The Phantom of Princeton-Plainsboro

11 Cap 11 – The point of No return.


–Isto não é um sonho, é real, não é?!

Ele olhava pra ela, circulando ao seu redor. A distancia que os separava já não era tão grande agora. Ele começou a cantar tudo que sentia no coração.

“Tu vieste, com a ânsia e os desejos teus
À procura de um fogo esquecido, fogo, fogo
Eu te trouxe, para perto dos sonhos teus
E os teus sonhos serão como os sonhos meus
Já não há como escapar aos chamados meus
Pois somos tu e eu
Quiseste assim teu destino, destino...
Já não há retorno mais, não há mais volta
E os jogos de fingir não valem mais
Já não há nenhum talvez, não mais perguntas
As dúvidas ficaram para trás
Que fogo as almas vão queimar?
E quantas portas vão se abrir?
Que doce encanto nos espera?
Já não há retorno mais, não mais saídas
Segredos nos esperam nos umbrais
Depois que não voltarmos mais”.

Ela esticou as mãos mais uma vez, segurando as dele dessa vez, sem receio, sem hesitação...E com ele cantou também aquela melodia única.

“Me trouxeste, onde as frases não valem mais
E as palavras derretem silêncio no fogo, fogo
Aqui estou eu, sem saber o que aqui me traz
Em meus sonhos eu vi e previ
Os dois corpos unidos e mudos e quietos
E agora eis-me então aqui
Eu quis assim, meu destino, destino...
Já não há retorno mais, nenhum desvio
O laço da paixão já deu seu nó
Já não mais o bem ou mal, mas eu pergunto
Quando é que juntos vamos ser um só?
Quando é que o sangue há de correr
E o que dormia há de acender?
E a chama enfim em nós ardendo?”

Ele se uniu a ela em seu coro, apertando as mãos com força, abraçando o corpo frágil e quente dela contra o seu.

“Já não há retorno mais, não há mais portas
Atravessamos todos os umbrais
E já não há retorno mais”

O rosto dela encostado nos ombros dele e suas mãos agora envoltas em suas costas, apertando com força aquele sonho real. Ele era real e ela agora podia sentir isso na ponta dos dedos. Podia sentir o coração dele batendo forte junto dela e sua respiração acelerada levantando uma mecha de seu cabelo.

Ele parecia longe, envolvido no fascínio que ela provocava nele... Ele estava encantado... Finalmente era real TAMBÉM pra ele. Ela estava lá... com ELE.

House pegou-a em seus braços e a conduziu até um sofá antigo e gasto. Deitou-se ali, arrastando- a por sob ele... ela segurou o rosto dele e lentamente inclinou-se e o beijou. Sua língua lhe provou os lábios para depois aprofundar o contato. Ele agarrou a cintura fina dela e fez um carinho. “Eu amei você desde a primeira vez que te vi”, ele disse. Ela afastou-se sorrindo e abrindo os botões da roupa que ele usava. Traçou uma linha torta no peito dele com a ponta do dedo indicador e desceu até alcançar o feixe da calça. Seu olhar estava vidrado no dele, ela mal conseguia respirar... de excitação e euforia pelo que estava prestes a fazer.

Foi então que sem maldade, apenas com uma grande curiosidade e vontade de entendê-lo, ela se afastou o suficiente para conseguir arrancar a calça dele por completo, revelando uma cicatriz em sua perna. Ele se assustou com a ação e levantou balanceando o corpo dela ainda por cima do seu. “NÃO!”, gritou.

– Porque não?! Eu não me importo com isso! Essa cicatriz que você trás no corpo não mostra o que você é por dentro. Deixe-me ajudá-lo... Você não precisa viver assim, tão só.

–Eu não quero a sua pena!

Ele levantou e ajeitou a roupa no corpo.

Robert Chase acabava de entrar no quarto de Cameron apenas para encontrar uma cama vazia.

–Onde está ela??

Questionou nervoso para a enfermeira que entrava pela porta logo atrás dele.

–Eu não...eu não sei. Eu a deixei aqui, dormindo. Achei que ela ficaria segura! Ela falou de um anjo...

–Um anjo??

Chase parou por um segundo e muito de repente sua mente se iluminou e ele sabia onde ela estava. Deixou o lugar correndo, enquanto a enfermeira corria atrás em busca de um telefone quando ele lhe comandou. – Avise a Dra. Cuddy que estou indo ao porão e que a trarei de volta!

House estava transtornado. Allison ainda lhe fitava do sofá. Seus olhos brilhavam quando ela decidiu levantar e chegar perto dele outra vez.

–Deixe-me ser o SEU anjo também.

Ele suspendeu seu olhar ferido para ela e sem poder controlar as lágrimas, demonstrou toda sua fraqueza num choro silencioso. Apertou os lábios e fez que sim com a cabeça. Nesse instante, os dois ouviram um estrondo na porta e a voz de Chase ecoando no porão.

–Allison!! Eu estou aqui! Allison!?

House agarrou-a pela cintura e a prendeu forte em seus braços. Ele estava atrás dela, com a camisa ainda aberta, e sendo bem mais alto, conseguia manter a visão por cima de sua cabeça.

Chase invadiu o lugar com um chute forte na porta que lhe impedira a entrada da outra vez e com olhos chocados viu sua amada Cameron presa nos braços daquele homem.

–Solta ela!

***