The Phantom of Princeton-Plainsboro

10 Cap 10 – Fear can turn to Love.


Notas iniciais
Cap dedicado à leitora Lu Swan Potter ! Se gostar, comentem!!

Mas o breve fechar de olhos não durou o bastante. Logo ela já estava acordada novamente, olhando para o teto branco, já meio encardido, tentando encontrar o sono outra vez. Seus olhos faziam pouco de seu desespero e seus pensamentos trabalhavam a mil por hora.

“Eu PRECISO dormir!”

Fechou os punhos e bateu forte no colchão da cama, provocando um som abafado. Imediatamente sentiu uma pontada no braço esquerdo. Olhou pra ele e percebeu que com o movimento brusco havia movido a agulha do soro. Sem muita dificuldade, ela terminou de arrancá-la do braço e se viu livre, sem amarras. Observou ao seu redor. Estava sozinha... A enfermeira já havia passado por lá e não voltaria hoje.

Allison sentia uma necessidade transcender seu corpo, alcançando sua alma... Tinha que dormir para encontrá-lo, para ter certeza que ele ainda estava com ela.

Porque é que ela se sentia assim tão terrivelmente abandonada?

Abriu a porta com cuidado e checou o corredor. Estava vazio e silencioso. Andou com pés descalços, procurando por algo. Passou pela estação das enfermeiras, que distraídas não notaram a presença dela. Cameron encontrou o que procurava no armário de medicamentos.

Uma boa dose de um daqueles remédios para dormir a levaria para o mundo dos sonhos. A levaria até ele.

O vidrinho foi destampado com um estalido e duas, três pílulas caíram na mão dela. Tremendo.

Um barulho vindo de fora a assustou. Os comprimidos caíram todos ao chão e alguém lhe agarrou os ombros por trás.

–É você?!

Seus olhos esperançosos encontraram os de Meg, a enfermeira que fazia o turno da noite.

–Dra. Cameron, o que faz acordada aqui, fora de sua cama?

–Oh, Meg... eu, eu... Não conseguia dormir.

Ela olhou para baixo, para suas próprias mãos que carregavam as evidências de seu ato, o vidro vazio.

–Venha comigo... Vamos voltar para o quarto e dar um jeito nisso, huh? Veja seu braço! Está sangrando... Vou recolocar o soro em você.

–E talvez alguma coisa que me faça dormir...? – ela quase implorou.

–Quem você esperava que fosse? – Meg perguntou antes de deixar o quarto.

[i]“ Here in this room he calls me softly
Somewhere inside hiding
Somehow I know he's always with me”[/i].

–O meu anjo da guarda. – ela disse simplesmente.

–Eu sei querida... Já ouvi muitas histórias como essa aqui nesse Hospital, e lhe digo... você devia estar sonhando... coisas assim não acontecem de verdade.

Ela fechou a porta com um sorriso amável deixando Allison outra vez sozinha. Aos poucos, sua visão começou a ficar embasada e sua respiração desacelerou. Seu nível de consciência caiu e ela já não sabia se o que via era sonho ou realidade.

O ‘anjo’ inteiramente revelado à sua frente. Seus olhos brilhavam, mas agora ela também podia distinguir seu corpo, suas vestes. Notou que ele mancava de uma perna e sua bengala prateada servia-lhe de apoio. Por vezes tornava difícil a ele equilibrar-se enquanto com seu braço livre ele a prendia pela cintura e arrastava-lhe para baixo... Para um lugar sombrio e frio. Um lugar bem parecido com a mente daquele homem que todos temiam...

Ela estava sendo levada por ele.

A música invadiu seus sentidos e Allison, na mesma hora se deu conta, que alguém capaz de compor coisas tão belas não poderia nunca lhe fazer mal. O som do piano aumentou. “Quem tocava?”.

O medo fui substituído aos poucos pela curiosidade, atenuando sua resistência. Ela se deixou levar.

Ao chegar em seu santuário, ele a soltou. Ela recuou alguns passos antes de encará-lo outra vez e enfim perguntar.

–Quem é você?

Ele não respondeu... circulou ao redor dela, analisando-a com cuidado, sempre numa distância segura.

Ela tentou outra vez.

–Você é real?

Estendeu a mão e tentou tocá-lo, mas ele fez um gesto imperativo, impedindo-a de continuar.

–Não chegue perto!

[i]“Fear can
Turn to love — you'll
learn to see, to
find the man
behind the
monster: this . . .
repulsive
carcass, who
seems a beast, but secretly
dreams of beauty,
secretly . . .
secretly . . .[/i].

***