The Night Belongs To You.
20 Capítulo 20
Notas iniciais
“Maya, já está pronta?” Santana chamava sua filha, enquanto saia de seu quarto.
“Sim, mama, olha!” Maya aparecia atrás de Santana. “Consegui me vestir sozinha.” Assim que Maya comentou que tinha se vestido sozinha. Santana fechou os olhos respirando fundo. Maya não sabia se vestir sozinha e raramente acertava usando a roupa certa.
Santana se virava suavemente enquanto sorria, abrindo seus olhos devagar encontrando sua filha usando uma calça legging preta, uma saia bege, sua bota UGG da mesma cor, uma blusinha preta do AC/DC que Puck tinha comprado para ela, uma blusa de frio branca e com suas asas de fada penduradas em suas costas. Ao ver aquilo Santana observou sua filha da cabeça aos pés, se segurando para não rir.
“Mijá...” Santana pausou. “Você tem certeza que quer ir tomar café, vestida assim?” A latina perguntou colocando a mão na boca para não rir de sua adorável filha.
“O que, que tem, mama?” Maya se olhava mexendo seus pés, olhando sorrindo novamente para sua mãe. “Eu gostei.”
Santana observou sua filha por mais alguns segundos, percebendo que a mesma demonstrava estar orgulhosa por ter se vestido sozinha. A latina concordaria em deixar Maya sair com as asas de fadas, mas definitivamente, ela tiraria aquela saia.
“Está bem, mijá, mas o que acha de tirarmos pelo menos a saia?”
“Por que, mama?” Maya passava a mão sobre sua saia. “Eu gostei assim.” A pequena encolhia seus ombros e Santana começou a rir.
“Ok Mijá, já que é assim que você quer ir, então vamos.” Santana pegou sua bolsa, estendendo a mão para sua filha segurar e ambas saíram juntas.
Ao entrar no carro, Maya tirou suas asas para não amassá-las em sua cadeirinha e as segurou em seu colo. Santana olhava sua filha pelo retrovisor e ria ao ver o quão adorável a pequena era. Elas apenas iriam tomar café na Ellie, e Santana não se incomodou em levar sua filha vestida daquela forma.
Assim que chegaram, Santana estacionou seu carro, tirando seu cinto, indo pegar sua filha na cadeirinha que já soltava seu cinto, segurando suas asinhas.
“Mama, segura?” Maya estendeu as asas para Santana, enquanto descia do carro e as pegavam de volta, colocando novamente em suas costas e estendendo a mão para segurar a de sua mãe.
Logo que entraram no café, Ellie se virou para olhá-las e ao observar Maya se aproximou rindo suavemente.
“O que temos aqui hoje?” Ellie comentava. “Uma fadinha? Borboleta?”
“Uma fadinha!” Maya falava empolgada, segurando a mão de sua mãe com suas duas mãozinhas. “Eu me vesti sozinha hoje, Ellie. Olha!” A pequena bateu a mão de leve em sua saia e Ellie pressionava seus lábios assentindo.
“Wow, Maya...” Ellie olhava para Santana. “Ela tem um ótimo gosto, não?” A garota brincou e Santana riu.
“Bom, obviamente não puxou esse estilo de mim.” A latina brincava.
“Com certeza não.” Ellie concordou, olhando Santana da cabeça aos pés. A latina usava uma calça preta, com uma blusinha branca, justo em seu corpo que marcava seu abdômen, uma jaqueta vinho de couro jogada por cima e usava um scarpin preto. “Sexy, mesmo de preto.”
“Obrigada.” Santana sorriu maliciosa, brincando com sua amiga. “Vamos nos sentar, munchkin e decidir o que vamos comer hoje, está bem?” A latina olhou para sua filha, enquanto Ellie as seguiam até uma mesa no canto do Café.
“Eu quero milk-shake de morango e panquecas.” Maya sorria dedilhando seus dedinhos sobre a mesa.
“Eu vou querer um café puro e...“ Santana pausava tentando pensar em algo diferente para comer essa manhã. “Talvez um crossaint?” A latina olhou para Ellie que assentiu, anotando os pedidos.
“Certo, volto em alguns minutos.” A garota sorriu piscando para Maya.
“Mijá, você não quer tirar suas asas?” Santana perguntava passando sua mão sobre o cabelo de Maya.
“Não mama, aqui eu posso encostar e elas não amassam.” A pequena encostou-se à cadeira e voltou para a mesma posição. “Viu?”
“Está bem. E seu tio Puck ficaria muito feliz em ver usando a camisa que ele te deu.” Santana sorria.
“Tio Pucksaurs. Grrrr!” Maya imitou um dinossauro fazendo Santana revirar os olhos dando risada.
“Acho que seu tio precisa arrumar um filho homem pra parar de te ensinar essas coisas. Você é minha bebê delicada.” Santana franziu o nariz aproximando do rostinho de Maya que fazia o mesmo, dando beijo de eskimó em sua mãe.
“Eu gosto de ser sua bebê delicada e...” Maya pausou, colocando seu braço em cima do ombro de Santana. “E ser a bonequinha da mamãe.” A pequena começava a rir, achando engraçado se encolhendo contra sua mãe.
“Você definitivamente é minha bonequinha.” Santana sorriu depositando beijos na bochecha de sua filha.
Enquanto as duas brincavam entre elas, Ellie se aproximava com os pedidos, colocando na frente delas devagar.
“Hey, Sanny, sua amiga está aqui.” Ellie comentou, fazendo Santana olhá-la e em seguida olhar na direção em que a garota estava olhando. No mesmo instante, Santana congelou ao ver qual “amiga” tinha acabado de entrar no café.
“Quinnie!” Maya abriu um grande sorriso, falando alto o suficiente para Quinn ouvir e se virar. “Oi Quinnie!” A pequena acenava e Quinn sorria, acenando de volta.
Santana sentia seu coração disparar ao ver Quinn novamente. Depois de tudo o que tinha descoberto, a latina não conseguia mais sentir tanta raiva da médica como sentia antes. Ela ainda estava machucada, mas tudo não era tão intenso como no começo e Santana se sentia confusa.
Quinn não sabia se aproximava ou se continuava no balcão onde estava. A médica sabia que Santana ainda tinha raiva dela e não queria deixá-la desconfortável.
“Mama, eu posso ir dar um abraço na Quinnie?” Maya perguntava para Santana que assentiu suavemente, sorrindo para sua filha.
A pequena rapidamente se levantou correndo na direção de Quinn e passando seus braços em volta da perna da médica.
“Wow, baby girl...” Quinn ria suavemente ao ver a roupa de Maya. “Você está... Incrível com essas asas.” A médica se abaixou na altura da pequena, depositando um beijo em sua bochecha.
“Obrigada, mamãe Quinnie, eu me vesti sozinha hoje.” A pequena falava orgulhosa.
“Continua linda, pocahontas.” Quinn depositou outro beijo na bochecha de Maya. A médica olhou em direção a Santana e ambas encontraram uma o olhar da outra. Quinn deu um sorriso de leve e a latina tentou sorrir de volta, mas apenas mexeu sua boca suavemente, desviando seu olhar. “Mm, meu amor, acho melhor você voltar e tomar seu café, está bem?”
“Mas você não vai falar oi para a mamãe Tana?” Maya perguntou e Quinn balançou a cabeça suavemente.
“Não, meu amor, ela está tomando café e não quero atrapalhar. Agora volte pra lá, está bem?” Quinn sorriu passando a ponta do seu dedo no nariz de Maya.
“Está bem. Tchau, Quinnie.” Maya se afastava acenando, voltando para sua mesa.
Maya e Santana tomavam seu café, enquanto a pequena ria das brincadeiras de sua mãe. Quinn olhava as duas de longe pelo canto de seus olhos e sorria ouvindo a risada gostosa de Maya.
Quinn já tinha terminado de tomar seu café, mas não conseguia ir embora. Ela queria esperar as duas latinas saírem, até porque, as duas teriam que passar por ela e seria muito mais fácil e menos constrangedor se a médica fosse até a mesa delas para se despedir.
A médica conversava com uma das balconistas, enquanto agora tomava mais um pouco de chá. Ela já tinha terminado de comer seus bacons e passava o tempo conversando.
Não demorou muito para que finalmente Santana e Maya se levantassem para irem embora. Santana passou no caixa, pagando sua conta, enquanto Maya correu para perto de Quinn.
“Mamãe Quinnie, eu vou embora.” A pequena sorria e Quinn se levantou de seu banco, pegando Maya no colo.
“Ok fadinha, então nos vemos depois, está bem?” Quinn sorriu, depositando um beijo na bochecha de Maya e podia ver pelo canto de seus olhos que Santana se aproximava.
“Tia Rachel falou que quando formos ao parque, ela vai te convidar.” Maya passava seus braços em volta do pescoço de Quinn a abraçando forte.
“Eu vou adorar.”
“Maya, vamos?” Santana aparecia ao lado delas, sorrindo para sua filha.
Quinn começava a sentir seu coração apertando ao sentir o perfume de Santana. A médica colocou Maya no chão, sorrindo suavemente ao se virar para Santana.
“Hey.” Quinn sussurrava.
“Hey.” Santana respirava fundo, enquanto seus olhos encontravam os de Quinn e as duas ficaram em silêncio por alguns segundos.
“San, será que. – “
“Podemos ir, mijá?” A latina interrompia Quinn, segurando a mão de Maya, olhando para ela.
“Podemos, mama.” A pequena sorriu. “Tchau, Quinnie.” Maya acenou para Quinn.
“Tchau, meu amor.” Quinn sorriu acenando suavemente, virando-se para Santana. “San...” A médica sussurrou, mordendo o canto de seus lábios e a latina podia sentir seu coração disparar com vontade de beijar a médica naquele momento.
“E-eu preciso ir.” Santana começava a andar, mas Quinn a segurou suavemente pelo braço, se aproximando. “O que você quer, Quinn?” A latina sussurrava.
Você. Quinn pensou.
“Será que a gente pode conversar?” Quinn perguntou, percebendo que Santana ficava em silêncio. “Por favor, Tana. E-eu realmente sinto sua falta.” A médica sussurrou baixo o suficiente para apenas Santana ouvir.
“Não faz isso.” Santana desviou seu olhar, respirou fundo enquanto seu coração doía. “E-eu não consigo, ok?” A latina sussurrou e pode sentir a ponta dos dedos de Quinn, deslizando sobre sua bochecha.
“Eu vou estar aqui te esperando.” Quinn sussurrava, depositando um beijo na bochecha de Santana a deixando paralisada. “Não vou a lugar algum. Não mais.” A latina encontrou os olhos de Quinn e ela conhecia muito bem aqueles olhos. Por mais que ela não quisesse acreditar, Santana sabia que as palavras de Quinn naquele momento eram sinceras.
“Não.” Santana se afastou de Quinn, trazendo Maya junto com ela. “E-eu não consigo.” A latina respirou fundo, pegando sua filha no colo e saindo do Café deixando a médica sozinha que se segurava para não chorar em público.
Enquanto Santana dirigia de volta para sua casa, Maya percebia o quanto sua mãe estava diferente. Há segundos atrás Santana estava rindo e brincando com ela, agora tudo o que sua mãe fazia era fica em silêncio.
“Mama?” Maya chamava de sua cadeirinha. “Você está triste?” A pequena perguntou encontrando o olhar de sua mãe pelo retrovisor.
“Não meu amor, claro que não.” Santana sorria, voltando sua atenção para estrada.
Maya ficou em silêncio por mais alguns segundos, antes de voltar a falar.
“Tia Brittany falou que a mamãe Quinnie te ama.” A pequena falava inocente, fazendo Santana paralisar. “E foi por isso que ela voltou, mama. Porque ela ama eu e você.” Maya sorria balançando suas perninhas na cadeira. “Ela voltou pra ficar comigo e com você. Isso é tão legal.”
“Eu não quero ficar com ela.” Santana rebateu e quando percebeu o que tinha acabado de falar, sentiu seu coração apertando, olhando para sua filha no retrovisor e percebendo o olhar triste da mesma. “Mijá, você se lembra de quando a mamãe falou o quanto estava triste por Quinn ter ido embora?” A latina perguntou e Maya assentiu suavemente. “Bom, ela me machucou muito quando foi embora e acabou, mijá. Agora a mamãe tem a Samantha.” Maya olhou para a janela sentindo seus olhinhos encherem de lágrimas.
“M-mas ela voltou pra ficar comigo e com você.” Maya sussurrou. “Ela te deixou triste quando foi embora, mas agora ela voltou e pode te deixar feliz de novo.” A pequena falava adorável.
“Mijá, não é assim.” Santana respirava fundo. “A mamãe agora tem a Samantha e é com ela que eu quero ficar”
“Mas a mamãe Quinnie te ama mais do que a Samantha.”
“Eu não tenho tanta certeza disso, Maya.” A latina mordia o canto de seus lábios.
Maya ficou em silêncio novamente e sua cabeça girava. Mama não quer ficar com a Quinnie por causa da Samantha? A pequena pensou, ficando furiosa por Samantha estar impedindo sua mãe Santana de voltar a ficar com Quinn.
“Eu não gosto da Samantha!” Maya gritou no carro.
“Gosta.” Santana rebatia. “Você gosta, Maya. Você gosta quando ela faz panquecas pra você. Você gosta quando ela cuida de você e te coloca pra dormir, porque ela conta histórias divertidas. Você gosta quando ela te leva pra passear. Então sim, Maya, você gosta da Samantha.” A pequena respirava fundo, pensando no que sua mãe tinha acabado de lhe dizer. “A mamãe e Quinn não vai mais acontecer e não é por culpa da Samantha. Nós não vamos mais acontecer, porque ela me machucou e escolher a Flórida ao invés de ficar comigo.” Santana falou irritada, sentindo seu peito apertando cada vez mais.
“E-eu só queria que a mamãe Quinnie voltasse a ser sua namorada.” Maya colocava as mãos nos olhos, segurando o choro.
Santana olhava sua filha pelo retrovisor e xingava Quinn mentalmente por continuar machucando Maya. Se ela não tivesse ido embora, nada disso estaria acontecendo. As duas estariam juntas e Maya não estaria passando por nada disso. Era como se Santana e Quinn fossem um casal divorciado e Maya a filha que sofre com a separação dos pais.
Assim que chegaram em casa, Maya estava em silêncio e Santana podia ver nos olhos da filha o quanto a mesma estava triste. A latina abriu a porta para a pequena descer e a mesma tirou suas asinhas, as segurando, enquanto andava sozinha na frente da mãe a esperando abrir a porta.
Maya entrou direto para seu quarto, deixando Santana para trás. A latina sabia que sua filha estava cada vez mais sendo afetada com tudo isso e não sabia mais o que fazer. Ela não voltaria para Quinn então precisava achar uma maneira de ajudar sua filha.
Santana jogou sua bolsa no sofá, se deitando no mesmo, fechando seus olhos, deixando que sua cabeça girasse. Tudo o que ela conseguia pensar era em Quinn e no quanto ela ainda a amava. Era difícil estar perto da médica sem querer beijá-la, abraçá-la ou até mesmo empurrá-la na parede e explorar todo o corpo de Quinn com sua língua. Depois de ter ouvido do porque Quinn ter ido embora, estava cada vez mais difícil continuar tendo raiva da médica. Se ela tivesse me contado, tudo teria sido mais fácil. Santana pensou sentindo uma lágrima escorrer de seus olhos.
Seu coração apertava em seu peito, fazendo a sentir uma dor desconfortável. Santana sempre foi muito orgulhosa e confiar em Quinn novamente não seria nada fácil, mas ela também não podia negar que a possibilidade de tentar, passava por sua cabeça quando ela pensava demais.
Santana se sentia traída por Quinn. A médica não foi sincera, verdadeira e fez a latina achar que nunca foi importante na vida da mesma e por mais que tenha se passado tanto tempo, Santana continuava machucada e sabia que lá no fundo, seu amor por Quinn continuava intacto.
Enquanto ficava no sofá, Santana lembrou na sua filha magoada que ainda estava no quarto. A latina se levantou, tirando seus sapatos, indo em direção ao quarto da filha que estava com a porta fechada. A latina bateu suavemente, colocando sua cabeça para dentro do quarto.
“Posso entrar?” Santana perguntou suavemente, encontrando sua filha deitada com os olhos vermelhos.
“Acho que sim.” Maya respondeu suavemente, olhando para sua mãe.
Santana entrou no quarto, fechando a porta atrás de si, se deitando junto com Maya, ficando de frente para sua filha, deixando seu rosto próximo ao da mesma.
“Hey” Santana sorria, passando a ponta do seu dedo no nariz de Maya.
“Eu me sinto mal.” Maya fazia um bico suave. “Eu gosto da Sammy, mamãe, ela é muito legal e eu me sinto mal por ter dito que não gostava dela.” A pequena respirava acelerada.
“Hey, mijá, está tudo bem.” Santana segurava a mão da pequena, deixando entre elas. “Às vezes dizemos coisas que não queremos dizer. Coisas que são ditas de boca pra fora.”
“Foi de boca pra fora, mamãe. Eu realmente gosto da Sammy.”
“Eu sei, meu amor e ela também gosta muito de você.” Santana depositava um beijo suave na ponta do nariz de sua filha.
“E-eu só queria que você e a Quinn ficassem bem, porque eu não gosto de te ver triste, mamãe e tia Brittany falou que mamãe Quinnie também está triste, porque ela quer você.” Maya falava sussurrando e Santana franzia o cenho.
“Mijá, tia Brittany falou tudo isso pra você?” Santana olhava para Maya.
“Não, eu a ouvi conversando com a Tia Rachel.” A pequena falava tímida, brincando com os dedos de sua mãe. Santana respirou fundo, passando seu braço em volta da cintura de sua filha, puxando seu corpo para perto do dela.
“É muito complicado pra você entender tudo isso agora, munchkin, mas a mamãe ainda não consegue confiar na Quinn e ainda estou triste por ela ter ido embora.” Maya se encolhia contra sua mãe, enquanto a ouvia falar. “Desculpa se toda essa situação te deixar triste, mas eu faria qualquer coisa pra não te ver assim, porque quando minha princesinha fica triste, a mamãe também fica.” Santana sorria suavemente. “Eu te amo, Maya, e você é minha prioridade a cima da Samantha ou da Quinn. É em você quem eu penso antes de tomar minhas decisões.”
“Eu amo você, mama.” Maya sussurrou.
“Eu também te amo, hermosa e vou fazer o que for preciso pra te ver feliz e não ser afetada com essa situação entre eu e Quinn, está bem?” Santana depositou um beijo na cabeça da filha e pode senti-la assentindo.
Ela sabia que afastar Maya de Quinn deixaria tudo pior e Santana não queria que sua filha sofresse ainda mais com toda essa situação. “Eu te amo, nunca se esqueça disso.” A latina depositava outro beijo na testa de Maya, enquanto a mesma fechava seus olhinhos.
Xxxx
“Mama?” Maya chamava do quarto enquanto se levantava e ia encontrar sua mãe na cozinha.
“Aqui, munchkin” Santana respondia, colocando café em sua xícara e a pequena aparecia na porta da cozinha, usando seu moletom cinza, com mesma bota. “Aonde você pensa que vai?” A latina perguntou sorrindo.
“Mama, nós vamos ao central Park!” Maya encolhia seus ombros fazendo Santana arquear suas sobrancelhas.
“Ah é mesmo?” A latina perguntava e Maya assentia. “Estranho. Eu não me lembro de ter marcado um passeio hoje.” Santana brincava fazendo um bico suave. Era uma ótima tarde de sábado e Maya depois de ter tirado sua soneca naquela manhã, estava entediada dentro de casa e decidiu que ela e sua mama iriam ao central park para que ela pudesse brincar com as outras crianças.
“Mama, é um encontro.” A pequena falava. “Meu e seu.”
“Ah, um encontro? Então é melhor eu ir me arrumar.” Santana largou sua xícara e Maya começava a rir.
“Si, mama, você precisa ficar linda para o seu encontro comigo.” A pequena apontava para si mesma e podia ouvir sua mãe rir enquanto ia calçar seu sapato e pegar um casaco.
Santana mandou uma mensagem para Samantha perguntando se elas se veriam hoje, mas Sammy avisou que estava presa com sua mãe e irmãs, e não sabia que horas ficaria livre e ligaria caso fosse passar a noite na casa da latina. Santana entendia a relação de sua namorada com a família e nunca questionou, sempre foi compreensiva.
“Pronta para irmos para o nosso encontro, senhorita Maya Rose?” Santana aparecia na sala, estendendo sua mão para que Maya segurasse.
“Sim, senhorita Lopez.” Maya falava no mesmo tom de voz de sua mãe, segurando na mão da mesma para que as duas fossem ter uma tarde no central park.
Santana levou consigo um de seus livros sobre dança para que pudesse ler, enquanto Maya brincava com as crianças no parque. Assim que chegaram, a pequena avistou algumas crianças, mas antes de sair correndo em direção a elas, Santana a levou até um banco, se sentando e olhando para a pequena.
“Mijá, mamãe vai estar sentada bem aqui. Não vai para muito longe, está bem? Você sabe que não pode sumir do meu campo de visão.” Santana brincou aproximando seu rosto ao de Maya.
“Si, mama, eu sei e vou estar bem ali brincando com aquelas crianças.” A pequena apontou para a direção das crianças e Santana assentiu depositando um beijo na testa da filha.
“Eu vou estar te olhando daqui, está bem?” A latina sorriu, deixando sua filha ir.
Santana cruzou suas pernas, observando sua filha interagir com as outras crianças para se certificar de que a pequena estaria perto dela e não correria para o outro lado do parque. A latina abriu seu livro, apoiando em sua perna, começando a ler, sem deixar de prestar atenção na voz de sua filha que ela conseguia ouvir perfeitamente de onde estava.
Maya era fácil para interagir com outras crianças e sempre que iam para o central park, a pequena fazia amizades fáceis com qualquer criança que estivesse ali. Até mesmo com adultos que caminhavam com seus cachorros, porque ela adorava cachorros e brincava com os que passavam.
Os minutos passavam e Santana várias vezes tirava sua atenção de seu livro para olhar sua filha verificando se a mesma estava bem e se continuava ali. Santana sempre foi protetora com Maya e seu maior medo era perdê-la. A latina sorriu ao ver a pequena rindo sem parar enquanto corria em círculos com mais duas garotinhas que aparentavam ter a mesma idade que ela.
“Mama!” Maya corria em direção a Santana, jogando seu corpinho no colo da mãe. “Eu estou com sede.” A pequena respirava ofegante de tanto correr.
“Mijá, você precisa descansar um pouco.” A latina sorriu, pegando a bolsa de Maya e tirando o copo da hello kitty com suco de laranja e entregando para a pequena.
“Não mama, eu estou bem.” A pequena sorriu e Santana prestava atenção na respiração da filha para ter certeza de que a mesma estava respirando normalmente. Maya sempre passava mal quando iniciava o inverno, porque sua bronquite sempre atacava.
“Ok munchkin, mas depois vamos até Ellie comer alguma coisa, está bem? E quando chegarmos em casa você precisa tomar seu remédio.” Santana falava, passando a mão no cabelo da filha, tirando a mecha de seu rosto.
“Pronto.” Maya terminou de tomar seu suco, entregando de volta para Santana e saindo correndo para continuar brincando.
Santana fechou o copo, colocando de volta na bolsa, voltando sua atenção para seu livro, sem deixar de prestar atenção em sua filha.
Uma hora tinha se passado e há cinco minutos atrás, Santana tinha acabado de ver sua filha pulando com as outras crianças, voltando sua atenção para o seu livro, quando em um instalo, percebeu que não ouvia mais a voz de Maya, imaginando que talvez ela estivesse quieta, Santana tirou seus olhos do livro, olhando em direção as crianças e de repente seu coração disparou.
Maya não estava mais com as crianças, mas antes de entrar em pânico, Santana olhou para os lados, se levantando, dando passos para mais perto das crianças e percebeu que sua filha realmente não estava em lugar nenhum. Seu coração começou a disparar e a latina começava a entrar em pânico. Ela tinha avisado para Maya não sair de seu campo de visão e a pequena sabia que precisava ficar perto de sua mãe, até porque, Maya nunca se perder dessa forma.
Santana se aproximou de uma das crianças que brincava com Maya, tentando não assustar a garotinha, falando suavemente com a mesma.
“Hey, mmm, você sabe onde está a Maya?” Santana perguntou sorrindo e a garotinha sorriu de volta, mas demonstrava não saber quem era Maya. “Uma garotinha latina, da sua idade que estava brincando com você?”
“Ah!” A garota sorriu, assentindo. “Sei quem é. Nós estávamos correndo e ela disse que ia tomar água.” A menina sorriu, fazendo Santana entrar em pânico.
Água? Como assim água? Se Maya estava com sede, ela deveria ter voltado para a direção em que eu estava. Santana tentava respirar calmamente, olhando para todas as direções do parque. Céus, esse central park é enorme. Maya não pode ter ido muito longe. A latina pensou, começando a andar na direção em que viu pela última vez sua filha correndo.
“Maya?” Santana a chamou, mas não recebeu nenhuma resposta. “Maya?” A latina tentou novamente e cada vez mais seu coração apertava como se fosse explodir em seu peito. A sensação de perder sua filha lhe fazia se sentir a pior mãe do mundo, mas também, uma dor insuportável. Ela não podia perder seu bem mais precioso. Maya é tudo na vida dela e sem sua filha, Santana não era nada.
A latina continuava andando rápido, chamando por Maya sem se importar com os olhares que recebia das outras pessoas. Tudo o que ela precisava era encontrar sua pequena que naquele momento estava desaparecida.
“Maya?” A latina tentou novamente, sentindo lágrimas escorrerem por sua bochecha. A mesma colocou a mão em sua testa, voltando para o outro lado do parque. “Isso não pode estar acontecendo.” Santana falava deslizando a mão sobre o seu cabelo, andando enquanto continuava chamando por Maya.
A alguns metros dali, Maya estava encolhida sentada na grama, encostada em uma árvore. A pequena chorava sem parar, tampando seus ouvidos assustada por estar perdida. Seus olhinhos estavam fechados e ela começava a cantar para tentar se acalmar.
Twinkle, twinkle, little star,
How I wonder what you are.
Up above the world so high,
Like a diamond in the sky.
Twinkle, twinkle, little star,
How I wonder what you are!
A pequena tinha certeza que tinha ido na direção certa após correr sem parar em círculos com as outras crianças. Maya tinha ido na direção do banco em que sua mãe estava sentada, mas ela andou muito mais do que antes e se aproximou de uma árvore gigante que não estava perto de sua mãe. A pequena tinha olhado ao seu redor até perceber que não estava perto de Santana e começou a chorar sozinha, se escondendo atrás da árvore ficando assustada.
When the blazing sun is gone,
When he nothing shines upon,
Then you show your little light,
Twinkle, twinkle, all the night.
Twinkle, twinkle, little star,
How I wonder what you are!
Maya encolhia suas pernas contra o seu peito, deixando seus olhos fechados enquanto cantava para manter a calma. Ela não sabia o que fazer, não sabia em qual direção ir e não tinha nenhum policial por perto para que ela pudesse informá-lo que estava perdida. Santana sempre lhe disse que se caso ela se perdesse no shopping, loja ou no parque, a pequena deveria procurar algum segurança que a ajudasse, mas naquele momento, Maya estava assustada com medo de estranhos e não queria sair de onde estava.
Santana apenas sentia as lágrimas escorrerem por suas bochechas sem parar, tentando manter a calma, mas estava cada vez mais difícil já que ela não encontrava Maya em canto algum. Parecia que horas tinham se passado desde quando começou a procurar de tão angustiada que a mesma estava.
A latina estava sentindo dificuldades para respirar e sabia que não podia entrar em pânico ou ela não conseguiria se concentrar para encontrar sua filha. A mesma já tinha ido para as duas direções e voltava para onde estava, na esperança de encontrar Maya sentada a esperando, mas quando voltou, o banco continuava vazio com apenas suas duas bolsas.
Santana pegou seu celular, para pedir ajuda. Ela não sabia o que fazer e não tinha um policial por perto que pudesse ajudá-la.
Seu coração parecia que ia explodir a qualquer momento e a latina voltava a andar chamando por Maya que não estava em lugar algum.
Twinkle, twinkle, little star,
How I wonder what you are.
Up above the world so high,
Like a diamond in the sky.
Twinkle, twinkle, little star,
How I wonder what you are!
A pequena cantava e cantava a mesma música repetitivamente como se estivesse programada no automático. Seu coração batia forte e o medo era tanto que ela não conseguia se mover ou sequer abrir seus olhos.
Maya depois de minutos cantando e concentrada no que fazia, sentiu duas mãos segurando seus braços a fazendo abrir os olhos rapidamente começando a gritar desesperada com medo de que alguém a estivesse sequestrando-a.
“Maya, sou eu. Shh, se acalma, sou eu, olha pra mim.” A voz suave de Quinn fazia a pequena parar de gritar e olha-la.
“Quinnie?” Maya arregalou os olhos e Quinn podia ver o medo nos olhos marrons da pequena que chorava sem parar. “Mamãe Quinnie!” A pequena caiu no choro assustada, passando seus braços em volta da nuca de Quinn a abraçando com força.
“Shh, meu amor, está tudo bem. Está tudo bem.” Quinn falava carinhosamente, enquanto pegava Maya no colo, passando sua mão sobre as costas da pequena, tentando acalmá-la. “O que aconteceu?” A médica perguntava preocupada.
“E-eu não sei onde está a mamãe.” Maya soluçava, apertando suas pernas e braços em volta do corpo de Quinn. “Eu estava brincando e quando fui beber suco me perdi e fui na direção errada. E-eu não sei onde está a minha mamãe.” A pequena deitou sua cabeça no ombro de Quinn e a médica respirou fundo, imaginando o quão desesperada Santana devia estar.
“Está tudo bem agora, meu amor, nós vamos encontrar a mamãe.” Quinn continuava acariciando as costas de Maya, começando a andar com a pequena pelo parque começando sua busca por Santana, quando ouviu a voz da mesma chamando pela filha.
“Maya?” Santana gritava e Quinn podia ver o desespero na voz da latina que olhava para todos os lados.
“Santana!” Quinn a chamou, fazendo-a se virar no mesmo instante e assim que viu sua filha nos braços da médica, a latina correu na direção delas, pegando a pequena no colo.
“Maya! Ah meu Deus! A mamãe ficou tão preocupada.” Santana chorava, enquanto Maya lhe abraçava com força.
“Mama, eu fiquei com muito medo.” Maya chorava, escondendo seu rosto no pescoço de sua mãe.
“Maya, você precisa prestar mais atenção, mijá. Você sabe que a mamãe não pode te perder, mi amor.” Santana apertava sua filha em seus braços, sentindo aliviada por finalmente tê-la encontrado, se esquecendo de quem estava ali com elas.
“Me desculpa, mama.” Maya sussurrou, levando sua mãozinha para o rosto de Santana.
Quinn que estava em silêncio apenas observando as duas, sorria se sentindo aliviada por ter sido ela a pessoa que encontrou Maya. A médica estava caminhando no central park para tentar encontrar um modo de fazer a latina confiar nela novamente e ao encontrar Maya, Quinn sentiu como se aquilo fosse um sinal de que ela não precisaria se esforçar muito.
“Ela estava atrás de uma árvore chorando.” Quinn finalmente falava, chamando atenção de Santana. “Não estava muito longe daqui.” A médica sorriu suavemente e Santana a olhava.
“Mas eu a chamei tantas vezes, praticamente gritei para toda a Nova York ouvir.” Santana respirava fundo, encontrando os olhos de Quinn.
“Ela estava com as mãos no ouvido e cantando. Acho que ela não te ouviu.” A médica respirava com dificuldade, sem tirar os olhos de Santana.
“Obrigada, Quinn.” Santana falou suavemente e pela primeira vez desde quando Quinn voltou, a latina sorriu sincera, fazendo o coração da médica derreter.
“Imagina. Fico feliz que esteja tudo bem.” Quinn sorriu, passando sua mão suavemente nas costas de Maya. “E-eu vou indo.” A médica desviava seu olhar de Santana, olhando para todos os lados.
“Obrigada novamente.” Santana respirava fundo, mas tudo o que ela queria naquele momento, era novamente abraçar Quinn e beijá-la sem parar, agradecendo pela mesma ter encontrado sua filha.
“Tudo bem.” Quinn sorriu. A médica sabia que não podia pressionar Santana a nada naquele momento e preferiu deixar que a mesma tivesse um momento com sua filha. “Eu preciso ir. Nos falamos depois.” A médica se aproximou depositando um beijo na cabeça de Maya. “Se cuida, baby girl e não sai do lado da mamãe, está bem?” Quinn sorriu e Maya assentiu, tirando seu rosto do pescoço da mãe e a olhando. “Mm, tchau Tana.” A loira se afastava suavemente enquanto Santana ficava paralisada a olhando.
Maya sussurrava algo no ouvido de Santana que a mesma não estava prestando atenção. Tudo o que ela sentia era seu coração batendo forte por Quinn. Saber que a mesma encontrou sua filha a fazia querer manter a médica em seus braços e não deixá-la ir nunca mais. Seu estomago revirava e era como se Santana fosse desmaiar a qualquer momento sem ar, com seu coração pulando frenético em seu peito.
“Quinn!” Sem pensar, Santana chamou a médica, que se virou suavemente para olhá-la. “Mmmm você...” A latina desviava seu olhar de Quinn, sem saber o que estava fazendo. “Nós vamos à Ellie... Mmm, comer alguma coisa, você...”.
“Quero.” Quinn respondeu antes de Santana terminar a fazendo sorrir. “Eu aceito ir com vocês até a Ellie.” A médica sorriu junto com a latina.
“Ok então. Vamos só pegar as minhas coisas e podemos ir?” Ao mesmo tempo em que tudo parecia certo para Santana, também parecia errado. Ela sabia que estava arriscando muita coisa naquele momento, mas suas emoções e seu coração falavam mais alto fazendo-a agir sem pensar duas vezes.Talvez tudo isso seja apenas de momento. O desaparecimento de Maya talvez tenha deixado Santana sensível a ponto de chamar o amor da sua vida para acompanhá-la naquela tarde. Com certeza estou sensível. Santana pensou, enquanto voltava para o banco onde estar, com Quinn ao seu lado e Maya falando sem parar.
Fale com o autor