Notas iniciais
OOOOOOOOOOOOOOOI, tudo bem com vocês? (Espero que vocês tenham ouvido minha voz gritando esse "Oi", é meio que um sonho meu chegar gritando pra assustar as pessoas, me ignorem). Não falei que ara muamba da boa? Bom, vocês podem até achar ruim, mas o frete foi bem rápido, confessem. Enfim, deixa eu me explicar aqui. Vocês se lembram do especial de halloween? Então, nele eu tive a ideia de fazer um especial de natal também. Como a tia tá longe de vocês, essa é a forma que eu achei de presenteá-las. Como esse capítulo ficou enorme (Maior do que o de halloween, e ainda não está terminado), a tia resolveu cortar em duas partes. Talvez, se ficar maior do que eu pensava, eu corte em três partes, mas disso não passa. E a tia não vai demorar a postar, prometo. Espero que vocês gostem, eu gostei, mas vocês não pensam o mesmo que eu. Aliás, como esse é um presente meu para vocês, eu vou dedicá-lo à todas vocês. Minhas leitoras, vocês não sabem o quanto eu amo vocês. Muito obrigada por todo apoio e por todo carinho que vocês tem me dado, vocês são minha força e me ajudam a continuar (É verdade. Tem dias que eu acordo sem vontade de sair da cama, desanimada e triste demais para descrever. Eu não sou depressiva nem nada disso, só sou acostumada a viver em um ambiente frio. Minha família nem sempre me apoia nas decisões que eu faço, e nenhum deles sabe que eu escrevo uma fanfiction porque eu tenho medo de ser punida ou algo do tipo. Meus pais são do tipo que acham que mulher nasceu para cozinhar e gerar filhos, e minha avó passa o dia todo reclamando de inútil aqui. Eu confesso, eu não faço PN, mas sei muito bem cumprir com minhas responsabilidades. E ainda tenho a sorte de ter um irmão mais velho e mais inteligente do que eu, que me ofusca completamente (Eu devia odiá-lo por isso, mas ele é a pessoa mais próxima de mim nessa casa). Eu tô cansada de ouvir indiretas e das pessoas que eu amo duvidarem de mim, por isso comecei a escrever. Tem dias que eu nem saio do meu quarto, eu nem sinto fome. Mas quando eu vejo seus comentários e sinto o carinho que vocês de dão, eu me sinto tão viva que saio saltitando pela casa. Sério, eu sou um zumbi, mas vocês sempre me fazer respirar fundo e dizer "Eu Tô viva"). Enfim, chega desse meu papo fúnebre, ninguém se importa com o que eu sinto. De boas, sério. Sobre o capítulo passado: Deu o que falar. Galera morreu de raiva do Akira, mas ele não merece tudo isso. O bichinho sofre com essa situação, vocês vão entender melhor mais para frente. E pra quem ficou com raiva da Nina: Pode ficar com raiva dela, kkkk. Muito bem, vou parar de "falar" e deixar vocês lerem. Ah, tem frases em espanhol e francês, mas a tia é boa de legenda. Imagem de hoje: Hikaru Lacrador.

– Ah, você está linda! – gemeu Miwa.

– Parece uma boneca! – gemeu Ema.

– Alguém está crescendo – disse Hikaru.

Estremeci, ele não parecia estar falando de mim, e sim de seu “amigo”, já que ele parecia mesmo estar crescendo. Engoli em seco, por que diabos a minha mãe não tivera 13 filhas?

– Dê mais uma volta, eu quero tirar mais fotos – disse Ema, animada.

Soltei um muxoxo, mas fiz o que ela disse. Girei nas pontas dos saltos, tentando não ficar tonta, já que tinha feito aquilo no mínimo umas cinco vezes. Ema insistira em trazer sua câmera, se eu não amasse tanto ter uma irmã, eu já tinha enterrando-a viva. Como se não bastasse o sufoco de ter que me despir na frente de duas mulheres e um homem muito estranho, ela ainda insistira em imortalizar cada momento.

– Linda, linda! – gemeu Miwa, soltando um muxoxo – Oh, minha filha já é uma mulher! Eu estou ficando velha.

Ela secou uma lágrima do canto do olho esquerdo, soltando um suspiro pesado. Tentei não rir. Por mais engraçado que aquilo fosse, era dos sentimentos da minha mãe que estávamos falando.

– Você não está velha, mãe – disse Ema, afagando o ombro da mulher – Nina realmente cresceu muito desde a chegada dela aqui, mas a senhora continua ótima.

– Obrigada, querida – disse Miwa, abraçando Ema com força – É difícil ver minhas garotinhas se tornaram mulheres tão incríveis, mas eu me sinto muito bem.

Ema riu, afagando as costas da nossa mãe. Sorri, um pouco emocionada com a cena. Percebi que Hikaru me encarava, percorrendo cada centímetro do meu corpo com seus olhos sagazes. Estava vestido como um homem hoje, um homem muito lindo, para ser sincera. Vestia uma calça jeans preta com um cinto prateado, aquilo brilhava tanto que eu precisei desviar o olhar para não ficar cega. Sua camisa de manga e botões era feita de viscose branco, os botões de cima estavam abertos, deixando sua clavícula à mostra. Seus cabelos ruivos estavam presos em um rabo de cavalo, seu rosto era tão lindo que parecia brilhar. Aqueles olhos verdes encontraram meu olhar, ele deu um sorrisinho. Desviei o olhar, tentando não estremecer. Três baques suaves na porta me despertaram, pisquei.

– Mamãe, eu posso entrar? – disse a voz calma que eu mais adorava.

Todos nós olhamos para a porta, um homem sorridente nos olhava.

– Louis! Chegou na hora certa, entre, querido – disse Miwa, abrindo os braços.

Ele sorriu, abrindo a porta por completo e entrando. Tentei não parecer muito animada, mas foi impossível. Ele estava lindo naquela calça social preta, finalmente uma roupa que valorizasse aquela bunda linda! Sua camisa também era de botões, mas era de cetim. Era vermelha, aquele tecido valorizava muito seus músculos. Mordi o lábio, sentindo um sorriso enorme nascer em meu rosto. O oitavo filho foi em direção à mãe, abraçando-a com carinho. Sorri ao ver a cena, mesmo sem achar que Louis ficava menos gostoso ao abraçar nossa mãe.

Muito bem, isso soou estranho.

– A senhora está ótima, feliz natal – disse Louis, sorrindo para a mãe.

Miwa sorriu, abraçando o filho com força.

– Muito obrigada, você também está lindo, meu menino – ela disse – Feliz natal, um feliz natal.

Ela ainda parecia um pouco atordoada, olhavam para os filhos ali reunidos com uma expressão feliz demais para ser normal. Sorri para ela, tentando acalma-la de alguma forma. Louis soltou-a, indo até Ema com um sorriso enorme.

– Feliz natal, Chii-chan – ele disse.

Franzi o cenho, “chii-chan”? Que diabo de apelido era aquele?

– Feliz natal, Louis-san – disse Ema, contente.

Eles se abraçaram brevemente, a garota não corou. Muito bem, aquilo fora estranho. Ema corava até quando me abraçava, por que ela não reagia assim ao abraçar Louis?

– Hikaru, é bom vê-lo hoje – disse Louis.

O ruivo sorriu, indo ao encontro do irmão. Eles trocaram um aperto de mãos, Louis parecia radiante.

– Feliz natal, Louis – disse Hikaru.

– Feliz natal – respondeu Louis.

Os dois homens sorriram um para o outro, e então desviaram o olhar até mim ao mesmo tempo. Sorri, tentando ignorar o fato de que dois homens incrivelmente lindos me encaravam fixamente. Louis abriu um grande sorriso, olhando-me de cima a baixo uma única vez. Ele soltou a mão de Hikaru, vindo até mim a passos lentos, porém decididos. Sorri ainda mais, ligeiramente nervosa. Louis parou diante de mim, seus lábios abriram-se lentamente em um sorriso deslumbrado. Ri, desviando o olhar até suas mãos. Ele ergueu os braços e segurou-me pelos ombros, medindo-me minuciosamente. Esperei, Louis soltou um suspiro cheio de sentimentos.

– Linda – ele disse, suave como uma nuvem.

Sorri, erguendo o olhar para encará-lo.

– Lindo – retruquei.

Ele riu, olhando-me ternamente. Sorri, tentando não ter uma reação absurda como corar ou desviar o olhar sem motivo. Louis aproximou-se de meu corpo devagar, convidando-me a fazer o que eu mais fazia na vida. Fui ao seu encontro, abraçando-o com carinho. Ele sorriu, abraçando-me com firmeza. Ele nunca me abraçara na frente de outras pessoas daquele jeito, eu estava um pouco constrangida, mas não consegui cortar nosso contato. Louis depositou um beijo no alto da minha testa, roçando a ponta do nariz na raiz dos meus cabelos. Soltei um suspiro, ele abraçou-me com mais força. Minhas mãos apertavam levemente sua camisa, aquele tecido escorregava em meus dedos, eu podia sentir os músculos de suas costas.

– Mãe, está vendo agora porque eu disse que Louis já estava comprometido? – perguntou Hikaru, sorrindo ironicamente.

Pisquei, olhando em volta. Ema, Miwa e Hikaru nos encaravam, nossa mãe parecia um pouco surpresa. Ema já devia estar acostumada, mas sorria como se estivesse assistindo um casamento. Hikaru me encarava com aqueles olhos sagazes, parecia conseguir ler minha mente. Estremeci, cortando o abraço de Louis gentilmente. Louis franziu o cenho, mas me soltou. Seu rosto exibia uma expressão desgostosa, que ele logo substituiu por um sorriso calmo.

– Esse vestido é novo? Eu nunca te vi com ele – disse Louis.

Assenti, ele olhava-me muito ternamente.

– Você está ainda mais linda esta noite, é como se eu estivesse olhando para uma deusa – disse, suspirando em meio à frase.

Desviei o olhar, sorrindo. Louis sorriu, depositando outro beijo em minha testa. Fechei os olhos, sentindo a costumeira magia que o carinho de Louis me trazia. Ele afastou-se um pouco cedo demais, fiz uma careta.

– O que houve? – Louis perguntou.

Dei de ombros, ele esperou.

– Sei lá, eu só não queria que esse momento acabasse tão cedo – confessei.

Ele abriu um sorriso lento, mordi o lábio. Louis inclinou-se em minha direção, fechei os olhos como que por instinto. Seus lábios depositaram um beijo lento em minha testa, estavam quentes e macios, mais quentes do que o usual. Suspirei, sentindo um sorriso calmo abrir-se em meu rosto. Aquele beijo durou quase um minuto, os dedos de Louis afagavam minhas costas carinhosamente.

– Esse está sendo melhor? – ele perguntou.

Louis não desgrudou a boca de minha testa para dizer aquilo, sorri.

– Muito – respondi – Mas eu posso pedir mais um?

Ele riu, encerrando seu beijo. Nosso olhar se encontrou, seus olhos brilhavam.

– Quantos você quiser – ele disse.

Mordi o lábio, ele esperou.

– Cinco? – chutei, erguendo uma sobrancelha.

Louis abriu um grande sorriso, assentindo de leve. Esperei, um tanto ansiosa. Ele aproximou-se de mim, depositando um beijo carinhoso em minha testa. Sorri, fechando os olhos. Aquele beijo durou cinco segundos, Louis afastou-se de mim lentamente. Não abri os olhos, apenas esperei por mais. Senti o calor de sua respiração esquentar meu rosto, seus lábios tocaram minha bochecha esquerda. Sorri, ele envolveu minha cintura com seus braços. Senti seus lábios me abandonarem cinco segundos depois de me tocarem, a boca de Louis logo beijou minha bochecha direita. Suspirei, sorrindo de novo. Ele me abraçou com mais força, demorando-se mais cinco segundos naquele beijo, desgrudando seus lábios de minha pele assim que o prazo acabou. Esperei, ele parecia estar quase sem opções.

– Fique quietinha – Louis disse.

Assenti, pude sentir seu sorriso. Sua respiração aproximou-se de novo, seus lábios tocaram a ponta do meu nariz com delicadeza. Ri baixinho, pude senti-lo sorrindo contra minha pele.

– Isso já é exagero – comentei.

– Eu sei – disse Louis, rindo baixinho – Mas eu estou sem opções aqui, me deixe terminar.

Ri, mas calei a boca. Louis suspirou, hesitando por um segundo. Esperei, deixando um sorriso sereno nascer em meus lábios. Ele soltou um suspiro leve, dando uma risadinha. Seus braços me abraçaram com mais força, minhas mãos encontraram a gola de sua camisa. Senti sua respiração se aproximar, mordi o lábio. Ele se retesou por um segundo, mas logo retomou seu caminho. Lentamente, seus lábios tocaram a pele do meu queixo. Senti um forte arrepio me tomar, meu corpo tremeu de leve. Meus lábios se entreabriram, soltei um muxoxo baixinho. Os lábios de Louis ficaram mais macios, carinhosos. Suspirei, derretendo-me em seus braços. O beijo durou quase quinze segundos, mas terminou cedo demais. Louis afastou-se de mim, abri meus olhos. Ele tem olhos tão lindos, eu amava aqueles olhos, mais do que gostaria. Talvez fosse por isso que eu não conseguia sentir raiva dele por muito tempo, Louis dominava meu coração como nem Akira fazia. Pisquei, engolindo em seco. Louis sorriu, soltando um suspiro relaxado. Seu olhar era amoroso, eu me sentia a garota mais amada do mundo nos braços dele.

– Posso cuidar do seu cabelo agora? Também adoraria colocar alguma maquiagem em seu rosto, se você não se importar – ele disse.

Sorri, assentindo entusiasmadamente. O sorriso dele cresceu, seus olhos cor de malva brilhavam muito.

– Perfeito – ele disse – Preciso que você sente em uma cadeira, vou cuidar muito bem de você.

– Imagino – disse Hikaru.

Louis piscou, fiz o mesmo. Olhamos para o ruivo, ele parecia fazer força para não rir. Ele estava ali antes? Louis e eu não estávamos sozinhos?

– Acho melhor deixarmos Louis trabalhar, ainda temos que arrumar a Ema – disse Miwa, sorrindo de lado – Fiquem a vontade, à sós.

Arregalei os olhos, ela riu. Hikaru deu uma risadinha, assentindo de leve para a mãe. Ema sorriu, semicerrei os olhos.

– Até você? – acusei.

Ela riu, erguendo as mãos em rendição. Miwa e Hikaru riram, dirigindo-se à saída. Ema foi na frente, sendo seguida pelos outros dois. Hikaru foi o último, ele girou a cabeça para nos encarar antes de sair do quarto. Seu sorriso era perturbador, ele segurou a maçaneta com força.

– Divirtam-se – ele disse.

Arquejei, ele dirigiu-me uma piscadela ao sair de vez. A porta foi fechada pelo lado de fora, expirei pesadamente.

– O que eles pensam que nós vamos fazer? Algo indecente? – resmunguei.

Virei meu rosto para encarar Louis, surpreendendo-me com o que encontrei. Ele mordia o lábio de leve, meus pelos se eriçaram.

– Louis? – chamei, tentando não recuar.

Ele sorriu, seus olhos faiscaram para mim.

– Sente-se, temos trabalho a fazer – ele disse, afastando-se de mim.

Arquejei, rindo pelo nariz. Louis não me olhava enquanto procurava seus materiais de trabalho, apenas cantarolava de leve, sorrindo para o nada. Suspirei, mordendo o lábio para não sorrir.

É natal, não é hora de pensar nisso. E além do mais, algo me diz que talvez estivéssemos rodeados por uma aura diferente.

**~**~**~**

– Segure-se no meu braço se precisar de ajuda – disse Louis.

Revirei os olhos, entrelaçando meu braço no dele apenas por prazer.

– Estou de saltos, não de muletas – falei.

Ele riu, inclinando-se para estalar um beijo gentil em minha testa. Sorri, fechando os olhos por um segundo. Ele se afastou, sorrindo como uma criança na noite de natal. Ou seja, sorrindo como o que ele era.

– Mesmo assim, eu não pretendo deixá-la cair – ele disse.

Mordi o lábio, Louis arregalou os olhos. Sua mão voou até meu rosto, seu dedo polegar puxou meu lábio para baixo. Franzi o cenho, confusa.

– Não borre seu batom – disse Louis, explicando.

Ri, revirando os olhos. Ele sorriu, afagando um pouco meu queixo por um segundo.

– Você está linda, não estrague isso antes da hora – disse – Vamos descer, soube que tem umas pessoas te esperando lá na sala.

Ri, mas assenti. Louis soltou meu queixo, apertando meu braço no seu por um segundo. Fomos em direção às escadas, ele estava tão sorridente que eu poderia ver seu sorriso até mesmo se ele estivesse de costas. Ri com o pensamento, que ideia grotesca. Aproximamos-nos do corrimão, Louis esticou a cabeça para ver o que acontecia no andar de baixo. Ele deve ter visto algo agradável, pois seu sorriso enorme cresceu ainda mais. Estiquei-me em sua direção, tentando ver também. Louis virou o rosto na hora, fazendo seu nariz colidir contra minha testa. Ofeguei, ele fez o mesmo. Ri, afastando-me e afagando minha testa. Ele riu também, lançando-me um olhar curioso.

– O que você estava tentando fazer? – perguntou.

Desviei o olhar, aquele olhar dele era intenso demais, esperançoso demais.

– Eu queria ver o que você estava olhando, só isso – falei – Vamos descer?

Louis sorriu, olhando-me de forma levemente indagadora. Fingi que não tinha visto, ele soltou um suspiro alegre.

– Como quiser – disse.

Sorri, secretamente aliviada. Louis não parecia ter notado, aquilo me deixou ainda mais aliviada. Ele conduziu-me até as escadas, descendo um degrau antes de mim. Como se quisesse checar minha segurança, Louis lançou-me um olhar incerto. Revirei os olhos, piscando o olho direito para indicar que eu estava bem. Como se aquilo fosse algo muito grandioso, Louis abriu um sorriso enorme. Desci o primeiro degrau, ficando ao lado dele. Ele sorriu, apertando um pouco meu braço no seu.

– Obrigado por me dar o prazer de acompanhá-la até lá embaixo, é uma honra tê-la ao meu lado, você não imagina o quanto isso me deixa feliz – disse.

Sorri, seu sorriso ficou maior.

– Se eu chegar lá inteira, talvez eu te permita outra honra dessa – falei.

Louis riu, uma risada feliz. Sorri, ele desceu mais um degrau.

– Tenha cuidado, por favor – ele disse.

Assenti, seguindo-o. Louis me ajudou a descer, sempre parando para me olhar. Não fora difícil, topei descer assim com ele apenas por prazer. Assim que chegamos embaixo, ele soltou um suspiro.

– Pena que é uma escadaria curta, eu adoraria prolongar esse momento – disse.

Sorri, ele fez o mesmo.

– Maninha! – disse uma voz animada.

Aquele som me despertou, olhei em volta. Tsubaki vinha até mim, sorridente. Vestia uma calça jeans cor de vinho, aquilo era tão justo que o deixava como uma ereção involuntária, assim como a fantasia de policial que Kaname vestira no halloween. Sua camisa branca de botões era de um tecido fino, os primeiros botões estavam abertos, exibindo sua clavícula. Seus cabelos estavam bagunçados como sempre, brilhavam tanto quanto o cinto de Hikaru.

– Ah, oi – respondi.

Ele piscou, parando diante de mim. Seus olhos estudaram meu rosto, seu sorriso vacilou por um segundo.

– Não está feliz em ver seu irmão mais lindo? – perguntou, fingindo alarde – Que decepção, eu esperava mais da minha maninha linda.

Dei uma risadinha, suspirando. Tsubaki franziu o cenho por um segundo, olhando de mim até Louis com uma expressão ligeiramente confusa.

– Nem um abraço? Será que eu não mereço um? – ele disse.

Hesitei por um segundo, Louis e Tsubaki me encararam. Eu não sabia bem o que fazer, já que estava tentando evitar Tsubaki desde aquela nossa conversa. Ele estava ainda mais agitado do que de costume, vivia me cutucando ou puxando assunto comigo. Eu nunca sabia como reagir, então tentava evitá-lo ao máximo. Talvez aquela não fosse a decisão mais madura, mas era tudo que eu conseguia fazer.

– Nina, você ainda está aí? – disse Tsubaki – Anda, me dá um abraço de natal.

Engoli em seco, respirando fundo. Sem encarar nenhum dos dois, soltei meu braço do de Louis gentilmente. Tsubaki abriu um grande sorriso, satisfeito. Assim que consegui afastar-me de Louis o suficiente para ir até ele, o gêmeo safado abraçou-me com força. Seus braços prenderam por completo, ele soltou um muxoxo de alegria.

– Feliz natal, maninha – disse Tsubaki.

Dei um meio sorriso, afastando-me dele. Aquele abraço durara uns vinte segundos, mas eu não conseguia ainda ficar muito perto dele. Tsubaki fez uma careta, tentei sorrir direito para ele.

– Feliz natal, Tsubaki – falei.

Ele sorriu, um sorriso meio hesitante. Desviei o olhar, ele afagou a nuca. Parecia sem saber o que dizer, esperei assim mesmo.

– Bom, eu comprei algo para você, espero que goste – ele disse, virando um pouco a cabeça para conseguir ver meu rosto.

Dei um meio sorriso, erguendo meu olhar. Ele fitava meu rosto como se estivesse procurando ouro, tentei não desviar o olhar de novo.

– Eu também comprei algo para você, acho que você vai gostar – falei.

Tsubaki sorriu, pareceu relaxar um pouco ao ouvir aquilo.

– Você sabe que eu vou adorar qualquer presente seu, desde que ele venha acompanhado por um beijo – disse.

Suspirei, engolindo em seco. Desviei o olhar, sentindo meus sentidos ficarem um pouco distorcidos. Eu estava conseguindo, mas era Tsubaki, ele sempre ia soltar uma coisa inadequada.

– Se conforme só com o presente, só tem um garoto no mundo que eu quero beijar – falei.

Tsubaki piscou, surpreso e confuso. Engoli em seco, erguendo meu olhar.

– Pode me deixar ir agora? Tem alguém que eu quero abraçar – falei.

Ele arquejou de leve, engolindo seco logo em seguida. Sustentei seu olhar, ele piscou. Seu rosto retorceu-se em uma careta desgostosa por um segundo, mas ele logo tratou de sorrir.

– Pode ir, nos falamos mais tarde – insistiu.

Assenti, mesmo não concordando. Tsubaki saiu da minha frente, dirigindo-se ao sofá. Louis postou-se ao meu lado, sua mão procurou a minha. Sorri de leve, entrelaçando nossos dedos.

– Noite difícil? – perguntou Louis.

Ri pelo nariz, ele esperou.

– Um pouco, mas eu acho que aguento – respondi.

Ele assentiu, apertando um pouco a minha mão.

– Só fique perto de mim, eles parecem ficar intimidados quando estamos juntos, são poucas as exceções — disse Louis.

Sorri, assentindo. Ele sorriu para mim, respirei fundo.

A culpa também fora minha, afinal, eu nem negara. Mas eu ainda não conseguia ficar a vontade com Tsubaki, ainda que adorasse sua companhia. Esses últimos dias tem sido difíceis, eu sentia falta dele, mas quando ele chegava perto, eu sentia vontade de sair correndo. Não era fácil fingir que nada acontecera, e para piorar, eu pegava-o olhando-me de soslaio de vez em quando.

– Nina – disse uma voz alegre.

Pisquei, procurando o dono da voz. Perto da entrada da sala, estava Azusa. Vestia uma calça jeans preta, não era justa como a de seu gêmeo. Sua camisa era de cetim, aquela família devia ter algum tipo de fetiche por aquele tecido. Era de botões e mangas, sua cor era uma mistura de cinza com azul marinho. Ele sorria daquela maneira gentil e linda que só ele dominava, senti meu coração se aquecer.

– Azusa! – derreti-me.

Soltei a mão de Louis, indo na direção do gêmeo moreno. Ele sorriu para mim, abrindo os braços para me receber. Afundei-me em seu abraço, soltando um muxoxo.

– Feliz natal, irmão – falei, como uma criança.

Azusa riu baixinho, sacudindo-me levemente, embalando-me em seus braços.

– Feliz natal, Nina – ele disse, seu tom de voz era gentil como sempre – Você está maravilhosa esta noite.

Ri baixinho, apertando-o mais um pouco. Deitei minha cabeça em seu ombro direito, minha mão subiu por seu peito. Ele corou um pouco com aquilo, toquei o primeiro botão da camisa dele com meus dedos atrevidos.

– Não acha que você fechou demais? – perguntei.

Ele me olhou, franzindo a testa. Sua expressão era divertida, sorri.

– O que quis dizer? – Azusa perguntou.

Mordi o lábio, abrindo um sorriso travesso. Lentamente, desabotoei o primeiro botão de sua camisa. Ele se retesou um pouco, seu pequeno sorriso morrera. Ignorei, abrindo o segundo botão com aquele sorrisinho travesso. Após abrir os dois botões, usei meus dedos para abrir uma fenda na camisa, exibindo a clavícula de Azusa. Ergui meu olhar, ele me encarava fixamente.

– Eu quis dizer isso – respondi.

Ele corou, arquejando de leve. Ri baixinho, mordendo o lábio de novo.

– Você é... Intensa – disse Azusa, constrangido.

Ri mais alto agora, dirigindo-lhe uma piscadela marota. Ele corou de novo, mas cedeu-me um pequeno sorriso. Enlacei seu pescoço com meu braço direito, esticando-me para abraça-lo de novo. Azusa me abraçou de volta, suas mãos seguraram minha cintura delicadamente. Pus minha mão em seu peito, respirando perto de seu pescoço. Ele tinha um cheiro incrível, uma mistura doce e cítrica ao mesmo tempo. Não consegui distinguir a fragrância, apenas respirei bem aquele cheiro.

– Você está muito cheiroso, Azusa – suspirei, sorrindo – Cuidado, se depender desse cheiro, você vai acabar descontrolando meus hormônios.

Ele arquejou de novo, seu corpo se retesou de leve. Ri, afastando-me dele um pouco para ver seu rosto. Ele estava ainda mais corado, encarava um ponto aleatório no chão. Mordi o lábio, afagando seu peito com minha mão. Eu estava me aproveitando, só um pouquinho.

– Obrigado – ele disse, engolindo em seco de leve – Você também tem um cheiro magnífico.

Abri um grande sorriso, ele sorriu de leve, ainda constrangido. Dois pigarros nos chamaram atenção, um forte e decidido e um leve e indagador. Olhei em volta, deparando-me com dois pares de olhos curiosos e firmes nos encarando. Louis estava no mesmo lugar que eu o deixara, ao lado das escadas. Seu rosto estava congelado em uma expressão gélida, mas ele sorria para mim. Tsubaki tinha se aprumado no sofá, suas mãos apertavam seus joelhos com força. Ele encarava o gêmeo com um brilho perverso no olhar, estremeci.

– Ora, vejam só – disse Tsubaki – Parece que nem meu gêmeo está de fora dessa, e parece que eu estou em desvantagem.

Pisquei, franzindo a testa. Senti os braços de Azusa me apertarem com um pouco mais de firmeza, seus olhos encaravam fixamente os olhos de seu irmão gêmeo.

– Não sei nada sobre desvantagem, mas eu nunca disse nada sobre estar de fora, Tsubaki – disse Azusa, gentil, porém firme.

Tsubaki abriu um sorriso frio, como quem aceita um desafio.

– Muito bem, estamos todos no mesmo barco – ele disse, fazendo um bico rápido – Mas, vou logo avisando: Eu não vou me poupar, e dessa vez eu não vou perder.

Azusa sorriu, seu gêmeo fez o mesmo. Quem via aquilo achava que era apenas uma conversa amigável entre irmãos, mas eu podia sentir a dor dos cortes de cada palavra afiada que eles lançavam um para o outro. Se aquilo era uma competição, ambos eram candidatos muito fortes.

– Só seria uma pena se nenhum de vocês ganhasse – disse Louis, abrindo um sorriso angelical para os gêmeos.

Azusa e Tsubaki piscaram, voltando-se para encarar Louis com expressões copiosas de surpresa e desagrado. O mais novo sorriu, soltando um suspiro alegre.

– Você também está nessa, Louis? – acusou Tsubaki, cuspindo as palavras.

Louis deu de ombros, esperamos.

– Para mim não é uma competição, para mim é apenas questão de tempo – ele respondeu.

– Questão de tempo? – disse uma voz.

Ergui o olhar, tentando não me derreter nos braços de Azusa. Descendo as escadas, vinha o príncipe mais lindo que eu já vira. Vestia uma camisa de mangas azul clara, contrastando com o brilho de uma corrente prateada que eu nem notara que estava ali. Sua calça era de linho bege, envolvendo perfeitamente suas pernas fortes. Eu nem reparara tanto eu seu físico, em geral, o que me atraía em Iori era seu sorriso lindo.

– E quem disse que sobraria tempo para você, Louis? – disse Iori, pisando no último degrau.

Louis franziu o cenho, fiz o mesmo. Tinha algo na expressão determinada de Iori que me dera arrepios, eu nunca tinha visto ele daquele jeito. Seus olhos cor de aveia pareciam muito mel queimado, escuros e duros.

– Até você, Iori? – perguntou Tsubaki, desgostoso.

O príncipe não respondeu, apenas correu os olhos por toda sala. Meu corpo se retesou minimamente quando ele me viu, a cor de seus olhos pareceu ter se dissolvido até voltar a ser cor de aveia.

– Nina – ele disse, esbanjando ternura.

Meu corpo ficou firme outra vez, senti meu coração amolecer. Iori sorriu, estendendo a mão em minha direção.

– Você está linda, meu amor – ele disse.

Os outros três homens ficaram em choque quando ele disse aquilo, meus pelos se eriçaram. Iori ainda sorria daquele jeito carinhoso, seu olhar lembrava o olhar que alguém lançava à sua coisa favorita no mundo. Minhas pernas se moveram sozinhas, desvencilhei-me do abraço de Azusa. Fui até Iori, seu sorriso cresceu. O silêncio era completo, todos lançavam o mesmo tipo de olhar duro a Iori. Assim que fiquei em seu alcance, o príncipe tomou minha mão na sua e levou-lhe aos lábios. Senti seu beijo suave em minha pele, meus pelos se eriçaram. Iori ergueu o olhar, sorrindo abertamente. Seus dentes brancos brilharam, ele piscou graciosamente.

– Feliz natal, minha querida – ele disse.

Meu corpo inteiro tremeu, era como se eu estivesse derretendo. Dei um sorriso bobo, piscando os olhos quatro vezes para recobrar meu foco.

– Feliz natal, Iori – falei.

Minha voz saíra como a voz de Juli, fina e aguda. Iori deu uma risadinha graciosa, puxando-me delicadamente para si através da minha mão. Pus meu braço esquerdo diante do corpo para me proteger, Iori envolveu minha cintura com seu braço direito. Ergui um pouco meu rosto, ele sorria carinhosamente.

– Você está bem? Não nos vimos muito ultimamente – disse Iori.

Era verdade, não pude deixar de fazer uma ligeira careta. Iori era o modelo mais lindo que eu já vira, e parece que eu não era a única a pensar assim. Ele fora contratado por três empresas diferentes, tendo que ficar boa parte da semana preso em ensaios fotográficos. Ele até gravara um comercial, ficara tão lindo naquela propaganda de perfume que eu até passara mal quando assisti.

– Eu estou bem, eu acho – respondi, rindo pelo nariz – E você? Parece cansado...

Deixei minha voz morrer, surpreendida pelo que Iori fazia. Ele sorria gentilmente, encarando meu rosto com tanta firmeza que parecia poder ler minha mente. Algo em seu sorriso me mostrava que ele era o homem mais lindo do mundo, apenas por sorrir daquele jeito.

– Eu estou ótimo, obrigado por perguntar – ele disse, sorrindo mais um pouco – Tive uma semana longa, mas valeu à pena.

Franzi um pouco o cenho, curiosa.

– Por acaso você conheceu alguma modelo linda e solteira em um daqueles ensaios fotográficos? – perguntei, fingindo estar descontraída – Ou foi a morena do comercial? Você parecia estar muito entrosado com ela.

O sorriso de Iori ficou ainda maior, seus olhos brilharam.

– Nina, você está com ciúme? – ele perguntou.

Senti aquelas palavras me abalarem, engoli em seco.

– Você não respondeu a minha pergunta – falei, puxando minha mão da sua.

Cruzei meus braços abaixo dos seios, tentando não parecer séria demais. Iori abriu um sorriso lento, seus olhos brilharam ainda mais.

– Não, eu não conheci ninguém que despertasse meu interesse, não essa semana – ele disse, olhando-me nos olhos enquanto falava calmamente – Quanto à moça do comercial, era realmente muito bonita, mas tudo não passou de trabalho.

Senti uma sensação de alívio me encher, surpreendendo-me por tê-la sentido. Assenti, soltando um suspiro. Iori sorriu, envolvendo minha cintura com seu braço esquerdo. Dei um pequeno sorriso, ele me abraçou carinhosamente.

– Além disso, você deve ter desconsiderado algo muito importante – Iori disse, sorridente.

Esperei, ele soltou um suspiro contente.

– Onee-chan! – disse uma voz.

Dei um pulinho, Iori também se assustou. Senti alguma coisa me puxando, arrancando-me de meu príncipe com força. Arquejei, meu corpo foi abraçado com força.

– Wataru?! – chamei.

O pequeno riu, sacudindo-me um pouco.

– Onee-chan, feliz natal! – ele disse.

Ri pelo nariz, abraçando-o de volta.

– Feliz natal, minha hiena – respondi.

Wataru riu de novo, soltando-me como se tivesse recebido uma descarga elétrica. Ele me olhou, sorrindo abertamente. Vestia uma calça social infantil preta, deixando-o lindo demais para ser verdade. Sua camisa era de mangas e botões como as dos outros, mas seu tecido salmão não era de cetim.

– A onee-chan comprou presente para mim? – o pequeno perguntou, animado.

Fiz um bico, fingindo pensar. Agachei-me diante dele, sustentando o peso do meu corpo ao por as mãos em meus joelhos.

– Eu não sei, talvez sim, talvez não – falei, dando de ombros.

Wataru ergueu uma sobrancelha, mordi o lábio.

– Não brinque comigo, onee-chan – disse o pequeno, cruzando os braços – Eu quero presente de natal!

Ri, ele fez um bico.

– Se fosse um bom menino, eu até te daria um presente – brinquei – Mas não, você fica fazendo birra o tempo todo e enfiando a cara nos meus seios. Foi um menino malvado, não vai ganhar presente.

Wataru arregalou os olhos, descruzando os braços e pulando em mim.

– Onee-chan, desculpa! – ele disse, apertando-me com força.

Ri, retribuindo seu abraço apertado.

– Wataru, se controle – disse uma voz agradável.

Ergui o olhar, deparando-me com dois irmãos que eu tinha a honra de ter. O mais velho dos Asahina sorriu, abri um grande sorriso.

– Masa! – chamei, alegre.

Ele riu, lançando-me um olhar carinhoso.

– Boa noite, Nina – ele disse.

Soltei-me de Wataru, indo em direção ao médico mais lindo que eu já vira. Abracei-o assim que pude, fechando os olhos por um momento. Masaomi sorriu, ainda que um pouco constrangido com toda aquela atenção. Ele abraçou-me de volta, feliz.

– Masa, feliz natal – miei, abraçando-o com força.

– Feliz natal, Nina – ele respondeu.

Afastei-me dele, sorrindo. Seu rosto estava um pouco corado, mas ele também sorria. Vestia uma calça social bege, combinando com sua gravata da mesma cor. Sua camisa de botões era verde clara, fazendo uma combinação interessante e ressaltando o castanho em seus olhos.

– Masa-nii, a onee-chan não comprou presente para mim! – disse Wataru.

Masaomi e eu olhamos para o pequeno, ele fazia um bico de desolação tão fofo que meu coração se apertou.

– É mesmo, Nina? – disse Masaomi.

Seu tom era divertido, ele devia saber que eu estava brincando. Sorri, lançando-lhe um olhar cúmplice.

– Exatamente, ele foi um menino muito mal, não mereceu um presente de natal – menti, usando meu tom de voz mais convincente.

Masaomi assentiu, fingindo compreensão.

– Entendo, você tem toda razão – ele disse, soltando um suspiro exageradamente tristonho – Eu também não comprei nada para ele, Wataru não foi um bom garoto este ano.

Assenti, franzindo a testa. Nós dois olhamos para Wataru, os olhos do pequeno estavam ainda maiores do que de hábito.

– Onee-chan, Masa-nii... – ele disse, tremendo seu bico.

Pisquei, Masaomi teve a mesma reação. O pequeno piscou, fazendo uma carinha de choro tão desesperadora que eu não resisti.

– Meu amor, vem aqui – pedi, abrindo meus braços.

Ele fungou, mas fez o que eu pedi. Abriguei-o em meus braços, trocando um olhar com Masaomi. Ele parecia tão desesperado quanto eu, engoli em seco.

– É mentira, minha hiena – falei, pigarreando para fazer minha voz sair direito – É claro que eu comprei um presente para você, foi o primeiro presente que eu comprei, e foi o mais caro também.

Wataru fungou, enterrando seu rostinho entre meus seios. O vestido que eu usava não lhe permitia muita liberdade, então eu deixei por isso mesmo.

– Eu também comprei algo para você, Wataru – disse Masaomi, um pouco nervoso e arrependido – Foi uma brincadeira, nós vamos te dar presentes de natal.

O pequeno desenterrou o rosto dos meus seios, lançando-me um sorriso enorme.

– Eu sei, seus bobos! – ele disse – Eu vi a onee-chan com a caixa, e vi o Masa-nii embrulhando outra caixa. Peguei vocês direitinho, que nem o Fuu-tan faz!

Pisquei, Masaomi teve a mesma reação. Wataru riu, abraçando-me com força.

– Onee-chan, não faz essa cara engraçada – ele disse, ainda rindo – Masa-nii e onee-chan são tão estranhos.

Troquei um olhar com Masaomi, ele estava tão pasmo quanto eu. Wataru ainda ria, agarrando-me com tanta força que meus órgãos pareciam estar explodindo dentro de mim. Os outros riram junto com o pequeno, lançando-me um olhar carinhoso.

– Esse garoto está cada vez mais esperto, um dia ele será muito persuasivo – disse uma voz.

Ergui o olhar, deparando-me com meu irmão mais maluco. Ele sorriu para mim, um sorriso tão cheio de segundas intenções que eu me arrepiei por inteira.

– Kaname – falei.

Ele sorriu um pouco mais, estremeci. Vestia uma calça social preta, não era justa como aquela fantasia. Sua camisa de viscose roxa e de botões estava aberta até o quarto botão, exibindo seu peito musculoso. Senti minhas entranhas se esquentarem, engoli em seco.

– Você finalmente reparou em mim, achei que seu ponto fraco era o Louis, não o Masaomi – disse Kaname.

Arregalei os olhos, os outros arquejaram. Olhei para os lados, todos olhavam para mim. Evitei o olhar de Louis, sabia que ele era o que mais me olhava.

– Não é verdade, eu não tenho um ponto fraco, não nessa casa – falei, minha voz subiu uma oitava.

Os olhos de Kaname faiscaram, engoli em seco.

– Então você já tem um garoto especial? – Kaname perguntou.

Engoli em seco de novo, Tsubaki estava a ponto de levantar do sofá. Azusa estava ereto, em choque. Iori me encarava, parado como uma estátua. Masaomi parecia confuso, olhava-me de forma intensa. Louis fazia caretas enquanto encarava o chão, de braços cruzados. Senti alguém me agarrar, arquejei.

– A onee-chan não tem namorado, eu não deixo! – berrou Wataru.

Arquejei de novo, o pequeno me encarou.

– A onee-chan é minha, eu não vou deixar nenhum homem tocar nela! – ele disse, firme como eu nunca tinha o visto.

Engoli em seco, subitamente nervosa. E essa era a reação deles quando cogitavam a hipótese de que eu tinha um namorado, imagina só a reação deles quando descobrirem a verdade.

– Por que não deixam a garota em paz? Está na cara que ela não namora ninguém – disse uma voz.

Ergui o olhar, surpresa. Vindo da cozinha, estava Yusuke. Vestia uma calça jeans preta, era justa, mas não tanto. Sua camisa social – milagre – era preta, mas tinha detalhes em vermelho. Os botões estavam abertos, revelando uma camiseta vermelha por baixo. Ele me salvara, e eu não fazia a mínima ideia do motivo.

– Yusuke? – chamei, surpresa.

Ele dirigiu-me um aceno de cabeça, pisquei. Ele nunca fora sociável comigo, só na minha primeira noite aqui. Ele era um rapaz estranho, só se rendia à Ema.

– Boa noite, Yusuke – disse Masaomi.

– Oi – respondeu o ruivo, dirigindo-se ao sofá.

Eu ainda estava um pouco incrédula, Yusuke lançou-me um olhar de esguelha quando passou por mim, pisquei.

– Vestido legal – ele disse.

Arregalei os olhos, ele ficou indiferente diante da minha reação.

– Er... Obrigada? – respondi.

Ele deu um meio sorriso, sentando-se no sofá. Eu ainda estava em êxtase, se Yusuke tinha até me elogiado, eu estava mesmo bonita.

– Certo, isso foi meio estranho – disse Tsubaki.

Os outros pareciam concordar, Yusuke ignorou-os com tanta habilidade que eu soube na hora que ele vivia fazendo aquilo.

– Nina, Yusuke está certo, é um belo vestido – disse Masaomi.

Sorri, encontrando seu olhar.

– Obrigada, mamãe e Ema escolheram – falei.

Ele sorriu, contente por algum motivo.

– Você já chama nossa mãe de “mamãe”, que coisa boa – disse Kaname, abrindo um sorriso sensual – Quando você vai começar a me chamar de “onii-chan”?

Fiz uma careta, ele sorriu.

– Eu prefiro continuar te chamando pelo seu nome, mas obrigada – falei.

O sorriso sensual dele cresceu, engoli em seco.

– Você pode me chamar do que quiser, minha bonequinha – disse Kaname, dirigindo-me uma piscadela.

Estremeci, Tsubaki dirigiu um sorriso ao monge.

– Que tal uma segunda rodada daquele desafio? Ainda acha que consegue excitar a Nina antes de mim? – ele perguntou.

Kaname riu, assentindo.

– Claro que eu acho, ambos sabemos que eu sou bem melhor com as mulheres – ele disse – Ainda mais com nossa irmãzinha, eu ainda lembro-me de como ela ronronou naquele dia.

Estremeci, os dois me olharam. Kaname sorriu, dando um passo em minha direção. Tsubaki preparou-se para levantar do sofá, dei um passo para trás.

A porta da frente foi aberta, e um homem alto entrou. Aquilo desviou as atenções de mim, soltei um suspiro de alívio.

– Oh, Subaru – disse Masaomi, surpreso.

Subaru virou-se em nossa direção, fechando a porta em um único movimento. Trajava suas roupas de treino, carregava sua mochila enorme no ombro direito. Ele estava suado, como sempre.

– Boa noite – ele disse.

Ele estava um pouco ofegante, devia ter vindo para casa andando. Ele estava cansado, eu podia ver isso pelo seu tom de voz. Franzi o cenho, ligeiramente preocupada.

– Por que milagre você não vai passar o natal com seus companheiros de time? – perguntou Yusuke, quase rindo.

Subaru não encarou ninguém, seus olhos vacilaram em minha direção por um segundo.

– Mamãe vai passar o natal aqui, minha família é mais importante do que meus companheiros de time – disse Subaru.

Tsubaki e Yusuke fizeram caretas de incredulidade, Iori e Louis se entreolharam, surpresos. Eu não via nada demais naquilo, mas não deixei de trocar um olhar surpreso com Azusa também. Ele pareceu um pouco feliz ao perceber que eu procurara por ele naquela hora, seu sorriso lindo me fez sorrir de leve. Desviei o olhar, mesmo sentindo que Azusa caminhava em minha direção discretamente. Kaname lançou um olhar cético a Subaru, o mais novo continuava sem encarar ninguém.

– A mamãe passou o natal aqui ano passado, mas você não veio – disse Masaomi, confuso.

Kaname sorriu para o irmão, Subaru fingiu que não tinha ouvido.

– Mas não tínhamos uma linda garota espanhola entre nós na época, tínhamos? – disse Kaname, dando um meio sorriso malicioso.

Subaru arquejou, arregalando os olhos. Ele me olhou, congelando. Pisquei, sentindo meu coração pular uma batida. Os outros me olharam, fugi do olhar de todos. Subaru corou, desviando o olhar.

– N-não tem nada a ver! – ele disse, gaguejando um pouco.

Kaname riu, revirando os olhos. Tsubaki, Iori, Azusa e Masaomi lançaram olhares de desconfiança a Subaru, Louis apenas me encarou, esperando minha reação. Engoli em seco, tentando pensar em alguma coisa para falar.

– Que bom que você veio, Subaru – falei, pigarreando um pouco para fazer minha voz funcionar – Seria uma pena se você não estivesse aqui na hora dos presentes, eu adoraria te dar o seu depois da ceia.

Subaru ergueu o olhar, seu rosto estava ainda mais vermelho. Ele parecia surpreso, seus olhos estavam um pouco arregalados.

– V-você comprou um presente para mim? – ele perguntou, gaguejando outra vez.

Assenti, dando um sorrisinho leve. Subaru piscou, corando mais ainda. Ele parecia estar quase explodindo, abafei uma risadinha.

– O-obrigado – ele disse, gaguejando bruscamente.

Ri, ele me olhou.

– Não há de que, Subaru – respondi, sorrindo ternamente para ele – Só espero ter acertado o seu gosto.

Ele deu um pequeno sorriso, desviando o olhar.

– Seja o que for, eu vou gostar – ele disse, sem gaguejar dessa vez.

Abri um grande sorriso, ele sorriu um pouco mais. Os outros Asahina presentes fuzilaram-no com os olhos, Subaru não pareceu ter reparado.

– Subaru, porque não sobe e troca essas roupas suadas? – disse Masaomi, pigarreando para fazer sua voz soar mais calma do que ele parecia – Ukyo já está quase terminando, em breve vamos jantar.

Subaru assentiu, retomando sua expressão séria de sempre. Observei-o enquanto ele subia as escadas, seus movimentos pareciam um pouco mais fortes, como se seu cansaço tivesse melhorado de uma hora para a outra. Suspirei, sentindo-me ligeiramente mais leve também. Não era comum que nós conversássemos, porém mais incomum do que aquilo, era vê-lo sorrir para mim. Eu estava me sentindo muito bem, como se estivesse flutuando. Quase nem percebi que mais um Asahina juntou-se a nós, sua voz grave me deu um arrepio. Meu olhar vagou em sua direção, meu queixo caiu. Vestia uma calça social preta, e embora eu já tivesse o visto com várias calças como aquela, ele nunca me parecera mais bonito. Sua camisa de botões era azul marinho, cor escura que realçava o tom laranja em seus cabelos, que estavam cuidadosamente arrumados, sem tirar aquela franja de seu rosto. Ele sorriu quando nosso olhar se encontrou, deixando Tsubaki de lado como se eles nunca tivessem iniciado uma conversa.

– Boa noite, Nina – ele disse.

Meu rosto parecia ter se rasgado, tamanho era o sorriso que dei. Não pensei, apenas corri em sua direção como uma criança corre na direção de um pote de sorvete. Atirei-me em seu corpo, envolvendo-o em meus braços como um polvo faria. Ele deu uma risadinha, mas abraçou-me de volta.

– *Gatito! – chamei, rindo.

Ele riu, afastando-se de mim para ver meu rosto.

– Isso não é italiano – ele disse.

Ri, negando com a cabeça.

– Me desculpe, minha cabeça meio que pifa quando eu fico feliz demais, é comum ouvir-me dizendo palavras em espanhol quando isso acontece – falei – Fora que você já deve ter pesquisado o significado da frase daquele dia, então não tem mais graça canta-lo em italiano.

Natsume riu, voltei a abraça-lo.

– Ficou tão feliz ao me ver? Achei que tínhamos passado da fase do “êxtase ao se verem” – brincou.

Ri, afastando-me dele. Seu rosto estava tranquilo, ele estava mais relaxado do que no dia do parque.

– Ainda nem entramos na fase do “vivo pensando naquela pessoa”, ainda temos tempo – falei, piscando para indicar que eu estava brincando.

Natsume abriu um sorriso estranho, aproximando-se de mim rapidamente.

– Fale só por você, gatinha – ele disse.

Apenas eu pude ouvir aquilo, os outros pareciam estar morrendo de curiosidade. Abri um grande sorriso, Natsume fez o mesmo.

– *Gatito, sigues siendo el hombre más caliente que he conocido – falei — Si se burlan de mí así de nuevo, puedo perder el control.

Natsume riu, mas parecia confuso.

– Pode traduzir isso para mim? – ele perguntou, divertido.

Neguei com a cabeça, abrindo um sorriso enigmático.

– Acho melhor você ficar sem saber, há coisas que ficam melhores se permanecerem em segredo – falei.

Ele abriu um sorriso torto, perdi o ar.

– Sendo assim, *Vous êtes chaud comme la braise dans cette robe – ele disse.

Pisquei, franzindo o cenho. Natsume deu uma risada alta, alarmando todos os presentes.

– Isso foi alemão? – perguntei.

– Francês – corrigiu alguém.

Pisquei, Natsume teve a mesma reação que eu. Virei meu rosto, deparando-me com mais alguns familiares assistindo a cena. Hikaru, Miwa e Ema nos encaravam, Miwa exibia um sorrisinho malicioso nos lábios. Natsume arregalou os olhos, pisquei, confusa.

– Você ouviu, mãe? – ele perguntou, exasperado.

Miwa riu, uma risada carregada de malícia.

– Não só ouvi como entendi, que bom que o Rintarou não está aqui ainda – ela disse – Francamente, meu filho. É isso que você pensa da Nina?

Natsume corou, desviando o olhar. Franzi o cenho, confusa. Olhei para Miwa, tentando achar uma explicação. Eu não fui a única, todos encaravam nossa mãe com o mesmo olhar confuso que eu exibia.

– O que isso significa, mãe? – perguntou Azusa.

Miwa sorriu, encarando o mais novo dos trigêmeos com um olhar perverso.

– Pergunte ao seu irmão, afinal, é o que ele pensa – ela disse, mordendo o lábio.

Fuuto, é você?

Natsume arregalou os olhos, nosso olhar se encontrou. Esperei, ele engoliu em seco.

– Natsume? – induziu Iori.

Olhei em volta, todos os presentes olhavam para nós. Natsume engoliu em seco outra vez, prendi a respiração.

– Eu disse que...

– Que bando de gente feia – disse uma voz sarcástica.

Cortando a fala de Natsume, um novo familiar entrou na sala. Vestia uma calça jeans em um tom de azul desbotado, rasgada em alguns pontos. Sua camisa azul clara estava aberta pela metade, exibindo uma camisa vermelha por dentro. Seus cabelos estavam presos em uma touca, seu sorriso nunca me parecera tão sarcástico.

– Fuuto! – disse Ema, surpresa.

Ele acenou, dirigindo-nos seu sorriso de ídolo. Sorri, mal conseguindo conter minha alegria.

Alegria? Sério?

– Pensei que você tivesse um show para fazer hoje – disse Masaomi, surpreso.

Fuuto deu de ombros, franzi o cenho.

– Até no natal? – perguntei.

Todos me olharam, talvez algo no meu sorriso contente estivesse chamando atenção demais. Engoli em seco, sacudindo a cabeça para livrar-me daquela expressão idiota. Fuuto abriu um sorriso debochado, olhando-me com aqueles olhos castanhos.

– Pois é, nunca dispensam um verdadeiro ídolo – ele disse, dando de ombros.

Revirei os olhos, ele sorriu.

– Claro que eles não dispensam um ídolo de verdade, por isso chamaram você – falei, sarcástica – Todos os ídolos de verdade já estava ocupados, então tiveram que te chamar para tentar quebrar o galho.

A maioria dos presentes riu, Miwa abafou uma risadinha. Yusuke e Tsubaki soltaram risadas escandalosas, sorri. Fuuto bufou, revirando os olhos e vindo até mim. Quando estávamos próximos o bastante, ele puxou-me pelos ombros em sua direção. Sorri, afundando-me em seu abraço nada carinhoso.

– Feliz natal, niña – ele disse.

Suspirei, abraçando-o com ternura.

– Feliz natal, niño – respondi.

Ele riu, afastando-me como se eu não passasse de um inseto. Miwa sorria de maneira presunçosa ao ver a cena, Ema e Hikaru se entreolharam de leve. Os outros Asahina encaravam Fuuto e eu como se suas vidas dependessem disso, resolvi ignorar.

– Feliz natal, seus idiotas – disse Fuuto, lançando um olhar esnobe aos irmãos – Feliz natal, Miwa.

Masaomi franziu o cenho, claramente insatisfeito com as ações do irmão. Fuuto ignorou-o, alguns irmãos murmuraram seus cumprimentos com um desânimo surpreendente. Ri pelo nariz, sacudindo a cabeça. Senti uma mão segurar a minha, pisquei.

– Você comprou presente para mim ou é tão idiota que não conseguiu achar nada que estivesse à minha altura? – perguntou Fuuto, olhando-me como se eu fosse um inseto nojento.

Revirei os olhos, mordendo o lábio.

– Eu não devia, mas gastei meu tempo e meu dinheiro comprando algo para você – falei – Aliás, o presente é a sua cara.

Fuuto soltou uma risada cheia de escárnio, tentei não rir.

– Eu nem perdi tempo comprando nada para você, uma garota idiota como você não merece um segundo do meu precioso tempo – ele disse.

Mordi o lábio, encarando-o.

– Sendo assim, por que você está perdendo tanto tempo conversando comigo? – perguntei.

Ele riu, dando de ombros. Sorri, indo ao seu encontro outra vez. Abracei-o com força, soltando um muxoxo. Fuuto retribuiu meu abraço, sorrindo de volta quase afetuosamente.

– Essa ceia vai ser um desastre sem você, quem vai me embebedar escondido? – falei.

Fuuto riu, suspirei.

– Isso, demonstre sua adoração por mim, eu deixo – zombou.

Ri, fechando os olhos por um segundo. Fuuto cheirava a canela, um cheiro forte e doce ao mesmo tempo, exatamente como ele era. Por mais idiota que aquele garoto fosse, eu ainda adorava-o com força.

– Eu já vou, ainda tenho meu show – disse Fuuto, retomando minha atenção – Só passei aqui para te dar um aviso importante, mas já demorei demais. Que se danem as fãs, mas meus empresários devem estar rodando o Japão para me procurar.

Ele riu, esbanjando deboche. Revirei os olhos, Fuuto apertou minha mão. Estávamos de mãos dadas ainda, e abraçados. Eu sabia que todos nos observavam, mas eu não ligava.

– Dê seu aviso, eu não quero atrapalhar seu show, ó, meu amado deus da música japonesa – falei, sarcástica.

Fuuto riu, soltando-me. Parei diante dele, encarando seus olhos de perto.

– Olhe para a árvore do jardim através da sacada, espere até a meia noite – ele disse.

Assenti, ele soltou minha mão. Fiz um biquinho, ele lançou-me um olhar infame.

– Esse bico é para eu beijar? Sabia que você pode pedir isso? – ele disse.

Revirei os olhos, dando-lhe um soco brincalhão no braço. Ele riu, afastando-se de mim. Fuuto acenou de costas para o resto da família, dirigindo-se à porta da frente.

– Ei! – chamei.

Ele virou o rosto, sem parar de andar. Sorri, sentindo meu coração bater com mais força.

– Bom show – desejei.

Ele abriu um sorriso, abrindo a porta da frente. Antes de sair, Fuuto virou-se em minha direção e olhou em meus olhos.

– Boa ceia – ele disse.

Sorri, ele fez o mesmo. Fuuto dirigiu-me uma piscadela, e depois, saiu. Soltei um grande suspiro, ainda sorrindo. Meu coração ainda estava batendo com força, talvez meu corpo estivesse me traindo.

– Achei que vocês se odiassem – disse alguém.

Era a voz de Kaname, ele dissera aquilo com muita malícia na voz. Fingi que não tinha notado, ainda encarando a porta.

– Nos odiamos – respondi.

– Então o que foi todo esse carinho? – perguntou Hikaru.

Ele tinha o mesmo tom de malícia, mordi o lábio.

– Não faço ideia – respondi.

Os irmãos se entreolharam, maliciando alguma coisa ao mesmo tempo. Suspirei, ainda mordendo o lábio.

Eu não sabia o que aquela aura era, mas era forte.

CONTINUA

IMAGEM ESPECIAL

Hikaru Asahina (Já falei que me amarro num cross-dresser?)

Notas finais
Então, morreram de sono com as notas iniciais ou conseguiram ler tudo? Comentem para deixar a tia Oceans feliz. Foto de hoje---> http://img4.wikia.nocookie.net/__cb20131120064713/brothersconflict/images/b/b4/Hikaru_season_2.png Vou colocar logo a roupa da Nina aqui---> http://www.polyvore.com/nina_kazama_ceia_de_natal/set?id=130347460 Eu tava fazendo umas contas, e vai dar umas três partes mesmo. De boa, eu posto outra dia 23/12 e a última dia 25/12. Assim dá tempo pra vocês morrerem de raiva de mim :D Tradução das frases (Por ordem de "chegada"). *Gatito = Gatinho (Revirem os olhos pra tia). *Gatito, sigues siendo el hombre más caliente que he conocido. Si se burlan de mí así de nuevo, puedo perder el control = Gatinho, você ainda é o cara mais quente que eu já conheci. Se você me provocar assim de novo, eu posso perder o controle. *Vous êtes chaud comme la braise dans cette robe = Você está quente como fogo nesse vestido (Me abanem, por favor). Nem sei mais o que falar aqui, acho que já esgotei minhas palavras nas notas iniciais. Me perdoem por aquilo, deve ser minha menstruação querendo chegar (BruhM, se prepara). Peguem leve na cartinha do papai Noel, o veio não é rico e nem dono de empresa de celular caro não. A tia aqui pediu uma boneca... Brinks, a tia não pediu nada... Só todos os livros da Saga do Tigre que já saíram, coitadinha da minha mãe. Beijo...