The Oncer Games

3 Explosão de cores


Notas iniciais
Capitulo novo *o* Quase meti um aerodeslizador nos contos de fadas kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Ms ñ...
Espero que gostem...

Fui acordada por Effie que bateu a minha porta mais radiante que o sol que mal havia saído do horizonte. O povo da Capital acordava tarde mas tínhamos que estar bem apresentados ao chegar. Eu estava acostumada a acordar cedo pra ir caçar com Gale, mas tinha passado boa parte da noite em claro lendo trechos do livro do Henry.

Tomei um banho rápido, pus o mesmo vestido e fui me sentar na mesa para tomar café da manhã. Assim que cheguei Graham já estava lá rindo de algo que Effie dizia do seu jeito animado. Quando ele me viu seu sorriso se fechou. Tive que respirar fundo pra controlar minha vontade de pular em cima dele e esgana-lo. Enquanto lhe lançava um olhar mortal, Jefferson passou por mim quase me derrubando.

- Pelo visto esse vai ser outro ano daqueles – reclamou, ao sentar na mesa, se referindo ao meu desiquilíbrio.

Me recompus e puxei a cadeira ao lado de Effie. Nunca tinha visto uma mesa tão cheia de coisas antes, eram tantas opções que eu nem sabia por onde começar.

- Ah quando chegarmos esconda o livro querida – me instruiu Effie enquanto eu ainda vislumbrava a mesa.

- Ela trouxe um livro? – Perguntou Jefferson rindo.

- Meu irmão insistiu para que eu trouxesse. É importante pra ele – expliquei me controlando pra não xinga-lo.

- Importante pra ele é você sobreviver.

- Se você parar de beber e de me encarar como um fracasso antes mesmo me conhecer talvez eu tenha chance – disse de uma só vez.

- Chocolate quente – Gritou a sorridente Effie, me empurrando uma xícara com um liquido marrom, tentando barrar a discussão que se iniciaria.

- Obrigada – agradeci olhando para o liquido desconhecido.

Jefferson, que estava pronto para rebatar, fechou a boca com o grito de Effie. Ele cerrou os olhos pra mim e pegou seu fiel cantil para derramar a bebida alcoolica na xícara com café. Esse gesto me fez lembrar da sua cicatriz.

- Conseguiu essa cicatriz na Floresta? – Perguntei olhando diretamente para seu pescoço.

- Não, mas foi em um dos jogos de Regina – respondeu com o olhar distante.

- E como é lá? – a voz rouca e firme de Graham me causou um peculiar arrepio que eu espero não ter demonstrado.

- A coisa mais horripilante que se possa imaginar...

- E como você ganhou? – me adiantei.

- Acreditando – respondeu depois de um longo gole em seu café batizado.

Essa resposta foi estranha, não se ganha um jogo sangrento apenas acreditando. Os Tributos Carreristas talvez até pudessem se dar a esse luxo, com todo treinamento que eles recebiam e até o apoio que ganhavam na hora em que se voluntariavam. De qualquer forma não queria afrontar mais a Jefferson, pois parte da minha sobrevivência dependeria dele e não seria muito inteligente ficar o questionando e contrariando. Não queria que ele favorecesse Graham, então me calei.

Nos minutos seguintes mantemos nossas bocas ocupadas com tantas coisas que tinham na mesa.

- Seu irmão era o garotinho por quem o bonitão aqui se ofereceu? – Jefferson quebrou o silencio.

Pela primeira vez desde que sentei na mesa olhei pra Graham, ele mergulhava o pão na xícara de chocolate quente e me encarava com os olhos arregalados.

- Não sabemos se foi por Henry que ele se ofereceu ou por glória própria.

Effie parou de mexer a colherzinha na sua xícara e Graham deixou o pedaço de pão cair dentro do liquido marrom. Estavam surpresos por eu ter dito isso. Graham provavelmente estava assustado por eu ter descoberto a sua farsa.

- Você é mais esperta do que eu pensava – assumiu Jefferson após soltar uma gargalhada.

O ambiente ficou mais escuro quando entramos no túnel que dava a volta nas montanhas que protegiam a Capital. Na Primeira Revolta, que resultou na destruição do Distrito 13 e nesse banho de sangue jovem denominado Oncer Games, os rebeldes tinham que escalar essas montanhas para poderem atacar, e quase sempre eram derrotados por uma chuva de fogo dos aerodeslizadores.

Ao terminar de tomar uma xícara de chocolate quente, aquele liquido marrom com o sabor mais esplendido que nunca havia experimentado antes, olhei para janela e vi aquela explosão de cores se aproximando de mim, parecendo que ia me atacar de tão exageradamente fortes que eram. E logo elas começaram a se misturarem e se moverem. As cores estavam acenando pra nós alegres e espirituosas como Effie. Era um turbilhão de pessoas, ou cores porque era isso que as definiam.

- Vão, acenem pra eles, mostrem como estão contentes por serem seus ventríloquos nessa vingança sangrenta da Regina – cuspiu Jefferson com um sarcasmo que se transformou em raiva.

Instintivamente me dirigi até a janela e dei o meu melhor sorriso, ignorando o fato de todas aquelas cores estarem agredindo a minha vista, enquanto Jefferson e Graham me olhavam boquiabertos na mesa.

***

Snow sentiu um aperto no coração ao olhar aquela montanha que abrigava o castelo pontiagudo da Rainha, de longe não pareciam tão imensa e medonha. Mas agora cara a cara o monstro parecia prestes a desmoronar e engoli-la. Ao menos se ela pudesse escala-la com Charming não sentiria tanta agonia. Mas tinha a pequena Emma, e David chutou na sua enorme barriga a lembrando da sua pequenina existencia.

Ela fechou os olhos e enquanto uma lágrima escorreu pelo seu rosto, ouviu o sinal, um uivo distante e arrepiante. Uma sequência de assobios e passos quebraram o silêncio e um a um seus amigos foram saindo da proteção das sombras.

- Você vai ficar bem? – perguntou Charming a puxando pra trás.

- Só se você ficar.

- Snow você sabe... Eu estou fazendo isso por nós, por Emma e por David.

- Eu sei... Alguém tem que dar um basta em Regina. Então faça isso, volte e me encontre no lugar marcado.

- Eu vou te encontrar Snow!

Os rebeldes já escalavam a montanha, alguns com equipamentos improvisados da mina, outros a mão pois ela era bem rochosa. O calafrio quase derrubou Snow novamente quando ela olhou para a gigante rochosa.

- Snow, vai ficar tudo bem, eu prometo.

- Você não sabe do que ela é capaz – ela começou a chorar enquanto apertava com uma força inexplicável as mãos de Charming.

- Eu sei de todas as coisas horríveis que ela já fez, e é por isso que estamos fazendo isso.

- Se ao menos eu pudesse ir com você,

- Não. Emma e David precisam de você e eu agora tenho que ir – ele olhou pra trás enquanto Snow soltava suas mãos devagarinho – Eu volto – então lhe deu um último beijo e se foi.

Já havia muita gente na montanha, alguns já estavam lá em cima, vários pontinhos espalhados pela gigante rochosa. A medida que Charming subia e diminuía o coração de Snow também ia ficando pequenininho.

Então ela sentiu um leve vento lhe soprar os cabelos e o vestido, mas não era confortante, nem fresco, seu coração doeu quando o céu foi coberto por nuvens roxas trovejantes saidas de um redomoinho que havia nascido acima do maior pico do castelo negro de Regina. As nuvens se juntaram e cobriram a parede rochosa evolvendo todos nela.

- CHARMING – ela gritou correndo em direção à montanha.

Mas antes que chegasse lá, corpos começaram a cair e uma pequena porção da fumaça roxa, se separou da maça brutal da onde ouvia-se gritos e chovia corpos, carregando Charming.

- Snow – gritou Charming sendo levado para o castelo de Regina pela fumaça roxa que o envolvia.

- Eu vou te encontrar – gritou ela de volta – Eu sempre vou te encontrar.

Então a nuvem desapareceu com a mesma rapidez que tinha surgido deixando Snow arfando enquanto seu coração era consumido por angustia.

Notas finais
AEEEEEEE *o*
Dessa vez teve Fairyland kkkkkkkkkkkkk
Comentem o que acharam... And Keep Calm que os jogos tão chegando.