The Night Belongs To You.
2 Capítulo 2.
Notas iniciais
Quinn’s POV
As luzes incomodavam meus olhos, fazendo com que eu despertasse do meu sono assim que me virei da cama. Peguei o celular no criado-mudo para checar as horas e percebi que ainda era cedo. Uma pena que já tinha despertado. Comecei o mesmo ritual de sempre, espreguiçando e... Espera! Eu encostei em alguém? Isso fez com que eu me levantasse rapidamente, meu coração quase indo parar na boca ao me deparar com uma latina e... Onde eu estava? Olhei ao meu redor e pela primeira vez percebi que não estava no meu quarto.
Me levantei na cama rapidamente e por um minuto minha cabeça girou. “Outch!” Isso doeu. Percebi que tinha uma pequena ressaca. Mas o que eu estou fazendo aqui? Como eu vim parar no quarto da Santana Lopez? Será que? Não, não é possível, nós não fizemos nada ontem a noite. Ou será que fizemos? Droga, seria ótimo se eu lembrasse do que fiz na noite passada.
Flashback
“Eu não aconselharia você a beber tanto assim, Fabray.” Santana comentava enquanto estávamos sentadas juntas em uma mesa pequena no canto do bar e eu bebi meu quinto copo de vodca com gelo e energético.
“Ah é. E por que não?” Minha voz era um tanto mole, eu sabia que já tinha passado da minha conta, mas eu não me importava. Era algo que eu precisava.
“Porque até onde eu sei, você está dirigindo.” Ela riu dando um gole na sua bebida.
“E você também”
“Mas eu tenho controle, e não estou bêbada. Já você.” Ela fez um bico um tanto sexy e chamativo. Se controla, Quinn.
“Ei, eu não estou bêbada.” Ok, talvez eu já estivesse um pouco.
“Ah, claro que não.”
“Mesmo se eu estivesse, o que te impediria de me levar para casa?” Eu já comentei que quando bebo, viro a mais flirt de todos os tempos?
“Por que? Você quer que eu te leve pra casa?” Santana agora apoiava os braços sobre a mesa e seu rosto estava próximo ao meu. A mesa era em um formato redondo, porém pequena, cabia apenas nossos copos ali e não muito mais. “Hein?” Sua voz era baixa e ao mesmo tempo provocativa.
“Talvez.” Respondi me inclinando pra frente e agora eu podia sentir sua respiração próxima ao meu rosto.
Ela me olhava nos olhos e se aproximou um pouco mais. Ficamos a centímetros de distancia. Uma distância suficiente para ela me beijar se quisesse. Ela mordia o canto dos seus lábios e eu os admirava. Eram lindos. Um tanto quanto carnudos, e tinha um formato perfeito.
“Fabray? Quinn?” Santana me chamava e quando percebi ela continuava próxima. “Eu sabia que meus lábios eram convidativos, mas não imaginavam que eram tanto assim.” Ela passou os dedos devagar pelo o seu lábio inferior e aquilo era muito mais do que convidativo. “Mas provavelmente não são para você.” Ela voltou a encostar-se à cadeira dando um gole na sua bebida. Respirei fundo tentando me recompor.
“E por que não seriam? Talvez você só ache isso porque os seus nunca experimentaram os meus.” Deu outro gole maior agora na minha bebida e podia sentir o quanto já estava quente. Ela me olhava sorrindo de canto.
“Cuidado, Fabray, eu não sou do tipo de mulher que deixa um flirt como esse passar.”
Inclinei novamente meu corpo pra frente. Era minha vez. Será que eu já passei do meu limite com a bebida? Eu realmente não me importo. Ela estava muito convidativa, e eu precisava disso. Precisava esquecer meus problemas, precisava beber e me divertida.
“E quem disse que eu quero que você deixe?” Foi tudo o que ela precisava. Em um segundo ela se inclinou pra frente e seus lábios estavam colados aos meus. Eram macios e tinha gosto de álcool, mas não me importei. O meu gosto provavelmente não era tão diferente assim.
Sua língua massageava por cima da minha de um modo gostoso que me fazia querer mais. Pousei minha mão por cima de seu rosto e deslizei até sua nuca pressionando seus lábios contra os meus. Eu não queria que ela parasse. Eu queria muito mais.
Uma de suas mãos passava pelo meu braço me fazendo arrepiar. Ela inclinava a cabeça para o lado oposto da minha e aumentava a intensidade do beijo. Era como se estivéssemos famintas uma pela outra. Passava minha língua por entre seus dentes, chupando sua língua pra dentro da minha boca antes de morder o seu lábio inferior e prende-lo entre meus dentes.
“Você gosta disso, não é, Fabray?” Ela sussurrou entre meus lábios. Não respondi e não me afastei dela.
“Eu acho que eu preciso de outra bebida.” Minha respiração estava um tanto pouco acelerada. O que foi isso? Ela se afastou dando um gole ainda no resto de sua bebida enquanto eu chamava o garçom.
“Sério, Fabray, você precisa parar.” Ela ria enquanto falava comigo.
“Eu... Eu preciso ir ao banheiro.” Tentei me levantar depois de beber mais outro copo de vodca, mas em vão. Eu não consiga levantar sem sentir tontura. Me sentei novamente deitando a cabeça na mesa.
“Não, não.” Santana falava se colocando do meu lado. Suas mãos vieram até meus ombros e ela levantava minha cabeça. “Ei, você não pode abaixar a cabeça.” Ela estava do meu lado e passava a mão pela minha bochecha. Será que passava mesmo? Eu não estava sentindo nada de tão bêbada. “Vem, vamos embora.”
“Não, eu não quero ir embora.” Ela me levantava e meus braços automaticamente foram para os seus ombros para eu me apoiar. “Eu quero outro beijo.” Encostei meus lábios nos dela, mas ela me parou antes que eu começasse a beijá-la.
“Não, você não está bem e eu não vou me aproveitar disso.”
“E por que não?” Minha mão deslizou até sua cintura e eu arranhava sem força alguma sua barriga. “Você não quer?”
“Quinn!” Ela tirou minha mão da sua barriga e jogava pro lado.
“Argh! Como você é santa, Santana.” Pausei “Hm, santa? Eu gosto de santas.” Eu falava com a voz mole enquanto ela me carregava. “Santanaa! Me beija?”
“Não, Quinn, você está bêbada, fora de si, e provavelmente se deitar vai dormir e saiba você que eu não sou santa.” Eu podia ouvi-la rindo. Minha cabeça encostou no seu ombro e percebi que eu estava próxima ao seu pescoço. Levei meus lábios até sua pele dando beijos suaves. “Sério, Fabray, eu não vejo a hora de te colocar na cama pra-“
“Na sua cama?” Eu a interrompi levando meus lábios em sua bochecha e mordendo “Eu adoraria ir pra sua cama.” Ela não disse nada, apenas me ignorou e me fez deitar novamente em seu ombro.
Não sei como, mas quando abri os olhos estávamos dentro do carro. Espera, eu dormi do caminho do bar até o carro? Olhei pro lado àquela latina que me carregou a não sei quanto tempo atrás, estava dirigindo, mas eu não sabia se esse era o meu carro ou dela. Não prestei atenção no caminho, e não tinha nem um pouco de condições de tentar saber onde eu estava e para onde estávamos indo. Encostei minha cabeça novamente e fechei meus olhos.
“Chegamos” Ouvi a voz da latina enquanto andávamos para dentro do quarto. Bom, eu sabia que era um quarto já que quando abri os olhos, tinha uma cama enorme me esperando. Ela me deitou com cuidado e minha cabeça girou. Não estava bem para ficar de olhos abertos. “Dorme, Fabray.” Foi tudo o que eu ouvi antes de realmente cair no sono.
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