The Night Belongs To You.
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Santana’s POV
“Maya, adivinha quem vem ficar com você hoje?” Falava com minha filha enquanto procurava meu sapato e ela pulava sem parar na minha cama.
“Quem, mamá?”
“Tio Puck!” Mostrei animação e ela pulou mais ainda dando um grito. Maya amava Puck, ele sempre foi meu melhor amigo e sempre esteve ao meu lado, não é a toa que o escolhi para ser o padrinho da minha filha que por sinal, ele demonstra ter muito carinho e mima sempre que pode.
“Dinho Puck” Ela pulou na cama se jogando para cair deitada. “Mas mamá, aonde você vai? Vai sair de novo?” Sua voz era um tanto dengosa e eu confesso que por um segundo, pensei em não ir, mas eu teria grandes chances de reencontrar Quinn, então sem dúvidas eu iria. Maya ia entender.
“Hijá, eu vou sair, mas quando você acordar amanhã eu estarei bem aqui.” Me deitei em cima dela e a apertei. “Prometo que você vai ter muita diversão com o tio Puck, e prometo recompensar essa nossa noite, está bem?”
“Ok, mami.” Ela fez biquinho e depositei um beijo rápido em seu pequeno bico.
Enquanto eu calçava meu sapato a campainha tocou e Maya saiu correndo para abrir a porta. Fui andando atrás dela para pegar minha bolsa. Eu só estava esperando Puck chegar para eu poder sair.
“Tio Puck. Grrrrr.” Ela juntou os dentes tentando imitar um tigre, dinossauro?
“Little bear. Grrrr.” Ele fez o mesmo. Ok, definitivamente eu acho que isso é um dinossauro. Revirei os olhos sorrindo com a animação da minha filha. “Wow. Ei sexy, aonde vamos?” Puck pegava Maya no colo e me olhava da cabeça aos pés.
“Aqui, Puck, meus olhos estão aqui em cima.” Fiz um gesto com a mão para ele subir os olhos e assim ele fez. “Estou indo em uma festa que me convidaram, nada demais, eu só não sei que horas volto, então sinta-se a vontade em dormir no meu sofá.” Sorri me aproximando deles para me despedir de Maya. “Hijá, comporte-se, está bem? Logo eu volto e amanhã vamos tomar sorvete.” Fiz um bico e ela fez o mesmo colocando as mãos nos meus ombros e me dando um beijo rápido.
“Te amo, mami.” Ela me dava tchauzinho.
“Também te amo, munchkin. Comportem-se. Os dois.” Fechei a porta ao sair indo direto ao pequeno elevador naquele prédio de cinco andares. Confesso que o prédio não era muito pequeno, aliás, os apartamentos não eram muito pequenos e eu agradecia mentalmente por isso. Maya tinha um ótimo espaço para brincar em casa.
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Eu estacionava meu carro próximo a casa em que Brittany me passou o endereço. A rua estava um tanto lotada e sua casa parecia também não estar nada vazia. Ajeitei meu cabelo e meu sapato antes de descer do carro. Peguei meu celular e as chaves colocando dentro da bolsa. Ao sair do carro ajeitei minha blusinha. Eu usava uma blusinha baby look regata preta com uma calça jeans skinny de um tom escuro, quase preto e um sapato de salto alto com um tom de cor um pouco mais clara um tanto apagada, quase um bege. Amo preto, e agradeço por roupas pretas combinaram com qualquer cor de sapato.
Apertei o alarme travando o carro atrás de mim e fui andando até a casa. A porta estava aberta já que entrava e saia gente de lá, algumas pessoas bebia e dançava na grama em frente a casa, outras dentro da casa e pude perceber isso quando entrei. Tinha algumas caixas de som espalhadas e pela casa e confesso que essa casa não era nada pequena.
Passei por um grupo de pessoas que bebiam e conversavam. Eu não sabia quem exatamente eu esperava encontrar ali, se era Quinn ou a dona da casa, Brittany. Continuei andando até chegar à cozinha onde avistei uma das loiras que eu talvez, quisesse já encontrar. Ela estava de costas e parecia estar fazendo alguma bebida. Me aproximei dela desviando de algumas pessoas.
“Cuidado, com o álcool, Fabray.” Sussurrei em seu ouvido fazendo a se virar.
“Santana? Você veio.” Ela sorriu demonstrando estar 100% surpresa.
“É claro que eu vim, por que você está achando que eu perderia uma festa assim?” Pisquei.
“Não, eu só achei que você não veria por não conhecer ninguém e-.”
“Bom, eu conheço você, acho que isso é o suficiente.” Me aproximei dela depositando um beijo em sua bochecha e antes de me afastar meus lábios se aproximaram de sua orelha. “Sério Quinn, não exagera.”
“O que? Vai me controlar essa noite?” Seus lábios agora quem estavam próximos da minha orelha me fazendo rir baixo.
“Não, mas não vou deixar você passar do terceiro copo e te deixar com amnésia a ponto de não se lembrar do que pode acontecer aqui essa noite.” Dei outro beijo em sua bochecha e pude vê-la corando de vergonha. Como podia ser tão linda? Esses olhos prendia minha atenção, era como se eles me chamassem o tempo todo.
“Santana!” Ouvi uma voz que com certeza era Brittany se aproximando e antes que eu pudesse agir, seus braços estavam envolta do meu pescoço e ela me abraçava forte. 100% bêbada. “Você veio.”
“Ei, Britt. Claro que eu vim você me convidou e aqui estou eu.” Eu saia do seu abraço e ela me olhava.
“Meu Deus, me da essa bolsa que eu vou guardar no meu quarto, lá está trancado e ninguém entra. A bolsa da Q está lá também.” Ela tirou minha bolsa do meu braço e saiu andando subindo as escadas.
“Ela vai mesmo deixar em um lugar seguro?” Perguntei para Quinn que continuava no mesmo lugar.
“Vai, ela está bêbada, mas acredite, ela vai deixar sua bolsa em segurança.” Quinn sorriu. “E então, você vai beber algo?” Ela se afastou da pia me dando visão do que tinha naquele balcão. Whisky, vodca, gelo, muito gelo dentro de um saco enorme dentro da pia.
Me aproximei pegando um copo cumprido que tinha lá colocando metade de vodca e gelo. Olhei para o lado e um dos garotos tinha um energético fechado na mão. Ele parecia 10 vezes mais bêbado do que qualquer um outro nessa festa com certeza. Peguei a latinha dele e abri colocando no meu copo.
“Como você?-“ Quinn me olhava rindo “Como ele não viu você pegando a lata da mão dele?”
“Se eu o assoprar provavelmente ele vai cair de tão bêbado que está, então acredite, ele não devia nem saber que estava com essa lata na mão.” Eu ria dando um gole na minha bebida.
“Quinn, eu preciso de você!” Brittany voltava correndo do lado de fora da casa. Como ela foi parar do lado de fora? “Santana, me empresta a Quinn um minuto.” Brittany levava Quinn pelas mãos até o lado de fora.
Fiquei ali sozinha e uma coisa é certa. Eu odeio ficar sozinha em uma festa, então com o meu copo e meu energético em mãos, comecei a andar pela casa até chegar na lateral dela onde tinha uma pequena sacada com cadeiras e algumas pessoas ali conversando e claro, dançando. Olhei ao redor e reparei que no fundo da casa, tinha uma pista de dança. Shit, essa casa é enorme, ainda tinha mais um grande quintal nos fundos a ponto de caber uma pista de dança e provavelmente um DJ. As músicas eram variadas entre Britney Spears, Beyoncé, Lady Gaga e Rihanna. Alguns outros também que eu ainda não ouvi o repertório inteiro.
“Ei morena, tá sozinha?” Olhei para o lado e vi um rapaz se aproximando até demais. Colocou suas mãos em minha cintura me puxando para perto dele.
“Ok, Sr estou-bêbado-demais, eu não estou sozinha e mesmo se eu estivesse não te daria a menor chance.” Coloquei minha mão em seu ombro e o empurrei. “Sério, me solta.” O empurrei com força e ele me soltou e saiu reclamando algo que eu não entendi.
Assim que olhei para o lado Quinn estava se aproximando novamente, ela já não estava mais segurando nenhum copo. Ela já bebeu tudo?
“Ei, eu estava te procurando lá dentro.” Ela se aproximou sorrindo.
“Vim dar uma olhada ao redor da casa.” Desviei meu olhar dela, mas era meio difícil ficar muito tempo sem olha-la nos olhos. “Cadê sua bebida? Já terminou?”
“Não, Brittany tirou da minha mão, alegando que quando bebo eu aco-.” Ela parou me olhando e sorrindo. “Eu não fico muito bem, e ela quer que eu aproveite a festa.”
“Ela está certa, você deveria aproveitar.”
“Farei isso.” Ficamos em silêncio assim que ela me respondeu. “Hm, e a Maya? Ela está bem?”
“Está sim, ela está ótima, um amigo meu ficou com ela hoje, aliás, meu amigo que é o padrinho dela.” Ela sorria enquanto eu falava. “Prometi que a levaria amanhã para tomar sorvete, ela fica um tanto triste quando saiu e não durmo com ela.”
“Aw, ela é linda, Santana, realmente uma menina muito linda, educada e devo confessar que da última vez que vocês foram se consultar, minha vontade era de apertá-la ao extremo enquanto ela ficava se encolhendo no seu colo.” Quinn sorria ao falar da minha filha e pude perceber a sinceridade em suas palavras.
“Obrigada, eu sou uma mãe com sorte por ter Maya como filha.” Dei um gole na minha bebida. “Toma um pouco disso aqui, você precisa curtir a festa, mas precisa estar animada.” Entrei meu copo para ela e Quinn deu um gole. “Só isso? Bebe mais.”
“Você está querendo me deixar bêbada, Lopez?” Ela me olhava por cima do copo enquanto tava outro gole.
“Talvez. O suficiente para você lembrar de tudo o que fizer aqui.” Pisquei me aproximando dela. “Agora me diz, aquela noite, aquele bar, você realmente frequenta esse tipo de lugar? Você tem cara de quem vive para o trabalho, Dra Fabray.”
“Hm.” Ela terminava de beber minha vodca. “Vivia, eu vivia para o trabalho, de uns meses pra cá comecei a sair, comecei a pensar mais em mim.” Ela sorriu “Gosto desse estilo de bar, foi a primeira vez que fui naquele lá, fui conhecer.”
“Olha, se eu fosse você, eu não voltaria lá.”
“E por que não?” Ela perguntava um tanto surpresa.
“Porque você é linda, Fabray, e ali é um bar gay, aquelas mulheres não podem ver garotas novas e lindas ali que caem matando.” Falei rindo e ela me olhava sorrindo.
“Linda, huh?”
“Você só ouviu essa parte, não foi?”
“Não boba, mas essa parte me pegou de surpresa, confesso.” Ela colocou a mão no meu braço, mas logo tirou enquanto ria baixo dando outro gole em sua bebida.
“Não sei porque você ficou tão surpresa, aposto que ouve isso o tempo todo.”
“Na verdade, não. Faz um bom tempo que não me falavam isso.” Quinn agora me olhava e eu não conseguia tirar meus olhos dos dela. Me aproximei devagar fazendo um bico com a cabeça inclinada. Levei minha mão até seu cabelo colocando atrás de sua orelha enquanto aproximava meus lábios da mesma.
“Linda, linda, linda.” Sussurrei e antes de afastar meus lábios de sua orelha, minha mão deslizou pelo o seu braço exposto em seu vestido.
Ela usava um vestido vermelho tomara que caia deixando seu ombro exposto. O comprimento era um pouco a cima do joelho, as cores intercalavam com estampa entre vermelho, laranja, roxo, todos misturados como uma pintura de um quadro. Era justo na parte de cima, mas sua saia era solta. Ela estava linda. Era impossível negar isso.
Dei um beijo demorado em sua bochecha me afastando. Meu rosto ainda continuava próximo ao dela e nossos lábios próximos eram possível sentir sua respiração tocando os meus lábios. Minha testa encostou na dela e antes que eu pensasse muito, nossos lábios se encontraram. Levei minhas mãos em sua cintura trazendo seu corpo devagar para próximo do meu. Minha língua passou pelos seus lábios encontrando a dela e começamos a massagear uma sobre a outra fazendo um movimento gostoso e suave. Eu podia sentir o gosto do álcool em sua boca, mas nada que me impedisse de continuar.
Nossos olhos se fecharam automaticamente. Inclinei a cabeça para o lado oposto do dela encaixando nossos lábios. Pude sentir sua mão livre pousando sobre meu rosto. Ela deslizava a mão até minha nuca acariciando com a ponta dos dedos. Em seguida ela parou o beijo abrindo os olhos e me olhando sem afastar sem rosto do meu. Seu nariz roçava pelo meu enquanto ela mordia o próprio lábio sorrindo.
“Nó-nós nos beijamos naquela noite, não foi?” Ela perguntava com a voz suave me fazendo rir baixo e depois depositando um selinho em seus lábios.
“Talvez.” Ela riu voltando a encontrar meus lábios. Sua mão sobre a minha nuca deslizava pelas minhas costas lentamente até ela trazer sua mão para a lateral do meu corpo. Sua mão subia pela minha barriga devagar arranhando por cima da minha blusinha me fazendo contrair de arrepio.
Sua língua passava pela minha fazendo um movimento circular. Chupei sua língua antes de dar uma mordida em seu lábio inferior e afastar nossos lábios. Depositei um beijo sobre sua testa e em seguida na ponta de seu nariz.
“Vem, vamos pegar outra bebida, prometo que vou cuidar de você.” Peguei em sua mão e ela entrelaçou seus dedos aos meus, aquilo me fez sorrir. Trouxe-a comigo para dentro de casa até a cozinha novamente. Ela encostou no balcão soltando minha mão para que eu fosse fazer outra bebida para nós duas.
Ela me olhava atenta enquanto eu uma garrafa de whisky colocando em um copo menor para mim, e fazia outra vodca com energético pra ela. Incrível como uma festa enorme dessa, só tenha DJ e nenhum bar. Brittany esqueceu ou preferiu deixar todos bem à vontade dentro de sua casa.
“Aqui, pode tomar sem medo, eu não coloquei nada de diferente.” Sorri entregando o copo pra ela e ela me olhava dando um gole pequeno.
“É, realmente está ótimo.” Ela sorriu sem tirar os olhos dos meus. Eu dava um gole na minha bebida e estava um tanto forte, mas não me preocupei com isso, eu aguentava o álcool por muito mais tempo do que Quinn, isso sem dúvidas. Me aproximei dela deixando meu quadril pressionar seu corpo contra o balcão. Levei minha mão livre até sua nuca acariciando com a ponta dos dedos enquanto aproximava nossos lábios novamente.
Passei a ponta da minha língua no contorno de seus lábios e pude senti-la suspirar de olhos fechados. Sorri de leve contra seus lábios começando a beijá-la novamente. Sua mão pousou sobre a minha cintura e seus dedos me apertavam pressionando nossos quadris um ao outro.
Ela afastou nossos lábios por alguns segundos me olhando. “Por que os seus lábios são tão.-“
“Gostosos?” A interrompi e ela ria mordendo o canto do próprio lábio.
“Hm, eu não ia usar essa palavra, mas.” Ela me puxou novamente conectando nossos lábios voltando a me beijar com mais intensidade. Minha mão agora deslizava da sua nuca para a lateral do seu corpo. Uma das minhas pernas estava entre as dela pressionando minha coxa contra o seu centro.
Coloquei o copo no balcão atrás dela levando minha outra mão até sua coxa por cima do vestido. Eu podia levantar seu vestido ali mesmo, vontade era o que não me faltava. Eu queria senti-la na minha mão. O beijo ficava cada vez mais intenso e começava a me excitar, não chegamos nem a ficarmos bêbadas e já estávamos nos atracando como se uma necessitasse da outra.
Suas mãos agora ambas livres arranhavam minha barriga com força me fazendo arrepiar. Eu brincava com sua língua chupando ela pra dentro da minha boca seguida de uma mordida de leve.
“Woww!” Brittany gritou perto de nós fazendo com que pulássemos de susto e nos separássemos. “Que surpresa, não?” ela falava olhando para Quinn que sorria sem graça.
“O que foi, Britt?” Quinn perguntou arrumando seu vestido enquanto eu pegava meu copo novamente atrás dela e dava um gole maior.
“Vocês não vão dançar? Sério aquela pista está um tédio”
“Brittany, você sabe que eu não danço, eu-.”
“Não dança?” Eu a interrompi. “Bom, eu danço e ir para a pista de dança não é uma má ideia.”
“É claro que você dança.” Quinn dava um gole também em sua bebida. “Até onde eu sei, você é professora de dança.”
“Mais um motivo para vocês duas irem me ajudar e arrastar meus convidados para a pista de dança.” Brittany olhava para nós duas com um olhar de manha.
“Mas eu.-“
“Sem desculpas. Vem, Fabray, vamos dançar.” Virei meu copo acabando com o meu whisky. Quinn me olhava de boca aberta por ver minha facilidade em beber. Segurei em sua mão e seguimos Brittany até o fundo da casa onde tinha uma pista que pegava praticamente seu quintal inteiro e um DJ em seu pequeno palco logo a frente da pista.
Olhei ao redor e tinha algumas pessoas dançando, não era o suficiente para lotar uma pista daquele tamanho, mas não estava assim tão vazia como Brittany comentou. Reparei na música e tocava Maroon 5 – One more night. Assim que chegamos na pista Quinn parou soltando minha mão.
“O que?”
“Eu- Eu não dança, San.” Ela olhava para a pista de dança como se o mesmo fosse um monstro e aquilo me fez rir.
“Ah, Fabray, vem.” Segurei sua mão puxando a, mas em vão, ela não se mexeu. Eu a olhava nos olhos e comecei a movimentar meu corpo dançando a sua frente.
Quinn’s POV
Santana rebolava a minha frente e eu não podia deixar de notar o quão sexy seus movimentos eram. Ela levava a mão até o cabelo passando delicadamente ele para o lado. Ela se virou de costas pra mim e movimentava seu quadril em um ritmo perfeito conforme a música. Logo percebi que ela não dançava mais sozinha. Brittany estava a sua frente e as duas movimentavam seus corpos juntos, no mesmo ritmo. A mão de Brittany estava na cintura da latina e Santana fazia o mesmo. Aquilo me incomodou um pouco. Não estava gostando daquilo, mas calma, Brittany é minha melhor amiga, ela não faria nada que me magoasse, e, aliás, por que raios eu estou com ciúmes disso? Santana e eu só ficamos há 10 minutos pela primeira vez, ela não é nada minha.
O movimento das duas eram um tanto sexy demais para o meu gosto. Eu tentava desviar o olhar, mas era um tanto impossível já que algo dentro de mim me fazia ter ciúmes. Eu estava começando a me incomodar. Não que elas estivessem passando dos limites, mas as duas eram ótimas dançarinas e eu nunca conseguiria fazer movimentos tão bons assim com Santana.
Assim que a música acabou, elas se afastaram rindo e quando Santana se virou de costas para Brittany, olhando na minha direção. Brittany fez gesto com as mãos me mandando dançar com a latina, mas semicerrei os olhos dizendo que não.
Santana colocou as mãos na minha cintura me puxando pra perto dela. “Vem, eu quero que você dance comigo.”
“Santana, eu não sei dançar, eu nem ao menos sem fazer os movimentos que você e Britt acabaram de fazer.” Ela colocava seu corpo ao meu e me fazia andar até a pista. Seu braço passou envolta da minha cintura, ela segurou uma das minhas mãos e a colocou apoiando em seu ombro. Nossos quadris se encaixaram e ela olhava em meus olhos.
“Relaxa, Quinn.” Seu rosto estava próximo o suficiente para eu sentir sua respiração contra meus lábios. “Você precisa sentir a música, é só isso.”
Ela começava a se movimentar conforme a música. Agora tocava Ellie Goulding – Under the Sheets. Confesso que amo essa música, mas nunca parei pra prestar atenção o quão sexy ela se torna enquanto você dança.
Seu quadril agora se movimentava contra o meu me fazendo olhá-la. Ela pressionava seu corpo contra o meu e sorria. “Relaxa. Confia em mim, você só precisa sentir.” Santana sussurrou contra meus lábios.
Pousei minhas duas mãos envoltas da sua nuca são agora ou nunca. Comecei a prestar atenção na música como ela sugeriu.
Were under the sheets and you're killing me
In our house made of paper, your words all over me
Were under the sheets and youre killin meee
Like all the boys before, like all the boys, boys, boys
Sua mão livre subia pelo meu braço até alcançar meu pescoço, ela deslizava até minha nuca me fazendo inclinar o pescoço para o lado oposto. Era como se eu soubesse dançar daquele forma a minha vida inteira. Ela fazia eu me movimentar lentamente. Nossos quadris em uma sintonia perfeita.
Ela se aproximava do meu pescoço e seus lábios passavam lentamente pela minha pele me fazendo arrepiar. Fechei meus olhos sentindo o movimento de sua língua, aquilo estava me deixando excitada, confesso. Minhas mãos deslizaram dos seus ombros para embaixo dos seus braços até suas costas. Apertava com força minhas unhas por cima da sua roupa enquanto sentia agora seus lábios subirem até minha orelha.
Soltei um gemido baixo entre os dentes com a sensação gostosa que ela me passava. Eu não estava conseguindo me controlar, a vontade de tê-la só aumentava. Eu tenho essa regra estúpida de não ficar com mães de pacientes, mas era irresistível dizer não pra uma mulher como a Santana.
Assim que a música acabou seus lábios ainda estavam passando pela minha orelha, nossos movimentos de dança pararam, mas ela continuava chupando e mordendo minha orelha. “Vem.” Ela sussurrou pegando na minha mão e me levando pra dentro da casa.
Passamos por algumas pessoas até a escada onde tinham mais alguns por lá bebendo e sentados. Nenhum ultrapassava o limite da parte de cima da parte debaixo onde acontecia a festa. Santana segurava minha mão e me levava para onde ninguém ainda tinha passado. Após subirmos as escadas passávamos por algumas portas fechadas. Sei bem para onde ela estava me levando e isso não me incomodava nem um pouco. Pelo contrário, era exatamente o que eu queria. Eu a queria ali e se possível agora. E não, eu não estava bêbada eu sabia exatamente o que ia acontecer.
Paramos em frente a uma porta e antes que eu falasse o que tinha ali, ela abriu e avistou um quarto. Sim, era o quarto de hospedes da casa de Brittany. Ela me puxou para dentro do quarto junto com ela, fechando a porta atrás de nós e trancando.
“Eu te falei que não ia te deixar beber pra não se esquecer dessa noite.” Ela sussurrou antes de atracar seus lábios aos meus novamente. Meus braços foram para envolta de sua nuca e suas mãos para o zíper do meu vestido. Deixei que ela o abrisse deixando o mesmo cair sobre meus pés. Ela afastou nossos lábios e agora olhava para o meu corpo. Sua mão subia pela lateral do meu corpo e seus lábios vieram direto ao meu pescoço.
Tirei minhas mãos da sua nuca e as levei para a barra de sua blusa. Suas mordidas no meu pescoço me faziam soltar gemidos baixos entre meus dentes. Puxei sua blusa para cima com sua ajuda, jogando a para o canto do quarto. Antes que ela voltasse com seus lábios para o meu pescoço minhas mãos foram para o zíper de sua calça. Desabotoei seu botão descendo o zíper junto. “Tira.” Sussurrei contra seu rosto e assim ela fez. Tirou suas mãos de mim e em segundos tirou sua calça. E tirou seu sutiã, ficando apenas de calcinha.
Nossos sapatos já estavam jogados no meio do quarto e agora ela me deitava na cama ficando por cima de mim. Ela se encaixava entre minhas que estavam na altura de sua cintura. Coloquei minha mão na sua nuca trazendo seus lábios até os meus encaixando nossas bocas. Eu queria beijá-la, eu queria sentir seu gosto, sua língua movimentando gostoso contra a minha.
Enquanto nos beijávamos sua mão deslizava até meu seio direito onde agora ela começava a massagear passando os dedos em meu mamilo em um movimento circular. Eu queria mais, eu precisava de mais. Minha mão pousou sobre suas costas e eu a arranhava com força fazendo-a gemer contra meus lábios.
Sua mão deslizava agora do meu mamilo pela minha barriga até ela alcançar meu centro me fazendo encolher por baixo dela. Seus dedos dedilhavam por cima da minha calcinha devagar me provocando.
“Santana” Sussurrei entre seus lábios. “Chega de provocar, e-eu preciso disso.” Assim que terminei de falar, ela afastou seus lábios sorrindo maliciosamente.
Suas mãos agora estavam na lateral do meu corpo enquanto seus lábios deslizavam até meu mamilo. Ela chupava me fazendo arrepiar ainda mais. Isso era tão gostoso. Em um instante ela mordeu me fazendo gemer colocando a mão em seu cabelo e dando uma puxada de leve. Eu precisava que ela me tocasse, eu já estava excitada o suficiente esperando por ela.
Seus lábios continuavam deslizando pela minha barriga e agora suas mãos levavam minha calcinha para baixo, até ela tirar passando pelos meus pés e a jogando para o lado da cama. Seu corpo voltava para a mesma posição entre minhas pernas, e sua mão agora tocava meu centro. “Me diz o que você quer, Quinn?” Ela me perguntou com a mão em cima do meu clitóris sem movimentar.
“San,-“ Eu estava com muito tesão e queria que ela me tocasse de uma vez, mas minha voz não saia
“Me diz, Fabray.” Ela se inclinou colocando os lábios nos seus sem me beijar, apenas roçava lentamente nossos lábios.
“E-eu quero que você m-me toque, San.” Minha voz saia como um sussurro e falhada e eu movimentava meu quadril lentamente sobre sua mão.
“Como quiser, Fabray.” Sua voz era sexy e agora ela movimentava seu dedo sobre meu clitóris devagar, ela sabia exatamente onde tocar, ela massageava no ponto certo me fazendo gemer contra seus lábios.
Minhas pernas começavam a ficar bambas. Pousava minha mão em suas costas apertando com força sua pele com minha unha quando senti que agora ela usava dois dedos e começava a encaixa-los dentro de mim. Seus movimentos eram constantes e ela estocava com força e rapidez me fazendo gemer mais alto contra seus lábios.
“Santana. Hmmm- ma-mais, eu quero mais.” Gemia alto chamando seu nome e agora seus movimentos aumentavam.
Santana era boa no que fazia, ela estava me deixando cada vez mais excitada, e eu precisava daquilo, eu estava quebrando todas as minhas regras como médica, mas quem liga pra isso quando se tem uma latina desse porte te satisfazendo dessa forma?
Seus lábios agora desciam direto para o meu centro onde ela começava a se ajeitar entre minhas pernas. Seus dedos continuavam dentro de mim e agora eu podia sentir sua língua passando pelo meu clitóris, sua língua estava novamente no ponto certo. Porra, ela sabia exatamente o que estava fazendo isso me deixava excitada, essa sensação que ela passava para todo o meu corpo me fazia querer gritar.
Sua língua circulava com rapidez fazendo eu me contorcer sobre o lençol da cama. Meus gemidos agora eram mais altos, eu praticamente os gritava e em meio deles, soltava seu nome com satisfação. Droga, ela era tão gostosa.
Minha mão pousava sobre o seu cabelo e eu podia sentir meu corpo chegando ao meu limite. Suas estocadas seguiam o ritmo rápido de sua língua. Minha cabeça inclinava para trás com satisfação. Eu a queria tanto que só queria senti-la.
“Mais rápido. Hmmm, Santana!” Gritei seu nome e seus movimentos agora era mais rápidos, ela agora chupava meu clitóris de um jeito gostoso fazendo meu corpo amolecer de excitação. Mordi o canto dos meus lábios, eu podia sentir que estava quase lá. “San- Ahh!” Atingi meu orgasmo dando um grito de olhos fechados. Ela continuava o movimento da sua língua, eu estava sensível e aquilo fazia me contorcer mais. “San” Minha mão no seu cabelo a pressionava contra meu centro, minhas pernas estavam bambas e tremendo, eu estava sem forças. Logo pude sentir ela se afastando me fazendo relaxar. Ela subiu seu corpo pra cima do meu e enquanto me olhava, lambia seus dedos de um em um. “Isso é tão sexy.”
“O seu gosto é uma delícia.” Ela sussurrou antes de trazer seus lábios para junto dos meus. Eu ainda podia sentir meu gosto em seus lábios. Eu a beijava e minha mão deslizava pela sua barriga até alcançar seu centro.
“Pelo visto alguém já está molhada a minha espera.” Falei entre seus lábios enquanto tocava seu clitóris por dentro da sua calcinha.
“Olhar pra você toda se contorcendo é difícil manter o controle.” Assim que ela me respondeu, virei meu corpo deixando ela deitada na cama.
Me coloquei entre suas pernas levando minhas mãos na lateral de sua calcinha e começando a tirá-la devagar, jogando para o mesmo lado em que ela jogou a minha. Abri suas pernas o suficiente para que eu pudesse visualizar seu centro. Mordi o canto dos meus lábios e deslizava minha mão pela parte interna de sua coxa arranhando com força podendo ouvi-la gemer baixo.
Coloquei minha mão em seu centro tocando seu clitóris começando a movimentar meu dedo sobre o mesmo. Inclinei meu corpo para cima do dela fazendo nossos seios roçarem uns nos outros. Levei meus lábios para o seu pescoço onde começava a chupar sua pele enquanto circulava meu dedo sobre o seu clitóris.
“Mais, Q.” Foi o que a ouvi sussurrar. Seu rosto estava virando para o lado oposto em que eu chupava sua pele, mas pude ouvir nitidamente sua voz sussurrando ao me pedir por mais. Levantei o rosto deixando a milímetros de distancia do dela olhando para sua cara de excitação enquanto eu encaixava meu dedo dentro dela. “Hmmm.” Foi tudo seu gemido um tanto sexy que agora me dava liberdade para começar estocar meu dedo dentro dela. Ela se contraia por baixo do meu corpo e eu pressionava a palma da minha mão contra o seu clitóris enquanto encaixa mais um dedo dentro dela.
Meu movimento era rápido e com força, ela soltava gemidos altos e quando falava meu nome, aquilo me excitava ainda mais. Tirei minha mão de dentro dela trazendo arranhando sua barriga com força. Levantei meu rosto jogando meu cabelo para trás e agora lambia meus dedos enquanto ela me olhava.
“Você está certa. Isso é muito sexy.”
Eu sorri ao ouvi-la falar. Minhas mãos passavam pelo seu corpo enquanto eu descia até seu centro sem deixar meus lábios tocá-la. Apenas a provocava deixando-a mais excitada e molhada pra mim. Deixei meu cabelo para o lado colocando minhas mãos envolta de suas coxas. Me abaixei levando meus lábios de encontro ao seu centro. O gosto dela era uma delícia.
Começava a movimentar minha língua enquanto a ouvia gemer sem parar. Ela se contorcia com a minha língua movimentando pra cima e para baixo rapidamente. Eu queria fazer diferente, queria que ela sentisse minhas chupadas fortes contra seu centro, queria ouvi-la gritar meu nome e pedir por mais.
“Ahh-Qui-Quinn isso é muito gostoso, puta que pariu, continua.” Sua mão pousou no meu cabelo e suas pernas se contraiam em minhas mãos. Tirei minha mão direita da sua coxa trazendo ela para o seu clitóris me dando mais espaço para começar a chupá-la com força. Era gostoso vê-la se contorcer daquela forma e eu queria que ela gritasse.
Santana gemia cada vez mais alto conforme eu a chupava com mais força e rapidez. Uma de suas mãos caídas sobre a cama apertava no lençol enquanto a outra pressionava sobre o meu cabelo.
“Quinn. Hmmm. Porra!” Ela gritava me fazendo chupar ainda mais. “Quase, e-eu estou quase, mais rápido.”
Gravei minhas duas mãos em sua coxa chupando seu clitóris sem parar, seu gosto era tão saboroso e aquilo estava uma delícia. Vê-la daquele jeito não fazia querer que eu parasse. Ela inclinou a cabeça para trás e seu corpo afastou um pouco da cama e pude ouvi-la gritar meu nome mais uma vez e logo percebi que ela relaxava, porém não tirava a mão do meu cabelo. Eu não queria parar e sabia o quanto ela estava sensível para eu continuar e provoca-la seria ótimo.
“Quinn, puta que pariu, isso-“ Ela gemeu novamente entre os dentes contraindo sua perna “Quinn!” Santana gritou me fazendo parar. Tirei meus lábios de seu centro rindo satisfeita deitando meu corpo por cima do dela. Nossos corpos quentes e soados. Passava minha língua pelos meus lábios lambendo seu gosto que continuava na minha boca.
“Se você diz que eu sou uma delícia, você com certeza é muito mais.” Ela me olhava semicerrando os olhos. Pousou uma das mãos na minha nuca e me puxou para que nos beijássemos novamente.
Não estávamos bêbadas, mas sabíamos exatamente o que queríamos. Passar a noite juntas e assim fizemos. Passamos uma longa e gostosa noite satisfazendo uma a outra até deitarmos e cairmos no sono uma nos braços da outra.
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