The New Girl in the House
13 Visita
Notas iniciais
– E depois eu caí no meio dos presentes, derrubei a árvore e fiz a tomada do pisca-pisca explodir — contei – E passei quase duas semanas cumprindo detenção.
Louis cedeu-me várias gargalhadas, dei um sorriso satisfeito. As pessoas no metrô olhavam para nós, acho que era por sermos os únicos presentes a rir daquela maneira. A risada de Louis era tão calma e pura que fazia as garotas presentes soltarem suspiros sonhadores, sorri ao perceber isso.
– Suas histórias são tão divertidas, Nina – disse Louis, parando de rir depois de um tempo – Seus dias de orfanatos foram intensos.
Assenti, soltando um suspiro.
– Foram sim – falei – Akira e eu éramos uma dupla inseparável, mas sempre fomos bons alunos. Os professores não tinham do que reclamar de nosso comportamento na sala de aula, mas éramos verdadeiras pestes fora dela.
Louis deu outra risadinha, sacudindo a cabeça de maneira divertida.
– Estou ainda mais ansioso para conhecer Akira depois disso – ele disse – Gostaria de conhecer o companheiro da minha irmã.
Ri, concordando internamente com o que Louis disse.
– Somos mesmo companheiros, embora eu goste de dizer que somos parceiros de crime – falei, rindo – Akira e eu podíamos entrar para a máfia.
Louis riu, respirei fundo. O metrô foi desacelerando aos poucos, indicando-me que nossa estação havia chegado. Apertei ansiosamente minhas mãos, minhas pernas começam uma espécie de dança nervosa.
– Fique calma, você já vai vê-lo – disse Louis.
Ele pôs a mão esquerda em meu joelho, segurando gentilmente minha perna no lugar. Olhei-o, Louis encarava-me com seus olhos calmos.
– Parece que vocês dois realmente sentem falta um do outro – ele disse, suspirando – O amor de vocês é forte.
– Nem faz ideia do quanto – concordei, assentindo uma vez.
Louis soltou outro suspiro, abrindo um sorriso terno.
– É muito bom saber disso – ele disse.
Sorri de volta, sentindo-me muito aliviada. Eu sempre quisera ter um irmão que me entendesse, e Louis era o cara perfeito para isso.
– Vamos descer agora – ele disse – Fique tranquila, já vamos chegar lá.
Assenti, sentindo a velocidade do metrô parar de vez. As portas foram abetas, Louis e eu levantamos de nossos lugares. As garotas presentes olharam cobiçosamente para meu irmão, abafei uma risadinha. Louis pegou minha mão assim que saímos do vagão, caminhando pela plataforma de forma leve e despreocupada.
– Você faz sucesso com as garotas, tô correta? – falei, olhando seu rosto sereno.
Louis soltou um pequeno suspiro, tomei isso como um sim.
– Aposto que todas elas vão sonhar com você esta noite – zombei.
Ele cedeu-me um sorrisinho, mascarando uma risadinha. Dei um sorriso vitorioso, mordendo meu lábio inferior.
– Você tem namorada, Louis? – perguntei.
– Não no momento – respondeu.
Arquejei, fingindo estar deliciando o momento.
– Ah, metade da população feminina do mundo acaba de ter um ataque de fã – falei.
Ele finalmente riu, soltei uma risadinha vitoriosa.
– Nina, você não existe – ele disse.
Ri, dando de ombros.
– Fazer o que? Sou maravilhosa – brinquei, soltando um suspiro satisfeito.
Louis apertou minha mão, sorrindo carinhosamente para mim.
– Sim, você é – ele disse.
Abri um grande sorriso, abraçando-o pela cintura. Ele riu, mas retribuiu meu abraço desajeitado enquanto andávamos em direção à saída da estação. Não nos soltamos até estarmos na rua, onde não podíamos mais andar daquele jeito por conta do movimento de gente. Não estávamos mais na área rica da cidade, as pessoas aqui eram mais gentis e calorosas.
– Para onde vamos agora? – perguntou Louis.
Mordi o lábio, olhando em volta para situar-me. Reconheci uma cafeteria à dois quarteirões, Akira já me levara ali uma vez, durante o único dia no mês em que podíamos sair do orfanato sem supervisão.
– Estamos bem perto agora – falei – O orfanato fica à três quadras daqui.
Louis assentiu, procurei sua mão. Ele entregou-a de bom grado, sorrindo gentilmente.
Começamos a caminhar na direção que eu indicara, estávamos em um silencio confortável. Eu achei incrível a inclinação que Louis tinha à calmaria, era impossível não observa-lo atentamente enquanto andávamos. Seu queixo estava levemente empinado, seus olhos estavam quase fixos no céu da tarde de sexta feira. Ele parecia estar completamente perdido em seus pensamentos, e soltava um suspiro calmo de vez em quando. Seu rosto estava razoavelmente sério, mas eu podia ver um inicio de sorriso em seus lábios delicados e rosados. Louis parecia um anjo, eu não poderia achar outra coisa para compara-lo com tal perfeição.
Ele apertou levemente minha mão, despertando-me de meus devaneios. Senti um fio na barriga quando reconheci o ambiente em que estávamos agora, Louis deve ter sentido minha tensão.
– Estamos perto? – perguntou.
Assenti, indicando a rua ao meu lado.
– É no fim dessa rua – falei.
Louis assentiu, tomando a direção que eu lhe mostrara. A rua estava exatamente do modo que eu lembrava, fazendo-me sorrir de forma nostálgica. As árvores robustas continuavam do mesmo jeito, derrubando suas folhas em cima dos carros do professores do orfanato. A calçada limpa abrigava um desenho feito à giz, alguma criança deve tê-lo feito durante a visita externa de hoje. A loja de doces do outro lado da rua estava aberta, muitas pessoas entravam e saiam dela com grandes sorrisos.
– Eles fazem chocolates ótimos – falei, apontando para a loja do meu dedo indicador.
Louis olhou para a loja, um sorriso leve abriu-se em seu rosto.
– Talvez devêssemos comprar algo para Wataru quando formos voltar para casa – ele disse.
Assenti, ele sorriu para mim.
– Eu vou trazê-lo aqui um dia – falei.
Louis assentiu, fixando seu olhar nos portões do orfanato.
Senti um leve choque ao vê-lo novamente, mas não parei de andar. Estavam fechados, mas o porteiro aguardava do lado de dentro.
– Sr. Kitazawa! – chamei.
O homem me olhou, acenei.
– Nina, minha querida amiga – ele disse – É muito bom vê-la outra vez.
Ele abriu os portões, Louis e eu entramos assim que pudemos. Sr. Kitazawa era um homem baixo, barrigudo e bigodudo. Seus cabelos eram grisalhos, e seus olhos cinzentos o faziam parecer um urso cinza.
– Veio visitar os amigos? – ele perguntou.
– Isso mesmo – respondi, sorrindo calorosamente para o velho.
Kitazawa olhou para Louis, meu irmão sorriu para ele.
– Este é Louis, meu irmão – falei.
O velho sorriu, acenando para Louis.
– Sejam bem vindos – ele disse – É bom vê-la de novo, Srta. Kazama.
Sorri, senti Louis envolver maus ombros com seu braço.
– Vamos entrar, nos vemos mais tarde – falei.
– Até a vista – disse Kitazawa.
Louis e eu acenamos, o velho porteiro sorriu para nós. Puxei Louis de forma gentil até os jardins do orfanato, sentindo-o olhar para mim.
– As autoridades desse orfanato sempre foram muito gentis comigo – falei – Eu sempre os respeitei, bem, quase sempre.
Louis lançou-me um olhar curioso, mordi o lábio.
– Ora, ora. Vejam só se não é a minha gatinha – disse uma voz maliciosa.
Parei de andar, Louis piscou. O ruivo apareceu, parando diante de mim. Seus cabelos vermelhos estavam um pouco mais longos, e ainda mais bagunçados do que eu me lembrava. Eles adotavam um tom quase laranja, fazendo-o parecer o palhaço daquela rede de lanchonetes famosa. Seus olhos âmbar estavam quase alaranjados sob a luz do sol da tarde, ele parecia terrivelmente sagaz ao me olhar daquele jeito.
– Você voltou para me ver – ele disse, dando um risinho – Chegou na hora certa, eu estava mesmo pensando em você.
– Bruce – cuspi, trincando os dentes.
Bruce riu, esfregando as mãos como uma mosca.
– Que saudade da minha gatinha – ele disse.
Louis olhou de mim para Bruce, como se tentasse entender a relação que tínhamos.
– Você está me traindo? – disse Bruce, encarando Louis com um sorriso perverso.
Revirei os olhos, Louis franziu as sobrancelhas.
– Esse é meu irmão, Louis Asahina – falei – Louis, este é Bruce Barnes, um chato.
Bruce riu, mas acenou para Louis. Meu irmão dirigiu-lhe um sorriso educado, suspirei.
– Veio ver seu namorado? – o ruivo perguntou – Não devia, eu sou bem melhor do que ele.
Revirei os olhos outra vez, agarrando o braço de Louis.
– Venha, Louis – chamei – Não vale à pena.
Bruce riu, acenando com uma certa inocência fingida.
– Bom te ver também – ele disse.
Bufei, lavando Louis para longe. Meu irmão me encarava cuidadosamente, estudando minha expressão.
– Não se preocupe, somos amigos – falei.
Louis pareceu relaxar um pouco quando ouviu aquilo, suspirei.
– Ele parece ser tão infame quanto Fuuto – ele disse.
Revirei os olhos, permitindo-me sorrir de leve.
– Ele é ainda pior, pelo menos o Fuuto não tenta se aproveitar das meninas, eu acho – falei – Bruce está bonzinho hoje, queria saber o que deixou ele assim.
– Eu sei o que foi – disse uma voz muito familiar.
Congelei, prendendo a respiração. Virei meu rosto na direção da voz devagar, piscando muitas vezes.
– Amanhã ele faz 18 anos, então pode sair desse lugar na segunda feira – a voz voltou a dizer.
Pisquei, encarando aqueles olhos azuis outra vez. Ele abriu um sorriso brilhante, suspirando ao mesmo tempo. Seus cabelos estavam bagunçados como sempre, e moldavam com perfeição seu lindo rosto. Aqueles olhos azuis estavam muito brilhantes, refletindo a luz do sol.
– Akira?! – chamei.
Seu sorriso cresceu, ele abriu os braços. Soltei o braço de Louis, abrindo um sorriso tão grande que minhas bochechas doeram. Fui ao encontro de Akira, quase correndo em sua direção. Abri os braços, pulando em seu pescoço e apertando-o junto a mim.
– Akira! – falei.
Ele deu uma risadinha marota, girando-me nos braços como se eu não pesasse nada. Soltei uma risada estrangulada, assuntando-me com o tom de voz estridente que eu usara.
– Imaginei como seria sua reação – ele disse.
Ri de novo, foi apenas minha risada normal dessa vez. Akira pôs-me no chão, suas mãos seguraram meus ombros. Seus olhos fixaram-se nos meus, aquele sorriso enorme em meu rosto tentava ficar ainda maior.
– Nada em você me surpreende – ele disse.
Meu sorriso conseguiu ficar maior, mas palavra alguma conseguiu sair da minha boca. Era como se o simples alivio de ver Akira novamente fosse o suficiente para deixar-me sem voz, já que o brilho daqueles olhos sempre me deixavam sem palavras.
– O gato comeu sua língua? – Akira perguntou, sacudindo-me um pouquinho – Eu quero ouvir sua voz.
Ofeguei, ele sorriu. Abracei-o outra vez, apertando-o com toda a força que consegui reunir. Ele riu baixinho, abraçando-me de volta com força também. Enterrei meu rosto em suas roupas, aspirando seu cheiro com a boca aberta. Senti seus lábios depositarem-se sobre minha testa, colei minha orelha em sua clavícula.
– Eu te amo – consegui sussurrar.
Ele prendeu a respiração, apertando-me com mais força.
– Oh, querida – ofegou – Eu também te amo, minha Nina.
Meu sorriso incansável parecia estar rasgando minhas bochechas, fechei os olhos com força.
– Eu te amo – repeti.
Ele segurou a lateral direita do meu pescoço com a mão, erguendo um pouco meu rosto.
– Eu também te amo – respondeu.
Akira fixou seu olhar no meu, envolvendo-me no azul intenso de seus olhos. Inclinei-me em sua direção, sentindo como se uma enorme força magnética estivesse me puxando para ele. Akira correspondeu ao meu movimento, aproximando seu rosto do meu. Fechei os olhos, sentindo que ele fazia o mesmo.
E então nossos lábios se encontraram, e foi como se fosse a primeira vez.
Foi só um encostar, mas foi como se uma força invisível tivesse acendido uma banana de dinamite dentro do meu peito. Mesmo sendo bem rápido, aquele contato quase me fez entrar em combustão espontânea bem no meio do jardim. Todo o meu corpo pareceu se acender sob aquele toque doce, e todo o meu ser começou a respira-lo como seu próprio tipo de oxigênio. Seu cheiro, seu gosto, a textura dos seus lábios...
Eu estava com Akira.
Minha mão subiu por seu peito, indo em direção a sua nuca. Agarrei-lhe os cabelos, puxando-o para mim. Akira sabia como eu era impaciente em relação aos seus beijos, era como se eu necessitasse de seu carinho. Seus dedos apertaram levemente meu queixo, seus lábios enrijeceram-se um pouco. Soltei um gemido doloroso, puxando seu rosto em direção ao meu. Ele soltou um muxoxo sofrido, puxando sua boca da minha antes que eu estivesse minimamente satisfeita.
– Que droga...
– Calma, minha apressadinha – calou-me, colocando dois dedos acima dos meus lábios – Seu irmão está nos vendo, não obrigue ele a assistir enquanto você tenta devorar a minha boca.
Arquejei, ele afastou nossos rostos o suficiente para que eu pudesse ver seus olhos. Eles exibiam um brilho maroto, Akira encarava meus lábios com um sorriso sensual.
– Depois resolvemos isso – ele disse – Também estou com muita saudade desta sua boca linda.
Aquele comentário me encheu de calor, como se a quase combustão do beijo dele não fosse o suficiente. Akira piscou para mim, revirei os olhos. Ele me abraçou de lado, depositando um suave beijo em minha testa. Olhei para Louis, meu irmão observava a cena com um pequeno sorriso nos lábios. Akira sorriu para Louis, caminhando até ele comigo agarrada ao seu corpo.
– Você deve ser Akira, eu espero – disse Louis.
Akira sorriu ainda mais, claramente contente ao lembrar que Louis sabia quem ele era.
– E você deve ser o irmão cabeleireiro, Louis, se não me engano – disse Akira – Desculpe pelo titulo, mas só consegui decorar mais ou menos a formação familiar de vocês a partir das profissões.
Louis riu com aquilo, mas estendeu a mão à Akira. Meu namorado apertou a mão do meu irmão, assisti o processo com um sorriso satisfeito nos lábios.
– Nina me falou algumas coisas sobre você – disse Louis, sorrindo gentilmente para Akira – Ela também me disse coisas muito divertidas sobre o tempo que vocês passaram juntos, é muito bom finalmente conhecer você.
Akira olhou-me rapidamente, dei uma piscadinha.
– Bom te conhecer também, cara – ele disse, voltando a sorrir para Louis – O mesmo por aqui, ela fala muito de você também.
Eles sorriram um para o outro, soltando suas mãos do aperto amigável. Inexplicavelmente, eu não me sentia nem um pouco nervosa. Louis me parecia o tipo de irmão que é companheiro e compreensivo, eu soube na hora em que comentei sobre Akira que Louis e ele se entenderiam bem.
– Então, Nina – disse Akira – Quando vou conhecer seus outros irmãos?
Mordi a língua, ele me encarou. Seu olhar estava firme, mas ele estava disfarçando-o muito bem com aquele sorriso simpático que sempre exibia quando conversava com alguma velhinha.
– Er... Eu não sei? – chutei.
Louis e Akira me olharam, depois olharam um para o outro.
– Eu descobri sobre você no nosso primeiro dia como irmãos, ela acabou dizendo seu nome no meio do nosso jantar – disse Louis, dando um sorriso.
Akira riu, apertando-me com carinho.
– Ela nunca consegue segurar a língua, mas fico feliz por isso ter acontecido – disse Akira.
Olhei para ele, meu namorado ainda encarava Louis. Eu podia ver pelo perfil do seu rosto que ele estava realmente feliz com aquilo, mas não pude deixar de ficar levemente constrangida.
– Nossos irmãos devem ter percebido, mesmo que ela tenha dito que vocês eram apenas amigos – disse Louis.
Akira me olhou, aquela felicidade parecera oscilar um pouco.
– Disse isso? – perguntou.
Abri a boca para responder, mas o brilho em seus olhos me impediu de dizer alguma palavra.
– Ela disse, mas não há motivos para que você fique chateado – disse Louis – Bastava olhar nos olhos dela naquela hora para saber que ela estava mentindo, e pude ver pelo rosto dela que Nina está muito apaixonada por você.
Akira olhou rapidamente para Louis, meu irmão sustentou seu olhar de forma calma. Mordi o lábio, Akira olhou-me.
– Desculpa – falei.
Ele soltou um suspiro, depositando um beijo em minha testa. Fechei os olhos por um segundo para desfrutar daquele contato, cedo demais, sua boca deixou minha pele.
– Não se preocupe, querida – ele disse, dando um meio sorriso – Não estou com raiva, mas quero conhecê-los.
Soltei um suspiro de alivio, ele ampliou seu sorriso.
– Irá depender da disponibilidade de cada um, e, claro, da vontade de Nina – disse Louis.
Akira assentiu, espiei o rosto de Louis por um segundo. Meu irmão estava tão calmo e pacifico quando antes, mas pude ver pelo brilho de seu olhar que ele só estava sendo o irmão mais velho.
– Tudo bem, deixemos isso com a Nina – disse Akira.
Ambos me olharam, engoli em seco.
– Por que eu sinto como se vocês dois tivessem acabado de colocar o peso do mundo diante dos meus ombros? – perguntei – E você, Akira, está mesmo assim tão ansioso para conhecer onze homens e um garotinho que, por ventura, são seus cunhados?
Akira e Louis riram muito daquele meu comentário, pisquei.
– Eu não me preocupo com isso, não é como se eles fossem me matar ou algo parecido – disse Akira, ainda rindo – Eu nunca tive medo.
– Podem contar comigo também, se for preciso – disse Louis – Estou disposto a ajudar, se quiserem.
Sorri para Louis, ele sorriu de volta.
– Obrigado, cara – disse Akira – Nunca pensei que iria gostar tanto de um cunhado, mas você me surpreendeu.
Louis riu, Akira e eu compartilhamos uma risadinha. Soltei um suspiro, repousando minha cabeça no ombro de Akira. Ele apertou-me mais, depositando um beijo em meu cabelo. Resisti ao impulso de fechar meus olhos, Akira embalou-me em seus braços bem devagar.
– Vocês estão com saudade um do outro, vou deixa-los sozinhos durante um tempo – disse Louis, dando um sorriso contente.
Akira abriu um sorriso, assisti-os trocarem outro aperto de mãos.
– Estarei naquela loja, vou comprar algo para Wataru – disse Louis.
Assenti, abrindo um sorriso.
– Obrigada, Louis – falei.
Ele sorriu abertamente para mim, olhando-me com certa ternura.
– Não há de que, Nina – ele disse — Tenha seu tempo, e divirta-se.
– Pode deixar – respondi, rindo de leve.
Ele sorriu, acenando para Akira uma ultima vez. Meu namorado retribuiu seu aceno, observamos juntos a saída de Louis.
– Cara legal – disse Akira.
Assenti, soltando um suspiro alegre.
– Sim, ele é – falei.
Akira respirou fundo, continuei olhando na direção em que Louis havia ido. Nossos laços estavam se fortalecendo, deixando-me com a forte impressão de que Louis e eu seriamos muito unidos em um futuro muito próximo.
E então, antes que eu pudesse perceber, Akira deu um puxão em meu braço. Mal tive tempo de arquejar, e já estava sentindo seu corpo contra o meu.
– Que?...
– Hum, minha querida – suspirou, interrompendo-me.
Akira apertou-me com mais força, jogando-se em mim como um filhote de macaco fica com sua mãe.
– Agora sim, eu posso te agarrar direito – ele disse – Ah, que saudade da minha namorada.
Ri, abraçando-o com força também. Akira enterrou o rosto em meus cabelos, cheirando-os.
– Você está tão cheirosa, Nina – ele disse – Senti falta de cheirar você.
Soltei um gemidinho, sorrindo. Ele roçou seu nariz em meu pescoço, sua respiração aqueceu minha pele.
– Macia – ele disse.
Ri baixinho, seu nariz encontrou a linha do meu maxilar, atrás da minha orelha. Akira foi roçando a ponta dele até chegar ao meu queixo, onde soltou um suspiro.
– Estou realmente com saudades da sua boca – ele disse.
Sua voz saiu bem baixinha, quase sacrificada. Respirei fundo, ele subiu a ponta de seu nariz na minha bochecha.
– Eu também – falei.
Ele sorriu, depositando um suave beijo em meu rosto. Mordi o lábio, engolindo um suspiro. Ele desceu seus lábios até meu queixo, onde deu uma suave mordidinha. Dei um pequeno sorriso, sentindo seus lábios quentes encontrarem os meus. Finalmente, o beijo foi formado. Os lábios de Akira dançaram suavemente nos meus, deixando um rastro sutil de calor em meus lábios levemente frios. Soltei um suspiro, sentindo aquele magnetismo outra vez. Suguei seus lábios, tentando aprofundar o beijo.
Akira não resistiu, puxando-me para si com força. Seus lábios ficaram ferozes, quase selvagens ao se moverem sobre os meus. Enfiei minha mão no meio dos seus cabelos, puxando-os com força. Ele grunhiu baixinho, enlaçando minha cintura com seus braços. Akira puxou meu lábio inferior, abrindo minha boca o suficiente para que sua língua macia pudesse entrar. Nossas salivas misturaram-se, entorpecendo-me com o gosto dos seus lábios. Sua língua embolou-se na minha, enquanto seus braços me apertavam com tanta força que chegavam a sufocar-me de forma incrivelmente prazerosa. Ofeguei, tentando respirar em meio ao beijo. A risada de Akira cortou nossa ligação, ele afastou-se de mim. Puxei o ar, tentando manter-me de pé. Ele encostou sua testa na minha, sorrindo e de olhos fechados.
– Respire, querida – ele disse,sua voz trazia certo tom de riso – Respire direitinho.
Tentei não rir, não funcionou. Akira abriu um grande sorriso, juntando seus lábios nos meus outra vez. Seu novo beijo foi suave, leve. O carinho que seus lábios deixavam transparecer era enorme, e aqueceu-me até o último fio de cabelo. Ele não aprofundou esse beijo, encerrando-o enquanto ele ainda não passava de um selinho demorado. Afastamos nossos rostos devagar, seus olhos azuis brilhavam.
– Não pense que acabou, eu ainda vou te beijar muito hoje – ele disse.
Ri, afastando-me dele delicadamente.
– Promessa é divida, não se esqueça – brinquei.
Akira riu, puxando-me para si outra vez.
– Vai ser ótimo cumprir essa promessa – ele disse.
Rimos juntos, não consegui segurar um suspiro.
– Temos cerca de duas horas para ficarmos juntos, o que quer fazer? – ele disse, olhando-me nos olhos.
Soltei aquele suspiro, abrindo um sorriso lento.
– Telhado – falamos em um uníssono.
Ri, Akira fez o mesmo.
– Vamos lá, então – ele disse – Vamos curtir nosso tempo juntos.
Assenti, ele tomou minha mão.
IMAGEM DO CAPÍTULO
Subaru Asahina
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