The Night Belongs To You.
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Já tinha se passado quarenta minutos desde que levaram Maya e ninguém dava uma notícia sequer. Santana já estava impaciente andando de um lado para o outro, enquanto Puckerman ligava para todos os amigos, Maribel e Samantha avisando o que tinha acontecido há minutos atrás.
Cada enfermeiro que passava por eles, Santana os parava pedindo, por favor, que alguém lhe desse alguma notícia, mas ninguém sabia de nada e todos falavam a mesma coisa, pedindo para que ela se acalmasse que logo teria notícias. Era difícil para uma mãe se acalmar, especialmente para Santana que a todo esse tempo, sempre foi apenas ela e Maya.
Maya sempre foi à pessoa mais importante na vida de sua mãe. Desde seu primeiro dia de vida, Santana lhe prometeu que cuidaria dela todos os dias e que seria apenas as duas e mais ninguém contra o mundo. Até porque, depois de tantas dificuldades que a latina teve em seus nove meses de gravidez, ela sabia o quanto o mundo era cruel.
Sua vida girou completamente de cabeça para baixo quando descobriu que estava grávida, mas não podia negar que foi o melhor momento de sua vida. A forma como aconteceu não foi uma das melhores, mas a vida lhe trouxe um pequeno anjo no qual Santana daria a vida em troca.
Seu coração apertava sempre que Maya chorava de noite com fome, ou com uma dor de barriga. Santana desde sempre sentia seu coração apertar quando sua filha se machucava e ninguém podia imaginar a dor que ela estava sentindo naquele exato momento por estar passando por algo assim.
Era como se seu peito fosse explodir. Ela mal conseguia respirar e suas pernas estavam bambas. Suas mãos tremiam e se não fosse por Puck, ela já tinha entrado na sala de exames para ficar ao lado de sua filha. Só de imaginar o quanto Maya deve estar assustada por estar sozinha com tanta gente desconhecida fazia seu coração parar de bater de tanto dor. Santana precisava de notícias, precisava da sua filha e não ia descansar enquanto não tivesse a pequena em seus braços segura e protegida.
O amor incondicional que ela sentia por Maya a fazia sentir o quanto sua filha estava precisando dela. Santana sabia que precisava manter a calma e ser positiva, porque tudo ficaria bem, mas era difícil. Era difícil depois de ver sua pequena joia rara desmaiar em seus braços sem ar, chamando por ajuda. Chamando pela mãe.
“Santana?” Rachel e Brittany entravam rápido no hospital, avistando Puck e Santana, enquanto a latina continuava chorando.
“Rachel!” Santana correu para a morena, passando seus braços em volta do pescoço da amiga, a abraçando forte, enquanto Rachel correspondia. “Minha filha, Rach, ela é tudo o que eu tenho.”
“Shh, San” Rachel sentia seus olhos encherem de lágrimas ao ver o desespero de sua melhor amiga. Era de cortar o coração de qualquer um. “Ela vai ficar bem, nada vai acontecer com ela.”
“Tana, eles vão cuidar bem dela.” Brittany falava suavemente, passando a mão no cabelo da latina, depositando um beijo em sua cabeça.
“Você já avisou sua mãe?” Rachel perguntou.
“Avisei. E também avisei a Samantha, elas devem estar chegando por aí.” Puck respondia enquanto checava as horas.
“Por que ninguém da notícias? Rachel.” Santana agora saia do abraço da amiga, mas ainda continuava próxima o suficiente para que Berry pudesse acariciar seus braços tentando acalmá-la. “Ela é tudo o que eu tenho. Você sabe o quanto eu preciso dela.” A latina soluçava, chorando sem parar. “Se alguma coisa acontecer com a Maya eu. – “
“Tana, nada vai acontecer com ela.” Brittany comentava passando a mão nas costas da latina. “Vai ficar tudo bem, eu vou atrás de alguma notícia.” A dançarina sorriu de lado, indo em busca de alguma notícia boa de Maya.
“Santana?” Agora era Samantha quem aparecia logo atrás de Rachel e a latina saiu de perto da amiga, procurando o conforto de sua namorada. “Eu to aqui. Vai ficar tudo bem.” Sammy sussurrava no ouvido de Santana, enquanto a mesma escondiia seu rosto no pescoço da mesma.
“E-eu quero minha filha.” Santana abraçava forte Samantha e os três amigos se olhavam. Nenhum deles podia imaginar a dor de Santana por achar que algo de ruim aconteceria com Maya. Ela estava assustada, nunca tinha visto sua filha daquele jeito e por um minuto, desejou que quem estivesse ali fosse Quinn para cuidar de Maya.
“A enfermeira avisou que logo vão dar notícias.” Brittany voltava passando o braço em volta da cintura de Rachel, enquanto Sammy levava Santana para se sentar.
Brittany trouxe Rachel para o canto afastado de seus amigos preocupada não só com Santana, mas também com algo que desde quando recebeu a notícia, ficou em dúvida no que deveria fazer.
“B, o que foi?” Rachel perguntava preocupada.
“Mmmmm, amor, você não acha que deveríamos avisar a Quinn?” A dançarina perguntou entortando a boca.
“Não sei, será que deveríamos?” Rachel ficava pensativa.
“Acho que sim, até porque Quinn ama a Maya de paixão e deveria saber o que está acontecendo.” Brittany disse firmemente, deixando Rachel em silêncio por alguns segundos e logo assentiu.
“Ok amor, liga e avisa.” Berry deu um selinho em Brittany e a dançarina pegou o celular discando o número da médica e esperando que ela atendesse.
Depois de ligar três vezes seguidas, Quinn não atendeu nenhuma vez, deixando Brittany decepcionada, voltando para perto de seus amigos e aproximando os lábios do ouvido de Rachel.
“Amor, ela não atende.”
“Deve estar dormindo ou ocupada.” Rachel sussurrou. “Você deixou algum recado?”
“Mmmm, não? Argh, esqueci, devia ter deixado recado, nem pensei nisso.” Brittany resmungou fazendo Rachel sorrir ao ver o quão atrapalhada e desligada era sua namorada, mas isso era algo que ela amava.
“Tudo bem, depois você tenta de novo.” A morena comentou e Brittany assentiu depositando um beijo na bochecha da mesma.
Santana não dizia nada, seu coração apertava a cada segundo de agonia sem notícia. Ela queria saber como sua filha estava, queria poder estar lá dentro com Maya e enquanto estava nos braços de Samantha, fechava seus olhos imaginando que se Quinn estivesse com sua filha lá dentro, ela estaria mais tranquila, porque sabia que a médica cuidaria bem da pequena e sem dúvidas traria notícias.
Mas não só por Maya, mas também por ela. Se Quinn estivesse aqui, Santana se sentiria muito mais segura. Não que Samantha estivesse lhe irritando ou lhe passando alguma sessão ruim, pelo contrário, Samantha estava lhe sendo um ótimo conforto e uma ótima namorada só pelo fato de estar ali, mas era difícil não pensar que ela estaria bem mais calma se fosse Quinn.
No momento em que se pegou pensando na médica, Santana apertou seus olhos, colocando as mãos no rosto e se ajeitando na cadeira tirando o rosto do ombro de Sammy. Ela estava se odiando por pensar em Quinn, aliás. Fazia muito tempo que não pensava na médica e não seria agora que ela faria isso.
“Mijá?” A voz de Maribel ecoava próximo a latina e a mesma não pensou duas vezes em se levantar e se jogar nos braços da mãe. Tudo era mais fácil e mais simples com sua mãe pro perto. “Oh mijá, vai ficar tudo bem.”
“Mama, eu estou com medo.” Santana falou suavemente abraçada com sua mãe. “E-eu não posso perder minha filha.”
“E não vai.” Maribel disse séria, colocando suas mãos no rosto da filha, fazendo-a olhar em seus olhos. “Você está me ouvindo, Santana? Você não vai perdê-la e vai ficar tudo bem.” Maribel depositou um beijo na testa de Santana que assentiu abraçando-a novamente.
“Senhora Lopez?” A médica que levou Maya finalmente apareceu, depois de praticamente uma hora desde quando levaram a pequena para exames.
“Senhorita.” Santana a corrigiu, saindo de perto de sua mãe e ficando a frente da médica. “E então, como está minha filha? Posso vê-la?” A latina perguntou angustiada.
“Ela está bem. Maya teve uma reação alérgica muito forte e achamos que o grande causador disso foi o corante.” A médica falava calmamente, e todos eles prestavam atenção. “Ela tomou ou comeu algo desse gênero?”
“Mm, não que eu saiba.” Santana respondeu, franzindo o cenho.
“Ela não comeu nada com corante.” Rachel respondeu logo em seguida.
“Mm, o corante muitas vezes não está só na comida, mas também nas bebidas. Algo que ela tenha bebido, hoje? Refrigerante? Suco?” Santana olhou para Rachel e logo a morena se lembrou de algo.
“Mm, ela tomou refrigerante hoje à tarde, mas foi só um copo de coca-co – “
“Ela tomou litros de refrigerante hoje à noite, Santana.” Puckerman interrompia Berry. “Você viu o quanto ela tomou coca-cola e se tomou à tarde, deve ter sido uma grande quantidade.”
“Bom, foi exatamente isso.” A médica sorriu. “Para algumas pessoas, uma pequena dose pode causar o pior. Vocês tiveram sorte em trazê-la rápido e conseguimos fazê-la voltar a respirar normalmente.”
“Então ela está bem? Já posso ver minha filha?” A latina perguntou pronta para passar pela médica e correr até Maya.
“Ela está bem agora, mas vou precisar que ela fique aqui de observação até amanhã e sim, senhorita Lopez, pode ir vê-la, até porque Maya não para de chamar pela mãe.” Quando a média deixou que a latina entrasse, a mesma sorriu, chorando de alegria, andando rápido até o quarto onde Maya estava.
Logo que abriu a porta, encontrou a pequena na cama, com uma máscara de oxigênio em seu rostinho, do mesmo estilo de seu inalador. A pequena assim que viu sua mãe, abriu seus bracinhos e Santana correu abraçando a filha com força, enquanto a mesma deitava sua cabeça no ombro da mãe.
“Maya, filha, você está bem?” Santana perguntava, depositando beijos pela cabeça de Maya, seguido no rosto da pequena fazendo a mesma sorrir. “A mamãe ficou com tanto medo.”
“Eu estou bem, mami.” Maya falava entre a máscara. “Eu também fiquei com medo, mas não me deixavam ver você.” A pequena deitou novamente à cabeça no peito de Santana, abraçando-a com força.
“Está tudo bem, munchkin, a mamãe está aqui com você agora e não vou a lugar algum.” A latina encostava seu queixo contra a cabeça de Maya, acariciando as costas da filha.
Logo em seguida todos que estavam junto de Santana entraram no quarto para ver Maya que sorriu praticamente pulando da cama ao ver sua abuela. Maribel abraçou e beijou sua neta e se não fosse pela máscara que a pequena usava, ela também teria feito o mesmo com sua abuela.
Sua tia Rachel que sempre foi dramática chorava de alegria, mas comentando o quanto ficou assustada com tudo que tinha acontecido, alegando que Maya nunca mais tomaria nenhum tipo de refrigerante e apenas sucos naturais feitos por ela.
Brittany e Puck obviamente faziam a pequena rir o tempo todo, perguntando se o remédio que ela inalava ia fazê-la virar super-heroína e obviamente, ela adorava ouvir os supostos poderes que teria.
Samantha estava aliviada em ver a pequena bem e assim como Santana, abraçou e beijou Maya sem parar, fazendo-a rir e agradecer educada por Sammy ter ido até lá, pedindo que a mesma ficasse do seu lado.
Kurt e Blaine chegaram logo em seguida, trazendo mais um presente para Maya que adorou a visita dos dois, mas adorou ainda mais o fato de ter ganhado mais um presente naquela noite.
Todos ficaram por lá exatamente por uma hora, depois disso a médica apareceu no quarto pedindo que deixasse a pequena descansar. Samantha insistiu querendo ficar ao lado de Santana, mas a latina disse que ficaria bem e pediu que ela fosse para aproveitar o dia seguinte com sua mãe e irmãs.
Maribel foi à única quem ficou por mais algumas horas até que Maya dormisse e antes que Santana cochilasse no sofá onde estava sentada, pediu que sua mãe fosse para o seu apartamento e ficasse por lá, para poder descansar.
Santana deixou a luz do abajur ao lado da cama de Maya aceso, porque sabia que a pequena poderia acordar no meio da noite estranhando o local onde estava e se assustaria se estivesse tudo escuro. A latina sentou no sofá, se cobrindo com uma pequena manta que um dos enfermeiros lhe trouxe, e enquanto observava sua filha, caiu no sono, sentindo seu corpo exausto.
Maya passava a noite tranquila. A médica avisou que mandaria um enfermeiro para tira a máscara da pequena assim que fosse a hora e que podiam dormir tranquilas. Maya não estranhou em dormir com a máscara, mas antes de cair no sono, passou a mão algumas vezes tentando arrumar uma posição em seu rosto que não a atrapalhasse.
O relógio marcava quatro horas da manhã e Santana ainda estava dormindo no sofá, agora a mesma já estava deitada com o corpo virado para o encosto e de costas para sua filha.
Em alguns segundos, a porta do quarto se abriu lentamente e se aproximaram da cama, se sentando devagar ao lado da pequena que sentia sua máscara sendo retirada de seu rosto suavemente a fazendo resmungar baixo com o elástico passando por sua cabeça.
Assim que a máscara foi retirada de seu rostinho, Maya começava a acordar e sentia algo passando suavemente sobre o seu nariz e um simples “shh” para que ela pudesse voltar a dormir, mas a pequena levou sua mão até seu nariz o coçando e logo sentiu que alguém segurou sua mão, sentindo também acariciarem seus dedinhos.
Maya resmungou novamente e começava a abrir seus olhos sonolentos, vendo alguém sentada ao seu lado na cama. A pequena por um momento achou que fosse um anjo sentado ao seu lado sorrindo para ela, mas quando abriu seus olhos, a mesma despertou imediato ao ver quem estava realmente sentada ao seu lado segurando sua mão.
“Mamãe Quinnie?” Maya falou empolgada fazendo Quinn rir.
“Shh, meu amor, você precisa falar baixo.” Quinn sorria, passando a ponta dos dedos sobre a testa de Maya, colocando o cabelo da mesma para o lado.
“Mamãe Quinnie, eu estava com tantas saudades.” Maya abriu seus braços, se sentando ao abraçar Quinn com força.
“Eu também estava com muitas saudades, baby girl. Me diz, como você está se sentindo?”
“Eu estou bem e muito, muito, muito feliz por você estar aqui. A mamãe já te viu?” Maya perguntou empolgada e Quinn olhou em direção a Santana dormindo no sofá, sentindo seu coração acelerada com medo do que aconteceria caso a latina a visse.
“Ainda não, por isso nós precisamos falar baixo, está bem? Não vamos acordá-la agora.” Quinn passava a mão no cabelo de Maya que se deitou novamente.
“Está bem.” Maya respondeu e Quinn soltava a mão da mesma se levantando para se ajeitar, mas a pequena se sentou rapidamente, segurando na blusa da médica. “Não me deixa de novo.” Quinn sorriu com a atitude de Maya e voltou a se sentar onde estava.
“Eu não vou te deixar, M.”
“Dorme aqui comigo?” Maya perguntou e Quinn novamente olhou para Santana. Ela não queria que a latina a encontrasse dessa forma. Quinn tinha voltado com tudo planejado, até mesmo a forma como iria ver Santana novamente, o que ela não esperava era que Maya estaria nessas condições.
A médica estava apreensiva e não podia negar que também estava assustada com o que aconteceria assim que Santana acordasse, mas ao olhar novamente para Maya e encontrar aqueles pequenos olhos marrons que ela tanto sentia falta, foi impossível negar aquele pedido.
“Está bem, mas só até você dormir novamente.” Quinn respondeu suavemente e Maya praticamente pulou na cama de felicidade, dando espaço para que a médica deitasse.
Assim que Quinn se deitou, Maya se encolheu contra o corpo da médica, deitando sua cabeça no braço da mesma, e segurando a outra mão de Quinn, com medo que ela fosse embora.
“Mamãe Quinnie?” Maya falava baixo olhando para Quinn. “Você vai embora de novo?” A pequena perguntou apertando seus dedinhos contra a mão de Quinn.
Antes de respondeu, os olhares da médica foram novamente para a latina a sua frente. Ela podia sentir seu coração acelerando por estar apaixonado e por finalmente estar se permitindo admitir que estivesse realmente amando. Quinn sentia tanta falta de Santana que por um momento desejou que a latina a recebesse de braços abertos, que a beijasse ao dizer o quanto estava com saudades, mas ao mesmo tempo, sabia que nada seria dessa forma. Tudo seria difícil, não só por ter machucado Santana, mas também porque a latina agora tinha outra pessoa. Não ia ser fácil ser perdoada e ter o coração da latina como antes, mas foi por isso que ela voltou, certo? Quinn finalmente decidiu ouvir seu coração e os conselhos de seu pai e voltou para ter de volta aquela que sempre amou, mas foi cega e boba a ponto de deixá-la por algo que não a fez feliz um dia sequer.
Quinn tinha voltado por suas duas latinas e por mais que nunca tenha se submetido a isso antes, hoje seria diferente. Ela iria fazer o possível para ter Santana novamente, porque é isso o que ela quer. Era isso o que ela sempre quis. Talvez não seja tarde demais e ela consiga ter o amor da sua vida de volta. Consiga ter a família que ela tanto ama de volta e daria o primeiro passo voltando e ficando em Nova York definitivamente.
“Não meu amor, eu não vou mais embora.” Quinn respondeu confiante, depositando um beijo na cabeça de uma sorridente Maya, que se encolheu mais um pouco em seu corpo, fechando seus olhos para dormir novamente.
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