The Phantom of Princeton-Plainsboro
8 Cap 8 – All I ask of You.
Uma grande tristeza tomou conta do coração de Allison durante as horas que se seguiram até o encontro com Chase. Uma sensação de vazio, como se um pedaço dela estivesse faltando.
Chegou a casa e sentiu-se ainda mais sozinha do que estava. À noite chegou, fria e sem Lua. Ela cumpriu seu ritual de sempre, mas naquela madrugada ela acrescentou uma prece a mais...e um desejo.
Deitou a cabeça no travesseiro e segurou a rosa de pétalas descoloridas entre os dedos, delicadamente, de modo que a frágil flor não se desfizesse por completo. Foi desta maneira que ela adormeceu... repetindo mentalmente o seu desejo.
“Apareça nos meus sonhos... Apareça...Apareça”.
O vento entrou pela janela e agitou as folhas do livro aberto na mesa de cabeceira. Allison se mexeu em seu sono e deixou a rosa cair no chão.
Logo amanheceria.
Chase apareceu no hospital logo pela manhã para saber de sua tia que estava internada. Depois de se certificar que tudo estava indo bem, ele solicitou ter uma breve conversa com a Diretora, Dra. L. Cuddy.
–Dra. Lisa, é um prazer conhecê-la.
Ele apertou a mão da médica que se levantava em sua mesa para recebê-lo.
–O prazer é meu. Fui informada que sua tia está internada em nosso hospital. É uma honra tê-la aqui.
A tia de Robert Chase era uma pessoa muito conhecida na sociedade, sendo ela casada com um dos mais importantes distribuidores de remédios dos EUA. Ela era reconhecida por suas obras de caridade e freqüentes aparências nas colunas sociais. Sem filhos, ela sempre deixou claro sua preferência pelo sobrinho, Chase, que possuía todas as chances de herdar sua herança.
–Minha tia está interessada em investir em seu hospital.
Lisa Cuddy cruzou as mãos em cima da mesa e tentou não demonstrar toda sua euforia e desespero. Uma ajuda financeira era tudo que eles precisavam naquele momento para recuperar o velho hospital.
–Eu faço apenas uma exigência.
Ela esperou que ele dissesse, mas ele parecia esperar que ela perguntasse.
–Diga.
–Quero uma melhor posição para Dra. Cameron... O Pronto Socorro não cobre o talento dela.
–A Dra. Cameron? Allison Cameron? Você já a conhece?
–Sim. Na verdade, nos conhecemos desde crianças. O pai dela trabalhava para a minha tia. E então... temos um acordo?
Ela levantou-se e estendeu-lhe a mão num claro gesto de que eles tinham um acordo.
No horário combinado ela estava lá... No terraço, esperando seu jovem pretendente. O seu olhar, entretanto, não mostrava aquela ansiedade típica dos amantes apaixonados, mas sim as lágrimas de alguém que sofria por um amor que nem mesmo existia.
Ela estava de costas quando ele se aproximou com seu porte elegante e um sorriso satisfeito.
–Allison?
–Chase...
Ela virou e seus olhares se encontraram. Ele notou que ela chorava e no mesmo instante estreitou a distancia entre eles, segurando suas mãos.
–Porque está triste?
Ela o abraçou, sem mais conseguir conter o choro. Queria poder dizer o que verdadeiramente acontecia; queria contar que esperava toda a noite por alguém que ela nem ao menos sabia se existia, um ser inventado, talvez? O homem que era dono dos mais lindos e profundos olhos que ela já vira e que embalava seu sono com as canções mais belas.
Mas Chase não entenderia, e muito menos poderia avaliar o abandono que ela sentia por não ter sonhado àquela noite.
[i]”No more talk of darkness,
Forget these wide-eyed fears.
I'm here, nothing can harm you
My words will warm and calm you.
Let me be your freedom,
Let daylight dry your tears.
I'm here, with you, beside you,
To guard you and to guide you...”[/i]
–Deixa eu cuidar de você…Eu posso te fazer feliz.
Ela se desvencilhou dos braços dele e o olhou fixamente, emocionada.
Ela precisava desesperadamente de amor. De se sentir querida.
[i]”Say you love me
Every waking moment,
Turn my head with talk of summertime...
Say you need me with you,
Now and always...
Promise me that all you say is true...
That's all I ask of you...”[/i]
–Chega de noites em minha vida.
–Divida comigo cada dia...cada noite, cada manhã.
Ele a beijou com paixão, envolvendo-a por inteiro em seus braços.
[i]“Let me be your shelter,
Let me be your light
You're safe — no one will find you
Your fears are far behind you...
Then say you'll share with me
One love, one lifetime
Let me lead you from your solitude
Say you need me with you
Here, beside you
Anywhere you go, let me go too...”[/i]
Escondido, o fantasma observava tudo. Seu rosto contorcido de dor e nas mãos uma rosa vermelha era largada ao chão, para depois ser pisada por ele com fúria.
“Saia da escuridão Alli e volte para a luz do verdadeiro amor”.
[i]”She will curse the day
you did not do
all that the Phantom asked
of you . . .!”[/i]
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