The Other Girl
12 Capítulo 12 - I need some time
Notas iniciais
"Eu preciso de um tempo"
— Eu vou espancar você, Phil Coulson, até a morte... De novo. — a morena riu maleficamente, mas a risada foi interrompida por uma tosse — Típico. — resmungou, assim que conseguiu acalmar o seu estado.
Star e Jemma estavam no laboratório fazia algum tempo, e nesse período Leo Fitz apareceu e sentou-se de costas no vidro, atrás de Simmons enquanto a morena estava do outro lado do laboratório resmungando consigo coisas aleatórias.
A morena estava zangada com ela mesma e preocupada com o que poderia acontecer caso morresse, ela conhecia várias pessoas que iriam sentir em sua morte. Principalmente, uma pessoa em especifico, que era possível até mesmo ressuscita-la para apenas mata-la novamente.
Então, Leopold Fitz bateu com algo no vidro, atraindo a atenção das duas para o mesmo, apenas para mostrar uma parte do objeto que estava criando para ajuda-las a distribuírem a cura entre si, caso encontrassem uma.
— Acredito que temos um vencedor. — disse o homem, enquanto entregava o dispositivo pronto minutos depois e por uma parte que o protegeria de contrair o vírus. As duas mulheres já tinha levantado-se enquanto esperavam. — Rápido e eficiente. — continuou — Perfeito mecanismo de entrega. — elas não o responderam, apenas pegaram o objeto e foram trabalhar em uma das mesas do laboratório. Ele bateu no vidro levemente — Não foi fácil encontrar uma solução mineralizada, que poderia carregar a vacina e conduzir eletricidade.
— Prefiro que não use o termo "vacina." — pediu Jemma, sem olhá-lo realmente. — Está mais para um antissoro.
Então, quando Star finalizou o que estava fazendo no mecanismo, as duas mulheres foram até os ratinhos brancos, que estavam usando de cobaia, logo na bancada atrás das mesmas. Leo seguiu os passos delas pelo outro lado da parede de vidro.
— Os anticorpos devem ser capazes de atacar os antígenos do vírus... — falou Star lentamente, enquanto observava o quanto a doutora ao seu lado estava receosa.
— Se o maldito vírus alienígena tiver algum antígeno. — completou Simmons, pegou o ratinho "sortudo" em seguida e dando um leve choque no mesmo. Devolveu o animal a caixa de vidro dele.
— Vamos lá. — resmungou a de cabelos escuros, coçando levemente o nariz enquanto observava junto aos outros dois o rato. Então, uma luz azul emanou do pequeno animal, que logo faleceu quando um pequeno barulho de choque soou. Star fechou os olhos lentamente, em um sinal claro que estava frustrada, distanciando-se daquela bancada — Merda... — resmungou, comprimindo os lábios com força, aguentando-se para não jogar algo no chão.
Aquele era o segundo rato.
— Não foi muito cooperativo da parte dele, não é? — disse Fitz, tentando não soar negativo. Jemma afastou-se dos ratos em seguida e apoiou-se ao lado de Star na outra bancada.
A doutora e a hacker logo andaram para terceira mesa, onde estava suas anotações sobre o vírus, e começaram a tentar resolver o problema de achar um cura. Novamente.
~Xx~
— Star, o que você está fazendo aí sentada? — questionou Simmons, quando percebeu que a morena estava escrevendo sem parar em uma folha de caderno tão concentrada que mal respondia as perguntas da cientista.
— Uma carta. — respondeu simplesmente, continuando a escrevê-la rapidamente.
— Para quem?
— Skye. — sussurrou a resposta, mas foi alto o suficiente para a outra ouvir, que logo entendeu o motivo e continuou a observa-la por um breve momento até que a mesma parou de escrever e dobrou a carta duas vezes, guardando-a no bolso do casaco e voltando-se para a si — Precisa de ajuda em algo?
— Me ajude a preparar essa última cura e coloca-la no dispositivo. — respondeu, pedindo silenciosamente e com os olhos em um sinal claro.
— Ah, certo. — resmungou a de cabelos escuros, levantando-se e colocando tudo na máquina que faria o trabalho. Era pouco complicado, porém, tinha um ordem correta e demorava certo tempo para ficar pronta e colocada no dispositivo.
Após alguns minutos de espera, em completo silêncio, Jemma afastou-se da mesa onde Star observava a possível cura se finalizada. Um objeto caiu no no chão quando a doutora virou-se, fazendo as duas sobressaírem-se
— Vai ficar tudo bem. — disse Fitz, ainda do outro lado do vidro.
— Por favor, pare de dizer isso. — pediu Simmons, pegando um dos tubos finos com o elemento essencial — Estou vendo você olhar para o relógio. — ela afastou levemente a de cabelos escuros de perto da mesa e tentou sozinha colocar na máquina, que antes era observada trabalhar pela outra mulher no recinto.
— Tem certeza que não precisa da minha ajuda para...
— E tem certeza de que isso funciona? — perguntou Jemma, o que fez Star arregalar seus olhos ao perceber que a doutora estava quase enlouquecendo por causa do nervosismo. A hacker aproveitou o momento de distração da outra e retirou o tudo de sua mão lentamente, encaixando-o no lugar correto com precisão e calma.
— Você sabe que sim. O dispositivo não é o problema. É a vacina... — Leopold estava falando o que não devia e parecia que o mesmo nem desconfiava disso.
— Antissoro! — quase gritou aquela que estava praticamente enlouquecida, assustando um pouco Star pela forma repentina e alta de sua fala — Só quero saber se calibrou corretamente.
— Não é o dispositivo. — afirmou Leo — Não me culpe por isso. Eu estava bem, escondido na academia em um laboratório imóvel e com paredes! Então você nos arrastou para o circo voador!
— Céus... — resmungou Star chocada com a briga que estava presenciando.
— Nem sequer passamos por nossa avaliação de campo! — quase gritou nervoso, Fitz.
— Por favor, como se fosse obrigado a me seguir. — retrucou Jemma, com sarcasmo pingando na ponta da língua. A hacker estava começando a pensar e se assustar a que ponto aquela discussão poderia chegar.
— Você disse, e eu repito: "Fitz, é a oportunidade mais que perfeita... — o homem estava imitando, ou pelo mesmo tentando imitar, uma voz feminina que seria da mulher com quem discutia de forma nervosa. — ... para conhecermos o mundo. Seríamos idiotas se a perdêssemos."
— Odeio quando usa essa voz. Eu nem falei desse jeito. — retrucou a meio loira, novamente. Então, aproximou-se do vidro, ficando bem na frente do outro. — E tinha medo da avaliação.
— Não é verdade. — negou.
— Santo Odin. — resmungou consigo mesmo, Star, enquanto passava a mão no rosto completamente frustrada com a situação que estava acontecendo.
— E os últimos meses foram os melhores da sua vida insossa! — exclamou a outra quase colada ao vidro.
— Insossa? Sério? — questionou indignado — E quando foi que se tornou tão especial? Porque tenho certeza que cada minuto, todos os dias, você esteve presa no laboratório comigo. Na academia, nas provas, neste avião. Esteve do meu lado o tempo todo!
Os dois que discutiam pararam por breves dois minutos em silêncio, e poderiam ter ficado por mais algum tempo se não fosse por Star ter chamado a atenção deles para si ao menciona-se ali no recinto depois de outros minutos que apenas eles falavam.
— Já acabaram com a briguinha, queridos? — questionou debochada, como de costume. Jemma voltou para perto da mesma, então, um clima estranho preencheu o recinto, causando um desconforto enorme na morena.
— Precisam dar um jeito nisso. — disse Leo, agora mais calmo.
— Não sabemos como, Fitz. — respondeu Jemma e Star pode observar que ela estava quase chorando com a situação. — Os anticorpos dos três bombeiros não são fortes o suficiente para combater o vírus. É nascido de DNA alienígena. Não há ninguém que possa criar um antissoro porque ninguém sobreviveu a isso, exceto...
— Por que eu não percebi isso antes?! — berrou Star, sentindo a garganta arranhar. Tinha esquecido que estava refriada — Ninguém sobreviveu a isso, exceto o...
— Chitauri. — disseram os três juntos.
— O idiota que usava o capacete tinha o vírus... — disse Fitz.
— E conseguiu sobreviver sem emitir uma carga porque... — completou Simmons
— Ele era imune. — finalizou a hacker — Ela era só uma transportadora.
— Como Mary Tifoide. — comparou Jemma.
— "Ela"? Bem, não, esperem aí! Vocês não acham mesmo que... Bem, não importa. — Leopold deixou seus pensamentos escaparem por um momento, antes de conseguir centraliza-se no assunto real — Se eu conseguir umas células epiteliais de dentro do capacete podemos criar uma vacina?
— Sim! — exclamou Star, que logo começou a tossir por causa de seu resfriado.
— Antissoro, mas é isso. — mesmo empolgada, a outra corrigiu o amigo. A hacker a olhou como se não entendesse o motivo de tê-lo corrigido novamente. — O quê?
— Esquece. — respondeu, logo puxando-se pela manga até a mesa onde estavam as anotações delas — Temos que refazer tudo o mais rápido possível. — resmungou a morena, então, as duas mulheres presas no laboratório logo começaram a refazerem todos os processos.
O barulho, poucos minutos depois, da porta do laboratório abrindo-se fez com que as duas se virassem para trás e observassem chocadas Leo Fitz segurava a caixa que guardava o capacete do Chitauri enquanto entrava de forma apressada no recinto.
— Não... — disse Jemma, seu tom de voz denunciava que a mesma estava muito, mais muito surpresa pela atitude do outro.
— Não pode entrar aqui, Leo! — Star quase gritou, ainda chocada com a atitude do cientista.
— Tarde demais. Já entrei. — respondeu tranquilamente, ele ainda estava com a caixa em mãos e ela cobria quase todo o seu tronco. — Só tentem fazer o seu melhor mantendo suas mãos longe mim, certo? — então, colocou a caixa no chão.
— Fitz, não sei o que pensa que está fazendo, mas... — Simmons estava falando quando o outro a interrompeu.
— Estou fazendo o que sempre fazemos. Vamos dar um jeito nisso... Juntos. — Fitz abaixou-se novamente apenas para voltar com o capacete em suas mãos cobertas pelas luvas e coloca-lo sob a mesa.
Logo os três começaram a fazer os procedimentos. Leo coletou as células que tinha dito de dentro do capacete, passando as amostras para o pequeno e circular recipiente que Jemma segurava. O resto da equipe tinha descido e os observava. Star continuou o procedimento, pingando algumas gotas de uma substancia e caminhando até a outra mesa para que o único homem no laboratório continuasse com a outra fase. A meio loira pingou mais outra substância nas amostras, antes de passar o recipiente para a morena, que distribuiu o que continha em alguns pequenos tubos e ligou uma máquina.
Todos esperaram por poucos minutos até que a luza ficasse verde. Jemma abriu a máquina e um dos tubos flutuou até a altura dos olhos deles e Star tentou pegá-lo ainda no ar, mas o objetou caiu no mesmo instante que ela tinha erguido a mão. Leo tinha sido rápido o suficiente, pegando o tubo antes que o mesmo atingisse a mesa.
— A terceira vez é a que vale. — disse, colocando o tubo no dispositivo que o mesmo fez. Antes que qualquer uma das duas pegasse-o de suas mãos, ele continuou — Posso fazer as honras?
Mesmo não recebendo uma resposta direito, ele aproximou-se do terceiro, e último, rato e deu-lhe um choque, devolvendo-o a sua caixa de vidro.
— Não consigo respirar. — Skye disse. Star sorriu levemente, levando a mão até o bolso do casaco que estava a carta.
— Conseguimos. — disse Jemma após alguns minutos de espera. O ratinho branco estava bem até que uma luz azul veio do mesmo e iluminou um pouco o rosto de Fitz. A morena fechou os olhos lentamente enquanto comprimia de leve os lábios, estava frustrada mais uma vez.
— Não! — exclamou Fitz.
Star aproximou-se do vidro junto a Simmons, enquanto a segunda ficou em frente ao Coulson, a morena olhava diretamente para a outra hacker.
— Senhor... Conheço o protocolo nestas circunstâncias. Mas poderia, por favor, contar primeiro ao meu pai? Acho que minha mãe aceitaria melhor se souber por ele. — ouviu a doutora dizer para o agente, seus olhos lacrimejavam e o rosto estava vermelho.
— Não chegamos lá ainda. Ainda temos tempo. — disse Phil.
— Senhor, por favor. — agente Coulson apenas afirmou com a cabeça.
— Queria ter conversado com você antes... — Star disse de forma muda, torcendo que apenas Skye tivesse captado a mensagem antes de se afastar da parede transparente e aproxima-se de Fitz lentamente — Sabe que não é sua culpa, certo? — sussurrou para ele, queria segurar uma das mãos dele e dizer que estava tudo bem. O homem a ignorou e ela apenas virou-se para trás, vendo que o resto da equipe que não estava mais lá e que a outra mulher presa consigo aproximava-se. Star suspirou, tirando a carta do bolso de seu casaco e deixando-a nas mãos de Leo — Guarda para mim e entrega para Skye? Eu iria esquecer. — ele apenas guardou o papel em um de seus bolsos.
Star estava sentindo-se tonta e com náuseas, apoiou suas duas mãos na bancada mais próxima e respirou fundo. Devo está assim por causa da situação, pensou a morena.
— De novo, o pulso eletrostático do 3º rato pareceu menor, logo, estamos progredindo. Se pudermos calibrar o antissoro... — dizia Leopold.
— Antissoro, sim. — concordou Jemma. — Você finalmente entendeu certo, Fitz. Sinto muito.
— Simmons! — exclamou Star, chocada com a atitude da outra, ela tinha batido em Leo com o extintor de incêndio que caiu no chão por causa da dor. Ela abaixou-se para ajuda-lo, mesmo que sua tontura tenha piorado por causa disso. — Vamos, Fitz, levanta. — resmungou, ajudando-o a se levantar lentamente. Céus, ela não estava se sentindo bem.
— Deu certo. — disse Leopold ao olhar para o terceiro rato, que tinha voltado a se mexer.
— Deu, sim... — resmungou surpresa. Star piscou os olhos fortemente. Não, ela não podia desmaiar agora. — O pulso só deixou o rato inconsciente.
— Jemma? — ela escutou o outro chamar enquanto afastava-se da mesma e quando virou-se para onde o mesmo olhava, viu Simmons em frente da rampa aberta. — Jemma! Jemma, funcionou! — gritava Ftiz, tentando chamar a atenção da outra e abrir a porta ao mesmo tempo. — Por favor, não! Jemma! — então, a doutora saiu voando — JEMMA!
Então, Leopold pegou um dos dispositivos que ali tinha e colocou um dos tubos nele, saindo do laboratório após conseguir abrir a porta. Star não tinha dito nada ainda porque sua visão estava ficando turva, o que a fez se apoiar novamente da bancada. Então, Ward apareceu do nada, pegou o paraquedas que o cientista tinha em mãos e o dispositivo, pulando pela rampa aberta.
— Leo? — chamou confusa, atraindo a atenção do outro para si.
— O antissoro, sim! — exclamou, assim que virou-se para a mesma, mas ela nada o respondeu, pois o corpo despencara no chão. — Meu Deus! — saiu correndo em direção ao corpo caído da hacker, conseguindo ver que ela ainda estava um pouco acordada. — Me desculpe se você bater algo.
— O quê? — sussurrou ela, logo sentindo braços envolverem-na e a levantarem, logo sentiu a superfície dura de uma das mesas — Fitz? — ouviu um resmungo do mesmo. Seus olhos estavam quase se fechando — Eu nunca pensei que você tivesse algum músculo em baixo dessa roupa de nerd...
— O quê? — ele perguntou constrangido, mas ao aproxima-se com outro dispositivo pronto, deparou-se com Star de olhos fechados. — Céus, Star. — resmungou, dando um leve choque em sua perna.
~Xx~
— Me disseram que você foi bem generoso comigo, quando eu desmaiei. — disse Star para Leo.
Tudo estava bem. Ela e Jemma tinham sido curadas, resgataram a doutora e o agente Ward da água e Star tinha acordado. Mesmo que ela estivesse um pouco zangada por terem feito exames nelas enquanto estava descordada.
— Foi nada demais... — ele tentou responder, ainda estava constrangido pelo o que a outra tinha dito antes de desmaiar e tinha ficado ainda mais quando a mesma aproximou-se e beijou-lhe a bochecha.
— Obrigada. — agradeceu quando afastou-se e saiu do quarto do outro, mas acabou por parar na porta do mesmo e o olhou de forma quase maliciosa — E sobre o que eu falei antes, eu não menti, Leopold. — ela saiu correndo, antes que o mesmo tivesse tempo de dizer algo.
Star caminhou rapidamente até o escritório de Coulson, já que o mesmo tinha falado que queria conversar com ela após ter acordado. Quando chegou em frente a porta, bateu levemente e escutou ele dizer um "Entre", abriu a porta e sorriu inocentemente para o agente.
— Tio zumbi... O que houve?
— Seus exames de sangue deram um resultado... Estranho. — ele respondeu.
— Como? — questionou confusa.
— Tivemos uma comparação de seus exames com outros que já tínhamos nos arquivos.
— Com exame de quem?
— Capitão Rogers e Viúva Negra. Gostaria de me dizer o motivo? — Star sabia pelo tom que o mesmo já sabia, ou achava que sabia, o motivo. Mas aquilo não podia ser verdade.
— Não... — respondeu de forma prolongada, tentando fingir que não sabia de nada.
— Star. — ele a repreendeu pelo jeito infantil.
— Digamos que eu omiti algumas coisas. — a morena disse enquanto brincava com os próprios dedos, mas, antes que o agente pudesse dizer algo, ela continuou — Coisas que eu não posso dizer no momento, nível superior, sabe?
— Sou nível oito. — retrucou Phil
— Nível nove.
— Eu sou o seu chefe! — Coulson exclamou incrédulo com o tipo de discussão que estavam tendo.
— Certo, certo. — respondeu, erguendo as mãos em sinal de redenção — Acalma-se, tio zumbi. Dessa forma vai envelhecer mais rápido. — brincou, sorrindo de forma debochada — Irei contar, mas não posso no momento.
— Quando?
— Depois. — Star respondeu novamente enquanto fazia uma careta emburrada — Antes, eu preciso de uma coisa.
— O quê? — perguntou novamente, percebendo que não conseguiria arrancar nada da outra.
— Eu preciso de um tempo.
— Como, Star? — o agente tinha ficado confuso por um momento.
— Preciso resolver algumas coisas. — falou calmamente — Por isso estou pedindo a permissão de me retirar por algumas semanas. — Phil Coulson pareceu pensar por um momento no pedido dela.
— Algumas semanas... — repetiu — Certo, pode ir.
— Obrigada.
Star saiu do escritório lentamente, mas quando fechou a porta saiu correndo pelo corredor e desceu as escadas na mesma velocidade. Céus, não podia ser possível.
Quando chegou em seu quarto, o que foi bem rápido, fechou a porta e sentou-se no chão. Pegou sua mala de debaixo da cama e a abriu, revelando poucas roupas que não tinham sido guardadas nas gavetas da cômoda que o quarto possuía. Star bateu duas vezes de um dos lados da mala e o barulho do bolso falso abrindo-se soou. Ali estava uma maleta prateada que, mesmo muito tempo guardada, reluzia por ser metálica. A morena respirou fundo, antes de abri-la com a chave que estava guardada no mesmo compartimento.
— Droga...
O interior da maleta estava quase vazio. Sem soros.
Estaria completamente vazia, se não fosse por um bilhete escrito em uma folha amarelo escuro pedindo desculpas.
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