Notas iniciais
Oie gente linda! Oh my, my... Último capítulo. Confesso que estou mega triste por terminar essa história que eu amo MUITO, mas também estou muito feliz por terminá-la dessa forma, agradando tantos leitores. O capítulo está enorme, confesso. Me empolguei com esse final, e como todas as minhas história, mereceu algo digno! Espero de coração que gostem. xxxx

“Wow, Quinn!” Brittany falava empolgada ao ver a aliança que Quinn tinha comprado para Santana. As duas estavam na Ellie tomando um delicioso café da manhã juntas. “Phew... Esse anel... É lindo.” A dançarina comentava, segurando a caixinha de veludo nas mãos.

“Eu sei, mas você acha que Santana vai gostar?” A médica perguntava insegura.

“’Tá brincando? É claro que vai, Q.” Brittany fechava a caixa, devolvendo para sua amiga. “Esse anel é lindo.”

“Maya me ajudou a escolher.” Quinn falava sorrindo. “Ela está mais animada e nervosa do que eu.”

“Imagino. Ela deve estar animada porque você vai virar a mamãe Quinnie oficial.” Brittany brincava, dando um gole em seu café.

“Não sei como ela está conseguindo manter tudo isso em segredo.” A médica comentava, sorrindo. “Imaginei que ela contaria tudo para Santana, mas Maya me surpreendeu.”

“Oh, acredite. Ela guarda segredos muito bem. Já escondemos várias noites do sorvete da Santana.” Brittany ria.

“Mm... Por que será que nunca suspeitei de que você e Rachel sempre mimam minha filha?” A médica semicerrava os olhos, dando uma risada suave.

“Não nos culpe. Amamos aquela garotinha e ela é afilhada da Rachel, precisa ser mimada.”

“Falando em Rachel...” Quinn arqueava sua sobrancelha, e Brittany logo a interrompia.

“Antes que você comece... Devo dizer que estamos muito bem assim. Talvez depois que você e Santana se casarem, eu e Rachel podemos pensar em nos casarmos, até porque, quero ter vários filhos com ela, mas por enquanto, concordamos que estamos bem dessa forma. Ela começou com um novo musical, e, eu... Bom, você sabe, adoro minhas aulas de dança, e faz alguns meses que comecei a fazer testes para a Broadway com a Rae. Talvez um dia eu conseguindo algum papel, podemos pensar na próxima etapa em construir a família Berry-Pierce.” A dançarina comentava, fazendo Quinn sorrir ao ver o quão fofo continuava sendo o relacionando de sua amiga com Rachel. Quinn sempre quis que sua melhor amiga fosse feliz, e não podia negar que estava orgulhoso do quão profissional Brittany estava.

“Está bem. Está bem. Só queria saber se você e Rachel pensavam sobre casamento e filhos, mas vi que pensam.”

“Sim, mas estamos dando um passo de cada vez. Talvez ano que vem. Quem sabe?” Brittany encolhia seus ombros.

“Fico feliz por você, Brittany. Aliás, por vocês. Por favor, só não demorem para me dar sobrinhos. Quero ser madrinha de um deles.” Quinn brincava.

“Oh, acredite, você será madrinha do primeiro.” A dançarina sorria, terminando de tomar seu café. “Mas e então, já está tudo pronto para essa noite? Um pedido de casamento é especial, Quinnie, você precisa deixar a noite especial.”

“Nem me fale.” Quinn balançava a cabeça, cruzando as pernas, segurando sua xícara com as duas mãos. “Estou muito nervosa para essa noite, mas apesar de ser algo simples, acredito que Santana vai adorar. Maya me ajudou muito e vamos as três jantarmos juntas.”

“Acho incrível você envolver a Maya.” Brittany falava suavemente. “Ela já se envolveu em tantas coisas entre você e Santana. Ela viu o quanto a mãe ficou magoada quando você foi embora, e nada mais justo do que inclui-la em um momento tão importante como esse.”

“Eu sei” Quinn dava um meio sorriso. “Maya merece ter momentos como esses. Ela ainda sofre pelo o fato de eu ter ido embora e sempre pergunta se vamos morar juntas para sempre. Às vezes ela fica carente e vem dormir comigo e com a San, e, acredito que seja por isso. Por medo de irmos embora.” Quinn falava suavemente, fazendo um bico suave. “Mas é óbvio que não vamos embora, e quero que ela participe desse momento para ter certeza que vou ficar com elas para o resto da vida.” A médica soltava uma risada suave.

“Ah, Maya é mesmo bastante carente. Ela adora se enfiar na cama comigo e Rachel também.” Brittany ria baixo, junto de Quinn. “Mas tenho certeza que ela verá essa noite como algo eterno. Digo, que vai durar para sempre e que você vai continuar aqui.” Brittany sorria suavemente, chutando sua amiga suavemente por baixo da mesa.

“Mmmm... Brittany S. Pierce e suas filosofias.” Quinn brincava, começando a rir. “Eu te amo, B. Obrigada pelo apoio.”

“Faço tudo por você, big Q.” Brittany sorria.

“Ugh! Te amo.” Quinn falava entre os dentes. “Bom, nós precisamos ir, porque tenho um jantar de noivado para preparar.”

“Oh, claro, senhora-serei-em-breve-Fabray-Lopez.” Brittany brincava se levantando e agora ambas saíam para pagar a conta.

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“Sammy, socorro!” Maya gritava rindo, enquanto Puck a apertava e mordia sua barriga, a carregando no colo. A pequena passava a tarde andando de skate com seu tio Puck e Sammy no central Park naquela tarde antes do jantar.

“Não senhora. Foi você quem começou jogando esses milhares de folhas em cima do seu tio.” Sammy respondia rindo, se levantando do banco onde estava.

“Tio P-Puck! P-para.” A pequena falava rindo, com suas duas mãos na cabeça de Noah, tentando empurrá-lo.

“Sammy, o que acha de jogarmos essa garotinha para algum urso?” Puck falava brincando.

“Não! Sammy, não! Me ajuda!” Maya estendia sua mão para Samantha, que começava a rir.

“Awww, amor... Tadinha, não acho que seja necessário. Coloque-a no chão.” A pianista se aproximava de seu namorado, tirando sua mini gatinha dos braços do mesmo, e a colocando no chão.

“Ah, obrigada Sammy. Você me salvou.” Maya passava os braços na cintura de Samantha, se escondendo atrás da mesma, olhando Puck.

“Mmmm... Vontade de abraçar minha namorada...” Noah comentava, se aproximando de Samantha. “Pela cintura!” Seus braços passavam pela cintura da pianista, tocando o rostinho de Maya que começava a rir. Ela adorava passar a tarde com seu tio Puck e Sammy. Os dois eram divertidos e sempre a fazia rir. Samantha estava rindo, e, apoiava suas mãos no braço de seu namorado, enquanto olhava para o mesmo. “Espera, tem alguma coisa estranha por aqui.” Ele brincava.

“Não, amor, não tem nada de estranho aqui.” Sammy franzia o cenho, brincando ao tentar esconder Maya que continuava abraçada em sua cintura.

“Tio Puck! Você está bagunçado todo meu cabelo!” A pequena falava rindo, enquanto Puck passava seus dedos pelos cabelos de Maya, bagunçando o rabo de cavalo que a mesma estava.

“Oh... Gatinha, sua sombra fala!” Puck brincava, depositando um selinho nos lábios de Samantha.

“Sou a sombra mais fofa que a tia Sammy tem.” Maya ria, falando convencida como sua mãe.

“Mmm... Convencida como Santana.” Samantha sussurrava, olhando por cima de seu ombro para Maya.

“Uma sombra skatista.” Puck comentava, tirando seus braços de Samantha, deixando que Maya pudesse descansar.

“Isso! Estou virando uma ótima skatista, não estou?” A pequena se colocava ao lado de Samantha, sem tirar os braços de sua cintura, deitando a cabeça contra o quadril da mesma. “Não estou, tia Sammy?”

“Sem dúvidas, gatinha!” Sammy sorria, abraçando Maya. “É a melhor skatista que já vi.”

“Obrigada. Foi tudo graças ao tio Puck.”

“Ah, já estava achando que não ganharia créditos nenhum.” Puck revirava os olhos, pegando o skate de Maya. “E aí, você vai querer andar mais ou já podemos ir tomar sorvete?”

“Mmmm...” Maya fazia um bico adorável, colocando a mão sobre seu queixo enquanto pensava.

“Pelo o que conheço dessa mini gatinha, a próxima etapa será sorvete.” Samantha apertava a bochecha de Maya.

“Sammy me conhece muito bem.” A pequena balançava a cabeça, dando um sorriso malicioso. “Sorvete! Vamos tomar sorvete.” Maya soltava Samantha, indo em direção ao seu tio e pulando em seu colo.

“Por que sempre deixamos ela escolher?” Noah perguntava para Samantha.

“Talvez porque a amamos o suficiente para deixá-la escolher o que fazemos quando passamos o dia com ela.” A pianista brincava, pegando sua bolsa, acompanhando seu namorado e Maya até o carro.

“Oh, é verdade.”

“E porque é muito difícil dizer não para mim, tio Puck.” A pequena comentava, fazendo os dois adultos rirem.

“Mmm, deixa sua mãe ouvir você falando isso.” Puck comentava a colocando no carro e prendendo o cinto em seu corpo.

“Mamãe sabe que você é o melhor, dos melhores titios do mundo, e que sempre me da sorvete.” A pequena ria baixo, se ajeitando no banco do carro.

“Sempre te falei que Santana sabia dos seus segredos com Maya.” Samantha falava para Noah, ao fechar a porta do carro.

“Na verdade, ela sabe que todos nós fazemos isso. Tenho certeza que Brittany e Rach fazem a mesma coisa.” Noah ligava o carro, saindo em direção a sorveteria mais próxima.

“Mhm, ela sabe disso também.” Maya colocava as mãos na boca, dando risada. “Ela sabe todos os segredos, menos o meu segredo e o da mamãe Quinnie.” A pequena comentava.

“Ah é mesmo?” Samantha perguntava. “E que segredo é esse?”

“Não, não, tia Sammy. Esse segredo é só meu e da mamãe Quinnie. Vocês vão ficar sabendo só depois.” A pequena respondia.

“Nossa, quanto mistério.” Puck falava brincando, olhando pelo retrovisor.

“Essa noite vai ser muito especial. Não vejo a hora da mamãe Quinnie e eu prepararmos tudo.” Maya falava suavemente, olhando pela janela do carro, enquanto Puck e Samantha se olhavam sem entender o que a pequena estava falando.

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“Senhora L?” A última aluna de Santana a chamava e se levantava do chão após vestir seu sapato e colocar sua mochila no ombro.

“Sim, Grace?”

“Mmm... Senhora L, será que... Mmm... será que a senhora poderia...” A menina de apenas treze anos parecia tímida ao pedir algo para Santana,

“Está tudo bem, Grace... O que houve?” Santana falava suavemente, com um sorriso simpático nos lábios.

“Será que na próxima aula, eu posso vir mais cedo? Porque mmm... Senhora L, e-eu não estou conseguindo acompanhar e me sinto muito atrasada. Não quero que pensem que não sou capaz ou que sou péssima dançarina, porque danço desde pequena e. –“

“Hey, Grace!” Santana interrompia a aluna que disparava a falar, nervosa. “Está tudo bem, querida.” A latina falava suavemente, a tranquilizando. “Grace, você está indo muito bem. Não sei quem te falou que você está atrasada, porque tudo o que vejo, é uma ótima dançarina que acompanha cada passo. Grace, estamos aqui para nos divertir e aprender. Você está indo muito bem pela idade que tem. Acredito que até o final do ano você estará muito melhor do que todas suas colegas.” A latina comentava.

“Você promete, senhora L? Porque sinto que minhas amigas são melhores do que eu.”

“Acredite, você é a melhor aluna que tenho, Grace. De todas as turmas que tenho entre doze e quinze anos, você é a melhor.” Santana sorria simpática. “Não se preocupe com isso, está bem? Você tem muito que aprender e estou aqui para isso. Para te ensinar e te fazer se desenvolver.”

“Obrigada, senhora L. É muito bom ouvir isso da senhora. Confesso que adoro suas aulas.” Grace respondia adoravelmente, fazendo Santana rir.

“Aw, obrigada little Grace.”

“Não, obrigada a senhora.” Grace sorria, e Santana podia ver que a mesma estava mais tranquila. “Nos vemos na próxima aula. Preciso ir. Muito obrigada novamente. Tenha uma boa noite, senhora L.” Grace ajeitou a mochila em seu braço.

“Boa noite, Grace. Até a próxima aula.” Santana se despedia vendo a garota desaparecer de sua sala.

Enquanto voltava a arrumar suas coisas para ir embora, seu celular tocou indicando que tinha recebido uma mensagem. A latina pegou o mesmo de sua bolsa, sorrindo ao ver que era mensagem de Quinn.

Quinn: Amor, oi! Hoje vamos sair para jantar, está bem? Nós três às 7 horas. Esteja pronta, porque eu e Maya não estamos em casa e vamos passar para te buscar. Te amo. x

Santana arqueou a sobrancelha ao ler a mensagem de Quinn. Por que raios ela e Maya não estão em casa? E por que raios elas iriam buscá-la?

Santana não sabia o que Quinn estava planejando para aquela noite, mas sem dúvidas não a questionaria. Sabia que iria adorar seja lá o que sua namorada e sua filha estivessem planejando.

Santana: Mmm, que mistério. Tudo bem, amor. Vejo você mais tarde, já estou indo embora. Também te amo. x

A latina respondeu, colocando seu celular dentro de sua bolsa e saindo de sua sala. Santana tinha acabado de dar sua última aula às cinco horas da tarde e já estava pronta para ir descansar. Ela sabia que não encontraria sua filha ou sua namorada antes da hora marcada, então decidiu que dormiria por alguns minutos antes de começar a se preparar para a surpresa que suas duas garotas estavam preparando.

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“Mamãe Quinnie, você faz trança no meu cabelo?” Maya e Quinn estavam na casa de Russel e Judy se arrumando, e a pequena estava sentada na antiga cama do quarto de Quinn. A pequena usava um vestido cinza com flores e detalhes pretos, com mangas, e no pé, calçava uma bota de cano curto, preta.

“Meu amor, você tem certeza que quer o cabelo trançado?” Quinn se virava do espelho, encontrando Maya com a escova na mão e um elástico na outra.

“Sim, mamãe. Não quero meu cabelo solto hoje.” A pequena sorria, estendendo os acessórios para Quinn. Maya raramente prendia o cabelo, até porque, adorava o fato de ser parecida com a pocahontas e dizia que com o cabelo preso, ela ficava diferente.

Quinn pegou os acessórios, pedindo que Maya se sentasse na cama, e logo se sentou atrás da pequena arrumando seu cabelo, fazendo uma trança delicada e um pouco bagunçada. Começando na lateral do cabelo e terminando do outro lado para deixar caída no ombro de Maya.

“Pronto, munchkin.” Quinn amarrava a ponta da trança, dando um beijo na cabeça de Maya. “Você já está pronta. A vovó deve estar na sala, você fique bem quietinha sentada no sofá, está bem? Sem bagunçar o cabelo ou correr, Maya. Só vou terminar de me maquiar e podemos ir.” A médica se levantava da cama, e sem dizer nada Maya apenas assentiu saindo do quarto e fazendo o que sua mãe mandou.

Quinn se olhava no espelho pela última vez. Ela usava um vestido rosé com manga ¾ , com um cinto em um tom mais escuro que o vestido, e seu scarpin de bico redondo bege. Seu cabelo estava solto, caído sobre seus ombros, e sua maquiagem era algo leve que destacava seus lindos olhos castanhos-esverdeados. A médica respirou fundo, tentando acalmar seu coração que pulava sem parar. Ela estava tão nervosa que mal conseguia se controlar.

Foi até sua bolsa verificando pela décima vez se a caixinha de veludo e a aliança continuavam no mesmo lugar e ajeitou seu vestido antes de sair pela porta para iniciar sua noite.

“Filha, você está linda!” Judy comentava assim que Quinn apareceu na sala.

“Obrigada, mãe.” A médica sorria. “Onde está o papai?”

“Oh, ele já deve estar chegando. Ele está preso uma reunião na empresa.” Judy falava suavemente e Maya agora levantava do sofá.

“Nós já vamos, mamãe Quinnie?” A pequena perguntava ansiosa.

“Sim, meu amor. Dê um beijo de boa noite na vovó, e vamos.” Quinn falava suavemente e Maya se aproximou e Judy, apoiando suas mãozinhas nos ombros da mesma e depositando um beijo demorado em sua bochecha.

“Boa noite, vovó. Depois te conto tudo!” A pequena falava animada, fazendo Quinn rir. “Mamãe Q e mamãe S vão se casar, e a mamãe Q vai ser minha mamãe de verdade.” Maya sorria, abraçando Judy.

“E eu sua vovó de verdade.” Judy comentava, depositando um beijo contra a cabeça de Maya. “Divirta-se, meu amor. Tenham uma ótima noite.”

“Obrigada, vovó.” Maya sorria, se afastando para perto da porta.

“Boa sorte, filha. Se precisar de alguma coisa, é só ligar.” Judy apontava para Maya.

“Mãe, vamos passar essa noite todas juntas. Eu e Santana teremos tempo para comemorarmos... A sós.” A médica arqueava sua sobrancelha, sussurrando as últimas palavras.

“Tudo bem, então. Bom jantar.”

“Obrigada.” Quinn se aproximou depositando um beijo contra a bochecha de sua mãe, antes de sair de casa com Maya andando ansiosa a sua frente.

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Santana terminava de arrumar o seu rabo de cavalo que tinha deixado com um leve topete a frente, e escondia o prendendo com uma mecha de seu cabelo passando em volta do mesmo.

Ela usava uma calça skinny jeans rasgada preta, com seu scarpin de bico fino da mesma cor. Uma blusinha de alça fina, branca de cetim, com um colete por cima de manga ¾ vinho, que o mantinha aberto. Sua maquiagem pesava nos olhos, porém, seu batom era uma cor suave destacando seus lábios carnudos.

Assim que terminou de se arrumar, Santana checou seu celular que marcava exatamente seis horas e cinquenta e cinzo minutos. A latina não sabia se Quinn seria pontual, mas agradeceu mentalmente por estar pronta e não correr o risco de se atrasar.

Antes que pensasse em fazer alguma coisa, seu celular tocou em sua mão e um sorriso apareceu em seus lábios. Era uma mensagem de Quinn avisando que ela e Maya estavam lá embaixo a esperando. Sem pensar duas vezes, a latina jogou o celular na bolsa, pegando a chave de casa e saindo rapidamente para encontrar seus dois amores e descobrir o que aquela noite lhe traria.

Logo que saiu de seu prédio, Santana avistou Quinn e Maya de mãos dadas lhe esperando ao lado do carro. A pequena tinha um sorriso de orelha a orelha e Quinn o mesmo olhar apaixonado de sempre.

“Wow mami” Maya falava animada, olhando para sua mãe. “Você está linda.” A pequena se aproximou, passando seus braços pela cintura de Santana, lhe abraçando.

“Você também está linda, munchkin. Adorei o vestido.” Santana se inclinava, depositando um beijo contra a testa da filha.

“Obrigada, eu escolhi tudo sozinha.” Maya falava orgulhosa, e Santana agradecia pelo senso de moda da filha ter melhorado.

“Está linda, mijá.” A latina repetia, franzindo o nariz, e agora, se aproximava de Quinn, depositando um selinho contra seus lábios. “Você também está linda.”

“Obrigada, amor.” Quinn pousava uma de suas mãos na bochecha da latina, lhe dando outro selinho. “Mmmm, como eu adoro o seu perfume.” A médica comentava, fazendo Santana sorrir.

“E eu amo seus beijos.” A latina brincava, depositando outro beijo em Quinn. “E então, posso saber para onde vamos essa noite?” Santana olhava para Maya que estava logo ao seu lado.

“É uma surpresa, mama. Vamos logo, já são sete horas.” A pequena abria a porta do carro, subindo no banco e se sentando em sua cadeirinha, fazendo suas mães rirem com sua ansiedade.

“Mmm... Alguém está realmente muito ansiosa.” Santana brincava.

“É porque essa noite é especial.” Quinn sussurrava próxima a bochecha da latina, depositando um beijo no local, antes de abrir a porta para Santana. “M’lady.” A médica falava carinhosa.

Santana arqueou sua sobrancelha com um sorriso bobo nos lábios entrando no carro, e Quinn fechava a porta, antes de ir para o banco do motorista. Todos estavam de cinto colocado, e agora a noite acabava de começar.

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“Onde estamos indo?” Santana perguntava ao reconhecer o lugar onde estavam.

“Mama, você é muito curiosa.” Maya comentava, fazendo Quinn rir.

“Eu? Olha quem fala. Não aguenta esperar para abrir os presentes de natal de manhã, porque é curiosa.” Santana fazia careta.

“Eu não sou curiosa.”

“Imagina.”

“Okay, crianças.” Quinn as interrompia. “É surpresa, Santana. Você precisa se controlar. Nós já estamos chegando.”

“Eu conheço esse caminho.” Santana falava suavemente. “Nós estamos indo para aquele prédio onde você me levou há dois anos atrás, não estamos?” A latina olhava carinhosa para Quinn e a mesma apenas sorriu ao se lembrar daquela noite. Foi onde ela e Santana finalmente tiveram a reconciliação que tanto sonhou. À noite onde fizeram amor por horas no estúdio, onde Quinn tocou e cantou para a latina. “Pelo o sorriso estampado em seu rosto, acredito que isso seja um sim.”

“Bom, já que você está reconhecendo o caminho, não tenho mais como esconder.” Quinn sorria, prestando atenção na estrada. “Sim, amor, nós estamos indo para lá. Nosso jantar essa noite será novamente no terraço. Está uma noite linda, estrelada, e Maya nunca jantou em um terraço. Ela está super, animada.” A médica brincava, olhando pelo retrovisor para ver Maya.

“Confesso que nosso jantar no terraço foi muito romântico e muito bom. Maya vai adorar, e eu também. Adoro quando você planeja jantares assim.” Santana se aproximou depositando um beijo carinhoso contra a bochecha de Quinn. “Eu te amo.”

“Eu também te amo, San. E adoro te mimar com jantares românticos e diferentes.” Quinn falava apaixonada.

Não demorou, para que a médica estacionasse seu carro em frente à empresa de música. Exatamente onde Santana tinha imaginado. Quinn desceu primeiro do carro, dando a volta no mesmo e abrindo a porta para Santana, depositando um selinho rápido em seus lábios.

“Mmm... Sinto que essa noite vai ser realmente especial.” Santana sussurrava contra os lábios de Quinn, sorrindo suavemente.

“A noite está apenas começando, meu amor.” Quinn respondia, franzindo o nariz, e logo foram interrompidas por uma ansiosa Maya que as chamavam sem parar.

“Hey, não se esqueçam de mim.” Maya se mexia sem parar em seu acento, tentando tirar seu cinto, fazendo suas mães rirem.

“Calma, munchkin. A mamãe já está indo.” A médica abriu a porta de trás, ajudando a pequena se soltar e sair do carro, segurando a mão de Santana. “Bom, é por aqui.” Quinn entrelaçava seus dedos aos da latina, enquanto as três caminhavam para dentro da empresa, em direção ao elevador.

“Mami, você está ansiosa?” Maya perguntava, segurando a mão de Santana, e a olhando com um sorriso nos lábios.

“Estou, mijá. Você e a mamãe Quinn estão fazendo muito suspense.” Santana respondia, e Maya ria baixo.

“É porque hoje é um jantar só nosso, mami. É especial de verdade!” A pequena dava um leve pulo no elevador, e Quinn não conseguia conter o sorriso. Era bom se distrair com Maya, já que seu estômago parecia que iria revirar a qualquer momento. Seu coração não conseguia se aquietar e Quinn temia que Santana estivesse ouvindo as batidas aceleradas.

Logo que chegaram ao último andar, onde ficava o estúdio e a escada de acesso ao terraço. As três caminharam até a escada e quando Quinn abriu a porta dando visão do terraço, o coração de Santana se derreteu ainda mais apaixonada. A decoração de dois anos atrás ainda era a mesma. As luzes em volta das pilastras de luz que cercava a mesa – agora maior -, no centro, decorada com uma toalha branca elegante. O céu escuro sendo iluminado pela lua e as milhares de estrelas que deixava a noite ainda mais linda.

“Quinn, este lugar continua lindo.” Santana comentava, enquanto Maya soltava sua mão e corria para perto de uma das cadeiras.

“Vem, mama. Você senta aqui, a mamãe ali, e eu aqui.” A pequena apontava para as duas cadeiras uma de frente para outra, indicando o lugar onde suas mães sentariam, e na cadeira entre elas seria o seu lugar, onde um prato e um copo menor para suco estava logo a frente. “Você gostou da mesa? Fui eu quem arrumei.” A pequena comentava, fazendo Santana sorrir ao se sentar com ajuda de Quinn, que puxou sua cadeira como uma verdadeira gentlewomen. Ajudando Maya em seguida, antes de se sentar a frente de Santana.

“Está lindo, mijá.”

“Hoje nós vamos comer algo muito gostoso.” Quinn comentava, arqueando suas sobrancelhas. “É uma das nossas comidas preferidas.” A médica brincava, e Maya passava uma mãozinha na outra, fazendo suspense para Santana.

“Adivinha o que é, mama!” A pequena falava para Santana, a fazendo rir.

“Mmm... Pela cara que a senhorita está fazendo, e, pela forma como Quinn está falando.” Santana pausava, olhando para a bandeja redonda de prata na mesa. “Aposto que é uma pizza deliciosa de bacon... Com extra, bacon.” A latina semicerrava os olhos, e Maya começava a rir.

“Acertou!” A pequena falava animada e Quinn tirava a tampa revelando uma deliciosa pizza de bacon e pepperoni.

“Bacon e pepperoni, amor, porque sabemos que essa é sua favorita.” A médica comentava.

“Por que será que não estou surpresa? Algo me dizia que hoje comeríamos pizza.” Santana tirava a toalha de guardanapo de seu prato o colocando sobre suas pernas, fazendo o mesmo com o de Maya.

“Apesar de estarmos comendo pizza, acredite, amor, essa noite é especial.” Quinn falava carinhosa, servindo vinho, para si mesma e Santana, e em seguida suco de laranja para Maya. “Quero que você aproveite cada momento, está bem? Esse é um jantar, simples, mas entre nós três. Eu com as duas mulheres mais importantes da minha vida.” Quinn sorria, franzindo o cenho, olhando intensamente nos olhos da latina.

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“E depois, eu e a tia Sammy corremos do dinossauro, o Pucksaurs, porque ele queria pegar a gente!” Maya contava sobre a sua tarde com Samantha e seu tio Puck, fazendo suas mães rirem.

“E acredito que devem ter tomado muito sorvete.” Santana comentava. Elas já tinham terminado de comer a pizza, e agora apenas conversavam, enquanto comiam uma deliciosa torta de morango.

“Mhm... Ele me deu sorvete.” A pequena assentia, com um pedaço de torta na boca.

“Como nossos amigos mimam essa garotinha.” Quinn comentava. “Brittany e Rachel também fazem várias coisas por ela.”

“Oh, realmente. Eles a mimam demais, mas sinceramente? Isso não me incomoda. Eu não tenho irmãos, e meus amigos fazem um belo papel de tios na vida dela.” Santana terminava sua torta, dando um gole em seu vinho.

“Bom, e eu também não tenho irmãs, então...” Quinn falava suavemente, e Maya a olhava.

“Queria ter conhecido sua irmã, mamãe Quinnie. A vovó Judy diz que ela era muito divertida e alegre. Que ela seria a melhor tia do mundo!” A pequena falava carinhosa, fazendo suas mães sorrirem.

“Cassie sempre cuidava de mim, e me fazia sorrir quando eu estava triste. Sem dúvidas ela teria te amado muito, munchkin. Aliás, tenho certeza que ela está em algum lugar sorrindo ao saber da garotinha maravilhosa que entrou na minha vida.” Quinn pousava sua mão no rostinho de Maya, acariciando sua bochecha.

“Será que ela ia gostar de ser minha tia?” Maya perguntava.

“Mijá, qualquer um iria adorar em ser sua tia.” Santana brincava. “Eu não conheci a irmã da Quinn, mas tenho certeza que ela iria te mimar tanto quando tia Rae e tio Puck.”

“Ia ser tão legal!” Maya assentia. “Sinto muito que ela mora no céu agora, mamãe Quinnie. Mas o vovô falou que ela continua feliz e olhando por você. Então, talvez devêssemos ficar felizes também, porque ela está bem, certo? Ela ainda vê você, e deve me conhecer também.” Maya falava carinhosa, e os olhos de Quinn se enchiam de lágrimas.

“Sim, meu amor. Ela está muito feliz por ter virado um lindo anjinho. E, acredito que deve sim estar encantada em saber que você é a sobrinha dela.” Quinn depositava um beijo contra a cabeça de Maya, e Santana sorria com seu coração acelerada ao ver aquela cena.

“Hey, não vamos esquecer de que Cassie ficaria muito feliz em ter uma cunhada como eu.” Santana brincava, fazendo Quinn e Maya rirem.

“Ela ia te amar muito, mama. Você é engraçada.”

“E apesar de ser convencida.” Quinn continuava. “Sim, amor, ela sem dúvidas iria amar ter você como cunhada.” A médica falava carinhosa.

“Sei que nunca falamos sobre isso, mas sua mãe comentou que você não visita sua irmã já faz alguns anos.” Santana falava suavemente.

“Sim. Faz alguns anos em que não vou até o cemitério. Meus pais vão até lá sempre no dia do aniversário dela e no dia em que ela morreu, mas... Mmm... E-eu. Faz um tempo que não consigo ir até lá.” Quinn desviava o olhar de Santana, brincando com seu garfo.

“Amor...” A latina falava carinhosa, encorajando Quinn a continuar.

“E-eu não me sinto bem indo vê-la ultimamente.” Quinn respondia, dando de ombros.

“E por que não?” Santana perguntava, e Quinn sabia que não conseguiria fugir desse assunto.

“Porque... E-eu sinto como se estivesse falhado com ela de alguma forma, por ter deixado a Flórida. Não me arrependo. Óbvio que não, porque eu sou completamente apaixonada por você, Santana, mas sinto que de alguma forma minha irmã talvez tenha ficado magoada por minha decisão?” Quinn franzia o cenho, e apesar de estar confusa de como se expressar, Santana a olhava sorrindo.

“Quinn, eu tenho certeza que sua irmã não está magoada por você ter voltado. Você sempre disse que ela te protegia e fazia tudo para te ver feliz, certo? Por que então ela ficaria triste se você tomou uma decisão que inclui a sua felicidade, amor? Ela sem dúvidas está muito feliz, porque você encontrou o amor da sua vida, que por sinal, é uma latina muito gostosa.” Santana brincava, e agora podia ouvir a risada baixa de Quinn. “Mi amor, você deveria ir visitá-la. Colocar para fora tudo o que está dentro de você, e talvez, isso lhe ajuda a entender melhor que sua irmã não está magoada com você.”

“Anjinho tia Cassie não está magoada, mamãe Q.” Maya comentava, fazendo uma lágrima escorrer pela bochecha de Quinn. “Mamãe, não chora.”

“Está tudo bem, munchkin.” Quinn passava a mão no rosto, suavemente. “Obrigada, San. Você tem razão, e-eu deveria ir até lá e conversar com ela, talvez? Contar do porque eu tomei a decisão de ir embora da Flórida e de como eu estou feliz. Tenho certeza que ela ficará feliz por mim.” A médica sorria, pousando uma de suas mãos por cima da de Santana.

“Isso amor, ela vai ficar muito feliz. Ainda mais se você contar o quão incrível é sua namorada.” Santana falava convencida novamente, fazendo Quinn revirar os olhos.

“Claro, Lopez.” Quinn falava ironicamente, dando uma risada suave.

Quinn e Santana conversaram por mais alguns minutos, enquanto Maya pulava sobre um desenho de amarelinha desenhado no chão ao lado da mesa. O tempo passava e o coração de Quinn parecia que a qualquer momento saltaria por sua garganta. Ela não queria adiar mais, e, estava na hora do tão esperado pedido. A médica estava com medo do que aconteceria naquela noite, mas preferiu confiar em seus instintos e prosseguir com seu plano. A caixinha de veludo estava no bolso de seu vestido, e apesar de não saber exatamente como começar aquilo, a médica sorriu, entrelaçando seus dedos aos de Santana.

“Maya?” Quinn chamava a pequena com seus dedos, e logo Maya estava ao seu lado, se sentando em seu colo, e se posicionando de frente para Santana. Quinn tirou um papel dobrado de dentro de sua bolsa, o colocando no centro da mesa, próximo as velas ainda acesas.

Sem dizer nada, Santana apenas observava aquele papel, sem saber se poderia ou não pegá-lo. Olhou novamente para Quinn e Maya e percebia o enorme sorriso nos lábios de sua filha.

“Amor, e-eu não sei como fazer isso de uma maneira romântica, então decidi que seria mais simples dessa forma.” Quinn sorria, e agora sussurrava algo no ouvido de Maya, e a pequena assentia, correndo para trás de um muro no terraço, e voltando com um violão branco, e entregando para Quinn. “Okay... Você sabe que tenho algumas outras habilidades ocultas...” A médica ria baixo, colocando o violão sobre o seu colo, e Maya se posicionava ao seu lado. “E bom, faz muitos anos que não toco violão, então, não repare se houver algum deslize, está bem?” Quinn brincava, e Santana apenas assentia, sentindo seu peito acelerado. Ela não sabia o que dizer e agora Quinn começava a tocar as primeiras notas e para sua surpresa, Maya começava a dançar suavemente ao seu lado.

Loving can hurt

Loving can hurt sometimes

But it's the only thing that I know

And when it gets hard

You know it can get hard sometimes

It is the only thing that makes us feel alive

Santana observava suas duas garotas com seus olhos cheios de lágrimas. Ela não sabia o motivo para tudo aquilo, mas por alguma razão, ver sua filha dançando daquela forma ao som da voz suave de Quinn fazia seu coração acelerar, a deixando emocionada.

We keep this love in a photograph

We made these memories for ourselves

Where our eyes are never closing

Hearts were never broken

And time's forever frozen still

So you can keep me inside the pocket

Of your ripped jeans

Holding me close until our eyes meet

You won't ever be alone

Wait for me to come home.

Maya girava suavemente, e seu vestido rodava. Seus passos eram suaves e delicados. Suas mãozinhas algumas vezes subiam como movimentos de bailarina e seus pezinhos rodavam e se movimentavam corretamente com o ritmo e a voz de Quinn. Santana sabia que Maya gostava de dançar, mas a pequena nunca se interessou em entrar para a escola de dança da mãe, pelo contrário, sua paixão aparentemente era somente o skate. E ao ver sua pequena dançando com tanta leveza, fazia seu coração de mãe coruja saltar em seu peito. Claro, que Santana também ouvia seu peito explodir com a voz suave que ouvia da sua namorada.

A letra da música era delicada e romântica. Por alguma razão, fazia Santana se lembrar de um passado ruim, porém, das melhores partes. Na parte na qual teve o amor da sua vida de volta. O dia em que viu Quinn novamente pela primeira vez quando a mesma voltou da Flórida. Seu coração disparava ao se lembrar da primeira noite em que tiveram nesse mesmo lugar. A primeira noite em que reataram fazendo amor por horas.

Loving can heal

Loving can mend your soul

And it's the only thing that I know

I swear it will get easier

Remember that with every piece of you

And it's the only thing we take with us when we die

We keep this love in a photograph

We made these memories for ourselves

Where our eyes are never closing

Our hearts were never broken

And time's forever frozen still

Quinn sentia seus olhos encherem de lágrimas ao ver a reação da latina. Seu peito estava explodindo e ela temia que algo fosse sair errado, mas após continuar cantando, percebeu que tudo daria certo. Sua respiração estava acelerada, e Quinn se concentrava para não errar a letra. Ela cantava com todo seu coração. Com todo o amor que sentia por Santana. Ela cantava sentindo a música fazendo o possível para transparecer o quanto era apaixonada pela latina a sua frente.

So you can keep me inside the pocket

Of your ripped jeans

Holding me close until our eyes meet

You won't ever be alone

And if you hurt me that's okay baby

Only words bleed

Inside these pages you just hold me

And I won't ever let you go

Wait for me to come home

Oh you can fit me

Inside the necklace you got

When you were sixteen

Next to your heartbeat where I should be

Keep it deep within your soul

Santana sorria, sentindo uma lágrima escorrer por sua bochecha ao fixar sua atenção em Quinn. Céus, ela era tão apaixonada por Quinn Fabray, que enquanto achava que não conseguiria amá-la mais, aquele momento lhe provava o contrário. Santana sentia seu peito apertando como se tudo o que sentia por Quinn estivesse aumentando, e aumentando, a ponto de fazê-la perder a respiração.

And if you hurt me

Well that's okay baby

Only words bleed

Inside these pages you just hold me

And I won't ever let you go

When I'm away

I will remember how you kissed me

Under the lamppost back on 6th street

Hearing you whisper through the phone

Wait for me to come home.

Assim que terminou, Maya olhava sorrindo para sua mãe, juntando suas mãos na frente de seu corpo, enquanto Quinn ainda segurava o violão, olhando para Santana que parecia em choque. A médica não sabia se isso era algo bom, e preferiu esperar por alguma reação antes de continuar.

“Wow...” Santana sussurrava, passando as mãos por sua bochecha. “Isso foi... Wow.” A latina estava sem palavras, e Quinn aproveitou o momento para continuar sua surpresa.

“A primeira vez em que te vi trazendo Maya para uma consulta,” Quinn falava suavemente, colocando o violão no chão ao seu lado. “Confesso que sempre me incomodei com você, mas não com algo ruim, mas sim, porque tinha algo em você que chamava minha atenção e era frustrante, porque eu não sabia exatamente o que era.” A médica sorria, e Maya se colocava ao seu lado, apoiando uma de suas mãos no ombro de sua mãe, sem tirar os olhos de Santana. “Demorou para que eu descobrisse, e foi no dia em que nos encontramos naquele bar, que tive um clique. Eu sinceramente não lembro o que aconteceu.” Ambos riam. “Mas uma parte de mim sabia que você tinha cuidado de mim, não foi atoa que acordei no seu quarto, porque você cuidou de mim, e se preocupou o suficiente para não me deixar em qualquer lugar.” A médica sorria apaixonada, e Santana não conseguia conter o sorriso bobo nos lábios.

“Coisa no qual você se desesperou.” A latina brincava.

“Exato. E sem contar que você me beijou e tentou esconder isso de mim.” Quinn falava suavemente, pausando por alguns segundos. “Depois de aquele dia, tudo o que passamos juntas foi um presente pra mim, Santana. Você me trouxe a criança mais dócil e adorável que já conheci.” Quinn olhava para Maya, passando seu braço pela cintura da pequena, e a abraçando. “Ela é carinhosa, e tem um enorme coração como você. Eu sou muito feliz por tê-la na minha vida.” A médica agora, olhava novamente para Santana. “Sei que não foi fácil tudo o que passamos, mas cada minuto. Segundo que estivemos juntas me fazia te amar ainda mais, Santana. Me fazia querer ser sua, mas eu tinha tanto medo de que tudo isso fosse destruir meus planos, que como sempre, fiz o que sei fazer de melhor. Me fechar. Bom, foram épocas difíceis, por isso não vou citá-las agora, mas o que quero dizer, é que nada acontece por acaso.” Quinn falava carinhosa. “Depois de toda a luta que passamos, eu pude finalmente me deixar te amar e deixar ser amada. Santana. Você é incrível. Me faz feliz a cada dia. Me faz sentir amada a cada segundo em que passamos juntas, e eu sou louca por você. Eu amo o modo como você me acorda pela manhã. O modo como faz aquele barulhinho de gatinha quando começava a dar risada. Amo a forma como você educa e é uma ótima mãe para Maya. Eu amo o modo como você me acalma, e me traz segurança.” Quinn mantinha seus olhos aos da Latina, percebendo o quão emocionada a mesma estava. “Eu sou completamente, incondicionalmente apaixonada por você. Tudo em mim te pertence. O meu coração só tem espaço para você, e cada dia que passa, vejo mais e mais nosso futuro juntas.” A médica pausava, respirando fundo.

Santana não sabia o que dizer, seus olhos estavam cheios de lágrimas, e isto escorria por suas bochechas suavemente. Seu coração pulava apaixonada com a declaração de Quinn, e não conseguia pensar em nada para falar ou fazer. Seu corpo estava paralisado e suas mãos suavam frias.

“Eu te amo. Eu te amo muito, e não sei o que é viver sem você e Maya. Eu provei disso, e confesso que tem o pior gosto do mundo.” Quinn sorria. “Eu quero ter você comigo para o resto da vida, Santana. Quero ter com você o nosso para sempre.” Agora a médica colocava a mão no bolso de seu vestido, tirando uma caixinha de veludo. Santana no mesmo instante arregalou os olhos, sentindo seu coração parar de bater.

A médica abriu a caixinha suavemente, revelando uma linda aliança, e pediu que Maya abrisse o papel em cima da mesa, revelando um desenho da mesma, onde tinha três mulheres, Santana, Maya e Quinn. As três estavam de mãos dadas em frente a uma casa, e um sol lindo com nuvens azuis brilhando sobre suas cabeças. Ao lado do desenho, com a letra de Maya estava escrito: “Família Lopez-Fabray. Mamãe Santana Lopez-Fabray. Maya Lopez Fabray e mamãe Lucy Quinn Fabray-Lopez.” Santana mordia o canto de seus lábios, abrindo um sorriso no qual parecia que seu rosto iria se rachar ao meio.

Em seguida, Quinn colocou a caixa de veludo no centro do desenho, olhando para Santana, e Maya apoiava seus cotovelos na mesa, se aproximando.

Nós queremos construir um futuro juntas.” Quinn falava mostrando ela e Maya. “Nós três e ninguém mais.” A médica pausava, respirando fundo. “Santana Lopez, você aceita se casar comigo?” Quinn falava apaixonada, com sua respiração presa.

Santana estava emocionada. Céus, ela nunca imaginaria que algo tão romântico, trazia algo tão especial como aquele pedido. Ela sempre pensou em construir sua vida com Quinn. Sempre imaginou seu futuro com a médica muito antes de ter todo aquele sofrimento. A latina sempre soube que Quinn seria uma ótima mãe para sua filha, e para os outros filhos que ambas tivessem. Seu coração estava acelerado, e sem pensar duas vezes, as lágrimas começavam a escorrer por suas bochechas e sua cabeça assentia freneticamente.

“Sim.” A latina respondia. “Sim, sim, mi amor, eu aceito me casar com você.” Santana soltava um sorriso durante o choro de felicidade, e Maya agora pulava comemorando.

Quinn tirou o anel de dentro da caixinha, pegando a mão de Santana, e deslizando suavemente a aliança em seu dedo, depositando um beijo por cima do mesmo e ao se levantar, trazia sua amada junto com ela, onde ambas se encontravam ao lado da mesa, levando seus lábios de encontro ao outro.

“Eu te amo.” Quinn sussurrava, depositando vários beijos nos lábios de Santana, com suas mãos pousadas no rosto da mesma. “Eu te amo, tanto. Tanto, minha futura Sra. Fabray.” A médica brincava, e Santana soltava uma risada baixa.

“Eu te amo, mi amor. Eu te amo muito.” Santana acariciava a cintura de Quinn, apertando seus dedos sobre a mesma. “Sra. Lopez-Fabray.” A latina sorria, e ambas estavam chorando de felicidade.

Quinn se sentia aliviada por tudo ter dado certo, e agora apenas queria passar o resto da noite ao lado de sua futura esposa.

“E falando nisso...” Santana se afastava, puxando Maya para perto de si, e a pegando no colo. “Como você pode esconder todo esse segredo de mim, huh? E onde a senhorita aprendeu a dançar tão bem?”

“Porque era surpresa, mamãe. E surpresa não se conta! E aprendi a dançar graças a tia Brittany que me ajudou.” A pequena ria, passando seus braços em volta do pescoço de sua mãe. “Eu te amo, mama. Agora nós vamos ser uma família, certo? Eu vou ter duas mamães. Duas mamães que eu amo muito.” Maya sorria, encostando sua bochecha contra a de Santana, olhando para Quinn.

“Sim, meu amor. Nós vamos ser uma família.” Santana repetia, sem tirar os olhos de Quinn.

“E seremos muito felizes. Porque a mamãe Quinnie é a Cinderela, você é a princesa dela, e eu sou a princesinha, e vamos viver felizes para sempre!” A pequena brincava, fazendo suas mães rirem.

“É ótimo o modo como você nos vê, munchkin.” Santana comentava. “Mas sim, seremos ainda mais felizes.” A latina olhava apaixonada para Quinn, e seus lábios se encontravam novamente. Ambas tinham certeza de que aquilo sem dúvidas selava o para sempre entre elas.

Xxxx

“Maya!” Santana chamava atenção da sua filha pela quinta vez naquela manhã.

O grande dia finalmente tinha chegado. Depois de sete meses se preparando, Quinn e Santana conseguiram finalmente chegar no dia tão esperado. O dia onde prometeriam amor eterno uma para a outra.

Os meses que se passaram não foram fáceis. Santana e Quinn tiveram algumas discussões por culpa do estresse dos preparativos, mas nada que agravasse o relacionamento. Claro, que contavam a maior parte do tempo com ajuda de Rachel, Brittany e Samantha, mas sempre quando precisavam decidir entre bolos e docinhos, ambas dificilmente entravam no acordo, causando um pequeno estresse no casal. Ambas ainda tinham que trabalhar, e tudo se acumulavam. Graças a Brittany, ambas perceberam que discutir não era o melhor remédio e faziam o máximo para conversarem, ao invés de serem grossas uma com a outra. O que era raro, mas nas escolhas para o casamento, acontecia.

Rachel e Samantha ajudaram a latina na escolha de seu vestido, enquanto Kurt e Brittany ajudaram Quinn. O vestido de ambas era elegante, porém simples. O de Santana era um vestido todo branco, com um detalhe lilás na cintura. Tomara que caia, onde o bordado tinha o desenho perfeito de seu seio. O vestido era justo em seu corpo, marcando sua cintura, e com uma saia justa que conforme se aproximava de seus joelhos, o vestido ficava um pouco mais solto. Ela usava seu cabelo solto, com um delicado véu.

Já o de Quinn, seu vestido era de manga regata, com detalhes delicados nas mangas da cor branca. O mesmo era um pouco mais solto do que o de Santana, e tinha lindos detalhes de renda da cintura para cima. Uma faixa rosé passava por sua cintura, e a saia era mais solta em seu corpo. Diferente da latina, Quinn não usava um véu, e sim seu cabelo preso para lado, com uma tiara que usava como arco.

Ambas estavam lindas e enquanto esperavam para a hora certa. Estavam nervosas e suando frio de ansiedade.

Maya estava no quarto com sua mãe Santana e Maribel. A pequena não conseguia se aquietar e toda hora pulava na cadeira ou corria em volta da mesa, tirando sua mãe do sério. Santana não queria que Maya aparecesse toda suada e suja quando a cerimonia começasse.

“Maya, eu não vou falar de novo. Se você não sentar nessa cadeira agora, eu vou te dar uns tapas na bunda.” A latina falava autoritária e não demorou para Maya se sentar na cadeira, fazendo um bico adorável e cruzando seus braços.

A pequena seria a dama de honra, onde carregava as alianças em uma linda almofada de cetim. Maya usava um vestido bege, com uma faixa marrom na cintura, onde formava um delicado laço e caia sobre a saia. Seu cabelo estava solto e com vários cachos nas pontas e uma coroa de pequenas rosas vermelhas e amarelas em sua cabeça.

“Mama, eu só estou ansiosa. Quero logo que você e a mamãe Quinnie se casem.” A pequena falava emburrada, encostando-se a cadeira.

“Eu sei, Maya, mas você precisa se acalmar. A mamãe também está ansiosa, mas logo vai chegar a hora.” Santana respirava fundo, tomando seu quinto gole de água.

“Mijá, você vai ficar com vontade de fazer xixi no altar.” Maribel falava com Santana, tirando o copo da mão da filha.

“Ugh!” A latina revirava os olhos, se sentando na cadeira, começando a balançar seus pés impaciente. Ela estava tão ansiosa que parecia estar naquele quarto por dias.

“Céus, mãe, eu vou ter um ataque.” Quinn estava de olhos fechados, enquanto esperava por seu pai vim busca-la. Ela entraria primeiro que Santana, e não via a hora de fazer da latina sua esposa.

“Quinnie, se acalme, meu amor. Logo seu pai deve estar chegando.” Judy falava sorrindo, ao ver sua caçula tão nervosa. “Você está linda, Quinn. Cassie sem dúvidas deve estar sorrindo te vendo tão feliz.” A mãe da médica falava suavemente.

“Obrigada, mãe.” Quinn falava suavemente.

“Soube que você voltou a visita-la. Fico feliz, Quinn. Sei que sua irmã não está mais naquele lugar, mas quando vou até lá, sinto como se ela ainda pudesse me ouvir.” Judy sorria tristemente, ao falar de sua filha mais velha.

“Sim, e-eu finalmente consegui voltar lá. Foi difícil, mãe, mas valeu a pena. É como você disse, nós sabemos que ela não está mais lá, mas é como se ela pudesse me ouvir. É como se eu pudesse senti-la enquanto estava lá. Talvez seja bobeira, mas foi um alivio muito grande finalmente ter conversado com ela.” Quinn sorria para sua mãe, se aproximando da mesma, e depositando um beijo sobre a testa de Judy.

“Exatamente. Sua irmã vai estar em qualquer lugar em que tivermos, porque ela está aqui.” Judy colocava a mão em seu peito. “No nosso coração, e a levamos para onde vamos.”

“Sim, mãe. Ela está sempre conosco.” Quinn sorria. Depois de anos, era bom ver que a médica e seus pais agora se lembravam de sua irmã com felicidade. Com um sorriso no rosto ao invés de choro e tristeza por tê-la perdido. Claro que Cassie sempre fará falta, mas as lembranças boas que passaram ao lado da garota, sempre serão motivos para lhe fazerem sorrir quando se lembrarem da mesma. “Estou tão nervosa, mãe. Nem acredito que finalmente vou me casar com a Santana. Ser mãe da Maya, e, em breve, aumentar a família.” A médica brincava, fazendo Judy sorrir.

“Oh, é exatamente isso que eu espero. Ter mais netos. Amo Maya, mas ainda quero outros para mimar e encher de presentes.” Judy falava rindo suavemente.

“Céus, não quero nem imaginar o quanto meus futuros filhos serão mimados.” Quinn falava dramática, e antes que pudessem continuar o assunto, a porta do quarto se abriu.

“Baby girl, está na hora.” Russel falava suavemente, estendendo sua mão para pegar o de sua filha. Quinn respirou fundo, pegando seu buque e agora saia do quarto para finalmente se casar com o amor da sua vida.

O local do casamento foi a primeira coisa no qual ambas concordaram sem qualquer argumento. Com a ideia de Judy e Russel, Quinn e Santana decidiriam que se casariam na antiga casa dos avós de Quinn em Vermont. Um lindo rancho que com um celeiro perfeito para a ocasião. Ambas teriam poucos convidados e sabiam que ali era o lugar ideal. Santana conseguia até visualizar toda a decoração e principalmente seu casamento naquele lugar. Sem dúvidas seria perfeito.

“Hey, Tana... Está na hora.” Rachel aparecia na porta do quarto da latina, e a mesma respirava fundo, se colocando de pé e pegando seu buque. “Maya, meu amor, você vem comigo, está bem?” Rachel sorria para a pequena que pegava sua almofada com as alianças e saia à frente com sua tia e Santana logo atrás com Maribel.

“Vai dar tudo certo, mi amor.” Maribel comentava, depositando um beijo contra a cabeça da filha.

Santana sentia sua mão gelada, e parecia estar no modo automático. Ela estava nervosa e precisava contar até dez na tentativa de se concentrar e aproveitar cada momento daquela manhã.

Rachel, Samantha, Brittany, Kurt e Blaine, estavam à frente das noivas, pois eram os padrinhos e as damas de honra das mesmas. Além de ser dama de honra, Brittany e Samantha, entrariam uma do lado da outra sendo as floristas. Maya estava logo atrás, já que entraria na frente de Quinn e de sua mãe.

Quinn e Santana não conseguiam se encontrar, a latina estava longe do celeiro e não podia ver ninguém. Claro que isso era uma exigência boba, mas era o que dava ainda mais emoção para as duas. Quinn era a única que estava atrás de Maya e podia ver tudo o que acontecia do lado de fora. Ela estava ansiosa e não via a hora de poder dizer o tão esperado “sim”, e sair daquele lugar sendo Quinn Fabray-Lopez ao lado de sua Santana Lopez-Fabray. Ambas decidiram que uma teria o nome da outra, e Maya teria o nome das duas, após as papeladas de adoção da pequena, saírem para Quinn fazendo-a se tornar oficialmente a mãe da pequena.

Não demorou em que a música instrumental de violinos começasse a tocar e as madrinhas começassem a entrar. Rachel, Samantha e Kurt se colocavam ao lado de Santana, enquanto Blaine e Brittany estavam ao lado de Quinn. A médica não quis escolher uma terceira pessoa, pois em sua cabeça, esse lugar teria sido de sua irmã e ela sabia que de alguma forma, Cassie estaria ao seu lado naquele momento.

Após todos entrarem, os convidados se levantaram e a música de Quinn e Santana começou a tocar.

When your legs don't work like they used to before

A pequena Maya entrava sorridente carregando a sua preciosa almofada, olhando para todos os convidados e andando devagar até o seu lugar ao lado de sua tia Rachel.

And I can't sweep you off of your feet

Will your mouth still remember the taste of my love

Will your eyes still smile from your cheeks

Assim que Maya se aproximou, a mesma subiu um dos degraus do altar, se colocando a frente de sua tia Rachel, e agora Quinn entrava emocionada de braços dados com seu pai. Seu coração parecia que saltaria por sua boca a qualquer momento. Seu estômago revirava, e as borboletas batiam asas sem parar. A mesma não conseguia conter suas lágrimas e chorava disfarçadamente enquanto sorria.

Darlin' I will be lovin' you

Till we're seventy

Baby my heart could still fall as hard

At twenty three

I'm thinkin' bout how

People fall in love in mysterious ways

Maybe just the touch of a hand

Me, I fall in love with you every single day

I just wanna tell you I am

Logo que Quinn se posicionou no altar, a música continuava, e a médica se virou rapidamente para não perder o momento em que sua futura esposa entraria, e assim abriu um enorme sorriso apaixonada ao ver o quão linda Santana estava.

A latina entrava acompanhada de Puck, que a levava ao encontro de Quinn. Santana o escolheu pelo simples motivo dele ser como um irmão para ela. A latina pensou talvez em sua mãe, mas queria que seu melhor amigo e irmão lhe entregasse para sua futura esposa.

So honey now

Take me into your lovin' arms

Kiss me under the light of a thousand stars

Place your head on my beating heart

I'm thinking out loud

Maybe we found love right where we are

When my hair's all but gone and my memory fades

And the crowds don't remember my name

When my hands don't play the strings the same way (mm)

I know you will still love me the same

Seus olhos se encontraram e ambas sorriam feito bobas enquanto ficavam mais próximas. Noah ajudou Santana a subir os dois degraus do altar que construíram para a ocasião, e depositou um beijo em sua testa antes de se se sentar na primeira fileira ao lado de Maribel.

“Hey...” Santana sussurrava para Quinn, que não conseguia conter o olhar apaixonado, e muito menos o sorriso de felicidade que não saia de seus lábios. “Eu te amo.” A latina sussurrou, e Quinn mordia o canto de seus lábios.

“Eu também te amo.” A médica sussurrava de volta, e ambas entregavam seus buques para suas damas de honra, e segurava uma à mão da outra.

Durante toda a cerimonia, seus olhos ficavam fixos uma sobre a outra. O coração de ambas batia sincronizado, acelerado com tudo que finalmente estavam vivendo. Finalmente Santana conseguiu ter de volta o amor da sua vida. Finalmente elas viveriam juntas. Depois de tudo o que passaram, perceberam que nunca mais queriam viver uma sem a outra e aqui estavam naquele celeiro em Vermont oficializando a união que seria construída a cada dia, com muito amor e cuidado entre elas. Finalmente tendo o futuro juntas e feliz que sempre mereceram.

xxxx

Cinco anos depois.

“Mama!”

“Oi meu amor” Santana chegava em casa após um exaustivo dia de trabalho no qual precisou dar aulas até tarde naquela sexta-feira.

“Mmm, alguém sentiu falta da mama.” Quinn brincava ao soltar seu filho de dois anos, Mason, que andava correndo na direção de Santana.

“Mama!” Mason, se aproximava da latina, que o pegava o colo, enchendo seu filho caçula de beijos, o fazendo rir. “Não, mama.” O mesmo colocava sua mãozinha contra a boca de Santana na tentativa de fazê-la parar.

“Ah, a mama ficou o dia inteirinho sem ver o meu monstrinho, e não ganho nem beijo?” Santana brincava, semicerrando os olhos.

Mason era o segundo filho de Quinn e Santana. O mesmo tinha nascido de Quinn, e tinha os cabelos loiros e os olhos avelãs como os da mãe. Depois de terem decidido com muita dificuldade o doador para a inseminação. Ambas decidiram que a médica carregaria não só seu filho, como também faria o tratamento carregando um dos óvulos de Santana na esperança de que o bebê fosse parecido com as duas. E para a surpresa da família, Mason tinha a fisionomia de Quinn, porém o formato de seus olhos, o nariz e seu comportamento era parecido com Santana e Maya. Era difícil dizer que Mason não se parecia com ambas às mães e irmã.

“Só um.” Mason falava sério, mostrando seu dedinho, e depositando um beijo na bochecha da latina.

“Ah, obrigada mijo, mamãe estava morrendo de saudades.” A latina brincava, o abraçando e agora se aproximava de Quinn, lhe dando um selinho demorado. “Como foi no hospital hoje?” Santana se sentava ao lado de sua esposa e Mason descia do colo da latina, voltando a brincar com os dinossauros espalhados no chão.

“Cansativo, porém muito bom. Fiz uma cirurgia de duas horas em uma garotinha essa manhã e foi o suficiente para o dia inteiro.” Quinn respirava fundo. “Mas valeu a pena. Ela vai ficar bem logo, e em alguns dias vai poder voltar para casa.” A médica sorria orgulhosa.

“Awn amor, fico feliz. Hoje minha última aula foi tão cansativa. Estou precisando de um banho quente e um delicioso café.” A latina comentava e em seguida um barulho de porta abrindo vindo da cozinha, fazia ambas olharem em direção a porta e ver Maya passando com uma xícara de chá. “Hey!” Santana chamava sua pré-adolescente, que tinha acabado de completar treze anos. Sem dizer nada, Maya apenas parou onde estava olhando para suas mães sentadas no sofá e seu irmão brincando no tapete. “Oi para você também, mijá.” Santana falava suavemente.

“Mmm, oi, mami.” A garota respondia distante, dando um gole em seu chá. “Eu vou voltar para o meu quarto.” Maya comentou, dando um meio sorriso, indo direto para o seu quarto.

“É impressão minha ou Maya anda distante nesses últimos meses?” Quinn perguntava preocupada, assim que sua filha desaparecia pelos corredores.

“Não é impressão, ela está distante. Tem alguma coisa acontecendo, Quinn. Eu conheço a Maya, alguma coisa está lhe incomodando.” A latina falava pensativa.

Enquanto os anos se passavam, Maya tinha se tornado uma garota carinhosa, porém, seu estilo delicado, tinha passado para um estilo mais simples de toda pré-adolescente. Ela era apaixonada por seus diferentes all stars. Adorava vestir seus shorts jeans com seus converse ou com suas botas pretas. Tinha paixão por calças jeans e leggings com tênis. Suas blusinhas baby-looks eram sua paixão, como também adorava blusinhas cumpridas que pudesse ser usadas como vestidos, e, claro, seu all star. Maya tinha um estilo um tanto descolado no qual desenvolveu com o passar dos anos. Claro que continuava a garotinha da mamãe. Maya ainda tinha sua paixão por skate e junto com seu amigo JT, ambos andavam toda á tarde no central park. A garota tinha se aprimorado com o passar dos anos e já não precisava mais da ajuda de seu tio Puck.

Maya era educada e tinha apenas suas crises da idade. Nunca deu problema no colégio, e apesar de ter dificuldades em algumas matérias, sempre estudava e fazia seus deveres corretamente. Ser criada por Santana e Maribel, a fez crescer com a mesma educação que Santana teve quando criança. Sabendo do que era certo e errado, e que se fizesse algo errado, sua mãe e sua avó não pensaria duas vezes em lhe dar algumas palmadas e lhe colocar de castigo.

A garota se acostumou rápido com a mudança que teve em sua vida. Após um ano de casamento, Quinn e Santana que já planejavam em aumentar a família, se mudaram para um apartamento maior mais próximo ao central park. O que facilitava muito a vida de todas elas. Era fácil acesso para Quinn e Santana irem trabalhar como também era fácil acesso para Maya ir à escola de skate ou de ônibus. Era fácil para a garota sempre passear no central park quando quisesse ou ir a Ellie tomar seu precioso sorvete, já que tudo parecia estar ao seu lado.

O nascimento de Mason foi o dia mais feliz de sua vida. Ela finalmente estava tendo um irmãozinho. Maya finalmente teria com quem brincar e dividir seus brinquedos. Mas por alguma razão desconhecida, Maya demonstrava um comportamento diferente nesses dois últimos meses. A garota mal falava com suas mães ou brincava com seu irmão. Tudo o que sempre fazia era andar de skate, se trancar em seu quarto para estudar, ou então, ir até a casa de seu tio Puck e Samantha, que casaram há um ano, e tinham uma filha de três anos chamada Lyla. A pequena adorava Maya, e sempre que podia, passavam a tarde juntas.

Maya sentia falta de Rachel e Brittany, as duas estavam morando temporariamente em Los Angeles, pois Brittany tinha conseguido um ótimo emprego por um ano para ser dançarina da turnê da cantora Beyoncé. Rachel tinha estrelado um musical em Hollywood, e ambas – ainda não casadas, tinham também um bebê recém-nascido chamado Aiden, no qual Maya só tinha visto algumas vezes. A garota sentia falta da sua madrinha, e não via a hora do dia em que as duas voltariam para morar novamente em NYC.

“Eu tentei puxar assunto com ela quando cheguei do hospital, mas ela não parecia muito afim de conversar.” Quinn comentava, enquanto Mason colocava um de seus dinossauros no colo da mãe.

“Grrrr... O dinossauro, mamãe.” Mason comentava. “Segura.” O pequeno entregava dois dinossauros para Quinn e voltava para buscar mais.

“Mmm... Talvez eu devesse falar com ela?” Santana comentava, olhando para Mason e sorrindo.

“Talvez ela te conte o que está acontecendo.” Quinn assentia, e Mason empurrava os dinossauros na barriga da mãe. “Mason... Eles vão devorar a mamãe!” A médica brincava com seu filho.

“Vão comer a mamãe Q” Mason brincava, pegando seu T-Rex e empurrando a boca do mesmo na barriga da Quinn. “Nhac, nhac.” O pequeno começava a rir consigo mesmo ao ver Quinn pedindo por socorro. “O batetiossauro vai te salvar, mamãe.” Mason falava enrolado, fazendo Quinn rir.

“Quem?” A médica perguntava.

“O batetiossauro.” Mason repetia como se Quinn estivesse lhe fazendo a pergunta mais absurda.

“Mijó, é Braquiossauros.” Santana o corrigia. “Seu tio Puck e essas ideias em te encher de dinossauros.”

“Foi o que eu falei, mama.” Mason encolhia seus ombros. “Gosto de dinossauros, mama. Olha! Argrrr” Mason fazia barulho tentando imitar o dinossauro em sua mão.

“Bom, pelo menos Puck o ensina sobre os dinossauros que tem.” Quinn falando rindo, passando a mão sobre o cabelo loiro de seu filho.

“Alguma notícia de Kurt e Blaine?” Santana perguntava sobre seus dois melhores amigos, que estavam em uma viagem por Paris naquele mês.

“Não, mas Brittany ligou, e disse que vem nos visitar nesse fim de semana. Estou com saudades do nosso afilhado!” Quinn falava animada, fazendo Santana sorrir.

“Eu também estou. Só o vimos poucas vezes. Phew... Somos péssimas madrinhas.” Santana balançava a cabeça.

“Sim, mas esse fim de semana, podemos abraçá-lo e matar saudades.”

“Ah, sem dúvidas.” Santana se levantava. “Vou conversar com a Maya.” A latina depositou um beijo na cabeça de Quinn antes de ir até o quarto de sua pré-adolescente. “Hey...” Santana batia na porta, encontrando a garota sentada na cama, com um livro em seu colo e a xícara em sua mão.

“Hey.” Maya falava sem tirar os olhos de seu livro.

“Como você está, munchkin?” Santana falava suavemente, entrando no quarto da filha, e se aproximando da cama para se sentar.

“Normal, não é como se você e a mamãe se interessassem muito pelo meu dia.” Maya dava de ombros, e Santana franzia o cenho, ao ser surpreendida com a resposta da mesma.

“Perdão?” A latina perguntava confusa.

“Nada.” Maya rebatia sussurrando, respirando fundo ao dar o último gole em seu chá e colocar sua xícara no criado-mudo.

“Maya... O que houve? Você anda distante, munchkin. A mamãe comentou que tentou conversar com você, mas aparentemente você não estava muito afim de papo.” Santana falava suavemente, olhando para o rosto da filha, que continuava com os olhos em seu livro. “O que está acontecendo?”

“Não está acontecendo nada, mami.” Maya falava impaciente, querendo ficar sozinha.

“Hey, eu estou tentando conversar com você, porque estou preocupada. Você anda fechada e quieta. Mal para em casa, e quando está aqui, parece que está sozinha, porque sequer conversa comigo e com sua mãe. Mal brinca com Mason, e ele sente sua falta. Você sabe o quanto ele é apaixonado pela irmã bagunceira que tem.” A latina sorria suavemente, não querendo brigar com sua filha. “Mijá, você sabe que pode conversar comigo. O que houve?”

Maya sabia que não tinha como fugir de Santana, até porque, a garota sabia que sua mãe estava realmente preocupada. E por mais que Maya estivesse em uma crise idiota, a garota sempre se sentiu confortável em conversar com Santana, talvez fosse à hora de parar de ser teimosa e contar o que realmente estava acontecendo.

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A garota respirou fundo, abaixando seu livro e olhando nos olhos de sua mãe. A mesma mordia o canto de seus lábios e podia sentir seus olhos encherem de lágrimas.

“Maya?” Santana falava preocupada, se aproximando da filha, pousando a mão sobre a da mesma.

“É só que... Argh!” Maya falava frustrada. “E-eu...” A garota parecia ter dificuldades para falar e ao olhar nos olhos de sua mãe, passou as mãos rapidamente por seu rosto, impedindo as lágrimas de caírem. “Nada. Não é nada.” Maya respondia, e antes que pudesse se levantar da cama, Santana segurou em seu braço a puxando novamente.

“Mijá, é óbvio que tem algo te incomodando. O que está acontecendo? Conversa comigo, munchkin. Eu me preocupo muito com você.” Santana falava carinhosa, passando a mão no rosto da filha e colocando seu escuro cabelo para trás da orelha.

Maya desviava seu olhar, começando a morder a lateral da sua bochecha, nervosa. Talvez ela devesse mesmo falar de uma vez, certo? Tudo ficaria mais fácil se ela colocasse isso para fora ao invés de sempre fugir.

“E-eu...” Maya pausava, olhando nos olhos preocupados de sua mãe antes de jogar tudo para fora. “Eu estou me sentindo sozinha, ok? Estou me sentindo de lado e... Sozinha, e parece que você e a mamãe só se importam com o Mason, e... Argh!” Maya se levantava da cama, passando a mão na testa começando a chorar. “E-eu sei que é idiota e infantil, porque eu não sou mais uma criança, mas eu me sinto sozinha. Eu chego em casa e vocês estão sempre dando atenção para o Mason. Entendo que ele é bebê, e que precisa de atenção, não me importo com isso, mas você e a mamãe mal perguntam como foi o meu dia.” A pequena pausava, e Santana sentia seu peito apertando ao ver sua pequena tão magoada. “Eu amo o Mason, mama. Eu amo muito meu irmão, de verdade. Eu amo o fato de termos aumentado a família, mas eu me sinto sozinha. Não tenho mais nossos passeios no central park juntas. Sempre quando vocês vão eu estou no colégio, ou a mamãe vai sozinha com o Mason. E-eu até pensei em fazer aula de dança em uma das suas turmas para tentar ficar mais perto de você, porque eu só te vejo a noite, e Mason sempre pega todo o seu tempo.” Maya passava a mão no rosto e Santana respirava fundo.

“Mi amor...”

“Eu só não quero me sentir sozinha. Eu quero ter nossos dias de piquenique no central park de novo. Quero você ou a mamãe me ajudando nos meus deveres. Quero poder ir ao zoológico com o Mason e com vocês. Lembra quando íamos sempre ao parque e nos divertíamos? E-eu quero tudo isso de volta. Você e a mamãe estão tão ocupadas com mudança, gravidez, criar Mason, que sequer notaram que pararam de fazer esse tipo de coisa comigo. Eu sei que não sou mais um bebê, m-mas e-eu ainda sou uma criança, mama, e ainda gosto de parques, de ganhar ursinhos de pelúcia e ir ao zoológico.” Maya soluçava e agora Santana se levantava rapidamente, passando seus braços em volta de sua filha, se sentindo a pior mãe do mundo por não ter percebido o sofrimento que sua pequena passava.

“Oh mi amor, me perdoa.” Santana sussurrava, depositando um beijo contra a cabeça de Maya. “Me perdoa, mijá, a mamãe não tinha percebido que tudo isso estava acontecendo.” Santana sentia uma lágrima escorrer por sua bochecha. “Tudo aconteceu tão rápido. A mudança, o tratamento para sua mãe engravidar, que sequer percebemos que deixamos de fazer tantas coisas com você. Não foi intencional, mijá. Nós te amamos tanto. Você é minha primeira filha, e eu sou completamente louca por você. Eu e sua mãe somos loucas por você, Maya. Jamais íamos te magoar ou te machucar com algo assim.” Santana agora se afastava, pousando suas mãos contra as bochechas da garota. “Sim, você cresceu, mas ainda é uma criança, e mesmo com toda essa correria com Mason, sempre vamos ter tempo para você, está bem? Desculpa, mi princesa, não sabia que você estava se sentindo tão sozinha. Céus, somos péssimas mães.” Santana apoiava sua testa na de Maya, e a garota balançava a cabeça.

“Não, vocês não são péssimas mães, mami. Vocês são as melhores mães do mundo, mas só esqueceram de mim.” Maya falava com a voz fraca, fazendo o coração de Santana partir em mim pedaços.

“Maya, nós nunca nos esqueceríamos de você. Nunca, mija.” A latina respondia.

“E-eu tenho medo de vocês me abandonarem. Eu amo o Mason, mas eu também quero poder ter tempo com vocês de novo. E mami, isso começou há acontecer alguns meses. Você e a mamãe são ótimas, só comecei a me sentir sozinha de uns meses para cá.” A garota comentava dando de ombros. “Por favor, mami, não me abandona. Não me troca pelo Mason ou por outro bebê que vocês tiverem.” Maya passava os braços em volta da cintura de Santana, apertando com força, deitando a cabeça contra o peito da mãe.

“Meu amor, presta atenção. Nós nunca, nunca vamos te abandonar, mijá, ou te trocar pelo Mason. Nós amamos muito vocês, somos loucas por vocês dois e faríamos qualquer coisa para fazê-los felizes.” Santana falava carinhosa, abraçando sua filha com força, apoiando seu queixo sobre a cabeça da mesma. “Eu te amo tanto, mi amor. Ninguém vai te tirar de mim, ou te substituir. Eu prometo que vou prestar mais atenção e fazer o que for preciso para não deixar você se sentir assim. Eu quero que você veja o quanto te amamos e o quanto te ver dessa forma nos magoa. Parte meu coração saber que você está assim por nossa causa.” A latina chorava em silêncio, e Maya soluçava novamente.

“Eu te amo muito, mami. Eu te amo muito, promete que não vai mais me deixar sozinha? Você promete? Eu quero ser sempre sua munchkin e da mamãe. Quero poder brincar com o Mason sem sentir que ele é o preferido.” Maya comentava, e Santana soltava uma risada suave.

“Você vai ser sempre minha munchkin e da mamãe. Sempre minha filha. Nós não temos um preferido, Maya. Você e seu irmão são amados da mesma forma. Prometo que vai ficar tudo bem. E...” Santana agora se afastava ao se lembrar de Maya querer entrar para sua turma de dança. “Você fala sério em querer entrar para minha turma de dança? Porque eu posso te colocar lá se você quiser, mi amor.”

“Mhm... Eu quero, mama. Tia Sammy disse que você ficaria muito feliz se eu entrasse para uma de suas turmas, e, eu também ficaria feliz, porque passaríamos mais tempo juntas.” Maya se afastava sorrindo, secando seu rosto. “E, bom, eu gosto de dançar, certo? Talvez eu pudesse aprender piano com a tia Sammy também. A mamãe é uma ótima pianista, e poderíamos ser uma família de músicos.” Maya sorria pela primeira vez, fazendo o coração de sua mãe se acalmar.

“Claro mijá. É uma ótima ideia. Se é o que você realmente quer, amanhã mesmo vou fazer sua matrícula nas duas turmas, está bem? E mijá, quando você estiver se sentindo sozinha novamente, ou se estiver com algum problema comigo ou com a mamãe, por favor, princesinha, nos conte, está bem? Não guarde nada para você, Maya, porque estamos aqui para te proteger e te fazer a filha mais feliz e amada do mundo.” Santana se aproximava, roçando seu nariz ao da pequena.

“Isso, mami, pode fazer minha matrícula. É o que realmente quero.” A garota respondia, e agora pousava suas mãos nos ombros de Santana, franzindo o nariz. “Eu prometo que vou falar, mami. Prometo. Me desculpe por ter guardado por tanto tempo, mas achei que fosse algo idiota, que talvez, eu não tivesse mais idade para me sentir assim.” Maya dava de ombros e Santana depositava um beijo na ponta do seu nariz.

“Você nunca é velha demais para se sentir assim a respeito das suas mães, ou velha demais para desabafar com a gente, está bem? Somos suas mães, Maya, estaremos sempre prontas para te ajudar, aconselhar e proteger. Seja o que estiver acontecendo, nós nunca te julgaríamos em hipótese alguma. Prometo.” Santana falava sem tirar os olhos de Maya.

“Está bem, mami. Obrigada, eu te amo muito, e você é a melhor mama do mundo todo.” Maya sorria, passando seus braços em volta do pescoço de Santana, e se pendurando no mesmo, como fazia quando era pequena. “Me carrega até a mamãe.” A garota começava a rir, passando suas pernas na cintura de Santana como um macaquinho.

“Oh céus, minha filha de treze anos, agora cismou que é um macaquinho.” Santana segurava Maya em seu colo, começando a rir.

“Vamos, Ma. Ou será que você está velha demais para me aguentar?” Maya provocava, e Santana semicerrava os olhos, começando a andar, saindo do quarto da garota e assim que chegaram à sala, começou a fazer cócegas na barriga de Maya, que ria sem parar, chamando atenção de Mason, que batia palmas ao ver sua irmã bagunceira brincando com Santana. Ele adorava fazer bagunça com sua mama e sua irmã. “Céus, ma. Eu vou fazer xixi nas calças.” Maya gritava, soltando o pescoço de Santana e começando a cair para trás, com as pernas ainda penduradas na cintura da mãe, que a segurava, enquanto deixava a garota cair até o chão. “Mason, socorro!”

“Vou te salvar!” Mason, gritou, correndo até Santana e agarrando na perna da mãe. “Solte a May, mama.” O pequeno falava rindo, e Maya agora encostava as mãos no chão, em seguida o cotovelo, tentando rastejar para longe de Santana, alcançando a perna de Quinn.

“Mãe!” Maya ria, enquanto Santana agora fazia cócegas em seu pé.

“Eu vou fingir que não estou vendo essa bagunça.” Quinn falava rindo, e agora Maya se soltava de Santana, se levantando descabelada, e pulando no colo de Quinn. “Maya!”

“Mãe, se ela me pegar, vamos nós duas. Então trate de me defender.” Maya falava rindo, e Quinn semicerrava os olhos, passando os braços em volta da cintura da filha, e virando para Santana que agora tinha Mason em seus braços, atacando o pequeno.

“Santana, solte já o meu bebê.” Quinn falava autoritária, causando a risada de Mason. “Maya, vá ajudar seu irmão.”

“Não, ela vai me pegar.” Maya começava a rir, e agora ficava em pé no sofá, jogando almofada na Santana, e pulando para pegar Mason. “Vem Mason...” A garota tirou seu irmão do colo de sua mãe, e o mesmo se pendurou em sua cintura, exatamente como Maya estava em Santana, e os dois correram para perto de Quinn, se jogando no colo da mesma.

“Argh! Céus, Santana chega, ou esses dois vão me esmagar.” Quinn gemia de dor, ao sentir os dois pulando em seu colo, e Santana começava a rir, se sentando na poltrona ao lado do sofá.

“Está bem, está bem. Mas foi Maya quem começou ao me chamar de velha.” Santana apontava para sua filha, que começava a rir, saindo do colo de Quinn, com Mason ainda lhe esmagando.

“Eu só perguntei se ela ainda tinha forças para me carregar.” Maya dava de ombros, ajeitando Mason em seu colo.

“Mmm, vejo que você já está bem?” Quinn perguntava suavemente, sorrindo ao olhar para Maya.

“Mhm... Desculpa por ter ficado tão distante mãe.”

“O que aconteceu, meu amor?” A médica perguntava preocupada.

“Eu estava me sentindo sozinha. Sinto falta do tempo em que saímos para fazer piquenique no central park, ou quando vamos ao zoológico. Gosto do nosso momento em família, e raramente vocês andam tendo isso comigo, mãe.” Maya dava de ombros, passando a mão no cabelo de Mason, que a olhava. “E-eu não quero ser abandonada por vocês. Eu amo o Mason, amo muito, mas vocês raramente andam tendo tempo pra mim e isso me deixou magoada. Me senti como se vocês estivessem me abandonando.”

“Maya...” Quinn falava surpresa, sentindo seu coração se apertar, se virando para olhar sua filha, passando a mão sobre a testa da mesma. “Meu amor, nós jamais te abandonaríamos. Céus, baby girl, você tem ideia do quanto somos loucas por você e seu irmão? Oh, meu amor, desculpa por termos deixado você se sentir dessa forma. É tanta coisa acontecendo de uma vez, que ficamos loucas. Desculpa, munchkin. A mamãe te ama incondicionalmente.” Quinn depositava um beijo contra a cabeça de Maya.

“Eu sei, e, eu também amo você incondicionalmente. Desculpa por não ter falado antes, e ter me afastado ao invés de conversar. Achei que talvez vocês pensariam que eu estava agindo como uma criança mimada. Mas eu realmente sinto falta de sair com vocês.” A garota olhava para Quinn, dando um leve sorriso, se sentindo mais calma após ter conversado com Santana.

“Filha, seja o que você estiver passando ou pensando, nós vamos sempre estar aqui para te apoiar ou te aconselhar, está bem? Você não é uma criança mimada, e querer atenção não é errado. Sempre que estiver precisando de um abraço, sabe que vamos estar aqui de braços abertos para você.” Quinn sorria, e Maya assentiu.

“Obrigada, mãe. Eu te amo.” Maya se aproximou de Quinn, depositando um beijo na bochecha da mesma, e Mason se aproveitou para fazer o mesmo. “Ah, e vou agora entrar para a escola da mama. Vou começar aula de dança na turma dela e farei aulas de piano com a tia Sammy para ficar igual a você.” Maya falava empolgada. “Claro que não deixarei meu skate de lado. Isso nunca, mas farei dança e piano.”

“Isso é ótimo, filha. Podemos comprar um piano, e não ter que tocar só quando formos para casa da sua avó.” Quinn brincava, fazendo Maya rir. “Estou muito orgulhosa de você, baby girl. Tenho certeza que você será uma ótima dançarina, pianista e skatista...”.

“Obrigada mãe, mas eu não seria quem eu sou hoje se não fosse por vocês. E sei que ainda tenho muito que aprender, e pode ter certeza que eu sou muito orgulhosa e feliz por ter as melhores mães e o melhor irmão do mundo!” Maya pressionava sua testa contra a de Mason que começava a rir, fazendo bico para dar beijo da irmã. “Te amo, Masonssaurs. Argrr!

“Te amo, Mayassaurs. Argr!” Os dois davam um pequeno selinho, e Quinn e Santana começavam a rir.

“Céus, Puck envenenou minhas crianças. Coitada da Lyla.” Santana falava rindo, se sentando ao lado de Quinn, observando apaixonada, seus filhos brincarem entre si. “Te amo.” A latina sussurrava em seu ouvido, enquanto seus filhos brincavam de se apertar.

“Eu também te amo, San.” E antes que as duas pudessem se beijar novamente, Maya jogava Mason entre elas, rindo, ao ficar em pé, e pular em cima do irmão, abraçando o mesmo no colo de Quinn.

Eram momentos assim que faziam Quinn e Santana se amarem ainda mais. Que as faziam sentir o quanto o seu “para sempre” cada dia se tornava mais real.

Notas finais
Aaaaaaaaaaah, meu coração!!! Não aguento finalizar essa história. Gente, to super emotiva. Sempre fico emotiva quando preciso finalizar uma fanfiction. Foi a mesma coisa com Give Me Love e Let's Star Over. Meu coração não aguenta!!! Bom, quero agradecer a todos os leitores que acompanharam essa história desde o começo, os que chegaram depois e os que estão chegando agora, espero que gostem! Agradeço todos que tiraram um tempinho do seu dia ou da noite, para ler cada capítulo, para comentar, e para fazer recomendações. Obrigada aqueles que recomendaram. Vocês não fazem ideia do quanto todos vocês... TODOS, me fizeram feliz e me deram cada mais incentivo para continuar com essa história. Eu não conheço nenhum de vocês pessoalmente, alguns sei que comentam sempre, outros que apenas lê, quero dizer que tenho um carinho enorme por vocês, sério. Vocês são incríveis. Obrigada mesmo por terem gostado tanto da minha história. Agradeço muito. Fico feliz em saber que minha história cativou tanta gente. Ai, eu queria ficar aqui agradecendo, e agradecendo, mas confesso que estou emotiva. Tá difícil finalizar essa história, mas tudo tem que chegar ao fim, certo? Obrigada gente, de coração. ♥ Músicas do capítulo foram ambas do Ed Sheeran, Photograph e Thinking Out Loud... Aliás, o CD inteiro dele me inspirou para fazer cada parte desse capítulo.♥ ENORME OBRIGADA a todos vocês, leitores lindos que me deram dicas e ideias. ♥ Um obrigada também para a minha little B, que me inspira todas as vezes que vou escrever sobre a Brittany nas minhas fanfics, inclusive aqui. Então, um beijo little B. ♥ Um beijo para você também Dork Maia. ♥ Cara, to emotiva, e meu agradecimento ficou huge, whatever, vocês merecem! Hahaha. E então, review? xxxx
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!