The Phantom of Princeton-Plainsboro
3 Cap 3 – No one would listen
A jovem que lhe esperava em sua sala tinha os cabelos escuros moldados por leves cachos, os olhos verdes e as feições delicadas. Dra. Lisa Cuddy não pôde deixar de considerar se alguém tão cheia de atrativos de beleza seria realmente uma médica competente. Decidida a tirar suas dúvidas, aproximou-se com um cumprimento e ocupou seu lugar atrás da mesa.
– Seu currículo é muito bom, estou impressionada.
Allison Cameron sorriu timidamente diante do elogio. Ela frequentemente encontrava-se lutando para conseguir seu espaço por sua capacidade e não pela pressão de ser um rosto bonito e ter sua vida facilitada por conta disso. Ela buscava aprovação por seus méritos, mas era inegável que ela chamava atenção por onde passava devido seu rosto angelical e seu corpo esguio.
–Como você deve saber, a vaga inicialmente é para preencher uma necessidade que temos no nosso Pronto-Socorro... mas assim que as coisas se...acalmarem... – ela fez uma pausa — Bem, a idéia é oferecer-lhe uma posição no departamento de imunologia.
A diretora não queria mencionar, mas o que vinha afastando muitos jovens médicos de algumas alas do hospital eram as freqüentes interferências sobrenaturais que ocorriam ali. Oferecendo a possibilidade de ocupar um cargo desejado, a esperta administradora conquistou o interesse da jovem que, sem hesitar, aceitou de bom grado a nova vaga.
–Venha comigo. Vou lhe mostrar onde você ficará.
As duas seguiram há uma distância de poucos passos. A diretora um pouco mais à frente, mostrando o caminho.
Feitas as devidas apresentações e o reconhecimento do local, Lisa intimamente já agradecia por nada, nem ninguém ter interferido naquele primeiro contato, quando...
[i]"No one would listen
No one but her
Heard as the outcast hears.
Shamed into solitude
Shunned by the multitude
I learned to listen
In my dark, my heart heard music”[/i].
–O que foi isso?
–Isso? Isso o que?
–Essa música. Você não ouviu alguém cantar?
–Não! Eu não ouvi nada.
A diretora se apressou a passar um braço por trás das costas da novata, arrastando-a para a saída. Notando a tensão evidente e mesmo sem saber ainda porque e o que estava acontecendo ali, ela obrigou-se a concordar.
–Claro. Eu...Deve ter sido somente uma impressão.
Em algum lugar, depois que as duas mulheres deixaram o local, uma voz solitária ainda entoava a canção, ciente de que fora ouvido.
[i]“She saw my loneliness
Shared in my emptiness
No one would listen
No one but her”[/i].
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