviews frequentemente, é. Obrigada, meninas =D
Leiam com muita calma esse cap e nos vemos lá em baixo, ok?

–- Syn, você já bebeu muito e ainda nem saiu do lugar. Você não quer... Sei lá, dançar não? -- Michelle falava com o (ex)namorado com um sorriso malicioso e olhar acompanhando isso. Na verdade, mal faltava engolir ele alí mesmo. Não era como a Val, que deixava bem claro aquele sentimento ruim denominado ciúmes quando estava na frente de todos, mas ainda assim não perdia a chance de fazer o que bem imaginasse para não precisar sentir isso em segredo. Estava sempre com o narizinho empinado e não tinha uma só traição que ela não vingasse, porque apesar de tudo ela amava o Synyster Gates, só era orgulhosa demais para fazer o que a irmã mais velha fazia de ficar quieta em um canto logo depois.

–- Não, mas obrigada pelo convite. -- A resposta veio seca e estremecida, e ele nem mesmo encarava a mulher. Não fazia questão. Estava analisando cada mulher que passava por alí, apenas isso e bebia, ao som das palavras da morena ao seu lado.

–- Mas entenda uma coisa, estamos na virada de ano. Você tem que se divertir mais.

–- Encontrarei minha felicidade antes do que imagina. -- O mais velho se levantou, ajeitando a roupa e encarando todos os cantos da festa, parecendo estar em uma tentativa inválida de encontrar alguém no meio de tamanha multidão. A menor o acompanhou, com um sorriso no rosto encarando o moreno. -- Apenas preciso ir buscar as chaves do meu carro.

–- E para onde iremos? -- Michelle perguntou quase cantarolando de tanta felicidade, embora o jeito do mais velho fosse no mínimo, preocupante.

–- Iremos? -- A mais nova sinalizou um "sim" com a cabeça, enquanto sorria totalmente feliz, fazendo a expressão do maior mudar levemente. -- Não, você não entendeu... Eu quero ficar sozinho, tudo bem?

Ele não esperou a resposta, deixou-a lá falando sozinha. Essa se estressou completamente, mas todos sabem que ela é orgulhosa demais para mostrar isso. Fez questão de dar uma risada encarando o mais velho andar, como se ela tivesse dispensado e não sido dispensada e ir para a pista de dança, fazer o que sempre fazia quando o Syn dava um fora nela. Se jogar no primeiro que aparecesse interessado em sua frente.

Enquanto ele se afastou, ainda teve tempo de reparar direito e rir da cara de idiota com raiva que o Zacky fazia encarando a May como quem estivesse afim de comer ela e da cara do Johnny catando mentalmente cada mulher que passasse em sua frente, mesmo estando preso para que pudesse ir falar com qualquer uma. Depois virou-se e refletia enquanto andava até a saída da festa. Não achava que precisaria ir a pé, já que andava pouco menos de dez minutos até a praia mais próxima, que ficava em frente ao prédio de suítes que ele estava. E refletir demais sempre fora muito bom para Brian, porque ele chegou à conclusão de que a praia estaria cheia devido à virada de ano que estaria acontecendo em cerca de uma hora.

Passou em seu quarto para pegar uma mochila e colocou dentro dela, nada mais nada menos que três garrafas de cerveja, uma de Vodka um pouco abaixo da metade, uma dose e meia de absinto ainda na garrafa, além de uma caixa de Marlboro e um isqueiro que ele nem sabia se ainda estava funcionando, já tinha um tempo sem fumar tentando manter uma pose do bonzinho da banda ou simplesmente o antônimo do Johnny. Embora nenhum soubesse sobre esses detalhes estranhos marcados pelo Brian Haner. Normalmente ele guardava ambos 'materiais' para momentos entorpecedores ou no qual ele se mantinha na necessidade de pensar um pouco sobre tudo o que estava acontecendo e em porque ele não tirava pensamentos estranhos da cabeça. Não tinha isso como um costume, começou a pensar em tal hipóteses quando a verdade lhe deu um tapa na cara através de uma bola de olhos verdes que ele costumava chamar de melhor amigo antes de virar um idiota. E fazer isso agora lhe parecia totalmente aprovável, afinal, tinham milhões de pensamentos estrondando a cabeça dele. Conhecidos e desconhecidos, definitivamente milhões.

–- É Brian Haner... -- Falou para si mesmo, encarando um espelho grande em uma das paredes, do lado de uma grande cama de casal. Que provavelmente, ele teria de dividir com Michelle quando ela viesse deitar. -- Ou você arranja outro lugar para ir, ou fica aqui com cara de cú ou então você vai para uma festa que não está com a mínima vontade, bebe até afogar seus órgãos e arranja mais uma briga com Michelle, dando-a mais uma vez a chance parecer a vitíma do caso marido e mulher. -- Fez uma careta de reprovação às opções na frente do espelho e depois sorriu. -- É noite de ano novo. Se der sorte, não vai ter um pedaço de baicon, uma imitação humana de ogro e nem mesmo uma evolução de anão de jardim de brega metida a madame e um vara-pau jogando mais verdades doloridas em sua cara.

–- Eu... Posso falar com você? – Virou assustado, mesmo que tivesse reconhecido claramente a voz de quem acabara de entrar em seu quarto. E com certeza não gostara nem um pouco de ver quem estava alí em pé em sua porta.

–- 1

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–- Porque não vai logo oferecer tua cama do hotel para uma dessas que sempre passam te queimando com os olhos e você nem movimenta algo senão suas pupilas, conjuntivas, íris, córneas e qualquer outra coisa que compões esse caralho que você chama de olho? -- Bufou a mais nova, já estressada com a situação do amigo. Se sentia como aquelas fáceizinhas que assistiam o namorado dando em cima de todas e não se importasse nem um pouco, pelo caso de não estarem juntos mas parecerem estar.

–- Espero que saiba o real significado de caralho, meu amor. -- Riu o baixinho sarcástico e encarando a amiga, não chegando à gargalhar de sua piada, mas rindo controladamente. E aguentou sorrindo o olhar fuzilante da amiga, que de calma e feliz, parecia não ter absolutamente nada.

–- Eu estudei ciências, Jon.

–- O que foi, estressadinha? -- Perguntou o mais novo, ainda estressado com tal situação. E não tendo demonstrado nada mais que felicidade ou coisa parecida. Quando se tratava de sua melhor amiga, sabia que era melhor se manter em normal circunstâncias, porque uma May estressada era muito pior do que poderia imaginar. Ela não respondeu a pergunta do mais velho, bufou e revirou os olhos em resposta. -- Olha, isso para mim é falta de sexo.

–- E você aí parado encarando um monte de mulheres que já estão te comendo com o olhar e sem tomar iniciativa alguma me parece falta de membro sexual. -- Johnny não deixou de rir um pouco do comentário da amiga, embora ela continuasse séria e mesmo que não fosse sua intenção, intimidava internamente o melhor amigo. -- Porque ainda não foi caçar alguma delas?

–- Porque se dirige à elas como animais?

–- Porque elas estão dando em cima de um animal. Ou isso ou zoofilia, querido. -- Ele se manteve mais aliviado pelo fato de que sua amiga finalmente tinha mostrado o primeiro sorriso, pela primeira vez no dia inteiro. Embora ainda estivesse na tentação de fitar qualquer mulher que passasse por perto, a primeira e mais fácil de preferência. Aliás, o baixinho também tinha seus problemas e queria se distrair, essa era a única forma que ele tinha encontrado. Pelo menos assim, ninguém perceberia. Será? -- Agora é sério, porque ainda não pegou qualquer uma delas?

–- Porque as regras são assim. Se sua melhor amiga estiver triste ou estressada, de qualquer forma precisando de um pouco de diversão, o homem tem que estar disponível para ela. Mesmo que tenha que sacrificar seus hormônios para isso. -- Ele contava quase tudo para a melhor amiga, mas alguns problemas ele preferia manter em segredo. Ou era praticamente obrigado. -- E você está acima do nível que encontrei no manual, tenho que me virar um pouco ou vou acabar te estuprando. Mas fala sério, o que é isso mesmo?

–- Sei lá, deve ser falta de sexo mesmo.

–- Disso eu posso dar conta. -- Riu malicioso o mais baixo e levou um tapa no braço em troca. Era uma brincadeira deles, mas a May sempre prolongava um pouquinho essa brincadeira, se fingindo de boba. Ele sabia disso. Sem dúvidas, eram grandes amigos em todas as ocasiões, mesmo que Jon nunca precisasse de uma ajuda. Isso nos pensamentos dela.

A garota se perdeu enquanto olhava um pouco pelo salão, até encontrar dois órbes verdes, que a encarou um tempo depois de perceber alguém o fitando. E logo depois esse sorriu fraco em resposta do longo sorriso que tinha tomado o rosto da mais nova. Sorriso que logo se desfez, ao percebe-lo levantando e caminhando para depois dela, em provável para uma loira que o Johnny já fitava por um tempo mas ela terminou por desistir dele. O baixinho, que se mantia do lado dela, observou cada detalhe da cena, fechando o sorriso malicioso junto com o inocente e apaixonado da amiga, quando o de olhos verdes caminhou em direção a loira. Ambos não continuaram olhando o percurso dele, Johnny pela amiga e ela, por não ter forças de completar tal ato.

–- Falta de sexo nada, me parece falta de Vegeance mesmo. -- O mais baixo não fez uma brincadeira, ele estava sério, parecia expressar raiva. Afinal, o de olhos verdes tinha dado chances de eles formarem um casal, mas aí o mesmo desistiu de tudo.

–- Não tem nada a ver com isso. -- A mais nova disse totalmente desconcertada, com os olhos brilhando à quase marejar, mas se recusando a fazer isso em um ato de orgulho. E o mais velho se recusava a manter o fato de não ter raiva do Zacky, porque graças á ele, agora tinha que ficar bancando o babá logo para a May... Que... Parecia sempre muito independente.

–- May! -- Sinalizou assustado o mais velho ao ver a amiga virar de vez um copo de whisky sem nenhum acompanhamento nele. Sabia que ela não tem 'habilidade' com bebidas e passava mal muito fácil se não soubesse controlar. Com ela aquela história de afogar o coração em álcool não dava certo, por dois motivos. -- Melhor você não fazer isso.

–- Mas Jon... -- Dessa vez os olhos dela marejaram violentamente, fazendo o amigo se perder diante dessa situação. Não estava acostumado a lidar com os choros dela, se sentia tão mal à ponto de não conseguir ajuda-la. -- Não me resta mais o que ser feito.

–- Sabe os problemas que isso já te deu e com a ajuda desse mesmo cara. -- E ele não tinha mais para onde olhar quando as lágrimas grossas escorreram pelo rosto da amiga. Provavelmente todo o passado estava se passando na mente dela novamente, não tinha mais mulher nenhuma para prender a atenção de Johnny. Embora controlar hormônios seja uma tarefa difícil. Secou rapidamente as lágrimas no rosto dela e agradeceu pelo fato de que apenas três lágrimas não deixassem olhos vermelhos. -- Já chega, Mayane. Você vem comigo agora. -- Ele a puxou pelo braço e saiu guiando a amiga, controlando a raiva. E é típico do baixinho olhar algumas predadoras ao redor, mas não trancou muita atenção nisso.

A mais nova se assustou ao perceber o caminho que seu melhor amigo tinha tomado. O mesmo que o Zacky tinha ído também. E ela sabia que apesar de baixinho e 'quietinho', Johnny podia ser forte quando queria e sem dúvida alguma, com raiva poderia sim bater no gordo do Baker. Puxou o seu pulso de uma vez, fazendo o menor virar assustado e encara-la confuso, quase que pedindo uma explicação.

–- Eu não quero ir, me deixe aqui! -- Ela pediu quase sem um cochicho para que não ficasse parecendo que ele a forçava à fazer algo e ele revirou os olhos em reprovação, voltando e segurando delicadamente o pulso dela ao perceber que a forma que tinha pego anteriormente marcou seus dedos alí.

–- Não vou te deixar aqui e te ver bebendo sem fazer nada, tudo bem? Você sabe detalhadamente que não pode fazer isso.

–- Eu não tenho mais treze anos, Jon.

–- Mas está apaixonada como se tivesse. -- Ele puxou delicadamente seu rosto para que o encarasse. Sabia que aquela hora, já não teria mais mulheres dando tanto mole para ele pelo fato de acharem que estavam juntos, mas resolveu tocar o foda-se um pouco para tudo aquilo. -- Não quero nenhum momento de seu passado aqui. E nós temos que tomar uma providência rápido, nem eu aguento mais essa enrolação.

–- 2

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–- Miwa... -- Matt estava já com raiva. Mas tentava ao máximo não mostrar isso para a garota. Ele sabia que tinha sido um idiota com ela e que estava sendo idiota em estar pensando na garota mais uma vez, mas ela resolve aparecer quando ele resolve esquecer, isso não ajuda nem um pouco. Muitas conhecidências estavam acontecendo à todos eles. Mas isso não era momento para Matt buscar explicações e respostas para todos os acontecimentos.

–- O que você quer aqui, Sanders? -- A mais nova perguntou, sem se interessar em esconder o estresse. Ela não era do tipo que tolerava uma traição ou coisa parecida, muito menos quando estava sendo enganada ridiculamente em baixo do próprio nariz e mesmo assim não percebeu. Porque ela era do tipo super provocante, um tanto maldosa e sarcástica, não tinha medo de usar muito bem todas as palavras em um ringue de luta verbal... Mas também quando amava, era por completo e se entregava insanamente, mesmo depois de todo o desafio que lançava em quem quer que fosse que quisesse conquista-la. E acima de tudo, todo o lado ruim da garota só era visível se ela tivesse estressada. Normalmente era um doce, sempre muito sensível e amigável, a mudança de humor constante dessa chegava à assustar um pouco, mas ela mantinha seu orgulho e sua lealdade em primeiro lugar.

Eles se encontraram no corredor por pura coincidência. Ele voltava para seu quarto tendo em mente, pegar um casaco já que tinha esquecido completamente que estava muito frio na virada de ano em Nova York. De certa forma e por um certo motivo, eles não queriam voltar para Califórnia, mas isso não era o que importava, não ali, com a Miwa na frente dele. A garota estava simplesmente indo para a festa, uma hora atrasada. Ela estava trajando um vestido que chegava em seus joelhos e azul, de tecido leve, contornando o corpo de forma suave, uma meia calça grossa e um casaco cinza azulado, batendo corretamente com o azul claro do vestido, embora estivesse 'envolvida' com o vocalista ogro tatuado de uma das bandas de metal/punk mais conhecidas da atualidade, nada tirava o estilo arrumadinho e meiguinho dela. Nem todo o frio lá fora. Ao contrário da May, Miwa sempre usava os vestidinhos mais soltos e leves e os saltos mais juvenis, ambos combinavam com a personalidade e a fisionomia dela, que parecia realmente mais nova. Tinha a pele bem lisa e olhos quase grandes, com cílios volumosos a ponto de nunca precisar rímel ou algo do tipo, quem a visse, lhe dava uns vinte e cinco anos e só por causa dos traços de adultos presentes. E seus cabelos estavam sempre bem arrumados de formas diferentes, atual festa, com cachos bem definidos feitos artificialmente, deixando percebívelmente enrolado junto em meio à estes, a parte pintada de preto que ficava escondido na parte de trás do cabelo. Só era revelado quando cacheado e quando na frente dos ombros, pelo fato de ter cabelo volumoso.

–- Você está linda. -- Ela não pôde deixar de corar um pouquinho, fazendo-o dar aquele sorrisinho angelical mostrando suas tão famosas covinhas. Afinal, quem é que não curte um homem daqueles? Ela só odiava admitir isso, era bem simples.

–- Obrigada. -- A cara de idiota do Matt ainda estava presente, enquanto encarava a sua antiga amiga, amante e atual dominadora de seus pensamentos. Ela tinha começado a ficar educada com ele, afinal, ser grossa todo o tempo não era do feitio dela em especial. -- Agora eu estou indo para a festa, se é que me permite.

–- E se eu não permitir? -- Ela simplesmente odiava ter que se sentir corar logo na frente dele. Tentou andar, mas foi barrada pelo maior quando tentou passar. Ele andou em direção ao caminho dela, fazendo com que esta se batesse com seu corpo e agarrasse a sua camisa em uma tentativa de não cair no chão. O mais velho nem saiu do lugar. O mesmo tinha um sorriso provocante no rosto, aquele do tipo que você faria exatamente o que a ruiva fez: Ficaria encarando-os perdidamente por um tempo, o suficiente para esquecer o que você tinha que formular em sua mente para falar, te deixaria sem chão por alguns momentos e seria um que tentasse tão fundo te atingir, que você iria se tocar do nada para manter o seu orgulho.

–- Por favor Matt, me deixa passar. -- A baixinha, do tamanho exato de Johnny se não for um pouco mais baixa, aumentou um pouco o tom, mostrando algo que para o Matt não soou como raiva, parecia mais um desespero de ir embora dali.

–- Eu quero falar com você. – Ele de fato odiava ter que admitir isso, porque em anos foi totalmente fiel à Val, era o único que não dava corno na namorada alí e na verdade, já podia sentir cheiro de confusão para cima do Zacky com a Gena por causa de May, mas também pudera, a mulher mal vai ver o namorado. E apesar de ter a Miwa novamente em sua frente, não queria magoar a Val, porque sabia o quanto ela o amava e ele a amava incondicionalmente também. Bom, essa última parte era o que ele pensava.

–- Querido, você tem que voltar para a festa e eu não sei se você percebeu, mas eu ainda preciso chegar lá. -- O lado sarcástico da garota começou a entrar em ação e era exatamente isso que esfaqueava o mais velho por dentro, ele gostava daquilo, mas gostaria mais se pudesse para-la... Ao seu estilo.

–- E desde quando isso muda o fato de que quero falar com você? -- Ok, às vezes a Miwa tem que admitir, mesmo que com muito ódio, que o Matt ganhava. Todo mundo tem seu lado sarcástico, alguns os mais frequentes, como o Zacky, outros os mais afiados, como o Matt. E algumas outras opções inúteis citar no momento.

O maior estranhou o fato da mais nova estar olhando de forma confusa e sem parar para um dos cantos do grande corredor. Era a saída pela escada, tinha que estar louco mesmo para descer doze andares por alí. E se virou, compreendendo ela ao ver o Arin para frente e para trás, como quem decidia se iria ou não para a festa lá em baixo. Só que ele já o tinha visto. E percebeu logo depois o mais novo sentar no degrau ainda do andar, com as mãos na cabeça.

–- Matt, posso passar agora?

–- Miwa, quero falar com você depois então. Me encontra no meu quarto às duas da manhã, que só assim poderemos nos falar sem sermos interrompidos. -- Segurou-a pela mão e esta, não se deu ao trabalho de se soltar dele, esperou ser solta. – Você vai aparecer?

–- Matt...

–- Você vai aparecer, Miwa? – Ok, quem resiste à aquele homem? Parece que só a Miwa. Sorriu em resposta demonstrando confiança, sabia que as palavras podiam importuná-la depois. Ele finalmente à soltou e assistiu enquanto a mesma ía em direção ao elevador sem nem mesmo se dar ao trabalho de encara-lo mais uma vez.

–- 3

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–- Magrelo? -- O maior sinalizou presença, pegando a touca cinza que o mais novo tinha deixado na escada e esticando o braço, devolvendo-a. O que se encontrava sentado, se assustou e encarou rindo um pouco logo depois.

–- Ah, oi armário. -- Riram juntos por um mínimo momento, voltando ao estado inicial em seguida. O menor pegou a touca da mão de Matt e este se sentou em um degrau acima, do lado de Arin. -- O que houve?

–- Eu que te pergunto, você não me parece nada bem. -- O menor sorriu como uma pré-resposta.

–- É uma garota aí.

–- Uma garota? – Matt arqueou uma sobrancelha. Não que seja coisa de gay, mas qualquer um dos garotos passavam despercebidos nessa etapa, porque nenhum homem mesmo resiste à um Matt combinando sorriso sarcástico que revelavam aquelas covinhas perfeitas e um olhar esverdeado acompanhado de uma sobrancelha levantada, mesmo que em tom de desconfiança.

–- Não, na verdade é uma mulher mesmo.

–- Uma mulher? -- Arin sabia que apesar do tom delicado que Matt usava, não sairia dali até conseguir a resposta concreta do que ele tinha perguntado. Até lá, ficaria repetindo o que ele falasse em final de perguntas e aí o Arin iria acabar se rendendo de qualquer forma, então adiantou a situação.

–- Tá bem, é a Michelle. – O caso dos homens é esse. Ninguém mente para Matthew Sanders.

–- A Michelle? -- a expressão do maior mudou de malicioso para assustado. Nunca tinha imaginado ou até mesmo percebido tal situação, mas compreendeu rapidamente, sem deixar claro que na verdade aquilo tinha o assustado. -- Como assim, cara? Quer conquistar ela?

–- Não, cara. O fato é que eu meio que... Preciso. -- Odiava ter que admitir isso, principalmente para o Matt.

–- Nossa, precisa. Tá apaixonado, baixinho? -- Mesmo que fosse mais baixo, não era grande a diferença entre eles. Ele se sentiu corar diante da pergunta de Matt e agradeceu que tivesse sido somente essa, ou as coisas poderiam piorar e ele viraria um tomate ambulante. Sorriu.

–- Um pouco confuso, talvez.

–- Cuidado, mano. Ela é casada com o guitarrista solo de sua banda. -- De certa forma, se sentiu completamente feliz ao ouvir Matt se referindo ao Avenged Sevenfold também como a banda dele. Mesmo que alguns antigos fãs o fizessem quase querer desistir de tudo aquilo. Ele é um cara forte, mas não deixa de ser um humano, e o ódio de alguns 'fãs' quase o fazia querer devolver para os outros Avengers o contrato rasgado e tomar caminho fora dali. Mas os caras eram realmente amigáveis com ele e faziam questão de mante-lo alí, fazia tal trabalho pelos fãs que continuaram com a banda e pelo Rev, mesmo depois da morte deste.

–- Eu sei, disse que talvez um pouco confuso... Só saí da festa porque tem muito movimento lá... -- Foi incapaz de terminar a frase. Pensou duas vezes antes de falar, ou talvez isso pudesse magoar o amigo.

–- E precisa pensar. -- Ele apenas sorriu, assentindo a conclusão do maior. -- Não vou te incomodar, só vou pegar o meu casaco e voltar para a festa. Deve estar precisando mesmo esfriar a cabeça, sem nem mesmo ter percebido que eu estava me aproximando. Agora... Eu percebo a relação entre o Syn e a Michi e eu posso te falar, não como o vocalista de sua banda, mas como um amigo: Eles já tem andado enrolado demais. Tenta se controlar um pouco diante dessa situação.

–- Tudo bem, obrigado... Mas de certa forma, você não me incomodou. -- Achou sua fala meio gay e demonstrou isso pela careta que fez ao não gostar da fala. Gargalharam levemente por um tempo e depois o Matt deu um tapa de leve na cabeça do menor, fazedo-o lembrar que tinha que colocar novamente a touca. De certa forma, mulheres não eram seu principal problema agora, tinha mais um amarrotado em seu bolso.

O menor viu Matt entrar em seu quarto e sair com um casaco azul-marinho-quase-preto ou preto-azulado em direção ao elevador. Ainda se deu ao trabalho de encarar o menor e achava estranho o fato de que ele estava alí 'refletindo' sem nenhum tipo de bebida, mas ignorou tal fato em seguida.

Tirou o papel que se recusou à jogar fora junto com o envelope, mas que sempre mantinha junto com ele e leu mais uma vez as letras bem desenhadas de um anônimo perseguidor escritas em um vermelho sangue vivo, mesmo que este soubesse que não havia sangue no papel. Leu e releu, não conseguia entender como um anônimo qualquer era capaz de causar aquilo tudo ou saber tanto da vida de todos e chegou a pensar que não eram os mesmos criminosos, ao ler pela terceira vez o que o papel dizia:

–- 4

Notas finais
Entããão? Perceberam que no rodapé de cada parte do cap tinha um número? Como vocês são malvadas comigo, vou ser malvada com vocês u-u Cada uma dessas quatro partes tem um segredo ou alguns tenham até mais. E vocês só vão descobri-los um cap de cada vez. E o pior, vão ter que decidir a ordem que querem descobrir. Mandem no review a sequência dos números com as histórias que vocês mais querem descobrir.
Exemplo *review normal* 1-2-3-4
Vocês mandam na ordem que quiserem descobrir cada segredo, porque sabem que eu sempre escondo muita coisa. Então, qual vocês querem? Mas e aí, gostaram do cap? Acham que deu para ficar curioso?
Nos falamos nos reviews, beeeijos