The Other Girl
7 Capítulo 7 - Eye Spy
Notas iniciais

"Olho espião"
— Narradora —
— Só tenho um tiro. — dizia Ward — E precisa derrubar a pessoa e apagá-la.
— É por isso que estamos aperfeiçoando essa beleza. — disse Fitz, segurando uma arma com as duas mãos — Balas calibre 45, semiautomática. Cada cartucho contém oito doses de dendrotoxina.
— Caso você erre. — acrescenta Simmons, Grant olhou para ela — Ou enfrente múltiplos atacantes.
— É, teremos a nova arma boa-noite funcionando em breve. — falou Leo afastando a arma das mãos daquele de cabelos negros — Está bem?
— Ótimo. — respondeu Ward — Só uma coisa... Não a chamaremos assim.
— Eu disse. — Star tossiu, sorrindo de canto para Leo.
— Vamos chamar, sim. — retrucou Fitz. A morena sorriu e parou na porta do laboratório, saindo pela mesma e dando de cara com Coulson e Grant, que não a perceberam de príncipio.
— Você viu a Star? — perguntou Phil.
— Laboratório. — falou brevemente Ward.
— E Skye? — questionou tio zumbi.
— Não dede o fim do treinamento. — respondeu o agente de cabelos escuros.
— Ela parou de dizer "bang" ao atirar? — pergunta Star, intrometendo-se na conversa.
— Você parou de se intrometer aonde não é chamada? — provocou Grant.
— É da Skye de quem estão falando, convivi com ela a vida toda. Eu tenho certo direito em me intrometer quando o assunto é sobre a mesma. — recrutou a morena — Agora, responde. — continuou, então, como nenhum dos dois a observava, caminhou-se para o carro preto e entrou nele.
— Quase. Se ela conseguir aprender a diferença, entre a trava da arma e a trava do armário. — respondeu Ward, sumindo pelas escadas — Estaremos realmente progredindo.
— Star, você sabe onde está a Skye, então? — disse Coulson, virando-se para onde ela deveria estar.
Phil, quando se viu sozinho, franziu o cenho ao não ver a morena no laboratório. Caminhou-se para o carro preto da S.H.I.E.L.D. e bateu na janela, que foi abaixado, revelando Skye e Star.
— E ai, Phil? — perguntou a castanha.
— Preferia que não me chamasse de Phil. — pediu Coulson.
— Certo, você quem manda... A.C. — falou Skye — Só sinto falta da nossa van e tirei um tempo para mim.
— Quero ajuda de vocês em algo. — Phil foi direto, chamando a atenção de ambas.
— Pode falar, tio zumbi. — pediu Star, que sorriu levemente pelo breve olhar repreensor do homem.
— Já roubaram um banco? — questionou A.C.
— Não. — respondeu a castanha.
— Talvez? — a outra resmungou para si mesma.
— Um carro blindado?
— Não. — disse, outra vez, Skye.
— Sim! — exclamou a morena, o que fez os dois a olharem surpresos. Ela deu de ombros em sinal para que eles esquecessem isso.
— E um cassino? — perguntou Coulson.
— Deveríamos nos ofender? — retrucou Star.
— Alguém está roubando milhões em diamantes. — respondeu o tio zumbi — Acharam como invadir o sistema de segurança. Quero que descubram por onde eles invadiram.
— Certo. — murmurou a morena balançando a cabeça, afirmando.
~Xx~
— Ontem, vinte e cindo homens, todos militares, foram contratos por uma das maiores lapidadoras. Vestiram-nos com trajes iguais, deram a cada uma maleta e os mandaram para vinte e cinco rotas diferentes aqui em Estocolmo. — disse Coulson — Ninguém sabia qual das maletas continha os diamantes, mas ainda assim, foram roubados. — Phil foi assinar algo para entrar com elas no local em que os corpos jaziam um tempo antes — Obrigado.
— Por que o teatro Kabuki? — perguntou Melinda May, que veio junto.
— Eles ficaram receoso pois estão roubando diamantes, um carro blindado em Milão. — respondeu Phil Coulson — E um cofre em Monte Carlo, e agora isso... Mais de trinta milhões no total. Cada roubo ocorreu mesmo com segurança reforçada.
— Parecem trabalhos internos. — falou May.
— Muitos pensam assim — disse Phil.
— Você não pensa. — Skye observou, atraindo o olhar de A.C. — As câmeras pegaram algo?
— Fitz-Simmons verificaram. — respondeu Star — O sistema ficou fora de ar por uma hora. Acham que foi hackeado.
— Então foram sempre os mesmo ladrões? — questionou a chinesa.
— Sim, mas foi apenas um. — respondeu Coulson — Uma mulher. E ela fez tudo com os olhos fechados.
— As testemunhas a identificaram? — perguntou a morena.
— Negra, corpo atlético, de vinte para trinta anos. — Phil introduziu a culpada.
— Perguntou como ela invadiu o sistema. Tenho um palpite, mas é bem fora do comum. — disse Skye, depois de ter apenas escutado tudo.
— Eu vivo assim — disse tio zumbi.
— Há pessoas no mundo com superpoderes, não é? Se ela tiver PES ou algo assim? — questionou a castanha.
— Não há estudos que comprovem precognição, telepatia ou percepção extrassensorial. — argumenta Melinda.
— Certo, a ciência nega isso. — afirmou Star — Mas ela sabia de coisas impossíveis.
— Por que fechar os olhos? Isso é aleatório ou importante? — perguntou Skye — Ela estava ouvindo ou lendo mentes? — ninguém respondeu — Vou mexer com o meu celular agora.
Então, a castanha sentou-se em um dos bancos do metro um pouco afastado dos três. A morena olhou os movimentos da amiga, achando um tanto engraçado essas teorias que ela tinha acabado de criar.
— Por que o QG quer que investigamos esses roubos? — perguntou May.
— Eles não querem. — respondeu Coulson, Star arqueou uma sobrancelha para ele — Eu que escolhi essa operação. Deu sorte?
— Sim, o sinal está bom. — respondeu Skye, a pergunta de Phil — Significa que... Eu estando aqui e vinte e cinco homens com máscaras vermelhas, sabe o que eu faria?
— Usaria o Instagram. — completou a morena, tirando o celular das mãos da amiga e o dando para A.C.
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— Incrível. — afirmou Coulson, assim que os quatro foram embora da estação de metro — A cada ano, facilitam o nosso trabalho.
— Entre o Facebook, Instagram e o Flickr, as pessoas estão se vigiando. — falou Star, passando todas as imagens que tinham com os homens de máscaras vermelhas. Então, a morena brincou — Com muito filtros para escolher.
— Fazíamos isso bem ao hackear para a Maré Crescente, mas vocês identificam e buscam de formas que o resto de nós nem sonharia. — observou Skye.
— Posso usar o reconhecimento facial nas fotos e compara-las com o nosso banco de criminosos. — disse a chinesa.
— Não precisa. — respondeu Phil, então, ele faz um sinal para Star dá zoom em uma mulher com a pele escura — Essa é a ladra. O nome dela é Akela Amador.
— Está certo disso, tio zumbi? — perguntou a morena.
— Devo estar. Eu a treinei. — falou ele
Os quatro saíram da sala em que estavam e seguiram o agente Phil Coulson, andando pelo Ônibus.
— Akela Amador era uma agente da S.H.I.E.L.D. — informou A.C. e a morena lembrou de quem a mulher foi.
— Há sete anos, liderou uma invasão ao um dos campos de Vanchat. Todos acreditaram que ela e os outros dois agentes tinham sido mortos... — disse Star.
— Mas eu tinha minhas dúvidas. — completou Coulson, enquanto os quatro desciam uma das escadas — Então enviei outra equipe para me certificar. Encontraram uma carnificina, mas não confirmaram ser Amador, deixando a possibilidade no ar.
— Por isso escolheu esta operação ao ouvir sobre os roubos. — confirmou Melinda.
— Há poucas mulheres no mundo que poderiam fazer algo tão impossível. — respondeu Phil — Como você está aqui no Ônibus, só poderia ser ela.
Grant Ward apareceu logo atrás deles, na sala de reuniões.
— A alfândega da Suécia confirmou que Amador deixou o país. — disse ele — Está usando um nome falso e um passaporte sueco. Ela voou para Bielorrússia e comprou uma passagem de trem para Zloda. Organizei uma lista de indivíduos que poderiam comprar esses diamantes. — então, a imagem apareceu ma tela da sala — Não houve contato ou atividade.
— Pode estar guardando-os para uma dificuldade. — falou A.C. — Para comprar algo especial. Vamos nos focar em achar a Amador.
— Avisarei ao QG, para que ajudem na busca. — avisou May.
— Gostaria de postergar isso. — Coulson informou — Até sabermos mais. Contate as autoridades da Bielorrússia Ache um lugar para estacionar o Ônibus. — virou-se para Ward — Faça uma lista de pousadas, hotéis e pensões perto de Zloda. Não pode ter tantas assim. Nós a encontraremos.
Grant e Melinda saíram por lados diferentes, logo em seguida, deixando apenas Skye, Star e Coulson no lugar. Elas tinham permanecido em silêncio todo aquele tempo. A castanha foi a primeira a se manifestar:
— Afinal, não sou tão especial assim. — os outros dois olharam para a mesma — Não sou sua primeira protegida. Relaxe, estou provocando. Sei que não sou sua protegida. Nem sou ainda uma Agente da S.H.I.E.L.D.
— Não poderiam ser mais diferentes. — respondeu A.C. — Amador era inteligente, talentosa, destemida.
— Nossa, nada em comum. — ironizou Star.
— Deixem-me terminar. — pediu o agente — Ela não trabalhava bem com os outros. Não valorizava o trabalho em equipe. Pensei que pudesse transmitir essas qualidades para ela, então, eu a pressionei. Talvez demais.
— Não se culpe por ela ter ido para o Lado Negro. Qualquer que seja o caminho que ela vá, no que quer que ela tenha se metido, é culpa dela. — disse Skye, saindo da sala.
~Xx~
Zloda, Bielorrússia.
Grant Ward dirigia uma van pela aquela cidade. Coulson estava sentado no banco da carona enquanto Fitz-Simmons, Star e Skye estavam um tanto espremidos no que seria um porta-malas.
— Que emocionante. — disse Jemma, quebrando o silêncio naquele automóvel — Sonho em visitar Zloda desde quando estava na escola.
— Zloda, Bielorrússia? Um sonho ser torna realidade? Sério? — perguntou Leo, segurando a sua maleta contra si.
— É onde nasceu o Nobel da física. — falou a meio loira indignada — Zhores Alferov. Tecnicamente, ele é de Vitebsk, mas fica a menos de uma hora daqui. Que decepção que não saiba disso.
— Não, é claro que eu sei quem é. — recrutou Fitz — O pai das heteroestruturas transistoras, muito obrigado. Estamos todos muito cientes disso. Estou apenas um pouco preocupado. Nossa primeira e única vez em campo, não foi como um piquenique, foi?
— Estão aqui só para procurar Amador eletronicamente. Nem sairão da van. — mencionou Coulson, virando-se para trás, mas logo voltando para frente. Leo Fitz movimentou o braço para baixo e para cima, parecendo feliz.
— Phil. — chamou Star, aproximando-se do espaço que tinha-se entre os dois únicos bancos da van — Será que se duas pessoas disserem demais, eu poderia pegar a maleta de uma dessas pessoas e bater na cabeça deles, deixando-os inconscientes?
Todos ficaram surpresos pelo tom dócil que a morena usou ao falar aquela frase, mas eles ficaram tão estupefatos ao entenderem de quem a mesma falava que Grant acabou parando bruscamente a van. Os cincos olharam para ela, que mantinha uma expressão de inocência no rosto que, com absoluta certeza, Star não tinha.
— O que? — perguntou sorrindo — Eu tenho experiência com isso.
Mas antes que algum deles pudesse responder a morena, Melinda May os chamou pelo comunicador que o automóvel tinha.
— Ônibus para Onibuzinho.
— Aqui é o Onibuzinho. — respondeu o de cabelos negros.
— Da próxima vez eu decido os nomes, certo? — disse Phil, então, virou-se para Star — E a sua resposta é não.
— O QG necessita de uma atualização de status. — falou May.
— O que disse a eles? — perguntou Coulson.
— Que estamos rastreando um suspeito, nada mais. — respondeu a chinesa, do outro lado da linha.
— Eu lhe devo uma. — afirmou A.C.
— Está mais para três — retrucou a agente, desligando em seguida.
Grant continuou a dirigir a van por mais alguns quilômetros, até que estacionou em frente a um lugar com várias árvores. Phil começou a tirar o cinto enquanto falava com os quatro atrás de si:
— Se Amador está aqui, terá que contatar o comprador. Procure por transmissões de celulares, e-mails encriptados, assinaturas de transmissões anômalas. — ele carregou a sua arma antes de continuar a falar — Chame-nos se encontrarem algo que indique a presença dela.
— Mantenha silêncio no rádio, a menos que precise de ajuda. — falou Ward, saindo do carro.
— O que exatamente define precisar de ajuda?! — indagou Leo, mas foi ignorado quando o agente bateu a porta do carro.
— Certo. Tudo bem, então... — Star disse, desconfortável pelo silêncio repentino deles.
~Xx~
— Mal há eletricidade nessa cidade. — disse Jemma, depois que começaram a fazer as ''tarefas" designadas a cada um deles — Não deve ser difícil de encontra-la.
— A não ser que ela saiba que estamos aqui. — Star e Skye contrariaram, dizendo em uníssono.
— Não estão sugerindo algum tipo de premonição ou telepatia, pois...
— Isso não existe. — Star interrompeu Simmons, logo bufando de tédio e empurrando os ombros de Fitz levemente.
— E não há muito tempo, eu teria colocado "PES" na pilha "aliens e portais são para loucos". — continuou a castanha — Mas agora...
— Encontrei um servidor. — anunciou a morena, interrompendo Skye que ligou para Grant em seguida.
— Não ainda não. — respondeu a castanha pelo celular, depois de alguns minutos. Então, ela fez uma pergunta crucial e muito importante — O que fazermos se tivermos que fazer xixi? Foi uma viagem muito longa, e todos estavam nervosos.
— Eu não. — falou a morena, alto o suficiente para que o agente na linha pudesse escuta-la.
— Cala a boca! — recrutou Skye, fazendo a amiga erguer as mãos em sinal de rendição — Na caixa azul. — sussurrou ela em seguida, então Jemma tirou uma garrafa de lá — A garrafa de água? Nunca aprendeu aquilo de as meninas e os meninos serem diferentes e não termos pênis?
— Escuta aqui Ward. — Star falou, assim que pegou o celular da mão da outra — Eu estou com fome, Leo está com fome e eu estou com fome! Quero saber se você trouxe comida... E desligou na minha cara. Eu vou matar esse desgraçado. — a morena se irritou e jogou o aparelho para a castanha, enquanto passava para o banco da frente e bufava.
— Não consigo estabilizar. — disse Fitz, vendo que o servidor mostrava diversas partes de diferentes vídeos — Há um sinal encriptado impedindo.
— Espelhe o sinal. Sabemos de algo que vai funcionar. — disseram ambas as hackers em uníssono novamente, então, o vídeo apareceu na tela no computador delas, que começaram a digitar em seguida — Uma última coisa. Disponha. — agradeceram, assim que a imagem ficou mais nítida e única.
— A TV russa é um saco. — falou Skye, quando os três atrás viram uma van branca pela tela do outro computador.
— Pessoal? — chamou Star, mas foi ignorada. Amador estava em um caminhão no outro lado — Pessoal?! Vocês por acaso estão vendo nós pelo computador?
— Espera... — pediu Leo e logo sussurrou — Sim, estamos.
— Oh, merda. — praguejou a morena, quando Akela dirigiu em direção a van e bateu na lateral da mesma.
Os três atrás caíram com tudo no chão do automóvel enquanto o corpo de Star foi, tecnicamente, lançado para o banco da carona. A morena logo sentou-se novamente, passando a mão no quadril, o qual tinha batido no freio de mão.
— Vamos dar o fora daqui! — exclamou a castanha, sentando no banco da carona — Liga o carro!
— Maldita pessoa alta — praguejou, outra vez, a morena quando não conseguiu colocar o pé no acelerador e viu Amador se distanciando com o caminhão.
— Chame Coulson. Pegue a arma. — pediu Skye, rapidamente recebeu a arma de alguém no banco de trás e passou-a para Star, que percebeu que a pistola estava sem munição ao destrava-la.
— Bang? — sussurrou Skye, assim que a moça de pele escura bateu outra vez na lateral do automóvel que estavam.
A van capotou duas vezes, porém, foi o bastante para quebrar os vidros e alguns fixarem-se na pele exposta de Star. Skye acabou levando o peso da morena em cima de si, não machucando-se como a outra.
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