The Only Exception

2 Capítulo 1 - Como eu disse: maluca.


Notas iniciais
Então, esse capítulo nem ficou tão grande devido ao meu bloqueio criativo, mas enfim, não ficou ruim, espero que gostem ;)
Reviews são aceitas com todo o prazer, haha.
E quanto a sinopse...vai demorar mais um pouquinho. Sim, eu sou péssima com sinopses.

Obs: Prometo que os próximos capítulos serão maiores.


O final de semana se passou mais lento do que o esperado, e como sempre, eu não fiz nada útil a não ser assistir tv e terminar algumas análises para a universidade.

Saí as pressas do apartamento, com o cabelo meio bagunçado e a roupa toda amassada. Nunca mais me esqueço de colocar o celular para despertar. Faltavam exatamente quinze minutos para o começo da aula e eu ainda estava esperando o elevador.

Detalhe: do condomínio até a universidade levam vinte minutos de carro, e eu não tinha essa bendita invenção de quatro rodas. Resumindo a situação, eu estava completamente ferrada.

Resolvi descer pelas escadas e tentava beber meu café enquanto seguia apressadamente, segurando o copo em uma mão, cinco livros em outra e a bolsa no ombro.

De repente algo me impediu de continuar andando, me fazendo tropeçar e deixar tudo cair no chão. Ótimo, não tinha como piorar.

Olhei para o ser que me fez ficar mais estressada, e me surpreendi ao ver que ele era muito gato. Praticamente um deus do sexo. Mas isso deixou de importar a partir do momento em que ele abriu a boca.


-Ei, olha por onde anda, imbecil. – disse com um tom de voz esnobe.


-Me desculpe, querido, mas quem tem que olhar por onde anda é você. – respondi, irritada.


-Não fui eu quem decidiu descer correndo as escadas carregando uma tonelada em livros e um copo com bebida quente. Isso pode ser perigoso. – ele abriu um sorriso sarcástico.


-Mas você entrou na minha frente enquanto eu fazia isso e... – tentei retrucar.


-Deixa pra lá, estressadinha. – disse, me interrompendo.


Idiota. Ele era um completo e lindo idiota.


-Eu não vou calar a boca e...


-Tenho mais o que fazer, não posso perder meu precioso tempo parado nas escadas conversando com uma maluca, muito linda, mas ainda assim maluca. – disse, me interrompendo novamente.


-Maluca? Olha aqui...


-Olha aqui o...


-FECHA ESSA MALDITA BOCA E NÃO ME INTERROMPA MAIS. – explodi em gritos.


Seus olhos verdes me encaravam e então ele disse, enquanto abria outro sorriso sarcástico:


-Como eu disse: maluca.


-Estou atrasada. – me rendi. – Tenha um péssimo dia. – dizendo isso, peguei minhas coisas no chão e segui descendo as escadas. Quando cheguei ao final, me virei e percebi seus lindos olhos focados em mim novamente.


-Tenha um bom dia, estressadinha. – ele disse e me virei, sem ver o sorriso sarcástico que eu tinha certeza que estaria estampado em sua boca após a frase dita.


(...)


Em consequência do meu pequeno atraso, acabei perdendo o primeiro horário. Me sentei em uma das cadeiras do centro de convivência da universidade enquanto esperava a próxima aula e folheava uma revista.

“Comprar uma calça elástica por apenas 29,90”, não. “Pesquisa sobre o sal aponta que...”, não. “Entrevista com o ídolo pop Justin Bieber revela...”, definitivamente não. “Cara lindo do meu prédio que me deixa extremamente irritada e...”, espera, “cara lindo do meu prédio?” – pensei. Não podia ser. Examinei aquele anúncio de cuecas mais algumas vezes até ter certeza de que era mesmo o idiota.


-Não é possível, o que eu fiz pra merecer isso?! – pensei em voz alta e notei que algumas pessoas me direcionaram um “olhar torto”.


Joguei a revista na mesa e fui até o balcão pedir um suco. Enquanto esperava, uma voz desconhecida me chamou a atenção.


-Ei, moça. Você esqueceu sua revista na mesa. – uma menina baixa, de cabelos castanhos, olhos muito verdes e que aparentava ter uns dezenove anos se aproximou com a revista em mãos.


-Ah, foi mesmo a minha intenção, mas tudo bem, eu vou jogar essa porcaria no lixo. – sorri. – Muito obrigada.


Peguei a revista de suas mãos e a coloquei na lata de lixo mais próxima.


-Desculpe te incomodar, mas, você sabe onde fica a biblioteca? Eu sou nova por aqui e ainda estou um pouco perdida. – ela disse com um pouco de vergonha.


-Tudo bem, sem problemas. Eu te levo até lá. É meio difícil se localizar por aqui, é tudo tão grande. Eu ainda fico perdida as vezes. – sorri novamente.


-Muito obrigada, mesmo. – ela pareceu aliviada. – Eu amei seus tênis.


-Aah... – olhei para meus pés buscando lembrar o que calcei na pressa antes de sair de casa e encontrei meu par favorito de all-star. – Eles estão velhos, surrados, mas eu os amo.


Ela soltou uma gargalhada.


-Tênis tem que ser assim mesmo. Você é a primeira garota que eu vejo aqui que não encheu a cara de maquiagem e colocou um salto de oito centímetros.


-Essas garotas, não faça amizade com elas. Vão jogar o salto de oito centímetros em você na primeira oportunidade. Falo isso por experiência própria. Aliás, qual é o seu nome?

-Emma. Mas pode me chamar só de Em.


-Em...era o apelido da minha melhor amiga. – balancei a cabeça tentando espantar pensamentos ruins. – Enfim, Em, o meu nome é Lucy, mas pode me chamar só de Lucy. – sorrimos novamente.


Ficamos conversando por alguns minutos, até que o suco ficou pronto. Seguimos andando em direção a biblioteca enquanto conversávamos animadamente sobre diversos assuntos. Acabei descobrindo que tinha muitas coisas em comum com Emma. Ela, assim como eu, era viciada em seriados e livros, considerava Harry Potter a melhor saga de todos os tempos, música fazia parte de seu dia todas as horas possíveis, veio morar sozinha em Londres a poucos meses e também vivia a base de pizza e hamburguer.

Chegamos até a biblioteca e a ajudei com os livros até dar o horário da minha aula. Nos despedimos e trocamos número do celular, username do skype, url do tumblr e afins. Combinamos de nos encontrar a noite e irmos a uma pista de patinação no gelo, outra paixão comum nossa.



Notas finais
Twitter da autora: @BolinhodoHoran
Tumblr: http://dear-mione.tumblr.com/