The One That Got Away
3 Rotina.
Notas iniciais
agradeço os reviews e prometo que assim que puder vou responder todos.
O Sol estava trabalhando a toda intensidade. E parecia ser aqueles dias perfeitos onde o céu estava pitado de azul anil e sem nuvens. Estava sentado na cadeira de balanço na varanda de frente para o jardim. No meu colo havia um aparelho de som, enquanto mirava o azul do céu escutava uma música de um antigo CD gravado por mim mesmo há muitos e muitos anos. Meus filhos e Netos diziam que aquilo era uma relíquia. E de fato era, uma preciosidade de uma história vivida em uma época que não volta mais.
Jamais abandonei meu passado. Essas simples lembranças e objetos são o que me lembram de quem eu sou. Sem eles eu não poderia ter seguido em frente, me perderia no grande vazio que me tornei por dentro. Fechei meus olhos e sua imagem surgiu de forma tão viva que inconscientemente ergui meu braço tentando toca-lo, mas ele estava distante... Muito distante quando sua imagem se desfez me senti em um abismo e por instantes até o som da música desaparecera. Abri meus olhos assustado e quando me dei conta, meu filho mais velho estava ao meu lado, me olhando preocupado.
– Pai, o senhor esta bem?
Fiz que sim e forcei um sorriso, mesmo que por dentro meu coração estivesse agitado.
– eu já devia está acostumado. – continuou a dizer, enquanto se aproximava. – mas, nunca vou conseguir achar isso normal.
– o que meu filho? – perguntei, ele não era de falar muito, principalmente comigo. Mesmo com os irmãos se relacionava pouco e tenho que admitir grande parte desse lado é culpa minha.
– esse seu jeito. Sempre assim, com pensamento longe, às vezes falando sozinho outras chorando trancado no quarto e como agora pouco tentando tocar o nada. Sem contar essa musica estranha que desde que eu era criança você não para de ouvir.
– é a idade... – disse, querendo encerrar o assunto.
– não, não é não. Você sempre foi assim, Distante e solitário. Eu só queria saber o porquê e uma vez na vida poder te entender.
– Filho... – desliguei o som e levantei da cadeira com um pouco de dificuldade. – não há nada em mim para se entender, sou apenas um velho esperando os dias finais. – dei um tapinha leve em seu ombro e sai voltando para meu quarto.
Tirei o CD do aparelho e o guardei em uma capa de acrílico. Olhei para a cama e sobre ela ainda estava como eu havia deixado uma caixa grande que eu guardava minhas recordações e apenas a abria quando a cicatriz da saudade latejava, pois sabia que após aberta o que continha ali era responsável por milhões de outras cicatrizes também latejantes. Como por exemplo, aquele tecido verde, surrado e desbotado que estava ao fundo por de baixo de vários outros objetos. Ele conhecia todas as minhas dores e secara muitas de minhas lagrimas, mas também testemunhara diversas vezes um amor ser consumado.
Aprendi a substituir uma dor por outra e foi assim sobrevivendo dia a dia naqueles longos anos.
–x-
O despertador nunca era educado. Yunho sempre se assustava com aquele barulho estridente. Ainda sonolento, tateou sobre o criado-mudo atrás do relógio, mas acabou por derruba-lo.
– arsh... – bufou. – cala a boca barulho dos infernos – pegou o objeto no chão e o silenciou. – amém!
Quando voltou a apoiar a cabeça no travesseiro, batidas na porta vieram para incomodá-lo ainda mais. Era segunda-feira.
– Já acordei! – gritou ainda deitado, sabendo que era sua mãe.
Antes que voltasse a dormir, se sentou na cama de cabeça baixa evitando que os raios solares de ferirem seus olhos. Quando colocou a mão no edredom para tira-lo de seu colo, lembranças o invadiram como um filme.
“- você tem um cheiro tão bom... – afundou mais seu rosto na curva do pescoço amorenado. – me dê seu edredom?
– hã? — tentou o olhar, mas ele estava colado demais a seu corpo.
– ele tem um cheiro bom também... Igual ao seu.”
E quando elas terminaram, um sorriso bobo adornava seus lábios.
Levou o edredom ao rosto, mas ao inspirar não sentiu nenhum perfume. E isso acabou por fazê-lo sorrir mais. Havia alguma coisa nele que só JaeJoong era capaz de sentir.
Arrumou-se e tomou rapidamente seu desjejum, em companhia silenciosa do pai que havia acordado para ir trabalhar. Foi o primeiro a sair, ia para o colégio caminhando todas as manhãs já que o carro ficava com o pai.
Só mais 90 dias. Apenas isso e estará livre dessa obrigação chata de todas as manhãs. Só três meses e será livre para fazer o que quiser de sua existência, sem te o olhar rigoroso de seu pai. Mas, enquanto isso deveria agir como um bom menino. Seguindo todas as regras.
Só uma coisa o prendia naquela sala de aula e era a porta.
Não aguentava mais falar de festa de formatura. Se soubesse que acordaria cedo para ficar ouvido sobre isso, teria ficado na cama. Nem mesmo o fato de ter beijado um homem o fazia se sentir tão gay quanto aqueles garotos estavam parecendo. A discursão era sobre o tipo de roupa para homens, terno ou smoking e para as garotas vestido longo ou curto. Estava dando a mínima para tudo aquilo, daquela festa só queria o diploma por que independente da roupa escolhida ele iria da forma que quisesse. Só desejava que o tempo passasse rápido. Mas, é engraçado como o tempo é lento quando precisamos do contrario.
–x-
Não iria conseguir sair de casa sem antes dar uma boa desculpa para seu pai e foi nesse momento que deu graças a deus por ter a formatura. Com uma invenção qualquer que teria uma reunião na escola ele pegou o carro e saiu, mesmo que no fundo soubesse que ele não havia engolido tal desculpa.
O bar, mesmo sendo inicio de semana, estava cheio daqueles homens que Yunho ganhara nojo. Ainda parado na entrada deu uma rápida vasculhada com os olhos até encontra-lo. Diferente do primeiro dia, ele não estava dançando, mas sim conversando sedutoramente com alguns clientes. Qualquer um que o visse, não imaginaria que aquele era o mesmo garoto que chorara compulsivamente em seu ombro um dia antes. Cheio de sorrisos e graças, mas Yunho podia ver muito além do que parecia. Aqueles sorrisos e charmes eram puramente teatrais. Não havia o brilho nos olhos e nem o riso radiante como estava se acostumando e que tanto estava o cativando.
Ele não o percebeu de imediato, mas quando seus olhos se encontraram, Yunho pode vislumbrar daquele radiante sorriso ser dirigido a ele, exclusivamente a ele.
Minutos depois, quando Yunho já estava acomodo em um banco em frente ao balcão ele se aproximou pela primeira vez.
– vai virar cliente? – perguntou, o abraçando por trás, apoiando seu queixo no ombro do moreno. Yunho sorriu de imediato e colocou suas grandes mãos sobre as de JaeJoong que enlaçavam sua cintura.
– quem sabe... – saiu do abraço, e o trouxe para sua frente. – está disposto a me aturar todas as noites?
– se você estiver disposto a vir, eu faço esse esfocinho... – riu.
– podemos dar aquela escapulida mais cedo hoje? – deu um sorriso sapeca.
– não... – fez beicinho, tendo uma carinha fofa enquanto balançava a cabeça em negação. – terá que esperar, claro, só se quiser... – sua voz sumiu enquanto olhava para os próprios pés, odiando a ideia de que ele se vá.
Yunho não pode deixar de sorrir em admiração com aquele jeitinho bobo e encantador. Ele não era só aquele garoto sensual e atrevido, naquele momento percebeu que ele era muito mais do que demostrava, e diferente do que imaginava, também tinha certa inocência. Levou uma de suas mãos carinhosamente ao rosto delicado do outro o fazendo encara-lo com aqueles grandes olhos negros.
– Eu vou ficar bem aqui, sentadinho, te esperando. – disse e sorriu em reflexo quando os olhos de JaeJoong se tornaram estreitos devido belo sorriso que logo ele resolveu esconder com a mão e só a tirou do rosto quando já estava sem ele.
JaeJoong voltou a dar atenção a alguns homens que constantemente exigiam sua presença. Yunho se corroía por dentro em uma sensação amarga sempre que via os toques e as mãos ásperas daqueles depravados acariciando a pele delicada de JaeJoong. Mas, nada poderia fazer e na verdade não sabia se faria alguma coisa, alias aquele era o trabalho dele.
Hora e outra também, garotos tão jovens quando JaeJoong se aproximavam de Yunho, sensuais e educados iniciavam uma conversa cheia de intimidade. Yunho não era grosso muito pelo contrario, os tratava de forma respeitosa gerando estranheza nos mesmos.
JaeJoong mesmo ‘ocupado’ não podia evitar de vigiar Yunho sempre que um ou outro chegava perto dele. Aquilo era irritante de se ver, e o moreno mesmo percebendo sua vigilância não dispensava os garotos, sempre demorava alguns minutos até esses se afastarem depois de perceberam que nada teria com ele.
As horas que se seguiram foram assim até que finalmente, apesar da insistência sofrida para ele ficar JaeJoong pode ir embora ao lado do moreno, que muito rápido já ganhara a antipatia de muitos ali.
Seguiram para a praia, depois de comprarem uma garrafa de vodca e maços de cigarro. Sentados na areia passaram muito tempo ali. Falando sobre nada e sobre tudo, rindo de coisas idiotas, e discutindo assuntos realmente sérios, enquanto bebiam e fumavam. E aquilo acabou se tornando uma rotina. Não havia um dia em que Yunho não frequentasse o bar. Mesmo seu estoque de desculpas para o pai acabando, ele estava lá, esperando JaeJoong sem dar atenção a mais ninguém, apenas contando os minutos para as conversas na praia. Quando voltava para casa, após deixar o garoto, ele encontrava o pai na sala o esperando. Tinham uma longa briga, capaz de acordar quarteirões, mas isso não o desanimava. Após entrar em seu quarto e se manter no silencio a imagem de JaeJoong vinha para o desejar boa noite.
Às vezes não ficavam apenas na praia, já que JaeJoong era o fã numero um de seu carro. Acabavam dando uma volta pela cidade, sem destino algum enquanto ouviam rock e claro, sempre bebendo e fumando. Uma ligação forte crescia entre ambos, dia a dia, era difícil imaginar um sem o outro.
Yunho ganhara um motivo para acordar cedo todas as manhas e esse era aquele garoto de pele clara e lábios vermelhos.
Não ia para a escola como seus pais imaginavam, alias não teria nada lá a não ser discursões bestas sobre formatura. Cortava o caminho e ia até a casa do outro. Na primeira vez pegou JaeJoong de surpresa. Esse havia acabado de acordar, nem havia feito sua higiene matinal ainda, seu cabelo estava desgrenhado e havia até remela em seus olhos quando foi atender a porta. Yunho sorria bem humorado, como se ir à casa de alguém antes das sete da manha e sem avisar fosse algo bem normal. JaeJoong simplesmente se desesperou ao vê-lo, em sua concepção estava em um estado completamente abominável. Nem mesmo o deixou entrar, bateu a porta na cara do moreno e com um grito de espera correu para o quarto e ai se aprontou e voltou a atendê-lo.
– Como assim? – perguntou cruzando os braços na altura do peito se fingido indignado. – isso não horas senhor Yunho?
O moreno continuou sorrindo.
– Eu trouxe café da amanhã! – disse, erguendo uma sacola da padaria.
– hun... – deu passagem para ele entrar. – está querendo me comprar pelo estômago é?
– depende, funciona? – ergue a sobrancelha. JaeJoong riu.
– funciona!
Tomaram café juntos naquele dia, e depois no outro e no seguinte e depois do seguinte...
Todas as manhãs JaeJoong acordava cedo, mesmo tendo ido dormir tarde no dia anterior, esperava Yunho e tomavam café depois iam para a sala e passavam o tempo juntos, se curtindo de várias maneiras. Faziam brincadeiras bobas, viam televisão, ouviam música ou às vezes simplesmente ficavam no silencio se beijando, compartilhando um carinho que ninguém nunca os ofereceu e sabia que não encontrariam em mais lugar algum. Mas, também às vezes estavam tão cansados que se deitavam sobre o carpete e dormiam juntos. Simplesmente pegavam no sono lado a lado, pertos o suficiente para sentirem o calor da respiração um do outro.
Naquela manhã, fazia um mês que se conheciam. Como de costume tomaram café juntos e foram para a sala. Estava passando um bom filme em um canal fechado e isso logo interessou Yunho. JaeJoong estava sentado ao lado do moreno com os pés sobre o sofá e a cabeça encostada no joelho, nem um pouco interessado naquele filme de guerra. Estava inquieto querendo a atenção do outro, mas esse nem se dava conta. Começou a cantarolar uma musica em um tom razoável, mas Yunho pediu para ele se calar o deixando incrivelmente irritado. A passos pesados, saiu marchando da sala fazendo questão de passar em frente à televisão apenas para atrapalha-lo. Foi para seu quarto e se jogou na cama de bruços.
–arsh... O que tem de tão legal em um filme de guerra?! – fala sozinho, enquanto agarrava um travesseiro.
Yunho permaneceu lá, durante alguns minutos. O filme realmente o agradou, mas ao olhar para o lado e não ver JaeJoong, se sentiu solitário. Era incrível como estava se acostumando a presença daquele garoto. Desligou a televisão sem mais se importar com o filme, o procurou na cozinha, mas como não o encontrou, foi até o quarto. De todas as vezes que esteve ali, o lugar que menos visitou, foi àquele quarto.
– Jae... – o chamou, parado na porta.
– que foi? – o olhou sobre o ombro. – o filme já acabou, ou está no intervalo? – perguntou sarcástico. Yunho nada respondeu. Deitou-se ao lado do mais claro, também de bruços sorrindo como se ignorasse o jeito irritadiço do outro. – não sei onde está a graça.
Disse, ao ver os lábios curvados do moreno.
– em você... – apertou clandestinamente a bochecha rosada, recebendo uma careta de protesto. – por que veio para cá?
– Não queria atrapalhar seu filminho. – respondeu com uma falsa despretensão. Seus dedos brincavam com a ponta do travesseiro, mostrando o quão inquieto ele estava se sentindo. Era um ressentimento besta que o afetava que nem tinha coragem de admitir a si mesmo.
– Não seja bobo. Filmes daquele gênero prendem minha atenção por que, bom... – nunca havia falado sobre aquilo antes por isso, não sabia ao certo como explicar. JaeJoong o encarou, percebendo que ele diria alguma coisa importante sobre si mesmo e cada detalhe daquele moreno o interessava. – Quando eu era mais novo, os únicos momentos que eu compartilhava com meu pai eram assistindo esses filmes, que são os preferidos dele também. Por causa disso, eu e ele tínhamos um diálogo, um contato pai e filho. – enquanto dizia seus olhos se fixou em um ponto qualquer, como se recordasse aqueles anos, por fim sorriu ao voltar a encara o menino ao seu lado. – me traz boas lembranças.
Retribuiu o sorriso. Em cada encontro eles se conheciam mais e mais. JaeJoong sabia que ele não havia uma boa relação com o pai. Um homem autoritário sem muito afeto. Não estranhou por minuto algum, apesar de ter o visto apenas uma vez sentiu que ele podia ser bem pior do que Yunho descrevia.
– hun... Eu não gosto que me ignorem. – confessou, deixando transparecer aquele ressentimento sem explicação.
– ow, me desculpe não era minha intenção. – disse, colocando uma mecha dos fios longos do outro atrás da orelha, podendo assim admira-lo melhor de perfil. E, não tinha uma vez que não se surpreendesse com aquela beleza.
– okay, dessa vez passa! – riram.
Um silencio que se tornara comum em alguns momentos se instalou ali. Era sempre assim, seus olhos se encontraram e as palavras sumiam, não por um motivo tão clichê, na verdade além da forte atração que sentiam o motivo mais forte era que na mente de cada um, pensamentos semelhantes surgiam. Naquelas quatro semanas, mesmo com beijos e amassos, nunca chegaram a transar apesar de já terem de fato dormido junto. Nenhum dos dois sabia entender o motivo já que tinham muito mais do que oportunidades, tinham momentos. Era estranho para JaeJoong aquela relação tão intima, mas não sexual. Nunca havia sentido tanta necessidade de alguém como sentia de Yunho, mas ao mesmo tempo em que os toques o fazia implorar por mais, sempre que se entregava ao abraço e sentia o calor dos braços amorenados, percebia que não precisava de mais nada a não ser ele, a satisfação que seu coração sentia ao receber um carinho, por mais simples que fosse, era praticamente física. Com Yunho não era muito diferente, mas além de todo carinho e afeição que se multiplicava por JaeJoong, misturado a isso também havia receio. Estava entregando tudo de si a ele, sempre se dava conta disso quando estava sozinho em seu quarto e se sentia incompleto. Sempre incompleto longe dele. Mas, a dúvida o atingia, e se não passasse de mais um?
– No que está pensando? – a voz melódica o tirou de seus pensamentos. Um sorriso doce enquanto o olhava. JaeJoong recostou a cabeça no travesseiro, fazendo um carinho em seu antebraço com uma das mãos.
Não queria ser mais um, queria ser o único.
– Nada... – sorriu. – Mas, quer saber de uma coisa que eu costumo pensar, mas nunca te disse?
– uhum...
Chegou seu rosto bem próximo do mais claro o fazendo sorrir na expectativa.
– Não há ninguém mais bonito que você nesse mundo!
– ah... – riu, tímido. – não é verdade!
– para mim é!
E, não precisou mais nada para que seus lábios se tocassem e seus corpos tremessem mesmo em um toque tão superficial, mas que pouco a pouco, sem pressa, sem desespero se tornava fogo.
JaeJoong se deitou sobre o corpo firme de Yunho, ainda se beijando, devorando os lábios um do outro. Daquela forma Yunho tinha total acesso ao pescoço alvo e não se conteve em marca-lo com um chupão, fazendo o mais claro gemer baixinho.
– se fizer assim não poderei ir trabalhar! – fingiu se importar com um sorriso tentador.
– ai vai ficar todinho pra mim... — disse Yunho, o puxando para mais um beijo de tirar o folego de ambos. Suas mãos violaram a camisa do mais claro, o arranhando na lateral da barriga provocando gemidos deliciosos para seus ouvidos.
JaeJoong findou o beijo. Ergueu o tronco ficando completamente sentado com o corpo do moreno entre suas pernas. Seu quadril começou a se mover sensualmente sobre Yunho, bem em seu ponto mais sensível. Um sorriso depravado era dirigido para o mesmo, enquanto ele rebolava, não deixava de provocar com olhares, suas mãos passeando pelo seu próprio corpo tão sugestivo em suas expressões de prazer.
– Jae... Não faz isso... – suplicou, mesmo querendo que ele continuasse. Já sentia o resultado das provocações do mais claro crescendo entre suas pernas. E isso também foi notado por JaeJoong.
– Quer que eu pare? – perguntou, ainda sorrindo malicioso. – não é o que parece...
Roçava ainda mais sua intimidade sobre a do moreno. O volume já era sentido por JaeJoong e isso aumentava ainda mais seu tesão. Tirou sua blusa para logo em seguida ajudar Yunho a tira-la também. JaeJoong mordia seus próprios lábios cheios ao olhar o abdome do moreno. Ele era delicioso, e o mais claro não tardou a umedecê-lo com seus beijos. Yunho não pode evitar um gemido arrastado ao ter seu mamilo chupado e mordido pela boca afoita que lhe explorava fazendo o outro sorrir com sua reação.
– Fecha os olhos Yun... – pediu, com intenções libertinas. Yunho fez. – apenas sinta... imagina... – dizia ao pé do ouvido do maior, enquanto rebolava. Guiou as mãos do moreno para seu quadril, o fazendo acompanhar seus movimentos. – consegue imaginar, você completamente enterrado em mim, enquanto eu cavalgo no seu colo, bem assim... – sua voz era provocante e em um tom baixo. – gemendo seu nome... Te tocando de todas as maneiras... – correu seus lábios pelo maxilar até chegar ao lábio inferior do moreno e suga-lo.
– Jae... – não pode controlar, gemeu roucamente. Sentindo seu corpo querendo explodir, reagindo àquela voz aveludada.
– é com isso que eu sonho todas as noites, Yun... Bem assim... – sussurrou.
Yunho não pode mais se controlar, em um impulso empurrou JaeJoong o jogando na cama ficando agora por cima do mesmo. Sedento por ele.
– Se você quer me enlouquecer... Está conseguindo!
– eu quero... Me enlouqueça também... – um pedido ávido, uma suplica urgente.
Uma necessidade insaciável era o que ambos sentiam.
Mais um beijo de desejo antes do moreno tomar a pele de leite de JaeJoong em chupadas deixando seu rastro por varias partes. JaeJoong gemia absorto naqueles toques tão possessivos sobre si. Adorava a forma como Yunho o dominava, e por mais que fosse pura ilusão, adorava se sentir tão dele. Os beijos e chupadas se alastraram até seu baixo ventre, o fazendo gemer mais arrastado ao ser mordiscado naquela região tão sensível.
– Yun... – o chamou, se apoiando no antebraço para poder olha-lo. – vem cá, me deixar começar...
Yunho sorriu torto e se aproximou, e nesse exato momento um som estridente soa assustando a ambos.
– ignora... – disse JaeJoong, mas a campainha voltou a insistir. – arsh...
Por mais que quisessem o barulho irritante não podia ser ignorado.
– Jae, vai atender... – se jogou na cama.
– não... – fez uma carinha de dor. – não... – voltou a abraçar Yunho, espalhando beijos em seu pescoço, e no momento em que o moreno estava se deixando dominar, o som volta para desgraça de ambos.
– Jae...
– arsh, tá bom! – se levantou irritado. – maldita hora também... – pegou sua blusa no chão a vestindo antes de sair a passos pesados com uma expressão de irritação. Yunho só pode rir do jeito bravo do outro. Ficou jogado na cama de barriga pra cima, sorrindo idiotamente ansioso para a volta do outro e assim terminarem o que haviam começado depois de tanto tempo apenas no secreto desejo. Mas ele estava demorando muito... Movido pela curiosidade saiu do quarto, mas antes de chegar a sala ouviu a voz de JaeJoong o fazendo se escorar na parede espiando a conversa.
– Não, já disse, hoje não quero...
– você esta me devendo, é um ótimo momento para me pagar. – dizia um homem aparentando uns quarente anos. Tentava se aproxima do mais novo o envolvendo em um abraço malicioso, mas JaeJoong o empurrava.
– Para... – insistiu sussurrando, como se não quisesse que alguém ouvisse. – vai embora!
O homem insistiu o segurando a força pela cintura e foi aí que Yunho deixou ser visto.
Saiu da trás da parede, olhando sério e firme para o homem que na mesma hora o percebeu.
– ah, tá explicado! – riu, olhando para Yunho. JaeJoong saiu daquele abraço, olhando assustado para o moreno. A última coisa que queria era ser visto daquela forma. – Oi, desculpa aí cara, não sabia que ele tava com cliente... – disse, mal sabendo em como aquele rótulo de “cliente” atingira Yunho que não demonstrou nada além de uma expressão fechada. – dá próxima vez eu ligo. – riu olhando em seguida para JaeJoong. – depois agente precisa ter uma conversinha. – foram suas ultima palavras, mas antes de sair, tentou beijar o mais novo que virou o rosto na mesma hora e começou a empurra-lo para fora.
Quando trancou a porta, ficou ainda um tempo parado de costas para Yunho até tomar coragem para encara-lo.
– Yun...
– Não precisa dizer nada! – o interrompeu ríspido, voltando para o quarto em seguida.
– Yun, me deixa explicar... – insistia em suplica seguindo o maior.
– Você uma vez me disse que nunca havia trazido ninguém aqui! – ralhou, ainda se sentindo ofendido por ter sido nomeado como “Cliente” mas, depois que ouvira essa palavra em voz alta, pode enxergar o que não queria, o que mais ele era além de mais um cliente? Um fato que não queria enxergar, mas que estava sendo esfregado em sua cara naquele momento.
– eu nunca trouxe! – afirmou, precisava que o moreno acreditasse em suas palavras.
Yunho pegou sua blusa no chão e a vestiu. Isso assustou JaeJoong, ele estava indo embora?
– Yun...
– eu já vou! – avisou já saindo do quarto, mas antes de estar fora dele seu braço foi segurado.
– Não, por favor acredita em mim! – suplicou seus olhos marejados. Yunho tinha uma expressão irredutível decidido a ir, mas se sentia mal em ver o mais claro chorando por sua causa, mesmo que naquele momento estivesse querendo chorar por causa dele. – eu nunca, nunca trouxe nenhum homem aqui! – reforçou suas palavras. – eu juro, mas... Aquele cara ele é o dono dessa casa. Eu... eu... – queria continuar, mas sentia vergonha das palavras que teria que dizer.
Mesmo sem terminar a frase, Yunho entendeu perfeitamente o que ele queria o dizer.
– Você... Transa com ele.. .para pode morar aqui...? – as palavras saíram com dificuldade.
– não... – disse e por um momento Yunho se sentiu esperançoso, mas tudo não passou de ilusão quando ele continuou. – eu transo com ele quando não posso pagar o aluguel!
Yunho deixou o ar sair pesadamente de seus pulmões. Não podia se ferir, não queria, já sabia que ele fazia aquilo, mas mesmo assim, por que doía tanto?
Tentou mais uma vez sair do quarto, se ouvisse mais alguma coisa não conseguiria segurar as lágrimas, seus olhos já ardiam. Mas, no corredor de acesso a sala, JaeJoong o barrou, com um desespero e angústia estampados na face, seus olhos em uma suplica silenciosa. Yunho nunca o vira daquela forma.
– Yun... por favor. – seu tom era choroso. – você é o primeiro homem que me faz companhia aqui, que se senta a mesa comigo e se deita na minha cama. Eu não menti. – estava desesperado para que o outro acreditasse.
– me deixa ir Jae... – disse, sem encara-lo. Se olhasse em seus olhos se renderia, não suportava ver aquelas lagrimas que sabia, já corriam por sua face.
JaeJoong mesmo relutante o deixou ir, mas antes que esse saísse porta a fora, correu até ele.
– Vai aparecer no bar hoje, não vai? – perguntou, com um sorriso trêmulo que logo se dissipou quando a resposta veio:
– Não sei. – disse seco, saindo em seguida.
– Eu vou te esperar! – elevou sua voz para que ele ouvisse, enquanto caminhava pela calçada indo embora.
“Ele vem, ele precisa vir.”
Não conseguia pensar em mais nada, enquanto seus olhos se perdiam na entrada do Jungle Bar. Mesmo as horas passando rápidas, mesmo com a demora que nunca acontecera antes, JaeJoong se mantinha esperançoso de que a qualquer momento Yunho apareceria e seria como se nada tivesse acontecido.
Estava em uma mesa fazendo companhia para um antigo cliente. Ele conversava, contando alguma coisa que havia acontecido em sua empresa. Sim, era mais um dos empresários, ricos e bem casados, mas diferente dos muitos que ali frequentava ele não pagava por sexo, ele pagava para ser ouvido. E, JaeJoong ouvia, mesmo que naquele momento estivesse com a mente longe, geralmente ouvia, e muitas vezes dava conselhos. Aprendera a lidar com esse tipo de homem, solitários por dentro.
Mesmo depois do fim de expediente, ficara lá ajudando os barman e alguns outros funcionários a arrumarem o local, até o ultimo segundo acreditaria que ele apareceria. Mas, depois de tudo pronto para fechar, teve que admitir a si mesmo, “ele não vem”. Enquanto trocava de roupa se permitiu derramar algumas lágrimas apenas para aliviar a corrosão no peito. Nunca imaginou que ficara tão viciado no moreno, a ponto de se sentir desnorteado sem a presença dele. Sem o perfume natural daquela pele , sentia que o oxigênio não era suficiente para mantê-lo vivo.
Caminhava de cabeça baixa, contando os ladrilhos que formavam desenhos geométricos na calçada. Qualquer coisa para ocupar sua mente, mas vagarosamente tudo o levava a ele, tentava se lembrar de quatro semanas antes, quando não o conhecia e tudo pareceu tão distante tão turvo e cinza que mais parecia que começara a viver á um mês. E de fato, nunca se sentiu tão vivo como quando estava com ele. Medo o atingiu, e se tudo tivesse acabado? E se ele nunca mais quisesse o ver? Seria possível o esquecer e continuar vivo sem viver?
Passou a mão nos olhos, para evitar que as lagrimas viessem a baixo e nesse momento um carro em velocidade mínima começou a segui-lo. Quando olhou para o mesmo, seu coração falhou ao ver o Mustang e principalmente o motorista. Parou de andar e se virou para o automóvel, sem reação. Yunho também o olhou e com um pequeno sorriso e um aceno de cabeça o pediu para entrar. Sem demora JaeJoong se sentou ao lado do moreno e não pode deixar de sorrir abertamente.
– Desculpe por não te vindo mais cedo, tive um problema com meu pai! – disse o maior.
– achei que não quisesse mais me ver! – disse, no final deixando se formar um biquinho nos lábios. — Me senti muito mal pelo que aconteceu! – confessou, olhando para as próprias mãos unidas em seu colo. – não queria que você visse aquilo. É uma parte da minha vida que você não precisa conhecer.
– é uma parte da sua vida que eu quero conhecer! – contrapôs, sendo encarado com surpresa pelo mais claro. – mas, isso não significa que quero fazer parte. Não quero ser mais um cliente.
– Você não é! – exclamou. – nunca te vi assim, eu juro! – segurou em seu braço suplicando para que ele acreditasse. Por mais que Yunho visse verdade em seus olhos, a cena de mais cedo, a voz daquele homem o chamando de cliente não saia de sua cabeça.
– Estou confuso... – balançou a cabeça. Era difícil entender aquela gama de sentimentos sem nome.
– Não queria que isso acontecesse. – também se sentia confuso, também era difícil organizar e nomear tudo que se passa dentro de si. – Eu mal vi esse mês passar, mas ao mesmo tempo ele me pareceu tão longo como se fosse...
– Uma vida. – concluiu Yunho, prendendo a atenção do mais claro.
Então ele também tinha aquela mesma sensação? Pensou JaeJoong, enquanto o olhava um tanto estupefato.
– quer ir para algum lugar? – perguntou Yunho voltando a acelerar o carro que estava até em tão em velocidade mínima.
– aham, vamos para a lagoa. – pediu.
Era a parte menos movimentada da praia. Não havia hotéis, nem bares ou restaurantes em volta, apenas uma grande faixa de areia em que de um lado era o mar e do outro uma lagoa de agua salgada. Yunho parou o Mustang de frente para o Mar agitado. A lua estava tão redonda e reluzente que ficaram minutos em silencio apenas admirando.
– Está bravo comigo? – perguntou JaeJoong, quebrando o silencio.
– Não. Por quê? -o olhava enquanto esperava uma resposta.
– está muito quieto.
– você também!
– mas, eu sei que não estou bravo com você! – retrucou.
Yunho riu brevemente.
– Eu não estou bravo, Jae...
– então prova! – desafiou.
– como?
Em segundos, seus rostos haviam ficado perigosamente próximos aponto de Yunho poder sentir o hálito quente tocar sua boca quando JaeJoong sussurrou:
– Me beija, só assim vou saber se é verdade ou não. — As mãos do moreno foram de encontro a seu rosto em uma caricia leve antes de seus lábios se unirem em um contato superficial até que por fim se beijaram até precisarem respirar.
– e então...? – perguntou Yunho, ainda com seus rostos próximos.
– hum... – fez uma expressão pensativa. – não sei... – o olhou travesso. – dá pra repetir?
– quantas vezes quiser... – riu , antes de voltarem a se beijar.
– trouxe um CD novo. – disse Yunho, logo após findar o beijo.
– oh... – JaeJoong se jogou no banco, apoiando as costa na porta do carro.
– eu gravei minhas favoritas ai. – comentou se referindo ao CD que JaeJoong já tinha em mãos.
Eles tinham gostos muitos parecidos. Percebiam a afinidade a cada palavra e dias. Era tão fácil esquecer o mundo quando estavam juntos. O tempo parecia não existir. Não tinham medo das palavras, pois sabiam que seriam compreendidos, por isso não tinham receio de contar suas aflições. Tornaram-se confidentes sem nem mesmo perceberem.
Yunho havia apoiado os pés, já descalços de JaeJoong em seu colo e fazia uma massagem neles enquanto ainda conversavam ao som de uma das várias músicas que continham naquele CD.
– ow, Yun por que nunca me disse que sabia fazer massagem? Teria abusado antes de você! – disse JaeJoong, adorando aqueles toques relaxante. O moreno riu diante da expressão de prazer do mais claro.
– por que eu não sabia que sabia!
– agora que já sabe, pode me usar de cobaia para se aperfeiçoar! – disse sorrindo sonso.
– com todo prazer!
Nesses segundos uma nova música se iniciou e JaeJoong logo a reconheceu. Era uma de suas favoritas.
– ah, adoro essa música! – exclamou, aumentando o volume.
– Aerosmith, minha banda favorita! – sorriu o moreno.
“Eu poderia ficar acordado só para ouvir você respirar
Ver o seu rosto sorrindo enquanto você dorme
Enquanto você está longe e sonhando
Eu poderia passar minha vida nessa doce redenção
Eu poderia me perder neste momento para sempre
Todo momento que eu passo com você
É um momento precioso(...)”
O que JaeJoong não sabia é que essa música havia sido escolhida pensando nele.
Fazia muito tempo em que Yunho não a escutava, ultimamente músicas como essa, leves e com letras que mais pareciam uma poesia de amor não chamavam sua atenção, mas alguma coisa havia mudado nele, e esse tipo de composição estava agora fazendo algum sentindo.
Clichê mas, um fato que todas as vezes que tivera o mais claro dormindo ao seu lado, muitas vezes abraçado a si ficava o admirando, era tão bobo se sentir assim, mas adorava a forma como seu peito subia e descia no ritmo de sua respiração. Valorizava todos os simples momentos que passaram naquelas semanas, desde o café da manhã até as bebedeiras na praia, ou as discursões bestas sobre qual canal de TV assistiriam. Pensava em muitas coisas enquanto suas mãos deslizavam pela pele fina e delicada dos pés do mais claro.
Era engraçado como seus olhos tinham o poder de se fixar naturalmente.
“(...) Deitado perto de você,
Sentindo o seu coração bater
E imaginando o que você está sonhando
Imaginando se sou eu quem você está vendo
Então beijo seus olhos e agradeço a Deus por estarmos juntos
Eu só quero ficar com você
Neste momento para sempre, para todo o sempre (...)”.
Desde o primeiro encontro na praia muita coisa havia e estava acontecendo. Acabaram criando uma rotina apenas para os dois e não havia nada mais importante no dia do que estarem juntos. De forma silenciosa, vagarosa, mas intensa, sentimentos começaram a dar frutos. JaeJoong se perguntava como pudera viver tanto tempo sem conhecer aquele garoto, sem ter aquele carinho gostoso e aquela voz o desejando bom dia e muitas vezes boa noite. Sem conhecer aquele perfume que ficava horas ou dias empregando em suas roupas, sem ter seu sorriso que o fazia sorrir ainda mais. Não podia mais negar, se tornara dependente de tudo que envolvia aquele moreno, o beijo que tanto o acalmava quanto o causava euforia, do abraço que o envolvia mantendo em segurança, até das batidas compassadas de seu coração muitas vezes responsáveis de nina-lo enquanto estava aconchegado naquele peitoral. Sempre acordava antes e ficava longos minutos ainda ao lado dele. Mirando aquele rosto, acariciando, roubando beijos... E como qualquer viciado que não podia ficar muito tempo sem sua droga, JaeJoong não suportava as vezes em que o relógio dizia que Yunho estava atrasado, o medo de ele nunca mais aparecer, de nunca mais ter suas doses diárias do moreno o fazia lotar a caixa de mensagem do celular do outro. Mas, ele sempre aparecia e todos os temores do mais claro desapareciam. Ás vezes acreditava que algum ser superior mandara aquele anjo para lhe dizer “Mesmo que você não acredite em mim, eu estou aqui, cuidando de você” ele viera para seu socorro.
Com esse pensamento um sorriso aparentemente sem motivo surgiu em seus lábios e só se deu conta dele quando viu o moreno o retribuir.
“(...) Não quero fechar meus olhos
Não quero pegar no sono
Porque eu sentiria a sua falta, baby
E eu não quero perder nada
Porque mesmo quando eu sonho com você
O sonho mais doce nunca vai ser suficiente
E eu ainda sentiria a sua falta, baby
E eu não quero perder nada. (...)”
Yunho começou a distribuir beijos carinhosos sobre o pé direito de JaeJoong, dizendo mesmo sem usar palavras que estava ali para cuidar dele. Era nítido em seu olhar as palavras que não saiam de sua boca. Mais uma coisa que causava admiração no mais claro. Passou dos pés a distribuir beijos pela barriga levemente definida do menor, por debaixo de sua blusa de mangas compridas. Beijava o baixo ventre e mordiscava aquela região, o sentindo suspirar pelos seus toques. As íris ônix o acompanhavam com seu brilho natural e seus lábios comprimidos demostrava o quanto apreciava aquele carinho. Sustentava seu corpo, apoiando no encosto do banco ficando quase que completamente por cima do menor. Subiu os beijos até o pescoço alvo e ali depositou toda sua atenção. JaeJoong não resistiu, fechou os olhos e seus lábios ficaram entreabertos deixando o ar pesado sair sentindo seu corpo reagir aquelas caricias que ficavam pouco a pouco mais sedenta. Sentia seu pescoço ser chupado e mordido e as mãos livres de Yunho passarem de seu quadril a metade de sua coxa.
– Yun... – sussurrou absorto naquelas caricias.
–hun...? – não distanciava seus lábios da pele pálida por um minuto se quer.
– eu nunca me senti assim antes. – confidenciou em tom baixo, quase que sussurrado. – é tão bom... – tomou sua cabeça em total deleite, deixando mais de sua pele sensível exposta para a boca ávida do moreno.
– quero que seja ainda melhor. – disse baixinho ao pé do ouvido. Sua blusa era puxada e violada pelas mãos quente do mais claro enquanto sons maviosos eram liberados constantemente pelo mesmo.
JaeJoong foi puxado pela cintura, se sentando de frente para o moreno que não interrompia dos beijos que se espalhavam e umedecia cada parte de seu rosto e pescoço. Yunho puxou a blusa do outro e depois tirou sua própria em seguida e nenhum dos dois se importou com a brisa gélida vinda do mar, estavam sendo aquecidos pelos carinhos trocado.
As mãos ágeis do mais claro não tardaram em abrir a calça Jeans do maior e podendo assim apalpar o membro já bem acordado do outro.
–Ninguém vai nos atrapalhar agora, não é? – roçava seus lábios molhados aos do moreno.
– Eu mato quem se intrometer! – disse Yunho fazendo o outro rir.
Parou de apalpar o sexo rijo o liberando do fino tecido da cueca que já incomodava o maior e não pode deixar de transparecer um sorriso malicioso ao vislumbrar a ereção orgulhosa que era apontada para seu rosto.
– Você nunca me decepciona. – disse envolvendo o sexo em suas mãos.
– Nem pretendo! – riu malicioso, sentindo pulsações se espalhando pelo seu corpo.
Curvou-se e de forma depravada, lambeu a extensão do membro ereto até a glande sugando a mesma fazendo Yunho liberar um gemido contido. Olhou libertino para o moreno, sorrindo safado e foi retribuído da mesma forma, o fazendo rir brevemente voltando sua atenção para o sexo pulsante. Enquanto JaeJoong o sugava, seus olhos se fecharam naturalmente se perdendo naquela boca tão úmida e quente, sentindo aquela língua calorosa acaricias seu falo. Suas mãos se enlaçaram nos cabelos longos e castanhos o pressionando, mas longe de ser bruto.
Ergueu o tronco e depositou um selinho no amante, antes de começar a tirar sua própria calça e depois sua peça intima. Yunho não se intimidou ao ver o pênis também ereto do outro, sem o menor pudor o envolveu em suas mãos e começou a masturba-lo sem tirar os olhos da face do mais claro, adorava aquelas expressões de prazer e adorava ainda mais ser o causador delas.
– vai realizar meus sonhos? – perguntou sussurrado.
– ainda tem dúvidas?
JaeJoong se sentou sobre o moreno sentindo o membro roçar entre suas nádegas, enquanto se beijavam. Lentamente, sentiu ser violado até que por fim estava completamente sentado sobre o membro do moreno. Yunho mordia seu lábio inferior, controlando gemidos que mesmo assim escapavam. Estava completamente abrigado por JaeJoong, sentido aquele orifício o abraçar. O mais claro começou a se mover, subindo e descendo inicialmente devagar se acostumando àquelas sensações que se confundiam entre prazer e dor. Mas, como sempre o prazer tomava conta e quando percebeu rebolava despudorado sobre o colo do moreno.
Yunho acariciava toda a extensão do corpo exposto do mais claro, o beijando e por vezes lambendo. Sua mente estava turva e não aguentava mais controlar os gemidos que se misturavam ao do outro e tomavam toda a praia. Gotas se suor já escorriam pelas têmporas, o moreno acompanhou uma gota deslizar pelo corpo claro e se barrado pelo mamilo teso pelo prazer. Sugou aquela região e como resposta ouviu seu nome ser pronunciado em um gemido choroso.
Estavam completamente entregues um ao outro e aquele mar e céu era provas disso. Quando Yunho voltou a masturba-lo, JaeJoong o abraçou enroscando seus braços ao redor do pescoço do outro. Yunho Sentia que a qualquer momento chegaria ao ápice e isso fazia seus gemidos serem cada vez mais alto e arrastado, mas não queria se entregar aquele prazer sozinho, amentou mais a força de sua mão sobre o falo do mais claro o sentindo tremer já sem forças até para se mover sobre seu próprio pênis. Por isso, Yunho começou a mover seu quadril de encontro ao dele.
Estava a caminho, JaeJoong podia se sentir estremecer e os espasmos cada vez mais fortes.
– Yun... – gemeu próximo ao ouvido do moreno. – eu... ah...
Yunho continuou o masturbando, vendo o pré-gozo ser expelido, sabendo que não tardaria a ele gozar com o polegar tampou o canal da uretra e continuou a estoca-lo.
– Yun... – choramingou JaeJoong, olhando para a mão de Yunho em seu membro e depois o olhando em desespero. Estava cada vez mais próximo, seu corpo já gritava por redenção. – Yun, não... – miou, dando tapinhas no peito do moreno. Sentia que iria explodir, o prazer vindo como um tsunami e com o polegar em seu canal não havia como se aliviar. Os espasmos cada vez mais fortes, e o amante que não parava de estocá-lo. Ficaria louco, uma febre o consumia e o que restava era gritar. O moreno não aguentou, se desfez dentro do mais claro o marcando por dentro, JaeJoong ao sentir seu interior se umedecido seu corpo todo se contraiu e só ai Yunho tirou seu polegar deixando o canal livre e em segundos um orgasmo forte o atingiu.
Ficaram em silêncio por longos segundos. Apenas com suas respirações ofegantes e corações acelerados. JaeJoong não tinha forças nem para abrir os olhos, estava com a cabeça apoiada no ombro do moreno enquanto sentia aquelas mãos grandes deslizarem pela extensão de suas costas.
– gostou de me torturar? – perguntou e mesmo que Yunho não pudesse ver o sorriso percebeu o tom risonho.
– gostei! – também sorriu.
– Yun... – ainda de olhos fechados, sua voz era baixa e sonolenta. – to cansadinho...
– eu também! – riu. – quer ir agora?
– você vai dormir comigo?
– não posso, tive mó problema com meu pai hoje... – respondeu em tom de lamento.
– nhá... Chato!
– Mas, amanhã bem cedinho estarei lá te perturbando, o que acha? – colocou a mão em seu rosto o fazendo encara-lo. JaeJoong apenas meneou em um sim.
Vestiram suas roupas, e antes que Yunho ligasse o carro, ele se virou para o menor e o chamou.
– Jae, preciso te pedir uma coisa.
– o que? – o olhou curioso.
Yunho lambeu os lábios ganhando tempo para pensar em como dizer.
– Eu... Gostaria que você não... Não, não saísse com mais nenhum cara, entende?
– uhum... – concordou. Yunho não precisava ter pedido aquilo já que fazia um mês que JaeJoong não fazia programas, apenas ia ao bar para dançar e servir de companhia e sempre sobre os olhares cuidadosos do moreno. Mas tudo isso o despertou uma pergunta. – Yun... Estamos namorando?
A pergunta o pegou desprevenido, mas não tardou a responder:
– eu não sei. – sorriu. – mas, adoraria!
– então... – brincava com a barra de sua blusa. – por que não me pede?
Yunho pegou a mão que ele nervosamente enroscava na blusa o fazendo encara-lo.
– JaeJoong... – seu tom se tornou incrivelmente sério e o olhar que dirigia ao outro intenso. Tudo isso fez criar uma tensão entre os dois principalmente em JaeJoong que não se controlou e começou a rir fazendo Yunho ficar confuso apesar de também estar rindo.
– desculpa... – ainda rindo.
– você que pediu, poxa não ri! – gargalhava.
– deixa eu fazer isso então... – disse aproximando seu rosto ao do moreno. – Yunho gostoso quer se meu macho?
– ah, Jae... – era impossível parar de rir.
– tá demorando muito pra responder ê – cantarolou.
Yunho se esforçou para parar de rir e então disse: — claro que eu quero ser seu macho! – roubando um selinho do outro.
–Não quer realmente dormir aqui? – perguntou JaeJoong quando o Mustang estacionou em frente a sua casa.
– quero é claro que quero, mas não posso.
– seu pai é um pé no saco , hein! – ralhou e o moreno só pode concordar.
– eu prometo que ele não vai nos atrapalhar por muito tempo! – disse e suas palavras soaram confusas para o outro.
– como?
– ainda tá cedo, mas logo você vai saber! – sorriu. Esse lado misterioso era novidade para JaeJoong.
– hun, cheio de mistério... – sorriu maldoso. – okay, eu aguardo. Até amanhã então... – se curvou para um beijo de despedida.
– antes, tenho uma coisa pra você! – disse Yunho, saindo do carro sendo seguido por JaeJoong.
– o que é? – perguntou o outro curioso vendo o agora namorado abrir a porta malas.
Yunho retirou de dentro da porta mala um embrulho vermelho, era grande e estava um tanto amassado.
– eu não sou muito bom para embrulhar presentes. – disse meio sem jeito, fazendo JaeJoong rir.
– tudo bem, mas o que é?
– abra! – esticou em direção a ele. JaeJoong começou a rasgar e no momento em que percebeu o que era, seus olhos ficaram marejados.
– o edredom! – disse, puxando o tecido verde claro levando diretamente ao rosto, inspirando o perfume já bem conhecido do moreno. – obrigado!
– imaginei que você fosse gostar! – sorriu.
– eu amei! – dito isso, abraçou o namorado. – vou dormir agarrado a ele todas as noites imaginando ser você!
Yunho ficara sem palavras e um sentimento bobo de inveja e ciúme daquele edredom surgiu, mas por fim acabou sorrindo ainda mais depositando um beijo sobre o cabelo castanho do mais claro. Não seria aquele tecido a dormir com ele naquela e em todas as noites, seria Yunho, pois o moreno estaria onde é que JaeJoong estivesse e assim também seria para com o maior, que mesmo em outra casa, deitado em outra cama seu coração estaria com o namorado.
Eles ainda não sabiam, mas aquele sentimento confuso e sem nome que os atingira se chama amor.
Notas finais
desculpa se a história está parecendo corrida é que eu realmente preciso adiantar essa parte já que o foco da fic não é exatamente toda essa situação, muita coisa ainda vai acontecer.
a música escolhida foi Aerosmith - I Don't Want To Miss A Thing.
até a próxima. ;)
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