The Other Girl
11 Capítulo 11 - Sick
Notas iniciais

"Doente"
— Narradora —
Enquanto um dos pequenos "drones" fazia uma espécie de exame no corpo pendurado do ar, Star se perguntava o quanto iria demorar para o mesmo cair ao chão, então, logo em seguida, o cadáver fizera o que a morena pensava e aquele equipamento de Leo também.
— Peguei! — Fitz exclamou feliz, então, a hacker se virou e viu o pequeno objeto na mão do homem. Sorriu levemente para o mesmo, que logo retribuiu o sorriso. — Mais alguém notou o metal espalhado pelo corpo, como se houvesse um campo eletromagnético? — questionou ele retoricamente — A questão é: o que o criou?
— Precisamos levar o corpo ao laboratório o quanto antes. — disse Jemma, ajoelhada ao lado do homem morto — Tem algo sobre essas feridas...
— Skye e Star, o que descobriram sobre o quartel? — perguntou Coulson pelo comunicador.
— Enviaram uma equipe para New York, com uma dúzia de voluntários após a invasão Chitauri, incluindo Cross e Whalen. — respondeu a morena, coçando levemente o nariz.
— Talvez, tenha a ver com eles serem alvos? — Skye perguntou.
— Ou como foram mortos. — retrucou Ward pelo comunicador também.
— Fala de... Uma arma alienígena? — a castanha perguntou incerta e receosa.
— Vamos chegar lá antes que alguém mais chegue. — Phil falou, porém, ele não tinha respondido a pergunta.
~Xx~
— O que está procurando? — a menor das hackers perguntou para Simmons, que estava olhando o corpo bem próxima a ele.
— Uma vela perfumada. — respondeu Leopold quando se virou para as três mulheres.
— Você não, Leo. — Star disse, apontando discretamente para a meio loira quando o rapaz a olhou.
— Essa ferida. Alguma coisa não faz sentido. — respondeu a cientista — Inicialmente, achei que fosse uma ferida de entrada, como em um tiro, mas não são.
— É uma ferida de saída. — a morena completou ao entender o raciocínio da outra e logo o único homem se juntou na conversa.
— E se essa arma sobrecarregou o cérebro, que ultrapassou o limiar da capacidade elétrica, e daí o descarregou, como um PEM?
— Você acha que lidamos com uma fonte externa. — afirmou Star, que olhou diretamente para Jemma e depois para Skye.
— Eu digo que foi algo de dentro dele. — retrucou Simmons, porém, todos eles pararam de falar, assim que o tablete começou a apitar.
— Algo está acontecendo... — resmungou a castanha — O satélite está captando outra leitura.
— Está vindo do quartel dos bombeiros. — completou a morena, franzindo o cenho em preocupação.
— Fitz-Simmons, estão vendo isso? — Melinda perguntou pelo comunicador e logo o vídeo apareceu na tela.
— Não é uma arma, contudo, causou uma descarga craniana. — disse Jemma. Eles pararam por um momento e prestaram atenção na conversa que o tio zumbi possuía com um dos bombeiros até que chegou em uma parte interessante:
— ... Estava enferrujado e fomos limpá-lo!
— Não era ferrugem. May, não o toque! — a cientista exclamou e Star finalmente entendeu.
— Tio zumbi, ele não está usando uma arma. Está infectado. — disse a morena, suspirando pesadamente em seguida — Achamos que o elmo era a fonte de um vírus alienígena.
— Tudo que fizemos foi limpá-lo. Eu juro. — falou o bombeiro — Eu, Frankie e Adam. Estávamos entediados e, então, decidimos limpá-lo. — ele logo raciocinou e seu tom meio desesperado virou algo compreensivo e meio tristonho — Adam e Frankie...
— Sr. Diaz, estou baixando a arma, certo? — disse Coulson e a mais alta das hacker jurou tê-lo escutado guardando a mesma.
— Tio zumbi, ele está à 600MJ e subindo. — informou a morena novamente.
— Senhor? — chamou Jemma quando não tiveram uma resposta clara.
Mais uma vez, sem respostas.
— Senhor, precisa sair daí agora mesmo! Ele vai... — Fitz tentou alertar, mas Phil desligou o seu comunicador e, assim, interrompendo o primeiro.
— Oh, Céus! Ele têm sérios problemas. — resmungou a morena, virando para Leopold enquanto apoiava-se com os cotovelos e de costas para a mesa do laboratório, e via o mesmo concordar consigo.
~Xx~
Star observava Fitz passar uma espécie de escâner em Ward, Melinda e Coulson, para saber se os três estavam infectados ou não. Ela estava tensa e sentia-se incrivelmente cansada, parecia que estava pegando um resfriado.
— Tudo limpo. Sem traços de energia eletrostática. — informou o cientista, fazendo a morena suspirar aliviada.
— E os outros bombeiros? — questionou Skye a Jemma.
— Ficarão em quarentena em uma instalação S.H.I.E.L.D. de contenção. — respondeu Simmons. Então, alguns homens passaram por elas com roupas especias e segurando o elmo Chitauri em uma caixa.
— Notaram que estão pondo o lance alienígena infectado na nossa caminhonete? — Skye perguntou, assim que o resto da equipe se aproximou delas.
— Vamos leva-lo até a Caixa de Areia. — Coulson respondeu.
— Caixa de Areia? — Skye, confusa, fez outra pergunta.
— Uma instalação da S.H.I.E.L.D. de pesquisas no Atlântico. Especialistas em materiais perigosos. — Star respondeu, sentindo a garganta incomodá-la e o cansaço ficar ainda maior. Tinha pegado um resfriado obviamente.
— Se o que suspeitam for verdade... Se isso for um vírus, aqueles bombeiros podem estar infectados... Eles precisaram de uma cura. — Phil falava diretamente para Jemma e Star — Encontrem uma.
— Sim, senhor. — Simmons respondeu, enquanto o outro começava a andar mais a frente e levava os outros consigo, deixando apenas ela e a morena um pouco para trás.
~Xx~
— Odeio resfriados. — Star reclamou, coçando o nariz de forma agressiva.
— Depois eu vejo isso isso.
— Eu quero que você veja nada, Doutora Simmons. — a morena disse num tom mais alto e quase irônico — Só queria um remédio para a minha...
— Senhor, acho que descobrimos algo. — Jemma fez sua voz ecoar nos alto falantes do avião em um chamado simples — Pode vim ao laboratório.
— Você me ignorou?!
— Já estou indo. — agente Coulson respondeu.
— Por que você me ignorou?! — a hacker fingia-se indignada e fazia gestos dramáticos para completar.
— Porque seu resfriado não é prioridade. — Simmons respondeu.
— Você enlouqueceu?! Mas é claro que é prioridade, porque se eu morrer pessoas de grande influência irão vim atrás da mulher que me negou um remédio para a minha garganta!
— Está delirando. — a médica retrucou.
— Quer apostar quanto?
— Apostar o quê? — Phil acabara de entrar no laboratório.
— Nada.
— A vingança pela minha futura morte.
— O quê?!
— Esquece e apenas olhe para o projetor. — a morena finalizou aquela conversa ao se aproximar do computador.
— Então, para o que estou olhando? — tio zumbi questionou, assim que Star colocou a imagem do computador.
— Espere... — Jemma disse, então, as amostras pareciam ter eletrocutado uma a outra por um instante.
— O que foi aquilo?
— Uma descoberta inovadora, pelo visto. — Star respondeu, sem animo.
— Acreditamos que os bombeiros contraíram o vírus quando limparam o capacete. Um tipo de organismo Chitauri ativado por fricção.
— Espere aí... Essas células vieram dos bombeiros? — Phil perguntou apontando para o projetor.
— Do cérebro, sim. Último estágio da infecção. — a morena respondeu.
— Alguns vírus "dormem" dentro de células hospedeiras, por anos antes de se reproduzir, como fizeram no capacete, a fonte inicial. — Jemma finalizou.
— Mas o que as células nos dizem, é que estamos lidando com um vírus de propagação, o que significa... — a hacker deixou a frase pairando por um breve instante.
— Que o vírus é contagioso. — Até que Phil completou a mesma.
— Exatamente! — exclamou a meio loira. — E essa é a parte mais interessante, como ele se espalha.
— Deuses. — Star resmungou chocada ao ver um objeto entre ela e a outra mulher começar a flutuar.
— Não é pelo ar ou por fluídos...
— Mas através de choque estático elétrico. — Jemma foi interrompida pela hacker, que estava chocada ao ver o objeto ainda no ar e ao começar a ter raciocínios nada bons.
— Não vimos nada parecido na Terra. — a doutora estava muito empolgada com tal descoberta, enquanto os outros dois olhavam um para o outro de um jeito preocupado — Não acredito que um vírus possa alterar a densidade molecular de seu hospedeiro. Mas explicaria a flutuação. — Coulson começou a retira-se do laboratório, sem que Simmons percebesse e sob o olhar triste e chocado de Star — Espere até os virologistas do CCD e do QG da S.H.I.E.L.D virem isso. — então, ela finalmente percebeu — Senhor, algo errado?
— Sinto muito, Jemma e Star. — ele trancou o laboratório e um barulho muito alto ecoou pelo espaço que estavam. A doutora virou-se para trás apenas para ver o objeto flutuando.
— Aí. — ambas resmungaram no exato momento que o objeto caiu.
— Não...
— E você ainda me negou um remédio como um último pedido. — Star sorriu sem mostrar os dentes.
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