Notas iniciais
*Primeira fic
*Esperamos que gostem.
*Desculpem por algum e qualquer erro.
*Comentem se gostaram =D beijos

Quando cheguei em casa já estava de noite, encontrei meu pai sentado na sua poltrona lendo uma revista qualquer, joguei minha bolsa no chão e o fuzilei com o olhar.

-Boa noite pra você também – Disse ele num tom sarcástico.

-Não é uma boa noite, eu quero explicações Pai, não mentiras, explicações. -Ele pôs a revista no braço da poltrona e levantou-se.

-O que você quer que eu explique?

-VOCÊ ME COLOCOU EM UM COLÉGIO INTERNO QUE MAIS PARECE UMA CADEIA, ME TIROU DO PAÍS QUE EU NASCI, ME SEPAROU DOS MEUS AMIGOS, ME FEZ DEIXAR TUDO E QUER QUE EU ACREDITE QUE FOI POR UMA OPORTUNIDADE DE TRABALHO? AH FAÇA-ME O FAVOR PAI!

-Gabriella, seja qual for o motivo eu não lhe devo satisfações, saiba que eu estou fazendo isso para o seu bem, sou seu pai só quero o melhor pra você.

-ENTÃO PORQUE NÃO ME EXPLICA?! ISSO FARIA BEM PRA MIM -falei já quase me afogando em lágrimas- NÃO CONSIGO VER O LADO BOM NO QUE VOCÊ TÁ FAZENDO PAI, VOCÊ NÃO ME EXPLICA NADA, NÃO QUER FALAR SOBRE A MORTE DA MAMÃE, NEM SOBRE PORQUE ESTAMOS AQUI! EU NÃO SEI SE VOCÊ REALMETE QUER O MEU BEM. –subi correndo e escutei ele gritar meu nome, mas fingi não ouvir.

Entrei no meu quarto, tranquei a porta e a única coisa que eu sabia fazer era chorar. Joguei algumas coisas no chão esmurrei a cama *CAUTION* até cair no sono.

No outro dia acordei super indisposta com meu pai gritando no meu ouvido: ‘’TÁ ATRASADA, TÁ ATRASADA’’ eu não queria ir mesmo, mas ele insistiu tanto, que eu decidir obedecer. Desci rápido tomei o café e bababá, fiz tudo que tinha pra ser feito e sentei no sofá esperando o motorista. Arrumei-me mais pro colégio hoje cedo meu pai me prometeu que se eu fosse pra escola iria me buscar mais cedo para tomar um lanche com ele. Foi isso que me fez levantar. roupa: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=67398873&.locale=pt-br )

-Bom dia Srta. Lawrence.-O motorista disse.

-Não, para. Não me chama de ‘Srta. Lawrence’ é coisa de velho, me chama de Gabi.-ele me olhou esquisito- que foi? Tenho que fazer amigos, afinal meu colégio é um manicômio...Qual seu nome?

-Willian.

-Ah, vamos lá Will, o caminho pra o colégio demora um pouco fala ai sobre sua vida.

Então passamos o caminho inteiro até o colégio conversando, Will era legal, ele tinha duas filhas e precisava daquele dinheiro que meu pai o dava para sobreviver, as duas meninas moravam com a mãe, mas iam visita-lo todo fim de semana.

Quando cheguei no colég... cadeia, bati a porta calmamente e entrei, mas experiente com o caminho, Shorter me esperava na sentado numa mesa pra dois.

-Oi doidona, ta de boa? Mal dia ontem né? To sabendo, chorou pacas que eu to ligado, olho inchadão — falou.

- Oi Shorter, to de boa – ri – eu to inchada? De verdade? – tentei esconder meu rosto,mas ele colocou a mão sobre a minha e colocou-a ao lado de meu corpo e saiu rindo com cara de ‘tão olhando o que? Normal isso aqui.’

-Linda, como uma vaca conquistadora- Não tinha como não sorrir, esse garoto me fazia bem.

-Então Shorter, acho que só tenho você de amigo...é a pessoa mais normal daqui

-Tu me acha NORMAL? Sério? Hahaha escola de doidos essa, normal aqui é gato no canil.

-Gato no... ah, entendi, normal aqui é como doido la fora.

-issaí, vamo simbora- falou, me puxando para a sala.

Vamos dizer que as aulas foram menos chatas hoje. Sem contar com o fato de não ter aula com o Henrie, a maioria das minhas aulas foram em comum com as do Shorter, então eu passava a aula conversando com ele, quando as aulas acabaram minha barriga já doía de tanto rir com as idiotices dele.

- Ei V1d4 l0k4 – falou, quando saímos da ultima aula.

-fala ai Shorter – respondi.

-Pega um parquesinho hoje?

- Pegar um par...? – eu ri, fazendo minha barriga doer. — ah, ir pro parque? Eu e você? Hoje? Vamo sim, vou sair com meu pai agora, mas quando voltar eu te ligo. – eu havia pego o numero dele na aula de física, quem sabe eu precisaria? Como nesse momento.

- De boa, tchau ai.

-Tchau. – sorri, enquanto ia em direção ao portão, Will me esperava, mas agora com uma pessoa a mais no carro.

-Demorou em moça?

-Af Pai, vamo logo.- disse sem paciência.

Fomos ao London Eye, tipo muito lindo. O caminho foi um silêncio total, eu olhava pelo vidro para o lado de fora e ele olhava para o outro lado. Vez ou outra eu sentia seu olhar em mim. E Will olhava pelo retrovisor, querendo saber se ainda estávamos vivos. Quando chegamos la eu perguntei:

-Porque me trouxe aqui?

-Filha, temos que conversar.

-Concordo totalmente.

Entramos num dos vagões, reservado apenas para mim e para ele. Uma mulher trouxe pipoca e guaraná e o brinquedo começou a subir.

-Então... o que está achando da escola? – perguntou. Por um momento esqueci que estava com raiva dele e respondi:

-Até que... – Olhei-o – É UMA ESCOLA PRA DOIDOS PAI, EU NÃO SOU DOIDA. – me acalmei quando vi sua expressão. – por que você me pôs la?

-eu to me esforçando filhinha, tente se acostumar, por favor.

-Eu tento pai, mas preciso de um motivo, e qual é o que eu tenho? – falei — Saí do Brasil, onde estava a minha vida e vim pra cá para virar uma doida num internato.

-Desculpe filha... eu só... não posso explicar.

-Tá pai, sem problemas, agora fala o que o senhor quer por que eu tenho um ‘’encontro’’ quando sair daqui.- falei dando aspas em encontro com ajuda dos dedos

-Filha... – ele aparentava estar prestes a chorar, isso me enfraqueceu um pouco. — Tem muitas coisas acontecendo na minha vida agora que podem te afetar, e eu queria te pedir pra não sair de casa até segunda ordem.

-Mas pai...

-Sem mais. Obedeça, é pra seu bem, não vai adiantar você fazer nada.

Fiz silencio até o brinquedo parar e mandei o rapaz abrir o local, sai correndo em direção ao carro e mandei Will me levar, depois vim buscar meu pai. Ele falou algumas coisas mas depois aceitou e me mandou entrar, me levando em direção á casa, onde eu não poderia sair por um bom tempo... a não ser para ir ao ‘crazyworld’ , como diz Shorter.

Notas finais
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