The Olympus
6 Desencontrados
Capitulo 5 – Desencontrados
Diego começou a correr e todos os que estavam á sua frente também. Á medida que iam correndo, o chão ia caindo atrás deles, cada vez mais rápido.
– Depressa! Corram! – Gritava a Helena.
– Não vamos conseguir fugir para sempre! Precisamos de um plano! E rápido! – Exclamou Heitor.
– Já sei! Subam a uma árvore! Depressa! – Disse Sophia.
Júlia não achava boa ideia, então perguntou.
– Sem querer duvidar do teu conhecimento, mas não sei se estás a ver o que está a acontecer! O chão está a cair! Se subirmos a uma árvore, ela vai cair não achas?
– Sim, mas temos de arriscar. Se subirmos podemos cair, mas se não subirmos caímos na mesma! – Explicou Sophia.
Sem mais palavras, todos começaram a subir á primeira árvore que encontraram. Heitor e Sophia já se encontravam em cima da árvore, Helena, Júlia e Diego ainda estavam a subir. Sophia e Heitor ajudavam.
– Vamos…! Depressa…! – Dizia Sophia enquanto tentava puxar Júlia. – Bolas! És mais pesada do que pareces!
– Sem piadas, ou começo a rir! – Respondeu Júlia.
Heitor conseguiu puxar Helena, mas Diego ainda se encontrava bastante em baixo.
– Depressa, dá-me a tua mão! – Gritava Heitor enquanto esticava o braço a Diego.
Diego tentava agarrar a mão de Heitor, mas não chegou a tempo. O chão desabou de baixo da árvore, e tudo começou a cair. Diego foi o primeiro a ser “puxado”.
– Diego! – Gritava Júlia ao vê-lo cair.
Júlia caiu a seguir, mas Helena, Sophia e Heitor tiveram tempo para saltarem para uma árvore mais baixa. Da árvore onde agora se encontravam agora, viram a outra árvore ser sugada pelo chão. O chão parou de cair. Eles estavam a salvo, mas não faziam ideia onde estavam Júlia e Diego.
Helena, Heitor e Sophia ficaram perplexos com o que acabara de acontecer. Desceram da árvore e andaram na direção do enorme buraco. Quando chegaram olharam lá para dentro. Era fundo, parecia que não tinha fim.
– Júlia! Diego! – Chamou Helena.
– Júlia! – Chamou Sophia. – Diego!
Não obtiveram resposta. As lágrimas vieram-lhes aos olhos, e um grande vazio ocupou os seus corações. Só tiveram forças para de sentar á borda daquele buraco gigantesco.
– Vocês acham que eles… — Começava a dizer a Sophia, mas foi interrompida pelas lágrimas.
Heitor aproximou-se dela, também com as lágrimas nos olhos.
– Eu não acredito nisso… Eles são fortes…ou pelo menos, a Júlia é… Tenho a certeza que estão bem…
– Então porque é que dizes isso a chorar? – Perguntou chorosa a Sophia.
Heitor simplesmente respondeu-lhe com um olhar triste. Helena aproximou-se mais da abertura e viu algo a brilhar, pendurado numa raiz.
– Ei, malta o que é isto?
Sophia e Heitor levantaram-se e caminharam para junto de Helena. Olharam para o objeto luminoso, e Sophia exclamou.
– É o amuleto da Júlia! Ela estava a usá-lo no primeiro dia de aulas, quando nos conhecemos! Depressa ajudem-me a apanhá-lo!
Heitor agarrou no braço de Helena, e Helena no braço de Sophia. Sophia segurou o amuleto com a ponta dos dedos, e conseguiu apanhá-lo. Heitor puxou Helena, e Helena puxou Sophia.
– Então? Isso serve para quê? – Perguntou curiosa a Helena.
– A Sophia disse-me que foi uma prenda do seu pai. Serve para nos “guiar ao nosso destino”. – Respondeu Sophia.
– “Guiar ao nosso destino”? Mas o que é que isso quer dizer? – Disse Helena, um bocado chateada.
– Pois também não sei. Mas pode ser que nos seja útil. – Afirmou Sophia.
Heitor agarrou no amuleto e pressionou num botão. De imediato, o amuleto soltou uma luz intensa. Como se fosse uma lanterna.
– Bem parece que já temos luz! – Exclamou Heitor.
– Claro! Agora já faz sentido! – Disse Helena, e continuou. – O pai dela deu-lhe esse amuleto, e o pai dela é o deu do Sol…logo isso tinha de ter luz!
Todos olharam para o amuleto, e Sophia disse com um tom triste.
– Só espero que isto nos leve até á Júlia e ao Diego. Onde quer que estejam…
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