The Monster Inside Me

10 Welcome to the worst nightmare of your life


Notas iniciais
Voltei! Uma boa leitura a todos.

Stef, Harry, Juliana, Hanna e Luke estavam no andar esconderijo se escondendo dos possíveis professores que perguntariam por que eles estavam matando aula.

A resposta não os agradaria muito, mas estavam fazendo o certo a se fazer.

Eles não poderiam encarar a aula.

Não com Caroline e Liam lá, no mesmo espaço que eles.

Com a presença deles na sala.

Respirando o mesmo ar que eles.

Sentaram-se os cinco em silêncio, até Luke resolver quebrá-lo.

–Alguém pode me explicar o que está acontecendo? — Perguntou, se levantando bruscamente.

–Luke… Essa rixa com meus primos…

–NÃO OUSE SE COMPARAR A AQUELE TIPO DE GENTE. — Interrompeu Hanna em um grito

– Começou quando eu entrei.

–Vai MESMO relembrar essa história? — perguntou Stefanie um tanto quanto irritada.

–Stef, algum dia nós teríamos que relembrar essa história. — respondeu Harry. Stef assentiu e colocou a cabeça em seu ombro. — Continua.

–Enfim…

Flashback — 3 anos atrás.

Primeiro dia de aula. O coração de Juliana palpitava. Escola nova, amigos novos, tudo novo. A sorte é que ela estava com seus primos, pessoas que ela mais amava na vida, Caroline e Liam.

–Pessoas que eu mais amava na vida, qual era meu problema? — Juliana revirou os olhos.

–Boa pergunta. — Stef fez o mesmo.

Isso a deixava confiante.

Quando chegou à escola, sua boa fez o formato de um “O”.

A escola era…

–PERFEITA! — Gritou. Vários alunos viraram-se para ela, em especial uma garota com o cabelo cor de mel com levemente ondulado de olho azul conversando com seu primo. — O que foi? Nunca viram uma novata não? — Gritou novamente irritada.

“Nunca confie na primeira impressão” pensou.

Localizou seu primo dando em cima da garota que olhara para ela (e Juliana percebeu que ela não estava muito bem com aquilo) e sua prima estava conversando com um garoto muito bonito. Juliana revirou os olhos, seus primos eram rápidos, e foi até eles.

–Oh, oi Ju, estava falando pro Harry sobre você. — virou-se para o tal de Harry. — Harry, esta é minha prima Juliana Yag. Harry, Ju, Ju, Harry.

O tal de Harry acenou para ela com a cabeça e Ju murmurou um “oi.”. Já sabia como ele seria: Metido, estúpido, arrogante, popular e provavelmente jogador de algo.

–Nossa Ju, muito obrigada pelas palavras de carinho. — Harry revirou os olhos.

– Acertei o popular e o jogador de algo. POSSO continuar? Obrigada. Enfim.

Logo após olhou para Liam.

–Ju! — Gritou Liam indo ao encontro dela. Uma garota estava em seu lado, não muito feliz. — Bem Vinda à escola!

Juliana revirou os olhos.

–Como se você fosse veterano. Enfim, quem é a garota que você está enchendo? — perguntou, fazendo a garota esconder uma risada. Liam abriu a boca para falar, mas Stef o interrompeu.

–Stefanie. Stefanie Jayer. — apresentou-se estendendo a mão. — Pode me chamar de Stef.

–Juliana. Juliana Yag — estendeu a mão de volta. — Pode me chamar de Ju.

Stefanie abriu um pequeno sorriso.

–Jayer, VAMO LOGO. — Gritou uma garota loira se aproximando da tal Stefanie. — O que é isso? — sussurrou alto, se referindo a Juliana.

–Juliana, Hanna, Hanna Juliana. — apresentou-as. Juliana estendeu a mão, mas a garota a analisou da cabeça aos pés.

–Novatos. — revirou os olhos. — Enfim Stef, depois da aula eu quero ver se já chegou à bolsa nova da Chanel que eu encomendei semana passada.

Os olhos de Ju brilharam. Seria sua chance de ser mais popular que seus primos?

–Como essa aqui? — levantou a bolsa, fazendo Hanna dar um gritinho e apertar o braço de Stef.

–COMO você conseguiu, se esgotaram há semanas! — deu mais um grito. Ju deu de ombros.

–Comprei em Paris semana passada, lá eles tem milhares dessas.

Dessa vez, Stef deu um gritinho.

–Você foi a Paris? — perguntou impressionada. Paris era seu sonho desde pequena.

Ela assentiu, dando de ombros.

–Foi legal, tenho grande parte da minha família lá.

–Que demais!

–E vem com uma bolsinha, Stef! Tipo uma carteirinha!

–Ah é verdade, nem tinha reparado. — Juliana pegou a pequena carteira.

–Olha os sapatos dela! — apontou Stef. — Seus pais não querem adotar uma filha?

–Vocês só pensam nisso, pelo amor de Deus… — notou Harry, se metendo na conversa e fazendo Ju rir. Talvez ele não fosse tão mal quanto ela pensava.

E assim, a amizade dos quatro começou.

Fim do Flashback.

–E três anos se passam e vocês NUNCA mudam. — notou Luke. — Stef, que cara é essa?

Stefanie olhou para ele com lágrimas nos olhos, tremendo um pouco.

–Eu quero comida. — Falou.

“Que pedido peculiar pra quem força o próprio vômito”.

–Comida? — Hanna arqueou a sobrancelha. — Você comeu duas saladas no almoço.

– Foda-se, eu necessito de comida como eu necessito respirar. Agora. Tipo, sério, agora. Não to brincando, eu quero comida. — Seu tom de voz ficou nervoso, e ainda chorava, enquanto Harry tirava uma barra de cereal da mochila.

–Serve? — Stef assentiu, pegando a barra com rapidez. Depositou um beijo na bochecha do garoto e começou a comer.

–Harry eu te amo, salvou a minha vida! — falou mastigando um pedaço da barra. Deu mais um beijo na bochecha do namorado e pediu que prosseguissem com a história.

–Então tá né… — notou Hanna, rindo internamente.

Flashback — 3 anos atrás.

–VOCÊ. NÃO. TINHA. O. DIREITO. DE. FAZER. ISSO! — Gritou Harry um tanto quanto irritado para sua melhor amiga Stefanie. A mesma mantinha uma expressão firme perante a ele.

–Qual o problema? — respondeu no mesmo tom. — Você tem o direito de transar com quem você quiser e eu também tenho esse direito.

Harry revirou os olhos, um tanto quanto irritado.

–Nós não transamos, ela só me deu uma carona para casa depois da festa. — retrucou. Stefanie revirou os olhos.

–Harry, me escuta você estava BÊBADO DEMAIS pra se lembrar.

–PORRA STEFANIE, EU NÃO BEBI. Nada ao ponto de não me lembrar, NÃO SOU COMO CERTAS VADIAS QUE TRANSAM COM QUALQUER UM QUE VEEM PELA FRENTE. NÃO TOMO MINHAS DECISÕES DIANTES DAS SUAS.

–Primeiro não pede a namorada em namoro e depois chama de vadia? — interrompeu Hanna. — Porra Harry, esperava mais de alguém como você.

–É que o romance morreu com o Harry. — notou Juliana, enquanto Luke ria, Harry revirava os olhos e Stef revirava a mochila do garoto a procura de mais uma barrinha de cereal.

–É sério? — perguntou Hanna. Stef assentiu, comendo a barrinha.

–Eu to com fome!

–ENTÃO COMO EXPLICA VOCÊ TER DESMAIADO NO MEIO DA FESTA E SE ACORDAR NO CARRO DA CAROLINE SEU MERDA INFELIZ?

Um silêncio se infiltrou entre os dois.

–Harry, acredita em mim, por favor. — Seu tom de voz agora era calmo. — Eu não transei com o Liam… Por vontade própria. Assim foi com a Caroline. Tinha alguma coisa naquela bebida e eu vi vocês dois juntos e... Sabe que eu, mais do que ninguém, não quero fazer sexo com alguém tão cedo. — abaixou a cabeça, prestes a chorar. Um sentimento de culpa invadiu Harry, fazendo-o ter lágrimas nos olhos.

–D- Desculpa Stef. E- Eu não queria gritar com você ou te chamar de vadia. Só fiquei muito nervoso em te ver com outra pessoa e eu sou um idiota e…

–Sem problemas. Só… Vamos manter entre nós essa história, ok?

Harry assentiu, pegando a mão da garota.

–Sem problemas.

Fim do Flashback.

–O que aconteceu foi que a Stef e o Harry foram drogados pelo Liam e pela Caroline. — continuou Juliana. — Eles foram suspensos da escola, mas seus pais decidiram que eles não ficariam mais nessa escola, então ficaram em um internato por três anos, até serem liberados por bom comportamento. Mas eu não sei o porquê eles voltaram logo para ESSA escola. Ju?

Os olhos de Juliana estavam cobertos de lágrimas. Lembrar-se daquela história a fazia se sentir culpada, mesmo que não tivesse culpa.

–Eu não… — começou, mas foi interrompida por Stef.

–Ju, NÃO se sinta culpada por algo que você não fez. Você mesma me disse isso há um tempo e isso se aplica a você.

“A pequena diferença é que a pobre Juliana Yag não fez nada.”

Aquela voz. Aquela voz que Stef chamava de monstro, novamente a atormentando.

“Se Liam e Caroline Yag voltaram, você merece.”

–Você não tem culpa de nada. — continuou tentando ignorar o monstro. — E eu sinceramente acho que deveríamos ignorá-los e agora eu vou fazer o discurso mais fútil da vida, mas tudo bem. Nós mandamos nessa escola. Temos beleza, dinheiro e status.

“Grande merda”.

–Eles não têm nada. — aumentou seu tom de voz e se levantou. — Apenas um histórico de bom comportamento em um internato. Mas do que isso adianta se eles traficavam drogas e colocavam na bebida de dois jovens e estupravam ambos?

“Falou à garota que mandou matar uma pessoa e fez outra se matar.”.

–Somos MUITO melhores do que eles. — seu tom de voz ficou um pouco tremido, mas ela ignorou. — E vamos provar isso! — gritou.

Alguns aplausos foram dados e Luke deu um assovio.

“Lindo Stefanie, lindo. Pena que tudo isso foi hipócrita, já que você, ah, mandou matar uma garota”.

‘Nunca vai se esquecer disso, não é?’

“Há marcas que nem o tempo apaga. E você vai sofrer Jayer. Muito”.

“EU JÁ ENTENDI QUE EU VOU SOFRER, mas tá demorando esse sofrimento hein?”

“Será Jayer? Será mesmo? Bem, você é burra, mesmo que suas notas mostrem o contrário, mas lá vai uma que vai fazer você pensar e perceber que quando eu cumpro promessas. Lá vai. Boa aquela barrinha de cereal do seu namorado, não?”

Stef se assustou com as ameaças, mas as ignorou. Nada do que monstro fizesse a estragaria.

A não ser se…

“Pensou direito Stef? Parabéns, medicina UCLA 2016, poderia tentar até Harvard.”

“Você não faria isso.”

“Dessa vez, eu não fiz nada”.

–--------------------------------------------------10-------------------------------------------------

–Amor, você… ‘Tá bem? — perguntou Harry em um tom preocupado. Stef negou com a cabeça.

–Eu não ‘to me sentindo bem amor, sabe?- respondeu colocando a mão na barriga. Harry arqueou a sobrancelha. — ‘To meio enjoada.

–Comeu algo de diferente ou…?

–Harry, eu sei que a confiança em mim não é a das melhores, mas eu realmente não ‘to bem. Não, eu não provoquei isso. Pode me levar pra casa? — perguntou com a voz cansada. Harry assentiu, beijando rapidamente seus lábios.

–Precisando de algo, é só chamar.

Stef colocou a cabeça no ombro de Harry e assentiu, tentando esquecer seus possíveis problemas.

–-------------------------------------------10--------------------------------------------------------

Stefanie Jayer estava sentada no chão de seu banheiro, pouco se importando se ia pegar alguma pneumonia ou se seu cachorro arranhava loucamente a porta. Os dois minutos pareciam duas horas, mas ela esperaria. Estava rezando para algo acontecer, para que sua última menstruação tivesse levado mais do que duas semanas, para que Harry ou ela tivessem algum problema, para que ela tivesse tomado alguma pílula ou até mesmo que monstro a estivesse a enganando e Harry tivesse usado camisinha. Estava rezando para algo acontecer.

Ela já não tinha sofrido demais? Já fora estuprada três vezes, mandara matar uma pessoa, enganara sua mãe, praticamente matara seu primo e quase não fora perdoada por Harry.

E tinha a porra de um monstro dentro de si.

“Quantos elogios Jayer, está me deixando lisonjeado”.

Harry era a única coisa que ela tinha.

Sim, ela tinha suas amigas, mas elas não sabiam nem da metade do que Harry sabia.

Mas Harry não ligava para seus defeitos.

Mas com certeza ligaria para o possível resultado.

Stef olhou para o resultado e começou a rezar internamente.

–Deus, por favor, eu sei que duvidei de sua existência, mas…

“Mas Deus perto de mim não é nada, EU MANDO NESSA PORRA”.

Em nenhuma vez ambos haviam sugerido a ideia de usar camisinha.

Esquecimento dela, e talvez Harry nem tivesse notado.

Mas agora isso não importava.

Ela, Stefanie Jayer.

“Psicopata”.

Com um monstro dentro de si.

Grávida de provavelmente um mês, se seus cálculos estivessem certos.

“Bem Vinda ao maior pesadelo da sua vida.”.

Stef colocou as mãos no rosto e começou a chorar.

“A realidade”.

Notas finais
Amanhã é o penúltimo capítulo, obrigada a todos que acompanharam