The Night Belongs To You.
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Santana que dormia de mau jeito no sofá, começava a sentir seu pescoço doer a incomodando a cada cinco segundos. A latina mexia sua cabeça devagar, colocando a mão em sua nuca, apertando suavemente para massagear, enquanto abria seus olhos devagar, encarando o encosto do sofá. A mesma deitava a cabeça para trás tentando aliviar a dor, mas estava difícil, já que dormir toda torta no braço do sofá.
A latina começava a se levantar devagar, encontrando seu celular embaixo de seu corpo, olhando as horas que marcava cinco e meia da manhã, fazendo Santana murmurar por estar levantando tão cedo, mas logo se lembrou de onde realmente estava e se sentou sorrindo para olhar em direção a sua filha, mas logo algo fez o sorriso em seu rosto sumir.
Santana ficou paralisada respirando fundo, enquanto seu coração acelerava ainda mais. Ela começava a levantar do sofá lentamente, andando devagar para o outro lado da cama, onde ela podia ficar cara a cara com a pessoa deitada ao lado de sua filha. A latina sentiu seu estomago revirar e ela imediatamente fechou os olhos. Você está sonhando, Santana. Essa não é a Quinn dormindo ao lado da sua filha. Você ainda está naquele sofá, dormindo e sonhando. A latina respirou fundo, contando até dez antes de abrir seus olhos novamente e percebendo que Quinn ainda estava ali e que ela realmente não estava sonhando.
De repente sua garganta pareceu se fechar e ela mal conseguia respirar. Seu coração acelerado em seu peito começava a doer enquanto lágrimas começavam a se formar em seus olhos, mas ela respirou fundo, tentando retomar sua respiração.
“Você está me encarando.” A voz de Quinn fez Santana congelar onde estava, continuando a encarar a loira a sua frente que ao abrir os olhos, encontrou os olhos escuros da latina.
Santana não sabia o que fazer, não sabia o que dizer, ela continuava achando que isso tudo era um sonho e quando ouviu a voz de Quinn seu coração pareceu explodir em seu peito fazendo-a perder o ar. Sem dizer nada ela se virou, saindo do quarto rapidamente.
“Santana?” A voz de Quinn ecoava atrás dela, mas ela continuava andando rápido, querendo se livrar dessa voz, querendo se livrar dessa pessoa que tanto a machucou. “San?” A voz da médica se aproximava e ela balançava a cabeça, passando a mão no cabelo, se aproximando do elevador, mas antes que pudesse entrar, a mão de Quinn segurou em seu braço, fazendo-a se virar. “Tana?” Quinn falou suavemente ficando de frente para a latina que a olhava furiosa.
“Não, não, não” Santana falava rapidamente, fechando seus olhos. “Isso tudo é um sonho. V-você não está aqui. Eu vou acordar daqui a algumas horas e isso tudo vai ser um sonho.” A latina apertava seus olhos com medo de abri-los e encontrar Quinn novamente a sua frente.
“San.” Quinn falava suavemente sentindo seu coração doer ao ver Santana falando dela dessa forma. Claro que a médica sabia que não seria recebida com abraços e beijos, mas não sabia que tudo ia doer tanto. “Tana, você não está sonhando, eu estou aqui.” A médica levou suas mãos para os braços da latina, deslizando seus dedos pela pele macia da mesma, que começava a abrir seus olhos lentamente.
“O que você está fazendo aqui?” Santana perguntou sussurrando ainda paralisada.
“E-eu voltei, Tana.” Quinn dava um pequeno sorriso de lado. “Voltei pra Nova York.”
“Pra que?” Santana rebateu sem perceber que as mãos de Quinn ainda estavam em seu braço.
Quinn encontrou os olhos da latina novamente, respirando fundo antes de finalmente responder do porque ela estava de volta.
“E-eu voltei por...“ Quinn pausou sentindo seus olhos encherem de lágrimas, com medo de finalmente admitir do porque estava lá. “Por você, Tana.” A loira sussurrou as últimas palavras e Santana pode sentir seu estomago revirar.
A latina franziu o cenho, sentindo a raiva subir sobre o seu corpo. Sua ficha caiu naquele instante tirando as mãos de Quinn de seus braços e dando um passo para trás, começando a rir ironicamente enquanto uma lágrima escorria por sua bochecha.
“Não, v-você não pode me falar uma coisa dessas. Você não tem o direito de me dizer isso.” Santana falava irritada e Quinn começava a chorar. “E-eu não quero você aqui, Quinn, eu não te quero aqui, eu não te quero perto de mim ou perto da minha filha. E-eu não quero olhar pra você.” A latina alterou sua voz, fechando seus olhos, enquanto Quinn apenas sentir seu peito doer com as palavras enfurecidas de Santana.
“Tana, eu. – “
“Não me chama de Tana. Você perdeu esse direito quando resolveu ir embora, aliás, você perdeu qualquer direito de dirigir a palavra a mim quando decidiu ir embora.” Santana virava de costas para que Quinn não a visse chorando. “E-eu não quero olhar pra você, Quinn, eu estou com tanta raiva que eu mal consigo ouvir sua voz.” A latina sabia que estava sendo cruel, mas não se importava, tudo o que Quinn fez com ela doeu muito mais. “Eu quero que você vá embora.” A latina falou suavemente.
“Santana, por favor, me deixa explicar, me escuta, por favor.” O tom de voz de Quinn fazia o coração de a latina doer. Ela odiava saber machucar as pessoas, ainda mais essa pessoa sendo o amor de sua vida, mas ela não podia amolecer. Santana sabia que precisa ser firme e não queria ver Quinn na sua frente naquele momento.
“Vai embora.” Santana repetiu sussurrando, enquanto as lágrimas caiam por suas bochechas. “Por favor, vai embora.” A latina colocou as mãos em seus ouvidos, demonstrando que não ouviria mais nada do que Quinn tinha pra falar.
A loira ficou parada por alguns segundos encarando o amor da sua vida que a pedia para ir embora, Céus, como isso doía. Quinn sabia que tinha machucado Santana, mas nunca imaginou que tudo isso machucava tanto a latina dessa forma. Ela estava sentindo seu peito doer, mas sabia que não podia obrigar Santana a ouvi-la, pelo menos não agora, ela precisa ir embora e respeitar a vontade da latina.
“Está bem.” Quinn finalmente falou e mesmo com as mãos nas orelhas, Santana podia ouvi-la. “Você pode dizer pra Maya que eu precisei ir, mas que eu volto para vê-la novamente.” A médica suspirava. “E-eu não vou desistir, San.” Santana prendeu sua respiração ao ouvir as últimas palavras de Quinn antes da médica finalmente ir embora.
Santana tirou as mãos dos ouvidos, respirando fundo, virando a cabeça para o lado e vendo pelo canto de seus olhos que Quinn realmente não estava mais lá. A latina voltou correndo para o quarto de Maya, sentindo como se fosse cair a qualquer momento. Ela se sentou no sofá onde tinha dormido, colocando as mãos sobre seu rosto e começando a chorar em silêncio sentindo raiva, dor, ódio, mas ao mesmo tempo, o amor que ela tanto tentou esquecer, era uma das razões que faziam seu coração doer.
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O relógio marcava nove horas da manhã e Santana estava sentada no sofá, com a cabeça encostada no encosto do mesmo, olhando para o teto. A latina já não chorava mais, mas ainda podia sentir seu peito doer sem parar. Sua cabeça girava a mil e ela não sabia o que fazer. Santana não podia negar que estava com medo. Sim, ela estava com medo por toda essa situação, pela volta de Quinn, mas se manteria o mais distante possível da médica, porque ela não se machucaria novamente.
“Bom dia, srta. Lopez.” A médica de Maya entrava no quarto, tirando Santana de seu transe.
“Bom dia.” A latina respondeu se levantando.
“Eu vim examinar Maya e ver se ela já pode realmente receber alta.” A médica se aproximou de Maya e Santana apenas sorriu, sem dizer nada.
A médica examinou Maya rapidamente, fazendo a pequena acordar logo que terminou. A doutora fazia algumas anotações no prontuário de Maya e logo se virou para Santana.
“Ela está ótima, eu vou assinar a alta dela e prescrever um remédio. Logo vocês poderão ir para casa.” A médica sorriu simpática e Santana assentiu, esperando a mesma sair do quarto para dar atenção a sua filha.
“Hey mijá, você ouviu isso?” A latina perguntou se sentando na cama ao lado de Maya. “Nós vamos para casa.” Santana sorria, passando a mão sobre a bochecha da filha.
“Mama, cadê a Quinnie?” Maya perguntou fazendo Santana respirar fundo. “Ela estava aqui, não estava? Eu a vi essa noite, mama.” A pequena começava a se desesperar, achando que Quinn tinha a deixado de novo, mas logo sua mãe sorriu, colocando a mão em seu peito.
“Hey, hey, se acalma, munchkin, ela estava aqui, mas precisou ir embora.” Santana tentava manter a voz firme para não chorar novamente na frente de Maya.
“Ela vai voltar pra me ver?” Santana olhava para sua filha antes de assentir. “Eba! Eu fiquei tão feliz de ver a mamãe Quinnie aqui. Espero que ela me visite mais vezes.” A pequena comentou sorrindo e Santana não dizia nada, apenas respirava fundo.
“Bom, o que acha de ligarmos para a abuela e pedir pra ela trazer alguma roupa para você ir pra casa?” Santana sorria, mudando de assunto e Maya assentiu, recebendo um beijo na bochecha de sua mãe.
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Santana descia de seu carro com Maya em seu colo, enquanto Maribel trazia as bolsas atrás, acompanhando suas duas garotas até o elevador. A latina já tinha avisado seus amigos que Maya estava indo embora em algumas horas, mas não contou quem tinha encontrando aquela manhã quando acordou.
Assim que saíram do elevador, Maya estava com a cabeça deitada no ombro de sua mãe, enquanto suas pernas passavam em volta da cintura da mesma. A pequena parecia exausta e com sono querendo apenas Santana. Maribel tentou pegá-la antes de saírem do hospital, mas Maya grudou com tanta força em Santana que quase a enforcou.
Maribel passou na frente para ajudar a abrir a porta e logo que entrarem, foram surpreendidas por uma grande surpresa na sala do apartamento.
“Surpresa!” Rachel, Brittany, Kurt, Blaine e Puck estavam parados no meio da sala, com chapéus na cabeça, segurando bexigas e jogando confetes para cima, fazendo Santana rir ao ver como seus amigos estavam vestidos.
“Bem vinda de volta, Maya!” Brittany assobiava e Maya os olhavam com os olhos brilhando.
“Como vocês conseguiram fazer tudo isso?” Santana perguntou se aproximando de seus amigos, enquanto eles depositavam beijo na bochecha de Maya que continuava no colo da mãe.
“Hoje em dia tudo se vende, não precisa mais fazer nada.” Kurt gesticulava. “E adivinha o que nós temos na cozinha?”
“O que?” Maya perguntou ansiosa, olhando para seu tio Kurt.
“É uma comida que você gosta muito.” Brittany brincava.
“E a primeira letra dessa comida é a mesma do seu nome.” Blaine continuava, fazendo Maya olhar para seus tios, em seguida para sua mãe e abriu a boca, batendo palma.
“MUFFIN!” A pequena gritou levantando seus braços, fazendo sua mãe rir.
“Sim!” Brittany fazia a mesma coisa, se aproximando para pegar Maya no colo, mas a pequena rapidamente passou seus braços em volta do pescoço da mãe fazendo todos estranhar a atitude da mesma.
“Mm, Maya, por que você não vai com a tia Brittany? Ela vai te dar o seu muffin.” Santana falava suavemente, passando os dedos no rostinho de Maya.
“Você pode ir comigo?” A pequena sussurrou, apertando suas pernas na cintura da mãe.
“Claro.” Santana não sabia do porque Maya estava se comportando daquela forma. Ela nunca foi de ignorar o colo de nenhum de seus tios, principalmente de Brittany que tinha virado sua melhor amiga desde o momento que a conheceu. Mesmo não entendeu o que estava acontecendo, ela apenas sorriu para sua filha, assentindo levemente e indo para a cozinha, enquanto Brittany estava ao seu lado.
“Está tudo bem?” Rachel perguntava para Maribel que continuava na sala.
“Eu não sei, ela está assim desde quando saímos do hospital. Nem comigo ela quis vir.” Maribel colocava as bolsas na poltrona enquanto Rachel olhava para Puck e seguiam para cozinha junto com os outros.
“Muffin de chocolate!” Maya passava a língua nos seus lábios enquanto pegava um muffin da mesa, dando uma mordida, ficando com a boca suja da cobertura do bolinho.
“Mijá, você está se sujando toda.” Santana sorria.
“Maya?” Brittany começava a rir, se aproximando da pequena, cochichando algo no ouvido da mesma que assentia rapidamente, olhando para a dançarina que se afastava e dando outra mordida no bolinho ficando com a boca ainda mais suja.
“Mama?” Maya se virava no colo de Santana, colocando as mãos no rosto da latina e começava a dar vários beijos pelo rosto de sua mãe.
“Maya!” Santana fechava seus olhos rindo, colocando a mão na testa da pequena empurrando sua cabeça para trás devagar. “Brittany S. Pierce!”
“Ops!” Brittany encolhia seus ombros, se escondendo atrás de Rachel.
“To limpa” Maya estava rindo, encolhendo seus ombros e olhando adoravelmente para sua mãe.
“Sua espertinha, pare de dar ouvido as ideias malucas de Brittany.” Santana pegava o guardanapo limpando seu rosto.
“Eu sou um gênio.” Brittany piscava para Santana.
“Tia Rachel!” De repente, Maya se lembrou de algo importante que ela estava ansiosa para contar a sua tia Rachel e Brittany sobre o que tinha acontecido na noite em que ela passou no hospital. Sobre quem foi visitá-la enquanto ela estava no hospital. “Adivinha quem veio me ver?” Maya perguntou e no mesmo instante, Santana sentia seu coração acelerando novamente. A latina desviou seu olhar de suas amigas, tentando respirar normalmente, mas só de se lembrar do ocorrido essa manhã, fazia com que ela se sentisse nervosa novamente.
“Não sei, quem foi te visitar, bear?” Rachel sorria ao perguntando, reparando na empolgação de Maya.
“QUINNIE!” A pequena levantou seus braços novamente e todos os amigos da latina arregalaram os olhos olhando em direção a Santana, imaginando que talvez tenham ouvido errado.
“O que?” Brittany perguntou.
“Sim, a Quinn, mamãe Quinnie, foi me visitar no hospital.” Maya falava sorrindo e Santana mal conseguia olhar para seus amigos de nervoso.
Todos eles ficaram em silêncio. Eles sabiam como Santana tinha sofrido com toda a situação com Quinn e não podiam negar que estavam preocupados em saber como a latina estava. Era difícil tocar no assunto com Maya por perto, mas todos sabiam que se Santana e Quinn se encontrando, com certeza a latina não estava nada bem.
“Santana?” Rachel falava suavemente e pelo seu tom de voz, ela apenas queria saber se era verdade.
A latina respirou fundo, passando a mão pelos cabelos de sua filha, tentando agir normalmente e então olhou para seus amigos que aparentemente esperavam por uma explicação.
“Vocês se encontraram?” Kurt perguntou preocupado, mas pela reação da latina, todos eles faziam ideia de qual seria a resposta.
“Sim.” Santana respondeu rapidamente e seus amigos trocavam olhares entre eles. “Enfim, Maya, o que acha de tomarmos um banho?” A latina tentava mudar de assunto antes que mais alguém perguntasse algo.
“Mas mama e os meus muffins?” Maya olhava suspirando para seus muffins em cima da mesa, fazendo Maribel sorrir.
“Mi amor, se puede comer más tarde.” Maribel falava em espanhol, fazendo os outros sorrirem sem perceber.
“Abuela” Maya falava manhosa, mas Maribel apenas balançou a cabeça dizendo que não e a pequena se encolheu contra o corpo da mãe.
“Gente,” Santana pegava Maya no colo se levantando. “Adorei o que vocês fizeram, Maya sem dúvidas amou os muffins, mas vocês se importam se tomarmos um banho e descansarmos? Meu pescoço está doendo e preciso descansar.” A latina falava calmamente, recebendo um olhar de seus amigos que dizia: Vamos conversar sobre Quinn mais tarde.
“Claro, San, nós falamos mais tarde.” Rachel sorriu se aproximando para se despedir e todos fizeram o mesmo, enquanto Maya agradecia pelos muffins.
“Pronta para tomar banho e descansar?” Santana perguntou para Maya.
“Estou, mas mama, você promete que não vai me deixar?” Maya perguntou franzindo o cenho, enquanto olhava para suas mãozinhas.
“Mijá, é claro que não, de onde você tirou isso?” Santana andava com sua filha até o quarto, para se preparem para o banho.
“Porque eu não quero ficar sem você, mama. Quinnie foi embora e me deixou, agora ela voltou e me deixou de novo. Eu não quero que você também me deixe.” A pequena falava carinhosamente.
“Hey, olha pra mim.” Santana colocou Maya em pé em sua cama, fazendo-a olhar em seus olhos. “Eu não vou a lugar algum, mamãe está bem aqui e não vou te deixar nunca.” A latina respirou fundo, ela sabia que precisava continuar falando para que Maya não ficasse insegura, mas ela não podia dizer o mesmo sobre Quinn para confortar sua filha. Ela não confiava mais na médica e não queria que Maya se machucasse novamente. “E Quinn, bom, eu te falei, ela precisou resolver algumas coisas, mas...”.
“Ela volta?” Maya interrompeu.
“Mhm, eu espero que sim.” Santana falou respirando fundo, sorrindo enquanto mil coisas se passavam por sua cabeça e uma delas era desejando que Quinn não machucasse sua filha novamente ou ela mesma daria um jeito nisso.
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Enquanto Santana e Maya dormiam em seu apartamento, Rachel e Brittany assim que deixaram as duas latinas descansarem, ligaram para Quinn para saber se ela realmente estava aqui a convidando para almoçarem juntas.
Claro que Quinn concordou já que ela estava morrendo de saudades de sua melhor amiga e não podia negar que também sentia falta de Rachel. Ela precisava de alguém para conversar, porque estava perdida. Se sentia perdida depois de ter sido chutada por Santana naquela manhã.
O relógio marcava exatamente meio dia quando Quinn saiu de casa para encontrar suas amigas. Ela não podia negar que estava ansiosa para vê-las e agradeceu mentalmente por não estar longe do lugar aonde iriam se encontrar.
“Quinn!” Brittany praticamente gritou na porta do restaurante assim que viu sua amiga descer do carro sorrindo com o entusiasmo da dançarina.
“Brittany!” Quinn também gritou, apertando o alarme de seu carro e se aproximando de Brittany de braços abertos, recebendo a dançarina. “Que saudades, Britt-Britt!” Quinn apertava sua amiga em seu braço, enquanto a mesma depositava um beijo demorado em sua bochecha.
“Eu também estava com saudades, Quinnie bear.” Brittany soltava Quinn, deixando a mesma cumprimentar Rachel.
“Oi Quinn.” Rachel falava simpática dando um abraço apertando na médica que correspondia.
“Como vai, Rachel?” Quinn sorria, saindo do abraço de Rachel.
“Eu estou bem, fico feliz em te ver.”
“Também fico feliz em ver vocês.” Quinn ajeitava sua bolsa em seu braço.
“Vamos entrar, porque eu estou faminta.” A dançarina encaixava seu braço no de Quinn, enquanto as três entravam no restaurante indo se sentar.
As três se sentaram em uma mesa no fundo do restaurante e logo um garçom veio atendê-las. O lugar era italiano e enquanto Brittany e Quinn pediam lasanha, Rachel pedia uma salada de vegetais.
Quinn não queria que o primeiro assunto fosse Santana, até porque, ela queria aproveitar o momento matando saudades de suas amigas sem se sentir egoísta para falar só dela. A médica perguntou exatamente como Brittany e Rachel começaram a sair e não conseguia parar de rir ao descobrir o quanto Brittany foi insistente e chata atrás de Rachel que tinha grandes dúvidas sobre qual cor do arco-íris realmente era.
O Garçom tinha trago os pedidos e enquanto comiam, continuavam a falar sobre a relação da dançarina e da diva que se fazia de difícil.
Rachel contou que não era fácil tirar Brittany da cabeça, mas por estar confusa com sua sexualidade sempre tentava sair como amiga da dançarina, mas era difícil se controlar todas as vezes que os lábios de Brittany estavam contra os dela.
“Eu já sabia dessa história, mas é muito mais engraçada ouvir em detalhes.” Quinn ria dando um gole em seu vinho.
“Não foi nada, fácil Quinnie. Acho que nunca fui chutada tantas vezes.” Brittany brincava fazendo careta para sua namorada.
“Em minha defesa.” Rachel gesticulava. “Foi difícil me definir. Me achar pra poder começar algo com a Brittany, ainda mais com Santana pegando no meu pé, dizendo que sempre soube que eu era lésbica.” Quinn respirou fundo ao ouvir o nome de Santana pela primeira vez desde a hora em que chegaram, mas suas amigas não pareceram perceber isso. “Mas com o tempo, não consegui mais ficar longe.” Berry deu de ombros.
“Eu confesso que fiquei muito feliz em saber que vocês estavam namorando.” Quinn sorria enquanto Brittany depositava um selinho nos lábios de Rachel.
“Obrigada, Quinnie Bear.” Brittany voltava a comer quando decidiu mudar de assunto. “Agora me diz, você realmente voltou?” A dançarina perguntava apreensiva olhando nos olhos de sua amiga.
“Voltei.” A médica largava o garfo, terminando de comer.
“E fiquei sabendo que você já encontrou Santana e Maya.” Berry falava cuidadosamente com medo de estragar a tarde das três que estava tão divertida.
“Mm, sim, eu cheguei nessa madrugada e uma amiga minha me ligou do hospital avisando que Maya tinha passado mal. Eu não podia deixar de vê-la e quando cheguei lá, acabei acordando-a e conversamos um pouco.” Quinn sorria lembrando-se da felicidade de Maya ao vê-la.
“E... Você encontrou a Santana?” Brittany já sabia a resposta, mas queria saber por sua amiga como foi o encontro. Quinn hesitou por alguns segundos antes de assentir.
“Encontrei e confesso que não foi muito agradável.” A médica sorria triste, enquanto seus olhos enchiam de lágrimas novamente ao se lembrar das palavras da latina.
“Quinn, você não esperava que Santana fosse te receber de braços abertos, esperava?” Berry perguntava.
“Não, Rachel, mas... Ela foi grossa, quis que eu fosse embora, disse que não queria que eu estivesse ali, mas eu sei que mereço, afinal, eu a machuquei e ela só estava se defendendo.”
“Santana é Santana.” Berry arqueava suas sobrancelhas.
“Eu só queria que... Eu queria que ela pelo menos me ouvisse.” Quinn falava calmamente. “Que ela ouvisse o real motivo por eu ter ido embora e o real motivo por eu ter voltado.”
“E qual o real motivo por você ter voltado?” Brittany perguntava e Quinn mordia o canto de seus lábios.
“Por ela.” A médica falou sussurrando e suas amigas se olharam, sem saber o que fazer.
“Olha Quinn, eu não vou mentir pra você e dizer que estou do seu lado, porque não estou.” Berry falava calmamente. “Santana é minha melhor amiga, mas também não estou do lado dela, aliás, não escolho lados, mas não da pra fingir que você não a machucou, porque só eu sei como ela ficou quando você foi embora.” Rachel respirava fundo e Quinn sentia seu peito doer ao ouvir tudo isso. “Ela ficou um caco, Quinn. Santana mal comia, ia trabalhar e quando voltava nós mal nos víamos, até parou de dar atenção para Maya, eu tive que conversar com ela, pra ela poder ver o que estava fazendo com a filha. Foi muito difícil pra Maya. Ela não entendia do porque a Santana ter ficado tão distante e você sabe o quanto aquelas duas são próximas.” Rachel pausou e percebeu que os olhos de Quinn estava cheios de lágrimas. “Ela ficou muito machucada, porque Santana realmente achou que você ficaria.”
“Você virou o Voldemort pra ela, Q.” Brittany falava inocente, fazendo Quinn soltar uma pequena risada. “Ninguém podia falar seu nome perto dela e demorou pra ela se recuperar, aliás, nem sei se ela se recuperou. Santana arrumou a Sammy, mas acho que é pra tentar seguir em frente e te esquecer de vez.” A dançarina encolhia seus ombros e Quinn assentia demonstrando que estava entendendo.
“E não posso negar Quinn, Samantha é um amor.” Rachel falava apreensiva, mas sabia que precisava contar sobre Samantha. “É até difícil não gostar dela. Ela trata Maya super bem, cuida muito da Santana.”
“É super atenciosa, mas, Quinnie Bear.” Brittany pegava na mão de sua amiga. “Eu tenho certeza que Santana ainda te ama.” A dançarina falava confiante tentando confortar a médica que apenas sorriu.
Ouvir sobre Samantha era difícil. Quinn sabia que Santana estava namorando, mas desejou que a garota tivesse pelo menos algum defeito que a favorecesse, mas aparentemente, Samantha era perfeita e estava fazendo a sua latina feliz. Será que ela ainda tinha alguma chance?
“E-eu estou perdida.” A médica respirava fundo, tentando não chorar. “Eu voltei por ela, porque eu realmente a amo, mas depois do que ouvi essa manhã, não sei se vou conseguir.” Quinn mordia o canto de seus lábios. “Ela estava com tanta raiva que por um segundo, jurei que ela ia me matar. Vocês precisavam ver o olhar dela, o desespero de me ver, o quanto aquilo estava perturbando ela e e-eu não sei se fiz certo em voltar.” Quinn sentia uma lágrima escorrer em seu rosto, mas logo passou a mão secando.
“Talvez se você der um tempo as coisas podem se ajeitar, Quinnie.” Brittany acariciava a mão de Quinn tentando confortá-la novamente. “A Samantha pode ser legal, mas ela nunca será você. Ninguém pode te substituir, porque você é ótima, Quinn. Você se tornou a mãe da Maya. Se tornou o grande amor da Santana, acha mesmo que ela te esqueceu assim?” A dançarina perguntou.
“Dê um tempo pra ela, Quinn, eu só não vou ajudá-la a separar Santana da Samantha, porque não posso mentir, não quero que minha amiga se machuque novamente e farei o que for pra isso não acontecer, então você precisa pensar no que realmente quer, para não tirá-la de alguém que estava lhe fazendo feliz pra depois partir o coração dela de novo. Ela pode ser forte por fora, mas por dentro ela não é. Eu conheço Santana como ninguém e acredite, ela ficou destruída como nunca ficou antes no momento em que você decidiu ir para Flórida.” Berry sabia que estava pegando pesado, mas ela precisava deixar claro o que pensava e que protegeria sua amiga.
“Eu entendo, Rachel.” E Quinn realmente entendia. Ela sabia que não podia fazer Santana sofrer novamente e tinha voltado para ficar. Quinn voltou para ter o amor da sua vida de volta e faria qualquer coisa para ter a confiança da latina de volta. Até porque, esse teria que ser o seu primeiro passo, mas será que ela era forte o suficiente para conseguir? “Não pretendo machucá-la novamente e muito menos machucar Maya. Eu realmente voltei para ficar e me reaproximar delas.”
“Eu estou tão feliz!” Brittany falava empolgada. “Vai dar tudo certo, Quinnie, mas vai com calma, está bem? Não vamos machucar ninguém no meio do caminho. Não vamos machucar a Samantha, porque ela é mesmo muito legal e pela história das duas, Samantha foi bem paciente porque sempre soube do amor da San por você.” A dançarina falava carinhosamente. “Chega de machucá-las, ok? Você precisa fazer tudo certo e vou estar aqui pra você durante todo o caminho.”
“Awww Brittany, eu te amo.” Quinn abraçava Brittany, passando seus braços em volta do pescoço da dançarina. “Céus, como eu senti sua falta. Você é a melhor, Brittany S. Pierce.”
“Eu sei.” A dançarina respondeu, saindo do abraço de Quinn.
A médica olhou para Rachel que sorriu simpática. Berry não ficaria do lado de nenhuma das duas, até porque, Quinn era melhor amiga de sua namorada e não queria se meter nisso, mas ela ficaria preparada caso a médica machucasse Santana e Maya novamente. Ela estava dando uma segunda chance para Quinn e não queria se decepcionar. Rachel sabia que as duas podiam ser grandes amigas, mas assim como Santana, Berry também precisava aprender a confiar em Quinn novamente.
“E o que faço para me aproximar dela?” Quinn perguntou e Brittany olhou sorrindo para Rachel e as duas começavam a falar sem parar dando ideias para a médica que se sentia aliviada em saber que não estaria sozinha nessa sua pequena luta.
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Santana abria seus olhos lentamente sentindo beijos suaves em sua bochecha, descendo pelo seu pescoço, enquanto uma mão passava carinhosamente pelo seu cabelo. A latina respirou fundo sentindo o perfume de sua namorada e sorrindo sem abrir os olhos.
“Mmm, se você continuar acariciando meu cabelo dessa forma vou dormir por mais algumas horas.” Santana falava com sua voz de sono, se encolhendo contra o corpo de Sammy.
“Adoro quando você fica assim, sabia?” Sammy admirava a beleza de sua namorada, enquanto sorria. “Abraçada comigo, enquanto faço carinho no seu cabelo. Eu adoro isso.” A pianista depositou um beijo na bochecha da latina que abriu seus olhos, sem dizer nada, aproximou seus lábios aos da mesma, depositando um selinho demorado, antes de se mexer saindo da cama.
“Maya já acordou?” Santana perguntava enquanto ia para o banheiro lavar seu rosto.
“Já, ela e sua mãe saíram para comprar algumas coisas.” Sammy se deitava na cama da latina, enquanto esperava a mesma retornar do banheiro.
“Mmm e como foi sua manhã com suas irmãs e sua mãe?” Santana perguntava ao voltar do banheiro e se deitar novamente ao lado de Samantha, ficando de frente para a mesma.
“Foi muito bom e estão ansiosas para conhecê-la.”
“O que?” Santana perguntou arregalando os olhos. “Não, não, não, eu não conheço pais. Não conheço famílias. Não mexo com essas coisas. Não me dou bem com pais.” A latina gesticulava fazendo Sammy rir.
“Para de ser boba, só de me ouvirem falar de você já te amam.”
“Mm, não é difícil não me amarem, não as culpo.” A latina brincou e Samantha depositou um selinho em seus lábios.
As duas ficaram em silêncio por alguns segundos e Santana se lembrou do evento que aconteceu pela manhã. Quinn estava de volta e a latina sabia que precisava contar para Samantha, até porque, não queria deixá-la insegura e machucá-la. Santana sempre foi sincera com a pianista e não podia omitir isso. As duas podiam se encontrar em qualquer lugar, ou até mesmo dentro do prédio, já que Brittany e Quinn são amigas e a médica podia vim visitá-la. Santana não queria que Samantha ouvisse a notícia por Maya. Ela queria contar e sabia que precisava fazer isso, devia isso para sua namorada.
“Mmm, Sammy, nos precisamos conversar.” Santana olhava seria para sua namorada que assentiu, olhando atenta para a latina.
“Aconteceu alguma coisa, gatinha? Você parece preocupada.” Sammy passava seus dedos pela testa de Santana, levando algumas mexas do cabelo da mesma para trás.
“Sammy,” Santana olhava nos olhos de sua namorada e não sabia como falaria isso pra ela. Era difícil tocar no nome de Quinn, ainda mais para Samantha que sempre soube do relacionamento das duas. “Mmm... Hoje de manhã quando acordei no quarto da Maya.” A latina pausou, tentando se mostrar indiferente para o que ia falar em seguida. “Ela não estava sozinha.”
“Como assim?” Sammy franziu o cenho.
“Quinn estava com ela.” Santana respirou fundo ao falar, tentando manter seu olhar de indiferente.
“Quinn? Sua ex-Quinn?” Samantha perguntou surpresa, sentindo seu peito acelerar com medo da resposta, mas assim que viu Santana assentiu, a pianista desviou seu olhar de sua namorada e um sentimento de insegurança aparecia em seu peito.
“Hey, olha pra mim.” Santana pousava a mão no rosto de Sammy, sentindo a mesma insegura, fazendo-a olhar em seus olhos. “Não me importo por ela estar aqui ou não. Quinn não significa mais nada pra mim, ela é meu passado, você é meu presente e futuro. Eu gosto muito de você, Samantha e não quero que você fique insegura, porque não me interessa se Quinn voltou ou não, você é minha namorada e é a única que me importa.” A latina sorria depositando um selinho nos lábios de Samantha que no mesmo instante relaxou.
Santana queria lá no fundo que suas palavras fossem verdade, mas ela estava tão confusa por ver Quinn que sentia como se fosse explodir a qualquer momento. Dizer que a médica não significava mais nada pra ela, era algo que sua cabeça queria que acontecesse, mas seu coração ainda dizia que Quinn significa o mundo pra ela. A latina evitava esses sentimentos tentando se importar apenas com Samantha. Ela não queria que a pianista se machucasse, mas até quando ela ia conseguir? Se já estava difícil evitar seu amor por Quinn com a mesma ausente, vai ser muito mais difícil evitar esse sentimento correndo o risco de vê-la com frequência.
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