Notas iniciais
Oieeeeeeeeeeee gente bonita :) Fiz um capítulo simples, porém não queria deixar vocês esperando demais! Prometo (pinky promise) que no próximo capítulo vai ser beeeem mais interessante, até porque eu não quis continuar tudo nesse capítulo, porque quero focar no que está por vim no próximo, então eu espero que vocês possam aproveitar esse para terem uma ideia do que virá no próximo capítulo, hahaha. xxxxxxxx

Santana, Quinn e Maya estavam sentadas em uma mesa novamente no restaurante da Ellie para tomarem café. A pequena Maya estava empolgada sentada no colo de Quinn, com suas mãos segurando o menu como se estivesse lendo o que pediria enquanto conversava com Quinn. Já Santana, não sabia como agir ou o que falar com Quinn.

A latina começava a se questionar do por que ter convidado a médica para lhe acompanhar, sendo que ambas ainda não estavam com um bom relacionamento. O que eu faço? Santana se perguntava, enquanto respirava fundo, olhando para Quinn e Maya que riam juntas.

Pelo o simples fato de estar novamente com Santana e Maya, Quinn sentia seu coração pulando de felicidade. A mesma sabia que estar ali não significava que Santana seria dela, mas Quinn sabia que talvez isso pudesse ser o seu primeiro passo para conseguir a confiança da latina de volta.

Santana estava tão nervosa que mal sabia o que dizer. Desde quando chegaram, Maya foi a única quem distraiu as duas, até porque, se não fosse pela pequena, Quinn e Santana iria em silêncio o caminho todo até Ellie. Aliás, se não fosse Maya, as duas sequer estariam sentadas uma de frente para outra naquele momento. A latina sentia seu coração pulando, seu peito apertava lhe fazendo se concentrar em sua própria respiração. Sua mão suava fria e ela sequer sabia como puxar assunto com Quinn.

Claro que Santana já não sentia tanta raiva de Quinn como antes, mas isso não mudava o fato de que a latina ainda continuava magoada.

Ellie se aproximou cumprimentando as três, brincando com Maya, enquanto Santana continuava em seu transe, tentando descobrir como faria dessa situação menos embaraçosa. Ellie anotou o pedido das três e ao sair, Santana sabia que precisava agir, até porque, não tinha como voltar atrás.

“Você já voltou a trabalhar?” Santana perguntava suavemente, olhando para Quinn, que sorria, tirando sua atenção de Maya e olhando para a latina.

“Ainda não,” A médica respondia suave. “Vou voltar para o hospital, ter meus pacientes de volta, mas não agora. Precisam me dispensar da Flórida primeiro.”

“Ah sim.” Santana falava passando a mão pelo cabelo. “E como foi lá?” A latina perguntava insegura sem ter certeza se realmente queria saber como foi a vida de Quinn na Flórida. “Era tudo o que você esperava? Na Flórida?”

“Mhm.” Quinn passava a mão sobre o cabelo de Maya. “As crianças precisavam ter o dobro de atenção e elas tiveram. Tinham enfermeiros que trabalhavam vinte e quatro horas por dia, outros sequer iam para casa. Mal conseguíamos dormir porque o telefone mal parava de tocar, mas foi uma ótima experiência e aprendi muito não só com os outros profissionais que estavam lá, mas também com todas as crianças.” Quinn sorria. “Algumas não tinham mais ninguém além daqueles enfermeiros que cuidavam delas.”

“E todos sempre achando que Flórida é um lugar lindo e etc.” Santana comentava.

“E não é assim. Até os melhores e mais famosos lugares têm suas necessidades.” A médica sorriu suavemente e Santana correspondeu. “Sequer conseguia ter vida social.”

“Sei.” Santana brincava, fazendo Quinn sorrir ainda mais.

“É verdade. Mal tinha tempo para sair e me divertir.”

“Não acredito que nenhum médico conseguiu levar Quinn Fabray para se divertir.” Santana brincando antes de realizar o que tinha acabado de dizer. Oops!

“Acredite ou não, nenhum conseguiu.” Quinn respondia suavemente, desviando seu olhar da latina ao continuar. “Até porque, não tinha interesse em nenhum.” Por alguma razão, a última frase de Quinn fez Santana se segurar para não sorrir.

“Aqui está.” Ellie se aproximava novamente com seus pedidos, tirando a atenção das duas e colocando suas xícaras a sua frente.

“Ok mijá, senta na cadeira e deixa Quinn tomar o café.” Santana falava com Maya.

“Mas mama, eu não vou atrapalhar.” A pequena encolhia seu ombro, inclinando sua cabeça pra o lado.

“Está tudo bem, Tana, não tem problema.” Quinn, depositava um beijo na bochecha de Maya. “Ela não atrapalha.”

”Viu, mama?” Maya começava a tomar seu Milk-shake, fazendo Quinn rir.

Enquanto tomava café, o assunto começava a progredir entre elas. Santana contava sobre suas aulas de dança, o quanto estavam cansativas e como estava difícil se dividir em três, mas ela sempre fez o que pode para estar presente na vida da filha e que conseguia arranjar um tempo com Maya.

Em momento algum Santana tocou no nome de Samantha, e por mais que Quinn estivesse curiosa para saber como era o relacionamento das duas, a mesma não perguntou com medo de que o isso estragasse o momento confortável em que ambas estavam perto da outra pela primeira vez desde que Quinn voltou.

Por uma pergunta indireta de Santana, Quinn contou que saiu sim com um dos médicos da Flórida, mas que não deu certo, já que a mesma não tinha interesses em ninguém por lá. Aquilo fazia Santana sorrir internamente. Saber que Quinn sempre pensou e sentiu falta dela, fazia a latina sorrir.

O assunto intercalava, entre as aulas de dança de Santana, a vida de Quinn na Flórida e a saúde de Maya que depois do seu último ataque de asma, ainda deixa Santana bastante assustada com medo de que isso aconteça novamente.

Quinn e Santana estavam tão a vontades uma com a outra que mal perceberam que as horas tinham passado. Maya já estava impaciente e corria de um lado para o outro brincando com uma das garçonetes do restaurante.

“Mm, bom, acho que já vou indo.” Santana olhava para Maya que sorria para a garçonete. “Maya já está entediada e ainda precisa tomar um banho.” A latina sorriu educada, voltando a olhar para Quinn.

“Tudo bem, eu acho que já está na hora de voltar para casa.” A médica sorriu, desviando seu olhar de Santana. Quinn não queria que esse momento acabasse. O modo como ela e Santana conversava pela primeira vez desde quando ela voltou lhe fazia se sentir a vontade e a médica se sentia insegura de que todo esse momento fosse acabar e não acontecer novamente.

“Mijá?” Santana chamou sua pequena que rapidamente voltou correndo em sua direção, pulando em seu colo, começando a coçar seus olhinhos. “Munchkin, está na hora de irmos embora.” A latina passava sua mão pelo cabelo de Maya, tirando de seu rosto.

“E a mamãe Q?” Maya perguntava coçando seu nariz. “Ela vai também?”

“Mhm, vou sim, mas eu vou para minha casa.” A médica respondeu suavemente.

“Por que?”

“Porque a Quinn tem a casa dela e nós temos a nossa.” Santana sorria. “E daqui a pouco a Sammy vai em casa e vamos nós três assistirmos filme.” Assim que Santana tocou no nome de Samantha, Quinn pode sentir um aperto em seu peito ao imaginar suas duas latinas com Samantha deitadas na cama assistindo filme. Um posto que poderia ser dela, hoje era de outra mulher.

“Eba! Vamos assistir pocahontas!” Maya falou empolgada, deitando sua cabeça no peito de Santana.

“Veremos, mijá.” A latina sorriu, virando sua atenção para Quinn. “Bom, nós já vamos.” As três começavam a se levantar juntas. “Obrigada novamente por ter encontrado Maya e... Tivemos uma ótima tarde.” Santana ajeitava Maya em seu colo.

“Imagina e eu também tive uma ótima tarde. É sempre bom estar na companhia de vocês.” Quinn respirava fundo, tentando manter o controle de seu batimento cardíaco. “E-eu sentia falta de vocês.”

Santana sem dizer nada, apenas sorriu, desviando seu olhar da médica. Ela não sabia o que dizer ou o que fazer naquele momento para se despedir, tudo estava voltando a ficar constrangedor.

“Dê tchau para Quinn, mijá, porque nós já vamos.” Santana virou-se para Maya, colocando-a no chão e a pequena agora já estava no colo de Quinn a abraçando.

“Tchau mamãe Q.” Maya apertava seus bracinhos em volta do pescoço de Quinn, enquanto a médica fazia o mesmo apertando em seu corpinho.

“Tchau, meu amor, até mais.” Quinn sorria, depositando um beijo na bochecha de Maya, a colocando no chão e olhando para Santana.

Era difícil evitar, mas Quinn esperava que Santana fosse lhe abraçar e lhe beijar como antigamente, mas ela sabia que isso não aconteceria e que ela teria que se controlar para não estragar um possível começo de amizade entre elas.

“Mmm, até mais.” Santana sorria desconfortável, segurando na mão de Maya. Antes que mãe e filha pudessem sair do lugar, Quinn colocou sua mão sobre o braço de Santana a fazendo parar.

“E-eu realmente senti sua falta, San.” Quinn sorria suavemente, deixando seus dedos deslizarem pelo braço da latina. “Será que... mmm, será que podemos repetir essa tarde? Sairmos novamente. Só nós duas?” A médica perguntava enquanto seu coração ameaçava saltar por sua garganta a fora.

“Quinn...” Santana mordia o canto de seus lábios, desviando seu olhar da loira a sua frente. “Não acho que seja uma boa ideia.”

“E por que não?” A médica perguntava sussurrando. “Podemos sair para tomar um café, não precisa ser um encontro.” Quinn se aproximava um pouco mais de Santana. “Por favor, eu realmente sinto sua falta e quero me aproximar de você novamente, San. Nem que seja para sermos apenas amigas.” Claro que a intenção de Quinn não era apenas ser amiga de Santana, mas ela sabia que essa aproximação seria um ótimo começo.

Já Santana não tinha certeza se realmente deveria aceitar. Ela não queria deixar Samantha insegura, não queria machucar sua namorada e a cima de tudo, não queria machucar a si mesma novamente. Santana não confiava em Quinn e estava com medo de deixar que a médica entrasse novamente em sua vida.

“San, eu não vou embora. Não vou há lugar algum.” Quinn falava carinhosamente, deslizando seus dedos sobre o braço da latina.

Santana sentia seu corpo se arrepiar com o toque suave dos dedos de Quinn sobre seu braço, encontrando os olhos de Quinn por alguns segundos, se perdendo em sua respiração.

A latina estava tão perdida e ao mesmo tempo com tanto medo que sua respiração falhava a cada segundo, lhe fazendo se esquecer por um momento onde estava. A mesma só voltou a si, quando sentiu Maya abraçando sua perna com força.

“E-eu vou pensar, está bem?” Santana respondeu sem pensar, fazendo Quinn sorrir. “Nós precisamos ir.” A latina pegou Maya no colo, sorrindo suavemente de lado, antes de sair do restaurante a pressas.

Quinn mordia o canto de seus lábios observando enquanto Santana saia do restaurante com Maya em seu colo. A médica sabia que para conseguia a latina de volta teria que ser paciente, começando a reconquistar a confiança da mesma precisava ir devagar como passinhos de bebê e era exatamente isso que ela faria. Saber que tinha uma pequena chance de Santana se encontrar com ela novamente para um simples café fazia ter grandes esperanças.

Notas finais
Review? xxxx