Notas iniciais
Gente, quero pedir desculpas pela demora. Estou com alguns probleminhas e parece que nada dá certo para mim. Estou tentando, mas está difícil, acredita que é duas e meia da manhã e eu to aqui acordada só pra postar a fic? O problema é que eu to sem internet em casa por enquanto e to sobrevivendo com o pc da minh avó. Espero que entendam... Obrigada pelas recomendações que eu recebi no Nyah e pelos 71 favoritos no Anime *-*
#IgnoremOsMeusErros u.u

Disponível com o Justin em:

http://writtenbycupcake.blogspot.com.br/2013/02/segundo-dia-em-harvard.html

http://animespirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-idolos-justin-bieber-the-partner--2-temporada-522440/capitulo3


Jason’s POV

Mal chegamos ao quarto e eu avancei para cima de Madeline, ela sorrindo durante o beijo, terminou de fechar a porta com o pé. Depois que partimos o beijo ela correu para trancar a porta enquanto eu já unia nossas camas de solteiro. Quando me virei, Madeline pulou no meu colo e voltou a me beijar. Como não estava conseguindo aproveitar a chance de passar minhas mãos pelo seu corpo, por estar segurando-a pelas coxas, sentei na cama com Madeline ainda em meu colo e então levantei minhas mãos para dentro da camiseta que ela roubou de mim.

— Você ainda é o Jonathan — disse partindo o beijo. — Não vou beijar um garoto.

— Ei — ela me deu um tapa no braço.

Tirei meu boné que ela estava usando mirando exatamente em cima da cômoda e depois tirei a peruca jogando-a em qualquer lugar do quarto. Madeline tirou a toca e eu desfiz o coque em seu cabelo.

— Assim está melhor — falei colocando uma mecha atrás da orelha dela e voltando a beijá-la.

Madeline cruzou as pernas em volta da minha barriga e quando o ar nos faltou, comecei a distribuir beijos pelo seu pescoço até que levantei a camiseta fazendo-a erguer os braços para cima para tirá-la com mais facilidade. Agora sim eu estava com uma visão melhor. Tirei o dispositivo de voz jogando-o em cima da cômoda.

— Sério, você tem que parar com isso — disse Madeline sorrindo.

— Parar com o quê?

— De ficar fitando meus seios desse jeito.

— Eu gosto deles — sorri e então dei um beijo rápido no seio esquerdo a fazendo arfar. — E você aprova — meu sorriso aumentou mais quando ela se inclinou para trás me dando uma visão perfeita do seu sutiã preto com rendas.

Não perdi tempo, comecei a beijar seus seios enquanto tentava desesperadamente abrir o fecho do sutiã. Quando consegui, o joguei para bem longe. Voltei a minha atenção para os seus seios novamente, agora sem o sutiã e comecei a massageá-los em minhas mãos enquanto Madeline suspirava com o meu toque. Então ela começou a rebolar no meu colo no mesmo ritmo que as minhas mãos, e isso me deixou maluco.

Então ela segurou meus pulsos, tirando minhas mãos de seu corpo e não perdeu tempo em tirar minha camiseta e jogá-la no chão.

— O Jerry gostou da minha presença. Acho que estava com saudades — sussurrou ela no meu ouvido se referindo a minha ereção.

— Sim, muita — segurei Madeline pela cintura e a joguei na cama, ficando por cima dela em seguida.

Não transamos há algumas semanas, desde o término da nossa última missão eu e Madeline ficamos um pouco afastados em relação a isso. Talvez porque brigamos demais, mas caem entre nós, os McPherson adoram intrigas e nossas famílias estão destinadas a se odiarem. Só que não consigo odiar a Madeline e a cada dia que passamos juntos, mais próximo fico dela, tanto é que eu não transei com nenhuma garota depois da nossa última transa, ou seja, eu devo estar muito afetado e doente. Só que agora, isso não importa, eu quero ela, eu preciso dela.

— Jason, preciso te perguntar uma coisa — disse Madeline colocando o dedo indicador nos meus lábios antes que eu a beijasse.


— O que foi? — Perguntei intrigado.


— Você gosta da Jenny?

— O quê? — Perguntei atônito. — Não, eu e ela somos só amigos. — Mesmo que ela queira o contrário.

— Sério mesmo? Sabe, e vi que ela não gostou muito de mim e que naquele dia que brigamos na sua casa, eu fiquei pensando sobre vocês dois quando ainda estavam fora e você disse aquelas coisas sobre ter uma vida normal...

— Você vai querer falar disso agora? O Jerry está sem paciência.

Ela riu.

— Ok, não vou fazer o Jerry esperar — Ela desceu suas mãos até a minha calça e eu sorri.

— O Jerry agradece — disse voltando a beijá-la, partindo o beijo só para ajudá-la a tirar minha calça que logo se misturou com as camisetas no chão.

— Sabe, estou pensando em uma coisa que faz tempo que eu não faço — Madeline me empurrou para o lado e ficou sentada em cima do meu membro, às vezes se mexendo e me deixando mais excitado.

— E o que é? — Perguntei com um sorriso travesso no rosto.

— Ainda não beijei o Jerry.

Meu sorriso aumentou ainda mais depois que ela disse isso e foi uma tortura quando ela começou a distribuir beijos pelo meu abdômen até chegar ao volume da minha box branca. Na primeira vez que ela fez isso comigo, fiquei muito maravilhado com o jeito que ela conseguiu me dar tanto prazer quanto pensei que daria, mesmo insegura ela conseguiu ir em frente e agora ela estava novamente com a boca ali, só o pano da minha cueca estava entre o Jerry e os lábios macios de Madeline.

Ela ergueu o olhar para mim sorrindo maliciosamente enquanto abaixava a minha cueca bem devagar, me torturando. Até que mais uma peça de roupa estava ao chão. Apoiei-me na cabeceira da cama e logo em seguida senti uma das mãos da Madeline no meu membro. Ela começou fazendo movimentos de vai e vem e então se inclinou e beijou a cabecinha. Gemi e ela sorriu dando mais outro beijo. Quando sua boca começou a fazer os mesmos movimentos que a sua mão, enrolei seu cabelo em forma de rabo de cavalo na minha mão a ajudando com os movimentos. Fechei os olhos aproveitando a sensação, com certeza ela está bem melhor do que da primeira vez que fez isso. E por mencionar a primeira vez, Madeline fez a mesma sacanagem, tirando sua boca do meu pênis antes que eu pudesse alcançar o meu ápice. Será que ela faz isso pensando que eu não vou conseguir gozar mais de uma vez ou ela faz mesmo pra provocar?

Madeline ficou em pé na cama, tirando a calça e sua calcinha junto e jogando no chão. Depois ficou por cima de mim e voltou a me beijar. Quando partimos o beijo ofegante, estiquei a mão para alcançar o chão e procurar a minha calça, assim que a achei, tirei uma camisinha de dentro do bolso. Até que Madeline segurou minha mão.

— Estou tomando anticoncepcional — disse ela.

— Você tem certeza? — Perguntei olhando para a camisinha na minha mão e para ela.

— Sim — assentiu.

Uau, essa será a minha primeira vez sem preservativo. Bom, talvez porque Madeline seja a primeira garota ao qual transo duas, três, quatro ou foi cinco vezes?

Soltei a camisinha no chão e a abracei distribuindo beijos pelo seu pescoço até chegar ao lóbulo de sua orelha.

— Eu comando agora — sussurrou ela ofegante.

Madeline inclinou seu corpo de encontro ao meu pênis e começou com os movimentos. Minhas mãos agarraram sua cintura fortemente enquanto ela se movimentava por cima de mim. Madeline no comando, ela até que não é tão ruim, só que ela estava me torturando com movimentos lentos. Sem paciência, a virei na cama tomando as rédeas da situação e aumentei o ritmo dos movimentos. Ela pareceu não se importar, pois deu seu gemido mais alto. Nossas mãos se encontraram no colchão e então entrelaçamos nossos dedos, enquanto juntos chegamos ao ápice. Madeline quase gritou quando gozei dentro dela, e isso foi prazeroso tanto para mim quanto para ela, transar sem preservativo é tão... Uau!

Cansado, me joguei ao seu lado na cama, tentando controlar a respiração.

— Eu... Adorei... Muito — disse Madeline muito ofegante.

— Também — falei passando o braço ao redor de sua cintura e depositando um beijo no topo de sua cabeça.

Então puxei o lençol para nos cobrir e dormimos com as mãos entrelaçadas e bem próximos um do outro.


Madeline’s POV


Eu sabia de quem era a mão que estava nesse momento fazendo uma trilha pelas minhas costas por baixo do lençol, aproveitando por eu estar de bruços.

— Faz cócegas — sorri.

— Está acordada? — Perguntou Jason colocando a mão que estava nas minhas costas sobre o meu cabelo e o alisando.

— Na verdade, morri e agora estou possuída por um espírito maligno que quer dominar o mundo.

— Um sim como resposta já servia, mas tudo bem espírito maligno que quer dominar o mundo, você pode me dizer se é homem ou mulher?

— E por que você quer saber?

— Porque quero te beijar, mas se for um espírito maligno macho, ai isto está fora de cogitação.

— Sou mulher — respondi rapidamente e Jason riu.

— É mesmo? — Perguntou erguendo as sobrancelhas.

Assenti com a cabeça e em seguida ganhei o beijo. Aquilo estava tão bom, as mãos ligeiras do Jason já estavam acariciando o meu corpo, me preparando para o segundo round. Até que alguém bate na porta nos interrompendo.

— Quem será? — Jason perguntou partindo o beijo.

— Se for a Nora, diga que o Jonathan não está — falei puxando o lençol e me enrolando nele depois de me levantar da cama.

Ouvimos outra batida na porta.

— JÁ VAI! — Gritou Jason vestindo uma calça de moletom que tirou da gaveta da cômoda, enquanto eu já separava as camas, caso fosse algum inspetor ou algo do tipo. Embolei nossas roupas jogadas no chão e coloquei em um canto.

Antes de ele abrir a porta, corri para o canto da parede, ficando por trás e observando pelo pequeno vão entre a porta e a parede.

— Nossa! — Ouvi a garota dizer e fiz questão de olhá-la de cima a baixo. Ela fitava o Jason como se ele fosse um pedaço de carne suculento. É claro que ele está super gostoso usando apenas uma calça de moletom e sem nada por cima, e eu sabia que não havia dado tempo para ele colocar a cueca, ou seja, a única peça de roupa que está no corpo dele é a calça.

— No que posso ajudar? — Jason perguntou com aquele sorriso como quem está flertando.

— Você poderia ir ao meu quarto qualquer dia desses, no final da tarde de preferência, sou do dormitório 4566. Vai ser um prazer recebê-lo — disse ela dando ênfase a palavra prazer.

— Acho que esse não foi o verdadeiro motivo para você estar aqui — falei saindo de trás da porta fazendo questão de mostrar que eu estava enrolada no lençol porque tinha acabado de transar com o Jason.

— Pensei que você estava dormindo — ele disse semicerrando os dentes para mim.

— É, você se enganou — respondi do mesmo jeito.

— Então — a garota chamou nossa atenção. — Uma amiga minha disse que aqui tem dois garotos e que um deles se chama Jonathan.

— Sim, o meu primo que no momento deve estar em outro quarto.

— Bom, ela só queria dizer que adorou a conversa e que era para entregar isso — ela estendeu um pequeno envelope para o Jason. — Dê o recado a ele. Desculpe se incomodei — seu tom foi ríspido ao dizer a última frase.

— Não incomodou — sorri sínica. — Agora que já disse tudo, tchau! — E fechei a porta na cara dela.

Jason olhou para mim atônito.

— Por que fez isso? Ataque de ciúmes?

— Não, eu só estava tentando fazê-la ir embora mais rápido, já que você estava dando “corda para ela” — fiz aspas com as mãos.

— Para de negar, você estava com ciúmes — disse ele puxando o lençol ao qual eu estava enrolada e em poucos segundo já estava em seus braços.

— Claro, transamos na noite passada e na manhã seguinte você dá em cima de outra garota na minha frente.

— Não foi exatamente na sua frente — referiu-se ao fato de eu ter ficado por trás da porta por breves minutos.

— Não faz diferença — falei saindo de seu abraço e puxando o lençol das mãos dele.

— E sabe de uma coisa? — Perguntou Jason divertido.

— O quê? — Ele já estava me tirando do sério e então puxei o envelope que estava com ele, afinal, eu sou o Jonathan e aquilo é para mim.

— Aquela garota lembra você, só que ela deve ser uns dois ou três anos mais velha.

— Não acredito que está me comparando a aquela atirada, aquela... Vadia!

— É sério, ela tem o cabelo castanho, olhos verdes e um jeito de falar igual ao seu.

— Jason, existe muitas garotas assim — disse dando risada. — Acho que você não está muito apto para reconhecer pessoas.

Ele ficou sério com o meu comentário.

— É, eu só tive minha mãe para me treinar, não tive a sorte de ser treinado pelo meu pai também. Talvez seja isso — e então ele passou reto por mim indo em direção ao banheiro e fechando a porta com força.

Droga! É claro que ele disse isso porque eu fui treinada pelos meus pais, e sinceramente não foi nesse sentido que eu quis dizer. A cada dia que passa estamos brigando, como quando nos conhecemos e tivermos que nos aturar na primeira missão. E eu sinto que elas são piores.

Tentei afastar minha vida pessoal da cabeça e abri o envelope, nele havia um bilhete. Tirei do envelope e comecei a ler:

Adorei conversar com você. Sinto que é diferente dos outros garotos daqui. Quem sabe não podemos conversar novamente? Te espero hoje na biblioteca às 7:00 a.m. no corredor das Bibliografias.

Com amor, Ellen.

Como se não bastasse eu ter que fazer um teste para entrar na equipe de luta ao qual Arthur participa e ir as compras com o Jason, ainda tenho que me livrar de uma garota. Maldita hora que escolhi pegar duas lendas.

Quase cai para trás quando senti algo no meu pé, mas relaxei quando percebi que era apenas o Mickey.

— Está com fome garotão? — Perguntei e ele miou.

Peguei a ração dele e despejei em sua tigela vermelha.

— Tomara que você não faça nenhuma das suas necessidades aqui no quarto, Lucas disse que você gosta de dar voltas à noite para se aliviar, espero que ele esteja certo — acariciei a cabeça dele enquanto comia.

Tirei o lençol do meu corpo e fui até a cômoda procurar algo que me agradasse nas roupas do Jason. Assim que terminei de escolher as roupas, ele saiu do banheiro com uma toalha na cintura e nem sequer olhou na minha cara. Arrependida, cheguei perto dele e o abracei por trás.

— Sinto muito, não disse de propósito — falei depositando um beijo em seu ombro.

Ele colocou sua mão sobre as minhas que estavam entrelaçadas em sua barriga.

— Acho que posso me acostumar com você me pedindo desculpas desse jeito — mesmo não vendo, sabia que ele estava sorrindo.

— Isso quer dizer que você me perdoa?

— Sim.

Sorri dando outro beijo em seu ombro e então me afastei indo em direção ao banheiro, mas antes de entrar disse:

— Não se esqueça que depois dos nossos testes, vamos fazer compras. Quem chegar primeiro espera aqui no quarto.

— Ok.

(...)

Todos os garotos que iam fazer o teste estavam em um circulo em volta do imenso tapete ao qual, nesse instante, acontecia o terceiro massacre.

Para finalizar o golpe, Arthur imobilizou o garoto magrelo pelos braços e o jogou com tudo no chão, fazendo-o gemer de dor.

— Estão vendo? — Perguntou o treinador olhando para cada um de nós com o seu olhar canibal. — Vocês tem que saber lutar, se pensam que só porque deram um soquinho em alguém vão conseguir lutar karatê, estão muito enganados. Quero eficiência, agilidade e força. Vocês podem desistir se quiserem, pois se não ganharem já sabem que vão sair daqui com alguma parte do corpo quebrada.

Aquele cara grandão era de dar medo, não é atoa que ele é o treinador da equipe. Arthur reveza as lutas com um homem loiro que aparenta ter uns vinte e quatro anos. Os dois estavam ganhando as lutas de um jeito surpreendente e os três que já foram, tiveram ajuda de uma equipe médica de estagiários que estão presente no teste de hoje.

Alguns saíram da roda, desistindo do teste. Continuei encarando o treinador, não ia desistir, eu sei que ele quer botar medo nos outros, nos forçando a desistir.

O próximo que foi para o centro do tapete era mais musculoso que o último, encarou o homem loiro de um jeito confiante, mas no final, acabou perdendo por ter feito tantos golpes errados. O treinador o desclassificou.

Chegou a minha vez, e quem iria lutar comigo era o Arthur. E quando andei até o centro do tapete, vi os outros membros da equipe ocupar seus lugares numa pequena arquibancada. Por que juto eu tinha que ter plateia?

Olhei para o treinador e ele balançou a cabeça negativamente me avaliando. Tá ok, eu sou magra para ser um garoto, mas isso não significa que eu não seja forte.

— Cumprimentem-se — disse o treinador e Arthur estendeu a mão para mim.

Apertei-a e então juntos acenamos. Olhei em seus olhos castanhos e vi que ele estava tranquilo, já decidindo o final da luta sem nem sequer ter começado.

Entramos em posição e quando o treinador autorizou a luta, Arthur avançou para cima de mim, tentando o seu golpe inicial de todas as lutas, a imobilização. Consegui desviar de seu golpe pegando em sua cintura e o apoiando em minhas costas, ele foi rápido e conseguiu sair da posição olhando para mim estupefato. Dei um sorriso irônico e avancei para cima dele tentando sua tática de imobilização, e não é que consegui? Com um pequeno esforço o derrubei no chão ainda o imobilizando.

— Você é bom — disse ele sorrindo.

O soltei quando vi que já tinha acabado e eu havia ganhado. Estendi a mão para ele que a segurou como apoio e se levantou.

— Obrigado — falei retribuindo o sorriso.

O treinador olhou admirado e então assentiu com a cabeça anotando algo em sua prancheta.

— Chuveiro, Sr Kendall — disse o treinador e eu fui em direção ao vestiário masculino confiante, pois estava na cara que eu tinha passado.

Os que já tinham feito o teste estavam sentados enrolados com toalhas brancas na cintura conversando sobre algo ao lado dos armários.

— E então, passou? — Perguntou um deles rindo depois de me olhar de cima a baixo.

— Venci a luta, então acho que passei — sorri com ar de indiferença.

— Sério? — O outro perguntou.

— Se derrubar o adversário no chão quer dizer que eu estou na equipe, sim eu passei — satisfeita com a minha resposta segui até os chuveiros agradecendo mentalmente por só ter eu ali.

Como não poderia deixar minhas roupas nos bancos do lado de fora dos boxs, tive que levar tudo comigo, para garantir que ninguém fosse desconfiar de alguma coisa, afinal, eu ainda estava usando um sutiã, mesmo que ele não pareça um sutiã porque eu o uso para tirar o volume do busto, ainda sim, vai ser estranho explicar para alguém que ver que um garoto usa um tope por baixo da camiseta.

Tomei um banho rápido, com gente, foi apenas para tirar o medo de chegar suor, que é essencial após uma luta.

Saí do box já vestida com as roupas que peguei na gaveta do Jason e vi mais um garoto entrar no vestiário, triste. Esse com certeza não passou. Os garotos que riram de mim antes estavam sentados no banco conversando. Estava prestes a ir embora, quando um deles me chamou.

— Ei, você não vai ficar?

— Pra quê? — Perguntei.

Eles riram.

— Nossa, nem acredito que você passou.

— Por que eu tenho que ficar? — Perguntei impaciente.

— Porque se você passou, deve ficar aqui para receber orientações dos outros membros da equipe, eles irão dar os horários, quando o salão está disponível para treino, e muitas outras coisas. Enquanto eles não vem, você tem que ficar. Amanhã começa tudo, meu caro amigo.

— E o que vocês fazem aqui? Não passaram no teste — disse tentando conter um risinho.

É claro que isso os ofendeu.

— A gente quer ficar aqui, alguma coisa contra? — Um deles levantou vindo em minha direção, era o musculoso que havia perdido. Ele parecia disposto a entrar numa briga comigo.

— Nada, obrigado pela informação — passei por ele batendo de propósito no seu ombro e segui em direção ao canto do banco, bem longe deles.

Para fazer o teste, foi necessário trazer uma mochila com roupas extras, que agora eu sei por que, e para minha sorte, lembrei de trazer um livro e agradeço mentalmente por isso, pois pelo menos posso ignorar os olhares de sarcasmo que vinha do grupinho ao lado de mim. Até que o vestiário ficou lotado de homens, levantei o meu olhar do livro e de primeira avistei a última pessoa que eu gostaria de ver aqui. Levantei o livro na altura do meu rosto, tentando disfarçar, porque eu sabia que ele iria me reconhecer, mesmo eu estando disfarçada.

Notas finais
Espero que tenham gostado :)