The One That Got Away
2 Imprevisível.
Notas iniciais
admito que estou empolgada com ela, já decidi muita coisa, inclusive que terá YooSu. =] mas, eles não serão o foco, okay? não se empolgem! XD
Min também dará o ar da graça. ;)
O Bar não existe mais, nem a casa onde cresci nem aquela onde ele morava. As ruas mudaram... Meu carro que nos servira de refugio por muito tempo, que presenciara nossos altos e baixos e guardara nossos segredos também se foi. Até mesmo a praia, Tudo mudou...
Areia estava fria de baixo dos meus pés descalços. Deixava minhas pegadas para trás caminhando com a ajuda gentil do meu neto mais novo que sempre me acompanhava. Mesmo sem saber a motivação que me levava àquela praia, ele não questionava apenas segurava meu braço como se tivesse medo de minha queda. Em determinado ponto, sentia sua mão se afrouxar, ele sabia que dali em diante eu seguiria sozinho...
Com meus passos curtos, lentamente me aproximei de uma grande pedra que tomava metros da praia e mais a frente formava uma piscina natural.
Tudo mudara... Menos aquela rocha. Estava ali, imutável, sobrevivendo há décadas, as passagens de estação, a solidão. E Meu amor por ele era assim, sólido, sobrevivendo às tormentas, aos anos e certamente aos séculos. Senti a água abraçar meus pés, uma corrente fina vinha me desejar boas vindas, mais uma vez. Não tinha um dia em que a lua fosse cheia e a maré alta que eu não estivesse ali. A nostalgia era minha melhor amiga. Ao meu lado me fazia recordar com dor, amor e ódio, nossos dias, Nossos eternos dias...
Fechou a cortina, evitando que a luz solar banhasse ainda mais seu quarto e viesse por acorda-lo. Foi dormir pensando no motivo que o fez leva-lo para sua casa e acomoda-lo em sua própria cama. Amanheceu, horas se passaram e Yunho ainda não tinha a resposta. Parado em frente à janela o olhava dormindo. Os cabelos castanhos caindo sobre a face pálida, mas não o suficiente para esconder seu belo rosto. Yunho se aproximou, e com uma mão delicadamente afastou a franja do garoto adormecido e colocando uma mecha de seus fios atrás da orelha. Seu semblante transmitia inocência, e pelo pouco que o conhecia sabia que era contrastante com sua personalidade. Perdeu-se nos segundos ali em pé.
A superfície macia e quente o deixava ainda mais dengoso e sem a mínima vontade de abrir os olhos. Puxou o edredom que o cobria até a altura do rosto sentindo um perfume gostoso se desprender do mesmo aguçando sua mente que despertava pouco a pouco.
Lentamente acordava. Espremeu os olhos, a luz do dia o incomodava deixando sua visão embaçada. A primeira coisa que viu, foi uma silhueta desfocada que gradativamente ganhava nitidez e logo viu um rosto que sorria para si.
– Oi
A expressão confusa logo se tornou de total espanto. Jogou o edredom que antes o cobria longe e se levantou em um supetão, indo em direção ao garoto moreno.
– SEU FILHO DA PUTA! – gritou. Yunho se afastou, mas, acabou por encontrar a parede atrás de si.
– calma! – ergueu as mãos, gesticulando para ele se acalmar.
– CALMA? – bateu nas mãos que eram erguidas em sua direção. – QUEM É VOCÊ?
Yunho o encarou incrédulo.
– como assim quem sou eu? Não se lembra?
– PORRA CARA, SE EU ME LEMBRASSE NÃO ESTARIA PERGUNTANDO.
Yunho riu, mas dessa vez não por achar graça e sim por nervosismos. Como explicaria a ele o que aconteceu?
– meu deus para de gritar! – pediu, assustado com a situação. – Meu nome é Yunho, nós nos conhecemos na praia, você estava bêbado e...
– MAIS É CLARO QUE EU ESTAVA BEBADO! — o interrompeu abrupto.
– shhhh...
– ACHA MESMO QUE SE EU NÃO ESTIVESSE VIRIA PARA UM MOTEL COM VOCÊ?
– não estamos em um motel, você tá na minha casa e para de gritar, meus pais vão me matar!
– O QUE? – JaeJoong ficou atônico aponto de perder a voz. – você me trouxe para sua casa?
– sim.
– você teve a CARA DE PAU DE ME ESTUPRAR NA SUA CASA COM SEUS PAIS PRESENTES?
– EU NÃO TE ESTUPREI! – aquela acusação foi demais para digerir. Se lembrava que havia prometido não o fazer mal. Mas naquela altura já estava com vontade de bater a cabeça dele contra a parede. – eu não toquei em você, nem chegamos a dormir na mesma cama.
– ah claro, bom samaritano! – disse em ironia cortante.
– Porra, olha... – foi até o outro lado da cama e apontou para o chão. JaeJoong o encarou com desconfiança antes de o seguir e olhar para o local indicado. – eu dormi aqui!
Ao lado da cama no chão, havia um colchão com cobertas e travesseiro. Com isso, JaeJoong olhou para si mesmo. Ainda estava com as roupas do dia anterior que parecia terem sido intocada, além de claro, seu corpo não reclamar de dor alguma, coisa que era bem comum quando acabava por ser violado e não se lembrava de como ou quando aconteceu.
Teve que admitir que estranhamente, aquele garoto estava falando a verdade.
– Hum...
– pode se acalmar agora?
– okay... – levou a mão direita ao cabelo os desgrenhando um pouco. – me desculpe.
Yunho suspirou, aliviado por te acalmado a fera e por fim, acabou por rir da situação incomum. – eu não acredito... – colocou a mão sobre a boca para abafar a risada alta.
– do que está rindo? – perguntou confuso.
– você realmente não se lembra de nada?
JaeJoong olhou para a cama, mas com pensamentos longe, buscando lembranças em sua mente.
– Foi você que bateu naquele cara estupido?
– oh... – Yunho sorriu. – é, então você se lembra?
– de poucas coisas.
– Mas já é um começo! – disse.
Quando saíram do quarto seguiram para a sala. JaeJoong vinha logo atrás de Yunho começando a se arrepender de seus gritos.
– Mãe, pai?
Cauteloso Yunho os chamou, temendo que eles tivessem ouvido bem os gritos.
Se sim, era melhor ir se preparando para uma discursão e ira principalmente de seu pai. Por isso, preferiu deixar que o garoto caminhasse atrás de si, assim podia protegê-lo.
Mas o tom amigável com que eles o cumprimentaram, relaxou sua musculatura o livrando dos temores.
– finalmente, já ia acorda-lo e... – parou o curto trajeto que fazia da cozinha a sala, quando viu um rosto novo atrás do filho. – Não sabia que tínhamos visita.
– ah, Mãe esse é o JaeJoong... Um amigo. –disse saindo da frente do outro que sorria educadamente para sua mãe.
– Oi, é um prazer. – disse ela retribuindo o sorriso que o outro o dirigia. – chegaram tarde não é?
– na verdade foi cedo, beem cedo! – respondeu Yunho, em ironia evidente, fazendo sua mãe o olhar com advertência. – desculpa, é foi tarde sim!
– bom, estão com fome, não? – perguntou ela, mudando o assunto, olhando ora para o filho ora para o amigo do mesmo.
– hun, eu já vou, não quero incomodar... – falou JaeJoong. Era a primeira vez que Yunho via uma expressão tímida nele, e teve que se controlar para não lhe aperta as bochechas por ser tão fofo.
– que isso querido, fique, fiz lasanha. – insistiu a mulher.
– Não precisa é melhor eu ir e...
– De jeito nenhum, não vai sair daqui de estômago vazio. – interveio Yunho, alias não o vira comer nada naquelas horas na praia, só beber. – depois eu te levo.
JaeJoong o encarou e viu determinação no olhar do moreno. E mesmo não sendo do tipo que abaixava a cabeça ou obedecia a ordens, não teve coragem de contraria-lo.
Na cozinha, o pai do seu mais novo amigo terminava uma xicara de café no balcão americano, enquanto os outros dois sentaram-se à mesa, um de frente pro outro.
Enquanto a mãe de Yunho agia de forma agradável e receptiva, JaeJoong sentiu a hostilidade no pai do mesmo. Alguma coisa na forma como ele o olhava de canto de olho não estava bem. Ignorou, era muito bom nisso. Aprendera com o tempo a fingir que nada era com ele. Que nada o atingia, o incomodava. Tinha uma mascara e a vestiu naquele momento.
Depois de um prato de lasanha, se acabaram no sorvete de chocolate com calda de morango. Yunho tinha a incrível capacidade de deixar vestígios do doce por sua boca. Em uma dessas vezes foi surpreendido pela mão de JaeJoong em seu queixo, limpando traços da calda. Ato que o deixou brevemente tímido.
– eu sei, sou uma criança. – riu de si mesmo.
Enquanto Yunho levava a louça para a pia, JaeJoong o aguardava na porta da cozinha. Depois de se despedir dos pais do garoto que o levaria em casa eles saíram e logo quando já estava porta a fora, JaeJoong paralisou ao ver o carro estacionado bem em frente a casa.
Yunho caminhava sobre a passarela feita em pedras em direção a ele, mas mesmo assim JaeJoong não conseguia acreditar que aquele fosse o carro do mesmo.
– Que foi? Desistiu de ir pra casa? – perguntou o moreno quando se deu conta de que não estava sendo acompanhado.
– Esse é seu carro? – apontou abobalhado para o automóvel, um Mustang conversível.
– é... – olhou de um a outro. – Okay, eu sei que é um carro velho, mas ele anda direitinho e nunca me deu problema.
JaeJoong se aproximou.
– Velho? Isso não é velho, isso é um clássico! – disse corrigindo as palavras do moreno como se tivessem sido a maior idiotice do século. Só então Yunho pode perceber que a cara de espanto do outro era em admiração.
– ah, você gosta de carros antigos.
– muito. – disse. – acho muito mais... sexy. – sorriu, e intencionalmente soando um tanto provocativo em sua ultima palavra. Yunho desviou o olhar das íris ônix com um sorriso um tanto tímido e bobo nos lábios e isso por causa de uma simples indireta. — vamos... – segurou o moreno pelo pulso. – me mostre a potencia do seu conversível.
JaeJoong se deixava deslumbrar. Nunca havia tocado, visto de perto e muito menos andado em um “clássico” como aquele. Olhava todos os cantos, mexia, procurava mais e mais descobertas. Yunho apenas achava graça, enquanto dirigia, sua visão periférica o mostrava as mãos ágeis do garoto se mexerem com demasiada curiosidade.
– JaeJoong, isso é só um carro, no que você tanto mexe? – riu do jeito infantil do outro. Mais parecia que acabara de receber um brinquedo novo que não sabia como montar.
– Shiu, não diga que ele é só um carro. – o repreendeu o olhando de forma séria. — ele pode ouvir! – sussurrou as ultimas palavras.
Voltou a prestar atenção à rua, mas com um sorriso cômico adornando seus lábios. Ele podia o tirar sorrisos facilmente.
– Oh...
Quando olhou, viu que ele havia pegado seus CDs de rock no porta luvas.
– Mais clássicos! – seus olhos quase brilhavam. Sem demora colocou um CD para tocar. Rock dos anos 80.
– não sabia que gostava de rock. – comentou Yunho, um tanto surpreso pelo gosto em comum que tinham, enquanto uma musica se iniciava.
– Bitch, please! – o encarou de forma descrente quase fazendo Yunho se acabar em gargalhadas. – meu lema é sexo, drogas e Rock’N’Roll.
Ele era louco se viu pensando nisso enquanto se divertia o vendo balançar para cima e pra baixo a cabeça no ritmo da guitarra. Batida rápida e pesada, mas que não deixava de ser dançante.
“(...)Um sorriso angelical é o que você vende
Você me prometeu o céu, então, me botou no inferno
Correntes de amor conseguiram me prender
Quando o amor é uma prisão você não consegue se libertar
Uau, você é uma arma carregada, yeah
Uau, não há para onde fugir
Ninguém pode me salvar
O estrago está feito(...)”
Seu cabelo dançava a gosto do vento. Sua voz se misturava com a do som, e acabou por fazer daquele carro um show de rock. Yunho não se controlou acabou por ser contagiado. Aumentou o volume no refrão e se juntou a ele na cantoria desenfreada.
“Atingido no coração e você é a culpada
Você dá ao amor uma má reputação
Eu fiz meu papel e você fez o seu jogo
Você dá ao amor uma má reputação
Você dá ao amor... uma má reputação.(...)”
As pessoas em outros carros mais as que passavam na rua os olhavam de principio assustadas com a musica alta mais os garotos descontrolados cantando a plenos pulmões. Mas, depois percebiam que não se passava de uma diversão inocente. Os vendo rir e se divertir como se não houvesse ninguém mais ali, como se o mundo fosse apenas dos dois.
Yunho havia diminuído a velocidade do carro e mal ouvia as buzinas de protesto e muito menos ligava por vários carros que o ultrapassava, muitas vezes o mandando gestos nem um pouco educados. Não prestava atenção em nada a não ser naquele anjo rebelde ao seu lado e no momento que estavam compartilhando.
Quando a música acabou, foi como se tivessem sidos jogados para a realidade. Ainda riam e quando percebiam a revolta que haviam causado no transito, riram até lagrimas caírem de seus olhos.
– CARALHO... – JaeJoong gargalhava, completamente jogado no banco do carona. – minha barriga...
– Não lembro da ultima vez que rir tanto... – comentou Yunho abaixando o som do carro e aumentando a velocidade do mesmo. – mas, acho que fizemos um pequeno escândalo.
– quem liga? Eu não, você liga?
– olha minha cara de preocupado... – olhou casualmente para JaeJoong . – foi foda! – sorriram cumplices. Voltou a olhar a rua. – onde você mora?
Pela primeira vez desde que entrara naquele carro JaeJoong olhou para fora dele. Passando seus olhos ao redor chegou à conclusão.
– Ih, cara acho que você passou.
– okay, vou dá a volta.
O rápido retornou foi feito em silencio excerto pela música em volume baixo que tocava. JaeJoong olhava Yunho, o perfil do moreno enquanto dirigia, analisou seus traços, a tonalidade da pele, o corte de cabelo... Não havia prestado tanta atenção a isso antes e se perguntara o porquê, já que ele era atraente demais para se passar despercebido.
Usava uma regata de cor escura. Seus braços ficavam a mostra e eram fortes, as mãos que seguravam o volante eram grandes e bem masculinas. Acabou olhando para sua própria mão que era mais delicada e mesmo que pouca coisa, ainda sim era menor que a do moreno. Olhando para um homem como Yunho podia entender por que sempre fora confundido com uma garota na infância, as confusões acabaram já que seu corpo mudara e ganhara músculos e formas mais másculas, mas nunca poderia se comparar com Yunho que tinha uma virilidade natural que era transmitida até mesmo pelo olhar.
Yunho percebera que era alvo do olhar do outro a seu lado e fez o possível para fingir que não percebera já que estava gostando daquela atenção exclusiva nunca dada antes. Acabou por não conseguir ignora-lo por mais que alguns poucos minutos.
– quando chegar à sua rua me avisa. – pediu.
Os lábios, o biquinho sensual que se formava neles naturalmente e a forma como as palavras eram pronunciadas. Nada passava despercebido pelas íris ônix.
– uhum.
Por que não conseguia tirar os olhos dele?
Talvez tivesse a ver com a forma como ele o tratava. Mesmo sem entender o motivo, ele era respeitoso e mesmo ainda sendo estranhos um para o outro, sentia o jeito caloroso como ele o olhava. Os sorrisos fácil que ele sempre o dava e nunca o vira agir ou o tratar com malicia, mesmo com seu próprio jeito naturalmente malicioso. Pelo menos não se lembrava, e sua mente o recordou de que havia certas coisas que não se lembrava da praia.
– Yun...Ho... – o chamou com cautela, não tinha certeza de aquele ser o nome do mesmo.
– hun?
“acertei!”
– O que aconteceu na praia?
– Nada... Só bebemos, fumamos e conversamos. – disse. O olhando em seguida. – está desconfiado de algo?
– não. Só queria saber como agi.
– Bem... – disse, se lembrando em seguida da apalpada em sua parte intima. Fora molestado e pensar nisso o fez rir.
– o que?
– Nada. – reprimia o riso.
– fala! – insistiu JaeJoong e em meio a relutância do moreno começou a insistir sem parar. – fala, fala , fala...
– tá bom! – se rendeu. – é que você...
– eu? – curioso.
– Você...
– FALA LOGO! – paciência tem limite.
– VOCÊ ME MOLESTOU! – gritou, se arrependendo em seguida, se lembrando que estavam na rua.
– eu? Hahaha, pobre garoto indefeso né? – cruzou os braços o olhando sarcástico.
– não consegui reagir. Você me pegou desprevenido. – se defendeu.
– hun... Sei, e o que eu fiz? – soltou os braços.
– Você...
– não começa! – avisou o olhando sem humor.
– você me apertou... Bem no alvo.
– sério? – fez uma carinha sapeca. – e você gostou?
Yunho engasgou com a própria saliva.
– eita! – riu das tosses desesperados do outro. – é só responder.
– eu, bem...
– não ta lembrando? –disse de repente, interrompendo Yunho. Fez sua melhor cara de coitado e disse: — Deixa que eu te relembro...
E como na primeira vez, pegou Yunho de surpresa quando suas mãos se afundaram entre as pernas do moreno. Yunho agarrou forte o volante, já que JaeJoong roçava com muito mais força aquela região.
– Jae... eu ... to... Dirigindo... – disse com esforço já que o toque erótico do outra era estimulante.
– Diz se gostou? – provocou, apertando mais o membro escondido pelo jeans.
– hun... uhum...
– O que? Não entendi? – estava adorando aquilo. O olhar do moreno que se tornara mais estreito e os lábios comprimidos.
– sim... Eu gosto... Digo, gostei! – aquela situação confundia seus pensamentos. Antes de solta-lo, roçou mais sua mão com força naquela região.
JaeJoong ria sozinho enquanto Yunho tentava controlar sua mente para que não surgisse uma ereção ali mesmo e acabasse o deixando mais constrangido. Momentos depois JaeJoong anuncia:
– Vira na próxima rua...
E assim Yunho fez.
– é aquela ali... – apontou para sua casa. E logo o carro estava estacionado em frente à mesma.
– está entregue! – disse Yunho sorrindo, mesmo que por dentro quisesse ter feito daquele ‘passeio’ mais longo.
– obrigado!
– por nada.
Mais parecia que JaeJoong estava relutante em sair daquela carro. E estava. Fora um golpe de sorte encontrar aquele garoto e se depois que saísse daquele Mustang nunca mais se vissem? Era tolice pensar naquilo, sim era, pois vivera vinte anos sem ele, por que de repente em menos de um dia sentia que dependia dele para o resto de seus dias.
Tolices...
– tchau! – disse de súbito abrindo a porta do carro.
O sorriso do rosto moreno sumira, junto com o olhar cheio de alegria que possuíra durante todo o trajeto. Ele estava indo, mas... até quando?
O viu dá dois passos e com a mesma forma súbita com que saíra, voltou. Yunho sorriu abertamente, mas isso não durou muito, pois de forma desesperada seus lábios foram tomados em um beijo avassalador. Não se deu conta de como, só de que estava o beijando, experimentando seus lábios, brigando por espaço, descobrindo seu lado possessivo. Mas, como nada naquele garoto era previsível, ele findou o beijo sem um motivo evidente... O corpo de Yunho estava começando a esquentar e de repente, acabou. Deixando um moreno aéreo.
Com um sorriso torto de satisfação, voltou a saltar do carro, bateu a porta e se apoio nela.
– se quiser me ver de novo, anoite no Jungle Bar... – o lançou uma piscadela, antes de sair e logo depois sumir atrás da porta de madeira de sua casa.
Yunho ainda estava meio no ar, tentando organizar tudo que acontecera nos últimos minutos. Se demorando mais na lembrança do beijo. No sabor, na textura... Sorriu bobo, mordendo seus próprios lábios sentindo o coração ainda saltar no peito.
Jungle Bar.
Depois do coração agitado se acalmar no trajeto de volta a sua casa, se lembrou de onde conhecia aquele local. Seu pai vivia falando desse tal bar, que era um lugar sujo, que só pessoas de má índole frequentavam e que preferia a morte a ver o filho dele pisando lá, tudo isso por ser um bar gay.
Mais parecia que ouvia a voz do seu pai. A insatisfação manifestava em uma ira sem fim. Parecia que sentia o peso do dedo dele em seu peito enquanto o xingava e dizia que preferia nunca ter tido um filho, que ele era uma vergonha... Aquilo devia ser uma sensação de culpa, não sabia dizer já que nunca sentira antes. Só sabia que não estava arrependido da decisão, não havia motivos para arrependimento já que estava fazendo aquilo que sentia que devia. Simples, estava seguindo sua intuição enquanto dirigia em direção ao Jungle Bar, o antro de pecados. Riu com esse ultimo pensamento.
Estava contando com a própria sorte, enquanto estacionava o carro em um lugar longe. Se alguém o visse entrar naquele bar estava perdido. Colocou o capuz do casaco que vestia tampando o máximo que podia seu rosto. Indo a pé, olhava para todos os lados como se fosse um fora da lei. E logo chegou a pequena porta de entrada. Para qualquer um, aquilo não se passava de uma simples casa. Nada que chamasse a atenção a não ser a música que vinha lá de dentro e o letreiro luminoso escrito “Jungle Bar” a cima da porta.
Deu uma ultima olhada, nada para se preocupar ao redor e depois entrou.
A iluminação era propositalmente precária. A música não era alta nem chegava a ser barulhenta. Estava na altura certa para ser agradável e a batida era razoavelmente lenta, envolvente, era a palavra certa. Havia mesas redondas de madeira espalhadas e um balcão ao fundo. O Lugar cheirava a tabaco, mas não chegava a ser desagradável. E havia uma fina camada de fumaça que lembrava nebrina disperso. Mas, tudo isso pareceu se desfazer quando seus olhos o encontraram.
Um pequeno palco onde as luzes se concentravam e homens se amontoavam ao redor para vê-lo. Uma barra vertical era tudo o que o fazia companhia, enquanto ele se exibia em uma dança sensual cheio de sorrisos depravados e expressões tentadoras para sua devota plateia. Precisou de força e muito bom senso para não puxa-lo daquele palco e tira-lo daquele lugar.
JaeJoong estava sem camisa, sua pele alva e delicada tão a exposta para tantos olhos canibais. Uma calça de couro deixava sua perna torneada e marcava bem seu sexo, deixando muitos ali de água na boca. Inclusive Yunho, que mesmo preferindo vê-lo fora dali, não podia negar, era tentador demais. Homens depositavam notas dentro do cós daquela apertada calça quando ele se aproximava.
Quando o dançarino lançou uma rápida olhada para o restante do local sentiu seu coração falhar uma batida quando viu aquele moreno parado o encarando tão concentrado, o capuz já não cobria seu rosto. Não demostrou, nem ao menos percebeu, mas começou a dançar exclusivamente para ele. Passou a existir apenas os dois.
Não soube quando tempo se passou, mas ali o tempo não importava. Só se deu conta do lugar quando o viu sair do palco e outro garoto, igualmente jovem e bonito mais infinitamente menos belo e sensual que JaeJoong, começar a dançar. Quando ele passou pelas dezenas de homens, nenhum deles perdeu tempo em tentar se aproximar. Toca-lo, presenteá-lo com mais notas com as intenções obvias de levá-lo para algum outro lugar e... Não, aquilo era demais para Yunho. Pensar nisso o gerava ânsia de vomito. Mas, sabia, sabia que ele fazia aquilo, ele mesmo deixara claro diversas vezes nessas menos de 24 horas que se conheciam.
Aproximou-se do pequeno tumulto quando percebeu que ele não conseguiria sair dali tão facilmente. Fechou sua expressão a deixando o mais temível possível e sem explicações o puxou o arrastando para longe daqueles homens nojentos. JaeJoong não o impediu, pois era exatamente isso que queria que ele fizesse.
– Você veio! – sorrindo maravilhado. Havia perdido as esperanças de que ele fosse aceitar seu convite de mais cedo.
– Por que não me disse...? – perguntou, pela primeira vez não correspondendo o sorriso do outro. Não estava bravo, mas chateado. – que dançava aqui.
– por que você não me perguntou! – disse com a resposta na ponta da língua, sem o menor rodeio e sem tirar o sorriso. Estava realmente satisfeito com a presença do moreno.
– talvez por que eu não fizesse a mínima ideia! – contrapôs, agora sim mostrando sua chateação. Estavam encostados no balcão onde não havia mais ninguém, além do barman a poucos metros deles.
– Está com ciúmes, Yunho? – cruzou os braços o encarando de forma sarcástica. Não acreditava no ciúme do moreno, mas pensar daquela forma o trazia satisfação inexplicável e uma sensação de que quem sabe podia se tornar verdade.
Yunho por outro lado não respondeu de imediato. Não era do tipo de negar seus sentimentos, mas estava confuso. Por se conhecerem há tão pouco tempo não sabia o que sentia em relação a ele. Mas, uma coisa era certa. Algum poder sobre si ele tinha.
– Não sei... – resolveu dizer. Nunca abrira seus sentimentos antes. – eu realmente não sei.
A pose de JaeJoong logo mudou. A expressão sarcástica se tornou surpresa. Esperava um ‘não’ ou talvez uma resposta também cheia de sarcasmo, mas não aquelas palavras de duvida sendo pronunciadas de forma tão sincera.
Yunho se virou de frente para o balcão e chamando o barman em seguida.
– quer beber alguma coisa? – perguntou, olhando para o garoto que parecia paralisado. E sim, estava completamente desarmado. JaeJoong fez que sim em um aceno breve de cabeça. Se ele queria dar o assunto por encerrado, então que assim fosse.
– Vodca. – disse, puxando um banco de madeira para se sentar.
Yunho pediu dois copos. Puxou outro banco se sentando de frente para o dançarino.
Ficaram se encarando sem nada dizerem até as bebidas serem entregues. Uma coisa se passava na cabeça de ambos e era a pergunta sobre o que estava realmente acontecendo. Desde o primeiro encontro na praia a aquele bar, alguma coisa estava mudando. Não era algo visível, mas que cada um percebia em seu intimo.
Uma conversa se iniciou naturalmente. Enquanto bebiam, riam como se estivessem em um lugar completamente diferente. Mas, hora ou outra alguém vinha os lembrando de onde realmente estavam.
Os homens não se intimidavam com a presença de Yunho. Tocavam JaeJoong e faziam propostas ao pé do ouvido na sua frente. O outro, sempre de um jeito educado os dispensava. O ultimo a se aproximar foi a gota d’agua para o moreno.
– que saco isso JaeJoong, vamos sair daqui! – disse Yunho, com a impaciência misturada a algum outro confuso sentimento.
– não posso ainda estou fazendo meu horário. – respondeu. – eles só estão te testando. – disse causando estranheza no outro. – por que você ainda não me tocou, não está agindo como qualquer um deles.
– então eles veem aqui... – disse reticente, tentando entender o que ele quer dizer.
– saber como reage para então roubar sua presa. – sorriu malicioso. – e adivinha quem é a presa...
– isso torna de mim o predador...? –riu, gostando de como aquelas palavras soavam. – o que faço para eles pararem?
JaeJoong se levantou no banco, seu copo de vodca já estava vazio sobre o balcão. Lentamente quebrou apequena distancia que o separava do moreno, enlaçando seu braço ao redor do pescoço do mesmo.
– apenas mostre interesse. – disse, enquanto seus lábios deslizavam pelo pescoço amorenado de Yunho o fazendo fechar os olhos, ao sentir um breve arrepio. — Você não tem muita experiência, não é mesmo?
– com garoto de programa, nenhum...
E, como se tivesse levado um choque, JaeJoong se afastou abruptamente, encarando Yunho com uma expressão quase que de dor estampada na face, deixando o moreno sem entender. Alias, não teve a intenção de ser ríspido e mal sabia o peso daquelas palavras para o outro. O dançarino se virou de frente para o balcão apoiando as mãos sobre a mesa e abaixando a cabeça.
– O que...? – perguntou Yunho assustado com a reação do outro, tentando olhar em seu rosto.
Alguns segundos se passaram até uma resposta vi.
– Nunca mais diga isso! – disse o encarando com repressão. – nunca mais me chame assim... Entendeu?
–s-sim! – concordou, se sentindo confuso. – desculpe!
– vamos sair daqui! – decidiu JaeJoong, segundos depois. – vou pegar minhas coisas.
Saiu sem ao menos esperar a resposta de Yunho. Esse, ficara aliviado, o que ele mais queria era sair dali e ter uma chance de se desculpar melhor com JaeJoong, alias percebera que ele ficou magoado com suas palavras e a ultima coisa que queria era feri-lo, mas para isso precisava o conhecer melhor, entender seus motivos, suas dores, sua vida...
“Arsh... por que quero tanto ficar perto dele?” pensou.
Quando ele voltou, trazia uma mochila pendurada no ombro e ainda vestia a calça de coro, mas colocara uma blusa branca de manga cumprida que ia abaixo de sua cintura.
Saíram do bar e foram caminhando sem destino lado a lado, mas em total silencio. Yunho o olhava furtivamente, querendo dizer algo, mas sem palavras. Quando se deram conta, já estavam na praia com seus pés afundando na areia. JaeJoong parou a caminhada se apoiando no ombro de Yunho para retirar o coturno que usava ficando com os pés descalço.
Yunho também retirou o tênis e continuaram a caminhar.
– Desculpe... – a primeira palavra dita pelo moreno em longos minutos.
– você já disse isso. – respondeu JaeJoong se mostrando fechado a conversas. Só queria o barulho do mar naquele momento.
Seus pés afundaram na água em uma rasa piscina natural pelo fechamento parcial de duas rochas. As crianças adoravam ficar ali, mas como era noite já próxima a meia noite, estava vazio. JaeJoong andava chutando a água, enquanto respingos molhavam sua calça. Com a maré alta, as ondas do mar chegavam até a piscina já sem força mais o suficiente para agitar a água, deixando suas calças molhadas rapidamente.
Andaram sobre as pedras até mais uma vez estarem sobre a areia fofa.
O silencio já estava matando Yunho por dentro. Queria gritar pelo perdão dele, fazer qualquer coisa para vê-lo olhar em seus olhos como antes, mas nada fizera talvez o melhor mesmo a fazer fosse respeitar o silencio do outro.
Deixaram seus pertences no chão e encostaram-se a uma pedra, um ao lado do outro. Yunho de braços cruzados não podia segurar a vontade de olha-lo, isso compensava o silencio. Parecia que sem perceber havia se erguido uma muralha entre eles, mas quando ouviu a voz quase que sussurrada de JaeJoong ela se desfez completamente.
– Yunho... – o chamou, deixando o nome do moreno escorregar de seus lábios.
– hum...
– Não faço por que gosto... – sua voz soou fraca, era a primeira vez que falaria com alguém sobre sua vida, a primeira vez que sentia confiança e necessidade de desabafar.
– Nunca achei isso... — Seus olhos se encontraram brevemente e Yunho viu um brilho excessivo neles. Estavam marejados.
– eu sei o que faço e não preciso que ninguém me lembre. – continuou, sentindo seu coração se abrir a cada palavra. — Não preciso desse rótulo, a humilhação que já sofro é o bastante.
Uma lagrima saltou de seus olhos e rapidamente a secou.
Yunho sentia suas mãos atadas e sua garganta se fechou. Queria muito ter as palavras certas, mas não sabia o que fazer. Inseguro demais até para se mover. Em seus olhos encontrou a forma de se expressar. Neles transmitia todo o pesar que sentia. E JaeJoong pode se sentir acolhido quando voltou a encara-lo.
– Não faço isso por ser dinheiro fácil... – disse, olhando firme nas íris do moreno. – por que não é... – não pode mais segurar, as lagrimas rolavam copiosamente, riscavam seu rosto. – não é...
Seus joelhos fraquejaram e Yunho o segurou pela cintura quando percebeu que ele ia ao chão. JaeJoong se agarrou ao moreno encontrando naquele abraço não só apoio, mas seu porto seguro. Yunho o acomodou em seu peito, o cercando com seus braços, fazendo um carinho sobre seu cabelo que balançava com a brisa vinda do mar.
Ele chorava, molhando seu pescoço e humedecendo sua camisa. Emitia gemidos baixos colocando para fora toda sua dor. Apertava-se mais contra o corpo do moreno, como se quisesse se fundir a ele, e queria, queria nunca mais sair daquele abraço.
– ta tudo bem... – dizia Yunho, ainda com o carinho em seu cabelo. – comigo você está bem, não vou te fazer mal, eu juro. – depositou um beijo na cabeça de JaeJoong, se sentindo tão responsável por ele como jamais se sentira antes por nada, sem por si mesmo.
Pouco a pouco, o choro se resumia a pequenas fungações que minutos depois sumiram, restando mais uma vez o silencio. Yunho chegou a pensar que ele houvesse adormecido, mas uma leve agitação em seus braços o avisou que ele estava acordado e muito bem acordado.
JaeJoong parara de chorar há tempos e a dor no peito que sentia quando começara a desabafar com o moreno não passou de um momento de desespero que quando fora envolvido naquele abraço desapareceu. Agora não queria sair dali, não queria ter que solta-lo e voltar a sua realidade. Sentia-se tão bem, enquanto sentia as caricias inocentes em sua cabeça, o calor de seus braços, sua voz dizendo tudo que ele precisava ouvir e principalmente... Aquele perfume. Queria se agarrar mais e mais a ele, apenas para também se impregnado por aquele perfume. O mesmo que o despertou naquela manhã, exatamente o mesmo cheiro daquele edredom que o envolveu durante suas horas de sono.
– Yun... – miou.
– hum... – seus lábios se curvaram em um pequeno sorriso. “Yun” adorou aquele apelido e a forma como foi pronunciado.
– você tem um cheiro tão bom... – afundou mais seu rosto na curva do pescoço amorenado. – me dê seu edredom?
– hã? — tentou o olhar, mas ele estava colado demais a seu corpo.
– ele tem um cheiro bom também... Igual ao seu.
– talvez por que seja o meu edredom. – riu, fazendo JaeJoong também rir mesmo que de uma forma mais fraca, dengosa é a palavra certa. – não seja bobo, seu cheiro também é ótimo! – afundou o nariz nos cabelos castanhos, aspirando o perfume misturado ao cheiro do mar.
– não é a mesma coisa... – levantou a cabeça, e seus olhos foram diretamente ao dele, depois desceram até a boca carnuda e convidativa. Mordeu seus próprios lábios se lembrando do primeiro beijo dentro do Mustang e em como foi incrível, único, saboroso...
Não teve como terminar o raciocínio, dessa vez ele o beijara, tomando sua boca com luxuria o fazendo corresponder da mesma forma. O choque de suas línguas, a briga por espaço, a dominação imposta. Suas mãos que não tinham um lugar certo para estar, o fogo que os consumia em um simples beijo... Alguma coisa estava crescendo no peito de ambos. Alguma coisa que fazia o coração acelerar de tal forma que mais parecia que sairia do peito.
A intensidade do beijo diminuiu, mas não à vontade. O ar fazia faltava, mas eles não queriam que terminasse, queriam mais um do outro. Depois de recobrarem o ar, voltaram a se beijar, entre palavras de proteção e carinho que saiam dos lábios de Yunho, fazendo JaeJoong querer mais e mais ficar perto dele, tornando o beijo mais e mais especial.
– Eu nunca vou me esquecer desse momento, Yun... – disse JaeJoong voltando a abraçar o maior com toda sua força. Sentia que mau algum podia o atingir estando nos braços daquele homem.
Yunho sorriu, olhando para a Lua cheia tão majestosa naquele céu escuro.
– Eu também... – uma certeza infinita tomou conta de si. Olhando tudo ao redor, teve a certeza de que se lembraria de cada detalhe.
Aquela praia, aquela rocha onde estavam encostados e a Lua cheia que os banhava com seu brilho eram os cumplices daquele sentimento tão clandestino que os invadia.
–x-
O Mustang estacionou pela segunda vez do dia, em frente aquela casa e como a primeira vez, a despedida foi difícil.
– eu trabalho no Bar todos os dias... – disse JaeJoong. – se quiser ir lá... pra...
– claro que eu vou lá pra te ver! – respondeu Yunho, como se lesse a mente do outro. JaeJoong sorriu fácil com suas palavras. – e, se você quiser, posso te buscar aqui algumas vezes para agente ouvir rock!
– ow – um sorriso infantil pouco conhecido por Yunho tomou seus lábios. – seria ótimo.
– é... – sorrindo, não resistiu, suas mãos foram quase que involuntariamente para a face pálida de JaeJoong, o acariciando na bochecha. – quando eu for, quero que você fique apenas comigo... Eu pago pelas nossas conversas na praia... – sorriu.
– Não quero seu dinheiro Yun... Só seu abraço. – e dito isso, Yunho o abraçou, deixando que a cabeça dele repousasse em seu ombro. – obrigado por hoje.
– eu juro que nunca mais vou dizer aquelas palavras. – jurou, beijando a testa daquele garoto que estava o arrebatando pouco a pouco.
– agente se ver. – se despediu, e com muito pesar JaeJoong saiu do carro. Yunho esperou que ele entrasse em casa em segurança para depois, voltar às ruas.
Quando fechou a porta, e olhou para o pequeno cômodo onde ficava a sala, se sentiu solitário e a louca vontade de correr atrás dele e implora-lo pela companhia o atingiu em cheio, mas permaneceu ali parado até suas pernas o levar para o pequeno sofá, largando seus pertences no chão pelo caminho. Jogou-se naquele estofado de costas e logo lembranças encheram sua mente o tirando um sorriso.
– Yunho... – o nome deslizou de seus lábios.
Acabou pegando no sono ali mesmo, com a imagem do moreno em sua mente, zelando seu sono.
Notas finais
Espero que tenha ficado bom. terá muito love ainda entre esses dois, mas claaro que muito drama virá também.
e pretendo fazer em todo cap a introdução dos pensamentos do Yunho no futuro.
E apesar da história se inspirada em uma música da Katy Parry, colocarei letras de algumas outras músicas. Dessa vez foi uma do Bon Jovi "You Give Love A Bad Name" eu super imaginei a cena deles cantando essa música e o JJ lá batendo cabeça KKKKKKKKKKK~
Carro do Yun: http://www.autoantigos.com/photos/Mustang%20e%20Jeep/Mustang%20Conversivel%20R$%20105%20%20oldride.jpg
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