The Nanny.

3 A Igreja do padre Anselmo


P.O.V. Tininha.

Eu nunca estive na igreja, é diferente do que eu pensava. Eu vi a Malu conversar com o padre e ele gostou de mim.

Ele chamava ela de Maria de Jesus.

—Porque você chama a Malu de Maria de Jesus?

—Porque é o nome dela. Malu é apelido.

—Maria de Jesus. É um nome lindo.

—Obrigado Tininha. Agora vamos ajudar no orfanato e vamos pra casa.

Tinham muitas crianças lá.

—Cadê a mamãe e o papai deles?

—Eles não tem querida. Não tem papai e nem mamãe, que nem eu.

—Você não tem papai e nem mamãe?

—Não lindinha. Eu sou sozinha.

Nós demos de mamar pros bebês, demos comida para as crianças e depois voltamos pra casa.

—Gostou do passeio?

—Gostei. Eu nunca tinha visto nada igual.

—Posso imaginar. E de certa forma isso me alegra.

—Porque?

—Porque você tem um pai que te ama e que te deu tudo. Não menospreze o que Deus te deu.

—O que é menospreze?

—Estou dizendo para ser grata por ter o seu pai.

P.O.V. João Miguel.

Quando cheguei em casa elas estavam jogando Dance Revolution.

—Ganhei! Ganhei! Ganhei!

—Você é muito boa nisso.

-Eu sou ótima nisso!

—É mesmo.

—Papai!

Ela correu que nem um foguete e se atirou nos meus braços.

—Você não está na cama porque...

—Porque eu queria te esperar.

—Eu até tentei colocá-la na cama de tudo o que foi jeito, mas não deu certo. Até suborno eu tentei seu São Romão.

—Ela é teimosa mesmo.

—Agora o seu pai já chegou, então, cama.

—Tudo bem. Boa noite papai.

—Boa noite meu anjo.