The New Father In The Lake
14 Capítulo 14
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-Você conhece esse homem? — Booth perguntou sem demora, mostrando a cópia do desenho que Angela fizera da vítima, já que o original havia desaparecido.
Era a segunda vez aquele dia que House via o desenho, e girando a bengala entre os dedos, o médico respondeu de forma tranquila a pergunta do investigador — Arthur Doyle...
-Então você o conhece?
-Não... Eu apenas sou bom em assimilar rostos desconhecidos com seus verdadeiros nomes. — House respondeu sarcástico.
Booth apenas respirou fundo. Ele já conhecia o gênio do médico. — Dr. House... Por favor...
-Ele é o homem que engravidou minha mãe há 50 anos atrás. — House respondeu de imediato.
Booth ficou levemente chocado com a forma como House classificara a vítima, porém todas as dúvidas que ele tinha sobre o médico saber ou não sobre sua verdadeira origem, se esvaíram por completo.
-Vejo que já sabe de tudo...
-Se \"tudo\" significa que o homem do desenho é meu pai, então sim... Eu sei de tudo...
-E você diz isso desse jeito?
-Que jeito?
-Está calmo demais para alguém que perdeu o proprio pai...
-Não.... — House se levantou e foi em direção a cefeteira. — Estou na medida certa para alguém que perdeu um desconhecido que só possuía o DNA em comum comigo... — disse se servindo de café — Pai por pai... O homem que me criou foi mais pai do que esse aí... Mesmo ele não tendo sido o melhor dos pais.
Booth estava intrigado com a falta de emoção que o doutor demostrava, mas no fundo ele sabia que o que House dissera era válido. Porém, vendo o médico em pé, ao lado de sua bengala, o agente percebeu o quanto o ele se encaixava no padrão do susposto assassino...
-Dr. House... Aonde estava na noite do crime?
-O quê? — House riu, se virando com a caneca de café em uma das mãos. — Eu sou um suspeito agora?
-Responda a pergunta, por favor...
-Em casa.
-Sozinho?
-Com as loiras de Baywatch...
Booth ignorou o sarcasmo do doutor e continuou seu interrogatório.
-Alguém pode comprovar que o senhor estava em casa na hora do crime?
-Que parte do sozinho você não entendeu?
Booth respirou fundo. Na sua frente estava um possível suspeito, que não possuía motivo algum para cometer o homícidio, porém com posse de uma forte possível arma do crime.
-Dr. House... Eu terei de mantê-lo sob custódia...
-Você só pode estar brincando... — House sorriu, incrédulo.
-Eu sinto muito. — o agente respondeu, se levantando.
-Você não tem provas contra mim...
-Mas também não tenho nada que o inocente.
House suspirou. — Você sabe que eu sou o cara errado, não?
Booth nada respondeu, apenas se aproximou do médico e pegou a bengala que estava encostada contra a mesa de café.
-Vou precisar da bengala...
-Acredite... Mesmo com ela, eu não conseguiria fugir...
-Não tenho medo que fuja, Dr. House... — Booth respondeu encarando o médico — Mas a bengala pode ser uma possível arma do crime...
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