The One With The Birthday Party...

4 Pack your stuff...We're leaving for a trip


Notas iniciais
Aqui vai mais um.. Espero que gostem..=)

– RUMPELSTILTSKIN!! – a mulher gritava uma segunda vez enquanto a porta da casa explodia em uma chuva de farpas de madeira.

Ela já se preparava para repetir o chamado e jogar muito mais do que a simples porta pelos ares quando seu requerimento surtiu efeito. O homem surgiu em sua costumeira nuvem negra e pareceu levemente desapontado ao notar vestígios de parte de sua fachada aos pedaços pela rua.

– Vejo que deixamos o “Mr Gold” apenas para ocasiões familiares, hã?... – ele mal terminou a frase e sentiu seu corpo ser arrastado.

Gold deixou escapar um pequeno “au” quando sentiu suas costas baterem de encontro com a superfície gelada. Com um simples movimento de mão, Regina prendeu o homem contra a parede. Literalmente. Ela avançou sobre ele como uma fera prestes a devorar sua presa. Gold disfarçou uma engolida em seco e decidiu que era melhor deixar o sarcasmo de lado por alguns instantes.

– ONDE. ELA. ESTÁ?! – ela pronunciava as palavras pausada e ameaçadoramente.

– Bem, dearie ainda descobri muito pouco. E creio que me mantendo assim não vamos longe não é? – ele fez um gesto apontando para o próprio corpo preso.

A prefeita levantou uma sobrancelha, mas pareceu ponderar sobre a questão.

Assim que se viu liberto do feitiço, o homem se endireitou e continuou.

– Só sei de duas coisas. A primeira, — ele deu uma arrumada no blazer e encarou a mulher – é que não tenho nada a ver com isso. – Essa afirmação não fez com que a prefeita amenizasse seu olhar, mas ele notou seus ombros ficando ligeiramente menos tensos – E a segunda, é que realmente acho que deveria guardar suas forças, vai precisar delas mais tarde – ele fez uma pausa e a mulher tentou interpretar suas palavras.

Gold suspirou e completou – Um portal foi aberto.

A expressão de Regina foi um misto de desespero e incredulidade.

Não... De novo não...

Digamos que a última expedição entre mundos em que os habitantes de Storybrooke haviam embarcado não havia sido lá muito agradável. Pra falar a verdade, desagradável poderia ser de fato, um sinônimo para Neverland.

Depois de alguns segundos tentando lidar com a nova situação, Regina finalmente disse – E como é que você sabe disso? – ela deu uma pequena ênfase na palavra, ainda um pouco desconfiada com a afirmação de que ele não tinha nada a ver com aquilo.

– Ora, me espanto é pelo fato de você – ele retribuiu o tom que ela havia acabado de dirigir- lhe – não ter sido capaz de notar nada fora do comum antes que algo acontecesse.

Regina teve então um deja vu da cena em sua casa mais cedo. Enquanto recebiam os primeiros convidados a prefeita havia tido um digamos... Mau pressentimento. Ela havia sentido algo estranho no ar, só não soube interpretar direito o ocorrido.

A propósito, — ele se virou para encara-la – quando você disse “ela”, se referia a?

– Helena... – a palavra saiu quase num sussurro e o olhar ameaçador da prefeita murchou ao proferir o nome da filha.

– Levaram Helena. – ela concluiu.

Eram raros momentos como aquele, mas foi possível notar decepção, alguns diriam até tristeza realmente, nos olhos do homem. Houve alguns segundos de silêncio e Regina jurou sentir uma certa empatia vindo de uma das criaturas que ela mais havia odiado na vida.

– Ah... Sinto muito. – Ela pôde perceber sinceridade nas palavras do homem. E aquele sarcasmo rotineiro em sua voz, deu lugar a um tom totalmente diferente. Carregado de mágoas e lembranças. Afinal, Gold sabia muito bem como era perder um filho.

Regina anuiu e esboçou um leve “obrigada”. O silencio que veio depois foi quebrado em alguns instantes pelo som da multidão que começou a apontar na esquina logo à frente. O pessoal finalmente havia conseguido chegar à casa de Gold e uma Emma quase furiosa liderava o grupo, seguida pelos Charmings, Henry e todos os convidados que estavam em sua casa alguns instantes antes.

Desaparecer em sua nuvem mágica aparentemente não havia deixado a loira muito feliz, mas Regina queria ter certeza do que, ou quem, estava lidando antes de incluir Emma em uma provável missão de resgate.

Ela e Gold se entreolharam.

– Bom, parece que nosso encontro secreto acaba aqui – disse ele, retornando a falar como o velho Gold de sempre – Tenho uma coisa que acho que poderá nos ajudar — Ele gesticulou para a porta, ou melhor, para o vão onde antes ela deveria ter estado, e eles entraram em sua loja.

– O que exatamente estamos procurando? – Regina indagou jogando uma peça de cerâmica um tanto bizarra por cima do ombro.

–Quando – ele pausou momentaneamente tentando encontrar a palavra mais apropriada – seja lá o que for adentrou nosso mundo, eu e Belle já estávamos a caminho da sua casa. Foi quando eu senti a alteração na magia – ele estava a ponto de continuar quando as pessoas começaram a pipocar porta adentro.

– Regina! – gritou Emma que foi a primeira a entrar – Como é que voc.. – A morena gesticulou um “shhh” e cortou sua frase.

– Olha, Emma... Eu sei.. – ela tentava processar as frases da melhor maneira possível – Sei que não devia ter desaparecido e deixado vocês pra trás, sei que você vai dizer que temos que resolver isso juntas e que não cabe mais essa coisa de tomar decisões precipitadas e... – a esse ponto ela já começava a atropelar as palavras quando a loira se colocou a seu lado e tocou-a no ombro.

– Tudo bem... – a expressão de Emma era agora mais suave e ela tentava confortar a mulher – Sei que esta tentando proteger a mim. A nós. – os principais amigos da família já haviam entrado e assistiam a cena comovidos e preocupados com o que ainda viria pela frente. Ninguém ousou interromper. Henry abraçou a morena pela cintura.

– Eu só... – a loira notou que Regina lutava contra as lágrimas – Helena se foi. Não posso arriscar perder mais vocês. Nenhum de vocês – ela aninhou o menino.

Emma deu um sorriso triste. Gold deu uma olhada em volta, para todas aquelas pessoas que haviam invadido sua loja e pigarreou.

– Muito comovente Madam Mayor, mas o que eu vejo agora é um bando de pessoas plantadas aqui e ninguém colaborando para essa busca. Lamentar não vai trazer ninguém de volta – ele disse lançando disfarçadamente um olhar para Bae – Acreditem. – a última palavra foi mais um sussurro para si mesmo.

– Se você disser o que estamos procurando tenho certeza de que todos vão colaborar – disse Mary Margaret tomando frente da situação.

– Um globo – ele disse – O mesmo que usei para localizar Baelfire.

As pessoas rapidamente concordaram e começaram a vasculhar. Alguns segundos depois, em meio à multidão eles ouviram uma voz.

– Acheei – disse o anão erguendo um objeto.

Gold encarou Leroy, tentando ser paciente para não explodir alguém ali dentro.

– Leroy... Isso é uma bola de cristal! – ele rugiu por entre os dentes — Agora pelo amor de Deus será que alguém pode ser útil aqui?

– Aqui – gritou David quase que em resposta à súplica do homem. Gold se virou para ver se não era mais um “incrível achado” de alguém, porém o príncipe de fato segurava a peça procurada.

Ele colocou o globo sobre o balcão e as pessoas se amontoaram ao redor para poder olhar. Gold tomou a posição no centro, do lado direito os Charmings e do esquerdo a família Mills.

– Se nos der a honra.. – ele apontou para o objeto e encarou Regina. Ela já havia visto como a coisa toda funcionava e picou a ponta do dedo na parte superior pontiaguda. Uma gota de sangue deslizou até encontrar a superfície clara e redonda. No mesmo instante ela transfigurou-se em uma seta e percorreu toda a Terra como uma flecha, sem parar em nenhum lugar por exato.

As pessoas começaram a murmurar preocupadas e como se já esperasse por aquilo, Gold acalmou os nervos da multidão.

– Está em outra dimensão. Não vai apontar para nenhum lugar... Daqui.

Dito isso a pequena mancha vermelha se transformou outra vez. Linhas tortas começaram a ser desenhadas, uma por uma. O pessoal se debruçava mais em cima da coisa a cada letra decifrável que surgia. Quando a palavra se completou todos suspiraram. O menino deixou escapar um “wow”.

– Avalon... – murmurou Henry voltando-se para olhar as mães. Regina tinha uma expressão preocupada no rosto.

– Muito bem – ela juntou toda sua coragem restante naquele momento para dizer – Nós vamos para Avalon.

Notas finais
Comenteeem se gostarem o/ Até o proximo xD