Notas iniciais
Oi, como vão? Mil desculpas, eu sei que não postei quando havia prometido, mas não pude postar por motivos sérios: Estou em semana de provas. Estou postando hoje para compensar minha demora, espero que gostem. Este capítulo tem um complemento, mas não chega a ser a parte 1. Digamos que ele é uma iniciação, então não veremos aquele "continua" frustrante e viciante no fim do capítulo. Espero que todos vocês gostem, pode parecer pouco, mas é gratificante saber que eu tenho mais de 20 leitores aqui nesta Fanfiction. Por mais que vocês não comentem muito, muito obrigada por estarem aqui. Não acho que eu precise explicar como será o sistema de imagens de capítulo...

Tamborilei os dedos no tampo da mesa de forma impaciente, batendo as pontas dos sapatos no chão sem parar.

– Então, o livro foi publicado pela primeira vez em 1813, mesmo tendo sido terminado em 1797 – disse o professor, sentado sobre sua própria mesa.

O sinal tocou, fazendo-me erguer meu corpo na mesma hora. Todos olharam para mim, ignorei todos enquanto guardava meu material na mochila.

– Quero que leiam Orgulho e Preconceito e me tragam uma redação de, no mínimo, 90 linhas sobre ele – disse o professor – Podem sair agora.

Ele olhou-me sugestivamente quando terminou de dizer aquilo, prendendo um sorriso. Desviei o olhar, fingindo não me importar. Uma fila grande estava se formando diante da porta, trinquei os dentes. Por que os japoneses são tão organizados?

– Senhorita Kazama, pode vir aqui um momento? – disse o professor.

Respirei fundo, mas fui até ele.

Sr. Tanaka era um belo e alto homem, e era muito jovem para ser professor, devia ter acabado de se formar. Tinha olhos castanhos e cabelos excepcionalmente negros, que contrastavam com sua pele muito clara. Aquele homem era quase translúcido, não consegui ficar sem rir quando Fuuto disse que ele parecia uma lagartixa.

Fuuto, meu “querido” irmão mais velho. O garoto que me trancou na biblioteca da escola, e foi embora antes que eu pudesse me vingar. Como eu queria vê-lo agora, meus punhos adorariam conversar com a cara dele neste momento.

– Senhor? – chamei.

O professor olhou para mim, seus espertos olhos pareciam muito sagazes.

– A senhorita poderia entregar isso ao Sr. Asahina? – pediu, estendendo-me um papel.

Peguei a folha, dando uma rápida assentida. Tentei conter minha curiosidade, mas remexer em papéis alheios era algo natural para mim.

– É um teste de literatura antigo que eu esqueci de lhe entregar – disse Tanaka, despertando-me de meus devaneios – Eu soube que ele precisou sair mais cedo hoje, então não pude entrega-lo pessoalmente.

– Tudo bem – falei.

Guardei o teste de Fuuto em minha mochila rapidamente, o professor observou-me durante todo o processo.

– Posso ir, senhor? – perguntei, tentando não sair logo dali.

Seus olhos faiscaram, esperei.

– Impaciente? – perguntou.

Dei de ombros, lançando-lhe um olhar cético.

– É sexta feira – falei.

Ele deu um sorriso, retribuí por educação.

– Pode ir – ele disse – Tenha um bom final de semana

– Igualmente – falei, disparando em direção à porta.

Saí da sala, entrando no corredor abarrotado de estudantes. Desviei de alguns alunos, empurrando sem querer um garoto da minha classe.

– Desculpa –falei, dando um sorriso amarelo.

Ele abriu um sorriso, virando-se para me olhar. Ele estava com dois garotos, todos da minha classe.

– Tudo bem, eu não devia ficar parado no meio do corredor – ele disse, dando uma rápida risadinha simpática – Seu nome é Nina, não é?

Assenti, balançando-me com certa impaciência.

– Meu nome é Yelisei, Yelisei Sakura – ele disse.

– Prazer – falei, olhando para trás por um momento – Até outro dia.

Ele assentiu, sorri rapidamente, tentando sair daquele corredor. Acabei esbarrando em outra pessoa, nem parei para pedir desculpas dessa vez.

Consegui sair do prédio, varando no pátio. Os portões estavam abertos, os alunos saiam da escola em fila. Dois fiscais da escola – que eu descobri serem alunos – organizavam a saída, deixando-me com apenas uma alternativa: esperar no fim da fila.

– Que merda – resmunguei.

Dirigi-me até a fila, parando atrás de uma garota baixinha demais.

– Nos encontramos de novo – disse uma voz vagamente familiar.

Olhei para trás, Yelisei e seus amigos pararam atrás de mim, ingressando-se na grande fila.

– Sem sorte hoje? – ele perguntou, divertido.

Pisquei, um pouco confusa. Ele abriu um grande sorriso, seus amigos olhavam-me discretamente.

– Todos percebemos que você está ansiosa hoje, desde a hora do intervalo – Yelisei explicou, suas palavras soaram como se ele estivesse tentando dialogar com uma criança pequena – Soubemos que você foi trancada na biblioteca, sinto muito.

– Não sinta, foi só um idiota – falei.

Ele riu um pouco, não pude evitar de sorrir.

– Está com pressa para chegar em casa? – ele perguntou.

Percebi que a fila havia andado um pouco, mas ainda continuava enorme. Dei dois passos para a frente, Yelisei e seus amigos fizeram o mesmo.

– Preciso visitar uma pessoa – corrigi – Só tenho cerca de duas horas antes do horário de visitas começar, e eu não posso perder nenhum segundo.

Ele assentiu, compreendendo. Dei um sorriso, desviando o olhar.

Se eu estava ansiosa? Um pouco. Akira e eu conversávamos todas as noites desde segunda feira, mas não era o suficiente. Era um absurdo que as visitas só fossem permitidas às sextas feiras, mas essa regra só era imposta aos ex-residentes e familiares. Casais ou pessoas solteiras interessadas em um filho podiam ir lá no dia em que quisessem, era injusto com as pessoas com saudades.

– Você mora muito longe? – perguntou Yelisei.

Pisquei, despertando-me de meus devaneios. Percebi que a fila havia andado de novo, apressei-me a me adiantar em direção à saída.

– Não muito – falei – Mas nunca prestei muita atenção nisso, sempre venho de carona.

Ele deu um sorriso, suspirei.

– Você sempre chega e vai embora com o Fuuto, não é? – perguntou.

Assenti, ele deu um meio sorriso.

– Vocês moram perto um do outro? – perguntou.

– Quase isso – falei.

Encarei a fila, estava menor agora. Ainda faltava uma dezena de alunos para que chegasse a minha vez, tentei não ficar ansiosa demais.

– Você vai sozinha hoje? – perguntou Yelisei.

Assenti, olhando-o rapidamente.

– Gostaria de companhia? – ele perguntou.

Pisquei, virando-me para encara-lo por completo agora. Yelisei não parecia malicioso, atrevido ou esperto, ele parecia apenas estar tentando ser gentil. Olhei para seus dois amigos, os garotos sorriam de forma gentil para mim.

– Er... Por que não? – falei, dando de ombros.

– Maravilha – disse Yelisei, dando um sorriso animado e caloroso – Pode me chamar de Yelisha, meus amigos me chamam assim.

Os dois garotos assentiram, dei um sorriso.

– Tá bom – falei.

Yelisei abriu um grande sorriso, soltei um leve suspiro.

– Esses são Liu e Ken Yamasaki, eles são irmãos – disse Yelisei, indicando-me os garotos.

Ele realmente eram muito parecidos, ambos com olhos pretos e cabelo castanhos escuros. Yelisei era o mais alto dos três, ele devia ser mais alto que Fuuto. Seus cabelos tinham um tom de castanho bem claro, quase loiro escuro. Seus olhos eram verdes e brilhantes, ele parecia um cachorrinho animado.

Sorri com o pensamento, desviando o olhar de leve.

A fila já havia sido reduzida, faltavam apenas duas pessoas na minha frente. Sacudi-me com certa pressa, tão perto...

– Próximo – disse um dos fiscais.

Aproximei-me dele, mordendo o lábio com certa animosidade.

– Seu nome? – ele perguntou.

– Nina Kazama – falei, quase sem dar espaço entre as palavras.

Ele assentiu, digitando algo em um pequeno notebook. Nem tinha percebido, mas eles tinham um notebook ali.

– Pode ir – ele disse.

– Obrigada! – falei, animada.

Ele piscou, abobado. Fingi não perceber, saindo da escola e sentindo doce gosto da minha vitória. Esperei pela saída de Yelisei, Ken e Liu na calçada, segurando as alças da minha mochila de forma apressada.

– Vamos? – falei, assim que Yelisei e os garotos saíram.

Yelisei riu, mas eles assentiram. Caminhamos juntos pela calçada, os três ladeavam-me como se fossem meus seguranças pessoais.

– Fuuto e você são amigos? – perguntou-me Liu.

Era a primeira vez que ele falava, sua voz era grave e acolhedora.

– Somos irmãos, na verdade – falei.

Os três pareceram surpresos, mordi o lábio para não rir.

– Por isso vocês vivem juntos – acusou Ken, sua voz era parecida com a de Liu – Pensei que vocês namoravam.

Neguei com a cabeça, fazendo uma careta enojada com o pensamento.

– Somos irmãos, e isso já é tormenta suficiente para mim – falei.

Eles riram, não pude evitar um sorriso.

Um carro azul marinho parou ao meu lado, o vidro da janela abaixou-se devagar. Duas orbes azuis me receberam, abri um sorriso incrédulo.

– Ukyo? – chamei.

Meu irmão sorriu para mim, meus novos amigos me esperaram.

– Olá, Nina – disse Ukyo – Aceita uma carona?

Meu sorriso incrédulo transformou-se em um sorriso contente, aquele loiro acabara de salvar minhas pernas de uma jornada cansativa.

– Está tudo bem, Nina? – perguntou Yelisei.

Olhei para ele, os três garotos pareciam em estado de alerta.

– Está tudo bem, é meu outro irmão – falei, dando um rápido aceno – Eu vou para casa com ele, nos vemos na segunda?

Os três pareceram relaxar, Yelisei retomou seu sorriso caloroso.

– Claro, até segunda – ele disse.

– Até segunda – disse Ken, acenando.

– Tchau, Nina – disse Liu, piscando-me gentilmente.

Abri um grande sorriso, Ukyo observava a cena.

– Tchau, Liu. Tchau Ken – falei – Tchau Yelisha, nos vemos segunda.

Acenei, eles acenaram de volta e seguiram seu caminho, conversando amigavelmente. Sorri, entrando no carro de Ukyo e soltando um suspiro. O carro tinha um cheiro ótimo, acolhedor. Era espaçoso por dentro, e estava em uma temperatura agradavelmente quente, levando em conta o inverno que fazia.

– Amigos? – perguntou Ukyo.

Assenti, meu irmão começou a dirigir.

– Nos conhecemos há pouco, eles são legais – falei.

Ukyo sorriu, fiz o mesmo.

– É bom saber que você está se adaptando, fico feliz por você – ele disse.

– Obrigada – falei – Mas, o que você veio fazer aqui? Quero dizer, você não saiu do seu caminho só para me pegar na escola, saiu?

Ukyo abriu um sorriso gentil, seu olhar estava fixo na rua.

– Meu escritório fica a apenas algumas ruas daqui, não saí de meu caminho – respondeu – Fuuto precisou sair mais cedo hoje, então eu vim buscar você.

Pisquei, abrindo um pouco a boca.

– Você veio me pegar na escola porque o Fuuto saiu cedo? – falei – Ukyo, muito obrigada. Mas não precisava se incomodar comigo, eu poderia ir andando, ou pegar um metrô.

Ele me olhou rapidamente, seu olhar sério estava mascarado por uma camada cuidadosa.

– Não foi incômodo algum, ficamos preocupados – ele disse – Se eu não viesse, Masaomi, Louis, Iori ou Natsume viriam em meu lugar.

– Ah – arquejei, perdendo a voz por um segundo.

Masaomi, Louis e Iori eu podia entender, já que éramos próximos. Mas, Natsume? Ele só me vira uma vez, e não conversamos muito na ocasião. Por que ele se deslocaria de sabe-lá-onde para me buscar na escola?

Ukyo me olhou rapidamente, seus olhos azuis dissolveram minha confusão mental.

– Da próxima vez que quiser uma carona para casa, pode ligar para qualquer um de nós – ele disse – Não hesite.

Assenti, dando um pequeno sorriso. Ukyo sorriu um pouco, voltando seu olhar para a pista.

– Por que o Fuuto saiu mais cedo? – perguntei, curiosamente tomada pela pergunta.

– Ele tem dois shows para fazer durante o final de semana – respondeu Ukyo – Ele precisou sair mais cedo para ir até Louis e fazer seu cabelo.

Assenti, recordando-me da profissão de Louis por um segundo. Ele parecia ser bom no que fazia, já que um astro nacional preferia ele do que cabeleireiros famosos.

Permanecemos em silêncio durante o resto do caminho, eu ficava cada vez mais ansiosa a cada segundo.

Ukyo parou o carro diante dos portões da mansão Asahina, ele não desligou o carro.

– Você não vai sair? – perguntei.

Ele deu um pequeno sorriso, olhando-me nos olhos.

– Ainda preciso voltar para meu escritório, só vim trazê-la em casa – ele disse.

Minha boca se abriu outra vez, ele deu uma risada baixa.

– Já tivemos essa conversa, não vamos repeti-la – ele disse – Farei isso sempre que você precisar, não é incômodo algum deixar minha irmã em casa.

Arquejei, soltando um muxoxo.

– Tudo bem – cedi – Obrigada.

Ele sorriu, gentilmente.

– Não há de que – ele disse.

Ficamos em silêncio durante dois segundos, percebi que aquela era a minha deixa.

– Nos vemos mais tarde – falei.

Ukyo assentiu, peguei minha mochila e saí do carro. Fui em direção aos portões da mansão, lancei um rápido olhar ao carro de Ukyo. Sorri, e mesmo com a película escura na janela, eu pude ver que ele sorriu de volta.

Abri os portões e entrei, fechando-os pelo lado de dentro outra vez. Caminhei pelo jardim, sorridente. Entrei em casa, soltando um suspiro relaxado. Tinha sido muito bom ter sido trazida por Ukyo, minha pernas agradecem, assim eu teria mais pique para ir ao orfanato.

Sacudi a cabeça, o orfanato! Como eu pude esquecer?!

Corri em direção às escadas, percebendo que não havia ninguém em casa naquele momento. Subi as escadas, pulando três degraus de cada vez.

– Que pressa – disse uma voz suave.

Percebi que Iori estava parado perto da escada, olhando-me subir em sua direção com um sorriso no rosto.

– Boa tarde, Nina – ele disse.

Sorri, pulando mais alguns degraus.

– Boa tarde, Iori – falei – Sim, estou com um pouco de pressa, mas não é nada.

Cheguei ao andar de cima, respirando pesadamente por um segundo. Iori veio até mim devagar, seu sorriso gentil foi como uma dose de calmante.

– Teve um bom dia? – perguntei.

Ele abriu um sorriso calmo, esperei.

– Sim, tive um ótimo dia – respondeu – E você?

– Bom, um bom dia – falei, sacudindo a cabeça para os lados e fazendo voz de criança nessa ultima parte – Fui salva por Ukyo, ele me trouxe para casa de carro, e eu não precisei cansar minhas perninhas.

Iori riu, divertindo-se. Sorri, satisfeita.

– Eu soube que ele iria busca-la na escola, houve até mesmo um pequeno debate sobre quem iria busca-la – disse Iori – Louis e Natsume não puderam ir, ambos estão ocupados. Masaomi recebeu um paciente de ultima hora e acabou ficando preso no hospital. Eu também quis ir, mas Ukyo convenceu-nos que estava mais perto, e que podia trazê-la para casa mais cedo.

Ele olhava-me nos olhos enquanto falava aquilo, sua voz estava gentil como sempre. Sorri, Iori retribuiu meu sorriso.

– Obrigada, vocês são muito especiais – falei – É mais do que eu mereço, com certeza.

Iori segurou minha mão, entrelaçando seus dedos nos meus.

– Não diga que não merece, não é verdade – ele disse – Você merece muito mais do que podemos te oferecer, és uma garota maravilhosa.

Tentei sorrir espontaneamente, mas a verdade era que eu não estava acostumada a receber um elogio daqueles assim tão de repente. O único que sempre me dizia coisas com aquela era Akira, e ele era meu namorado.

– Valeu, Iori – falei, dando um meio sorriso – Vocês são mesmo muito, muito especiais. Obrigada pela preocupação, já estou em casa agora.

Ele sorriu, contente. Soltei minha mão da dele gentilmente, sorrindo para que meu gesto não parecesse hostil demais.

– Preciso tomar banho, tenho umas coisas importantes para fazer mais tarde – falei.

Ele assentiu, e pelo seu sorriso, pude perceber que ele não havia ligado muito para minhas ações.

– Tudo bem, também preciso sair agora – ele disse – Nos vemos mais tarde?

– Claro – respondi.

Iori ampliou seu sorriso, vindo até mim e dando-me um pequeno abraço carinhoso. Soltei um suspiro relaxado, abraçando-o de volta com o mesmo toque de carinho. O pequeno abraço tinha tudo para virar um abraço forte e cheio de intenções, mas separei-me de Iori antes que isso acontecesse.

– Tchau – falei.

– Até logo – respondeu.

Dei um pequeno sorriso, puxando meu corpo e forçando meus pés a andarem em direção ao corredor. Senti o olhar de Iori sobre mim, mas deixei para lá.

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Vesti a camiseta rapidamente, escorregando para dentro do tecido macio. Equilibrei-me nos saltos, dirigindo-me ao espelho. Maquiei-me rapidamente, levando menos de cinco minutos no ato.

Duas batidas educadas na porta me despertaram, parei de colocar os brincos por um momento.

– Está aberta – anunciei, elevando um pouco o volume da voz.

A porta foi aberta, concentrei novamente minha atenção ao espelho.

– Nina? – chamou-me uma voz serena.

Virei par encarar Louis, ele sorria.

– Oi Louis – falei, retribuindo seu sorriso.

Ele entrou mais no quarto, encostando delicadamente a porta atrás de si. Coloquei o restante das joias que Miwa havia me dado no domingo, terminando de arrumar-me.

– Nós já vamos? – perguntou Louis.

Assenti, dirigindo-me até onde estava meu perfume.

– Só vou passar perfume – falei, espirrando perfume nas áreas necessárias – E pronto.

Ele assentiu, soltando um leve suspiro. Coloquei o frasco de perfume no lugar, girando nos calcanhares para encarar Louis.

Ele trajava roupas despojadas, como se estivesse pronto para um dia divertido e chique ao mesmo tempo. Estávamos relativamente distantes, mas o cheiro refrescante e puro que Louis exalava entorpeceu meus sentidos.

– Você está linda – ele disse.

Sorri, dando de ombros um pouco.

– Miwa é uma verdadeira fada madrinha, eu diria – falei.

Ele deu uma risadinha pacífica, olhei para o chão por um momento.

– Seus cabelos são realmente lindos – ele disse – Vai ter que prometer que um dia me deixará arruma-los.

Dei uma risada calma, Louis sorria de modo divertido.

– Tudo bem, é uma promessa fácil de ser cumprida – falei.

Ele deu outra risadinha, desviei meu olhar até meu celular. O aparelho estava jogado na minha cama, a capinha colorida que Miwa havia comprado rendeu uma terceira risadinha à Louis.

– Uma escolha interessante – ele disse.

Seus dedos longos indicavam o celular, não pude refrear uma risadinha.

– Foi a sua mãe – acusei.

– Que por acaso também é sua – Ele disse.

Rimos juntos, soltei um suspiro leve.

– Vamos? – perguntou Louis – Acredito que haja um horário para visitas.

Assenti, levando um pequeno choque ao ouvir suas palavras.

– Vamos – concordei.

Peguei minha jaqueta e vesti-a ás pressas, Louis sorria ao ver-me pular pelo quarto como uma louca.

– Você é enérgica, gosto disso – ele disse.

Revirei os olhos, indo ate meu celular. Peguei o aparelho com minhas mãos, sorrindo um pouco ao ver que eu tinha uma nova mensagem.

De: A.

Vou ver minha namorada hoje?

– Akira.

Revirei os olhos, sacudindo a cabeça. Digitei rapidamente uma resposta, sentindo o olhar de Louis sobre mim.

Para: A.

E alguma vez eu já menti para você?

– Nina.

Enviei a mensagem e enfiei o celular no bolso, virando em direção ao meu irmão.

– Mensagem dele? – perguntou – Seu namorado?

Assenti, ele deu um sorriso gentil. Senti o celular tremer no interior do meu bolso, peguei-o novamente e abri a mensagem.

De: A.

Você nunca mentiu para mim, e é por isso que eu te amo.

– Akira.

Sorri, digitando novamente.

Para: A.

Nos vemos em meia hora, mal posso esperar.

– Nina.

Guardei o celular no bolso outra vez, sorrindo como uma besta. Louis me estudou com o olhar, esperei.

– Ele está ansioso – disse.

– Ansioso é apelido – ri, sacudindo a cabeça – Akira é uma criança crescida.

Ri de minha própria afirmação, Louis abriu um grande sorriso.

– Não vamos fazê-lo esperar mais – ele disse.

Assenti, Louis estendeu a mão em minha direção. Aceitei seu gesto com um sorriso, sentindo um alivio maravilhoso crescer dentro do meu peito.

Com Louis era diferente, com ele eu podia ser eu mesma.

Com ele eu teria um irmão.

IMAGEM DO CAPÍTULO

Louis Asahina

Notas finais
Roupa da Nina ---> http://www.polyvore.com/nina_kazama_dia_da_visita/set?id=129071335 Foto do Louis ---> http://img1.wikia.nocookie.net/__cb20131116050549/brothersconflict/images/thumb/4/41/Louis_asahina_render.png/250px-Louis_asahina_render.png Espero que tenham gostado, comentem. Próximo capítulo: sem data definida. Beijo...