Notas iniciais
Hello, dolls!!! Desculpem a demora para atualizar essa fic, mas ando tão empolgada com minha nova fic, que acabo atualizando mais a outra. Prometo que não vou abandonar essa e nem Give me love! E para quem ainda não leu, deem uma olhadinha na minha nova fic. (http://fanfiction.com.br/historia/449021/Lets_start_over/) É Quinntana, claro. =) OBRIGADA, pra vocês que estão sempre por aqui!!

Santana’s POV.

Uma semana depois.

Eu estava adorando acordar naquela manhã ao lado de Quinn. Na semana passada nos víamos quase todos os dias. Nós saíamos para aproveitar nossa noite enquanto Maya ficava com Rachel. Eu estava começando a ficar um tanto mal por deixar minha filha tanto tempo com sua madrinha enquanto eu ficava com Quinn, mas era difícil ficar longe de Fabray. Ela tinha um incrível dom sobre que me fazia querê-la o tempo todo. Não me julguem como uma péssima mãe, mas Quinn é a primeira mulher que consegue me satisfazer depois de tanto tempo.

Eu já estava acordada e observava Quinn dormindo ao meu lado. Tínhamos passado a noite em seu apartamento. O sexo na noite passada foi incrível como sempre. Adorava o modo como Quinn gritava sem parar. Ela era tão alta que eu achava isso um charme e me excitava o tempo todo. Ela continuava dormindo do meu lado enquanto eu a observava. Ela é linda, encantadora, adorável e eu podia facilmente me apaixonar por ela, se, eu quisesse, é claro, mas fala sério, quem não se apaixonaria por ela? Ela é perfeita em tudo, até mesmo com Maya. Bom, elas não chegaram a passar tanto tempo juntas assim, e quando se viam, Maya quase não falava com ela e isso me deixava preocupada. Se eu por acaso, eu me apaixonar por Fabray, é importante que Maya goste dela. Não que isso vá acontecer agora, mas é bom que Maya e Quinn se deem bem.

“Santana, você está me encarando e isso é assustador.” A voz de sono de Fabray começava a soar no silêncio do quarto me fazendo sorrir.

“Ei, linda.” Me aproximei dela dando um beijo em seu ombro exposto. Estávamos apenas com seu lençol cobrindo nossos corpos nus naquela manhã. “Eu só estava te observando. É difícil tirar os olhos de você, Fabray, até dormindo você consegue ser linda.” Passava minha mão agora sobre seu rosto tirando seu cabelo de frente dos seus olhos.

“Shhhh” Quinn colocou sua mão em meu rosto me empurrando enquanto ria. “Silêncio, Lopez.”

“Aww, você está com vergonha!” Tirei a mão dela de meu rosto, passando meu braço pela sua cintura enquanto puxava seu corpo para junto do meu. “Eu adoro ver o efeito que meus elogios causam em você, Q.” Aproximei meus lábios dos dela dando um selinho demorado fazendo-a sorrir. “Você sabe que eu gosto muito de você e me preocupo muito com você, certo?”

“Eu sei, S.” Quinn passava suas mãos pelas minhas costas me deixando arrepiada. “E você sabe que é recíproco.” Fabray começava a me arranhar me fazendo grunhir entre meus dentes. Meus lábios rapidamente tocaram os delas, passando minha língua para dentro de sua boca. Ela me beijava intensamente enquanto eu massageava minha língua sobre a dela. Minha mão deslizava da lateral do seu corpo até sua coxa arranhando com força. “Santana!” Quinn separou seus lábios dos meus enquanto gravava suas unhas na minha pele. “Eu adoraria repetir o que fizemos na noite passada, mas nós precisamos ir trabalhar. E você precisa passar um tempo com a Maya.” Quinn me deu um selinho rápido se levantando da cama. Tudo o que eu prestei atenção foi em seu corpo passando na minha frente. “Santana!” Ela gritou me fazendo olhá-la. “Meus olhos estão bem aqui.”

“Mmmm, sexy!” Murmurei me levantando e puxando Quinn pra perto de mim. Assim que seu corpo se chocou contra o meu, precisei respirar fundo. Ela era tão gostosa, sua pele era macia ao encostar sobre a minha. “Você tem razão. Eu preciso ver minha filha, já estou me sentindo uma mãe irresponsável” Agora eu começava a beijar seu pescoço. Adorava seu perfume.

“Hmm, San.” Ela suspirava enquanto eu continuava beijando sua pele. “Santana, sério, você precisa ir.”

“Argh! Ok, Fabray, eu vou, mas nos vemos mais tarde.” Tirei meus braços em volta de seu corpo, dando um selinho rápido em seus lábios. “Sem desculpas, Q.”

Enquanto ela entrava no banho, eu procurava minha roupa. Não tinha tempo para tomar banho com ela, mesmo que eu quisesse muito, eu precisava ver Maya e levá-la para daycare, eu prometi que a levaria hoje. Vesti meu vestido rapidamente, colocando meus sapatos. Eu tomaria banho na minha casa, então eu precisava ir rápido.

“Beijos, Quinnie, nos vemos depois, sexy!” Gritei enquanto saia de seu apartamento. Pude a ouvir gritar de volta, mas não podia esperar. Eu odiava sair correndo dessa maneira.

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“Mama!” Maya gritava saindo do colo de Rachel e se jogando no meu. “Onde você estava?”

“Ei, bear, eu precisei dormir fora hoje.” Segurava minha filha no colo destruindo vários beijos por sua bochecha. “Dormiu bem?”

“Dormi, mas tia Rachel me acordou cedo.” Maya se virou e agora era sua vez de distribuir beijos pela minha bochecha. “Posso dormir com você hoje?”

Assim que ouvi a pergunta de Maya, olhei para Rachel que estava com a sobrancelha arqueada. Eu podia ver que ela chamava minha atenção com aquele olhar. – Oh, por favor, não me culpe por estar saindo com uma médica gostosa. Pensei enquanto olhava para minha filha.

“Claro hijá. A minha cama é toda sua hoje.” Sorri enquanto Maya agora me abraçava com força. “Bom, vamos. Eu preciso te deixar no daycare e depois ir dar aulas.” Antes de sair com minha filha, me virei para Rachel. “Obrigada, hobbit, por cuidar da minha filha. Te amo.” Saia com Maya em meus braços atravessando o correndo para o meu apartamento.

Enquanto eu tomava banho, Maya me acompanhava. Eu precisava ir rápido e não tinha tempo para dar banho nela separada. Logo ela estava vestindo um de seus vestidos rosa bebê favorito e usava seu sapatinho branco. Coloquei minha calça legging preta, meu top de ginástica, com uma blusinha por cima que caia sobre meu ombro. Calcei meu tênis e sai pela casa pegando minha bolsa e as coisas de Maya.

Em poucos minutos eu a deixei na creche e falei que a buscaria por volta das seis da tarde. Eu teria poucas aulas hoje e ainda ia encontrar Quinn, mas dessa vez, levaria Maya comigo.

Dei minha aula naquela manhã pensando em Quinn. Sério, era difícil se concentrar quando ela não saia da minha cabeça. Eu não entendia o porquê daquilo, mas eu sabia que estava me apegando, aliás, eu já estava apegada e tinha um carinho enorme por ela. Quinn me fazia bem, e nossas noites juntas eram ótimas. Talvez tenha grandes chances de eu estar me apaixonando e não me importa se faz pouco tempo que a conheço ou não. Ela é incrível e seus olhos... Argh! São perfeitos.

Terminei minhas aulas hoje por volta das três horas da tarde. Eu ainda sairia com Quinn, mas eu estava muito suada para vê-la. Provavelmente ela estaria no hospital uma hora dessas e daria um tempo para eu ir em casa e me trocar. Ainda faria uma surpresa para Fabray antes de irmos buscar Maya.

Tomei um banho frio para tirar o calor, enquanto a água caia no meu corpo, podia senti-lo se livrar de toda a tensão que tive durante as aulas. Sai do banho secando meu corpo, em seguida meu cabelo. Coloquei meu lingerie e voltei para frente do espelho para secar meu cabelo, passando meus dedos por ele. Depois de vinte minutos estava seco e ajeitado. Optei por usar um short jeans azul escuro, uma blusinha regata branca e por cima, uma jaqueta preta de manga curta. O cumprimento era curto, ela chegava apenas até meu umbigo. Coloquei um salto preto, passei uma maquiagem leve e sai pegando minha bolsa e meu celular.

Dirigia até o hospital. O relógio marcava agora quatro horas da tarde, eu teria tempo de surpreender Quinn e em seguida buscar Maya. O hospital não era tão longe, eu só precisava dirigir por alguns minutos. Assim que cheguei estacionei meu carro no estacionamento. Desci ajeitando minha roupa e meu cabelo enquanto apertava o alarme do meu carro. Eu sabia onde era a sala de Quinn, e esperava mentalmente que ela não estivesse lotada de pacientes. Entrei no corredor onde ficava sua sala e percebi que tinham duas crianças sentadas por ali com seus pais e mães. A sala estava fechada e imaginei que ela estaria com algum paciente. Acho que não seria errado se eu a roubasse por alguns minutos, certo? Ela provavelmente só teria mais essas duas crianças para atender que mal faz eles esperarem um pouco?

Quinn’s POV.

Estava me despedindo de um dos meus pacientes dizendo o que a mãe da criança precisava fazer. O bebê estava com febre e isso era por estar com a garganta inflamada. Logo que os dois saíram, eu comecei assinar a ficha da criança com dia e hora. Confesso que eu estava bem distraída, mas algo me fez pular da cadeira.

“Ei, sexy!”

“Santana?” Eu não acreditei no que estava vendo. O que ela estava fazendo aqui? “San, o que você está fazendo aqui?” Agora me levantava indo em sua direção.

“Relaxa, eu vim te fazer uma visita.” Ela se aproximou colocando seus braços envolta de minha cintura. “Pensei que seria bom você se distrair um pouco.” Seus lábios agora iam direto para o meu pescoço.

“San, eu estou trabalhando, eu preciso atender mais duas crianças e.“ Eu mal conseguia respirar. Ela começava a chupar minha pele com força, dando algumas mordidas por cima. “Meu Deus, San.” Ela era tão boa até mesmo quando começava a me provocar.

“Eu só vim te distrair.” Suas mãos começavam a deslizar pelas minhas costas até meus ombros e eu podia sentir que ela estava tirando meu jaleco. Eu sei bem o modo como ela quer me distrair.

“Eu não posso, eu.“ Seus lábios agora deslizavam para minha orelha, me fazendo sentir sua respiração quente sobre minha pele. “Eu preciso atender mais duas crianças, San.”

“Quinn, vai me dizer que você nunca pensou em fazer sexo aqui. Dentro da sua sala” As mãos dela deslizavam agora pela minha blusinha puxando a mesma para cima. Eu mal conseguia resisti-la. Me sentia uma fraca quando ela começava me provocar.

Levei minhas mãos para suas costas encaixando por dentro de sua blusinha, começando a arranhar sua pele morena. Ela não disse nada, apenas me levou para cima da minha mesa me colocando sentada sobre a mesma enquanto agora eu quem tirava sua jaqueta. Suas mãos começavam a descer até o botão da minha calça abrindo o mesmo junto com o zíper.

“San!” Sussurre contra seu ouvido, mas nada parecia pará-la. Eu não queria que ela parasse. Suas mãos voltaram para cima, enquanto ela subia me acariciando, ela levava minha blusa junto com ela. Em instantes minha blusinha estava jogada na mesa. Suas unhas pousaram sobre minha barriga e ela me arranhava com força me fazendo grunhir entre meus dedos.

“Hmm, você é tão gostosa, Fabray.” Seus lábios estavam próximos aos meus enquanto uma das minhas mãos estava pousada sobre sua nuca. Sentir sua respiração contra meus lábios me excitava. Comecei a dar beijos demorados e suaves em seus lábios dando uma mordida em seguida em seu lábio inferior. Podia sentir suas mãos arranhando com força minhas costas até ela alcançar meu sutiã.

Minha língua passava pelo contorno dos seus lábios carnudos. Se ela diz que eu sou gostosa, ela nem imagina o quanto ela é gostosa. Ela afastava seus lábios dos meus deslizando pelo meu pescoço, lentamente ela descia me fazendo arrepiar ainda mais. Eu mordia o canto dos meus lábios fechando meus dedos sobre o seu cabelo. Essa sensação era tão gostosa que por um momento eu esqueci onde estávamos e quem estava me esperando do lado de fora.

Seus lábios se aproximavam do meu seio e antes que eu pudesse pensar, sua língua agora estava circulando em volta do meu mamilo. “Hmm.” Eu começava a ofegar passando minhas pernas envolta de sua cintura. “San” Será que eu era uma pediatra horrível por estar fazendo sexo em cima da minha mesa e no meu escritório? Céus, eu mal conseguia pensar onde estava, ainda mais pensar se estava ou não agindo como um mal exemplo. Enquanto ela começava a brincar com o meu mamilo usando sua língua, sua mão descia para dentro da minha calça. Ela passava seus dedos por cima da minha calcinha me deixando com mais tesão.

“Hmm, alguém já estava esperando por mim.” Ela sussurrou subindo seus lábios e os aproximando dos meus. “Você precisa ficar em silêncio, Fabray.” Sua mão agora passava para dentro da minha calcinha tocando meu centro. “Shhh” Seu dedo começava a circular suavemente pelo meu clitóris. Ela sabia exatamente o que fazer. Seu dedo circulava e deslizava pelo meu centro me fazendo gemer contra seus lábios.

Meu corpo estava quente, se arrepiava com cada toque dela. Meu quadril se movimentava contra sua mão. “Santana, eu quero te sentir dentro de mim.” Após dizer isso, pude perceber que ela sorria e logo ela encaixava dois de seus dedos dentro de mim me fazendo cravar minhas unhas eu seu braço. Ela começava estocar seus dedos com rapidez, enquanto seu polegar continuava massageando meu clitóris.

“Vem pra mim, Fabray.” Santana sussurrava entre meus lábios me fazendo fechar os olhos de tesão. Ela movimentava cada vez mais rápido e dessa vez com força. Eu podia sentir meu corpo se contraindo forte contra a mesa e contra o corpo dela.

“E-eu estou quase lá. Não para.” Meus gemidos eram abafados pelos seus lábios, e por mais que eu precisasse manter meu controle, era difícil não gritar com tamanha excitação correndo pelo meu corpo. “Céus, Santana.” Meu corpo começava a se contrair com força sobre o dela. Eu estava quase lá. Só mais um pouco. Céus, ela era maravilhosa. “Hmmm!” Juntei meus lábios aos dela logo que atingi meu orgasmo para não gritar.

Santana tirava seus dedos de dentro de mim e enquanto me olhava ela começava a lamber seus dedos. “Eu adoro seu gosto.” Ela aproximou seus lábios dos meus voltando a me beijar. Eu ainda podia sentir meu próprio gosto em sua boca.

“Você precisa parar de me provocar desse jeito.” Eu separava nossos lábios enquanto meus dedos apertavam mais contra seu cabelo. “Eu não consigo me levantar para anteder meus últimos pacientes.” Santana começava a rir enquanto suas mãos desciam pelo meu quadril. “Sério, para de rir, eu não consigo andar.”

“Eu sou ótima, não sou?” Ela me deu um selinho pegando meu sutiã e minha blusa para que eu vestisse. Santana valia a pena, ela era ótima, e eu estava começando a gostar dela mais do que eu devia. Ela era divertida e me fazia bem. De um jeito que eu nunca fiquei antes.

“Obrigada.” Terminava de vestir minha roupa enquanto ela se afastava.

“Eu vou buscar Maya e volto para te encontrar.” Santana me deu outro selinho enquanto eu tentava me colocar de pé. “Tchau, sexy!”

“Argh, eu te odeio, sabia?”

“Ah! Por favor, você adorou minha visita, e adoro o modo como eu te distrai.” Ela sorria maliciosamente enquanto abria a porta. “Até mais tarde.”

Assim que ela saiu, respirei fundo tentando me recompor. Céus, ela ainda vai me matar do coração por me fazer sentir essas coisas. Principalmente se fizer eu me apaixonar por ela.

Santana’s POV.

“Mama, onde vamos?” Maya estava sentada em sua cadeirinha enquanto olhava pela janela.

“Nós vamos passear, hijá.”

“Onde?”

“Hm, talvez no parque e depois vamos comer na Ellie.” Eu falava enquanto fazia meu retorno até o hospital. “Só vamos encontrar a Quinn e depois podemos ir ao parque.”

“A Quinn? Ela vai também?” Reparei que a voz de Maya ficou em um tom decepcionante. “Mas mamá.”

“Hijá, o que foi?” Ok, o tom de voz da minha filha me preocupou. Ela não gosta da Quinn? É isso?

“Nada, mamãe.” Maya não respondeu, apenas continuou olhando para fora do carro.

Quando chegamos ao hospital, Quinn estava sentada em um banco do lado de fora. Logo que me viu veio sorrindo em minha direção. “Ei, sexy” A cumprimentava enquanto ela entrava no carro e fechava a porta.

“Oi, San.” Aproximei meus lábios aos dela roubando um beijo rápido. Eu não sei se isso era certo, já que estava agindo como se ela fosse minha namorada, sendo que ela não é minha namorada e eu não deveria estar agindo assim, certo? “Oi, Maya.” Quinn se virou sorrindo simpática para a minha filha que apenas sorriu. – Céus, encontrei a única mulher que me faz bem e Maya parece não gostar dela. Isso não pode estar acontecendo.

Enquanto íamos até o parque, Maya ficava em silêncio. Eu e Quinn tentávamos falar com ela, mas ela apenas dava respostas curtas e diretas. Quinn me olhava vez o outra sem entender a atitude da minha filha procurando por alguma resposta, mas eu não sabia o que estava acontecendo. Sempre achei que Maya gostasse de Quinn, não estava entendendo sua atitude.

Enquanto andávamos no parque, fiquei entre Quinn e Maya que andava devagar e muitas vezes corria na nossa frente e voltava rindo para segurar minha mão.

“O que está acontecendo com ela, San?” Quinn olhava Maya correr atrás de uma borboleta que apareceu em sua frente. “Ela não parece estar gostando muito da minha companhia.” A voz de Fabray era baixa, e ela parecia estar insegura.

“Sinceramente? Eu não sei, Q.” Minha mão automaticamente segurou a de Quinn. “Eu não sei por que ela está agindo dessa forma, eu sempre achei que ela gostasse de você.” Entrelacei meus dedos aos dela e depositei um beijo em sua bochecha. “Não se preocupe, eu vou conversar com ela.”

“Não, San, está tudo bem.” Ela sorria de lado desviando seu olhar para Maya. “Talvez ela só precise de um tempo para se acostumar. Eu sempre fui a médica dela. Dra Fabray, agora eu sou a sua-. “ Quinn pausou. “Eu estou saindo com você e ela não deve ter se acostumado ainda.”

Puta que pariu, ela ia dizer namorada. Não ia? Por alguma razão eu estava sorrindo. Por mais que eu estivesse surtando por dentro, eu estava sorrindo por fora. Ela ia dizer namorada. Ela ia dizer que agora que é minha namorada. Por que eu estou sendo tão estúpida? Eu estou agindo como uma adolescente. É mais do que óbvio que eu estou gostando dela muito mais do que eu imaginava que ia gostar. Ter Quinn Fabray como minha namorada seria perfeito.

“Mami, eu quero sorvete.” Maya veio correndo segurando na minha mão.

“Bear, eu não estou vendo nenhum carrinho de sorvete por aqui.”

“Mas mami.” Maya resmungava fazendo cara de cachorrinho.

“Assim que acharmos um eu compro, está bem?” Tentei tirar aquela carinha do rosto de Maya e ela sorria resolvendo andar agora me segurando.

Em alguns minutos enquanto andávamos Quinn ainda segurava minha mão, ela não parecia se importar, pelo contrário, ela parecia estar aproveitando. “Maya, olha, achei um lugar onde vende sorvete.” Quinn sorria olhando para minha filha. “O que acha de irmos comprar um, huh?” Nós paramos e ambas olhamos Maya que segurava forte na minha mão.

“Hm, não, obrigada.” Eu sabia que Quinn estava tentando, mas Maya não estava colaborando.

“Quinn, você pode me dar um minuto.” Peguei minha filha no colo e me afastei um pouco de Quinn, o suficiente para ela não nos ouvir. “Maya, o que houve?” Coloquei a pequena no chão, ficando na altura de seus olhos. “Você queria sorvete, não queria? Quinn está te oferecendo um sorvete. Por que agora você não quer mais?”

Maya me olhava franzindo seu nariz, enquanto fechava seus olhos. Ela não me respondia, apenas começava a balançar seus braços.

“Hijá? Você não gosta da Quinn?” Ela balançava a cabeça dizendo que não lentamente. Parecia estar com medo. “E por que não, bear? Ela te trata bem.”

“Não, mamãe, ela me machuca.”

“Te machuca? Maya ela não. “ Pausei. Entendi agora o porquê que minha filha estava agindo tão estranha. “Bear, ela não te machuca. Ela nunca te machucaria de propósito. Ela gosta muito de você, Maya, e ela não vai te machucar. Aliás, ela faz exames em você que consequentemente dói algumas vezes, mas não é de propósito. Eu nunca deixaria ela te machucar. Os exames que ela faz em você são para cuidar da sua saúde, hijá. São pra você melhorar o quanto antes e não ter mais nenhuma crise alérgica. Ela cuida de você, Maya.” Minha pequena ficou parada me olhando e desvia seu olhar para olhar Quinn. “Bear, olha, a mamãe está gostando muito da Quinn. Muito mesmo, e é muito importante que você goste dela. Se você deixar ela se aproximar de você, eu tenho certeza que você adorar passar um tempo com ela. Não a trate assim, hijá, ela só quer o seu bem.”

“Você promete?” Maya sorria.

“Prometo. Eu te garanto que Quinn só quer ser sua amiga.” Eu sorria enquanto Maya segurava minha mão.

“Está bem, mamãe, me desculpe.” Ela me abraçou e logo nos levantamos para voltar até Fabray. Maya soltou minha mão correndo em direção a Quinn e segurando a mão dela. “Desculpa Quinn.” A pequena sorriu enquanto Quinn sorria para ela de volta e depois me olhava.

“Imagina, Maya. Você quer o seu sorvete agora?”

“Sim, sim.” Maya respondia empolgada. As duas fizeram seu caminho até a barraca de sorvete enquanto eu esperava sentada no banco ali perto. Quando voltaram, Quinn estava com Maya com no colo. – Finalmente, as duas estão se dando bem.

“Mami, olha, Quinn comprou de cereja pra mim.” Maya estava com as pernas envolta da cintura de Quinn e parecia confortável ali.

“Yummy, de cereja é o seu favorito, hijá.”

“Ela me contou alguns segredos enquanto comprávamos o sorvete, certo, Maya?” Quinn também não parecia se importar nem um pouco com minha filha em seu colo.

“Certo. E agora eu tenho sorvete de cereja.” Maya agora dava um abraço em Quinn. “Obrigada, Quinn.”

“Por nada, M.” Maya sorriu com o seu novo apelido.

Agora voltamos para o carro e Maya não desgrudava de Quinn. Me perguntei se ela não estava exagerando, mas Quinn realmente parecia estar adorando a companhia da minha filha.

Enquanto íamos para Ellie tomar café, Maya falava sem parar no banco de trás. Era irreconhecível comparada com a Maya de minutos atrás. Ela não parecia estar cansada, pelo contrário. Ela demonstrava estar agitada, empolgada e feliz.

“Mamãe, eu quero comer muffins, muitos muffins.” Maya balançava seus pés na cadeirinha enquanto eu estacionava o carro.

“Não, hijá, você sempre come demais e depois passa mal.” Abria a porta para descer, enquanto Quinn fazia o mesmo pegando sua bolsa. Maya esperou que eu a tirasse de lá, e em segundos, ela estava em pé ao meu lado segurando minha mão.

Entramos as três juntas no café e Maya correu para se sentar em uma das mesas próximo a janela de vidro. Eu e Quinn a seguimos sentando cada uma em cada lado, enquanto ela se sentava no meio.

“Oi meninas” Ellie se aproximou sendo simpática. “Oi Maya, eu estava com saudades de você. O que você vai querer hoje?”

“Hmmmm, eu quero muffins, Ells, dois muffins.” A pequena fazia sinal usando seus dois dedos fazendo todos nós rirmos. “Não! Espera.” Ela pausou segurando minha mão. “Eu quero cachorro-quente.” Assim que Maya fez seu pedido, eu olhei para Quinn. Bom, foi Fabray que a proibiu de comer esse tipo de coisas, eu não queria ser uma péssima mãe em deixar minha filha comer o que faz mal para ela.

“Ei, Ells.” Antes de me virar e responder Maya, fui educada cumprimentando Ellie. “Maya, eu não acho que seja uma boa ideia. Você sabe que isso não te faz bem.”

“Mamá, por favor, solo un.” Assim que a pequena falou em espanhol, Quinn e Ellie se viraram para ela. “Por favor, mamá.” Ela continuava usando seu sotaque. Argh! Ela sempre me ganhava quando falava em espanhol comigo.

“Hijá, no me tienes que pedir.” Respondi e Maya sabia o que eu estava falando. Em seguida em virou olhando para Quinn me fazendo rir. Fabray estava sem entender e seu olhar passava de mim, para Maya.

“Quinn, eu posso?” Quinn me olhava surpresa. Percebi que Fabray não estava entendendo, mas ela continuava olhando para Maya que agora usava seu dom. Seus olhos imploravam para que Quinn dissesse sim.

“Ok, mas vamos dividir está bem? Não acho que seja bom você comer tudo sozinha.” Quinn sorria e agora era nossa vez de pedirmos nosso café.

“Só quero um café simples, Ells, e um crossaint.” Eu sorria e Quinn pedia o mesmo.

“Eu não sabia que Maya falava em espanhol.” Quinn apoiava suas mãos na mesa enquanto me olhava.

“Bom, o tempo que ela passava com minha mãe ela foi aprendendo.” Eu mexia na franja da minha filha tentando tirar o cabelo de seu olho. “Ela é esperta, aprende tudo muito rápido.”

“Ela parece muito com você. Ela é uma mini Santana.”

“Quinn, você gosta de muffin? Eles são os meus favoritos.” Maya nos interrompia apoiando seus cotovelos sobre a mesa.

“Eu gosto, e já provei alguns muffins daqui e são uma delícia, Maya.”

“Mamãe Tana não me deixa comer muitos.” Maya sussurrava me fazendo revirar os olhos.

“É claro que não, e você sabe muito bem o porquê.” A pequena começava a rir.

Logo nossos pedidos chegaram. Quinn dividiu o pedaço de cachorro-quente com Maya, deixando o pedaço de lado enquanto ela comia seu crossaint. Perguntei a minha filha o que ela tinha feito na creche, e ela contava empolgada sobre suas brincadeiras com seus amigos, sobre a hora da soneca e depois a parte em que ela dividiu seu lanche da tarde com sua amiguinha Grace.

Algumas vezes ela ria com os comentários de Quinn e as duas pareciam estar interagindo muito bem. Para a minha surpresa, Maya estava gostando de Fabray e isso era ótimo. Era tudo o que eu precisava.

Maya tinha comido metade de seu cachorro-quente e tomado milkshake de chocolate. Ela estava tão cheia que mal conseguia andar, mas dessa vez ela não passava mal. Quinn se ofereceu para pegá-la no colo e ela não hesitou. Levantou seus braços da cadeira deixando Fabray pegá-la. Ela deitou sua cabeça no ombro de Quinn e as duas foram juntas até o Carro.

Antes de chegarmos ao meu apartamento, Maya já estava dormindo. Estacionei meu carro na minha vaga e desci junto com Quinn.

“San, ela está dormindo tão bonitinha, da dó de tirar ela daí.” Quinn olhava Maya enquanto eu tirava o cinto da cadeirinha da pequena.

“Eu sei, mas não se preocupe. Ela sequer vai acordar.” Peguei minha filha de dentro do carro fechando a porta com a minha mão desocupada. Quinn se ofereceu para levar nossas bolsas, e esperei que ela entrasse primeiro no elevador puxando a porta para eu entrar.

Tirei a minha chave de dentro da bolsa, pedindo para Quinn abrir a porta. Assim que entrei levei Maya para seu quarto, tirando seus sapatos e a deixando dormindo. O relógio marcava quase nove horas da noite, e minha filha estava exausta. Logo que voltei para sala, Quinn estava sentada no sofá me esperando. – Como pode ser tão linda?

“Pronto, ela já está na cama, vai precisar de um banho, mas faço isso depois.” Me sentava no sofá me aproximando de Fabray. “O que acha de nós duas tomarmos um banho?” Agora meus lábios se aproximavam de seu pescoço. Comecei a depositar beijos sobre sua pele, passando minha mão envolta da sua cintura e trazendo seu corpo para perto do meu. Podia reparar o quanto ela se encolhia perto de mim. Sua mão pousou sobre meu cabelo e ela acariciava devagar soltando alguns suspiros.

“Não posso.” Quinn sussurrava enquanto minha mão passava para dentro de sua blusa. “Santana, eu preciso ir.” Em menos de alguns minutos ela se levantou rindo me deixando sentada. “Não posso te roubar da Maya hoje.”

“Qual é, Fabray” Resmungava tentando puxá-la de volta no sofá, mas ela apenas apoio suas mãos no encosto do sofá e se abaixou me dando um selinho.

“Te vejo amanhã.” Seus lábios continuaram próximos aos meus e eu podia sentir sua respiração quente passando entre os meus. Ela me olhava nos olhos fazendo eu me perder a cada segundo. Era incrível como ela conseguia me fazer querê-la ainda mais. – Será que é muito cedo para dizer que eu me apaixonei por você, Fabray?

A ponta de sua língua passava no contorno dos meus lábios lentamente me fazendo arrepiar. Pousei minhas mãos sobre seus braços, deixando minha boca entre aberta aproximando um pouco mais da dela, mordendo seu lábio inferior. – Céus, ela é uma delicia.

“Você deveria ficar.” Sussurrei contra seus lábios enquanto sentia sua língua novamente lambendo meu lábio superior.

“Mhm, mas eu preciso ir.” Quinn me deu um selinho demorado e depois se afastou. “Nós vemos amanhã. Eu,” Ela me beijou. “Você” selinho. “E a Maya.”

Ela é perfeita pra mim. Já está incluindo Maya nos nossos planos. “Está bem, nos vemos amanhã.” Sorri enquanto ela se afastava indo até a porta. Acenei dando tchau com a mão e ela saiu me deixando sozinha.

Se o que eu estou sentindo não é um inicio de algo bom, como uma paixão, então eu não sei o que é. Quinn foi ótima com Maya essa tarde, há dias está sendo ótima pra mim. Sem contar o quão incrível ela é na cama, mas sua personalidade é única. Não posso deixar Quinn Fabray escapar de mim. Eu realmente não posso.