Notas iniciais
Espero que gostem! Bem curtinho, é só uma introdução, logo posto o primeiro capítulo (que vai ser maior).

Gabrielle olhou para a mãe, sem saber o que dizer. Que ela tinha sido expulsa do colégio já sabia. E ela jurava a pés juntos que não tinha sido culpa sua! A culpa foi da louca da professora de Biologia que tinha mandado dissecar – arrgh – uns ratinhos que ela tinha trazido. Gabrielle não tinha tido muitos problemas, porque Belzebu passava a vida a trazer-lhe ratos mortos e a enfiar-lhos dentro da cama, mas quando a professora levantou a tampa da caixa e lhes mostrou aquelas criaturinhas brancas e adoráveis a guinchar de terror, ela não conseguiu resistir.

Gabrielle ainda se lembrava de se ter levantado e manifestado contra a tortura daquelas coisinhas fofas, enquanto os outros alunos apenas reviravam os olhos e se riam dela. Parisienses insensíveis. O que tinha acontecido depois, não tinha sido culpa dela. Bem, não inteiramente. Claro, ela não ia negar que tinha querido soltar aqueles bichinhos adoráveis – até porque isso seria uma mentira, e Gabrielle não mentia – mas não tinha, de nenhuma forma, querido que a professora de Biologia – que era um amor de pessoa, diga-se de passagem – caísse acidentalmente no chão e tivesse um traumatismo craniano.

E pronto, aí estava outra vez, expulsa. Ah, vida, doce vida.

***

- Tu vais viver para Londres, Gabrielle, ou eu não me chamo Maria Antonietta – disse a mãe de Gabrielle, arrastando as suas malas até à entrada, no dia da sua partida.

- Mas mãee, tu sabes que a culpa não foi minha. Eu não mereço um castigo tão grande. E tu nem sequer te chamas Maria Ant…

- Não interessa – interrompeu-a Alice, irritada. – O caso é que, não vale a pena discutires, porque vais mesmo para casa do teu pai.

Gabrielle encolheu os ombros, sem se zangar. Até percebia o ponto de vista da mãe. Se fosse ela a ter de cuidar de uma adolescente que só fazia asneiras, já se teria suicidado. Mas o que Alice não percebia era que ela não fazia de propósito. A sério que não! Os sarilhos pareciam persegui-la…

- Tchau, mãe – despediu-se Gabrielle, enquanto tentava fazer passar duas malas e o saco onde levava Belzebu pela porta do apartamento. – Cuidado com a cabeça.

- A cabeça? – perguntou Alice, depois de ter dado um beijo à filha, sem perceber.

- Sim, Maria Antonieta foi guilhotinada!

Gabrielle saiu de casa. Só conseguiu parar de rir quando já estava dentro do táxi, com o taxista a olhar para ela como se estivesse doida.

E não estava?

Notas finais
Gostaram? Não gostaram? Não interessa (ou sim), comentem! Deixariam uma autora aqui a pular de alegria só com uma palavrinha. Vamolá, nem é preciso muito esforço, né? Querem o próximo capítulo? Então comentem, %$#7@£! Não, isto não é uma ameaça...

Rs, beijos meus caramelos!