The Only Exception

3 Capítulo 2 – Hey Ho, Let’s Go!


Notas iniciais
Hellooooooo galeris. Então, eu tava pensando em acrescentar o gênero "comédia" aqui na fic, por que mesmo tendo drama junto, não tem como fazer uma piadinha uma hora ou outra. E também por que a parte do drama vai focar no passado da personagem, não tanto no presente. Mas enfim, é isso aí, me desculpem a demora.

Haviam se passado duas semanas desde que conheci Emma. Nós saíamos quase todas as noites, e fazia realmente muito tempo que eu não me divertia assim. Ela era o ser humano mais animado que eu já tinha conhecido, nem se parecia com a garota tímida da universidade.

Nos 14 dias de convivência, Emma já havia me arrastado para os pubs mais badalados de Londres, me fazendo ter meu primeiro contato verdadeiro e divertido com a sociedade inglesa desde a minha chegada. Os garotos ingleses, diferente do que eu pensava, se demonstraram muito safados.

Emma usava de sua beleza para seduzir os caras, o que funcionava muito bem, enquanto eu descobria em mim um lado que sabia dançar, e eu o adorava. Enquanto dançava, eu me sentia mais leve, tranquila e feliz. Como se eu fosse infinita.

Durante os dias que se passaram, além de me distrair/divertir com minha mais nova (e única) amiga, estive a procura de um emprego, afinal, já haviam se passado alguns meses e minhas economias não durariam para sempre.


~Ding dong~


Escutei a campainha tocando e me dirigi até a porta.


–Heeey. – uma Emma sorridente entrou no apartamento.


–Ho, Let’s Go... – respondi animadamente.


–Engraçadinha. Tenho duas notícias, uma boa e uma não tão boa...qual quer saber primeiro?


–Hmm...a não tão boa. – disse, curiosa.


–Bom, o porteiro aqui do prédio me pediu pra te entregar isso. – ela estendeu um envelope meio aberto em minha direção. – Tomei a liberdade de abrir, por que bem, você já me conhece o suficiente para saber como eu não consigo deixar a curiosidade de lado.


–Sem problemas. – sorri e peguei o envelope. Em seguida o abri e comecei a leitura da carta.


“Prezada Srta. Lucy Jones,


Sentimos informar que o apartamento que lhe foi alugado irá passar por uma série de reformas e assim que finalizado, será vendido.

Caso a senhorita não tenha interesse em realizar a compra, deverá se retirar, juntamente com seus móveis, no prazo de uma semana a partir da data de entrega deste documento.


P.s.: Entre em contato com o número que lhe foi entregue quando fechamos o contrato.


Gratos, Sr. e Sra. Parker.”


–Eu não acredito. – olhei para Emma. – Onde eu vou morar? Fala sério, cara, uma semana, onde eu vou encontrar outro apartamento em uma semana?


–Nós podemos dar um jeito, Lucy...


–Não, Em. Você não ta entendendo. Encontrar um apartamento aqui em Londres é tipo impossível. Você não imagina a sorte que eu tive em encontrar esse.


–Lucy, preste atenção, posso contar a boa notícia agora? – seus lábios revelaram um sorriso sapeca.


–Ta bom, fala.


–Você vai morar comigo. – em seguida ela começou a dar pulinhos em volta do sofá.


–Ei, ei, ei, como assim? Pare de pular, troço. Eu nunca visitei seu apartamento e ...


–Cale a boca e diga que aceita. – ela disse, me interrompendo. – Vai dar super certo, o apartamento está em meu nome desde que nasci e tenho total controle sobre quem mora ou não nele.


–Mesmo assim, eu teria que te pagar um aluguel e coisas do tipo...se for muito caro, eu não vou ter condições, principalmente agora.


–Pense nisso depois que conseguir o emprego, tudo bem? Diga logo que aceita, sua coisa coisada.


Comecei a rir.


–Você não existe, Em. Você não existe mesmo, sua coisa mais coisada.


–Existo sim, querida. Já pode começar a abanar e me dar uvas na boca, afinal, eu sou uma deusa.


–Ah ta, vai sonhando enquanto é de graça.


–Vem logo me abraçar. – ela abriu os braços e veio em minha direção, me esmagando com sua empolgação.


–Ta, ta, já deu, pode parar agora. – me afastei. – Temos muitas roupas e móveis para empacotar. So, Hey Ho, Let’s Go!


(...)


–Chega, eu não aguento mais! – Emma soltou um gemido de cansaço. – Quem vê esse apartamento minúsculo nunca sonha com a quantidade de coisas que tem aqui.


–Acho que podemos parar por hoje. – dei um sorriso fraco. – Ainda temos mais alguns dias para colocar tudo em ordem.


–Ótimo, olha só, já anoiteceu. – ela percorreu a sala a procura de sua bolsa. – Tenho que ir, amanhã eu tenho aula.


–Eu te acompanho até a portaria. – saímos do apartamento, pegamos o elevador e, como prometido, acompanhei Emma até a portaria.


Enquanto subia novamente em direção ao apê, o elevador parou no 4° andar e a porta se abriu.


–Sobe ou desce? – uma voz conhecida disse e assim que terminou a frase fixou seus olhos em mim. – Você.


–Sobe. – respondi friamente. – Você. É realmente um desprazer encontrá-lo.


–Ah, por favor, não seja assim tão má comigo. – ele entrou no elevador. – Eu subo contigo.


–Não pedi sua companhia.


–E eu não perguntei se você queria minha companhia.


–Como você consegue ser tão irritante?


–E como você consegue ser tão linda?


–Eu perguntei primeiro. – soltei um suspiro, devido ao cansaço. – Tudo bem, vamos lá.


E assim o elevador subiu até o 10° andar. Os segundos que se passaram nesse intervalo de tempo mais se pareciam horas, com o bonitão que eu havia encontrado outro dia nas escadas me encarando.

Quando chegamos, fui em direção ao apartamento, que ficava bem em frente ao elevador.


–Então é aí que você mora? – ele perguntou com um sorrisinho estampado no rosto.


–Não, imagina, eu tô entrando aqui por que gosto de invadir apartamentos.


–Sério? Eu ficaria muito agradecido se você invadisse o meu.


–Idiota. A gente se vê por aí...ou não, tanto faz.


–A gente com certeza se vê por aí. – com essa ênfase no “com certeza”, ele apertou o botão do elevador e as portas se fecharam. Me deixando parada com uma cara de retardada e um sorriso bobo no rosto.


De um jeito bom ou ruim, esse idiota mexia comigo.

Notas finais
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