Notas iniciais
Heyooooooooooo!! Como vão? Tudo beem? Saudades de vocês e saudades de atualizar uma fanfic por dia :( Volta férias!!! Demorei, mas aqui está a atualização de TNBTY. Espero muuito que vocês gostem. Aproveitem xxx

Um mês depois.

O relógio marcava nove horas da manhã e Maya estava em sua cama começando a acordar. Seus olhinhos abriam lentamente e a pequena passava suas mãos sobre os mesmos se familiarizando com o local. Preguiçosa como Santana, Maya se espreguiçou levantando seus braços por cima de sua cabeça, abraçando seu coelhinho com de rosa, quando ouvia risadas vindas do lado de fora de seu quarto.

Maya não sabia quem estava em sua casa, mas reconhecia a voz de sua mãe quando a mesma falava. A pequena tirou o edredom de cima de suas pernas, deixando seu coelho em cima de sua cama e saindo de seu quarto. Seu cabelo bagunçado era apenas uma das coisas que a deixava adorável pela manhã. Maya seguia a risada de sua mãe, se aproximando do quarto da mesma e encontrando a porta aberta. A pequena sorria suavemente, colocando apenas sua cabeça para dentro do quarto e encontrando sua mãe sentada na cama fazendo cócegas na pessoa deitada ao seu lado que ria sem parar.

“Mama?” Maya sorria, chamando atenção de Santana que se virou rindo para sua filha.

“Mijá, vem ajudar a mami.” Santana chamou a pequena que ao ver quem estava ao lado de sua mãe, correu subindo na cama.

“Maya!” Quinn falava rindo. “Não ajude sua mãe, fique do meu lado.” A médica escapava de Santana, puxando Maya para seu colo e a segurando à sua frente.

“Sem cócegas.” Maya falava com Santana.

“Não faço cócegas se a Quinn retirar o que disse.” Santana semicerrava os olhos e Maya virava-se no colo de Quinn para olhá-la.

“O que você disse?” A pequena perguntava.

“Eu disse que ela tem um coração mole e não é tão durona como parece.”

“Eu sou durona.” Santana comentava.

“Mamãe é durona.”

“Obrigada, mijá.”

“Isso é complô.” Quinn fazia um bico suave, cruzando seus braços por trás de Maya.

“Awn, mi amor...” Santana começava a rir, se ajoelhando na cama, e se aproximando suavemente do rosto de Quinn. “Não fica assim.” A latina depositava beijos suaves contra os lábios de Quinn, enquanto Maya estava por baixo delas as olhando sorrindo sem parar. “Minha dork Q.” A latina brincava.

“Eu também estou do seu lado, Quinnie.” Maya deitava sua cabeça contra o peito de Quinn, passando seus braços em volta do pescoço da mesma.

“Obrigada, Maya.” A médica abraçou a pequena com força, apoiando seu queixo contra o ombro da mesma.

“Viu só? Já ganhou a Maya para o seu time.” Santana revirava os olhos, segurando nos pés de Maya. “Essa garota é sua fã.” A latina levantando as pernas da pequena mordendo seus pezinhos.

“Ah, mamãe!” Maya começava a rir, tentando puxar seus pés. “Faz cócegas.”

“Santana, pare de morder os pés da nossa filha e vai fazer o nosso café.” Quinn puxava Maya de Santana, fazendo a latina apoiar suas mãos na cama e olhá-la com um grande sorriso apaixonado. “O que?” A médica perguntava confusa ao ver o modo como Santana a olhava.

“Você disse nossa filha.” Santana sussurrava. Quinn sorriu delicadamente, passando suas mãos pelo cabelo de Maya e depositando um beijo contra a cabeça da mesma.

“Bom, é assim que a vejo.” Quinn encontrou os olhos da latina, e ambas apenas ficaram ali em silêncio, antes de Santana se aproximar depositando um beijo demorado contra os lábios de Quinn.

“Eu te amo, mi amor.” Santana sussurrava.

“Eu também te amo.”

“Eu também amo vocês.” Maya falava por baixo delas, fazendo-as rirem.

“Bom, já que mamãe Q, está tão linda nessa manhã, o que acha de fazermos um delicioso café da manhã, com extra bacon e. – “

“E ovos.” Maya interrompia sua mãe. “Mama, você fez isso a semana toda enquanto a mamãe Quinnie esteve aqui.” A pequena começava a rir.

“Ah é mesmo, espertinha?” Santana semicerrava os olhos, cutucando sua filha.

“Mhm... É bom ter a mamãe Quinnie de volta. Eu sei que vocês voltaram a namorar escondido.” A pequena encolhia seus ombros e a médica olhava para Santana se segurando para não rir. “Tia Brittany me contou, e eu não via a hora da mamãe Quinnie vir me visitar de novo.” Maya sorriu e Santana apenas se aproximou da filha, depositando vários beijos em sua bochecha.

Depois do encontro que tiveram em que Santana finalmente se declarou para Quinn, as duas saíram para mais outros encontros no qual acabavam da mesma forma. Eram românticos e no final passavam horas juntas fazendo amor. Não era só sexo e ambas podiam sentir o quanto precisavam uma da outra. Santana não queria que Maya tivesse esperança de que Quinn voltaria, mas há duas semanas teve a certeza de que a hora certa tinha chegado e que Quinn e Maya podiam se reaproximar.

Santana deixou que Quinn voltasse a passar as noites em sua casa e passear com sua filha. As duas não estavam ainda em um relacionamento oficial, mas a latina pretendia pedir Quinn em namoro e esperava que dessa vez a médica dissesse sim.

“Sim mijá, nós voltamos a nos ver, mas... Não te contamos nada porque queríamos ter certeza de que isso daria certo novamente.” Santana falava carinhosa. “Não queríamos te machucar.” Maya assentiu se levantando do colo de Quinn, e passando seus braços em volta do pescoço de sua mãe.

“Ela te faz feliz, mama?” A pequena perguntava. Santana olhou para Quinn por alguns segundos.

“Sim, mijá. Ela me faz feliz.”

“Então... Eu deixo você namorar minha mamãe, Quinnie.” Maya falava com a médica, fazendo-a rir.

“Wow... Obrigada, Maya.” Quinn sorria, se aproximando e depositando um beijo na bochecha da pequena.

Xxxx

Santana, Quinn e Maya estavam sentadas em volta da mesa tomando café, enquanto a pequena contava sobre o seu repentino interesse por skates. Santana arqueava sua sobrancelha sem entender de onde tudo isso estava vindo e Quinn apenas incentivava Maya a realmente aprender.

“Eu não sei de onde todo esse interesse está vindo, mas você só vai aprender a andar de skate quando estiver com quinze anos.” Santana comentava e Maya cruzava seus braços.

“Isso não é justo.”

“É justo, porque se você cair e quebrar um braço ou uma perna vai dar muito trabalho.” Santana respondia e Quinn começava a rir.

“San, deixa de ser boba. Não custa nada deixá-la aprender.” Quinn comentava. “E também, existe protetores para tudo. Cabeça, joelho, cotovelo, e uma médica particular que vai cuidar de todos os arranhões.” A médica brincava e Maya assentia rapidamente.

“Viu mama, se eu fosse você me deixava andar de skate.” Maya dava de ombros, fazendo a latina rir.

“Óbvio, mas está bem, prometo pensar sobre isso.” Santana respondia.

“Bom, eu adoraria passar o dia inteiro com vocês, mas preciso voltar para o hospital. Tenho paciente daqui a trinta minutos.” Quinn se levantava, levando sua xícara até a pia.

“Mas já?” Maya perguntava. “Você volta hoje à noite?”

“Infelizmente não. Meus pais vão estar na minha casa essa noite e não vou poder sair.” Quinn fazia um bico adorável e Santana se levantou, se aproximando da médica. “E a propósito, senhorita Lopez... Meus pais estão loucos para conhecer você e Maya.” Quinn falava suavemente, passando seus braços em volta do pescoço da latina. “Eu sei que não estamos namorando oficialmente, mas talvez se você e Maya pudessem vir hoje à noite...”

“Q?” Santana a interrompia. “E-eu sou péssima conhecendo pais de namoradas e talvez fosse melhor esperar?” A latina perguntava, falando carinhosa, colocando uma mecha do cabelo de Quinn para trás da orelha e percebeu que o sorriso da mesma desaparecia.

“Eu só queria que eles finalmente conhecessem vocês...” Quinn respirava fundo. “Mas tudo bem, San. Eu entendo. Você tem razão, nós ainda não estamos namorando oficialmente e acho que deveríamos esperar antes de chegarmos a esse ponto.” A loira sorria, depositando um selinho rápido contra os lábios de Santana, e a latina podia perceber o quanto Quinn tinha ficado decepcionada com sua resposta.

“Olha pra mim...” Santana começava acariciar a bochecha de Quinn, olhando em seus olhos. “Eu te amo, Q. Eu imagino o quanto isso deve ser importante para você, mas. – “

“Não, está tudo bem, San.” Quinn a interrompia. “Eu entendo, amor. Não se preocupe. Eu te amo.” A médica depositava outro selinho demorado contra os lábios de Santana, antes de se afastar. “Eu vou tomar um banho.” E assim, Quinn saia da cozinha deixando Santana e Maya sozinhas.

“Acho que a mamãe Quinnie ficou triste.” Santana voltava para se sentar ao lado da filha, que continuava comendo seu cereal.

“Por que?”

“Mmmm, mijá, eu amo a Quinnie. Amo muito.” Santana sabia que sua filha não entendia nada de relacionamentos, mas sabia que a mesma sempre era sincera e falava o que pensava. “Você acha que seria muito cedo se eu a pedisse em namoro e conhecesse os pais dela?”

“Você ama mesmo a mamãe Quinnie?” Maya perguntava gesticulando com sua mãozinha.

“Amo. Muito.”

“Então tá.” Maya respondia, tomando seu suco, deixando sua mãe confusa.

“Não entendi, munchkin.”

“Se você ama a Quinnie, então é o que importa, mama. Ela também te faz feliz e te faz sorrir muito e eu gosto do seu sorriso.” A pequena falava pensativa, olhando para o seu cereal. “Se ela te faz feliz, eu também fico feliz e é o que importa.” Maya colocou mais uma colherada de cereal na boca, encontrando o olhar de sua mãe que a olhava com carinho e orgulhosa.

Maya tinha razão, apesar de ter falado algo confuso, a pequena realmente tinha razão. O amor era o que importava ali. Santana amava Quinn, e durante essas últimas semanas a médica provou que também amava a latina. Isso é o suficiente para Santana finalmente dar o segundo passo na relação e continuar confiando em Quinn. Apesar de se sentir insegura algumas vezes, sabia que precisava continuar trabalhando nisso e levar seu relacionamento com Quinn para o próximo nível.

“Você me deu uma ótima ideia, mijá.” Santana sorriu, depositando um beijo na cabeça de sua filha.

Xxxx

“Hanna Rose.” Quinn chamava por sua próxima paciente naquela tarde e uma garotinha de cabelos escuros, entrava de mãos dadas com uma adolescente que parecia sua irmã. “Hey, como vai Hanna?” A médica falava sorridente com sua paciente, mas a garotinha tímida se escondeu atrás de sua irmã.

“Como vai, doutora Fabray?” A garota mais velha respondia se sentando na cadeira a frente da mesa de Quinn e pegando Hanna no colo. “Eu sou Marley. Irmã mais velha de Hanna.” A garota estendeu sua mão cumprimentando Quinn.

“É um prazer conhecê-la.” Quinn sorria, olhando para Hanna. “E como ela está? Vi em seu prontuário que a última consulta dela foi há três meses atrás.”

“Isso. A última vez que viemos foi porque ela estava com uma alergia nas pernas e o doutor Brandon foi quem cuidou dela, mas agora parece que a alergia subiu para os braços.” Marley falava suavemente. “Da última vez o médico disse que era apenas uma alergia de algo que ela tinha comido, mas é estranho ter aparecido de novo e agora nos braços.”

“Certo.” Quinn assentia, olhando o prontuário novamente. “Bom, Hanna fez um exame de sangue e o resultado foi de alergia alimentar, porém, eu vou pedir alguns exames para confirmar se é isso mesmo que está causando essa alergia.” Quinn sorria, olhando para Hanna. “Eu gostaria de examiná-la. Você pode, por favor, tirar a blusa dela e sentá-la na maca.” Quinn apontava para a maca no canto de seu consultório e Marley assentia, se levantando e sentando sua irmã onde a médica pediu.

“Esses vermelhos no seu braço coça?” Quinn perguntava para Hanna.

“Coça depois do banho.” A garotinha respondia.

“Mm... Do banho? Eu vou dar uma olhada, e prometo que não vai doer.” Quinn se aproximou da garotinha, usando suas luvas, pegando na mão da mesma para examinar o braço direito da pequena. “Você gosta de tomar banho com água quente, Hanna?”

“Ah, ela só toma banho quente.” Marley respondia. “Não é só quente, é praticamente pegando fogo.” Quinn assentiu, examinando o outro braço de Hanna.

“Bom, é difícil dizer exatamente o que está causando essa alergia por olho, mas...” Quinn se afastava, jogando suas luvas no lixo. “Nós vamos fazer outros exames. Crianças entre dois e doze anos tem a tendência de desenvolver alergias bobas como de corante e inclusive, água quente. Por mais estranho que isso seja.” A médica sorriu, se sentando em sua cadeira enquanto Marley terminava de vestir sua irmã e voltava a se sentar. “Talvez seja até algum sabonete ou produto para o cabelo que causa essa alergia. Então eu vou pedir exame de sangue.” Quinn começava a anotar no prontuário de Hanna. “E enquanto os exames não saem, vou passar um creme para você usar nos seus bracinhos para evitar a coceira, está bem?” A médica sorria para Hanna.

“É horrível quando coça. A mamãe não me deixa coçar, porque ela diz que machuca e Marley precisa sempre ficar comigo fazendo carinho nos meus braços.” A pequena respondia deitando sua cabeça no peito de sua irmã.

“Eu imagino, mas esse creme vai ser ótimo e a coceira vai sumir.” Quinn agora escrevia a receita do creme, assinando e carimbando seu nome, em seguida assinando também a via do pedido de exame. “Bom, Marley.” A médica virava a folha de receita mostrando para a garota. “Ela vai precisar usar esse creme sempre depois do banho, duas vezes ao dia.”

“Certo.” Marley pegava a receita da mão de Quinn.

“E esse é o pedido do exame. Agradeceria se você pudesse marcá-lo hoje. É no primeiro andar.”

“Mhm, sei onde fica.”

“Ótimo. Assim que você estiver com o exame em mãos pode remarcar a consulta, está bem?”

“Certo.” Marley respondia.

“Doutora Fabray?” Hanna falava com a voz suave. “Vai doer? O creme... Ele vai doeu?”

“Não, meu anjo. Ele vai deixar seu braço refrescante e vai fazer parar de coçar.” Quinn sorriu e Hanna assentiu.

“Obrigada, doutora Fabray.” Marley se levantava, colocando sua irmã no chão.

“Imagina. Tenham um ótimo dia.” Quinn acenou para pequena Hanna, que sorriu acenando de volta, enquanto ela e sua irmã saiam do consultório de Quinn.

Assim que sua paciente saiu, Quinn fazia suas últimas anotações no prontuário da mesma, seguindo para pegar o prontuário de seu próximo paciente quando seu telefone começou a vibrar em seu bolso. A médica geralmente não atendia telefonemas enquanto estava trabalhando, mas como um dejà vu, Quinn sorriu consigo mesma, largando sua caneta e sorriu ainda mais quando viu o nome que aparecia no seu blockscreen.

“Saudades, Lopez?” Quinn atendia falando suavemente.

Mmm... Talvez.” Santana brincava. “Espero não estar te atrapalhando, preciosa.” A latina falava carinhosa fazendo Quinn sorrir ainda mais com o apelido.

“Não. Não, meu paciente acabou de sair.” A médica respondia.

Ótimo... Eu estou ligando para saber se você vai direto para casa ou vai ter um tempo para me ver.” Santana perguntava, fazendo Quinn rir.

“Eu adoraria, San, mas meus pais vão estar em casa às oito da noite e eu preciso correr daqui para encontrá-los.”

Sério? E eu achando que ainda teria tempo, mas tudo bem. Então nos vemos amanhã?”

“Claro.” Quinn sorria, enquanto brincava com a caneta em sua mão. “Eu queria que você estivesse comigo essa noite.” A médica sussurrava, respirando fundo.

Eu sei, mas já conversamos sobre isso, preciosa. Talvez outro dia, está bem?” Santana respondia carinhosa, usando seu sotaque todas as vezes que chamava Quinn de “preciosa”.

“Tudo bem. Eu entendo.” Quinn respirava fundo, sorrindo suavemente.

Eu preciso desligar. Meus alunos chegaram. Aproveita sua noite, mi amor. Te amo.”

“Obrigada, San. Também te amo.” Quinn desligou o telefone, e não podia negar que estava um pouco triste por Santana não ter aceitado jantar com seus pais nessa noite. Apesar de entender o lado da latina, Quinn queria muito que seus pais conhecessem o amor da sua vida... Aliás, os dois amores da sua vida. Seus pais estavam curiosos em conhecer a pequena Maya, e Judy já se imaginava com a pequena lhe chama de avó. A loira apenas respirou fundo, voltando ao seu trabalho.

Xxxx

Santana terminava de se trocar, saindo do vestiário com sua bolsa no ombro, quando encontrou Samantha saindo de sua sala carregando suas partituras. A latina sorriu ao ver o quão linda a pianista continuava sendo e apesar de tudo o que aconteceu entre elas, ambas tinham se tornado grandes amigas nesses últimos dias. Era difícil para Santana abandonar a pessoa que mesmo sendo sua melhor amiga lhe faz tão bem, e para Samantha, ela ainda amava a latina e fazia questão de continuar ao seu lado, mesmo sabendo que a mesma tinha escolhido Quinn.

“Hey...” Santana sussurrava, fazendo Sammy olhá-la.

“Hey gatinha.” Sammy se aproximou de Santana, lhe abraçando com força. “Como você está?”

“Bem...” Santana se afastava, sorrindo para a pianista. “E você? Faz uma semana que não te encontro, Sammy.”

“Bom, gatinha...” Sammy sorria, olhando para seus pés, antes de olhar novamente para Santana. “Não é só você que está saindo com alguém.” A pianista comentava, fazendo Santana semicerrar os olhos.

“Oh... E posso saber com quem?” Santana perguntava e Sammy começava a rir baixo.

“Mmm... Ainda não, mas é um rapaz.” Sammy olhava carinhosa para Santana, e a mesma apenas sorriu.

“E ele está te tratando bem? Te respeitando? Porque eu juro que se alguém te tratar diferente do que você merece, Sammy, eu vou. – “

“Gatinha!” Sammy começava a rir, interrompendo a latina. “Ele me trata super bem. Relaxa. Ele é divertido, cuidadoso... Me surpreendeu, porque quando o vi pela primeira vez, nunca imaginei que por trás daquele cara existia um rapaz tão crescido e atencioso.” A pianista respondia suavemente fazendo Santana sorrir ao ver o quão feliz Samantha estava.

“Fico feliz em te ver assim.” Santana pousava sua mão sobre a bochecha de Samantha, acariciando a mesma com seu polegar. “Você é linda, inteligente, engraçada e é especial, Samantha. Merece alguém que te trate com todo o amor e carinho do mundo.” Santana sorria suavemente, e Sammy inclinava sua cabeça para o mesmo lado da mão de Santana.

“Gatinha, você fala como se nunca tivesse me dado nada disso.” Sammy segurava na mão da latina, depositando um beijo sobre seus dedos. “Você me fez muito feliz, e eu te amo por isso.”

“Eu também te amo.” Santana respondia, se aproximando e depositando um beijo carinhoso e demorado contra a bochecha de Samantha.

“Não do jeito que eu te amo, mas eu aceito seu amor.” Samantha brincava, fazendo Santana rir.

“Sammy!”

“Estou brincando, gatinha. Você continua sendo minha favorita.” Samantha depositou um beijo na ponta do nariz de Santana, fazendo a mesma fechar seus olhos por alguns segundos. Era difícil negar o quão especial foi o relacionamento delas. Santana ainda tinha um carinho enorme pela pianista e se sentia confortável ao seu lado. “Preciso ir. Nos vemos amanhã. Manda um beijo para a minha mini gatinha e diz que estou com saudades.”

“Pode deixar. Ela também está com saudades. Até amanhã.” Santana acenou antes de Samantha desaparecer para dentro de uma das salas.

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“Mama!” Maya corria ao sair de sua escolinha, carregando sua mochila e se jogando nos braços de Santana.

“Hey munchkin.” Santana depositava um beijo nos lábios da filha. “Está preparada para hoje à noite?” A latina perguntava.

“Sim! Eu vou poder usar minha touca grande que a tia Brittany me deu?” Maya perguntava, enquanto agora, sua mãe a colocava em sua cadeirinha.

“Vamos ver, está bem? Primeiro vamos escolher sua roupa e aí se a touca combinar você pode usá-la.”

“Eba!” Maya se mexia empolgada em sua cadeirinha. A pequena estava tão empolgada para hoje a noite que mal conseguiu se concentrar no que sua professora falava. Ela estava nervosa e com medo, mas ao mesmo tempo, achava tudo muito divertido.

“Mijá, você precisa me prometer que vai se comportar, está bem?” Santana falava, enquanto dirigia para sua casa. “Você não pode chamá-los de abuelo ou abuela. Vovó ou Vovô, porque eles não são seus avós.” A latina olhava para sua filha no retrovisor.

“Eu sei, mama. Vou me comportar. Prometo.” A pequena sorria para sua mãe e Santana apenas assentiu.

Ao chegarem a seu apartamento, Santana colocou Maya para tomar banho, enquanto escolhia a roupa da filha. Apesar de ser noite de primavera, não estava calor para a pequena Maya usar vestido ou shorts. Santana escolheu uma calça cinza claro, com tecido de couro falso, com uma blusinha bege de manga cumprida e um sapatinho da mesma cor da calça com um pequeno laço a cima do mesmo. A latina pegou a touca que Brittany tinha dado a pequena e colocou em cima da cama. A touca era de tricô, com um grande pompom na cabeça e as laterais eram cumpridas na altura da cintura. Maya adorou pelo fato do mesmo ser quase do cumprimento do seu cabelo.

Assim que Maya saiu do banho enrolada em seu roupão, seus olhinhos brilharam ao ver a roupa que usaria e sua tão adorável touca.

“Eu vou poder usar minha toquinha?” Maya perguntava animada e Santana a pegava no colo, colocando-a em cima da cama para lhe secar.

“Sim, mijá. O tempo não está muito bom para você usar vestido e já que você quer usá-la, nada melhor do que combinar com sua roupa.” Santana sorriu, passando a toalha no cabelo de Maya.

“Eu vou linda, não é, mama?”

“Vai meu amor, você vai ficar linda. Agora vamos colocar logo essa roupa, porque se você quer usar sua touca, vai precisar secar o cabelo com o secador.” Santana começava a vestir a pequena, deixando-a só de calcinha rosa, enquanto colocava o cabelo da pequena para frente e amarrava a toalha no cabelo da mesma. “Fique assim por alguns segundos, enquanto terminamos de te vestir.” Santana colocou a blusa que passou sem problemas pela cabeça de Maya com a toalha e em seguida, colocou a calça na pequena.

“Não gosto do secador, mamãe.” Maya fazia careta.

“Devia ter pensando nisso antes de enfiar a cabeça embaixo da água.” Santana pegava sua filha no colo, levando-a para seu banheiro e a colocando em cima do toalete. “Espera aqui.” A latina não queria chegar tarde, mas já que era uma surpresa, ela não se importaria em se atrasar por alguns minutos.

Após secar o cabelo de Maya, Santana colocou a pequena sentada no sofá assistindo desenho, enquanto ia tomar seu banho. Ela esperava que tudo desse certo naquela noite, até porque, ela faria aquele jantar se tornar algo especial.

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“Então ela realmente não vem?” Judy perguntava para sua filha, enquanto bebia um gole de vinho.

“Infelizmente não, mas vocês terão outra oportunidade para conhecê-las. Tenho certeza que vocês vão amá-las.” Quinn sorria, sentada no sofá ao lado de seu pai.

“Bom, só pelo modo como você fala delas sinto como se já as conhecessem. Principalmente da Maya.” Russel comentava. “Sou louco para ter um neto ou uma neta. Não vejo a hora de conhecê-la.”

“Ela é uma mini Santana. É um amor e é muito engraçada. Hoje disse que quer aprender a andar de skate.” Judy e Russel começavam a rir. “E parece ser algo que ela realmente quer. Nunca a vi falando de nada daquela forma. Nem mesmo de dança, que é o que ela gosta.”

“Céus, ela parece ser adorável.” Judy pousava uma de suas mãos em seu peito. “É uma pena elas não se juntarem a nós.”

“O jantar já está pronto, vamos comer, porque estou faminta.” Quinn se levantava, puxando seu pai pelo braço e os três iam até a mesa.

“Lucy, você realmente caprichou.” Judy comentava ao se sentar ao lado de Russel.

“Tudo que sei, aprendi com você, mãe.”

“O cheiro está maravilhoso.” Russel sorria. “Sempre achei que Cassie seria nossa Chef de cozinha. Ela tinha o dom para inventar comidas estranhas.” O pai de Quinn falava carinhoso, fazendo suas duas mulheres rirem.

“Ah, claro. Lembro que ela me fez comer uma famosa torta de batata e quando comi tinha banana e mel... Ew... Estava horrível.” Quinn começava a rir com sua lembrança.

“Você sempre era a primeira a experimentar tudo.” Judy sorria, adorando o modo como se lembravam de sua primeira filha. Eram momentos assim que faziam todos sorrirem ao se lembrar dos melhores momentos de Cassie.

“Mas apesar das comidas horríveis, tenho certeza que ela teria se tornado uma ótima cozinheira.” Russel olhava para seu prato sorrindo.

“Pelo menos eu ia começar a comer coisas gostosas.” Quinn brincava novamente e agora passava a cesta de pão para seu pai.

“Ela estaria orgulhosa de você, Lucy.” Judy sorria para sua caçula. “Ela sempre dizia que você um dia chegaria ao topo do mundo.”

“Não cheguei ao topo do mundo, mas estou chegando ao topo da minha felicidade.” Quinn sorria, fazendo sua mãe olhá-la orgulhosa.

Enquanto começavam a se servir, Russel contava como estava em sua empresa e que um de seus funcionários tinha conseguido fechar um grande negócio naquele mês. Quinn o parabenizava e antes que Judy pudesse dizer alguma coisa, a campainha do apartamento de Quinn tocou fazendo todos se olharem.

“Você está esperando alguém, filha?” Russel perguntava.

“Mmm... Não.” Quinn olhava confusa para seus pais. “Talvez seja Brittany. Ela costuma aparecer sem avisar.” A médica sorriu pedindo licença e se levantando da mesa para atender a porta e assim que a abriu, Quinn arregalou os olhos surpresa ao ver quem estava lá.

“Surpresa!” Maya e Santana falavam ao mesmo tempo, fazendo Quinn rir, passando seus braços em volta do pescoço da latina.

“Ah meu Deus! Vocês vieram!” Quinn sorria sem parar, apertando Santana em seus braços. “Eu não acredito!” A médica se afastava, depositando vários selinhos nos lábios de Santana.

“Hey mi amor.” Santana ria baixo, com suas mãos em volta da cintura de Quinn.

“Baby girl, você também veio e wow... Você está linda!” Quinn se afastava de Santana, pegando Maya no colo. “Eu estou tão feliz de ter vocês aqui.” A médica mordia seu lábio inferior, olhando apaixonada para Santana.

“Bom, então acertamos na surpresa.” Santana brincava e Quinn segurou na mão da mesma, a puxando para dentro de seu apartamento.

“Ah, e antes que eu me esqueça, você também está linda.” A médica depositava outro selinho nos lábios de Santana. A latina não estava tão produzida como de costume, mas usava uma calça jeans rasgada nos joelhos, do cumprimento até sua canela, com um scarpin branco e uma blusa manga ¾ bege, parecida com a de Maya. “Obrigada por terem vindo. Prontas para conhecer meus pais?” Quinn perguntava sussurrando contra os lábios de Santana.

“Estamos.” Maya respondia, com suas pernas em volta da cintura de Quinn, e suas mãozinhas apoiadas no ombro da mesma.

“Vem. Eles vão ficar tão felizes.” Quinn entrelaçava seus dedos aos de Santana e as três andavam até a cozinha onde encontravam Russel e Judy tomando vinho e esperando Quinn. “Mãe, Pai.” A médica colocava Maya no chão, segurando a mão da pequena. “Olha quem veio fazer uma surpresa e se juntar a nós.” Quinn falava carinhosa e assim que seus pais olharam para as duas latinas, sabia exatamente quem eram.

Russel e Judy se levantaram sorrindo, se aproximando das duas latinas e Maya se colocava na frente de Quinn, sorrindo simpática para o casal, enquanto Santana sentia seu peito explodindo de nervoso.

“Essa é Santana, e essa pequena é Maya. Filha da San.” Quinn apresentava suas duas latinas.

“É um prazer conhecê-los, Sr. e Sra. Fabray.” Santana estendia sua mão cumprimentando o casal.

“Oh Santana, por favor, nos chame de Judy e Russel.” Judy a cumprimentava simpática. “É um prazer finalmente conhecê-las. Quinn fala muito de vocês.” Judy olhava para a pequena Maya se encantando com o sorriso da pequena. “Como vai, Maya?”

“Bem, obrigada.” Maya sorriu cumprimentando a mãe de Quinn, enquanto Russel se colocava ao lado de sua esposa após finalmente conhecer Santana. “Wow, você parece muito a Quinnie.” A pequena olhava para Quinn e depois novamente para Judy, fazendo os quatro adultos rirem. “A mama também parece muito com a abuela.” Maya sorria fazendo Judy e Russel se apaixonarem pela pequena.

“E você sem dúvidas se parece muito com sua mãe.” Judy sorriu e Maya olhava orgulhosa para Santana. Ela adorava quando diziam isso.

“Obrigada.” A pequena respondia.

“Vamos nos sentar. Vocês chegaram na hora exata. Vamos começar a jantar agora.” Russel voltava para seu lugar, com Judy ao seu lado e Quinn se sentava a frente de seu pai, com Maya ao seu lado e Santana ao lado de sua filha.

A latina podia sentir seu estomago revirar, mas tentava se manter calma. Ela respirava fundo, sentindo sua mão soando de nervoso. Santana nunca conheceu pais de namorada alguma e não sabia como reagir naquele jantar.

“E então Santana, Quinn fala muito de você.” Russel começava a falar, enquanto Quinn servia sua futura­–namorada. “Ela disse que você é professora de dança.”

“Ah sim. Isso, eu sou professora de dança. Dou aula para crianças entre 12-18 anos.” Santana respondia simpática, tirando a touca da cabeça de Maya e arrumando o cabelo da pequena.

“Pai, ela dança muito bem e é uma ótima professora.” Quinn falava orgulhosa, fazendo Santana sorrir.

“A única vez em que fiz aula de dança foi para o meu casamento.” Russel comentava, fazendo os outros rirem suavemente. “Não me lembro de mais nada.”

“Claro, até porque, você só fez uma aula, Russel. Uma aula e achou que já sabia de tudo.” Judy revirava os olhos, fazendo Quinn e Santana rirem.

“Eu não dou aula para casais, mas no estúdio onde trabalho tem um excelente professor para isso.” Santana respondia, olhando para os pais de Quinn.

“A mamãe é uma super dançarina.” Maya comentava sorrindo.

“É mesmo?” Judy perguntava para a pequena que assentia, enquanto Quinn a ajudava a comer. “E você, Maya, o que gosta de fazer?”

“Muitas coisas.” A pequena falava empolgada. “Gosto de dançar com a mamãe e a tia Brittany. Gosto de cantar com a tia Rachel. Gosto de brincar de desfile com o tio Kurt. Ah, gosto também te brincar de dinossauro com o tio Puck, igual o George da Peppa Pig.” A pequena dava uma garfada em seu arroz, fazendo Santana sorrir.

“Wow, você gosta de muitas coisas.” Russel comentava.

“Mhm... E também...” Maya engolia, tomando seu suco antes de continuar. “Gosto de andar de skate, mas a mama não quer deixar.” No mesmo instante, Quinn começava a rir e Santana revirava os olhos.

“Skate?”

“Eu juro que não sei de onde você tirou essa ideia de querer aprender a andar de skate, mijá.” Santana olhava para sua filha, se segurando para não rir.

“Mama, skate é super legal e o tio Puck disse que me ensinaria. O TJ tem um skate muito bonito e disse que meninas também podem andar.” Maya inclinava sua cabeça para o lado, fazendo um bico adorável ao olhar para sua mãe, encantando ainda mais Russel e Judy.

“Mijá... Você é tão pequenininha e. – “

Por favor, mama.” Maya usava seu sotaque, fazendo os olhos de Judy e Russel brilharem. “Te prometo que cuidaré de mi...” Maya continuava e Quinn se encantava. Ela nunca tinha visto Maya falar tanto espanhol daquela forma.

“Oh céus, ela fala espanhol.” Judy levava uma das mãos sobre seu peito, olhando de Santana para Maya.

“Minha mãe tem o costume de ensiná-la e ela está cada dia mais esperta e falando cada vez mais.” Santana olhava para sua filha, franzindo seu nariz.

“Mi abuela me enseñó.” Maya falava orgulhosa.

“O que ela disse?” Russel perguntava fazendo a pequena rir.

“Eu disse que minha vovó me ensinou. Abuela significa vovó em espanhol.” A pequena colocava suas mãozinhas na boca rindo de Russel.

“Vocês precisam ver o quanto essa garotinha é esperta.” Quinn depositava um beijo na bochecha de Maya a fazendo se encolher.

Xxxx

Durante o jantar, Santana começava a se sentir mais confortável. Russel e Judy demonstravam o quão simpáticos eram e o quanto estavam felizes em conhecê-la. Maya estava adorando a atenção que recebia dos pais de Quinn, e se divertia com Russel todas as vezes que o mesmo fazia alguma careta, revirando os olhos.

Santana contou mais um pouco sobre sua profissão e também sobre como adorável ser mãe de Maya. Contou como foi o começo de sua gravidez e que com a ajuda de sua mãe conseguiu criar sua filha, tendo orgulho da criança maravilhosa que Maya estava se tornando.

“E desculpe a pergunta, Santana.” Judy dava um gole em sua taça com água, já que agora, todos já tinham terminado de comer. “E o pai dela?” A mãe de Quinn perguntava, fazendo Santana respirar fundo. A latina não estava acostumada em falar do pai de Maya perto da mesma e podia ver a pequena se mexendo em sua cadeira.

“Mãe...” Quinn arqueava suas sobrancelhas, fazendo Judy perceber o quão tensa Santana tinha ficado.

“Oh, querida. Me desculpe... E-eu não quis ser invasiva.” Judy rapidamente se desculpava.

“Não, tudo bem.” A latina sorria. “Maya não foi planejada e o pai biológico dela, ele...” Santana olhava para sua filha, sem saber como diria suas próximas palavras sem machucá-la. “Ele... Bom...”

“Tudo bem.” Russel a interrompia, sorrindo carinhoso. “Nós entendemos, Santana.” O pai de Quinn pousava sua mão sobre a de sua esposa e a mesma assentia suavemente, indicando que Santana não precisaria continuar.

“Mamãe disse que eu não preciso de um papai.” Maya segurava seu garfo, mexendo na única ervilha que sobrou em seu prato. “Porque eu tenho o titio Puck, titio Kurt, titio Blaine e até mesmo o titio Mike. Eles são os melhores titios do mundo.” A pequena assentia, fazendo os olhos de Santana encherem de lágrimas. “Mas se eu pudesse escolher um papai, eu escolheria o tio Puck.” A pequena comentava, fazendo Santana e Quinn sorrirem. Ambas sabiam o quanto Maya era apegada em Puck. “Ele é como um papai. Me leva para brincar no parque, me ajuda a comer, me ajuda a desenhar...” Judy e Russel olhavam emocionados para Maya. “Ele cuida de mim quando a mamãe vai trabalhar e me ajuda a fazer inalação quando passou mal.” A pequena agora levantava seu rostinho, encontrando os quatro adultos a sua volta emocionados. Maya virou-se para sua mãe, segurando na mão da mesma. “Ele brinca de dinossauro comigo, não é, mamãe?”

“Sim, mi amor. Ele adora brincar com você.” Santana respondia, depositando um beijo na cabeça de Maya.

“Eu queria que ele fosse meu papai. Ele assisti Peppa comigo também e prometeu que vai me ajudar a andar de skate.” Os quatro riam novamente com Maya mencionando pela décima vez sua vontade em andar de skate.

“Pelo jeito que você está falando dele, acredito que ele seria um ótimo pai.” Judy falava carinhosa.

“Mhm... Ele seria, mas sabe que eu também adoro ter duas mamães?” Maya agora abria um sorriso enorme. “Tenho minha mama e a mamãe Quinnie.” A pequena sorria, se encolhendo contra o corpo de Santana.

“Ugh! Eu já disse o quanto sou louca por você?” Quinn franzia o cenho, pousando suas mãos na barriga de Maya e enchendo-a de beijos. “Eu te amo, baby girl.

“Eu também te amo, mamãe Quinnie.” Maya respondia rindo, tentando escapar dos beijos de Quinn.

“Devo dizer...” Russel olhava para Santana. “Você tem uma ótima filha, Santana. E não tenho dúvidas de que ela se tornará uma mulher especial. Parabéns.” O pai de Quinn sorria, fazendo a médica olhar carinhosa para seu pai e depois para Santana que parecia querer chorar a qualquer momento.

“Obrigada.” A latina respondia, virando-se e encontrando o olhar de Quinn. As duas se olharam por alguns segundos, enquanto agora, Maya conversava com Judy e Russel. Os olhares de ambas eram apaixonados e Quinn sussurrava “eu te amo” para Santana, fazendo-a sorrir apaixonada.

Quinn não conseguia conter sua felicidade. Ela estava adorando o fato de que seus pais estavam se dando bem com Santana e Maya, e vice-versa. A médica sempre que olhava para Maya se entrosando com seus pais não conseguia conter o sorriso. Era nítido ver o quanto seus pais pareciam os verdadeiros avós de Maya, bajulando a pequena sem parar.

A médica estava tão feliz que ao olhar para Santana, seu coração parecia querer explodir em seu peito. Ver a latina se dando bem com seus pais era algo que a fazia feliz. Aliás, ver que Santana estava ali, a fazia tão feliz que Quinn precisava muitas vezes se concentrar em sua respiração.

Enquanto riam de algo que Maya tinha dito, Santana respirava fundo procurando naquela noite o momento certo para seguir com seu plano. Apesar de parecer algo simples a latina sabia que isso era o que ela queria e esperava que Quinn também estivesse na mesma página.

“Mmmm... Judy, Russel...” Santana chamavam atenção dos pais de Quinn, fazendo-os olha-la. “E-eu gostaria de lhes dizer uma coisa...”

“O que houve, querida?” Judy perguntava curiosa e Quinn arqueava sua sobrancelha confusa.

“E-eu...” Santana respirava fundo. Ela estava com medo. Claro que Santana Lopez estava com medo. A primeira vez em que se declarou para Quinn, a médica quebrou seu coração em mil pedaços. Santana não podia correr esse risco novamente, mas depois de um mês... Um maravilhoso mês, Santana sabia que era diferente. Quinn estava diferente e talvez... Talvez, as coisas finalmente seriam como ela sonhou da primeira vez. A latina se virou encontrando o olhar da médica. “Quinn, eu te amo.” Santana começava, fazendo Judy e Russel sorrirem. “Eu te amo e sou completamente apaixonada por você desde a primeira vez em que te vi sentada em seu consultório. Porque phew... Você estava muito sexy, mi amor.” A latina brincava, fazendo Quinn rir baixo. “Desde o começo, você foi a melhor coisa que me aconteceu... Depois da Maya.” A latina olhava para sua filha e novamente, Quinn ria. “Enfim, depois que Maya nasceu, eu realmente achei que nunca teria um amor verdadeiro – por mais clichê que isso pareça -, mas quando você apareceu... Tive certeza de que era você, Q. Na noite em que nos encontramos naquele bar, eu não conseguia parar de pensar em você.” A voz de Santana era carinhosa e Quinn continuava olhando-a apaixonada, com seu coração disparado. “Começamos um relacionamento com altos e baixos no qual sempre achei que teríamos um final feliz, mas nunca imaginei que chegaríamos ao um ponto tão baixo como aquele.” A latina respirava fundo e Quinn desviava seu olhar, olhando para suas mãos.

“San...” Quinn sussurrava e Santana sorriu suavemente, pegando Maya em seu colo, para se sentar no lugar da filha, pousando seus dedos no queixo de Quinn, a fazendo olhar em seus olhos.

“A vida é uma caixinha de surpresas, huh?” Santana sorria, deslizando seu polegar pela bochecha de Quinn, e Russel, Judy e Maya as olhavam sorrindo. “E os dias que estive longe de você foram os piores dias da minha vida, Quinn. Você é a única que pode me fazer bem e mal, porque viver sem você é o que me faz mal. Foi o que me fez mal, Q. E descobri o quanto preciso de você. O quanto sou apaixonada por você, e por mais que eu quisesse ignorar esse sentimento, eu não conseguia, porque nunca amei ninguém da forma em que amo você.” Santana sussurrava e os olhos de Quinn estavam cheios de lágrimas. “Dizem que nada na vida acontece por acaso e por mais que aqueles tenham sido os piores dias da minha vida, entendo que foi preciso. Foi necessário porque olha onde estamos agora. Estou até conhecendo seus pais.” A latina brincava e podia ouvir Judy e Russel rindo baixo. “Talvez isso não faça sentindo, mas meu amor por você está maior, não sei se é possível, mas meu amor por você está maior do que tudo o que já experimentei, Q, e continuou dizendo. Eu nunca... Nunca, amei ninguém da forma que amo você.” Santana podia sentir as lágrimas de Quinn caindo sobre seu dedo pousado na bochecha da mesma. “E saber que você também me ama... Quinn, isso era tudo o que eu sempre quis. Ter o seu amor e... – “

“Eu te amo, Santana.” Quinn a interrompia, falando carinhosa. “Eu te amo tanto, tanto. Eu sou louca por você. Eu sou apaixonada por você e meu coração é seu. Só seu.” A médica sussurrava a última parte, encostando sua testa na da latina.

“E eu acredito em você, porque o meu coração também é seu. Sempre foi.” Santana depositava um beijo na ponta do nariz de Quinn e podia ouvir Maya rindo embaixo delas. “E como prova de que isso é real e que eu vou ser sempre sua...” A latina pausava, se virando para cadeira onde estava com seu casaco pendurado atrás do mesmo. Santana enfiou a mão dentro de seu bolso, tirando uma caixinha pequena de veludo preta, fazendo os três Fabray arregalarem os olhos.

“Santana...” Quinn sussurrava.

“Isso não é um pedido de casamento... Ainda, mas...” Santana abria a caixinha revelando duas alianças grossas de prata onde nas mesmas estavam gravados a pequena frase ”Forever Yours.”. No momento em que Quinn viu as alianças, o choro que segurava, começava a sair sem que ela pudesse se controlar. “Essas alianças é o símbolo de que meu coração é seu. De que eu sou completamente sua, Quinn. Uma promessa de que vou te amar hoje e sempre. Eu te amo tanto, preciosa, e quero que quando olharmos para essas alianças, possamos nos lembrar do quanto amamos uma a outra.” Santana tirou uma das alianças da caixinha, segurando na mão direita de Quinn, deslizando o mesmo sobre seu dedo anelar. “Eu acho que já esperamos demais para que isso finalmente acontecesse...” A latina pausava, segurando na mão de Quinn e olhando para Judy e Russel. “Judy, Russel... Eu gostaria de pedir a mão da filha de vocês em namoro. Meio clichê, eu sei, mas é o que Quinn faz comigo. Ela me faz fazer coisas clichês.” Os quatro riam baixo, e Judy não conseguia conter sua emoção ao ver sua filha tão feliz. “Vocês são minhas testemunhas de que minhas intenções são verdadeiras e que eu realmente a quero. De que isso entre nós é verdadeiro, e se ela me der essa honra, eu gostaria da aprovação de vocês.” Santana olhava para Quinn e naquele momento, podia ver o quanto a médica estava emocionada.

Quinn não esperava por nada disso e nunca imaginou que Santana poderia ser tão romântica depois de tudo o que tinham passado. A médica sentia seu coração acelerado e um simples gesto como o da latina a fazia querer gritar para todos o quanto ela amava Santana Lopez.

“Quinn?” Russel virava para sua filha.

“E-eu... San... Eu te amo. Eu te amo.” Quinn sorria e chorava ao mesmo tempo, fazendo Santana e Maya rirem. A pequena estava no colo de Santana e se mantinha em silêncio torcendo para que tudo desse certo para sua mãe. “É claro que sim, meu amor. Eu aceito ser oficialmente e finalmente sua namorada.” A médica sorriu, passando seus braços em volta do pescoço da latina, depositando um selinho demorado na mesma. Quinn se afastou, pegando a outra aliança na caixinha e deslizando pelo dedo anelar da mão direita de Santana. “Todas as vezes que você olhar para essa aliança, lembre-se de que o meu coração é todo seu, Santana, e que eu preciso de você porque eu te amo. Eu te amo, meu amor e eu não vou há lugar algum.” Quinn pousou suas duas mãos no rosto da latina, depositando vários selinhos demorados na mesma.

“Hey...” Russel limpava sua garganta, chamando atenção das duas. “Eu ainda não respondi se deixo ou não...” O pai de Quinn falava sério e Maya pela primeira vez resolveu se intrometer.

“Espera.” A pequena levantava sua mãozinha em direção a Russel, olhando para sua mãe e Quinn. “Isso quer dizer que vocês duas voltaram a namorar?” Maya perguntava, fazendo-as rirem.

“Sim, munchkin. Isso significa que voltamos a namorar.” Santana respondia, passando a mão pelo cabelo da filha.

“Finalmente! Isso!” Maya comemorava e todos riam sem parar da animação da pequena.

“Bom, eu estava prestes a dizer não, mas depois de tudo isso, fica difícil.” Russel brincava.

“É claro que nos lhe damos nossa benção, Santana. Nós sabemos o quanto Quinn é apaixonada por você e o quanto a faz feliz.” Judy respondia emocionada e Quinn entrelaçava seus dedos aos de Santana, depositando um beijo em sua bochecha.

“Obrigada, Judy.”

“Mamãe Quinnie?” Maya se aproximava de Quinn, respirando fundo, se sentando no colo da mesma e se aproximando do ouvido da médica.

“O que foi, meu amor?” Quinn perguntava confusa assim como todos a mesa. Maya cochichou algo no ouvido da médica, fazendo-a sorrir com o que ouvia. A pequena colocava sua mãozinha tampando sua boca, com medo de que os outros fossem ouvir e quando terminou de falar, Quinn a olhou assentindo.

“Promete?” Maya perguntava, levantando seu dedinho mindinho e Quinn fez o mesmo, entrelaçando ao de Maya.

“Prometo.”

“Posso saber qual é o segredo?” Santana perguntava e Maya respirava fundo, encostando sua cabeça no peito de Quinn. “O que é isso, mijá? Está com vergonha?”

“Vamos, meu amor, pergunte a eles.” Quinn falava carinhosa encorajando Maya.

“Perguntar o que?” Santana já estava ficando curiosa e sabia que sua filha iria aprontar.

Maya olhou para Quinn por alguns segundos. Respirou fundo e se virou olhando para Judy e Russel.

“E-eu... Mmm... Já que a Quinnie agora é minha mamãe...” Maya começava a falar e Santana arqueava sua sobrancelha sabendo exatamente onde isso ia parar. “Eu queria saber se... Mmm... Se...”

“Pode falar, meu amor...” Judy a encorajava sorrindo carinhosa.

“Eupossochamarvocêsdevovoevovo?” Maya perguntou tão rápido, mas tão rápido que nem sequer Santana entendeu o que a pequena tinha falado.

“O que?” Santana perguntava franzindo o cenho. “O que foi que você disse, Maya?” A pequena olhou para sua mãe, em seguida para Quinn que assentiu lhe dizendo que estava tudo bem.

“Eu perguntei se posso chamar vocês de vovó e vovô.” Maya fechou seus olhinhos, os apertando com força, fazendo Judy e Russel rirem, enquanto Santana revirava os olhos.

“Oh céus, Russel...” Judy começava a chorar emocionada, segurando firme na mão de seu marido, que abria um enorme sorriso.

“E precisa perguntar?” Russel brincava, fazendo Quinn rir.

“É claro que pode, Maya. Ficaríamos honrados em ser seus avós.” Judy respondia, abrindo seus braços e Maya abriu seus olhos sorrindo, pulando do colo de Quinn e correndo para abraçar Judy.

“Oh céus... Mais duas pessoas caindo no charme dessa garota.” Santana balançava a cabeça, começando a rir.

“Isso é tão legal!” Maya saia do abraço de Judy e pulava no colo de Russel.

“Agora você ganhou mais dois avós.” Quinn deitava sua cabeça no ombro de Santana.

“Sim! E agora sabe o que falta?” Maya perguntava, olhando direto para Santana.

“Não sei, mijá. O que está faltando?”

“Um skate.” Maya apontava para Santana e no mesmo instante, todos começavam a rir do quão adorável a garota estava sendo pela milésima vez naquela noite.

Santana não podia negar que aquela noite foi uma das melhores noites que já teve ao lado de Quinn e sua filha. A latina finalmente tinha Quinn como sua namorada, e todo o medo que sentia antes desapareceu 100% a fazendo ter certeza de que seu relacionamento com a médica daria certo. Tudo estava acontecendo bem mais do que ela costumava a sonhar e seu coração estava acelerado. Maya tinha ganhado mais dois avós e tudo isso também incluía a felicidade de sua filha que sempre quis ter sua mamãe Quinnie de volta. Santana finalmente podia dizer que sua felicidade estava completa. Já Quinn não conseguia contar o sorriso estampado em seu rosto e a felicidade que transbordava em seu peito.

Depois de tudo o que passou longe de Santana, Quinn finalmente percebeu que o amor da sua vida sempre esteve em Nova York. Que sua felicidade sempre esteve embaixo de seu nariz e mesmo com medo do que teria quando voltasse, sabia que não podia desistir e hoje sentia a mulher mais feliz do mundo. Quinn sabia que o tempo curaria tudo o que passaram, e ter Santana como sua namorada oficialmente era um sentimento no qual assim como o seu amor, palavras nunca seriam o suficiente para explicar o que ela sentia naquele momento.

Notas finais
Forever Yours* = Para sempre sua. E então, o que acharam? Espero que tenham gostado!!!! Vocês são lindos e obrigada por sempre me acompanharem. Não conheço todos vocês pessoalmente, mas acreditem, tenho um carinho enorme por cada um de vocês. Obrigada. ♥ Review?