The Night Belongs To You.
31 Capítulo 31
Notas iniciais
“Eu quero ir sozinha!” Maya cruzava seus braços em frente ao Puck, fazendo um bico adorável. A pequena estava em uma grande discussão com seu tio Puck por querer andar de skate sozinha. Os dois já estavam no parque fazia horas e Puck a ensinava pacientemente, enquanto Santana estava sentada no banco observando e percebendo como os dois realmente agiam como pai e filha.
“Squirt, você precisa ir devagar.” Puck pegava o skate pequeno, colocando na frente do pé de Maya. “Sei que você está com pressa, mas precisa ir com calma.”
“Mas...-“ Maya já estava cansada de andar em cima do skate segurando nas mãos de Puck. Era sua primeira aula e a pequena estava doida para ir sozinha.
“Olha, prometo que quando chegar a hora deixo você ir sozinha, mas nesse momento, não é uma boa ideia. Você ainda precisa praticar.” Puck falava carinhoso, desviando seu olhar para Santana que agora lia uma revista qualquer. “E tenho certeza que se você se machucar, sua mãe ali vai me matar.”
“Mhm... Sem dúvidas.” A latina assentia, sem tirar os olhos da revista.
“Mas, eu estou com capacete, esse negócio no meu cotovelo...” Maya colocava as mãos em seu cotovelo. “E até esse protetor no joelho. Isso é para me proteger, mama.” A pequena continuava insistindo e realmente estava sendo adorável vê-la de capacete e os protetores de joelho e cotovelo.
“Vamos fazer o seguinte.” Puck estendia sua mão para Maya. “Ao invés de segurar suas duas mãos, vou segurar uma só, está bem? Vou deixar você ter apoio na sua perna, enquanto empurra o skate.”
“Isso!” Maya falava animada, se posicionando ao lado do skate, colocando seu pé esquerdo em cima do mesmo, enquanto deixava o direito no chão. Assim que ouviu a ideia de Puck, Santana arqueou sua sobrancelha, colocando a revista em seu colo para observar sua filha.
Noah segurou em uma mão de Maya e a mesma começava a empurrar com seu pé direito na intenção de começar a andar em seu skate.
“Eu estou conseguindo!” Maya apertava a mão de Puck, sorrindo de orelha a orelha, ao perceber que graças a seu próprio impulso, seu skate estava saindo do lugar. “Mama, olha!” A pequena chamava por Santana que sorria ao ver a felicidade da filha.
“Oh... Vou filmar para mostrar para a mamãe Quinnie.” Santana tirava o celular de sua bolsa e em segundos começava a filmar a pequena que ia e voltava em seu skate.
“Isso aí, squirt!” Puck comemorava. “Se continuar assim, na próxima vez já vai poder andar sozinha.”
“Jura?” Maya perguntava com seus olhos arregalados. “Você ouviu isso, mama? Logo vou poder andar sozinha!”
“Eu ouvi, mijá...” Santana continuava filmando, até Puck fazer a pequena parar.
“Vamos descansar um pouco, squirt?”
“Mmm... Não estou cansada. Pode ir descansar. Vou continuar brincando.” Maya soltava a mão de Puck, pegando seu skate na mão e virando-o para o outro lado.
“Está bem, mas ande sentada.” Puck fala sério e Maya assentiu, se sentando em seu skate e se empurrando com suas perninhas.
“Obrigada.” Santana falava suavemente, assim que Puck se sentou ao seu lado.
“Imagina, San... Você sabe o quanto eu amo a Maya e faria o que fosse preciso por ela.”
“Eu sei, mas não é só por isso.” A latina terminava de mandar o vídeo para Quinn e pousava seu celular sobre suas pernas. “Maya vê em você uma grande figura de pai, Puck. Ela gosta de passar tempo com você. De brincar. Ela gosta quando você toma conta dela...” Santana sorria, olhando em direção a sua filha. “Não sei o que eu teria feito se não fosse por você. Por todos vocês que me ajudaram com Maya desde quando ela nasceu.”
“San, nós somos amigos desde quando me lembro, e sempre vou cuidar de vocês.” Puck falava carinhoso. “E me sinto muito honrado em saber que Maya me vê dessa forma. Ela é sua filha, mas mudei muito por causa dela. Por vocês.”
“Bom, você estava comigo quando ela nasceu. Foi o primeiro a vê-la.” Santana o cutucava. “Vai ver é por isso que ela é tão grudada em você, Puck. Você deve ter sido a primeira pessoa que ela viu e desde então, criou um grande laço com você.”
“Phew... Imagina ter uma filha com o seu temperamento?” Puck brincava, balançando a cabeça. “Ia ser difícil.” A latina começava a rir, o cutucando novamente. “Mas falando sério, obrigada por ter me deixado fazer parte da vida dela. Meu amor por ela nasceu no momento em que você me contou que estava grávida. Estranho, porque eu nem sequer sou o pai dela...” Puck dava de ombros e agora Santana pousava sua mão sobre a do garoto.
“Você pode não ser o pai dela, mas é como um irmão pra mim. Meu melhor amigo. Nosso melhor amigo.” Santana franzia o cenho e Puck se aproximou depositando um beijo demorado em sua bochecha.
“Fico feliz em ser o tio Puck.” Puck sorria, acariciando a mão de Santana com seu polegar.
“Falando em feliz... Ultimamente você anda mesmo muito feliz.” Santana semicerrava os olhos, olhando para seu amigo. “Posso saber o motivo dessa felicidade toda?”
“Bom...” Puck desviava seu olhar para os dedos da latina, começando a brincar com o mesmo. “Eu... Bom, estou saindo com alguém.” O rapaz falava suavemente, fazendo Santana arquear sua sobrancelha. Puck nunca foi do tipo tímido.
“Mm... É mesmo? Então uma garota finalmente conseguiu fisgar Noah Puckerman? Wow...” Santana brincava, mas Puck apenas sorriu suavemente, deixando-a confusa. “Puck, o que houve? Você sabe que pode conversar comigo sobre o que for.”
“Eu sei... É só que...” Puck passava a mão sobre sua nuca, sem saber por onde começar a falar. “Essa garota. Eu a conheci há um tempo e nunca a vi dessa forma, sabe? E a gente se encontrou há algumas semanas atrás e ela é divertida. Engraçada. E-eu consigo ser eu mesmo sem precisar me esforçar, porque ela causa esse efeito em mim.” Puck falava suavemente e Santana estava surpresa em vê-lo falando daquela forma pela primeira vez. “Ela é realmente muito especial. É carinhosa e me faz sentir nas nuvens, San.” Noah respirava fundo, olhando para Maya.
“Puck, isso é ótimo. Eu fico muito feliz por você.” Santana falava animada, mas percebia que Puck continuava desconfortável. “Certo, Puck... Me conta o que está acontecendo.” A latina cruzava suas pernas, sem soltar a mão do rapaz.
“San...” Puck respirava fundo, olhando para Santana. “E-ela... O problema é que ela é ex-namorada de um amigo meu. Um grande amigo e não sei se isso é certo.” Puck falava suavemente e Santana ficava em silêncio apenas olhando nos olhos de Noah. Sua cabeça começava a girar e mil coisas se passavam pela mesma. Ela não tinha certeza se estava certa, mas tinha quase certeza de que sabia quem era a garota de quem Puck falava.
“Mmm...” Santana murmurava, fazendo um bico suave. “Certo. Ela e seu... Amigo, tiveram um rompimento doloroso? Brigaram? Os dois não se falam?” A latina perguntava sem levantar suspeita de que sabia de tudo.
“N-não. Na verdade os dois tiveram um rompimento amigável.” Puck desviava seu olhar e não podia ver Santana segurando o riso.
“Certo.” A latina respirava fundo. “Bom, se eles tiveram um rompimento amigável e você tiver certeza de que seu – amigo, não é apaixonado por ela ainda, então não vejo problema algum nisso.” Santana falava suavemente e Puck a olhava surpresa. “Se ele é realmente seu amigo, Puckerman vai entender. Aliás, se seu – amigo, estiver seguido em frente, ele sem dúvidas vai entender.” Santana fazia questão de dar uma grande ênfase todas as vezes que se referia ao amigo de Puck.
“Você acha mesmo?” Noah perguntava e Santana tentava segurar a risada.
“Claro.” Santana falava firmemente, ficando em silêncio. “E... Acho que você e Sammy ficam ótimos juntos.” Assim que Santana falou o nome de Samantha, Puck arregalou os olhos, fazendo a latina rir. “Eu não sou idiota, Puckerman” Santana falava rindo. “Essa história de “amigo”, não colocou muito bem. Fora que Samantha já tinha me contado de que estava saindo com um rapaz. Fico feliz que seja você. Sério. Está tudo bem.” Santana apertava suavemente a mão de Puck, tentando fazê-lo relaxar.
“T-tem certeza?” O rapaz perguntava ainda preocupado.
“Claro, Puck. Vai ser ótimo se vocês dois ficarem juntos. Sammy merece ser feliz e tenho certeza que você vai cuidar muito bem dela. Só, por favor, não a machuque, está bem? Ela é a pessoa mais adorável que já conheci e não quero vê-la machucada.” Santana falava suavemente e Puck parecia relaxar um pouco.
“Jamais a machucaria, San. Sammy realmente é uma pessoa especial. Eu juro que não tinha olhos para ela enquanto vocês namoravam. Eu juro, cara. Ela pra mim era só mais uma amiga. Aí vocês terminaram e a encontrei em uma festa e conversamos e depois acabou acontecendo. Ela andava preocupada com você, mas eu disse que tinha certeza que você aceitaria numa boa, só queria que você acreditasse em mim. Juro que nunca a vi com outros olhos quando... – “
“Puckerman!” Santana o interrompia. “Está tudo bem. Acredito em vocês. Sempre confiei nela e sei que nenhum de vocês faria nada pelas minhas costas. Acredite, estou realmente feliz que o novo namorado da Sammy seja você.”
“Obrigado. Você é incrível.” Puck se aproximava novamente, depositando outro beijo em sua bochecha. “Te amo, San.”
“Eu também te amo, Puckerman.” Santana sorria e agora voltava sua atenção para sua filha. “Já estamos aqui há horas. Está na hora de levar Maya para casa. Judy e Russel vão buscá-la.”
“Já estão assim? Viraram avós dela essa semana e já estão querendo passar o dia com Maya?” Puck brincava.
“O que posso fazer se minha filha tem esse charme que conquista a todos?” Santana encolhia seus ombros.
“Então melhor irmos. Marquei de encontrar com a Samantha daqui a alguns minutos.” Puck comentava ainda desconfortável.
Santana queria brincar com Puck, mas preferiu se controlar já que sabia que teria oportunidades melhores para isso. A latina chamou por Maya que resmungou o caminho todo até o carro por ter que ir embora. Apesar de estar feliz por sair com seus novos avós, a pequena estava amando andar de skate e queria ficar mais tempo com seu tio Puck.
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“Te amo, mama.” Maya depositava um beijo na bochecha de Santana que a pegava no colo.
“Te amo, munchkin. Se comporte, está bem?” Santana se despedia de Maya, enquanto Judy e Russel esperavam a pequena.
“Prometo, mama.” Maya sorriu depositando um selinho contra os lábios de Santana e saindo de seu colo. “Podemos ir agora, vovó Judy.” A pequena pegava na mão de Judy e os três se despediam de Santana.
Assim que a porta se fechou, Santana pegou seu celular, mandando uma mensagem para Quinn.
Santana: Seus pais acabaram de sair daqui. Você tem certeza que eles não vão aparecer aqui com milhões de presentes para Maya? X.
Santana não sabia o que esperar de Judy e Russel, mas confiava neles. Sabia que tomariam conta de sua filha, mas não queria que gastassem um centavo sequer com Maya. A garotinha sabia como convencer alguém a lhe dar algo e antes de deixá-la ir, fez Maya prometer que não pediria presente algum. Ia se comportar e mostrar a criança educada que era. Afinal, era a primeira vez que a pequena saia com Judy e Russel, e Santana não queria que sua filha causasse má impressão.
Quinn. Relaxa, Tana. Até parece que meus pais iriam comprar milhões de presentes... Talvez só mil? Quem sabe? Há há.
Ao ler a mensagem que Quinn lhe enviou, Santana revirou os olhos. Tão típico de avós encherem a neta de presentes, mas Maya não era a neta dos Fabray, e Santana realmente torcia para que sua filha não chegasse lotada de coisas.
Santana: Q, eu adorei seus pais, mas realmente não quero que eles gastem nada com Maya.
Santana respondeu e após ter apertado para enviar, seu celular começou a tocar com uma ligação de Quinn.
“Você precisa relaxar.” Quinn falava carinhosa, assim que Santana atendeu.
“Quinn, só não quero que seus pais tenham uma imagem diferente da Maya, ou de mim.” Santana respirava fundo. “Você sabe como minha filha é. Ela provavelmente vai babar por todos os brinquedos e... Quinn...-“
“Amor, para. Meus pais adoraram vocês e ficaram tão apaixonados por Maya, que ficaram doidos para passearem com ela. Eles só vão assistir a um filme e levá-la ao zoológico .” Quinn falava calmamente, tentando tranquilizar Santana.
“Eu sei. É só que...- “
“San, você não precisa se sentir assim. Meu pai te adorou. Minha mãe te achou incrível e inteligente. Eles ficaram apaixonados por vocês. Confia em mim, amor. Maya sem dúvidas vai ganhá-los ainda mais essa tarde e vai ficar tudo bem.” Santana podia ver o sorriso de Quinn, e tentava relaxar. Talvez Quinn tenha razão. Santana só está exagerando.
“Certo. Você tem razão.”
“Sempre tenho razão, Lopez.”
“Ah... Às vezes.” Santana brincava, fazendo Quinn rir. “Vamos nos ver hoje à noite? Pensei em talvez assistir a um filme e pedirmos comida japonesa.”
“Depende...” Quinn brincava. “Vou poder ter os abraços confortáveis e os seus beijos deliciosos?” A médica falava suavemente.
“Wow... Quinn, vai com calma. Eu tenho namorada.” Santana fingir estar em choque.
“Mmm, é mesmo? E ela é gostosa?” Quinn perguntava.
“Você não faz ideia.”
“Droga! Será que não posso te roubar pra mim? A gente foge viajando pelo mundo todo.” Quinn falava lentamente, fazendo Santana rir.
“Ugh! Você é muito dork. Minha dork.” Santana falava carinhosa.
“Sua dork.” Quinn respondia, ficando em silêncio por alguns segundos. “Eu te amo, sabia?”
“Eu também te amo, princesa. Então, hoje à noite?”
“Nos vemos hoje noite, cookie.”
“Ew, Quinn... Não. Cookie, não.” Santana fazia careta e podia ouvir a risada gostosa de Quinn.
“Cookie. Cookie. Cookie. Te amo. San, preciso ir. Nos vemos hoje a noite, está bem? Te amo, cookie.” Antes que Santana pudesse responder, Quinn desligou o telefone.
“Céus, namoro a mulher mais dork do mundo.” Santana falava consigo mesma, largando seu celular no sofá e indo tomar um banho para relaxar.
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“San?” A voz de Rachel ecoava na sala de Santana.
“Na cozinha.” A latina respondia, enquanto preparava seu café.
“Hey...” Rachel se aproximava de sua amiga, encostando-se no balcão. “Como não nos vimos essa semana, queria saber como foi o jantar com os pais da Quinn.” A morena falava animada, fazendo Santana sorrir.
“Foi muito bom.” Santana tirava duas xícaras de seu armário, colocando uma delas na frente de Rachel. “Você sabe o quanto sou péssima para esse tipo de coisas, mas eles conseguiram me deixar muito confortável.” A latina servia sua amiga, após servir a si mesma. “Eles são ótimas pessoas e aparentemente ótimos pais.”
“Aww San, isso é ótimo!” Rachel se sentava em um dos bancos próximo ao balcão. “Então você não surtou?”
“Não.” Santana sorria. “E sem contar que tendo Maya ao meu lado foi muito mais fácil. Ela conseguiu conquistá-los no momento em que botaram os olhos nela.”
“Não tenho dúvidas disso. Essa garota conquista qualquer um.” Rachel dava um gole em seu café. “Brittany me contou o quanto os pais da Quinn são divertidos. O quanto eles são protetores. Parece que depois que Cassie faleceu, eles mudaram bastante. Digo, não sei como foi à mudança em si, mas...”.
“Eu acho que sei qual foi.” Santana comentava. “Parece que eles eram muito ligados em apenas cuidar de Cassie e acabar se esquecendo de que podiam ter feito diferente. Ter deixado à garota aproveitar enquanto pudesse. É fácil ver o quanto eles se preocupam com isso, sabe? Sempre perguntavam se eu e Quinn estávamos felizes e que deviamos aproveitar cada segundo e se preocupar apenas em viver nossa vida e cuidar de Maya.” Santana pausava, dando um gole em seu café. “Eles focaram tanto no tratamento de Cassie, que aparentemente se esqueceram de viver os momentos em família. Os momentos da diversão. Afinal, Quinn e Cassie ainda eram crianças.” A latina falava suavemente e Rachel assentia.
“Eu entendo. Não faço ideia de como deve ser difícil perder um filho.” Rachel sussurrava.
“É um vazio horrível. Quando Maya foi parar no hospital, meu mundo parecia estar desabando. É muito difícil explicar.” Santana pressionava seus lábios suavemente, desviando seu olhar de Rachel. “Imagino o quanto os Fabray devem ter sofrido com todo o processo que passaram com Cassie. E ainda tinham que cuidar de Quinn...”.
“É complicado.” Ambas tomavam seu café, ficando em silêncio por alguns segundos. “E cadê a minha afilhada?”
“Bom, isso agora é uma novidade...” Santana pausava, arqueando sua sobrancelha. “Durante o jantar, Maya pediu se podia chamar Judy e Russel de avós, e adivinha? Eles aceitarem.” Santana balançava a cabeça e Rachel começava a rir.
“Não acredito, San. Essa garota sabe como usar seu pequeno charme.”
“Nem me fale.” Santana revirava os olhos. “Enfim, ontem eles me ligarem pedindo se podia levá-la para passear e passar à tarde com ela. Provavelmente devem estar no zoológico uma hora dessas.”
“Wow, Maya realmente roubou o coração deles. Sua mãe vai ficar com ciúmes.” Rachel brincava.
“Nah, ela vai ficar bem. Mama sabe o quanto Maya precisa de mais gente na sua vida que a ame.” Santana falava suavemente e Rachel apenas sorriu. “É estranh. Às vezes me pergunto como seria nossa vida se aquele idiota do pai dela estivesse aqui.” Rachel franzia sua sobrancelha olhando confusa para Santana. “Não que eu queira o Jonah na minha vida, mas eu sinto tanta raiva dele, Rach. Ele nem sequer quis saber da Maya. Nem se interessou quando contei que estava grávida. Ele simplesmente me expulsou da casa dele e disse que nunca assumiria a criança.” Santana mordia o canto de sua boca e sua amiga ficava em silêncio. Rachel sabia que o pai de Maya era um assunto delicado para Santana. “Maya sente falta. Ela sente falta de um pai, mesmo sabendo que tem tanta gente que a ama...” Santana pausava, dando um gole em seu café. “Bom, ela tem Puck, Kurt, Blaine, você, Quinn... Ela tem Brittany. Maya sabe que nunca vai estar sozinha e conforme for crescendo, se ela perguntar do pai farei questão de contar. Ela tem o direito de saber.”
“Ele foi realmente muito idiota. Maya é uma criança incrível e ele está perdendo tudo isso.” Rachel falava suavemente.
“É bom, Rachel. Por um lado é bom. Não preciso ficar dividindo minha filha com ninguém. Ela não precisa ficar pra lá e pra cá a cada fim de semana porque precisa ficar com o pai. Ela é só minha e acho que isso é o suficiente pra ela.” Santana respirava fundo e sentia seus olhos encherem de lágrimas.
“É claro que isso é o suficiente pra ela, Santana. Maya é apaixonada por você e te ama incondicionalmente. Ela reconhece todo o esforço que você faz, e pode ter certeza que aquela garota, não te trocaria por ninguém nesse mundo.” Rachel pousava sua mão sobre a de Santana. “Você faz um ótimo trabalho com ela. É uma ótima mãe, San. Consegue cria-la sozinha e não tenho dúvidas de que Maya tem orgulho da mãe que tem.” A morena sorriu suavemente e Santana assentiu, passando a mão sobre suas bochechas.
“Obrigada, Rachel.”
“Esqueça o Jonah, está bem? Maya é sua filha e de mais ninguém.”
“Você tem razão. Ela é minha.” Santana falava suavemente e Rachel se aproximou depositando um beijo contra sua bochecha.
“Bom, eu vim aqui só para ter notícias da sua noite, mas preciso ir. Ainda tenho que correr para meu ensaio. Fica bem, San.” Rachel acariciou sua mão e Santana agradecia se despedindo de sua melhor amiga.
“Nos vemos depois.” Santana gritava da cozinha e logo ouvia a porta se fechando.
Sempre que Santana pensava no pai de Maya, a mesma sentia raiva por tudo que tinha acontecido. Ela realmente odiava Jonah, mas era feliz por ter ganhado a bebê mais linda do mundo. Santana não se arrependia do que tinha feito, mas quando descobriu que estava grávida, sempre achou que teria todo o suporte que precisava de Jonah, mas com tamanha rejeição foi difícil prosseguir nos primeiros meses de gravidez. Graças a sua família e seus amigos, Santana conseguiu criar Maya sozinha e fez questão de esquecer que Jonah era o pai da sua filha.
Após tomar seu café, Santana abriu seu laptop estudando para mais alguns passos de dança para sua próxima aula. Apesar de não ser tão paciente com crianças além de sua filha, Santana pensava em dar aulas para os pequenos. Brittany dizia o quanto era divertido vê-los dançando e contava que era impossível se estressar com eles, já que os mesmo levavam tudo na brincadeira e copiava o professor.
Santana pesquisava sobre isso e se perdia no quão interessante era tudo aquilo. Algumas vezes sorria ao ver uma garotinha ou um garotinho adorável dando seus primeiros passos de balé e imaginava que talvez Brittany tivesse razão. Ela poderia se divertir com aquilo.
Algumas horas se passaram e logo a porta de seu apartamento se abriu fazendo-a sair de seu transe. Santana fechou seu laptop e assim que se levantou, ouviu a voz de sua pequena a chamando.
“Mama! Mama, nós chegamos!” Maya chamava sem parar e Santana apareceu em sua sala, encontrando a pequena segurando um lindo unicórnio de pelúcia em sua mão direita e um macaquinho roxo em sua mão esquerda. Santana revirou os olhos.
“Hey, little monkey.” Santana falava carinhosa e Maya correu pulando em seu colo.
“Mama, olha!” A pequena mostrava seus dois novos amiguinhos. “Vovô me comprou esses dois ursinhos de pelúcia. Eles não são fofos?”
“São lindos, mijá, e sua tia Brittany vai adorar esse unicórnio.” Santana ria baixo, depositando um beijo contra a bochecha de Maya. “Espero que essa mocinha tenha se comportado.” Santana agora se virava para Russel e Judy a sua frente.
“Imagina, Santana. Ela é um amor, e adoramos levá-la para o zoológico. Maya é muito esperta e conhecia todos os animais.” Russel respondia orgulhoso.
“Aprendo tudo com a Dora.” Maya assentia, fazendo Santana sorrir.
“Ah, com Dora? Então estou pagando sua daycare à toa?” Santana arqueava sua sobrancelha e Maya a olhava confusa.
“Não, mamãe. Aprendo muito lá também.” Maya assentia.
“Espero.” Santana brincava. “Vocês aceitam um café? Faz algumas horas que fiz, mas continua fresco.”
“Obrigada, querida, mas nós já estamos indo.” Judy sorria simpática. “Temos algumas coisas para resolvermos ainda.” A mãe de Quinn se aproximou de Maya, depositando um beijo na bochecha da pequena. “Tchau, meu amor. Espero que tenha se divertido muito.”
“Foi demais, vovó!” Maya falava empolgada, abraçando Judy. “Obrigada pelos presentes.” A pequena sorria.
“Imagina. Não tem de que.” Judy saia do abraço de Maya, abraçando Santana. “Tchau querida, muito obrigada por ter nos deixado passar um tempo com ela. Parabéns, você tem um criança de ouro.”
“Obrigada, Judy.” Santana sorria orgulhosa de sua filha.
“Tchau, baby girl, nos vemos em breve, está bem?” Russel agora se aproximava se despedindo de Maya.
“Certo, vovô. Nos vemos em breve. Obrigada pelo sorvete.” Maya ria baixo, fazendo Russel sorrir.
“Depois tomaremos mais sorvete.” Russel depositava um beijo na pequena, antes de virar para Santana. “Tchau, Santana. Obrigado por ter nos deixado conhecê-la melhor.”
“Imagina. Vocês são sempre bem vindos.” Santana falava suavemente e após se despedirem, Russel e Judy saiam do apartamento de Santana deixando mãe e filha a sós.
“Ok, munchkin. Hora de tomar banho.”
“Awww mama...” Maya fazia um bico adorável, fazendo Santana sorrir.
“Nada de mama... Você provavelmente deve ter bagunçado o dia inteiro e está cansada, suada e suja.” Santana arqueava sua sobrancelha, levando Maya até o banheiro e abrindo a água da banheira. “A mamãe vai deixar seus amiguinhos na sua cama. Enquanto isso tira sua roupa e coloca no cesto.” Santana pegou os dois ursos da mão da filha e sem dizer mais nada, Maya apenas respirou fundo, começando a tirar sua roupinha e se preparar para tomar banho.
Santana voltava com um elástico preto na mão, se colocando atrás de Maya e prendendo o cabelo da filha em um coque no topo da cabeça da mesma. Antes de medir a temperatura da água e colocar a pequena dentro da banheira.
“Nada de molhar o cabelo, Maya. Nós já o lavamos essa manhã.” Santana lhe avisava, pegando o sabonete e a bucha em formato de borboleta roxa de Maya. “Vamos tomar um banho delicioso, quentinho e rápido, porque a mamãe Quinnie deve estar chegando.”
“Ela vem hoje?” Maya perguntava sorrindo, brincando com as bolhas que se formavam em sua volta.
“Sim, mijá.” Enquanto Santana lavava o corpinho de Maya, a mesma começava a cantar balançando sua mãozinha para o lado e para o outro, espalhando a espuma que se formava de seu delicioso sabonete de frutas. A pequena balançava sua cabeça enquanto cantarolava. “Fecha os olhos.” Santana pedia suavemente e Maya fechou, deixando que sua mãe lavasse seu rostinho. “Pronto. Ok, mi amor, você tem alguns minutos para brincar e depois venho te buscar.” Santana colocou dois brinquedos de Maya na banheira deixando-a aproveitar a água quente e saiu do banheiro para separar o pijama da filha.
Alguns minutos se passaram e Santana voltou para o banheiro, tirando Maya da água e passando a toalha em volta do corpo da filha. A mesma a levou para o quarto, a colocando em cima da cama, começando a secá-la rapidamente para não molhar o lençol.
“Me conta como foi seu dia, munchkin.” Santana começava a vestir a pequena enquanto a mesma começava a falar.
“Foi muito legal, mamãe. Nós fomos direto para o zoológico e tinha tanta coisa legal. Primeiro nos vimos o leão e o nome dele era Simba.” Maya falava empolgada, fazendo Santana sorrir.
“Simba? Wow, que original, mijá.” Santana brincava, vestindo a calça de pijama em Maya.
“Sim, como no filme. Depois fomos ver o gorila John. Ele não parecia muito legal, mamãe.”
“E por que não?” Agora Santana colocava a blusinha do pijama em Maya.
“Porque ele só andava para um lado e para o outro, nem olhou para gente.” Maya balançava a cabeça fazendo Santana rir. “Depois nos vimos à girafa. Os macacos, as onças...” Maya começava a contar todos os bichos que tinha visto. Pelo menos o que ela lembrava, já que no zoológico tinham vários animais.
“Vocês viram muitos animais, munchkin.” Santana sentava Maya na cama, secando os pezinhos da mesma. “Você almoçou?”
“Mhm... Adivinha o que nos comemos?”
“Mmm... Deixa eu ver... Sorvete?” Santana sorria, calçando a meia sapatilha cor de rosa no pé da filha, já que Maya odiava chinelinhos com elástico.
“Sim, e também cachorro-quente!” Assim que a pequena falou o que tinha almoçado, Santana a olhou confusa.
“Maya, você comeu cachorro-quente?” Santana perguntava.
“Mhm, e estava uma delicia, mama.”
“Maya, você sabe que não pode comer isso.” A latina falava sério.
“Mas mama, foi à vovó quem comprou.” Maya encolhia seus ombros.
“Você devia ter dito a ela que não podia comer, Maya.” Santana revirava os olhos. “Da última vez em que você comeu algo que não podia, foi parar no hospital. Quantas vezes tenho que te falar que você não pode comer cachorro-quente?” A latina falava autoritária e Maya pousava suas mãos em seu joelho, balançando seus pés. “Céus, Maya.”
“E-eu esqueci.” Maya olhava para seus pezinhos, falando baixo.
“Eu devia ter os avisado.” Santana respirava fundo. “Bom, só espero que você não passe mal essa noite.” A latina pegou a toalha da filha, levando para o banheiro e voltando para o quarto. “Vem. Vou te fazer o chá que a abuela te mandou. Talvez isso evite que você passe mal.”.
“Me desculpa, mamãe.” Maya abaixava sua cabeça, enquanto Santana a pegava no colo.
“Você sabe o quanto a mamãe fica brava quando você come essas coisas, mijá. Não faça isso. Eu sei que cachorro-quente é seu favorito, mas não se esqueça de que você só porque comer aqueles que a Quinn nos ensinou.” Santana falava carinhosa, depositando um beijo na testa da filha.
“Prometo que na próxima vez vou avisar a vovó e o vovô.” Maya passava seus braços em volta do pescoço de Santana, apoiando seu queixo contra o ombro de sua mãe.
Sem dizer nada, Santana foi preparar o chá. Ela esperava de coração que sua filha não passasse mal essa noite. Depois que foram parar no hospital, Santana tirou tudo que podia causar mal a Maya de sua casa e conversou várias vezes com a pequena sobre o que ela podia e não podia comer. Ela estava com medo de que algo acontecesse com Maya e sabia que não tinha como culpar os pais de Quinn, já que aparentemente os mesmos não foram avisados. Santana nunca ficou tão assustada em toda sua vida e faria o possível para evitar que aquilo acontecesse de novo.
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“Mamãe Quinnie!” Maya saia de trás do sofá correndo em direção à Quinn.
“Hey, baby girl.” A médica sorria, pegando a pequena no colo. “O que você estava fazendo atrás do sofá, huh?” Quinn depositava vários beijos na bochecha de Maya, fazendo-a rir baixo,
“Estava me escondendo da mamãe.” Maya colocava sua mão na boca, e antes que pudessem dizer alguma coisa, Santana aparecia da cozinha semicerrando os olhos.
“No colo da mamãe Quinnie não é um bom esconderijo, mijá.” A latina brincava.
“Eu estava escondida, mas aí a mamãe Quinnie chegou e sai correndo. Não vale, mama!” Maya pulou do colo de Quinn, saindo correndo para seu quarto, fazendo as duas rirem.
“Hey, amor...” Quinn se aproximava sorrindo de Santana, pousando suas duas mãos no rosto da mesma, depositando um selinho demorado. “Senti saudades.”
“Awww dork. Eu também senti saudades.” Santana brincava, depositando outro selinho contra os lábios de Quinn. “Espera...” A latina franzia seu nariz, se aproximando do pescoço e em seguida do ombro de Quinn, cheirando sua namorada. “Ewww, Quinn... Que cheiro é esse?” Santana se afastava e Quinn virava seu rosto cheirando seu braço.
“O que? Cheiro do que?” A médica perguntava confusa.
“Ew, Q... Você está cheirando a... Hospital.” Santana comentava, fazendo Quinn revirar os olhos.
“Cookie, eu estava no hospital. Sem dúvidas estaria com esse cheiro.”
“Então vá tomar um banho e tirar esse cheiro horrível antes de me abraçar novamente.” Santana gesticulava, mandando Quinn ir tomar banho e se afastava.
“Awww Cookie... Nem mais um beijinho antes de ir para o banho?” Quinn fazia um bico adorável, se aproximando de Santana que continuava se afastando.
“Não. E pare de me chamar de Cookie.” A latina fazia careta, se colocando atrás da mesa. “Lucy Quinn Fabray, vá já tomar banho!” Santana falava autoritária fazendo Quinn rir.
“Nope. Não antes de ganhar outro beijo.” Quinn andava rápido dando a volta na mesa para alcançar Santana, mas a mesma correu para o lado do balcão, começando a rir.
“Quinn!” Santana tentava falar sério, mas esse era um dos momentos em que ela mais sentia falta com Quinn. A naturalidade no qual as brincadeiras fluíam. O modo como Quinn conseguia lhe arrancar um simples sorriso mesmo com as coisas mais simples.
“Cookie!” Quinn finalmente alcançava Santana já na sala, passando seus braços em volta da cintura da mesma e a puxando para perto de si.
“Está bem. Está bem!” Santana ria, deitando sua cabeça para trás, em um dos ombros de Quinn. “Um beijo rápido para você poder ir tomar banho feliz.” Quinn depositava beijos carinhosos contra a bochecha de Santana, antes da mesma se virar ficando de frente para ela.
“Te amo... Mesmo nas horas em que você está com esse cheiro insuportável.” Santana falava suavemente.
“Eu também te amo, mesmo quando você chega suada e fedendo das suas aulas de dança.” Quinn brincava.
“Blá, blá, blá.” Santana revirava os olhos. “Chego em casa perfumada.”
“Mhmmm... Claro, Cookie. Agora meu beijo.” Quinn fazia bico novamente e Santana colocou a mão no nariz, tampando o mesmo e Quinn voltava a rir. A latina fazia bico e depositava um selinho suave contra seus lábios, se afastando. “Você é muito boba, sabia?”
“Bom, mas você me ama.” Santana dava de ombros.
“Não sei nada sobre isso, Lopez!” Quinn falava enquanto se afastava indo se preparar para o seu banho.
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Quinn, Maya e Santana estavam sentadas em volta da mesa, enquanto comiam uma deliciosa comida japonesa – a pedidos de Quinn. –. Quinn contava sobre seu dia e as duas Lopez a ouvia e muitas vezes Santana criticava alguma enfermeira na qual Fabray reclamava.
Logo Maya começou contar sobre seu dia com Russel e Judy, causando um enorme sorriso nos lábios de Quinn. Maya contava sobre o unicórnio que tinha ganhado e seu macaco roxo no qual se apaixonou.
“E...” Maya respirava fundo, abaixando a cabeça se preparando para contar sobre seu próximo assunto. “Desculpa, mamãe Quinnie, mas a vovó Judy comprou cachorro-quente e eu comi.” A pequena olhava para sua mãe pelo canto dos seus olhos.
“O que?” Quinn perguntava surpresa olhando para Santana. “Oh céus, San... Amor, desculpa. Esqueci completamente de avisá-los que Maya é alérgica a esse tipo de coisas.” A médica falava preocupada.
“Amor, tudo bem.” A latina falava suavemente, pousando sua mão sobre a de Quinn.
“Tudo bem, Quinnie. Mami já me deu o chá da abuela e vou ficar bem.” Maya sorria suavemente, mas isso realmente tinha deixado à médica preocupada. Ela deveria ter avisado seus pais. Depois de tudo o que Santana passou com Maya no hospital, Quinn não deveria ter se esquecido de avisar algo tão importante. A culpa fazia seu coração apertar e ela esperava que Maya não passasse mal naquela noite.
“Hey...” Santana podia ver o olhar de preocupação nos olhos de sua namorada. “Amor, está tudo bem. Maya vai ficar bem.”
“Me desculpa, Tana.” Quinn falava novamente.
“Não se preocupe.” Santana sorriu, levando a mão de Quinn até seus lábios e depositando um beijo carinhoso.
“Podemos tomar sorvete agora?” A pequena interrompia o momento das duas, balançando seu garfo da hello kitty na frente das duas.
Após tomarem sorvete, as três deitaram juntas na cama de Santana, assistindo um dos filmes favoritos de Maya. A pequena estava abraçada com Quinn e a mesma deitava sua cabeça contra o peito de Santana.
Não demorou para a respiração de Maya começar a pesar e a pequena desmaiar dormindo abraçada com Quinn. Santana se levantou da cama, pegando a pequena no colo e a levando para seu quarto.
A latina depositava um beijo na testa da filha, colocando o lençol por cima da mesma e seu novo amigo roxo ao seu lado. Santana acendeu a luz fraca do abajur ao lado da cama e torcia para que sua filha pudesse dormir bem a noite toda sem nenhuma crise.
“Te amo, mijá.” Santana falava com seu sotaque, antes de voltar para seu quarto. “Espero que ela não passe mal essa noite.” A latina deixou a porta do quarto de Maya e a sua porta aberta para vigiar a pequena. A mesma tirou seu short jeans, ficando apenas de calcinha e seu top esportivo cinza, indo se deitar.
“Ela vai ficar bem.” Quinn respondia, se ajeitando embaixo do lençol. “Qualquer coisa, estou aqui.” A médica sorriu e Santana agora deitava ao seu lado, se cobrindo com lençol e Quinn rapidamente deitou sua cabeça contra o peito da mesma, passando um de seus braços por cima de sua cintura.
Sem dizer nada, Santana sentia o perfume delicioso de Quinn, enquanto seus dedos acariciavam carinhosamente os cabelos da médica.
“Mmmm... Eu te amo, Q.” Santana sussurrava, depositando um beijo contra a cabeça de Quinn.
“Eu também te amo, amor.” Quinn respondia suavemente, começando a rir. “Cookie, para de cheirar meu cabelo.” A médica pousava sua mão no rosto da latina.
“Mm? E-eu não estou cheirando nada.” Santana respondia, passando sua outra mão pela cintura de Quinn, trazendo-a para mais perto dela. “Eu gosto desse cheiro.” A latina brincava, acariciando as costas de sua namorada.
“Como você é boba, San... Esse é o meu cheiro. É o perfume que eu estava quando cheguei.”
“Não é não. Esse é doce. O outro era... Hospital. Ew.” Santana fazia careta novamente.
“Shh Cookie. Vamos dormir, porque eu estou cansada.” Quinn pousava sua mão contra os lábios de Santana, enquanto fechava seus olhos.
“Quinn!” Santana a repreendia e Quinn começava a rir, antes de abraça-la para que ambas pudessem finalmente descansar do dia cheio que tiveram.
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Ela se mexia para um lado, depois para o outro. Seus pezinhos batiam sem parar contra seu lençol os tirando de cima de seu corpo. Seu macaco roxo caia de sua cama, enquanto a mesma se virava novamente ficando de barriga para cima e deixando seu braço cair ao seu lado.
No meio da madrugada, a respiração de Maya ficava fraca a fazendo se incomodar com a posição em que tentava dormir. A pequena respirava fundo, mas estava dormindo tão pesado, que não conseguia perceber que mal conseguia respiração.
Seu peito subia e descia lentamente com força causando muitas vezes dor pelo esforço que estava fazendo. Maya começava a resmungar, batendo sua perna com força contra sua cama. A pequena chorava algumas vezes, mas ainda continuava dormindo.
Finalmente, depois de alguns minutos resmungando, Maya começava a chorar por não estar conseguindo respirar. Aquilo estava lhe incomodando e era como se alguém estivesse lhe sufocando. Seus olhinhos começavam a se abrir lentamente e seus soluços aumentavam, fazendo piorar ainda mais sua situação.
Maya virava sua cabeça para um lado e para o outro, até finalmente acordar e perceber o que estava acontecendo. Depois de seu último acidente no qual a fez parar no hospital. Maya estava tendo uma crise de bronquite. Sua falta de ar começava a atacar e ela desejava que ainda estivesse dormindo no quarto de sua mãe.
Estava difícil controlar o choro e aquilo deixava seu corpinho mole, mas antes que Maya se levantasse parar ir até sua mãe, Santana entrava acendendo a luz.
“Mama...” Maya falava chorando, levantando seus braços para que Santana a pegasse.
“Shh, munchkin, a mamãe está aqui.” Santana pegava Maya no colo, a colocando em sua cintura, enquanto a mesma deitava a cabeça em seu ombro.
“Mama... E-eu não consigo.” A pequena chorava em silêncio, enquanto Santana andava até o pequeno guarda-roupa, pegando o inalador e levando junto com remédio para o seu quarto.
“Respira, mi amor, tenta se acalmar. A mamãe já vai arrumar sua inalação.” Santana falava carinhosa, e assim que entrou em seu quarto, Quinn começava a acordar, encontrando Maya sendo colocada na cama ao seu lado.
“Hey...” Quinn sussurrava. “San, o que houve?” A médica se sentava na cama, encostando-se contra a cabeceira e Maya se sentava entre suas pernas.
“Ela está passando mal, amor.” Santana respondia, terminando de preparar o remédio no copo do inalador. “Mijá, respira... “ A latina colocou o inalador ao lado da cama, o ligando na tomada, e entregando o copinho com a máscara para Maya.
“Segura, meu amor. Eu vou te ajudar, está bem?” Quinn segurava a máscara na frente do rosto de Maya, e Santana ligava o aparelho, voltando para se sentar em sua cama.
“É por isso que a mamãe não gosta que você desobedece, Maya,” Santana falava calmamente, enquanto a pequena estava com sua cabeça encostada no peito de Quinn a olhando. “Sei que você ama cachorro-quente, mas precisa aprender a comer o que a mamãe Quinnie faz. Precisa parar de comer o que não pode ou vai passar mal todas às vezes.”
“Desculpa, mama.” Maya falava contra a máscara, deixando sua voz de sono abafada.
“Eu sei, mi amor. Eu sei. Mas precisa me prometer que vai obedecer, está bem?”
“Si, mami. Yo prometo.” Maya falava em espanhol, fazendo Quinn sorrir.
“Ok mijá, agora faça sua inalação para poder voltar a dormir.” Santana depositou um beijo contra a cabeça da filha.
Enquanto fazia sua inalação, Quinn a segurava, acariciando seus bracinhos na tentativa de fazê-la dormir novamente. Santana estava sentada ao lado de suas duas garotas, apenas esperando que sua pequena dormisse. Quinn estava com a cabeça deitada sobre seu ombro e a latina as observava carinhosamente.
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“Mama!” Maya balançava sua mãe pelos ombros, tentando acordá-la naquela manhã. “Mama, estou com fome.” A pequena sussurrava já que Quinn ainda dormia logo ao seu lado. “Argh!” Maya resmungava, percebendo o quão pesado sua mãe dormia. Ela sabia que Santana não acordaria, mas não podia negar o seu pequeno estômago que começava a roncar.
Maya se colocou de pé na cama, passando por cima de Quinn e aproximando seu rostinho ao da mesma.
“Mamãe Quinnie!” Maya sussurrava, apertando a bochecha de Quinn. “Quinnie!” A pequena tentava novamente e para sua sorte, Quinn começava a abrir os olhos lentamente.
“Maya?”
“Mamãe Quinnie, e-eu estou com fome.” Maya sussurrava, passando seus dedinhos sobre a testa de Quinn.
“Mmm... Que horas são, princesinha?”
“Não sei.” Maya dava de ombros. “Será que você pode me fazer panquecas?” Quinn alcançava seu celular no criado mudo, onde o mesmo marcava nove horas da manhã.
“Claro.” Quinn sorria, passando a mão pelo seu rosto. “Vamos antes que a mamãe Tana acorde, meu amor.” A médica se levantou da cama com cuidado, pegando Maya em seu colo, indo em direção ao banheiro antes de irem para cozinha.
“E então, meu amor. Como você prefere suas panquecas hoje?” Quinn colocava Maya sentada em cima do balcão no centro da cozinha, enquanto sorria se aproximando do fogão.
“Mmmm, pode ser panquecas com...” Maya colocava a mão no queixo, fazendo carinha de pensativa. “Oh, com chocolate!” A pequena levantava seus braços, fazendo Quinn rir.
“Ok, bebê. Panquecas com chocolate.”
Enquanto Quinn preparava o café a manhã, Maya estava com sua pequena tigela da hello kitty comendo morangos, e começava a cantar sendo acompanhada por Quinn. As duas sorriam e balançavam o corpo de um lado para o outro dançando.
Maya adorava as manhãs em que ajudavam sua mãe ou Quinn. Era sempre divertido e ela adorava ajuda-las a cozinhar.
Ambas estavam tão distraídas uma com a outra, que não percebiam que Santana estava encostada na porta, sorrindo sem parar. Aquela cena a sua frente fazia seu coração pular. A vontade de construir sua vida com Quinn aparecia como um suspiro em seu peito. A latina podia ver o quão boa a médica era com Maya, e imaginava como seria se juntas tivessem uma mini Quinn ou outro mini Lopez correndo por aquela casa.
Santana podia ver na frente dos seus olhos o seu futuro com Quinn, e esperava que seu sonho um dia pudesse se realizar. Ela era apaixonada por Quinn, e estava mais do que certa de que Maya também amava sua futura-nova mamãe Quinnie.
“Wow... Vocês são ótimas!” Santana comentava, fazendo-as pararem de cantar.
“Mama!” Maya falava empolgada. “Finalmente acordou. Eu e a Quinnie estamos fazendo um delicioso café da manhã.”
“Mmmm, o cheiro está uma delicia.” Santana se aproximava de Quinn, depositando um selinho em seus lábios. “Bom dia.”
“Bom dia, Cookie.” A médica respondia, voltando sua atenção para suas panquecas.
“Bom dia, munchkin!” Santana se aproximava de Maya. “Dormiu bem depois que fez inalação?”
“Sim, mama. Dormi muito bem na sua cama.” Maya esticava seus bracinhos chamando por Santana que se aproximou, ficando de frente para a pequena. “Desculpa de novo, mamãe. Prometo que não vou mais comer cachorro-quente igual da Ellie. Só os da mamãe Quinnie.” A pequena passava seus braços por baixo dos de Santana, abraçando a mesma.
“Obrigada.” Santana abraçava sua filha, depositando um beijo contra a bochecha da mesma. “Sei que é difícil, munchkin, mas prometo que faremos os melhores cachorros-quentes que você já comeu, está bem?”
“Pode ser hoje?” Maya perguntava animada, se afastando para encontrar os olhos de sua mãe.
“Mmmm...”
“Por favor, mama!” Maya fazia um bico adorável, fazendo Quinn rir baixo ao passar por elas.
“Duvido você conseguir negar um pedido desses.” Quinn brincava, colocando o grande prato de panquecas na mesa.
“Vamos pensar, está bem?” Santana pegava Maya no colo, a tirando do balcão e a levando para se sentar na cadeira.
Logo Quinn se sentava ao lado de Maya, começando a servi-la, colocou um prato de panqueca a sua frente, com um delicioso copo de suco de laranja.
“Panquecas para a minha bebê mais linda.” Quinn falava carinhosa, fazendo Santana e Maya sorrirem. “E uma xícara de café para a minha Cookie.” A médica colocava uma xícara com café em frente Santana que semicerrava os olhos.
“Cookie!” Maya repetia.
“Você não vai mesmo desistir disso, não é?” Santana perguntava, fazendo Quinn balançar a cabeça negativamente.
“Nope. Você agora é minha Cookie.” A médica fazia bico, se aproximando dos lábios de Santana. “Te amo.”
“Te amo, Lucy Q.” Santana olhava intensamente para Quinn, antes de dar seu primeiro gole em seu café.
Desde quando Quinn e Santana voltaram a namorar, a vida da latina estava completamente diferente. Apesar de o começo ter sido difícil em relação à confiança, Santana continua se esforçando e sente que Quinn realmente voltou para ser sua. A latina estava cada vez mais apaixonada e podia notar o quanto sua filha também estava mais feliz com tudo que acontecia em suas vidas. Santana estava novamente se sentindo amada, protegida e a salvo ao lado de Quinn, e tudo o que passava em sua cabeça era seu futuro... O futuro no qual ela se via casada com Quinn. O futuro em que ambas começariam construir suas vidas juntas criando Maya.
Santana sabia que era cedo demais, mas quando o momento chegasse, ela não hesitaria em tomar o segundo passo em sua relação, até porque, suas dúvidas já não existiam mais. Quinn Fabray é e sempre será o amor da sua vida.
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