The Other Girl (Hiatus)
2 Nova Iorque
Notas iniciais
Cheguei à Nova Iorque após incontáveis horas dentro de um ônibus fedido. Estava cansada, triste, fedida e com raiva. Peguei um taxi na estação e dei o endereço da carta para ele. Depois de mais algumas horas no transito infernal de Nova Iorque, chegamos. Paguei o taxista e desci. O prédio a minha frente era alto e com uma estrutura moderna, havia várias pessoas entrando e saindo dele. Em cima das portas, tinha um grande letreiro prateado escrito “Industrias Stark”.
“Tia Jen só pode estar me zuando do além!” Pensei.
Fui até a recepção, onde uma atendente me analisou da cabeça aos pés, me deixando ainda mais irritada.
– Pois não? – Ela disse, analisando as unhas perfeitas.
– Estou procurando por James Rhodes.
– E você é? – Ela disse com sua voz irritante.
– Não é da sua conta. – Falei brava.
Ela arregalou os olhos e depois sorriu.
– Não posso compartilhar essas informações com pessoas não autorizadas.
Eu quis pular no pescoço dela. Mas respirei fundo, me virei e saí.
Sentei na calçada. Se ele estava lá, uma hora iria sair. Eu não era a pessoa mais pacienciosa do mundo, mas era a minha melhor chance.
Não sei quanto tempo eu esperei. Sei que o dia escureceu e logo dois carros pararam na frente da empresa. O homem da foto saiu acompanhado de uma ruiva. Eles se despediram, e ela entrou em um carro, e ele fechou a porta para ela, e dirigiu para o outro carro. Aproximei-me e chamei seu nome.
Ele olhou para mim, e voltou a andar para o carro.
– Eu não tenho tempo para autógrafos. – Ele continuou andando.
– Eu não quero um! – Falei irritada. – Preciso da sua ajuda.
– Sim, você e a América inteira. – Isso me deixou realmente irritada. Esse era o cara que deveria me ajudar?
– Você fez faculdade com a minha tia. – Eu falei e ele parou de andar e olhou para mim. – Ela disse que você me ajudaria.
– Quem é sua tia? – Ele perguntou curioso.
– Jennifer Walters. – Eu disse, e ele pareceu não se lembrar então entreguei a foto para ele.
– Sua tia é Crazy Jen? – Ele falou sorrindo. – Como ela está?
– Meio morta, na verdade. – Falei, tentando não deixar a tristeza me dominar.
Ele pareceu chocado.
–C-Como? – Ele disse.
– Assassinada.
O choque em seus olhos agora era maior que o anterior.
– Você vai me ajudar? – Falei, pegando-o desprevenido.
– Claro. O que você precisa?
– Eu preciso encontrar o meu pai.
Ele balançou a cabeça positivamente e olhou para o prédio.
– Por favor. Por favor, não me diga que seu pai é Tony Stark.
Ele disse massageando as têmporas.
Contive meu riso.
– Não. – Falei e pareceu estar aliviado.
– O nome do meu pai é Robert.
– Robert? Só isso?
– Robert Bruce Banner.
Seus olhos arregalaram.
– Por favor, fale que seu pai é Tony Stark.
Dessa vez não consegui me segurar. Comecei a rir.
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