Notas iniciais
Deveriam ser apenas quatro atos, mas o texto ficou muito grande então ainda postarei o ultimo capítulo amanhã! Espero que gostem! =)

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Christine se recusou a comer da comida que eu lhe servia por quase três dias, mesmo diante de minha insistência continua. Ela estava irredutível, e teimava comigo que apenas voltaria a comer quando eu a libertasse. Já estava começando a me preocupar com sua saúde, afinal, não era minha intenção matá-la de fome. Tentei de todas as maneiras convencê-la a comer, mas Christine era teimosa e birrenta. Inúmeras vezes pensei em enfiar-lhe comiga goela abaixo, mas jamais teria coragem de fazer-lhe algo do gênero. Eu a amava e queria apenas que ela entendesse isso da maneira mais simples e gentil.


– Uma pena que se negue a comer de minha comida. –disse sentado diante dela no sofá vermelho da sala das masmorras. – Está ficando cada dia, mais debilitada, e isso não fará com que eu a deixe sair.

– Por que está me torturando dessa maneira Dorian? –dizia ela sem entender meus motivos tão evidentes.

– Estou livrando-a de um destino cruel ao lado daquele patife que voce aceitou como seu noivo...

– Wayne e um bom homem... Deve estar a minha procura agora... –dizia em voz fraca.

– Não, ele não está... –me levantei irritado. – Pois eu lhe enviei uma carta assinada com as suas iniciais... Dizendo que voce o estava deixando para fugir com outro... –menti.

– Como pode fazer isso? O que eu lhe fiz de tão mal? –dizia aos prantos.

Por mais que me doesse vê-la daquela forma, eu não poderia fraquejar. Aproximei-me de Christine bruscamente a fazendo recolhesse no sofá e encarei-a na face.

– Me privar do seu amor Christine é o único mal que tem me feito.

– Como deseja ser amado quando é tão cruel?

– Se não posso ser amado, então serei temido... –disse ringindo os dentes e cerrando os olhos, depois me afastando.

– Dorian?

– Acostume-se com sua vida aqui Christine, pois é a única que terá... –disse e me virei me dirigindo ao meu quarto.

Naquela tarde Christine acabou cedendo aos encantos das tigelas repletas de frutas e pães frescos cujos eu teria deixado sobre a mesa para atraí-la a comer. Uma semana inteira se passou, dando lugar a uma nova que se iniciou e com ela uma nova Christine despertou, mais calma e mais disposta a cooperar comigo. Certo momento enquanto eu tocava meu piano distraído e envolvido pelas notas magníficas e perfeitas, notei que Christine se aproximava de minhas costas e tocava meu ombro. Sutilmente e sorrateiramente como uma cobra bem treinada, Christine arrancou-me a mascara que cobria meu rosto desfigurando vendo assim minha terrível deformidade estampada em minha pele. Levantei-me rispidamente e cobri meu rosto empurrando-a para longe para que ela não pudesse me ver enquanto gritava:

– Como pode Christine? Como pode? Eu confiei em você deixando-a livre para andar por minha casa e é assim que agradece? –me virei para ela aos berros cobrindo minha face com a palma de minha mão já que minha mascara estava no chão. – Sua cobra sorrateira... Não entende? Não vê o que fez? –disse me sentando nos degraus da escada do quarto.

Senti meu coração batendo forte e acelerado por conta de toda a raiva e medo que se apossava de mim. Meus olhos se umedeceram de imediato e feriam meu intimo cruelmente.

– Como poderá me amar depois de ver tal monstruosidade? –disse sentindo pena de minha abominável marca.

– Dorian... –disse ela com os olhos lacrimejantes enquanto engatinhava até mim, devagar. – Eu sinto muito... Eu não queria...

– Por que Christine? –reclamava com meu rosto coberto. – Por que foi tão egoísta?

– Me perdoe... Eu não quis te magoar... Por favor, Dorian...

Christine tomou minha mascara em mãos e a estendeu a mim com seu olhar piedoso. Ela era a bela diante de uma fera maléfica e digna de pena. Era apenas isso que eu poderia esperar de Christine. Piedade... Apanhei a mascara de suas mãos e tornei a colocá-la em meu rosto depois me levantei e corri até o quarto. Abaixei as cortinas que cobriam a entrada e sentei-me na cama enquanto reclama minha dor e culpa a mim mesmo.



POV Christine



Nunca imaginei que Dorian ficaria tão transtornado por causa de meu ato surpresa. Eu queria ver o que ele escondia por baixo daquela mascara por tanto tempo e pude entender sua dor, em parte. Mas não entendia o porquê ele sentia tanta pena e raiva de si mesmo. Uma cicatriz como aquela não era motivo para se alto nomear um monstro. Eram as suas atitudes que estavam sendo idêntica a de uma fera e não sua aparência... Por que ele não conseguia entender isso? Por que estava sendo tão mal consigo mesmo? Fiquei sentada sobre o chão frio daquela masmorra silenciosa por alguns minutos, então me levantei e me aproximei do piano passando meus dedos por suas teclas. Decidi procurar Dorian e lhe pedir perdão. Eu o desrespeitei, invadi sua privacidade sendo que ele sempre respeitou a minha, lhe feri causando-lhe tal dor, eu estava errada em ter feito o que fiz. Subi as escadas e ergui as cortinas do quarto encontrando Dorian cabisbaixo na beira de sua cama. Aproximei-me e parei diante dele levando minhas mãos aos seus cabelos lisos que cobriam o rosto. Toquei-lhe carinhosamente tentando corrigir meu erro para com ele.


– Me perdoe Dorian... Eu não devia ter feito você se sentir assim. Perdoe-me...

– Como posso pedir que ame algo assim? –ele ergueu a face molhada pelas suas lagrimas. – Eu sou um monstro. Meu pai tinha razão...

– O que esta dizendo Dorian?

– Não sabe como foi doloroso pra ele passar o teatro para o nome do único filho o qual ele julgava incapaz de manter seu império... Ele estava tão doente, e não havia outra saída senão me tornar único proprietário deste lugar...

– Quer dizer que estamos todo esse tempo embaixo do teatro?

– Nós discutimos naquela noite... –ele seguiu me contando sua historia como se não tivesse ouvido uma palavra do que eu lhe disse. – Eu queria provar a ele que era homem o suficiente... Causei o incêndio que destruiu todo o teatro que ele tanto amava... –ele dizia apertando os dentes. – Mas eu não sabia que os atores ainda estavam lá... –ele voltou a ficar com aquela expressão assustada. – Eles não deveriam estar... Eu tentei salvá-los, mas... Fiquei preso... Todos morreram por minha causa... –ele baixou o rosto e assim como as lagrimas caiam de seus olhos também começaram a cair dos meus. – Não era pra ser assim, deveria ser somente eu e ele... Queimaríamos juntos e torturaríamos um ao outro pela eternidade no inferno... –disse novamente com os dentes cerrados.

Dorian levantou-se e parou em pé nos pés da cama de costas para mim. Minhas lagrimas molhavam meu rosto enquanto minha cabeça processava todo aquele drama familiar e o conflito interno pelo qual Dorian passou sozinho todos aqueles anos.

– Como posso desejar que alguém me ame depois de tudo que eu fiz? –dizia ele.

Aproximei-me dele e toquei seu ombro fazendo-o se virar pra mim. Olhei em seus olhos e toquei sua face molhada e disse sinceramente:

– Qualquer moça poderia amá-lo Dorian se voce mostrasse a ela o bom homem que você é... Mas voce preferiu se esconder aqui embaixo e adotar o título que seu pai lhe deu...

– Eu sou o que sou...

– Não precisa ser assim. Eu sei que existe bondade no seu coração Dorian...

Após essas palavras, Dorian se aproximou de mim segurando minha mão que ainda o tocava a face e disse:

– Voce me amaria Christine? Com essa deformidade terrível? Acha que seria capaz de amar algo tão horrível? –ele perguntava como se já soubesse esperasse uma resposta negativa.

– Oh Dorian, o que foi fazer com voce? –eu disse me aproximando e puxando-o para um abraço.

Apertei Dorian forte contra meu corpo tentando mostrar a ele um pouco de conforto. Ele precisava mais do que um abraço, ele precisava sair daquela escuridão particular e ver a luz da verdade. A luz do dia, assim como a luz da realidade. Mas ele sentia tanta pena de si que convencê-lo de que ele não era aquela besta seria uma missão difícil. Dorian apertou seus braços ao redor da minha cintura enquanto afundava seu rosto na curva do meu pescoço. Então suas lagrimas e seu pavor, deram lugar a algo novo, algo que fez com que sua respiração aquecesse minha pele e se apossasse dele. Dorian ergueu o rosto alguns centímetros da minha pele e se pôs a beijar-me no pescoço com seus lábios molhados e quentes. Senti um arrepio passar pela minha espinha, e estremeci por dentro. A respiração dele passou a invadir meus ouvidos, e o calor que ele sentia tocou também meu corpo. Foi estranho e confuso, mas eu não me afastei. Então Dorian me olhou nos olhos e disse:

– Me ame Christine... Mesmo que seja somente esta noite, mesmo que seja apenas uma única vez. Me ame...

– O que deseja Dorian? –perguntei confusa.

– Apenas que me de o seu amor... Uma única noite. Esta noite... Me ame e me deixe amá-la... Eu serei tão gentil quanto ele jamais será...

– Dorian, quer que eu...

– Pense nele se quiser... Sei que não poderia me desejar por causa desta marca sórdida em mim, mas... Por favor, Christine... Faça isso e eu a deixarei ir...

– Quer que eu me entregue a voce em troca de minha soltura?

– Meu desejo pela sua liberdade... –disse ele tocando meu rosto carinhosamente.

– Não me peça isso...

– Eu imploro Christine... Depois poderá voltar para Wayne... Mas me ame somente desta vez...

Respirei fundo diante de tal pedido inapropriado, mas confesso que não me senti ofendida de maneira alguma. Eu sabia que Dorian seria gentil, sabia que me tocaria com todo seu amor e que depois disso cumpriria sua palavra. Dorian podia ser sombrio mas era um homem de palavra. Tive que pensar na hipótese por alguns minutos e enquanto ele me olhava nos olhos com todo aquele amor refletido neles eu decidi.

– Promete que será gentil?

– Jamais encontrará tanta gentileza nos braços de outro homem... –disse olhando para meus lábios.

– Tudo bem... –sim era loucura, mas eu queria fazer aquilo por Dorian.

– Fique aqui Christine... –disse ele se afastando e saindo do quarto.

Dorian regressou minutos depois carregando um tipo de robbie escuro e o deixou sobre a cama.

– Eu quero que vista isso... –disse ele.

Talvez fosse um tipo de fetiche extravagante ou uma fantasia, eu não saberia dizer mas eu aceitei suas condições de bom grado. Ele se retirou para que eu me vestisse e então tomei coragem e me despi logo cobrindo novamente meu corpo com aquele tecido fino que era quase transparente e deixa quase a mostra todo meu corpo, mas apenas debaixo de uma sombra do tecido. Dorian pediu que o chamasse quando estivesse pronta então tomei coragem e o chamei...



POV Dorian



Tirei meu paletó ficando somente com uma camisa branca, e abri alguns botões enquanto esperava o chamado dela. Estava disposto a cumprir com minha palavra. Depois que tudo se consumasse eu a deixaria livre para voltar para seu noivo... Bebi um gole grande de uísque e então ouvi sua doce voz me chamando. Subi os degraus apressado para ter Christine em meus braços e a encontrei, vestida com o meu presente. Christine estava perfeita e sensual, exatamente como imaginei que estaria quando vestisse aquela roupa. Podia ver seus contornos com detalhes impecáveis debaixo daquele tecido e me senti ofegante apenas por olhar pra ela. Sorri fitando-a face, então me aproximei. Toquei seus ombros mantendo meus olhos em seu corpo majestoso e então andei ao redor dela parando diante de suas costas. Massageei seus ombros para acalmar seu nervosismo aparente e levei meus lábios ao seu pescoço beijando sua pele macia. Levei minhas mãos as laterais do corpo de Christine e avancei rumo aos seus seios apertando-s entre meus dedos enquanto sentia as costas dela tocando meu peito. Fechei os olhos sentindo o prazer e a excitação daquele toque atrevido sobre o corpo dela, e ela não protestou.



POV Christine



Senti os lábios quentes de Dorian me beijando o pescoço enquanto seus dedos apertavam meus seios e os acariciavam com destreza. Sua respiração ofegava ao meu ouvido e me causava uma sensação gostosa de conforto. Quanto mais ele me apertava contra seu peito e tocava meu busto, eu podia sentir algo se manifestando de sua parte, que me incomodava tocando minhas nádegas. Tive um pouco de medo e receio, e ate pensei em desistir, mas Dorian me virou para si e então tocou meu queixo gentilmente, beijou meus lábios e então desceu seus dedos pela área frontal do meu corpo e abriu o robbie deixando-o cair no piso frio. Senti novamente seus dedos tocarem meus seios e dessa vez gostei. Dorian me levou ate a beirada lateral da cama e me sentou sobre ela. Ele abriu sua camisa e pegou minhas mãos fazendo com que eu tocasse seu peito com elas. Havia algumas marcas na pele de seu corpo tambem mas ele não parecia ter vergonha destas. Eu o toquei com carinho e atenção, mostrando que ele podia sim ser desejado. Então ele me tomou em um beijo e me pediu para fechar os olhos. Deitou-me para trás assim que fiz o que ele pediu e então após alguns minutos eu pude sentir seu corpo pesando sobre o meu. Dorian havia se despido por completo e se colocava entre minhas pernas me tocando com algo rijo e grande... Respirei fundo ao sentir aquilo me tocando entre as pernas sem me invadir. Dorian esfregou-se em mim por um tempo me fazendo gemer por causa da fricção calorosa, ate que me sentisse molhada. Então finalmente ele endireitou-se sobre mim e me invadiu com seu membro cautelosamente para não me ferir e se moveu bem devagar enquanto eu sentia uma leve dor se apossar do local. Dorian fez movimentos circulares dentro de mim me fazendo acostumar-me com aquela situação e quando percebeu que eu já não sentia mais dor, ele se moveu de fora para dentro em um ritmo mais rápido, mas sem pressa. Eu gemia a cada toque mais profundo e revirava os olhos agarrando minhas unhas em suas costas. Dorian começava a urrar ao meu ouvido, enquanto sorria. Sei disso porque abri meus olhos inúmeras vezes para olhar pra ele. Ele me olhava o tempo todo e parecia feliz com aquilo. Sensação que identifiquei tambem em mim. Sim, eu estava gostando daquilo. Ter Dorian me violando daquela maneira inapropriada parecia ser tudo que eu desejei a vida inteira. Era gostoso estar sob seu domínio e isso me tomou de tal forma que eu gemia sem conseguir controlar. Dorian passou ao aumentar ainda mais seus toques quando percebeu que eu sorria e delirava de prazer. Sentia como se o quisesse cada vez mais dentro de mim e o apertava contra meu corpo na intenção de fundir nossos corpos suados. Eu gemia sem parar sequer um único segundo, e sentia minha boca seca a cada silaba que saia de meus lábios. Eu sorria e mordia os lábios, me movia embaixo do corpo dele, e dizia coisas que não deveriam ser ditas durante tal ato.



POV Dorian


Estava sendo levado a loucura cada vez que invadia o corpo dela. Christine era quente por dentro, muito mais do que por fora. Era como se meu membro estivesse na boca de um vulcão acordado, e jorrando chamas. Era excitante, delirante e frenético. Eu a desejava cada vez mais enquanto ela dizia coisas malucas ao meu ouvido. Sua doce voz gemia a cada instante me fazendo enlouquecer, enquanto suas unhas me feriam, mas me davam ainda mais êxtase. Senti-me mais duro cada vez que ouvia a gemer alto, e me afundava dentro dela cada vez mais rápido. Ambos gritávamos enlouquecidos como dois animais na relva. Era delirante, excitante, quente e maravilhoso. O corpo dela se movia de acordo com o meu, era como se tivéssemos sido feitos para aquele momento. Ah, eu a queria por demais... Meu corpo foi sendo alertado de que o ápice não estava distante, e comecei a me mover mais rápido enquanto as pernas dela envolvidas na minha cintura sacudiam no alto de minhas costas. Ela gritava e eu urrava ao seu ouvido repetindo seu nome assim como palavras apaixonadas. Afundei-me mais vezes entre as pernas dela ate sentir algo explodir de dentro de mim e preencher ela. Meu grito de alivio saiu assim junto com o dela. Chegamos juntos naquele nível de prazer saciado enquanto ainda nos movíamos, mas dessa vez devagar nos acostumando com a satisfação do ato. Christine agarrada a mim, beijando meus ombros e arranhando ainda minha pele molhada, era tudo que eu poderia desejar por uma vida. Desabei sobre ela, e então beijei seu ombro e o mordi de leve enquanto ela me abraçava e deixava suas pernas descansarem sobre o leito.


– Voce foi perfeita! –disse olhando em seus olhos. – Foi melhor do que eu imaginava...

Christine apenas me olhou depois me abraçou fechando os olhos. Não sei o que ela estava sentindo, mas sabia que estava satisfeita. Sai de dentro dela e deitei-me ao seu lado. Deixando que ela se virasse para mim e me fitasse nos olhos. Desejei que ela confessasse me amar naquele momento, mas ela apenas fechou os olhos e dormiu...


...



Na manhã seguinte assim que acordei e vi minha adorável musa deitada ao meu lado, eu sorri. Toquei seus cabelos, e beijei seu rosto lindo, depois a deixei na cama. Preparei um excelente cafe da manha e deixei tudo sobre a mesa. Escrevi um cartão e deixei sobre a mesma junto com uma rosa amarela... Depois sai das masmorras deixando as grades destrancadas...


Notas finais
Gostaram??? Amanha eu posto o ultimo!