Notas iniciais
Oieeeeeeeee gente linda!! Bom, esse deveria ser o último capítulo, mas como estou com muita dó de terminar, consegui prolongar, então o próximo será o último :( Espero que gostem desse e que aproveitem!!! xxxx

Dois anos depois.

“Maya Rose!” Quinn saia rapidamente de seu quarto, enquanto chamava pela décima vez Maya, que há duas semanas tinha completado sete anos e a cada dia dava trabalho para levantar de manhã para ir a escola.

“Já estou pronta, não precisa ficar gritando.” Maya revirava os olhos, bufando ao passar por Quinn, que no mesmo instante a puxou pelo braço.

“Hey!” Quinn franzia o cenho. “Sei o quanto é chato acordar cedo, mas isso não lhe da o direito de ser mal criada e me responder.” A médica chamava atenção de Maya, que apenas a olhava.

“Desculpa, mamãe.” A pequena respondia, respirando fundo.

Morando juntas há dois anos, Quinn já tinha autoridade e liberdade para chamar atenção de Maya quando fosse preciso, claro que a médica nunca lhe deu palmas como Santana costuma fazer, mas já colocou a pequena de castigo muitas vezes e apenas com seu tom de voz autoritário fazia Maya pensar duas vezes antes de continuar aprontando ou sendo mal criada. A pequena apenas a chamava de mãe e a cada dia se parecia ainda mais com Santana quando era pequena. Seus cabelos já não estavam mais tão lisos como antes, agora, ela tinha as pontas onduladas.

Maya era uma cópia de Santana, até mesmo no humor e na teimosia. Maribel sempre dizia que isso era karma e que Santana passaria tudo o que sua mãe passou com ela.

Naquela manhã Maya não estava se sentindo bem. Na noite passada teve mais uma crise de falta de ar no qual deixou suas mães preocupadas. Já fazia um ano e meio em que Maya não sofria nenhum tipo de alergia graças a seu último tratamento, mas no último mês a pequena desenvolveu novamente suas crises. Suas mães não sabiam o que tinha trago isso de volta, mas Quinn já tinha marcado um novo exame para a pequena daqui três dias.

Ao entrarem no carro, Maya se sentava em sua cadeirinha, deitando sua cabeça contra o mesmo e enquanto ajudava a pequena fechar o cinto, Quinn podia ver nos olhos de sua – agora – filha, o quão cansada a mesma estava. Seus olhinhos estavam pequenos e talvez tenha sido esse o motivo por Maya estar tão mal humorada pela manhã.

“Baby girl...” Quinn falava carinhosa, passando seus dedos delicadamente sobre a franja de Maya. “Você está bem?” A médica perguntava.

“Mamãe, e-eu quero ficar dormindo.” Maya fazia um bico adorável, fazendo o coração de Quinn apertar. “Estou cansada, mamãe. Não quero ir para escola hoje.”

“Eu sei, meu amor, mas não tem ninguém para ficar com você.” Quinn respondia e sem dizer nada, Maya apenas respirou fundo, virando seu rosto para o outro lado.

Quinn sabia o quão cansada a pequena estava, mas realmente não tinha ninguém com quem deixá-la. Judy e Russel estavam viajando. Maribel e seus amigos estavam todos trabalhando naquela manhã e Santana precisou ir para a escola logo cedo, pois tinha sua primeira turma às sete horas da manhã.

Se houvesse qualquer um, Quinn sem dúvidas deixaria Maya dormindo. O cansaço no olhar da pequena era nítido e seu coração apertava em vê-la daquela forma. Quinn até pensou em Puck e Samantha, mas sabia que os dois tinham viajado para Lima – Ohio, visitar a família de Puck. Acredite ou não, mas o namoro dos dois era muito mais sério do que imaginavam e todos apoiavam, até mesmo Quinn. Com o passar do tempo, a médica aprendeu a lidar com Samantha e ao conhecê-la melhor percebeu o quanto a pianista era uma ótima pessoa.

“Baby girl, você sabe que se eu pudesse te levaria comigo para o hospital, mas. –“

“Você pode!” Maya virava rapidamente. “Você já me levou uma vez e. –“

“Não, meu amor, você sabe que eu não posso. Se o diretor do hospital descobre que você está lá, é capaz dele me dar uma advertência.” Quinn falava carinhosa, e novamente Maya revirava os olhos.

“Tanto faz.“ A pequena respondia entre os dentes e ignorou Quinn, virando-se para o outro lado.

A médica pensou em ligar para Santana, mas raramente a latina atendia o celular enquanto dava suas aulas. Quinn sabia que não tinha como resolver o problema de Maya e resolveu que a levaria para a escola naquela manhã.

Ao ouvir a porta se fechando, Maya sentia seus olhinhos encherem de lágrimas, ela não queria ir para o colégio. A pequena estava exausta e precisava dormir.

Maya estava tão mal humorada e irritada e a única coisa que passava em sua cabeça era que se fosse Santana, sem dúvidas daria um jeito para deixá-la dormindo. Claro, sua mãe jamais a forçaria em ir para a escola no estado em que ela estava. A pequena começou a esfregar seus dedinhos se sentindo desconfortável. Ela não queria ficar ao lado de Quinn, ou ir para o colégio e ver seus amigos. Sua cabeça estava começando a doer levemente, e a pequena sentia seu nariz irritado. Céus, Maya estava péssima para uma garotinha de apenas sete anos. Sua bronquite nunca foi fácil, sempre a atrapalhou em várias maneiras e naquela manhã a deixava irritada e se sentindo como se estivesse com uma terrível gripe.

No caminho até o colégio de Maya, Quinn muitas vezes olhava a pequena pelo retrovisor se sentindo a pior mãe do mundo por estar fazendo-a ir estudar naquele estado. Quinn já tinha lhe dado seu medicamento antes do café da manhã e esperava que a mesma fosse melhorar. A médica podia ver no rostinho de Maya o quão irritada e impaciente a mesma estava. Quinn realmente queria mantê-la em casa, mas não sabia como. Fabray tinha pacientes para atender naquela manhã e são horas como essas que a mesma desejaria que sua irmã estivesse aqui, porque sem dúvidas Cassie estaria disponível para ficar com Maya.

Assim que estacionou seu carro, Quinn saiu do mesmo, abrindo a porta para Maya que já estava com sua mochila na mão, descendo sozinha e andando na frente da médica.

“Maya?” Quinn travava as portas do carro, seguindo Maya até a porta do colégio, mas a mesma continuava andando as pressas. “Hey, hey...” A médica alcançava a pequena, segurando no braço da mesma e a virando para encontrar seus olhos.

“O que?” Maya perguntava magoada, com seus olhos cheios de lágrimas.

“Munchkin...” Quinn falava suavemente com seu coração apertado.

“Não. Se fosse a minha mami ela teria me deixado ficar em casa.” Maya falava brava, respirando fundo. “Ela teria deixado eu ficar descansando, mas você não é assim. Você não é minha mamãe, porque não quer ficar comigo e me mandou para a escola... –“ A pequena soluçava e Quinn sentia seu estômago revirar ao ver Maya falando daquela forma. “Me solta!” A pequena soltou seu braço de Quinn, passando suas mãozinhas sobre suas bochechas.

“Baby girl, não é assim, está bem?” Quinn falava carinhosa, tentando acalmar a magoada Maya. “Filha, olha pra mim...” A médica pousava suas mãos no rosto de Maya. “Eu juro que se eu pudesse te levaria comigo para o hospital, ou então desmarcaria todos os meus pacientes para cuidar apenas de você, mas nesse exato momento a mamãe não pode. Não tem nenhum outro médico para me substituir e. –“

“Você tá fazendo de novo.” Maya sussurrava e Quinn a olhava confusa. “Você está me trocando por outras crianças. Foi assim que aconteceu da última vez. Você foi embora porque preferiu cuidar de outras crianças e não de mim!” Maya falava furiosa e Quinn entrava em choque. A pequena nunca tinha falado daquela forma e sobre aquilo com Quinn, deixando-a surpresa e sem reação. “Eu preciso ir.” E assim a pequena Maya se virou, deixando a loira paralisada.

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“Ótimo, meninas!” Santana falava com suas cinco alunas de sua turma de dez a doze anos. “Vocês foram ótimas.”

“Você viu, Santana?” Uma de suas alunas falava empolgada. “Nós finalmente conseguimos fazer a pirueta.”

“Claro que vi, e vocês estão de parabéns.” A latina sorria. “Bom, por hoje é só. Não se esqueçam de ensaiar em casa, vocês foram perfeitas hoje e quero que continuem assim.”

As garotas assentiram animadas, pegando suas mochilas e se despedindo de Santana e assim que a deixaram sozinha, o celular da mesma começou a tocar. A latina tirou seu aparelho da bolsa, e ao ver que a ligação era de Quinn não hesitou em atender.

“Hey, amor...”

San...” A voz de choro de Quinn ecoava do outro lado da linha, fazendo a latina se preocupar.

“Q? Amor, o que houve?” A latina perguntava.

Tana... E-eu sou uma péssima mãe para Maya.” Quinn soluçava suavemente e Santana franzia o cenho sem entender. “Ela está péssima por não ter dormido direito na noite passada e mesmo assim a levei para o colégio. Estou me sentindo horrível, amor, porque ela está tão cansada e impaciente. Eu a deixaria ficar dormindo se alguém ficasse com ela. Céus, eu desmarcaria meus pacientes para ficar com ela, mas todos os nossos amigos estão trabalhando e nossos pais estão ocupados...” A médica falava rapidamente.

“Quinn...-“

E-eu disse a ela que precisava atender meus pacientes, e ela me disse que eu estava abandonando-a novamente, como fiz da primeira vez em que fui embora.” Quinn pausava e Santana respirava fundo. Para sua filha falar algo desse porte, sem dúvidas Maya estava se sentindo péssima. “Sei que não deveria estar te ligando, porque você provavelmente deve estar ocupada, mas... –“

Amor!” Santana a interrompia, fazendo-a parar de falar. “Se acalma. Você não é uma péssima mãe para Maya. Nós sabemos o quanto ela é louca por você. Eu conheço minha filha, amor, sei que ela só disse essas coisas porque está cansada e não duvido que esteja irritada também. Então, fica calma. Vou dar um jeito de busca-la, está bem? Vou conversar com ela e vai ficar tudo bem.”

Mesmo?” Quinn perguntava sussurrando. “Me sinto uma péssima mãe. Céus, imagina quando tivermos mais filhos, Tana. Todos vão me odiar e.-“

“Quinn,” Santana agora começava a rir ao ver o modo como sua namorada falava. “Amor, quando tivermos mais filhos, todos eles vão ser loucos por você. E a proposito, você realmente pensa em ter mais filhos comigo?” A latina perguntava carinhosa e Quinn ficava em silêncio por alguns segundos.

Mmm... Claro. Um dia nós vamos nos casar, Santana Lopez.” Quinn falava suavemente e naquele momento Santana podia jurar que seu coração parou.

Desde quando Quinn se mudou para seu apartamento, Santana imaginava seu futuro ao lado da médica. As duas se casando e juntas tendo uma mini Quinn, ou talvez um mini Quinn. Claro, Santana queria construir uma nova família com Quinn e Maya, onde em sua cabeça seriam felizes para sempre. Como nos livros de contos de fadas de sua pequena.

“É o que mais quero, Lucy Quinn.” Santana respondia. “Eu te amo, gatinha, tenta ficar calma. Nossa filha só está tendo um pequeno ataque de mau humor, mas farei o possível para busca-la na escola.”

Amor, você tem certeza? E suas aulas?” Quinn perguntava.

“Vou dar um jeito, só não posso deixar Maya no colégio no estado em que ela está.” Santana respondia e no mesmo instante Quinn voltava a chorar.

Viu? Você é uma mãe melhor do que eu. Agrh! É por isso que ela me odeia.”

“Q, ela não te odeia.” Santana ria baixo. “Ela está apenas de mau humor, afinal, ela é uma Lopez. Não se esqueça de que nós Lopezes não somos fáceis. Você ouviu Dona Maribel.” Santana pausava. “Eu prometo que vai ficar tudo bem. Confia em mim, você é uma ótima mãe e Maya te ama.”

Promete? Promete que vai fazer minha bebê me amar de novo?” Quinn falava manhosa, fazendo Santana rir ainda mais.

“Prometo, mi princesa.” Santana sorria.

“Então está bem, Cookie. Vou tentar sair do hospital no horário de almoço e nos encontramos. Nós três.” Quinn falava mais calma.

“Estaremos esperando. Te amo!”

Eu também te amo, Cookie. Obrigada por sempre saber o que dizer.” Quinn comentava.

“Tudo por você, mi amor. Depois nos encontramos.”

Te amo, até mais tarde.” Quinn falava se despedindo.

“Também te amo.” Santana sorria, desligando seu celular e tentando imaginar como sua – irritada — filha deveria estar no colégio uma hora dessas.

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“Maya Rose Lopez!” A professora de Maya, Sra. Lynn, chamava atenção da garota pela segunda vez naquela manhã ao ver a pequena dormindo em cima de sua carteira.

“Argh!” Maya levantava a cabeça, passando a mão sobre seu rosto e sua professora voltava a explicar o que fariam em seguida.

“O que você tem?” JT, um dos melhores amigos de Maya, que também era seu parceiro de sala, perguntava preocupado.

“Estou cansada e quero minha mamãe.” A pequena fazia um bico adorável, cruzando seus braços e no mesmo instante, JT passou seu braço por seu ombro, lhe abraçando.

“Não chora, Maya, daqui algumas horas você vai ver sua mamãe.” O garoto falava carinhoso, mas Maya balançava a cabeça.

“Minha cabeça está doendo.” Maya fechava seus olhinhos e quando deu seu primeiro soluço, JT levou sua mão, chamando atenção de sua professora.

“Com licença Sra. Lynn, mas Maya não está bem.” O garoto falava suavemente, e a professora se aproximou da carteira onde os dois estavam.

“O que você está sentindo, Maya?” Sra. Lynn perguntava.

“Minha cabeça ‘tá doendo, e eu quero a minha mama.” Maya chorava, abaixando sua cabeça.

“Está tudo bem, querida, vou pedir que entrem em contato com sua mãe, está bem?” Assim que Sra. Lynn se afastou uma batida suave na porta chamava atenção de toda a turma. “Oh, Sra. Anderson, estava indo agora mesmo a sua sala.” A professora cumprimentava a diretora do colégio que estava parada na porta. “Minha aluna, Maya Rose Lopez não está se sentindo bem, e acho viável ligarmos para a mãe dela.”

“Oh, sim, é por isso mesmo que estou aqui. A mãe dela, Senhorita Lopez, ligou há dois minutos e pediu que liberássemos Maya. Ela nos avisou que a garota não está bem e ela está vindo busca-la.” Sra. Anderson falava suavemente, e a professora assentia, virando-se para Maya.

“Maya, querida, por favor, arrume suas coisas. Sua mãe está vindo lhe buscar.” No mesmo instante, Maya começou a juntar seus lápis de cores e seu caderno, colocando-os todos dentro de sua mochila e se despedindo de seus coleguinhas ao se aproximar da porta e acompanhar sua diretora.

“É a minha mama quem está vindo?” Maya perguntava ao segurar na mão da Sra. Anderson. “Minha mamãe Santana?”

“Sim, querida, ela quem está vindo lhe buscar.” A diretora respondia e Maya assentia.

“Ótimo, porque não quero ver a mamãe Quinnie. Ela me abandonou de novo.” A pequena falava irritada e Sra. Anderson apenas assentiu. Todos os funcionários e algumas mães de alunos sabiam que Santana e Quinn eram um casal e que Maya Rose, tinha duas mães.

“Fique sentada aqui, que sua mãe já deve estar chegando.” A diretora deixou Maya sentada em uma cadeira próxima a sua sala e a pequena assentiu deixando sua mochila no chão.

Enquanto esperava, Maya deitou sua cabeça no braço da cadeira e antes que pudesse impedir, estava cochilando com seu corpinho torto e desconfortável.

Não demorou para que Santana chegasse no colégio e ao avistar sua pequena naquele estado, fazia seu coração apertar. A latina sabia o quanto Maya ficava péssima quando não dormia a noite, mas nunca imaginou que a pequena estaria daquela forma. Talvez ela deveria ter pedido para faltar hoje e ficado com sua filha, mas por alguma razão, imaginou que talvez, Maya ficaria bem pela manhã. Claro que ao ver o estado em que sua filha dormia em uma cadeira, provava que a pequena estava péssima e um sentimento de culpa passava pela latina.

“Mijá?” Santana se abaixava na altura da filha, passando sua mão carinhosa pelo cabelo da mesma. “Mi amor, acorda, a mamãe chegou, nós vamos para casa.” A latina depositava um beijo na testa de Maya e a pequena abria seus olhinhos lentamente.

“Mama?”

“Hey, munchkin, me desculpa por não ter ficado com você essa manhã.” Santana falava suavemente, enquanto Maya coçava seus olhinhos, se sentando na cadeira. “A mamãe imaginou que talvez você ficaria bem. Eu sou uma idiota, porque somos iguais. Nunca ficamos bem quando não dormimos direito a noite, e você ainda passou mal praticamente a noite inteira. Me desculpa, mjiá. A mamãe devia ter cuidado de você.” A latina apoiava suas mãos nas pernas de Maya que rapidamente passou seus braços em volta do pescoço da mesma.

“Tudo bem, mamãe. Você voltou para me buscar. Eu quero ir para casa, me leva? Minha cabeça ‘tá doendo, mama.” Maya fazia um bico suave, voltando a chorar ao deitar sua cabeça no ombro de sua mãe.

“Shh, nós vamos para casa. Vou fazer um delicioso chá para sua dor de cabeça, e vamos passar o dia deitadas.” Santana passava seu braço em volta da filha, se levantando com a mesma em seu colo, e a mochila em sua outra mão. “Vamos apenas avisar a Sra. Anderson, está bem?” Maya assentiu e ambas foram juntas até a sala da diretora. Santana assim como Quinn, se sentia uma péssima mãe por ter deixado sua pequena ir para escola, mas após ter conversado com seu superior, o mesmo a liberou para que pudesse ter o dia de folga e cuidar do que fosse preciso para Maya ficar bem. Santana cuidaria de sua pequena a tarde toda se fosse preciso.

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Ao chegaram em seu apartamento, Santana levou Maya no colo até sua cama, tirando o sapato da mesma e a deixando deitada, enquanto ia preparar o chá para melhorar a dor de cabeça e o desconforto de Maya.

A pequena estava de olhinhos fechados, com suas mãozinhas juntas entre seu rosto e o travesseiro com o cheiro de sua mãe Quinn. Maya estava furiosa com Quinn, mas estava cansada demais para se mover dali, até porque, a cama de sua mãe era sempre mais confortável e gostosa que a dela.

“Pronto, mijá. Senta para você tomar seu chá.” A latina se sentava na cama ao lado de Maya, que lentamente se sentava, apoiando na cabeceira da cama pegando sua xícara da hello kity da mão de sua mãe.

“Gracias, mami.” Maya respondia, dando seu primeiro gole.

“Mijá, a mamãe Quinn me ligou essa manhã.” Santana falava suavemente, enquanto acariciava o pezinho de Maya. “Ela estava muito magoada.” A latina comentava, e Maya desviava o olhar de sua mãe. “Ela tinha me dito que te levou para o colégio hoje e que você disse algo que a magoou.”

“Ela me abandonou.” Maya falava entre os dentes. “Mamãe Quinnie preferiu cuidar das crianças de novo a cuidar de mim. Ela foi embora e me deixou.” A pequena franzia o cenho, respirando fundo. Seu coraçãozinho apertava e ao ver o olhar de sua mãe, Maya sentia um levo peso na consciência.

“Munchkin, você sabe que isso não é verdade.” Santana comentava. “A mamãe Quinn é pediatra. Uma médica que não pode faltar no trabalho sempre que quiser, porque as crianças precisam dela.” A latina explicava suavemente. “Ela não te abandonou, mijá. E tenho certeza que se ela pudesse, teria ficado com você.”

“Mas ela não cuidou de mim!” Maya respondia, segurando a xícara entre suas pernas. “Ela não cuidou de mim e preferiu cuidar das outras crianças.” Pelo tom de voz de Maya, Santana podia notar que alguma coisa estava acontecendo. Sua filha nunca se comportou daquela forma ou sequer falava sobre esse assunto.

“Maya, Quinn cuidou de você a noite inteira. Nós cuidamos de você. Não entendo de onde você tirou que ela não está cuidando de você, mijá.” Santana falava suavemente, e Maya ficava em silêncio. “Presta atenção, Quinn não vai embora de novo, munchkin. A mamãe Quinnie é louca e apaixonada por você. Se ela pudesse teria escolhido ficar com você essa manhã. Cuidando ainda mais de você e não das outras crianças, mas esse é o trabalho dela, Maya. Assim como eu preciso dar aula de dança para as outras crianças, a mamãe Quinnie precisa cuidar delas. Deixá-las saudáveis. Ela precisa cuidar de crianças como você que tem bronquites. Crianças que precisam de cirurgia. Imagina se alguém quebra o braço ou está muito doente e não têm a Quinn, como elas iriam melhorar?” Santana falava carinhosa, e Maya abaixava sua cabeça, olhando para o chá dentro de sua xícara. “As crianças precisam da mamãe Quinnie, mas acredite Maya, ela não os ama mais do que ama você. Ela não é louca por eles da forma que é por você. Só existe você na vida dela e mais nenhuma outra criança. Os outros são pacientes e ela cuida deles porque é a profissão dela, mas você? Mijá, ela cuida de você porque ela te ama. Porque você é a filha dela. Quinn jamais... Maya, ela jamais te deixaria ou te trocaria por qualquer outra criança.” Santana sorria suavemente, e uma lágrima do rosto de sua filha caia dentro de seu chá. “Hey...” A latina pousava a mão no queixo da mesma, levantando seu rostinho.

“Eu amo a mamãe.” Maya falava sussurrando.

“Eu sei, meu amor.”

“E-eu só queria que ela cuidasse de mim também.” Maya passava a mão sobre seu rosto e Santana ria baixo ao ver o ciúme estampado nos olhos da pequena. “E-eu sei que não sou a filha dela de verdade, mas eu não gosto quando ela me deixa pra cuidar de outras crianças.” A pequena fazia bico e Santana revirava os olhos.

“Maya, você ouviu o que eu acabei de dizer?” Santana pausava, olhando nos olhos de sua filha. “Mijá, ela te ama. Quinn te ama porque você é a filha dela. Ela te vê como uma filha, munchkin. Eu prometo que mamãe Quinnie jamais te trocaria por aquelas crianças. Você é insubstituível. Céus, eu não te trocaria por criança alguma, porque você é a filha mais perfeita e linda de todo mundo. É meu orgulho, minha bebê... Nossa bebê, e te amamos com todo o nosso coração.” Santana agora apoiava suas mãos na cama deixando Maya entre seus braços e aproximando da pequena, dando um beijo demorado em sua testa.

“Você promete? Promete que a mamãe Quinnie e você não vão me trocar por nenhuma outra criança? No hospital ou suas alunas? Porque elas gostam muito de você, mamãe.” Maya falava tão séria, que Santana precisou se segurar para não rir.

“Eu prometo. Não vamos te trocar por nenhuma outra criança.” Santana franzia o cenho, depositando um beijo no nariz da filha. “Você precisa parar de ser ciumenta, mijá. Nós vamos sempre te amar a cima de qualquer coisa e qualquer um.”

“Não estou com ciúmes.” Maya emburrava, fazendo careta.

“Oh, claro, imagina então se estivesse.” A latina ria baixo. “Olha, a mamãe está muito chateada pelas coisas que você disse a ela essa manhã. Nós vamos almoçar todas juntas e quero que você se desculpe, está bem? Ela me ligou chorando, peanut, e sei que você não quer magoá-la.”

“Não quero.” Maya sussurrava. “Prometo que vou me desculpar. Não queria que a mamãe chorasse, só queria que ela cuidasse de mim, mami.”

“Eu sei, meu amor.”

“Vou me desculpar, mas será que agora eu posso dormir na sua cama e no travesseiro da mamãe?” Maya levava a xícara até seus lábios, dando um gole maior em seu chá.

“Claro, minha little bear.” Santana franzia o nariz. “Eu te amo tanto, Maya. Você não faz ideia do quanto a mami te ama.”

“Não mais do que eu te amo.” A pequena respondia, entregando a xícara para Santana.

“Mmm, não mesmo. Eu sou a mãe, eu amo mais.” A latina colocava a xícara no criado mudo e começava apertar a pequena em seu abraço.

“Não, não!” Maya passava seus braços em volta do pescoço da mãe, começando a rir. Ela sempre achava engraçado quando discutiam para saber quem amava mais.

“Sim, sim!” Santana depositava vários beijos na bochecha de Maya. “Agora tira o seu cochilo. Descansa, porque quando a mamãe Quinn chegar, nós vamos almoçar todas juntas.”

“Está bem, mama. Te amo.” Maya depositava um beijo contra os lábios de Santana, antes de voltar para a posição que estava há minutos atrás.

“Também te amo, bear.” Santana depositou um beijo contra a cabeça da pequena, antes de se levantar e ir tomar banho.

Xxxx

Enquanto dirigia de volta do hospital para sua casa, Quinn estava com a cabeça a mil por hora. A médica pensava em Maya e Santana, no quanto se sentia preparada para levar o relacionamento com a latina para o terceiro passo.

Na noite passada enquanto ajudava Santana a cuidar de Maya, Quinn podia ver o quanto agiam como uma família. As duas dividiam as preocupações e as tarefas como mães. Maya agia com Quinn da mesma forma que agia com Santana, e isso fazia a médica se sentir como se fosse realmente mãe da pequena latina. Era incrível o modo como estavam agindo naquela noite. Ambas ficaram acordadas e preocupadas com a pequena e não dormiram enquanto não a viram bem, respirando tranquilamente. E foi naquele momento em que Quinn sabia que queria Santana e Maya sendo sua família. Queria junto das duas latinas formarem uma família na qual poderia vir a crescer no futuro. Talvez com mais um mini Santana ou uma mini Quinn, quem sabe?

A madrugada passada foi o limite para Quinn finalmente arrancar todas as dúvidas de sua cabeça e ter a certeza de que queria Santana e Maya como sua família. Queria se casar com Santana, adotar Maya legalmente e daqui a um ano ou dois, aumentar a família.

Apesar de ainda estar preocupada com a atitude de Maya nessa manhã, e, estar ansiosa para ver suas latinas, Quinn fez uma rápida parada em uma loja de joias Tiffany & Co no intuito de encontrar a joia perfeita para aquilo que pretendia fazer. Assim que entrou na loja, seus olhos foram direto para as lindas prateleiras de vidro com lindas alianças de noivado.

“Bom tarde.” Uma vendedora simpática se aproximou de Quinn chamando sua atenção. “Em que posso ajuda-la?”

“Boa tarde, estou procurando uma aliança.” Quinn falava suavemente. “Quero pedir minha namorada em casamento.” A médica voltava sua atenção para alianças e a vendedora sorria simpática.

“Oh, e qual seria a personalidade dela?”

“Mmm, autentica?” Quinn respondia. “Ela é latina... Uma latina determinada. Forte. Corajosa. Alegre, nervosa.” A médica ria baixo. “Mas também é uma mãe maravilhosa, que tem um coração enorme e cuida daqueles ao seu redor.” Quinn pousava seus olhos novamente nas lindas alianças a sua frente. “É romântica e carinhosa. Protetora e apesar de tudo o que já passou sempre se manteve em pé e forte não só por si mesma, mas também por sua filha, Maya.” A médica voltou a olhar para a vendedora com seus olhos brilhando.

“Bom, creio que temos a aliança perfeita para essa latina maravilhosa.” A mulher respondia, puxando a enorme gaveta de alianças para frente e tirando do suporte uma linda aliança de ouro branco, com uma pedra de diamante branco em cima, e coberta com pedras pequenas de diamantes em volta da aliança. A mesma era delicada demonstrando tudo o que Quinn tinha acabado de dizer. “Essa aliança é delicada, porém traz uma forte presença para quem usa. Creio que faz o estilo de sua futura noiva.” A vendedora sorria simpática e Quinn segurava o anel em sua mão, observando apaixonada imaginando como Santana ficaria ainda mais linda com aquela aliança.

“Wow...” Quinn sussurrava. “É linda.” A médica mordia o canto de seus lábios e apesar de estar louca para comprar aquela aliança, Quinn não queria escolher sozinha. Sem dúvidas precisava de uma segunda opinião. Aliás, Quinn precisava mostrar para uma pessoa importante antes de levar aquela aliança. “Mmm, será que você pode separá-la? E-eu tenho certeza que essa é A aliança, mas tem uma pessoa que precisa vê-la antes.”

“Claro. Sem problema algum. Vou separá-la para a senhorita...?”

“Fabray. Pode me chamar de Quinn Fabray.”

“Claro, Quinn. Deixarei separado e quando voltar, por favor, é só procurar por mim. Meu nome é Vanessa.”

“Muito obrigada. Talvez eu acabe voltando hoje mesmo ou amanhã.” Quinn sorria educada.

“Estarei a sua espera.” Vanessa, a vendedora respondia guardando a aliança em uma linda caixinha de veludo azul bebê.

“Obrigada. Nos veremos em breve.” Quinn e Vanessa se despediram e com um enorme sorriso no rosto, a médica continuava seu percurso para o apartamento onde dividia com sua futura família.

Não demorou para que chegasse em seu apartamento, sentindo um delicioso cheiro de carne assada, um de seus pratos favoritos.

Assim que caminho até a cozinha, encontrou Santana usando um short jeans curto, com um camisão bege, com mangas cumpridas que caia sobre um de seus ombros, deixando exposta sua pele morena e macia. Seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo e nos pés, usava meias soquetes brancas. Sua pose em frente a pia era sempre a mesma. Apoiava em apenas uma perna, enquanto deixava o quadril suavemente jogado para o lado e um de seus pés em cima do outro. Por mais simples e bobo que aquilo fosse, Quinn adorava ver o quão caseira e prestativa a latina era. Sem dúvidas aquele era um dos milhões de motivos pelo qual a médica era apaixonada pela latina.

Enquanto admirava sua futura esposa, Quinn se aproximou da mesma lentamente, passando seus braços em volta de sua cintura, fazendo Santana suspirar com o contato, e depositou um beijo contra o ombro exposto da mesma.

“Já te disse o quão sexy você fica enquanto cozinha?” Quinn sussurrava contra o ouvido da latina a fazendo sorrir.

“Uma vez ou outra.” Santana respondia sorria e Quinn depositava um beijo suave contra sua bochecha.

“Esse cheiro está uma delícia.”

“Estou fazendo o seu prato preferido. Carne assada com vegetais ao molho de vinho.”

“Mmmm, o que fiz para merecer tantos mimos?” A loira encaixava suas mãos por dentro da camisa de Santana, acariciando suavemente o abdômen da mesma.

“Imaginei que depois da manhã que teve, merecia um pouco de mimos.” Santana respondia e agora Quinn a soltava, se colocando ao seu lado.

“Falando nisso, como está Maya, amor?” Quinn roubava um pedaço da cenoura que Santana picava e colocava na boca.

“Bem. Conversamos assim que a trouxe do colégio e acredito que ela vá querer conversar com você.” Santana falava suavemente.

“Foi estranho a forma como ela falou, San.” Quinn franzia o cenho. “Dois anos se passaram e ela nunca tinha comentado sobre isso. Nem mesmo nos dias em que conversávamos por Skype, e de repente, ela simplesmente toca nesse assunto.”

“Eu sei, Q, mas pelo o que entendi, Maya anda com ciúmes.” Santana ria baixo. “Ela está com ciúmes, porque você a deixa para cuidar de outras crianças. Foi exatamente isso que você fez essa manhã. Entendo que precisava trabalhar, amor, mas Maya não entendeu. Acho que ela estava tão cansada e ciumenta, que sequer prestou atenção no que falava.” A latina agora se virava, dando atenção para sua namorada. “Maya superou o fato de você ter se mudado daquela vez, mas acredito que ela não tenha superado o fato de ter sido trocada por mais crianças?” Santana franzia o cenho. “Ela está com medo de ser esquecida. De que vamos esquecê-la ou substituí-la por alguma de minhas alunas ou por algum de seus pacientes.”

“Mas nós jamais a trocaria por outra criança.” Quinn falava sorrindo ao ver o quão fofa e ciumenta era a pequena Maya.

“Exato. Foi exatamente isso que falei.” Santana agora levava as cenouras até uma panela média no fogo, as jogando dentro da água. “Disse a ela que nós jamais a trocaríamos por criança alguma, e você precisa fazer seu trabalho.” Santana se virava para Quinn. “Expliquei tudo a ela, amor, e sei que Maya entendeu e se arrependeu por ter feito o que fez essa manhã.”

“Você não brigou com ela, brigou?”

“Não, amor, apenas chamei atenção dela e conversamos bastante. Ela está dormindo por algumas horas e tenho certeza que ficará feliz em ser acordada por você.” Santana acenava, indicando para que Quinn saísse da cozinha, fazendo a médica rir. “Aproveite e faça isso agora Ela está no nosso quarto.” A latina brincava e antes de obedecer, Quinn se aproximou depositando depois selinhos demorados contra seus lábios.

“Te amo, boss.” A médica brincava, antes de desaparecer da cozinha.

Ao abrir a porta do quarto, Quinn não pode segurar o sorriso que aparecia em seus lábios. Maya estava deitada com sua barriga pra cima, com um de seus braços por baixo do travesseiro e o outro ao lado de sua cabeça. A pequena dormia tranquilamente e Quinn se arrependia por não ter conseguido ter trago-a de volta para casa para que pudesse descansar.

A médica se aproximou suavemente, se sentando na cama ao lado da pequena, levando uma de suas mãos para a testa da mesma, acariciando suavemente, tirando algumas mechas de seu cabelo escuro de seu rostinho. Era difícil controlar o sorriso com tanta doçura e inocência a sua frente. Quinn sem dúvidas amava aquela garotinha como se fosse sua filha. Como se Quinn a conhecesse desde o momento em que nasceu. Quinn a amava incondicionalmente.

Enquanto acariciava o rostinho delicado de Maya, Quinn se aproximou depositando um beijo suave sobre a testa da mesma e sussurrava carinhosa.

“Maya?” A médica a chamava, sem tirar os olhos da mesma. “Hey, baby girl.” Quinn falava apoiando seus cotovelos sobre a cama, um de cada lado do corpinho de Maya, deixando seu rosto na altura do da mesma, dando um beijo suave na pontinha do nariz daquela mini Santana. “Filha?” A médica cantarolava e foi então que Maya começava a se mexer lentamente, levando uma de suas mãos para seus olhos, os pressionando e coçando seu nariz, fazendo Quinn sorrir ainda mais. “Filha? Meu amor, acorda, está na hora de almoçarmos e a senhorita já dormiu demais.” Quinn agora levava suas mãos para as bochechas de Maya, apertando-as delicadamente e agora a pequena começava a abrir seus olhos lentamente.

“Mmm... Ma?” Maya sussurrava ainda sonolenta.

“Sim, meu amor, é a mamãe.” Quinn sorria e Maya abria seus olhos encontrando os de Quinn. “Hey...” E foi então que ao invés de receber um delicioso abraço de Maya, Quinn percebia que a pequena começava a chorar, fazendo um bico adorável, levando suas duas mãozinhas para seus olhos. “Maya? Hey...” A médica pousava suas mãos sobre as bochecha da pequena, secando suas lágrimas. “Por que você está chorando?”

“E-eu te magoei, mamãe Q, me desculpe.” Maya soluçava, fazendo o coração de Quinn despedaçar em milhões de pedaços. “Não quis dizer aquelas coisas, eu só queria que você cuidasse de mim. Me desculpa, mamãe.”

“Awn, minha bebê, não chora. Está tudo bem.” Quinn falava carinhosa, tirando Maya da cama e a colocando em seu colo. “Shh.”

“Não. A mama falou que você precisa cuidar também das outras crianças, mas eu só fiquei com medo de você me trocar por elas de novo, mamãe.” Maya respirava fundo, ajoelhada contra as pernas de Quinn, abraçando-a e com sua cabeça deitada no ombro da mesma. “Eu te amo muito, mamãe Quinnie, não queria te magoar. Me desculpa.”

“Shh, está tudo bem, meu amor, a mamãe te perdoa. Não precisa ter ciúmes de nenhuma outra criança, porque jamais te trocaria por uma delas. Você é especial, Maya. É a criança mais linda e amorosa que já conheci. Como posso trocar alguém que amo tanto por outra pessoa?” Quinn falava carinhosa, passando suas mãos nas costas da pequena. “Eu te amo muito, filha, e me desculpe por não ter ficado com você hoje. A mamãe realmente queria ter te deixado em casa para descansar, mas eu tinha tantos pacientes pela manhã, Maya. Me desculpe, está bem?” A médica depositava um beijo contra a cabeça de Maya, e agora, a mesma levantava sua cabeça, apoiando suas mãos contra os ombros de Quinn, olhando nos olhos da médica.

“Não, mamãe. Eu não deveria ter te respondido daquele jeito, a mama me explicou tudo e eu só queria te dizer que eu te amo muito e não vou mais te tratar daquele jeito.” Maya se aproximou com um bico pequeno depositando um selinho nos lábios de sua mamãe Quinnie. “Só não me troque por ninguém, está bem? Você é minha mamãe.” Maya arqueava suas sobrancelhas fazendo Quinn rir.

“Não te troco por ninguém.” A médica franzia o nariz, falando entre os dentes, apertando a pequena em seu colo. “Você é minha filha e eu te amo.”

“Eu também te amo, mamãe Quinnie.” Maya abraçava Quinn e logo a mesma se lembrou de algo.

“Maya, preciso da sua ajuda.” Quinn falava baixo, para não correr o risco de Santana ouvi-la.

“Ajuda para que?” A pequena perguntava, saindo do abraço do Quinn, mas continuando em seu colo.

“Você precisa me prometer que vai guardar segredo.” Quinn falava séria e Maya rapidamente assentia. “Você não pode contar a ninguém. Muito menos para a Santana.”

“Prometo.” Maya colocava a mão no coração, fazendo Quinn sorrir.

“Depois que almoçarmos, eu e você vamos até a loja de joias. Quero que você aprove a aliança que vou comprar para a sua mama.” Quinn continuava sussurrando e Maya semicerrava os olhos.

“Aliança?”

“Sim, bebê. Nós já estamos namorando e morando juntas há dois anos. Maya, acho que já está na hora de tomar outro passo nessa relação e quero pedir sua mãe em casamento.” Maya arregalava os olhos.

“Em casamento?” A pequena falava animada e antes que pudesse gritar, Quinn pediu que ela se controlasse.

“Shh, fala baixo.” A médica ria e Maya começava a pular em seu colo. “Maya, você precisa me prometer que sua mãe não ficará sabendo disso, está bem? Será nosso segredo.”

“Sim. Sim!” Maya continuava pulando. “Eu prometo que vou guardar segredo. Você vai casar com a minha mama e vai ser minha mamãe de verdade.“ A pequena falava animada, fazendo Quinn rir. A médica queria contar mais de seus planos para Maya, mas queria deixar a parte da adoção ser uma surpresa para a pequena.

“Isso! Então mais tarde vamos até a Tiffany e compraremos a aliança, está bem?”

“Sim, mamãe.” Maya lhe abraçou novamente.

E mais uma vez Quinn não tinha dúvidas de que era exatamente isso que queria. A médica sabia que Maya guardaria segredo, até porque, ela e Santana já haviam guardado muitas surpresas de Quinn, e a pequena sempre foi confiável.

Quinn sabia que podia contar com a ajuda de sua futura filha. Naquela tarde as duas iriam juntas a compra da aliança e Quinn planejaria seu pedido de casamento no qual sem dúvidas incluiria Maya. Claro, era difícil deixa-la de fora. A médica planejaria o mais lindo e romântico pedido de casamento já visto, mesmo que seja simples, sem dúvidas Quinn faria o possível para impressionar e dar tudo o que Santana merece. Quinn se casaria com a mulher que ama e faria o que fosse preciso para fazê-la ainda mais feliz a cada dia.

Notas finais
E então? Gostaram? Espero que sim. Perdoe meus erros de gramática e etc, juro que tento dar meu melhor nas escritas. Review? xxxxxxxxx