Notas iniciais
Olá pessoal!
Bom, essa é a minha primeira fic.
Eu sou acostumada a escrever originais.
Espero que gostem, e se puderem, comentem.
Eu não li os gibis, o que eu sei veio dos filmes que eu gosto e Wikipedia, então, se algo estiver errado, por favor, me avisem!
Acho que é só!
Aproveitem!

Quando cheguei em casa e vi a porta entreaberta, meu coração parou. Tia Jen sempre se assegurava que tudo estava fechado antes de sair, e se a porta estava daquele jeito, algo ruim tinha acontecido.

Respirei fundo, me preparando mentalmente para o que quer que estivesse dentro de casa, e entrei.

Tudo estava revirado, como se procurassem algo. Ou alguém. Esse pensamento me doeu. Eu vasculhei comecei a vasculhar a casa e encontrei Tia Jen desmaiada no chão de seu quarto e uma poça de sangue ao seu lado. Corri para seu lado e me abaixei. Levantei sua cabeça e segurei seu torso, e me alegrei ao ver que ainda estava viva. Tinha um ferimento à bala na perna e um abaixo do peito, além de contusões de uma possível briga.

Mexi gentilmente em seu rosto, chamando seu nome, e ela abriu os olhos e um sorriso fraco.

- Como estou feliz por você ter matado aula! – Ela disse.

- Tia Jen! – Eu a abracei, meio sem jeito.

- Estamos sem tempo, querida. – Ela disse triste. – Estão te procurando.

- Não vou deixar você! – Afirmei, e ela balançou a cabeça negativamente.

- Vai sim. – Eu fui discordar, mas ela se adiantou. – Eu estou sem tempo.

Senti lagrima descerem pelo meu rosto.

- Querida, eu escondi uma chave naquele vaso horrível da sala. Ela abre um armário na rodoviária. Pegue a mala e siga para Nova Iorque. Nela, está tudo o que você precisa.

- Mas, Tia Jen!

- Vai querida. – Ela disse, com a voz cada vez mais fraca. Ficarei em paz sabendo que está segura.

Eu quis discordar, mas a vida já tinha deixado seus olhos. Já os meus, estavam carregados de lágrimas. Abracei-a pela ultima vez, fechei seus olhos e beijei sua testa, como ela fazia quando eu era criança.

Levantei e usando todo o meu autocontrole para conter minha raiva, eu fui até a sala e joguei o vaso contra a parede. Entre os cacos no chão, estava uma chave com o número 45. Peguei um agasalho e minha mochila, e fui para rodoviária.

Como não morávamos muito longe desta, eu cheguei bem rápido. Comprei uma passagem de ida para Nova Iorque e segui para os armários. Encontrei o 45, e a chave serviu perfeitamente, abrindo-o. Lá, havia uma mala, com dinheiro e identidades falsas, além de algumas roupas e uma carta, escrita na letra de Tia Jen, endereçada a mim.

Sentei em um banco com a mala e a minha mochila, e encarei a carta pelo o que pareceu um tempo interminável. Então, abri com cuidado.

“Querida Rebecca,

Se você está lendo isso, quer dizer que estou tomando vodca com o diabo.

Brincadeirinha!

Todo mundo sabe que eu prefiro tequila...

Mas, vamos falar sério por um momento.

Sua mãe me confiou o bem mais valioso que ela tinha: você.

Seu pai, meu primo, nunca ficou sabendo da gravidez da sua mãe, e agora ele é a única pessoa no mundo que confio para te manter segura. Mas essa história você já sabe de cor.

Infelizmente, ninguém sabe onde ele está.

Após o ataque a Nova Iorque, e a queda da S.H.I.E.L.D., as coisas se complicaram, e sua mãe deu um jeito de me avisar que viriam procurar por você.

Você sabe como você é especial.

Na parte de trás da folha estão um endereço e uma foto de um amigo de faculdade que pode lhe ajudar.

Saiba que eu te amo,

Tia Jen.”

Limpei as lágrimas que teimavam em cair, e ouvi chamarem para o embarque.

Peguei minhas malas e segui para o ônibus. Sentei no fundo, e coloquei meus fones de ouvido, ligando a musica.

Sorri, lembrando de Tia Jen, apesar da tristeza. Não importava o que acontecesse, ela sempre tinha uma piada na ponta da língua, e um sorriso. E morreu para me proteger.

Fechei os olhos, cansada, mas não consegui dormir.

Tudo o que conseguia pensar era em como iria achar aqueles que a mataram, e iria fazer o mesmo com eles.

Dolorosamente e vagarosamente.