The Other Girl
8 Capítulo 8 - Calm is good
Notas iniciais

"Calmo é bom"
— Narradora —
Todos chegaram ao Ônibus quase duas horas depois. Leo, Jemma e Skye não tinha nenhum vestígio de qualquer arranhão, a não ser por Star. A morena tinha alguns pequenos cortes no lábio inferior, na bochecha e nos braços, além que ela acabou caindo por cima de seu pulso, torcendo-o. Não sendo por isso, todos até que estavam ligeiramente bem.
— Senhor, Amador atacou você e seu pessoal. — afirmou Ward, conversando em particular com Coulson — O que quer que sinta por ela não é recíproco. Ela acabou de nos chutar nos dentes.
— Como está a equipe? — perguntou Phil.
— Aturdida. Nenhum osso quebrado, mas Star acabou caindo em cima do pulso e o torceu, além de alguns arranhões por ter caído em cima do vidro quebrado. — informou Grant — Temos sorte por ela apenas ter batido na van para poder fugir. Deve levar um tempo para o nosso pessoal se recompor.
— Achamos que podemos recuperar a assinatura de dados da transmissão encriptada. — disse Star, encostada na porta e ao lado de Skye
— Não entendemos ainda, mas era como ela nos assistia. — completou a castanha — Dê-nos uma hora. Talvez dê para assistir de volta.
Então, elas sumiram pelos corredores do avião, indo direto para o laboratório.
~Xx~
— Tem alguma coisa de errado. É o mesmo feed que estava nos assistindo na van. — falou a morena, franzindo o cenho e esfregando a facha do pulso machucado. Logo Ward e Coulson chegaram no laboratório, Star virou-se para Jemma e Fitz — Coloque no monitor grande.
— As lentes devem ter se quebrado quando bateu em nós. — disse Simmons.
— Espero ter quebrado mais do que isso. — rebateu Skye.
No telão, a imagem que ambas as hackers tinham achado apareceu imediatamente. Era embaçado, mas uma mão pequena e escura limpou o que era um espelho de um banheiro, mostrando Amador em seguida.
— É um espelho. Estamos gravando isso? — perguntou A.C.
— Agora estamos. — respondeu a castanha, mexendo em uma tecla no tablete em suas mãos.
— Como estamos vendo isso? Onde está a câmera? — questionou o tio zumbi e Star negou levemente com a cabeça, ficando ao lado dele.
— Possivelmente no olho. — murmurou para si mesma, mas Phil escutou ela e olhou para a morena que retribuiu o olhar — Eu acho que é no olho, só um palpite muito possível.
A imagem mudou de foco para algumas pinças, um foi pega por Akela que começou a cutucar o olho, provavelmente, para tira-lo. Fitz desviou o olhar para baixo, Skye ficou com a boca entreaberta, Grant e May ficaram levemente confusos e Coulson olhou para a moça ao seu lado surpreso pelo o palpite dela está correto.
— Eu disse, tio zumbi. É o olho dela a câmera. — falou Star em voz alta.
A gravação de pele da ex-agente mudou para algo azulado. "Retroespelhamento", pensou a moça de olhos achocolatados.
— Muda para retroespelhamento quando ela fecha os olhos. — disseram Leo e a morena em uníssono.
— Você é um robô. Consegue fazer isso? — brincou Skye para Ward, mas Star escutou e sorriu marotamente.
— Eu acho que não, pequena. Ele é um robô antigo, sabe. — provocou ela, que percebeu Fitz abafando um riso com a palma da mão.
— Quem tem tecnologia assim? — questionou o agente de cabelos escuros, ignorando completamente os comentários anteriores.
— Nós não temos, não assim. Não tão pequeno e interno. — afirmou o cientista — Está pelo menos uma década a frente de tudo que eu já vi. Embora, agora que eu vi, pudesse reproduzi-lo. O raio-x de retroespelhamento, um micro-transmissor que não frite o cérebro, força interna...
— Tudo em miniatura. — interrompeu Simmons — Honestamente, é...
— Genial. — concluiu Leo.
— Isso é genial. — afirmou a meio loira.
— Eu já vi isso. — murmurou Star para si mesma, erguendo uma sobrancelha.
— Precisamos traze-la. — disse A.C.
— Precisamos destruí-la. — retrucou Melinda.
— O que? — perguntou Star, estupefata.
— Ela é uma arma. Vou ligar para QG. — completou May — E ver se conseguimos reforço para nos ajudar.
— Não. — retrucou a de olhos achocolatados.
— Nossa equipe pode lidar com isso. — falou o tio zumbi, a chinesa se aproximou dele.
— Eu entendo. Sente-se responsável. Talvez tenha exigido demais. Mas ela tentou matar quatro membros da nossa equipe. — retrucou a Cavaleria.
— Se nos quisesse mortos, estaríamos. — rebateu Phil.
— Tivemos sorte. Star tem um breve fratura no pulso e cortes por cacos de vidros por causa dela. Quer arriscar nossas vidas de novo? Principalmente a de Star? — perguntou Melinda, conseguindo pegar o agente na sua frente desprevenido. Ambos olharam para a morena rapidamente, que fingiu ignora-los.
— Disse está pronta para o combate e que me cobriria. — Coulson estava começando a exalta-se.
— Nunca duvide disso. — afirmou a chinesa — Mas está defendendo essa garota às custas da equipe.
— Porque protegemos os nossos. — disse o tio zumbi.
— Com todo respeito senhor, mas ela não é um dos nossos. — pronunciou-se Ward.
— Pessoas. — chamou Star, atraindo o olhar de todos para o telão.
Amador escrevia algo em um bloco de papel. Estava pedindo permissão a algo.
— Por que ela têm que pedir permissão? — questionou Jemma.
"Posso dormir?", era o que Akela tinha escrito no bloco, então, outra escrita apareceu dizendo que estava aguardando. Como em um computador.
— Ela está sendo controlada. — afirmou a de olhos achocolatado mais para si mesma, logo aumentando o tom para os outros escutarem-na — Está sendo controlada.
— Temos que encontra-la. — disse, outra vez, Coulson — Faremos turnos assistindo o feed. Cedo ou tarde, ela olhará algo que nos dirá sua localização.
— Fico com o primeiro turno. — respondeu May.
~Xx~
Star e Leo estavam no laboratório, observando turno de May. Mas acabaram dormindo no meio dele. Fitz tinha a cabeça e as mãos apoiadas na mesa enquanto a morena apoiava a sua cabeça nos ombros deles, curvados pela posição que estava sentado na cadeira. A ponta do dedo deles se encostavam levemente.
Phil entrou no recinto e observou por alguns breves minutos os dois, mas logo encostou as mãos nas costas de ambos, o que os fez acordarem subitamente.
— O que? — questionaram os dois, atordoados e sonolentos.
— O que houve? E a May? — perguntou Coulson.
— Não sei. — responderam, novamente, os dois — Ela estava assistindo a transmissão. Amador deve estar dormindo.
— Volte um pouco. — pediu o agente, percebendo o tablete na mão do cientista
— Ali. Recebeu uma nova mensagem. Prédio Todorov. — falou a de olhos achocolatados, bocejando em seguida, então, um recibo apareceu — Leo, pare. Faria o favor de aproximar aquele recibo?
— Droga, May. — praguejou A.C., assim que leu o nome do hotel onde Amador estava hospedada — Acordem os outros.
~Xx~
— Olá, Akela. — disse Coulson, observando o mesma acordar em uma das salas de interrogatório — Está segura agora. Acalma-se. — continuou quando a ex-agente sentou-se rapidamente na cama — Eu atingi você com uma poderosa dendrotoxina.
— Existe um dispositivo no meu olho. — dissera Amador, afirmando o que eles suspeitavam — Por que o meu manipulador ainda não o explodiu?
— Pelo o que ele sabe, você brigou com a agente May, as duas apagaram, então você se levantou e saiu do hotel para completar a missão. — respondeu o tio zumbi.
— Como?
— Sequestramos o seu feed. Um dos meus agentes está usando óculos imitando o seu implante. Agora está transmitindo do ponto de vista dele como se fosse seu. Possui até visão raio-x.
— Recebo mensagens do meu manipulador. — argumentou a moça
— Também estamos recebendo-as. Meu agente está indo ao Prédio Todorov completar a missão enquanto removemos o dispositivo do seu olho. — disse Phil — Eu prometo. Eles não podem vê-la. Você está segura, Akela. Olhe para mim. Há quanto tempo eles monitoram você?
— Anos. — respondeu Amador.
~Xx~
Grant estacionou o carro em que ele, Skye e Star estavam. Ficou feliz por não ter ouvido nenhum comentário da morena durante a viagem de carro.
— Onde estamos? — questionou a castanha, observando o local.
— Prédio Todorov. — respondeu a de olhos achocolatados.
— Acho que é de pesquisas, não militar — Ward fez um argumento.
— Parece uma prisão. — retrucou a mais baixa dali.
— Já podemos desconectar? — perguntou o gente de cabelos escuros.
— Sim. Podemos desconectar. — respondeu Skye, colocando as mãos em um fio no óculos que Grant estava usando. Parecendo angustiado, ele tentou virar para ajudar, mas a hacker o forçou a olhar para frente — Não olhe para mim. Precisam achar que é ela. E, meu Deus, que super-espião delicado.
No computador no colo da hacker de cabelos castanhos, minutos depois, uma mensagem dos controladores de Akela apareceu. "Local confirmado. Vá até o delta 5"
— Deve ser uma droga viver assim! — resmungou Star, recostando-se no banco de carona — Sabendo que alguém está observando você.
— Testando o raio-x. — anunciou Ward.
— Pronto para ir. — respondeu a morena, observando a tela do computador.
— Lembrem-se: não posso ver vocês, e muito menos ajuda-las.
— Entendido. Não contar com você para ajudar e sim com a Star. — respondeu Skye ao agente, que saiu do carro sem olhar para nenhuma delas — Estarei assistindo. — suspirou a hacker, fazendo a outra a olhar com um sorriso malicioso nos lábios rosados.
— Eu sei que vocês vão ficar juntos, pequena. Não tente negar. — provocou Star.
— Você é estranha. — argumentou a outra, mudando de assunto drasticamente.
— Eu sei disso. — respondeu a de olhos achocolatados, bufando em seguida — Isso é entediante. Sinto falta dos meus antigos amigos, pelo menos, eles eram mais descontraídos.
— Você era mais animada com eles. — afirmou Skye — Por que perderam o contato, você e eles?
— Eu prefiro não falar sobre isso, é algo delicado, entende? — falou Star, sentindo o olhar curioso da outra em si, que suspirou derrotada em seguida — Digamos que aconteceram algumas coisas que acabaram afetando nossa amizade o suficiente para perdermos o contato. — então, receberam uma mensagem do Ônibus e voltou-se para Ward pelo comunicador — Fitz-Simmons estão preparados para operar. Deve acontecer logo.
— Lembre-se, você têm mãos de homem, então, não olhe ao passar o cartão. — continuou a castanha.
— Eu sei. — respondeu o agente, depois de alguns minutos continuou — Aproximando-me do Delta 3.
— Cuidado, espelho. — ambas as hackers falaram em uníssono.
— Não preciso da ajuda de vocês.
— Idiota. — Star revirou os olhos pelo comentário do homem.
Então, Ward localizou um guarda pelo óculos e, em seguida, uma outra mensagem apareceu. "Alvo Confirmado. Aguarde."
— Como assim alvo?
— Nunca é bom, especialmente para o alvo. — Grant respondeu a pergunta da mais baixa das moças — Que seja um apagão e não uma morte.
— Você devia sair daí. — retrucou a castanha.
— Eu vim até aqui. Vou terminar isso, custe o que custar.
Olhou outra vez para o homem dentro da sala e uma mensagem apareceu no computador das garotas. "Seduza-o". Skye colocou a mão na boca para abafar o riso, enquanto a morena deixava uma gargalhada escapar pelos seu lábios, logo o agente percebeu o porquê do riso.
— Ajudem-me. — sussurrou o de cabelos escuros, com sua voz afinando um pouco.
— Desculpe. Você pediu ajuda? — as duas fizeram-se de inocentes — Porque um minuto atrás, disse que não queria.
— Isso foi antes pedirem para dar uma de Mata Hari aqui. Só vou apaga-lo. — respondeu ele, quase abrindo a porta.
— Ward, espere. Podemos precisar dele. — interferiu a de olhos escuros — Lembre-se: ele disse seduzir, não matar.
— Eu não acho que seja o tipo dele. — os olhos achocolatados de Star brilharam quando riu novamente pela frase de Grant sair em um sussurro com a voz um pouco fina.
— Deixe-nos ver. — dissera a morena, dando um zoom com a câmera — Corte de cabelo barato, olheiras. Não há chances são que joguem no mesmo time. — zombou ela, rindo mais uma vez da situação. — Banque o amigo.
— Fale de esportes, vodca...
— Eu prefiro Whisky!
— Cala a boca Star! — exclamou Skye — Ou fale no catálogo de verão da Victorianov. Seja amigável, agente Ward. Pode ser amigável? Por favor, não morra.
O agente começou a falar em uma língua que a castanha desconhecia, mas a mais alta sabia qual era. Escutou o inicio da conversa e revirou os olhos. Você e duas garotas ucranianas? Sério?!, pensou zombeteira. Logo que o guarda não respondeu à as investidas de ser um amigo, Grant bateu a cabeça do homem na mesa até deixa-lo inconsciente.
Usou a credencial para abrir a porta e dois idosos com maquinas de escrever que estavam lá olharam para ele. O cômodo quadrado tinhas as quatro paredes cobertas por lousas, quase totalmente lotadas de anotações.
— E agora? Precisa capturar um desse caras? — questionou a mais baixa.
O olhar do agente pairou sobre algo em uma das lousas. Parecia círculos ligados por linhas, estranho para dois, mas para Star era completamente familiar, porém, falhava-lhe a memória mais uma vez. Então, outra mensagem apareceu. "Missão Cumprida. Boa sorte".
O computador do guarda tinha ativado uma bomba, agora o agente entendia o porque precisava dele. Mais especificamente: a senha dele.
— Encontrem-me no lado sul do prédio, rápido. — falou Ward, assim que o plano que tinha para hackearem o sistema não deu certo e acabaram esgotando-se os poucos minutos que tinham.
— Eu dirijo. — anunciou a de olhos achocolatados, ligando o carro e acelerando-o, mas logo ficou confusa — Para onde fica o lado sul daqui?!
— Você acha que eu sei?!
— Vou na sua direção. — disse Grant, depois de minutos em silêncio.
— Não sabemos o que isso significa. — falaram as hackers em uníssono, sendo que em seguida o gente pulou na frente do carro. O que fez Star frear bruscamente.
— Vamos. — falou ele ao entrar no carro e a morena voltou a dirigir.
~Xx~
— Ainda precisam do seu tempo sozinhas? — perguntou Coulson abrindo a porta do carro preto e deparando-se com as duas dentro do automóvel.
— Tem sempre lugar para A.C. — disse Skye.
— Entre, tio zumbi. — pediu Star, sentada no banco de motorista e apoiando suas pernas no banco da carona.
— Qual o problema com... "Agente Coulson"? — questionou Phil — Ou só "Coulson"?
— Acho que nada. A.C. só é mais legal. — respondeu a castanha.
— Fury mentiu para os Vingadores e para boa parte dos agentes quando você foi esfaqueado. Para mim é tio zumbi, e eu nunca lhe chamei formalmente. — falou a de olhos achocolatados — E você é legal. Muitas pessoas não fariam aquela ligação.
— Uma segunda chance para Amador. — completou a de olhos escuros.
— Eu tive uma. — falou o homem — Pareceu justo eu dar essa oportunidade a outros. — então, recostou-se no banco de trás — Eu vejo porque gostam daqui.
— É. É como a nossa van. — afirmou a mais baixa — Sem os vagabundos tentando entrar. Não sentimos falta disso. Aqui é mais calmo.
— Também é legal saber que alguém cuida de nós. Não se importando com nada que já fizemos. — concluiu a morena.
— Calmo é bom. — disse Phil Coulson.
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