The More Different Way To Be Happy.
1 Just close my eyes and remember.
Notas iniciais
*Esperamos que gostem.
*Desculpem por algum e qualquer erro.
*Comentem se gostaram =D beijos
‘’GABI, GABI! VOCÊ TÁ BEM? PELO AMOR DE DEUS ME RESPONDE SE ALGO ACONTECER COM VOCÊ EU NUNCA VOU ME PERDOAR!’’ essas foram as ultimas palavras que eu me lembro ter ouvido, palavras vindas dele. Depois só vi escuridão e me lembrava de cada detalhe de como tudo tinha acontecido...
‘’Eu simplesmente não entendo meu pai, do nada ele decide se mudar pra outro país, sem mais nem menos me dizer o porque! parece até que ele não percebe que eu tenho uma vida, amigos, tudo! De acordo com ele é pro meu bem e blábláblá ele é tipo super protetor, por quê? Ah, quando eu era nova minha mãe foi assassinada por um cara no qual meu pai não fala sobre, mas eu tenho minhas fontes e sei que essa historia é muito mal explicada, pelo menos mal explicada pelas minhas fontes, ele nunca me fala sobre a morte da mamãe é algo que de acordo com ele ‘eu não preciso saber’ É CLARO QUE EU PRECISO POXA, ERA MINHA MÃE!
-Gabriella, filha. –Meu pai disse acabando com o tenso silencio que tomava o carro – Eu sei que devo muitas explicações a você, mas agora nós só precisamos sair do Brasil, prometo te explicar quando chegarmos e Londres, tudo bem?
-Não pai, não esta tudo bem! Na verdade não está nada bem, o senhor me tirou da minha vida, está me levando pra viver ‘pra sempre’ em outro pais e ainda se nega me dizer o motivo? Agora é uma boa hora pra explicações.
-Então tá. Você quer explicações, certo? – afirmei com a cabeça- tive uma oportunidade de emprego muito boa e meu chefe mandou-me uma mensagem hoje cedo dizendo que já havia organizado toda nossa ida, só faltava eu e você pegarmos o voo. — CLARO QUE EU NÃO ACREDITEI, ele blefou, mas não ia discutir com meu pai, quando ele mente sobre algo é porque eu não posso saber nada sobra aquilo, em hipótese alguma, seria pura perda de tempo tentar tirar a verdade dele.
Depois de horas e mais horas num voo entediante, com comida ruim, no qual eu já tinha ouvido toda minha lista de musicas umas cinco vezes...chegamos. ê, que emoção.
E mais uma vez o silencio irritante no carro até a ida da nova casa, chegamos. A casa era simples, mas bonita, lembro ter ouvido meu pai falar ao telefone com alguém e dizendo que não queria algo que chamasse muita atenção, que fosse difícil de diferenciar. Por quê? Eu não sei, meu pai sempre gostou de coisas que chamassem atenção... Mas ok.
-Esse é o seu quarto, filha. – Abri a porta e vi o quartos dos sonhos, lindo, só tinha um problema minhas amigas não iriam poder vê-lo ou pelo menos estar aqui comigo
-Obrigada pai, tá lindo. –falei o mais fria possível e ele saiu do quarto.
Arrumei minhas coisas, botei as roupas no guarda- roupa os livros na mesinha... enfim, tudo ao som da minha linda lista de reprodução até que começou The Call da Regina Spektor, eu me joguei na cama e fiquei pensando sobre o que dizia a musica até cair no sono.
Meu pai me acordou, já era de manhã... Meu primeiro dia na escola nossa, que emoção.~ironia~
-Gabi,daqui a meia hora o motorista vai estar esperando ai na frente então...se arrume.-MOTORISTA? To gostando disso.
-ok.
Desci, tomei meu café da manhã assisti Bob esponja ~como sempre, meu eterno amor~ fiz minha higiene e me vesti (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=67368322&.locale=pt-br ) esperei menos de 5 minutos e o tal motorista já estava na frente da casa com um smoking e óculos escuros, entrei no carro e fiquei admirando a rua ouvindo Free Fallin’ do Jonh Mayer, estava lembrando dos meus amigos, dos nossos momentos juntos e invejando o fato deles estarem lá no Brasil, naquele calor, juntos provavelmente rindo e contando piadas em meio a uma festa na piscina e lembrando também que não os veria por um bom tempo...
-Chegamos Srta. Lawrence. –disse o motorista me tirando de meus pensamentos.
-Acho que você se enganou.-felei olhando o lugar que havíamos parado, um muro cinza e alto, mal dava pra ver o que havia dentro- eu estou indo pra escola, não pra cadeia.- ri torto.
-As ordens de seu pai foram trazê-la aqui, de acordo com ele essa é sua nova escola. Boa sorte.
COMO ASSIM? MEU PAI ME BOTOU PRA ESTUDAR EM UMA CADEIA? Bati a porta do carro irritada e entrei no lugar, era mesmo uma escola, e que escola...era toda cinza, sem cor, as pessoas pareciam loucas antissociais e me olhavam com espanto, pareciam nunca ter visto uma garota normal.
-IaI, novata? sei. Gabriella né? to sabendo, quantos anos? uns 40? haha mentira, uns 17 né? sei. ta bolada hoje? vem comigo, vou te apresentar o crazyworld – disse um garoto que usava óculos tortos com uma das lentes rachadas e uma pulseira com um animal parecido com um lobo no braço, e com o cabelo totalmente assanhado.
-Crazy wo... QUÊ? – perguntei, mas ele já estava me puxando para o meio do pátio daquele lugar, haviam 3 bancos, os 3 já estavam ocupados por pessoas estranhas com livros sobre coisas estranhas na mão. Eu puxei o braço do garoto e empaquei no chão. – Quem é você? onde vai me levar? – falei confusa.
-Sou Shorter, Max Shorter.
-Tá, Shorter, O que exatamente é esse lugar?
-Um colégio interno. Coisa de deixar a gente doido, malucão mesmo, todo mundo aqui é viciado em vídeo game e em livros do tipo mangá ou falam sobre coisas do tipo “Como matar uma pessoa” se é que tu me entende...Nerds? Que nada, é tudo aloprado, nerds são legais.
-COLÉGIO INTERNO?-Gritei, e algumas pessoas me olharam assustadas- não acredito que o papai foi capaz de fazer isso comigo, porque ele ta fazendo isso? Eu não fiz nada!- falei comigo mesma.
-Ta, tu ta doidona também, foi por isso que teu pai te trouxe aqui, agora vem comigo V1d4 l0ka.- Shorter disse, ignorando totalmente minha crise de descobrimento das coisas que eu não sabia.
O dia foi longo, cansativo e extremamente CHATO. A primeira aula foi de Matemática,e adivinha? A professora TAMBEM era estranha, ela ia pro quadro, escrevia uns números e sussurrava pra si mesma a explicação, depois sentava-se à mesa e alguns alunos, os mais aplicados, copiavam. As outras aulas foram mais o menos assim, apenas uma se salvou. A aula de filosofia. O professo viajava legal, falava coisas no qual eu ficava pensando depois, naquele momento eu vivia o que ele falava, e alem disso ele era gato, com olhos azuis e um cabelo castanho claro assanhado. Amei aquela aula, podiam substituir todas as aulas por aquela. Mas advinha? O que é bom sempre dura pouco, a aula acabou em 50 minutos, que pareceram 10, e eu só teria aula dele novamente daqui a 2 dias. Quando saí da sala Shorter me esperava na porta, encostado na parede com um sorriso no rosto, e tinha nas mãos uns livros sobre medicina.
-IaI v1d4 l0k4, aulas legais né? – eu o olhei, não sei o motivo mas gostava quando ele me chama de v1d4 l0k4, eu me sentia... v1d4 l0k4. Apenas ri pelo nariz.
-Muito legais mesmo, principalmente a de filosofia. – Shorter riu.
-É, viajadão o Henrie – eu ri novamente.
Fui em direção ao portão e vi que o motorista ainda estava la, parado, ele ficou lá o dia todo? Meu pai realmente deve ter pirado! quem devia estar nesse internato era ele.
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