Notas iniciais
Mais um capítulo novo. Espero que gostem! Obrigada por todos que acompanham e comentam!! :)

Uma semana depois.

“Não, Britt, eu não vou ir atrás da Santana.” Brittany tentava me convencer a ir atrás da Santana depois de eu ter contado a ela tudo o que rolou – e o que eu me lembrava – da noite em que passei em sua casa.

Brittany Pierce, é minha melhor amiga, nos conhecemos desde quando éramos crianças e tenho total liberdade para contar a ela tudo o que acontece na minha vida, até porque ela tem sempre as palavras e os conselhos certos para me dar. Desde o dia em que contei para ela que acordei na casa da Santana – a mãe de uma das minhas pacientes – há uma semana. Brittany não passa um dia sequer me deixando em paz sem me aconselhar em ir procurar à latina. Não é como se eu quisesse ir procurá-la. É só que aquela história de acordar na cama dela, não me saia da cabeça e fora a minha amnésia daquela noite que eu tinha uma grande curiosidade em saber como eu fui parar lá. Na casa dela. Nada me tira da cabeça o fato dela talvez ter abusado do meu estado para fazermos sexo. Mas será que ela é esse tipo de pessoa? Estávamos vestidas. Eu acordei e ainda estava com a mesma roupa da noite anterior. Se por acaso tivesse acontecido algo, provavelmente eu acordaria sem roupa ou talvez só de lingerie. O fato é que Brittany sabia e agora não me deixava em paz. Ela jurava que algo tinha acontecido e eu não queria contar já que comentei que a latina não me saia da cabeça. Eu sentia que algo tinha acontecido, eu só não sabia o que.

Olha Q, eu acho que você precisa descobrir o que aconteceu.” Ela começava tudo de novo. “É para o seu próprio bem.”

“Para o meu bem, ou para matar a sua curiosidade?” Eu a ouvi rindo.

O que? Não, não, é só para o seu próprio bem, Q.” Podia percebeu seu tom de ironia, e sua risada. “Está bem, talvez os dois, mas eu realmente me preocupo com você e por mais que essa Santana não saia da sua cabeça, é porque motivo tem, com certeza tem algo na sua lembrança que está te bloqueando, porém te faz pensar nela. Em um sentido bom, é claro

Brittany tinha razão. Não é como se eu quisesse a latina, mas a sensação de você achar que fez algo errado é péssima, e eu precisava tirar esse peso da minha cabeça.

Você vai achar um jeito de encontrar novamente a latina dos seus sonhos.” Brittany brincou me fazendo revirar os olhos. “Eu preciso ir Q. meu coreografo chegou, mas tarde nos falamos, eu tenho uma novidade. Beijos.”

“Tchau, B. Estou ansiosa pela sua novidade.” Desliguei o telefone.

Já tinha feito meu horário de almoço e precisava voltar para o hospital. Ainda tinha algumas crianças para atender e meu dia seria um tanto longo. Paguei minha conta no restaurante e sai para caminhar até chegar ao hospital. Geralmente eu almoçava no restaurante lá mesmo, mas hoje eu estava com vontade de ter algo diferente.

Eu verificava meus e-mails pelo celular enquanto andava. Não podia deixar de vê-los dia algum, já que eu esperava por uma grande notícia já fazia um mês.

“Meu Deus, desculpa.” Esbarrei em alguém enquanto estava com os olhos grudados na tela do meu celular. Esbarrei em uma das pessoas que eu queria, mas não queria encontrar. Não agora. “Santana?”

“Cuidado, Fabray, você precisa olhar por onde anda.” Ela sorria ajeitando o seu casaco.

“Desculpa, eu estava tão distraída com o celular que esqueci onde estava.” Sorri de volta. “Está tudo bem? Tudo bem com a Maya?” Perguntei sendo educada.

“Sim, está tudo ótimo, ela está ótima.” Ela foi direta, e pareceu não querer tocar sobre assunto nenhum daquela noite, aliás, o clima estava estranho. Estranho até demais. Eu confesso que precisava saber se aconteceu algo ou eu não ia sossegar.

“Isso é ótimo.” Sorri e ficamos em silêncio por alguns segundos. Eu preciso perguntar. “Santana, hm... É, sobre aquela noite,” Eu começava a falar e percebi que sua expressão mudou um pouco. “Nós, hm... Você me levou para sua casa, mas.-“

“Não se preocupe, Fabray, se você está querendo saber se fizemos alguma coisa, a resposta é não.” Ela sorriu. “Sério que você não se lembra?”

“Não, eu não me lembro como eu fui parar na sua casa.”

“Você ficou muito bêbada e precisei te levar embora. Eu te perguntei qual era o caminho da sua casa, mas você não falava nada com nada então resolvi te levar para a minha, mas não se preocupe, eu juro que não aconteceu nada, eu só te coloquei para dormir e pronto.” Ela me explicou me deixando um tanto aliviada. “E ah, eu só dormi na mesma cama porque bom é a minha cama e dormir com a Maya ou no sofá estava fora de cogitação.”

“Eu fico aliviada.” Sorri, mas ela sorria apenas de lado. Droga, falei besteira. “Quer dizer, fico aliviada por você ter me ajudado.” Sorri novamente “Obrigada.”

“Imagina, Fabray, você não tinha condições alguma de ir para casa dirigindo.” Ela falava, mas me olhava nos olhos “Você não lembra mesmo de nada daquela noite?” Por que ela estava me perguntando isso? Tem algo que eu deveria lembrar?

“Não, eu não me lembro de nada depois da hora que nos sentamos naquela mesa.” Fui sincera. Realmente eu não me lembrava de nada, mas percebi que sua expressão era de alguém um tanto decepcionada. Espera o que aconteceu? “Aconteceu mais alguma naquela noite?” Perguntei e ela ficou quieta por alguns segundos.

“Não, não aconteceu nada.” Seu sorriso era pequeno e continuava decepcionada. Eu podia perceber em seus olhos. “Eu preciso ir, estou atrasada. A gente se vê por aí.” Ela dava passos se distanciando e eu só pude dar um tchau com a mão até ela se virar e seguir seu caminho e eu o meu.

Podia sentir que tinha algo que ficou para trás, o clima ficou um tanto carregado quando disse que eu não me lembrava de absolutamente nada. Seu olhar era decepcionante como se eu precisasse lembrar alguma coisa.

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Acabava de chegar a meu apartamento depois de um longo dia de trabalho. Atendi algumas crianças que choraram ao me ver o que era comum já que não faziam ideia de quem eu era. Confesso que estava com dor de cabeça de ouvi o choro deles, mas eu amava essa profissão.

Tomei um remédio para dor de cabeça seguido de um banho quente para relaxar meu corpo. Não sabia qual seria meu plano para janta de hoje, mas eu esperava que fosse algo simples e rápido. Talvez só um café. Isso, só um café e eu poderia checar meus e-mails. O relógio marcava 9 horas da noite, sai mais tarde do que o normal do hospital. Apesar da preguiça de cozinha – e o fato de eu ser um desastre na cozinha – eu não podia ignorar minha fome. Preciso de algo.

Enquanto eu procurava o telefone do restaurante japonês, meu interfone tocou. “Ah, sério? Quem será uma hora dessas?” Reclamei indo atender. “Pronto.”

“Ei, Q é a Britt.” Minha melhor amiga se identificava. Como se eu não reconhecesse sua voz. Apertei o botão para libera-la deixando-a subir. Logo ouvi o barulho da campainha. “Quinnie!” Brittany me abraçava logo que abri a porta.

“Ei, B.” Eu a abracei de volta. “O que te traz aqui uma hora dessas?”

“Primeiro que não está tão tarde assim, velha.” Ela agora passava por mim entrando em casa e indo se sentar no sofá. “E segundo, porque pensei em ter uma jantar com a minha melhor amiga e pedir um favor.”

“Sabia que aí tinha.” Fechei a porta indo me sentar ao lado dela. “Me da 10 minutos para eu pedir uma comida então, ok?” Ela acenou com a cabeça.

Peguei o telefone discando para o restaurante japonês pedindo duas torisalad e shakemaki para nós duas. Pedi as bebidas e logo avisaram quantos minutos demorariam em entregar. “Tudo bem, eu vou pagar com cartão mesmo. Obrigada.” Desliguei o telefone voltando minha atenção a minha loira preferida. “E então Srta Pierce, qual é o favor?”

“Então eu preciso que você me ajude em compras.” Ela sorriu e eu a olhava com a sobrancelha arqueada. “Compras no supermercado. Comida. Bebidas. Essas coisas, Q.”

“E para que eu te ajudaria?”

“Porque eu vou dar uma festa! PARTY HARD!” Ela fez um biquinho após falar com uma total animação. As festas de Brittany costumavam ser um tanto animadas demais. “E eu acho que você deveria me ajudar a comprar algumas coisas e óbvio, precisa ir a festa, até porque você é minha convidada de honra e pode levar quem quiser.” Ela sorriu e eu sabia quem ela se referia com essa última frase.

“Está bem, eu vou te ajudar e não creio que eu vá levar alguém.” Sorri “Quando vai ser a festa?”

“Sei, Q, sei muito bem.” Ela me cutucava com o cotovelo. Cismando como sempre com a Santana. “Bom, vai ser nesse sábado e-“

“Sábado?” Perguntei com um tom de surpresa.

“Sim. Então eu busco você no hospital para de lá, irmos fazer compras e aí vamos ao mercado.” Ela pausou “Não quero muito coisa, só cervejas, vodcas, e para comer, talvez... A gente vê na hora.” Ela sorriu.

“Como sempre bebidas alcoólicas, isso e-.”

“É um perigo pra você que bebe em um dia e acorda na cama de alguma latina gostosa por aí.”

“Okay, Brittany, vamos parar de falar dela, por favor? Eu encontrei com ela hoje e foi algo completamente estranho.” Comentei e percebi que minha amiga me olhava de sobrancelha arqueada e boca aberta.

“Me conta tudo, descobriu se vocês fizeram sexo aquela noite ou não?” Ela se ajeitava no sofá se mostrando 100% curiosa. Revirei os olhos.

“Não foi nada demais, B. Eu estava indo para o hospital andando, tinha acabado de sair do restaurante, aquele próximo ao hospital. Enfim, eu esbarrei nela sem querer e a conversa foi breve. Perguntei da filha dela, a Maya que é minha paciente e depois perguntei sobre o que aconteceu naquela noite.” Pausei e Brittany gesticulou com a mão para que eu falasse mais. “Eu senti um clima completamente estranho, algo pesado como se ela estivesse me escondendo algo ou como se fosse me revelar algo bombástico.” Eu ri. “Ela me contou que não aconteceu absolutamente nada. Eu estava apenas impossibilitada de passar meu endereço e então ela me levou para a casa dela, mas não aconteceu nada e realmente acho que não aconteceu porque como eu te disse, eu acordei com a roupa do dia anterior e se tivesse acontecido, creio que ela não perderia tempo me vestindo novamente.” Revirei os olhos. “Mas como eu disse, o clima continuou pesado, mesmo depois dela ter me contado o porque eu ter dormido na casa dela.”

“E por que isso?”

“Não sei, ela me perguntou se eu realmente não me lembrava de nada e quando eu disse que não, você precisava ver, B. Era possível ver nos olhos dela o quão decepcionada ela ficou.” Ficou em silêncio me lembrando do olhar decepcionado que ela me lançou. “Sabe aquela impressão que a pessoa não te contou tudo?” Brittany acenou com a cabeça “Então, foi essa que eu tive quando vi a cara de decepção dela.”

“Relaxa Quinn, às vezes ela só deve ter achado a sua companhia muito boa e ficou decepcionada por você não se lembrar a ponto de não poder achar o mesmo.” Brittany sugeriu e até que um certo ponto, ela tinha razão.

“Mas e se.-“ Pausei pensando em uma outra possibilidade. “E se ela tiver me beijado e de repente não quis me contar e por isso se decepcionou?”

“Você só vai descobrir quando encontrá-la novamente e perguntar, mas você também que lerdeza, Quinnie, podia ter perguntado isso hoje à tarde.” Semicerrei os olhos por ela dizer que eu sou lerda, mas ela tinha razão eu devia ter perguntado antes.

“Bom, agora já foi.” Sorri e logo meu interfone tocou, com certeza era nossa janta.

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“Então amanhã eu te busco às 7 da noite, sem mais e nem menos e vamos ao mercado. Sério Q, você sempre me ajuda, sabe exatamente o que devo comprar e etc.” Brittany me lembrava mais uma vez antes de ir embora o que faríamos amanhã. “Amanhã. 7 da noite.” Ela me deu um beijo na bochecha antes de sair.

“Eu não vou me esquecer.” Acenei com a mão fechando a porta atrás de mim e trancado. Olhei as horas e já marcavam mais de onze da noite. Eu precisava dormir, amanhã teria um dia muito, mas muito puxado.

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Assim que cheguei ao hospital fui direto para a minha sala. Todas as pastas com os dados dos meus pacientes de manhã até à tarde já estavam sobre a minha mesa. Peguei a primeira que chamaria e antes que eu a chamasse, li sua ficha e sobre sua última consulta. Não é fácil se lembrar de todos então eu gostava de olhar cada ficha antes de começar meu atendimento.

“Julia Waters.” Foi a primeira paciente que chamei e em menos de 10 segundos, uma criança de cabelos ruivos, com apenas 5 anos, entrava em minha sala ao lado de sua mãe. “Bom dia, Julia, como está se sentindo hoje, huh?”

“Bem, Dra Fabray.” Ela me respondia empolgada se sentando na cadeira.

“E então Sra Waters” Agora eu conversa com a mãe da minha paciente. “Toda aquelas manchas brancas da pele da Julia sumiram com aquele creme que eu receitei?”

“Um pouco. Ela ainda tem algumas nas costas e ela diz que coça muito.” A mãe respondeu.

“Hm, essa coceira é algo constante das manchas, ela não pode coçar de jeito algum, porque a pele está completamente sensível e isso pode causar feridas.” Eu falava analisando a ficha da pequena ruiva a minha frente. “Bom Julia, eu preciso que você me deixe olhar suas costas, está bem?”

“Sim, tudo bem, eu deixo.” Ela sorriu e eu sorri de volta.

“Então tá, você pode vir aqui comigo por favor.” Me levantei estendendo a mão para que ela pegasse e assim ela fez. A peguei no colo e a sentei na minha maca no canto da sala. “Olha você precisa se deitar aqui de barriguinha para baixo e eu vou olhar suas costas.” Ela acenou com a cabeça se virando e deitando da forma como eu pedi.

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“Bom, eu espero que você, senhor Thomas, não brigue com sua mãe quando ela precisar te dar o remédio, estamos combinados?” Estiquei a mão para o meu último paciente das seis e meia da tarde. Um garotinho de 11 anos que tinha um pequeno problema de gastrite e precisava tomar seu remédio constantemente, mas era sempre uma briga na hora de tomar o medicamento. Ele estendeu a mão apertando a minha. “Isso é um trato. Nosso trato, e na próxima consulta, se sua mãe me contar que você tomou o remédio direitinho, eu te prometo que farei sua mamãe lhe da um ótimo prêmio.” Olhei para a mãe de Thomas que sorriu e concordou comigo.

“Obrigada Dra Fabray.” Ela me cumprimentava antes de irem embora e eu apenas sorri.

Assim que fiquei sozinha na minha sala meu celular começou a tocar. O peguei dentro do meu jaleco e ao ver o nome, revirei os olhos antes de atender.

“Ei, B.” Atendi enquanto ajeitava minha mesa.

Quinnie, você já está pronta? Eu sei que ainda não são sete, mas eu pensei que como estou sem nada para fazer, talvez devêssemos adiantar nossa ida ao supermercado e fazer nossas compras.”

“Tudo bem, para a sua sorte, eu não tenho mais paciente nenhum. Estou livre e te dou 20 minutos para você chegar aqui, caso o contrário eu-“

Já estou chegando, te amo, beijos.” Ela desligou o telefone correndo me fazendo rir e não dando tempo para eu responder.

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Brittany chegou lá exatamente em vinte minutos, eu não sei como ela fez isso, mas ela conseguiu. Eu já a esperava do lado fora e logo que ela chegou entrei no carro e fomos direto para o supermercado próximo a casa dela, que aparentemente era o melhor e o maior.

“E então, o que você pretende comprar, Pierce?” Eu perguntava enquanto andávamos pelos corredores do mercado com ela empurrando o carrinho.

“O que você acha? Bebidas alcoólicas é óbvio.” Ela continuava andando e logo avistei o corredor de bebidas.

“Ah, claro, óbvio, se não tiver álcool em alguma festa de Brittany S Pierce, então não é festa.” Revirei os olhos enquanto entravamos no corredor e ela ia direto para as marcas de vodca.

“Ok Quinn, você que entende dessas coisas, escolhe a melhor.” Ela me deu passagem e eu sorri estendendo a mão e começando a pegar as garrafas e colocar no carrinho. Absolut para vodca. Stella Artois para cervejas e claro, Jonnie Walker e Jack Daniels para whisky. Coloquei o necessário no carrinho. Quer dizer, necessário ao ponto de vista de Brittany. O carrinho praticamente lotado. “Pronto, está bom para você, srta. Pierce?”

“Você tá brincando? Está ótimo!” Ela disse com um tom entusiasmado. “Obrigada, Q. Agora vamos para as comidas, deixa que essa parte é comigo mesma.” E realmente era já que Brittany é a pessoa que eu conheço que mais come.

Entramos no corredor de potes, quero dizer, de azeitonas, palmitos. Ela tratou logo de pegar alguns potes dos mesmos. O modo como ela enchia o carrinho me fazia imaginar que tipo de festa seria essa. Porque sinceramente, dava impressão que ela convidou a cidade inteira. Eu me preocupava com o estilo de vida de Brittany, ela era dançarina, devia se cuidar mais.

“Pronto, agora vamos atrás do salame e de algumas torradas? Não sei, vamos procurar.” Ela saia comigo ao seu lado a procura de salame. Antes de irmos para o outro setor, avistamos o corredor de pães e entramos para procurar as famosas torradas.

Assim que entramos o corredor estava vazio e fomos andando devagar procurando o tipo de torrada que ela queria. Ela andava ao meu lado olhando a prateleira enquanto eu fingia que fazia o mesmo. Brittany logo achou suas torradas e enquanto ela carregava o carrinho outra pessoa entrou no corredor chamando minha atenção. Ela usava uma calça legging preta justa, com um top roxo, uma blusa amarrada na cintura e de tênis. Era impossível não reparar em seu corpo. A latina tinha o corpo perfeito, sua barriga era definida, suas coxas não muito grossas, mas de longe era possível imaginar o quão duras eram. Seu corpo era todo definido. Seu cabelo estava solto e ela andava devagar pelo corredor procurando algo.

“Brittany.” Me aproximei de Britt me virando de costas para a latina que agora parava pegando alguns pães. “Brittany é ela” Eu parecia um tanto desesperada.

“Hm?” Brittany me olhou e eu apontei com o dedo atrás de mim disfarçando. “É ela quem?”

“Como assim ela quem? É a Santana, Brittany. Logo ali, atrás de nós.” Brittany inclinou a cabeça para o lado para poder ver a latina que estava no mesmo corredor que nós. Ela sorria de boca aberta.

“Meu Deus, Quinnie, que sexy.” Brittany ergueu a sobrancelha me olhando e sorrindo igual boba. “Vai falar com ela.”

“O que?” Perguntei em um tom de surpresa.

“Vai falar com ela.”

“Não, você é louca, eu não vou falar com ela.” Cruzei meus braços. Ela me olhou e seu olhar demonstrava claramente que ela ia aprontar. “Não, nem pense.”

“Quinn!” Ela gritou. Falou alto o suficiente para Santana ouvir. É óbvio que ela ouviu já que percebi que agora ela andava em minha direção. “Quinn, eu te falei que eu não quero esse pão, mas que teimosa.” Brittany segurava o riso colocando um dos pães que ela mesma pegou de volta na prateleira se virando de costas, mas sem sair do lugar.

“Fabray?” A voz dela estava ao meu lado. Ela estava ao meu lado.

“Ei, Santana. Como está?” Eu sorri e ela sorria de volta.

“Bem, e você?” Santana respondeu em um tom baixo.

“Ótima.” Sorri e ficamos em um silêncio um tanto constrangedor. Olhei para Brittany que arqueava a sobrancelha e me repreendia com o olhar. “Hm, Santana?” Finalmente quebrei o silêncio me lembrando de uma dúvida que eu ainda tinha na cabeça. Ela me olhava esperando que eu continuasse. “Não querendo ser chata, mas já sendo, sobre aquela noite, eu sei que você disse que não fizemos nada, mas você também sabe que eu não lembro de nada e.-“

“Vai direto ao ponto, Fabray.” Ela me interrompeu fazendo Brittany que fingia não estar prestando atenção me olhar de lado.

“Ok, nós nos beijamos naquela noite?” Bom, fui direta.

Ela ficou em silêncio por alguns minutos me olhando, e antes de responder olhou para Brittany e sorriu. Um sorriso um tanto, flirt? Por que ela não me responde logo e para de flertar com minha melhor amiga bem na minha frente? Espera, por que eu estou me incomodando com isso?

“Não.” Ela finalmente falou voltando a me olhar. “Nós não nos beijamos. Eu já te disse, Fabray, nada aconteceu, não se preocupe.” Ela sorria, e seu sorriso era um tanto confortável, mesmo eu ainda achando que ela não estava sendo 100% sincera comigo.

“Tudo bem, eu acredito em você.” Sorri de volta e Brittany agora me olhava. “Ah, é. Santana essa é minha amiga Brittany e Brittany essa é Santana, mãe de uma das minhas pacientes.” Gesticulei apresentando uma a outra.

“E sua heroína que te salvou e não te deixou dirigir bêbada.” Brittany completou me fazendo olha-la. “Oi Santana, é um prazer te conhecer.”

“Igualmente, Brittany.” Santana ria me olhando e seus olhos demonstravam que ela estava um tanto convencida por algo que eu não queria saber. “Bom, eu preciso ir, Maya está me esperando provavelmente muito faminta.” Ela sorriu e se aproximava.

“Tchau Fabray.” Ela me deu um beijo surpresa na bochecha me fazendo corar. “Tchau, Brittany, foi um prazer conhecê-la.” Santana piscou para Brittany que sorriu me olhando.

“Santana espera.” Brittany a chamou sorrindo maliciosamente para mim. “Eu vou dar uma festa amanhã à noite, e bom, eu estou te convidando. Você pode ir e levar quem quiser.” Brittany sorriu. Não acredito que ela estava fazendo isso comigo.

“Claro, eu vou sim, só não sei se levarei alguém.” Santana respondeu me olhando e pegando o celular em sua bolsa trocando número com Brittany para que minha amiga passasse o endereço da festa para ela. “Nos vemos lá então?” Ela agora falava comigo e eu apenas sorri acenando com a cabeça dizendo que sim. “Ótimo, eu vou indo mesmo então. Obrigada pelo convite, Brittany.” Santana agora andava enquanto eu a olhava. Era impossível tirar os olhos daquele corpo tão... Sexy.

“Meu Deus Quinn, pare de comer ela com os olhos.”

“O que? Eu.- Eu não estou comendo ela com os olhos. Por Deus, Brittany.” Revirei os olhos tirando os olhos da latina e indo atrás de Brittany que saia do corredor empurrando o carrinho.

“Você pode me agradecer depois, Dra Fabray.” Brittany se gabava por ter convidado a latina achando que estava me ajudando em algo. “Sério, Q. Você precisa disso, você precisa viver sua vida e esquecer seus problemas, o que passou, passou. Agora você precisa viver, trabalhar faz bem, mas não vamos exagerar, está bem? Eu sou sua melhor amiga e me preocupo com você. Vai ver sua felicidade não era o que você esperava a três meses atrás e sim algo que ainda está por vir. Tipo uma latina sexy como a Santana.” Ela riu me cutucando.

“Eu te amo, sabia? Você definitivamente sabe como me animar, mesmo que tenha seus métodos que eu não aprove 100%.” Passei meu braço em volta da sua nuca. “Não fique muito esperançosa, eu não estou e não pretendo ficar. Não namoro e não saiu com mães de pacientes, mas agradeço mesmo assim.” Depositei um beijo em sua cabeça.

“É o que veremos, Q. É o que veremos.” Ela deu uma risada maliciosa e continuamos suas compras.