The Phantom of Princeton-Plainsboro

7 Cap 7 – Look back on all those times.


Sentados na mesa da lanchonete, Allison tomava uma xícara de café enquanto Chase apenas observava ela virar aquela louça barata em direção à boca. Ele continuava rodando entre os dedos as bordas da sua própria, sem desgrudar os olhos da jovem à sua frente nem por um segundo.

–Você cresceu. Está mais linda do que eu me lembrava.

Ela desviou os olhos para o rosto dele rapidamente, o suficiente para perceber suas intenções estampadas ali.

–Foi há tanto tempo.

–Você sempre teve minha atenção.

[i]” Long ago, it's seems so long ago,
how young and inocent we were
She may not remember me,
but I remember her...”[/i]

Ele se apressou em dizer, tomando a mão dela entre as suas.

–Não diga isso... São mentiras. Éramos jovens demais para saber o que é o amor verdadeiro.

–Eu sempre soube que era você. O destino está nos juntando outra vez. Você não vê?

Ela retirou as mãos da dele num lampejo, de repente lembrando dos momentos anteriores à sua chegada, quando esteve prestes a se entregar ao misterioso sem face.

–O que você teme?

Abaixou o olhar e tentou conter uma lágrima. Aquilo era novo para ela... Encontrar o amor em alguém irreal. Era loucura, tinha que ser. Levou ambas as mãos ao rosto e suspirou ali, acolhida pela ilusória proteção que aquela máscara lhe dava.

–Não é esse o momento, nem o lugar para falarmos sobre o passado.

–Então venha encontrar comigo amanhã, no final da tarde, ao terraço.

[i]”Flowers fade, the fruits the summer fade,
they have your seasons so do we
but please promise me, that sometimes
you will think...”[/i]

–Prometa que vai me encontrar lá. Prometa.

–Eu irei.

Ela levantou depressa, tentando não tropeçar nos sapatos e nas palavras e o deixou sozinho, ansiando pelo amanhã.

Na proteção de seu santuário, aquela alma solitária mostrava sua face mais humana e chorava... Ela era tudo para ele, não podia arriscar perdê-la assim, pede-la para outro, mais jovem, mais bonito, alguém que fosse certo para ela. O certo para ela...

“O que estou dizendo?!!”

Ele bateu sua bengala prateada nos quadros ao redor, derrubando grande parte num estalido que ecoou por todo o subterrâneo do hospital. Deixou-se cair ajoelhado, indefeso, sem máscaras. As mãos cobrindo o rosto e os soluços de um homem apaixonado, furiosamente apaixonado... e ferido.

Nos andares superiores do prédio, ouvidos sensíveis e atentos poderiam ouvir seus lamentos e chorar com ele por um amor impossível.

***