Notas iniciais
Gente, eu tenho um aviso IMPORTANTE: Como vocês vão perceber, o capítulo não está no POV de nenhuma das duas e sim em terceira pessoa, porque a partir daqui, vão acontecer coisas com a Maya que outros vão se envolver. Não vou fazer POV de todo mundo senão vira uma grande bagunça, então o melhor é colocar na terceira pessoa e vai ser muito mais fácil para todos entenderem. Espero que ninguém ache ruim, e que entenda o porque de eu ter mudado. Obrigada!! =)

Quinn dormia mais uma noite no apartamento de Santana. As duas já estavam saindo a duas semanas e ambas sabiam que estavam apaixonadas uma pela outra, mas no momento nenhuma das duas teve a oportunidade ou até mesmo a coragem de se abrirem. Elas sabiam que isso uma hora aconteceria, nenhuma das duas aguentava mais esconder o que estavam sentindo.

Santana beijava o pescoço de Quinn enquanto a loira tentava dormir após ter tido um dia cansativo no hospital. Ela estava de olhos fechados, mas era difícil resistir a latina.

Quinn passava suas unhas lentamente pelo braço exposto de Santana enquanto a mesma estava com o seu rosto encaixado no pescoço de Quinn depositando beijos suaves. Uma de suas pernas estava entre as da médica pressionando seu quadril contra o dela.

“Mmm, San, eu adoraria fazer tudo isso está noite, mas ugh! Eu estou tão cansada. Podemos deixar pra depois?” Quinn falava enquanto mantinha seus olhos fechados.

“O que está acontecendo com você, Q?” Santana provocava deslizando uma de suas mãos para a barriga de Quinn, passando sua unha lentamente sobre a pele da mesma. “Ugh! E eu achando que sempre fui irresistível.” Santana depositou um beijo no canto dos lábios da loira fazendo-a rir baixo abrindo seus olhos.

“S, você é irresistível, o único problema é que eu estou morta e amanhã preciso acordar cedo e por mais que eu esteja adorando o que você está tentando fazer, eu preciso mesmo dormir.” Quinn encarava Lopez enquanto fazia um pequeno bico.

Santana revirou os olhos tirando sua mão da barriga de Quinn e se deitando no seu travesseiro. “Ok, Fabray, você pode pelo menos me deixar dormir abraçada com esse seu lindo corpo gostoso?”

“E precisa perguntar?” Quinn mordia o canto dos seus lábios enquanto Santana arqueava sua sobrancelha, passando seu braço envolta da cintura da mesma puxando seu corpo para perto do dela.

Agora era a vez de Quinn encaixar seu rosto no pescoço de Santana. Ela encolhia seu corpo, encaixando uma de suas pernas entre as da latina.

Enquanto ambas dormiam, a porta do quarto de Santana abria lentamente deixando que um pouco de luz entrasse e iluminasse o ambiente. Pequenos passos iam em direção a cama de casal big-size onde Quinn e Santana estavam dormindo.

Maya subiu devagar na cama e percebeu que nela tinham duas pessoas. Ela não era boba e sabia que eram sua mãe e Quinn dormindo juntas. Com a ajuda da claridade que vinha do lado de fora do quarto, Maya conseguia ver qual delas era sua mãe e viu que Santana estava do outro lado.

Ela desceu da cama novamente enquanto sua respiração estava devagar. Maya estava respirando lentamente, pois sua bronquite estava atacada e ela mal conseguia respirar. Ela sabia que tinha acordar sua mãe para lhe dar o medicamento que ela precisava.

Maya deu a volta na cama enquanto segurava seu pequeno urso de pelúcia. Ela subiu novamente colocando a mão no cabelo de Santana.

“Mamãe?” Ela forçava a respiração se segurando para não chorar. Maya sempre chorava quando acordava com falta de ar. Ela nunca conseguia respirar direito e entrava em desespero, mas dessa vez ela não choraria, ela estava começando a aprender que ao chorar, respirar ficava ainda mais difícil.

Ao ver que sua mãe não tinha acordado, ela aproximou seu rostinho ao de Santana, colocando sua mão na bochecha da mãe.

“Mama? Mama?” Maya forçava seus lábios para segurar o choro, mas ver que sua mãe não acordava a deixava ainda mais desesperada. Ela precisava de seu remédio.

Santana ouviu a voz de sua filha, abrindo os olhos lentamente, ao se virar encontrou Maya ajoelhada na cama com uma de suas mãos no seu peito tentando respirar. Santana não precisava perguntar para saber o que sua filha tinha. Ela sabia exatamente o que era.

“Hijá.” Santana sussurrou enquanto tirava seus braços lentamente debaixo de Quinn, se colocando sentada na cama para pegar Maya.

“Mami... eu...” Maya tentava falar, mas estava difícil falar e segurar o choro ao mesmo tempo.

Santana colocou a mão no peito da filha sentindo o quão difícil estava para Maya respirar. No mesmo instante ela se levantou da cama devagar com sua filha no colo para não acordar Quinn e ambas saíram do quarto indo direto para o quarto de Maya.

“Hijá, respira devagar, está bem?” Santana colocava Maya na cama. A latina sabia que sua filha precisaria de um pouco de inalação. Maya odiava tomar comprimidos, porque demoravam a fazer efeito e Santana não queria sua filha agoniada por não conseguir respirar. “Eu já volto, está bem?” Maya assentiu com a cabeça abraçando seu urso.

Santana foi até o guarda-roupa de Maya tirando o inalador com formato de elefante cinza e o levando para a cozinha onde estavam os remédios.

A latina pegava dois remédios líquidos colocando no pequeno copo que acompanhava a pequena máscara do aparelho. Ela colocou os remédios um seguido do outro, fechando o copo e levando o inalador de volta para o quarto encontrando Maya de olhos fechados praticamente dormindo.

Santana se aproximou sorrindo ao ver o quão cansada sua filha estava. A latina colocou o aparelho em cima do criado mudo ao lado da cama de Maya, ligando o mesmo na tomada, enquanto encaixava o copo com a pequena mangueira do inalador.

“Filha acorda.” A latina pegava no braço de Maya enquanto se sentava na cama, ajeitando a pequena em seu colo.

Maya abria os olhos devagar, se sentando entre as pernas de sua mãe e encostando suas costas contra o peito da mesma. A pequena estava se segurando para não fechar os olhos novamente enquanto Santana colocava devagar a máscara do inalador contra o rosto de Maya, ligando o aparelho.

A máscara era tamanho infantil. O inalador era próprio para crianças de até 10 anos, o que indicava que encaixava perfeitamente contra o rosto de Maya. A máscara era oval alcançando o nariz e a boca da pequena Lopez.

“Mami” Maya falava contra a máscara enquanto começava a respirar a fumaça que soltava contra seu rosto.

“Hm?” Santana respondia passando a mão no cabelo da filha, enquanto permanecia encostada contra a cabeceira da cama.

“Quinn está dormindo na sua cama, não está?” Era um tanto difícil entender Maya enquanto ela falava contra a máscara.

“Sim, ela está dormindo na minha cama.” Santana passava seus dedos contra o cabelo de Maya sorrindoao ver o interesse da filha. “Por que, hijá?”

“Nada.” Maya deu de ombros. “Eu gosto quando ela fica aqui em casa ou quando ela sai com a gente.”

Santana não podia deixar de sorrir. Ela sabia que estava apaixonada por Quinn e ficava feliz em saber que Maya de alguma forma, aprovava o relacionamento das duas. Santana apenas tinha medo de dizer a Quinn que estava apaixonada, tinha medo de que Fabray não sentisse o mesmo ou achasse que estava cedo demais.

Maya não disse mais nada, apenas fechou seus olhos inalando a fumaça com remédio que saia de seu inalador. Santana encostou a cabeça contra a parede olhando para sua filha, imaginando se Maya ficaria feliz se sua mãe e Quinn começassem a namorar. Pelo modo intenso que estava o relacionamento das duas, um dia isso poderia acontecer, certo? Santana diria finalmente a Quinn que se apaixonou por ela e a pediria em namoro. Ela não queria apavorar Quinn, mas o que ela estava sentindo ficava cada dia mais intenso e ela não sabia até quando aguentaria manter isso em segredo.

Depois de alguns minutos, Santana acordava de seu cochilo para desligar o inalador. Maya já estava dormindo e sua respiração estava normal. A latina desligou o aparelho, colocando o copo em cima do criado mudo. Antes de se levantar da cama, Santana tirou sua filha de seu colo e a deitou devagar em seu travesseiro antes de se levantar.

Santana apagou a luz saindo do quarto, deixando apenas o abajur ligado. A latina fez seu caminho de volta ao seu quarto. Ao abrir a porta percebeu que Quinn continuava dormindo tranquilamente abraçada com seu travesseiro.

Santana se deitava na cama devagar para não acordar a garota ao seu lado. Ela se colocava embaixo do lençol virando para o lado oposto de Quinn. Ela sabia que Fabray estava dormindo confortável abraçada com o travesseiro e não queria acordá-la, mas antes que ela fechasse seus olhos, sentiu um braço envolvendo em sua cintura fazendo a sorrir.

“Mm, pra onde você foi?” Quinn perguntava com sua voz sonolenta mantendo seus olhos fechados.

Santana se virou sorrindo, passando seus braços envolta da cintura de Quinn, enquanto Fabray encaixava novamente seu rosto no pescoço da latina.

“Maya não estava muito bem e precisei ficar um pouco com ela.” Assim que Quinn ouviu que Maya não estava bem, ela abriu os olhos afastando seu rosto para olhar para Santana.

“O que houve? Ela está bem?”

“Sim, ela já está melhor. Foi só uma falta de ar, nada demais.” Santana depositou um beijo na testa de Quinn.

“Você podia ter me acordado.”

“Q, fica tranquila, ela só precisou fazer inalação e agora já voltou a dormir.” Santana agora puxava mais o corpo de Quinn contra o dela. “E você está cansada, precisa dormir.”

“San, você podia ter me chamado” Quinn se encolhia nos braços de Santana ainda preocupada com Maya.

“Shh. Não se preocupe, ela já está bem. Agora volte a dormir.” Dentro de alguns segundos, ambas já tinham voltado a dormir uma nos braços da outra.

Santana adorava saber que Quinn se preocupava com sua filha, e a cima de tudo, Quinn gostava de Maya e a tratava muito bem. Santana tinha certeza que encontrou a mulher certa pra ela e isso só a fazia se apaixonar ainda mais.

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Quinn fazia o café enquanto Santana cortava algumas frutas para Maya que estava sentada na cadeira observando sua mãe e Quinn atentamente. Por mais que Quinn fosse sua médica, ela estava gostando de tê-la em sua casa quase todos os dias. Maya gostava que Quinn fosse a namorada de sua mãe, porque agora ela teria duas mamães. Ela sabia que todas as crianças de sua daycare tinham pai e mãe, Maya também sabia que ela tinha um pai, mas nunca chegou a perguntar isso para sua mãe, o que ela sabia era que Santana gostava de garotas e que um dia ela arrumaria para Maya outra mãe e não um pai.

Santana se aproximou da mesa colocando uma pequena tigela com três tipos de frutas diferentes cortadas em pedaços pequenos. Ela colocou o garfo infantil de Maya dentro da tigela deixando que a pequena começasse a comer.

Logo atrás Quinn apareceu com duas xícaras de café colocando sobre a mesa. Ambas se sentaram para comer, antes de irem trabalhar.

“Mami, eu não quero ir para creche hoje.” Maya apoiava seu rosto sobre a sua mão em cima da mesa enquanto mastigava. “Eu quero ficar com você e com a Quinn.”

Santana arqueava uma de suas sobrancelhas olhando para Quinn que sorria soltando um “Awn.”.

“Maya, nós não vamos ficar em casa e muito menos passear. Quinn precisa ir para o hospital e mamãe precisa dar aula. Você sabe disso.” Santana terminava de falar dando um gole em seu café.

“Mas se você quiser, podemos ir jantar todas juntas hoje à noite.” Quinn falava empolgada fazendo Maya abrir um sorriso de orelha a orelha.

“Cachorro-quente?” Maya falava largando o seu garfo dentro da sua tigela, mas logo sua empolgação acabou ao ouvir a resposta de sua mãe.

“Não.” Santana terminava de tomar o seu café se levantando da mesa. “Você passou mal ontem à noite, mocinha, então sem cachorro-quente ou qualquer outra coisa que te cause alergia.”

“Mas mamãe. – “

“Sem mas, Maya. Agora vamos, você já terminou? Precisamos ir ou eu vou me atrasar.” A latina fechava a bolsa de Maya enquanto Quinn olhava atentamente paraa pequena.

“Hey, existem outras coisas muito melhores que cachorro-quente e podemos comer essa noite.” Quinn sorria tentando animar Maya, mas a garotinha apenas respirou fundo assentindo com a cabeça.

“Eu não quero ir para a creche.” Maya sussurrava perto de Quinn com medo que sua mãe ouvisse. “Se a mamãe me levar agora, eu vou ficar sozinha, meus amigos chegam sempre depois.” Maya empurrou lentamente a tigela para longe dela franzindo o cenho, enquanto apoiava seus braços na mesa encostando a testa em seu braço e escondendo seu rosto.

Quinn olhou para Santana que saia da cozinha para buscar sua bolsa na sala. Maya continuou de cabeça baixa e de repente, Quinn ouviu a pequena a sua frente soltar um barulho baixo como se estivesse chorando. Fabray deu um gole no seu café e antes de dizer alguma coisa, Santana apareceu novamente na cozinha.

“Maya, vamos?” Maya não disse nada, continuo de cabeça baixa.

“San.” Quinn gesticulou mostrando que talvez Maya estivesse chorando.

Santana se aproximou de sua filha, levando sua mão até o cabelo escuro de Maya. Seus dedos deslizavam por algumas mechas enquanto ela se abaixava para ver o que estava acontecendo.

“Hijá? O que houve?” Santana depositava um beijo na cabeça da filha.

“Maya?” Agora Quinn estendia sua mão alcançando o pequeno braço de Maya, mas a pequena não se levantou.

As duas se olharam por alguns segundos e antes que uma delas falasse algo, Maya levantou a cabeça olhando para Santana aparentando estar brava com a mãe.

“Eu não quero ir pra creche agora. Eu vou ficar lá sozinha e meus amigos não vão estar lá.” Santana revirou os olho. A cada dia Maya estava mais parecida com ela.

“Hijá, você não vai ficar sozinha, você vai pode fi. – “

“Não, eu vou ficar sozinha e eu não quero ir.” Maya interrompeu sua mãe voltando a chorar.

“San.” Quinn estava de coração partir ao ver o quanto Maya estava magoada por ter que ficar sozinha até seus amigos chegarem. Ela estava odiando ver a pequena daquele jeito. “Eu só vou entrar daqui meia hora no hospital, se você quiser eu posso levá-la mais tarde, não tem problema nenhum.” Assim que Maya ouviu a proposta de Quinn, ela começou passar a mão em seu rosto secando suas lágrimas olhando para sua mãe.

“Você tem certeza?” Santana se levantava enquanto Maya olhava para Quinn abrindo um sorriso no canto dos lábios.

“Tenho. Vai ser um prazer levar essa mini Santana para a creche hoje.” Quinn franzia o nariz piscando para Maya.

“Então está bem, a bolsa dela está em cima da poltrona na sala. Eu busco ela hoje as cinco da tarde.” A latina se abaixou depositando um beijo na bochecha de Maya. “Comporte-se, está bem?” A pequena sorriu assentindo. Logo Santana foi em direção a Quinn. A latina colocou uma mão na cadeira enquanto a outra apoiava na mesa, ela aproximou seu rosto até o de Quinn fazendo um bico suave até encostar aos lábios de Fabray. “Nos vemos mais tarde, sim?” Quinn apenas assentiu com a cabeça correspondendo o beijo contra os lábios da latina. “Adiós mis amores.”

“Adiós, mamá.” Maya respondia dando tchau enquanto Santana saia pela cozinha e em segundos ouviram a porta da frente se abrir e se fechar.

“Bom, eu só vou terminar de me arrumar e podemos ir, ok?”

“Ok.” Maya sorria olhando Quinn se levantar saindo da cozinha. A pequena latina adorava Quinn, e sabia que Fabray podia ser uma ótima mãe assim como Santana é. Na cabeça de Maya, Quinn já era praticamente sua segunda mãe. A loira já passou dias e dias na casa dela, já passou dias saindo com ela e com sua mãe. É claro que Quinn era namorada de Santana e já sua segunda mãe.

Enquanto Quinn ajeitava sua maquiagem, Maya entrou no quarto passando a mão em seu cabelo se sentando na cama olhando Fabray sem dizer nada.

Quinn estava pronta, ela sabia que Maya estava atrás dela sentada na cama, mas ela também não disse nada durante esse tempo.

“Podemos ir, munchkin?” Assim que Quinn a chamou pelo apelido que sua mãe costuma chamar. Maya sorriu. – Ela com certeza virou minha segunda mamãe. A garotinha pensou enquanto assentia com a cabeça.

Maya pulou da cama saindo do quarto na frente de Quinn que pegava sua bolsa, e iam juntas para a sala para saírem.

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Maya estava sentada no banco de trás com o cinto envolta da sua cintura. Ela tentava olhar pela janela, mas não era alta o suficiente para isso, então preferiu apenas olhar para frente.

“A mamãe gosta de você.” Maya quebrava o silêncio fazendo Quinn olhar pelo retrovisor e encontrar a pequena sorrindo.

“Ela gosta?”

“Mhm, ela gosta muito. Eu sei que ela gosta porque ela deixa você me levar para a creche.” Quinn tentava entender onde Maya queria chegar. “Mamãe te deixou usar as roupas dela, te deixou dormir com ela. Ela só me deixa dormir na cama dela, mas eu sei que ela gosta muito de você por isso ela te deixou dormir lá também.”

Quinn começava a rir baixo mantendo seus olhos na estrada. “Bom, eu também gosto muito da sua mãe, M.”

“Você ama a mamãe?” Maya perguntava usando um tom entusiasmado. Quinn respirou fundo. Amar? Fabray parou por um segundo tentando limpar sua mente antes de responder. Ela olhava para a estrada quando um sorriso começou a aparecer no canto dos seus lábios. Ela sabia que estava apaixonada, Santana superou todas as suas expectativas, é claro que ela ia se apaixonar pela latina. É óbvio que ela estava amando Santana.

“Mmm, eu acho que sim, Maya.” Quinn sorriu franzindo o cenho.

“Isso é bom.” Maya sorriu passando a mão em seu cabelo.

Em alguns minutos, Quinn parava seu carro em frente a daycare. Maya tirou seu cinto e esperou que Quinn fosse abrir a porta para ela sair. Assim que ela saiu, segurou na mão de Quinn e as duas foram andando até a entrada onde uma mulher ruiva a esperava.

“Hey, Maya.” A garota de cabelos ruivos sorria acenando para a pequena Maya.

“Oi tia Bella.” Maya sorria enquanto Quinn fazia o mesmo apenas assentindo para Bella. Quinn parava na porta enquanto a pequena Maya se colocava na frente dela para pegar sua bolsa antes de entrar.

“Ok Maya, nos vemos mais tarde, está bem. Prometo que vamos comer algo muito mais gostoso do que cachorro-quente.” Quinn olhava para Maya enquanto a mesma segurava sua bolsa.

“Está bem.” Maya passou seus braços envolta de Quinn a abraçando forte. “Tchau, mamãe.” Em menos de um segundo, Maya fez Quinn congelar. – Mamãe? Ela me chamou de mamãe? Fabray respirava fundo. Ela não esperava isso de Maya, ela foi pega de surpresa. Ela nem sequer sabia que estava passando essa imagem de... Mãe, para a pequena. Ela sequer estava em um relacionamento sério com Santana.

“Mm... É, t-tchau, M.” Quinn esperou que Maya entrasse e voltou para seu carro ainda tentando processar o que tinha acabado de acontecer.

Por alguns minutos enquanto ela dirigia, podia ouvir a voz de Maya em sua cabeça a chamando de mãe. Ela não podia machucar aquela garotinha. Quinn sabia que não podia decepcioná-la, mas e se seu relacionamento com Santana não der certo? E se ela fosse impedida de continuar o relacionamento com Santana? Muita coisa podia acontecer. Seu trabalho podia atrapalhar, seus sonhos podiam atrapalhar e a última coisa que Quinn queria, era machucar Maya, mas ela tinha certeza que amava Santana, por que ainda tinha tanto medo de seu trabalho atrapalhar?

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Santana terminava de dar sua última aula às quatro horas. Ela ainda buscaria Maya na creche. A latina liberou seus últimos alunos enquanto pegava suas duas bolsas acompanhando alguns deles até a saída.

Assim que entrou no carro, jogou sua bolsa para trás, dando partida em seu carro para buscar Maya. Ela checou seu celular, mas não tinha nenhuma mensagem de Quinn. Santana estava acostumada em todos os dias ter mensagens de Quinn em seu celular. Ela já estava acostumada em todos os dias, ter Quinn ao seu lado. A latina sabia que estava apaixonada e não enjoava um minuto sequer de ter Fabray ao seu lado.

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Maya estava sentada em sua cadeirinha enquanto ia para casa com Santana. A pequena ficava em silêncio quase dormindo antes de chegar em casa.

“Maya, como foi seu dia, hijá?” Santana não queria que sua filha dormisse, não antes de chegar e tomar um banho.

“Mm, foi bom. Tia Bella pediu pra desenharmos nossa família.” Maya ficou em silêncio, mas seu tom de voz deixou Santana um tanto preocupada. “E, todos desenharam uma mamãe e um papai e..-“ A pequena respirou fundo. “Eu desenhei você, a vovó Maribel e o vovô Carlos, mas eu fui a única que não desenhou o papai.”

Santana respirou fundo. Ela sabia que um dia, Maya perguntaria de seu pai, mas ela não sabia que seria em uma situação como essa. Antes de responder Santana estacionou seu carro em uma vaga qualquer, tirando seu cinto para olhar nos olhos de sua filha.

“Ei.” Santana colocou a mão no queixo da filha fazendo-a olhar para ela. “Você pode não ter um pai, mas você tem seus tios, está bem? Puck, Mike, Blaine e tio Kurt sempre vão cuidar de você, hijá, sempre que você precisar eles vão estar com você. Eles te amam como se você fosse deles.” Santana sorria. “Afinal, quem precisa de um pai quando se tem tios muito divertidos como eles?” Maya abriu um sorriso assentindo. Ela sabia que seus tios eram como pais pra ela e amava todos eles. “Não fica assim, está bem?”

“Está certo, mami.” Maya segurou a mão de Santana depositando um beijo rápido na palma da mão de sua mãe. “E nós temos a Quinn, certo? Ela é sua namorada então ela é da família.” Assim que Santana ouviu Maya dizer que Quinn era sua namorada, a latina respirou fundo se virando para frente e saindo com o carro.

Santana dirigia tentando imaginar o que se passava na cabeça de Maya. Tudo bem sua filha achar que Quinn é a sua namorada, até porque Fabray passa todos os dias praticamente com elas. Maya já as viu dormindo juntas no sofá, já as viram se beijando e se abraçando. Então não seria surpresa se Maya achasse que as duas eram namoradas.

Por mais que Santana quisesse que isso virasse algo, ela estava com medo de estar talvez sentindo tudo isso sozinha e não ser nada do que ela está pensando. Lopez estava preocupada de estar entrando nisso tudo sozinha enquanto Quinn continua parada no mesmo lugar com suas paredes impedindo que ela tenha algum sentimento pela latina.

Santana chegava em seu apartamento segurando a mão de Maya, enquanto segurava as bolsas com a outra mão desocupada. Ela procurava sua chave, quando ouviu a porta do apartamento de Rachel se abrir.

“Oi tia, Rach-Rach.” Maya acenou.

“Ei, Maya.” Rachel se aproximou depositando um beijo na bochecha da garotinha que estava encostada na parede. “Ei Tana, precisa de ajuda pra achar sua chave? Jogo a Maya aí dentro e ela procura.” Rachel olhou para baixo e encontrou Maya franzindo o cenho de braços cruzados.

“Mm, não seria uma má ideia, mas já achei.” Santana tirou a chave da bolsa, colocando em sua porta e assim que abriu, Maya correu deitando-se no sofá.

“E então, cadê a Quinn?” Rachel entrava no apartamento de Santana logo atrás de Maya.

“Mm, ela deve estar no hospital ainda, não sei.” Santana deu de ombros. Ela estava agoniada com toda essa situação e ao ver Rachel, ela sabia que precisava conversar com alguém.

“Está tudo bem?”

“Espera um minuto que eu já te conto.” Rachel assentiu.

Santana foi até seu quarto deixando suas bolsas sobre sua cama. Ao voltar, encontrou Maya praticamente cochilando no sofá enquanto assistia desenho. Rachel estava na cozinha fazendo café. Lopez entrou na cozinha pronta para conversar com sua melhor amiga.

“E então, desembucha.” Rachel sentava na cadeira segurando uma xícara de café.

“Wow, senhorita curiosa.” Santana brincava pegando uma garrafa de água dentro de sua geladeira. “Você sabe que a Quinn e eu estamos nos vendo todos os dias, certo?” Rachel assentiu. “Maya acha que estamos namorando.”

“E qual o problema? Até eu acho que vocês já estão namorando.” Berry dava um gole em seu café.

“É exatamente esses o problema, Rach. Eu e Quinn não estamos namorando, por mais que eu queira, eu não sei até onde ela está levando tudo isso.“ Santana pausou mordendo o canto dos seus lábios. “Foi difícil trazer ela até aqui, nesse nível, não sei se ela chegaria a tanto, entende? E Maya já a considera da família, não quero que minha filha se machuque por eu me precipitar em dizer algo ou fazer algo.”

Rachel não era burra, ela conhecia Santana muito bem, e sabia que a latina estava apaixonada. Só pela maneira e o cuidado que Santana falava sobre Quinn... Rachel sabia.

“Mas vocês agem como um casal, Tana, dizer ou precipitar alguma coisa, só faria o relacionamento de vocês virarem algo real pra você.”

“Eu sei, hobbit, mas e se ela estiver demonstrando algo e na cabeça dela for outra coisa? Eu... Eu só não quero estragar tudo e ficar sem ela, Rach.”

“Aww!” Rachel colocou seu café na mesa fazendo uma cara adorável. “Você está apaixonada.”

“O que?”

“Você ama a Quinn, e não adianta dizer que não, porque eu te conheço muito bem, Santana Lopez.“

Santana sabia que Rachel tinha razão. Afinal as duas são melhores amigas há muitos anos.

“Santana, você não precisa ficar assim. Eu tenho certeza que Quinn gosta de você senão ela não ia ficar brincando de casinha com você. E outra coisa, ela é ótima com a Maya, eu tenho certeza que ela está na sua da mesma forma que você está na dela.” Rachel piscou para sua amiga deixando Santana pensativa com o que tinha acabado de falar.

Santana ficou em silêncio, ela sabia que precisava parar com toda essa neura de achar que Quinn não gosta dela o suficiente.

“Talvez.” Foi tudo o que a latina conseguiu responder, ficando em silêncio por alguns minutos. “Eu preciso colocar Maya para tomar banho, Quinn vai levá-la para comer algo além de cachorro-quente.”

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Quinn entrava em pânico. A voz de Maya a chamando de mãe continuava martelando em sua cabeça sem parar. Ela nunca se imaginou em um relacionamento sério, ainda mais um relacionamento que já incluía uma criança.

Fabray sabia que se envolver prejudicaria não só a pessoa que ela está, mas a si mesma. Quinn sempre foi ligada ao seu trabalho. Já recebeu propostas de vários estados longe dali e recusou. Ela já se inscreveu em vários hospitais para ajudar crianças carentes. Quinn nunca foi ligada em dinheiro, ela faz tudo isso porque gosta. As oportunidades batem a sua porta, mas nem todas são de seu agrado, inclusive aquelas que podiam beneficiá-la muito bem.

Ela não sabia o que fazer. Não sabia que estava se sentindo bem para encontrar Maya e Santana. Quinn não tinha aceitado muito bem o fato de ter sido chamada de mãe. Não que seja culpa da Maya, ela amava aquela garotinha, mas ela não queria machucá-la por não poder ficar com Santana. Por correr o risco do seu sonho e emprego atrapalhar.

Quinn não sabia o que fazer. Não sabia como agir. Não sabia como responder Maya depois disso tudo. Ela estava tão agoniada por não ter uma resposta para essa situação que sua única vontade era de esconder em seu quarto e ali ficar.

Ela amava Maya e tinha certeza que amava Santana, mas não tinha certeza se estava pronta para entrar em uma família que a prendesse dos seus sonhos.

Enquanto Quinn estava deitada em sua cama a única coisa que ela pensava era nas duas latinas que entraram em sua vida. Como tudo se tornou tão intenso em apenas duas semanas. Ela sabia que Santana já tinha roubado seu coração, e sabia que Maya tinha feito o mesmo. Ela estava ligada aquelas duas de uma maneira que até mesmo ela desconhecia.

Fabray fechou seus olhos sentindo uma lágrima escorrer lentamente sobre seu rosto. Ela não sabia o que fazer, só queria que todas suas paredes caíssem naturalmente.

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Maya terminava de tomar seu banho empolgada porque hoje a noite, Quinn tinha prometido que levaria ela para comer algo muito mais gostoso do que cachorro-quente. Ela adorava a companhia da médica.

Santana tentou ligar várias e várias vezes para o celular de Quinn enquanto Maya tomava banho, mas caia sempre na caixa postal. Santana evitou deixar qualquer recado, ela odiava falar com uma máquina e preferia sempre desligar.

“Mamá, mamá!” Maya gritava de seu quarto enquanto sentava na cama vestindo seu roupão.

Santana entrou no quarto sorrindo, mas ao mesmo tempo preocupada. Quinn não tinha dado notícias e nem respondido suas mensagens. Maya estava empolgada e Santana sabia que se Quinn não aparecesse, sua filha ficaria magoada, assim como a própria Santana. Ela não esperava que Quinn fizesse isso. Ela não esperava que Quinn fosse ignorá-la sem mais nem menos.

“Mamá, Quinn já está vindo?” Maya sorria, enquanto Santana a pegava no colo para secar primeiro seu cabelo.

“Eu não sei, hijá.”

“Como não? Ela prometeu que ia me levar pra comer algo muito gostoso!” Maya passou a língua em seus lábios fazendo Santana rir.

“Olha, não se empolgue muito está bem? Porque, hmm. –” Santana não sabia como dizer isso para a filha sem que Maya se magoasse. “Ela não atende o celular, eu não sei onde ela está.”

“Mm, eu acho que ela vem, mamãe. Ela disse que viria.” Maya desviava seu olhar de Santana respirando fundo. A pequena estava confiante, mas depois de ouvir o que sua mãe lhe disse, ela já não sabia mais se Quinn ia cumprir o que prometeu.

Santana respirava fundo sentindo um pouco de decepção em relação a Quinn. A latina esperava que a médica tivesse uma ótima razão para não estar atendendo seus telefonemas e para deixar Maya esperando por ela.

“Bom, eu vou te deixar de pijamas, hijá. Quando Quinn chegar é só te trocar, está bem? Não vamos correr o risco de você sujar sua roupa.”

“Está bem, mamãe.” Santana não sabia que o fato dela optar por vestir o pijama em sua filha, era porque Quinn não apareceria e se Maya ficasse esperando usando uma roupa de sair, a pequena ficaria ainda mais frustrada assim como Santana.

A latina vestiu Maya colocando o pijama em sua filha. Em seguida pegou a garotinha no colo e a levou junto com ela para seu quarto. Santana a deitou na cama ligando a TV que passava o filme monstros S.A.

A pequena deitou a cabeça em um dos travesseiros assistindo ao filme atentamente. Ela não dormiria. Não, ela não podia dormir. Quinn ainda a levaria para comer, certo?

Santana olhou para o seu celular onde a hora marcava quase oito da noite e nada de ter respostas de Quinn. – Mas que porra Quinn está pensando em deixar Maya esperando tanto tempo por ela? E que droga ela não atende essa merda de telefone. Ela sabe que Maya estava ansiosa para sair essa noite. Santana pensava enquanto olhava para sua filha deitada em sua cama forçando seus pequenos olhinhos a ficarem abertos.

Maya começava a cochilar de cinco em cinco minutos. Ela ainda tinha uma pequena esperança de que Quinn ia aparecer. Ela não acreditava que Fabray fosse esquecê-la. O sono dela era tão forte, ela estava tão exausta que assim que Santana apagou as luzes do quarto, Maya dormir profundamente na cama de sua mãe.

Algum tempo se passou e até mesmo Santana cochilou ao lado da filha na cama. Assim que ela acordou, olhou as horas que já marcavam dez horas da noite. Lopez estava tão decepcionada e furiosa com Quinn que ela precisava falar com a médica. Nem que fosse para falar com uma maldita secretária eletrônica.

Santana teria respeitado se Quinn tivesse avisado, mas ela não recebeu nada. Nada de Quinn cancelando o jantar, ou avisando que ficaria no hospital até mais tarde.

A latina pegou seu telefone discando o número de Quinn.

Oi, aqui é a Quinn Fabray, se você está ouvindo essa gravação, sinal de que eu não posso atender, mas fique a vontade em deixar um recado que eu retornarei assim que possível.” Santana esperou o beep antes de falar.

“Sabe, eu só estou ligando para agradecer por ter avisado que não viria. Maya ficou empolgada a sua espera e veja só, você deu um cano em uma criança. Wow, Fabray, eu juro que não esperava isso de você.” Santana sentia que suas palavras saíam de uma forma que a fazia sentir dor. “Na boa, Quinn, eu realmente esperava que você fosse diferente. Maya gosta de você, ela esperou por você e veja só, você não apareceu. Ótimo. Espero que saiba lidar com uma criança magoada e acredite Q, Maya não é nada fácil.” Não era só de Maya que ela estava se referindo. “Quer saber, não precisa dizer nada, não precisa fazer nada, só espero que você tenha consciência do que acabou de fazer. Não estou te julgando Q, mas um simples aviso não mataria ninguém. E ah, obrigada por me ignorar desde a seis da noite.” Santana desligou o telefone colocando-o em cima de seu criado mudo. Seu coração se apertava de decepção e tristeza. Ver a animação de sua filha pra nada a machucava. Ela nunca quis que Maya se machucasse com nenhum de seus relacionamentos, por isso com um tempo, começou a ser seletiva, mesmo ainda usando uma garota ou outra para uma noite de diversão.

Santana respirou fundo pra não deixar que nenhuma lágrima escorresse pelos seus olhos. Ela não choraria, ela não faria isso. Ela não queria que o choro viesse e a fizesse ficar pior. Sua decepção com Quinn já era ruim o suficiente para essa noite.

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“(...) Quer saber, não precisa dizer nada, não precisa fazer nada, só espero que você tenha consciência do que acabou de fazer. Não estou te julgando Q, mas um simples aviso não mataria ninguém. E ah, obrigada por me ignorar desde a seis da noite.”

Quinn desligou seu telefone enquanto suas lágrimas caíam silenciosamente pelas suas bochechas. O que ela não queria, aconteceu. Ela magoou as duas pessoas que ela mais amava. Que ela mais se apegou desde quando chegou a NYC. Quinn nunca tinha se apegado a alguém dessa forma, nem mesmo em seus ex-namorados ou casos que ela arrumava por aí. Ninguém conseguiu roubá-la da forma como Maya conseguiu. Ela nunca amou ninguém da forma como ela estava amando Santana. Tudo estava tão intenso que ela sabia que esse amor era diferente dos outros, aliás, nenhum outro pode ser chamado de amor, não depois de ela ter conhecido Santana.

Agora ela ficava mais confusa. Ela não sabia como sair dessa situação e se desculpar com Santana e Maya. Quinn não fazia ideia de como voltaria para as duas sem que elas a odiassem, mas uma coisa ela tinha certeza. Ela amava aquelas duas latinas como se fosse sua própria família.