The Other Girl
10 Capítulo 10 - It's Complicated
Notas iniciais

"É complicado"
— Narradora —
Star observava Coulson correndo pela esteira, enquanto Jemma falava para ele sobre os exames que a mesma iria fazer nele. A morena estava no laboratório, junto a Fitz e Ward. Então, ela não conseguia escutar nada do que os dois lá fora falavam, porém, entendia algumas coisas pela leitura labial.
Ela não falaria que a situação deles estava ruim, pelo menos, não como antes. Star e Grant se tratavam de forma até mais amigável, apesar que algumas provocações e ironias escapavam de vez em quando. Leo, Jemma e ela foram os exemplos de amizade instantânea. A única coisa que a irritava na relação deles, era a persistência de Simmons em querer dar uma olhada mais centrada nas cicatrizes da morena. Porém, eles se davam muito bem.
Star e Skye. A primeira mencionada não sabia mais o que pensar sobre a castanha, mesmo com as tentativas de se aproximar novamente por parte da menor, as duas nunca iriam ser o que a dupla de hackers um dia fora.
E tudo isso era por culpa de Skye, era nisso que a morena tentava e se forçava a acreditar.
— Sinto muito, Fitz. — pediu Grant ao colocar a arma que o cientista trabalhava de volta na mesa — Está perto, mas não está certo.
— É mesmo? — perguntou Leo, que logo deu uma leve provocada — Porque o agente Coulson não teve problemas.
— Está vinte e oito gramas mais pesado. — retrucou o moreno e Star revirou os olhos.
— Vinte e oito gramas? É sério? — perguntou Skye.
A hacker esqueceu-se que a castanha também estava presente.
— É a diferença entre o êxito e a falha.
— Por favor, que não comecem mais uma das Dr's de vocês. — resmungou a morena, apoiando-se na mesa que havia em sua frente e bufando cansada.
— Quando se está num telhado com um vento de 24km/h, e o alvo a quatrocentos e cinquenta e sete metros...
— Sim, mas temos um rifle. — Star interrompeu Ward, sorrindo de canto.
— Fitz, diminua as vinte e oito gramas.
E ela foi ignorada completamente.
— Está bem, pode deixar. — respondeu Leo a ordem do moreno, que saiu do recinto em seguida.
— Diminua as vinte e oito gramas. — imitou de forma brincalhona, mudando o seu tom de voz para se parecer com o dele. — "Sou o agente Grant Ward e consigo atirar em um mosquito a quinhentos metros de distância, desde que não tenha uma janela aberta”.
Skye, Fitz e Star riram da imitação barata que a morena fez do outro. Mas, pelo martelo de Thor, Ward era muito convencido.
— Há tempos que não ouvia esse som. — mencionou o único do sexo oposto no recinto.
— Não riria muito se estivesse na lista negra do Ward. — retrucou a castanha, parecendo meio chateada.
— Então, devo está no topo da lista. — brincou a morena, tentando "relaxar" o clima que tinha ficado tenso de uma hora para outra.
— Vocês já passaram por muita coisa e você, Skye, pediu desculpas a todo mundo. O que mais ele quer? — perguntou Leopoldo meio confuso.
— Eu não sei! Fiquei memorizando os protocolos do manual, seguindo as ordens. "Sim, senhor! Não, senhor!" — ela reclamou mais um pouco enquanto indicava a pulseira em seu pulso — Sei que menti para vocês, mas tentava proteger meu namorado. — finalizou.
Star ergueu as duas sobrancelhas e endireitou a postura, conseguindo um estalo vindo das suas costas. O clima, antes normal, voltou a ficar tenso, porém, mais do que anteriormente.
— Todos erram. Mas isso não dá o direito de um julgar, culpar e xingar o outro pelos mesmos. — retirou-se do laboratório, evitando qualquer discussão que poderia vim. Ela sabia que Skye se sentiria culpada e era isso o que ela queria.
A morena trombou com Grant no caminho, mas, quando foi continuar o destino planejado, o moreno segurou seu braço e começou a guiá-la de volta ao laboratório.
— Qual é, Grant?! Acebei de sair de lá. — resmungou ela para o moreno, puxando seu braço da mão do agente enquanto bufava por não ter sido respondida de imediato.
— Peguem seus equipamentos, temos uma missão. — Jemma, Fitz e Skye tentaram disfarçar o riso quando ela e o moreno chegaram no laboratório e ela já tinha em mente qual era o motivo do mesmo — Algo engraçado? — Ward questionou sério e todos negaram.
— Coitado e tolo, Fitz. — disse Simmons, virando-se para Ward enquanto segurava a pistola Boa-Noite — Ele deixou sem querer uma bala inerte na pistola. Deve estar certa agora. — ele hesitou por um breve momento até que ergueu a arma como se fosse atirar. Star torceu o nariz pela breve mentira da meio loira e ela sabia que o moreno não tinha caído em tal. A hacker poderia nunca admitir em voz alta, mas sabia que Ward era inteligente o suficiente para não cair naquilo.
— Ótimo. Obrigado. — então, foi-se embora.
— Como pode ser totalmente idiota? "Sou Grant Ward e consigo te matar com um único olhar a seiscentos metros de distância." — Star provocou mais uma vez, enquanto cruzava os braços em baixo dos seios em uma pose quase ameaçadora. Os quatro riram logo depois.
~Xx~
Wrigley. Pensilvânia.
— O nome do líder de tropa era Adam Cross. Disse ter ouvido algo na floresta, foi verificar e foi onde aconteceu a Anomalia eletrostática. — informou Coulson para a equipe.
— Não entendo, em geral a causa é uma tempestade elétrica. — disse Leo.
— Mas não houve nenhuma ontem e nem a 1609km daqui. — completou Jemma.
Star riu de forma baixa, olhando de forma cúmplice para o tio zumbi.
— Essa anomalia é diferente. — respondeu a morena — Como Phil me explicou, teve um efeito colateral que nunca vimos antes.
Eles adentraram ainda mais no bosque, seguindo sempre a trilha e o agente Coulson. Quando eles chegaram o local em que encontraram o corpo, Star segurou-se para não gritar igual a uma fã escandalosa.
— Isso é muito maneiro! — ela exclamou, balançando as mãos no alto. Os outros três a olharam de forma estranha — Mas é bizarra, só que de um jeito... Ah, querem saber? Esquecem isso... — ela pediu rapidamente, logo mudando de assunto — O que eu queria dizer, é um tanto triste morrer dessa forma...
— Mas ao mesmo tempo, é tão incrível. — completou Simmons. Finalmente alguém que a entendia, a hacker comemorou internamente.
— Fitz-Simmons, ou Star, alguma ideia do que causaria isso? — questionou Phil.
A dupla de cientistas embaralhou-se ao tentar explicar o motivo. Star apenas formou um "T" com as duas mãos em direção a Leo e Jemma.
— Tempo. — pediu ela.
— Vamos tentar de novo. — informou Coulson, dando uma breve pausa, antes de repetir a pergunta — Alguma ideia do que causaria isso?
— Não, absolutamente não. — respondeu a morena pela dupla.
— Parece ser um fenômeno natural bizarro ou uma arma de alta tecnologia. — Grant resolveu dar o ar de sua presença.
— Ou poderia ser do seu Índice super-secreto? — insinuou Skye, seguindo o exemplo do outro.
— Ninguém do Índice tem esse tipo de poder. — "Até Melinda seguiu Ward! Uau, que homem influente, gente!" Pensou Star, brevemente irônica.
— Que nós saibamos. Vou contatar o agente Blake no QG e pedir que verifique. — avisou o tio zumbi para eles. — O quer que seja responsável, isso não pode acontecer de novo.
— Star, Fitz! Estão vendo a testa dele? — perguntou Jemma, a morena logo foi ao lado dela e, então, viu do que a mesma falava.
— Veja a descoloração endotelial. — Star pediu para Leo, aproximando-se mais do corpo e Simmons seguiu o mesmo caminho que ela.
— Está dispersa na mesma forma que na caminhonete. — disse Leopoldo.
— Será uma ferida de entrada que logo se cauterizou? — questionou a quase loira.
Elas tinham se aproximado ainda mais, para descobrirem o que era aquela mancha, mas o corpo caiu com tudo no chão. A meio loira e a morena se assustaram.
— Bizarro. — Falou Star e a dupla de cientistas logo concordou com ela.
— Bizarro.
~Xx~
— Chegou na hora certa, Phil. Jemma analisou vários tipos de imagem do cérebro da vítima. — disse a morena, enquanto observava o agente atravessar a porta.
— O que Fitz faz ali? — Leo estava fora do laboratório.
— Detectou uma energia estranha vinda do corpo. — respondeu Jemma.
— Ele está com medo, não é? — questionou Coulson. Star sorriu levemente pela breve provocação do mesmo.
— É o cheiro! — gritou Fitz, fazendo o seu sorriso aumentar ainda mais.
— Não precisa ter vergonha, Leo. É perfeitamente natural ter medo. — o sorriso e o tom provocativo era nítido na hacker.
— Não, a única coisa de que tenho medo... — ele tinha levantado-se — ... É da carne podre e decadente estragar meu imaculado local de trabalho. Lembra-se da última vez que trouxe algo morto? — ele tinha redirecionado essa pergunta à Simmons.
— Esse gato de novo, não. — ela retrucou. Star sentia uma discussão vindo.
— Conte para ele do gato! — exclamou Leo.
— O laboratório não é seu! — exclamou Jemma.
— Deixou o fígado ao lado do meu almoço!
— Eca. — resmungou a morena para o tio zumbi, que olhou para ela em seguida e logo entendeu o recado.
— Gente! — gritou Phil, chamando a atenção dos dois, antes que os mesmos continuassem a breve discussão deles. — Será que podemos...
— Como eu dizia, tio zumbi, este é o cérebro da vítima. — então, a imagem apareceu no quadro atrás do mesmo.
— Parece uma batata cozida queimada. — mencionou Phil. Star sorriu abertamente com isso.
— Fica assim ao ser atingido com cerca de 2000 MJ de energia eletrostática. — respondeu Simmons, completando o que a outra iniciou. — É quase o dobro da força de um raio. — então, May entrou no laboratório.
— O garoto está limpo. Descobriram o motivo de o corpo ter flutuado? — questionou a chinesa, assim que se aproximou dos três.
— Ainda não. A densidade molecular dele foi temporariamente alterada, por uma fonte desconhecida. — respondeu a morena, bagunçando levemente os cabelos.
— Esperamos descobrir algo quando extrair uma amostra. — completou a meio loira.
— Está acontecendo de novo! — gritou Leo, fazendo Star ri.
— É ciência, Fitz! — exclamou a cientista. — Tenho que dissecar algo.
— Não. O satélite captou outro evento eletrostático a menos de 20km daqui. — ele mostrou o tablete com tal informação.
Melinda e Phil saíram correndo.
~Xx~
— Fitz, qual é a última leitura? — questionou Coulson pelo comunicador do carro dele.
— Temos 324 perigosos megajoules e subindo, senhor. — respondeu Leo, logo após uma checada.
— Têm uma fazenda a 1km de vocês, bem no centro do sinal. Tem que ser isso. — falou Skye, virando-se para Jemma, Fitz e Star para que o comunicador pegasse sua voz.
— Skye e Star, descubram tudo que poderem sobre quem mora lá. Precisamos saber com quem lidamos. — falou Phil.
— Espere. O que acabou de acontecer? — questionou-se Leopoldo, assim que o sinal simplesmente desapareceu da tela.
— Sumiu. — Star respondeu o óbvio, enquanto franzia o cenho confusa e coçava uma das sobrancelhas.
— O que sumiu? — tio zumbi perguntou confuso.
— O sinal eletrostático. — a morena respondeu novamente, ainda não entendendo o que realmente aconteceu. — Ele parecer ter pulsado, então, desapareceu.
— Precisamos de um atalho. — disse o agente Coulson. "Provavelmente, para May", pensara Star enquanto escutava o barulho que a roda do carro fazia.
Eles ficaram minutos em silêncio, enquanto Star sentava relutante ao lado de Skye e começava a ajudá-la.
— Skye e Star. — Chamou tio zumbi, minutos depois. — Precisamos de vigilância por satélite nesta área agora mesmo.
— Um minuto. — pediu a morena, então, uma imagem muito peculiar apareceu na tela do computador — Achamos algo que vai querer ver antes.
— Enviando agora. — completou a castanha.
— O nome do dono da fazenda é Frank Whalen. — disse Star — Ele é um bombeiro voluntário no mesmo quartel da primeira vítima. Adam Cross.
— Nossas vítimas se conheciam. — falou Grant pelo comunicador.
— Não me fale o óbvio, Grant querido. — ironizou a hacker mais alta — Estavam em New York quando os aliens invadiram.
— Duas vítimas, do mesmo quartel, encontradas do mesmo modo estranho... — dizia Ward.
— Estamos procurando um assassino. — completou Skye.
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