The Night Belongs To You.
19 Capítulo 19
Notas iniciais
Fazia exatamente duas semanas desde a volta de Quinn, e Santana fazia o possível para evitá-la. A latina sabia que a médica visitava Rachel e Brittany com frequência e se mantinha dentro de seu apartamento para não encontrá-la. Santana estava com raiva e não fazia questão alguma de sequer esbarrar em Quinn no hall de seu prédio.
Nas vezes em que Quinn visitou suas amigas, Brittany sempre ia até a casa de Santana para buscar Maya a pedido da médica. A mesma sabia que precisava agir se realmente quisesse Santana de volta, mas estava difícil, já que Quinn nunca foi do tipo que corre atrás de ninguém.
Quinn estava sentada no sofá de seu apartamento, pensando em Santana. A médica queria tanto se aproximar da latina, mas estava difícil com a mesma sentindo tanto ódio. Quinn não sabia como fazer Santana sequer falar com ela e cada dia se sentia frustrada por não saber o que fazer. Quinn sabia que Santana jamais abriria a porta para ela e sabia que não aceitaria sequer sair com a médica para um encontro. A loira estava mesmo sem o que fazer e ao fechar seus olhos, sentia seu coração se apertando, com uma lágrima escorrendo lentamente por sua bochecha, mas logo foi tirada de seu transe quando seu celular começou a tocar. A médica olhou para a tela e sorriu ao ver quem estava ligando.
“Hey papa.” Quinn passava a mão em seu rosto, secando as lágrimas que caiam.
“Hey pretty girl!” Russell falava animado, fazendo Quinn sorrir. “Como você está?”
“Mm, bem.” A loira respondeu suavemente, encolhendo seus ombros.
“Já conseguiu falar com a Santana? Já estão namorando?” Russell brincou, mas Quinn ficou em silêncio por alguns segundos. “Hey, conversa comigo, filha.” No mesmo instante, a médica começou a chorar no telefone, tentando se concentrar para conversar com seu pai.
“E-eu não sei o que fazer, pai.” Quinn se ajeitava no sofá, se sentando. “Ela me odeia e eu não sei o que fazer pra conseguir conversar com ela, porque Santana simplesmente me odeia e não quer sequer olhar pra mim.”
“Se acalma, Quinnie.” Russell falava suavemente. “Você precisa dar um tempo a ela, está bem? Isso não vai durar para sempre e –“
“Mas até quando ela vai precisar de um tempo, pai?” A loira falava frustrada. “Eu uso a desculpa de ir visitar Brittany praticamente todos os dias na intenção de pelo menos esbarrar com Santana no corredor do prédio, mas ela nunca aparece enquanto eu estou lá.”
“Lucy, você não pode obrigá-la a falar com você, pretty girl.” Russell tentava acalmar sua filha. “Você precisa ser paciente.”
“Eu estou sendo.” Quinn falava sussurrando. “Não sei o que fazer.”
“Bom, se ela não abre a porta de casa para você...” Russell pausou. “Ela não pode fechar as portas de onde trabalha para se proteger.”
“Pai?” Quinn perguntava sabendo exatamente o que Russell estava dizendo. “Eu não posso ir atrás dela no estúdio. Isso seria muita perseguição e. –”.
“E o que? Quinnie, você quer conversar com ela e Santana precisa te ouvir. Ela precisa saber do porque tudo aconteceu ou então vocês nunca vão sequer se aproximar novamente.” Russell a encorajava. “Olha, eu sei que isso é exagero, mas eu fiz de tudo para ficar com sua mãe e não me arrependo de ter corrido atrás. Eu te conheço, Lucy e sei que você vai se arrepender se perder as oportunidades que te aparecerem, então vai atrás dela, baby girl e conte toda a verdade. Não deixe mais sua irmã atrapalhar sua felicidade, porque ela jamais ia querer que isso acontecesse.” Assim que seu pai terminou de falar, Quinn ficou em silêncio por alguns segundos. Ela sabia que o mesmo tinha razão, mas não sabia exatamente como dar o primeiro passo.
“E o que eu faço?” Quinn perguntou suavemente para seu pai que no mesmo instante, disparou a falar.
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“Mama!” Maya gritava pela casa, correndo, enquanto Samantha corria atrás dela. “Socorro!” A pequena ria sem parar, mas antes de pular em sua mãe, Sammy a pegou no colo, levando-a para o sofá e começando dar várias mordidas em sua barriguinha. “Socorro, mami, mami!” Maya gritava rindo sem parar.
“Eu tenho duas crianças dentro de casa.” Santana revirava os olhos. “Sammy, se minha filha passar mal essa noite com falta de ar é você quem vai ficar acordada junto com ela.” A latina avisou e no mesmo instante, Samantha largou Maya que correu para sua mãe.
“Assim não tem graça.” Samantha cruzava os braços.
“Tem sim.” Maya se agarra no colo de Santana. “Mas agora eu sou só da mamãe e ela vai me proteger.” A pequena ria, apertando seus braços em volta do pescoço da latina.
“Ouviu, né?” Santana sorria se aproximando de Samantha. “Não vai pegar meu bebê.” A latina passou seus braços fortes em volta da cintura de Maya.
“Eu pego as duas.” Samantha brincou se levantando do sofá e antes que ela pudesse se aproximar, Maya começou a gritar para Santana correr.
“Corre, mama!” A pequena gritou fazendo Santana e Samantha rirem.
Antes que a latina pudesse fazer algo, Samantha passou seus braços em volta das duas latinas, abraçando-as com força, depositando vários beijos na nuca de Maya que jogava seu corpo para trás.
“Vou te morder!” Samantha brincou e Santana se afastou, escondendo sua filha em seu colo.
“O que acha de nós duas mordemos a Sammy, huh?” Santana falava com Maya e a pequena rapidamente assentiu.
“Pega ela, mamãe!” A pequena gritou.
Santana a colocou no chão e correu atrás de Samantha que começava a rir sem parar ao ver a latina entrando na brincadeira.
Maya subiu em cima do sofá e começava a pular sem parar de rir e no mesmo instante, Santana passou seus braços em volta de Samantha, prendendo os braços da pianista, que ria tentando desviar seu rosto, encaixando o mesmo sobre o pescoço da latina.
“Morde, ela, mama. Morde ela!” Maya levantava os braços gritando.
“Gatinha...” Samantha sussurrava entre risadas.
“Vem cá, deixa eu te morder também.” Santana falava provocando, encostando Samantha contra a parede, levando seus lábios para o pescoço da mesma que se encolhia, começando a rir.
“Nós ganhamos!” Maya gritou pulando no sofá, enquanto Santana continuava dando mordidas suaves pelo pescoço de Sammy.
“Mmm, acho melhor você parar, antes que eu me descontrole.” Samantha sussurrava, soltando um gemido baixinho e Santana levantou seu rosto, com um olhar malicioso, depositando um selinho nos lábios de sua namorada.
“Desculpa, gatinha, mas as latinas ganharam.” Santana deu de ombros, soltando Sammy e indo comemorar com Maya.
“Duas contra uma é injusto.” Samantha fazia um bico suave.
“Tudo bem, Sammy, na próxima eu fico no seu time.” Maya falava carinhosa.
“Obrigada, mini gatinha!” A pianista franziu o cenho e a pequena fez o mesmo.
“Bom, pelo visto vocês vão ficar bem, certo?” Santana depositava um beijo na testa da filha antes de se afastar. “Eu realmente preciso voltar para o estúdio essa tarde e nos falamos depois.” A latina sorriu.
“Claro, gatinha, pode deixar que vamos ficar bem e prometo não fazer mais Maya rir desse jeito.”
“Obrigada, amor.” Santana pegou sua bolsa, se aproximando de Sammy e depositando um beijo em seus lábios. “Nos vemos mais tarde.” A latina virou-se para sua filha. “Maya Rose, comporte-se, está bem? Nos vemos mais tarde e quando eu chegar brincamos mais.”
“Está bem” Maya sorriu, dando um selinho em sua mãe. “Te amo, mama.” A pequena falava com sotaque espanhol.
“También te amo, mijá.” Santana acenou pela última vez, antes de sair de seu apartamento, deixando pela primeira vez, sua namorada e sua filha sozinhas.
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Santana estava em seu estúdio tinha terminando de dar sua última aula e se despedia de seus alunos que saiam um por um animados por mais uma aula. A latina esperou que todos seus alunos saíssem para começar a arrumar sua bolsa.
Enquanto ajeitava tudo, a mesma estava de cabeça baixa e sem perceber, a porta de sua sala se fechou suavemente, mas pelo canto de seus olhos ela pode ver que alguém se aproximava e por um segundo, fechou seus olhos respirando fundo e sentindo o perfume que ela tanto amava.
“Hey” Uma voz suave a fez abrir os olhos e levantar a cabeça, encontrando os olhos castanho-esverdeados que ela nunca esqueceu.
Seu coração começou a saltar em seu peito, seu estomago revirava e tudo o que ela podia sentir naquele momento era sua respiração acelerando e muita raiva por Quinn estar a sua frente.
“O que você está fazendo aqui?” Santana perguntou demonstrando irritação.
“E-eu vim falar com você.” Quinn falava suavemente, olhando nos olhos da latina.
“Eu não tenho nada para falar com você” Santana pegava sua bolsa, jogando em seu ombro. “Preciso ir pra casa. Maya está me esperando.” A latina começava a andar até a porta, mas parou assim que Quinn segurou sem braço.
“Por favor, Santana, me escuta.” A médica estava tão angustiada e com medo, que ao ser rejeitada pela latina novamente começou a sentir seus olhos encherem de lágrimas.
“Eu não quero ouvir, Quinn.” Santana se soltou da médica, mas antes que pudesse sair, Quinn passou a sua frente fechando a porta e encostando sobre a mesma, bloqueando a saída da latina. “Me da licença, Quinn.” Santana falar irritada.
“Não, você precisa me ouvir.” Quinn continuava encostada na porta e agora começava a chorar. “Por favor, Santana. Eu voltei por você, eu voltei porque eu preciso de você.” A loira soluçava e Santana apenas a encarava sentindo seu coração doer. Mesmo que a médica tenha a feito sofrer, Santana odiava vê-la chorar daquela forma. “Eu queria tanto ter conversado com você no hospital, mas sabia que você não ia me receber de braços abertos e depois eu fiquei praticamente a semana inteira indo até a casa de Rachel para tentar te encontrar, mas você nunca aparecia.” A loira fechava seus olhos por alguns segundos, respirando fundo. “E-eu tenho tanta coisa pra te falar, por favor, Santana, por favor, apenas me escuta e mesmo depois de tudo você decidir não me perdoar, eu...” Quinn pausou pensando duas vezes antes de terminar sua frase. “E-eu te deixo em paz.” A loira respirou fundo e sentiu seu coração apertar como nunca.
Santana sabia que não tinha outra saída. Ela sabia que para sair teria que tirar Quinn de sua frente e ela não queria machucá-la. A latina sentia seu coração doer por ver o amor da sua vida daquela forma. Tão vulnerável, frágil, machucada. Por mais que Santana esteja sentindo raiva, ela sabia que naquele momento não tinha como escapar e respirou fundo por alguns segundos, deixando seus olhos encontrarem os de Quinn.
Assim que a loira percebeu que Santana a encarava, Quinn respirou fundo, pensando em tudo no que seu pai tinha lhe dito naquela manhã e voltou a falar.
“Eu tinha uma irmã, Cassie.” Quinn começava a falar suavemente. “Ela era dois anos mais velha do que e sempre fomos amigas.” A médica pausava dando um sorriso de leve, percebendo que Santana prestava atenção. “Ela sempre me protegia na pré-escola, porque eu era do tipo quietinha demais e tinha poucos amigos e alguns achavam que eu era estranha demais, mas Cassie nunca achou e sempre me protegeu. Ela nunca deixou ninguém me chamar de estranha.” Quinn sorriu novamente, sentindo seu corpo relaxar contra a porta. “Sempre fomos melhores amigas. Cassie brincava comigo e sua brincadeira favorita era quando fingíamos que estávamos tomando chá com nossas bonecas do quintal. Minha mãe nos deixava preparar o nosso próprio chá, algumas vezes ficava doce demais, porque minha irmã adorava açúcar.” A médica sentia suas lágrimas escorrendo pelo rosto enquanto falava. “Ela dormia comigo quando eu tinha pesadelo e dizia que nunca deixaria nenhum monstro me pegar. Cassie sempre olhava embaixo da cama e dentro do meu guarda-roupa pra me assegurar de que realmente não tinha nada lá, mas, mmm... Minha irmã, ela.” Quinn pausou, tentando se concentrar. “Cassie era doente.” A médica sussurrou e Santana franziu o cenho suavemente, sentindo seu coração que continuava se apertando. “Ela tinha uma doença que afetava seus órgãos e eles mal funcionavam. Cassie passava noites no hospital ou vomitando de madrugada. Algumas vezes eu a chamava para brincar, mas ela mal conseguia se levantar da cama e era tão difícil ver minha irmã naquele estado. Meus pais não tinham dinheiro para tratá-la corretamente, mas faziam sempre o que podiam para ter os remédios que ela precisava. Muitas vezes eles deixavam de comprar meus brinquedos para comprar um remédio.” Quinn encolhia seus ombros. “Cassie era tudo o que eu tinha e com o passar do tempo ela foi piorando. Seu rim falhava muito e sua cor mudou, porque ela ficava amarela demais. Ela mal conseguia comer e ficava fraca para levantar da cama e brincar comigo. Eu tinha que ir para a escola sozinha, porque eu parei de ter minha irmã para me proteger e me fazer companhia. Era tão difícil pra uma criança entender que ela não podia ganhar a boneca que tanto quer porque precisava comprar remédios para sua irmã.” Quinn passava a mão em sua bochecha secando suas lágrimas. “Mas minha mãe sempre conversou comigo e eu entendia, porque tudo o que queria era que minha irmã melhorasse, mas...” A médica agora voltava a soluçar. “Ela ficou pior e quem começou a cuidar dela fui eu. Meus pais conversavam comigo todos os dias, dizendo que Cassie não estava bem, porque eles sabiam o quanto éramos próximas e uma noite, ela passou mal novamente e eu me aproximei da cama dela, segurei sua mão e...” Quinn pausou dando um passo suave para perto de Santana e podia perceber que os olhos da latina cheios de lágrimas. “Eu prometi a ela que não deixaria que ela sofresse mais e que não deixaria mais nenhuma criança sofrer como ela estava sofrendo. Que eu cuidaria de todos que assim como nós, não tinha condição alguma de se tratar. E tudo o que ela fez foi apertar forte minha mão e sorrir antes de fechar os olhos para dormir.” A médica abaixou a cabeça. “Ela morreu na noite seguinte.” Quinn sussurrou, mordendo o canto de seus lábios enquanto chorava.
Santana não sabia o que dizer e muito menos o que fazer. Ela sentiu a necessidade de colocar Quinn em seus braços e dizer que tudo ficaria bem, mas ela não conseguia se mexer. Era como se ela estivesse presa no chão e paralisada com tudo que tinha acabado de ouvir. Seu coração continuava se apertando ao imaginar uma pequena Quinn passar por tudo isso quando pequena, o quão sofrido deve ter sido. A latina sentiu uma lágrima escorrer por sua bochecha e rapidamente passou a mão no rosto.
“Eu vivi minha vida cumprindo minha promessa, porque você não faz ideia do que eu passei depois que minha irmã morreu.” Quinn voltava a falar. “Me dediquei aos meus estudos, consegui entrar em uma ótima universidade de medicina e me formei. Finalmente eu conseguiria cumprir a promessa que fiz a minha irmã.” A loira sorriu. “Desde então eu só estive em um relacionamento no qual não durou muito, já que eu apenas me dedicava ao meu trabalho.” Santana arqueou as sobrancelhas, dando um sorriso de leve.
Claro. A latina pensou, voltando sua atenção a Quinn.
“Tudo o que eu queria, era cumprir minha promessa e é tudo o que venho feito desde quando ela morreu. Eu sei que parece estúpido, mas ninguém faz ideia do que eu passei durante todo esse tempo. Eu faria qualquer coisa pra ter minha irmã de volta. Eu fiz tudo o que pude naquela época por ela. Deixaria de comprar sapatos novos pra poder vê-la se tratar.” Quinn continuava chorando e Santana olhou para o chão, apenas ouvindo a voz da loira. “Quando descobri sobre o programa que eles tinham na Flórida, eu me inscrevi antes de te conhecer. Aquilo era o meu sonho. Eu estaria fazendo aquilo pela minha irmã, mas quando você apareceu...” Santana no mesmo instante levantou seus olhos encontrando novamente os de Quinn. “Eu quis que tudo fosse um sonho, porque eu não queria te machucar, Santana. Você é uma pessoa maravilhosa, que teve paciência e me respeitou todas às vezes em que eu dizia que não me relacionava. Naquele dia no aniversário da Maya, quando você se declarou, meu coração apertava tanto e eu queria tanto te contar, mas eu não conseguia.” A médica chorava, colocando uma das mãos em seu peito. “Eu não sabia o que fazer. Flórida estava finalmente me chamando e eu não sabia o que fazer, porque eu queria muito poder ficar com você e as coisas serem fáceis, mas nunca foi.”
“Você podia ter me contado.” Santana sussurrou, falando pela primeira vez.
“Eu sei.” Quinn assentia. “Mas eu não queria me abrir. Não queria me entregar e me machucar por ter que ir embora ou te machucar e... Acabei te machucando. Machucando a Maya. Foi muito difícil ficar esse tempo todo longe de você, Santana.” A loira agora sussurrava. “Eu tentei me dedicar ao meu trabalho, sai com um dos meus amigos de lá, mas ele não era você.” A loira pausou e Santana respirava fundo, fechando seus olhos, dando passos para longe de Quinn. “Eu senti sua falta e dizem que quando perdemos é quando damos valor e sinceramente, eu sempre te dei valor, mas depois que tudo isso aconteceu eu descobri que e-eu te amo, Santana.” No mesmo instante, a latina sentia lágrimas escorrerem por sua bochecha com as últimas palavras de Quinn. “Eu te amo, tanto e não aguento ficar sem você. Eu preciso de você e eu sei que tudo o que minha irmã quer pra mim é minha felicidade e você é quem sempre me fez feliz, eu só fui muito idiota por não ter percebido isso antes.” A médica se aproximou novamente da latina. “Me desculpa por tudo o que te causei. Por ter feito você sofrer dessa forma. San, você não faz ideia do quanto eu me sinto idiota por ter deixado tudo isso acontecer. Por favor, me perdoa. Eu te amo, Santana.” Quinn sussurrou encarando a latina, esperando que ela fizesse ou dissesse alguma coisa.
Santana que estava de costas para Quinn, começava a chorar em silêncio, sentindo as lágrimas escorrerem por suas bochechas rapidamente. A latina sentia seu coração pulando em sua garganta e seu estomago revirava sem parar. Ela esperou tanto por esse momento. O momento em que Quinn diria a ela que a amava. Santana tentou tanto dizer isso a médica que sempre a cortava, fazendo a latina acreditar que as duas nunca sairiam da fase onde estavam. Santana esperou tanto ouvir essas três palavras ditas por Quinn.
“Por favor, diz alguma coisa.” O medo de Quinn a fazia ficar ansiosa sem saber o que fazer. A vontade era de tocar Santana, mas ela tinha medo de como a latina reagiria.
“Você devia ter conversado comigo.” Santana sussurrou novamente. “Você devia ter me contado sua história ao invés de se fechar e deixar tudo isso acontecer, porque se estamos desse jeito agora foi porque você decidiu que seria assim e não eu.” A latina se virou e Quinn podia ver o quão chateada ela estava. “Eu tentei de tudo, Quinn. Tentei dizer que te amava, mas você me empurrava todas as vezes, criando suas paredes sem deixar que algo oficial acontecesse entre nós. Eu tentei, mas você simplesmente preferiu se fechar e ir embora. Sabe o dia em que Maya te chamou de mãe e você nos ignorou praticamente uma semana?” Santana perguntou e Quinn assentiu. “Eu fiquei muito chateada com você e tudo aquilo aconteceu porque você se fechou ao invés de conversar comigo e dizer tudo o que estava acontecendo. Você viu o quanto eu fiquei magoada com você, não viu?” Novamente Quinn assentiu. “Pois bem, o que eu estou sentindo nesse exato momento, é mil vezes pior do que naquele dia. Você me machucou muito, Quinn, porque eu realmente te amei. Eu faria qualquer coisa por você, porque eu queria ficar com você. Eu queria que você fosse minha namorada. Eu nunca amei ninguém como amei você.” A latina pausou e enquanto Quinn a ouvia, tudo em seu peito doía, porque ela percebia que Santana falava tudo no passado e não no presente. “As coisas não são assim. Você não pode voltar e achar que tudo vai ficar bem, porque não vai. Eu não confio em você e é muito difícil até mesmo olhar pra você sem sentir raiva.”
“Me perdoa.” Quinn sussurrava.
“Eu sinto muito pela sua irmã.” Santana falava carinhosamente. “Faço ideia de como deve ter sido difícil pra você e para os seus pais e eu sinto muito, Quinn, de verdade, mas, é tudo muito difícil pra mim.”
“Eu sei, Tana, eu sei.” Quinn se aproximava, pousando sua mão no rosto da latina. “Eu não espero que você me perdoe da noite para o dia, mas, por favor, me deixa te mostrar que eu estou aqui por você e que eu te amo, Santana. Eu te amo e quero que você veja que pode confiar em mim, porque eu não vou a lugar algum.” Santana encontrou os olhos da médica mais uma vez e lentamente tirou a mão da mesma de seu rosto.
“Eu preciso ir embora.” Santana não sabia se conseguiria ficar muito tempo perto da loira depois de ter ouvido tudo isso. Lá dentro, a latina entendia os motivos de Quinn e ainda sentia uma vontade gigantesca de abraçá-la e protegê-la, mas ela ainda estava machucada e não seria fácil perdoá-la assim. “Maya está me esperando, eu preciso ir.” A latina se virou, indo em direção a porta.
“Santana” Quinn a chamou e a mesma parou. “Por favor, diz que você me perdoa. Eu te amo, San.” Sem dizer nada, Santana abriu a porta e mais uma vez, parou ao ouvir a voz de Quinn. “Tudo bem, isso precisa de tempo, mas Santana, e-eu não vou desistir. Eu realmente voltei porque eu quero ficar com você.”
Santana virou-se para olhar Quinn e seu coração ainda pulava em seu peito e ao ouvir a médica falar daquela forma tão determinada, a fazia sentir vontade de voltar e beijá-la, mas a mesma respirou fundo e sem dizer nada, foi embora, deixando em seu estúdio, uma frustrada e machucada Quinn Fabray.
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