The Olympus

5 A Floresta da Morte


Os 5 amigos entraram no bosque. Júlia tinha razão, a floresta era linda. Ao redor do grupo encontravam-se lindas borboletas e magníficos veados, que pastavam calmamente.

– Isto é lindo! – Exclamou Helena.

– Quem diria que a natureza podia ser assim…? – Disse Diego.

Júlia olhou repentinamente para ele, e com um tom irónico, respondeu-lhe.

– É, não é? Ninguém imaginava isso…!

– Pois é! – Afirmou Diego, sem ter reparado na ironia da amiga.

Sophia, Júlia, Diego, Helena e Heitor continuaram a sua caminhada. A tarde estava quente, mas uma brisa fresca permanecia no ar, o que tornava o calor quase imperceptível. Á medida que iam caminhando, a floresta tornava-se cada vez mais bonita: flores raras, animais maravilhosos passeavam calmamente entre os arbustos e havia uma certa “magia” no ar.

A tarde passou a correr, e todos se divertiram imenso. Escalaram pequenas montanhas, deitaram-se na erva a observar o céu, nadaram num rio cristalino e tiveram a oportunidade de montar um unicórnio. Agora, a noite começava a cair, e decidiram que estava na altura de voltarem para a escola.

Olharam á sua volta, mas não conseguiam identificar o caminho no meio da escuridão. Já não sabiam onde estavam. Heitor, Sophia, Helena e Diego olharam furiosamente para Júlia.

– Parabéns Júlia! Conseguiste com que nos perdemos! Estás contente! – Exclamava furiosa a Sophia.

– A Sophia tem toda a razão! A culpa é toda tua! – Concordou Helena.

Júlia sentia-se mal pelos seus amigos e sabia que a culpa tinha sido sua, só sua, mas mesmo assim sentiu necessidade de se defender. Olhou os colegas nos olhos e respondeu também furiosa.

– O quê? Agora a culpa é minha? Sim, tudo bem, fui eu que tive a ideia de vir para a floresta, mas vocês é que concordaram!

– Desculpa? – Exprimiu-se furiosamente a Sophia.

Todo o grupo se envolveu numa enorme discussão, acusando-se uns aos outros pelo incidente ocorrido.

Com todo aquele alarido, o tempo passou e a noite caiu por completo. Agora o escuro era ainda mais escuro. Heitor, já cansado de ouvir os amigos a discutir durante horas, exclamou, na tentativa de para a discussão.

– Já chega! Com esta distração toda agora é que não vamos mesmo conseguir voltar. A culpa não é de ninguém!

Todos se calaram. Heitor estava certo. Júlia foi a primeira a quebrar o longo silêncio que se fazia entre todos.

– Desculpem, têm razão a culpa é toda minha….

– Não. Nós é que pedimos desculpa pela forma como te tratamos. O Heitor está certo, ninguém teve culpa. Devemos mantermos concentrados em arranjar uma maneira de voltar para a escola. – Disse calmamente Sophia a Júlia.

– Sim, ela está certa. Nós não agimos da forma mais correta… — Concordou Helena, depois, com um sorriso, continuou. – Estamos perdoadas?

Júlia largou um sorriso e abraçou as suas amigas. Diego, que se encontrava ao lado de Heitor, disse com felicidade.

– Que alivio! Não aguentava passar a noite com três raparigas a discutir… a não ser que seja por mim!

Todos desataram a rir. Às escuras, caminharam mais uns metros, o suficiente até encontrarem um local confortável para passar a noite, pois de manhã era mais fácil ver o caminho de volta para a escola.

O sol nasceu, e Sophia foi a primeira a acordar. Algo se passava. A floresta não estava como no dia anterior: a erva não era fresca, não havia rosas nos arbustos e aquela magia que se espalhava pelo ar desaparecera. Heitor acordou e viu Sophia a olhar para o bosque, muito pensativa.

– Está tudo bem? – Perguntou-lhe Heitor.

Sophia assustou-se.

– Que susto! – Exclamou baixinho para não acordar o resto do grupo, e continuou. – Sim… estava só a pensar. Não achas que a floresta está estranha hoje?

Heitor olhou ao seu redor, e por fim respondeu.

– Não sei… a mim parece-me normal. Talvez um bocado mais; morta.

– Exatamente. Isso não é estranho? – Perguntou Sophia.

– Talvez não. Ainda é cedo, os animais e as flores ainda podem estar a dormir… — Disse Heitor, mas foi interrompido por Júlia que acabara de acordar.

– Não é assim tão cedo. O sol indica que são 10 horas da manhã. A Sophia está certa. Algo se passa.

– 10 horas?! Tens a certeza disso? – Perguntou Sophia.

– O meu pai é o deus do Sol. Acredita, eu sei o que estou a dizer… — Respondeu Júlia.

– Então, o que aconteceu ao bosque? Porque é que de um dia para o outro passou de “magnifico” para “sinistro”? – Disse Heitor.

Nesse momento Diego e Helena acordaram e juntaram-se ao grupo. Júlia olhou para Heitor e respondeu-lhe.

– Não faço a mínima ideia…

Helena e Diego olharam um para o outro. Ambos não percebam o que se passava ali.

– Alguém nos pode dizer do que é que estão a falar?

– Já olhas-te á tua volta? A floresta está diferente, parece…quase…assombrada. – Explicou-lhes Sophia.

De repente, um súbito nevoeiro invadiu o bosque. Os 5 amigos, sobressaltados, juntaram-se.

– Mas o que é que se passa? – Perguntou assustado Diego.

– Não sei, mas o que quer que seja não nos quer aqui… — Respondeu-lhe Sophia.

O nevoeiro começava a cercá-los.

´ — FUJAM! – Gritaram Helena e Júlia em coro.

Todos começaram a correr atrás das amigas, mas parecia que o nevoeiro os perseguia.

– Não deixem que o nevoeiro vos toque! – Avisava Diego, enquanto corria, e continuou. – Ele queima tudo á sua passagem!

Esse aviso fez com que corressem mais depressa. Heitor e Sophia corriam á frente seguidos de Helena e Júlia, e mesmo atrás delas, Diego.

Diego olhou para trás e viu que o nevoeiro desaparecera.

– Ei… malta! O nevoeiro foi-se! Estamos a salvo! – Gritava enquanto abrandava o passo.

Júlia e Helena foram as únicas que ouviram, e quando olharam para trás Júlia exclamou aflita.

– Diego, cuidado!

Heitor e Sophia ouviram o grito de Júlia e pararam de correr. Olharam para trás e viram o chão desfazer-se debaixo dos pés de Diego.