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Booth escutava atentamente tudo o que Brennan dizia sobre sua última descoberta quando o telefone tocou. Camille e Hodgins apareceram na tela do computador diretamente de Washington.
-Com base nas fotos, densidade e relatórios sobre a fratura, Hodgins calculou a força com que o golpe que a provocou foi dado. — Cam disse, dando espaço para o entomologista explicar.
-Meu experimento indicou que a velocidade do impacto foi de aproximadamente 40km/h... A pessoa que o desferiu, de acordo com a angulação do golpe, deve ter entre 1,80m e 1,90 de altura... A arma usada, foi uma espécie de bastão fino... De 5 cm de largura...
-Uma bengala se encaixaria no padrão? — Booth perguntou.
-Sim... Se encaixaria.
-Certo... — O agente trocou olhares significativos com sua parceira, que não passou despercebido por Hodgins.
-O que foi? Alguém usa uma bengala?

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Pelos corredores do departamento de diagnósticos podia-se ser escutado os acordes de Sharp Dressed Man tocados em uma guitarra. House, com a magnífica 1959 sunburst Gibson Les Paul nas mãos, tocava um dos sucessos de ZZ Top, grupo o qual seu paciente era integrante, dentro de sua sala.
Saber que o paciente que as enfermeiras tinha cometido o erro da medicação era Billy Gibbons, ou o Reverendo Willie G., fora um dos motivos de House pegar o simples caso de alergia, afinal, o barbudo era uma lenda viva do rock, além é claro, de se livrar do trabalho burocrático que Cuddy lhe dera.
Cameron, vestindo seu usual uniforme cor salmão, entrou na sala sem pedir licença.
-House... — a jovem médica chamou, sem receber qualquer resposta em troca. — House!

O médico se virou, porém não deixou de tocar a guitarra. Apenas mudou os acordes e começou a tocar Gimme All Your Lovin, outro sucesso do grupo. Cameron, sabendo que só conseguiria o mínimo de atenção do médico de uma única maneira, andou até o amplificador e desligou o aparelho.
-Wilson me falou sobre seu pai... — a jovem disse, colocando as mãos na cintura.
House levantou o dedo e se aproximou de onde a jovem médica estava, parando a menos de 30 cm de distância — Sobre aquele que possuiu o mesmo DNA que eu... — ele corrigiu-a, religando o aparelho — E o Wilson está me saindo uma excelente Gossip Girl.
Cameron nem deixou House começar a tocar mais algum outro grande sucesso do ZZ Top e voltou a desligar o amplificador.
-House...
-Eu não quero falar sobre isso...
-Por favor... Sua mãe...
-Cameron... — House a olhou — Eu não quero falar sobre isso.
A jovem médica suspirou. Ela não gostava quando House fazia isso... Se fechava para todos, e fingia estar tudo bem. E ela estava prestes a pedir mais uma vez que House falasse com ela, quando Booth entrou na sala.
-Dr. House... Será que podemos conversar? — o agente perguntou.
Cameron sentindo que ela nada mais podia fazer ali, se retirou, mas sem antes de dar uma última olhada em House.
O médico, que guardava a guitarra dentro do estojo, respirou fundo.
Ele sabia exatamente sobre o quê o agente queria falar.

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